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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

Texto Base: Atos 2:1-4,14-17
“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias, acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne…”(Atos 2:16,17)

INTRODUÇÃO

     O verdadeiro Movimento Pentecostal está fundamentado sobre duas colunas vitais: A Palavra (a Bíblia Sagrada) e o Poder de Deus, pela ação do Espírito Santo. Assim era a Igreja primitiva. A história do Movimento Pentecostal é, até os dias de hoje, a história da busca do revestimento de poder e dos dons espirituais por parte daqueles que, crendo na Palavra de Deus, dão atenção aos ensinos e relatos bíblicos relativos à igreja primitiva. O Espírito Santo tem sido derramado sobre aqueles que, em vez de se iniciarem em controvérsias teológico-filosóficas a respeito da operação do Espírito de Deus, têm prestado atenção ao texto bíblico e têm seguido os mesmos passos dos discípulos da igreja primitiva, orando e buscando o dom do Espírito Santo. Onde tem havido busca do revestimento do poder e dos dons espirituais, o Senhor tem cumprido a Sua Palavra e batizado crentes com o Espírito Santo e concedido dons espirituais. Quem presta atenção e leva em conta o que dizem as Escrituras, sabe que o Senhor disse que “… se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11:13).


I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃOA origem do Pentecostes cristão está no coração de Deus. Ele proclamou isso através do profeta Joel: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne”(Atos 2:16,17). Esta declaração profética cumpriu-se no dia da festa de Pentecostes, justamente cinquenta dias após a Ressurreição de Cristo. Nesse dia de festa, Deus encheu os primeiros discípulos do Espírito Santo, a fim de que testificassem do poder de Jesus.
1. O ponto de partida. O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o movimento pentecostal (At 2:1-47). Como nos explica a própria Bíblia, a lei, com todas as suas cerimônias, ritos e prescrições, tinha uma finalidade educativa - pedagógica, pois servia de “sombra” das coisas que estavam para vir (Cl 2:16,17; Hb 10:1), tudo tendo sido escrito para nosso ensino (Rm 15:4). Assim, a festa judaica de Pentecostes é uma figura, um símbolo, um tipo do derramamento do Espírito Santo e, por isso mesmo, este derramamento se iniciou num dia de Pentecostes, para que, através do que está escrito sobre esta festa judaica, entendêssemos o significado desta operação espiritual, que é fundamental para a nossa vida cristã.
Não é coincidência que o derramamento do Espírito Santo tenha se iniciado no dia de Pentecostes. Em primeiro lugar é importante salientar que estamos diante do “ano aceitável do Senhor” (Lc 4:19), ou seja, o tempo em que haveria a pregação do evangelho. Este ano se iniciou com a morte de Jesus Cristo no Calvário, que nos abriu um novo e vivo caminho para o Pai (Hb 10:20), episódio que, por inaugurar este ano do Senhor, nada mais é que a Páscoa (1Co 5:7). Tanto assim é que, no dia seguinte ao sábado da páscoa, era oferecido um molho das primícias da colheita ao sacerdote (Lv 3:10), que seria movido perante o Senhor, primícia esta que outra não é senão o primogênito dentre os mortos, aquele que ressuscitou no primeiro dia da semana, Cristo Jesus (1Co 15:20,23; Cl 1:18). Em seguida, cinquenta dias depois, vinha o Pentecostes, a festa que indica o início da colheita no ano, ou seja, a ocasião que demonstra o início da salvação da humanidade através da Igreja, o início do movimento do Espírito Santo, baseado no sacrifício de Cristo, com poder e eficácia, em prol da colheita das almas para o reino celestial, algo que perdurará até a festa da colheita final, até o final deste ano, que se dará com a terceira festa, a festa das trombetas ou festa dos tabernáculos, que representa a volta de Cristo, o arrebatamento da Igreja.
Assim, a descida do Espírito Santo somente poderia ocorrer, mesmo, na festa das primícias, na festa das semanas, que indica o início da colheita, o início da manifestação plena do Espírito Santo no meio da humanidade com vistas à salvação das almas. Era o começo do movimento e o Espírito Santo sempre esteve relacionado com o mover, como vemos desde a Sua primeira aparição no texto sagrado (Gn 1:2).
2. Como surgiu o termo pentecostalismo. O termo “pentecostalismo” vem da palavra “Pentecostes”(nome atribuído no Antigo Testamento a uma das três principais festas do povo Judeu: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos), haja vista ter sido na Festa de Pentecostes que os discípulos de Jesus receberam a virtude do Espírito (cf. Atos 2). Os Pentecostais crêem no batismo bíblico com o Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a Sua vontade, e na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a Sua soberana vontade. Isto é pentecostalismo. Todavia, este termo é do início do século XX, quando houve o derramamento do Espírito Santo nos Estados Unidos da América, semelhante à manifestação de Atos dos Apóstolos capítulo 2.
O Pentecostalismo iniciado na Rua Azusa, em Los Angeles, em 1906, está completando 105 anos em 2011. E, como resultado de sua consistência e seriedade, tem-se mantido por todo esse tempo e com certeza continuará até a volta do Senhor. Os desvios e abusos que eventualmente têm surgido não podem descaracterizar aquilo que nasceu no coração de Deus, que é reavivar o seu povo para uma obra do fim. Que Deus nos ajude a ser renovados a cada dia!


II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMOUm dos pontos essenciais do pentecostalismo é a crença de que o avivamento da Igreja é contínuo, ou seja, que Deus não cessa de intervir no meio de Seu povo para impedir que a vida espiritual deixe de ser abundante. O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja.
1. A promessa da efusão do Espírito. A efusão do Espírito Santo significou o início do cumprimento de Deus registrado nas profecias de Joel, capítulo 2, verso 28, de derramar seu Espírito sobre todo o seu povo nos tempos do fim. Esse derramamento resultou num fluir sobrenatural do Espírito Santo entre o povo de Deus.
A maior parte dos chamados evangélicos tradicionais (ou reformados), ou seja, as denominações evangélicas surgidas durante a Reforma Protestante, movimento de renovação espiritual surgido a partir do século XV na Europa e que teve, entre outros, grandes expressões nas figuras de Martinho Lutero e João Calvino, argumentam que o derramamento do Espírito Santo foi um acontecimento restrito ao dia de Pentecostes ou, quando muito, aos tempos apostólicos.
Entretanto, este entendimento não pode ser aceito. E quem é que o diz? Os teólogos pentecostais? Os líderes das denominações chamadas pentecostais? Claro que não! Quem o diz é a própria Palavra de Deus! No dia de Pentecostes, Pedro já dá a amplitude desta operação do Espírito Santo, ao invocar a profecia de Joel a respeito do derramamento do Espírito. O texto sagrado deixa-nos bem claro que a promessa estava reservada para os últimos dias, até o grande e glorioso dia do Senhor (At 2:16-20), reforçando, ao término da pregação, que a promessa dizia respeito tanto a judeus quanto a gentios, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar (At 2:39). Pelo que podemos, portanto, concluir, pelas Escrituras, o derramamento do Espírito Santo, qual ocorreu no Pentecostes, é uma manifestação que tem sua duração prevista até o “grande e glorioso dia do Senhor”.
2. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos. A história da Igreja tem comprovado que os elementos característicos do Movimento Pentecostal não são uma realidade circunscrita aos tempos apostólicos. Durante todos os avivamentos ocorridos nestes dois milênios, tem havido registros da manifestação do batismo com o Espírito Santo e dos espirituais. Grandes homens de Deus, mesmo entre os chamados “reformados”, mostra-nos a história, receberam esta bênção.
Conforme relato que li de alguns estudiosos, a partir da Reforma Protestante, quando a Igreja consegue se livrar dos dogmas romanistas de forma ostensiva e organizada, a história começa a registrar episódios do fenômeno da glossolália, ou seja, do falar em línguas estranhas, com cada vez maior intensidade. T. L. Souer, em sua obra História da Igreja Cristã, no volume 3, na página 406, informa que Martinho Lutero falava em línguas estranhas, sendo que, no século XVII, entre os quacres (grupo religioso protestantes formado na Grã-Bretanha), é dito que, com freqüência, os crentes recebiam o derramamento do Espírito e falavam em línguas, fenômeno que era, também, comum entre os pietistas, grupo protestante da Alemanha.
Seria, porém, no século XIX, que os casos de glossolália aumentariam. O pastor presbiteriano inglês Edward Irving (1792-1834) recebeu o batismo no Espírito Santo, o que o levou a ser excluído de sua denominação. Seu grupo acabou por fundar a Igreja Apostólica de Londres que, entretanto, se diluiu depois da morte de seu líder.
Nos Estados Unidos, também foram verificadas ocorrências de glossolália e tal fenômeno passou a ser freqüente em vários grupos de crentes, a ponto de os evangelistas da época passarem a pregar a existência de uma “segunda bênção”, subseqüente à salvação e que consistia em um “revestimento de poder do Alto”, “segunda bênção” esta que os evangelistas Dwight Lyman Moody e R.A. Torrey chamaram de “batismo no Espírito Santo”, não tendo, porém, pregado que a evidência deste batismo seria o falar em línguas estranhas. Charles Finney seria outro grande pregador que passaria a defender a “segunda bênção”(vide Biografia).
Charles Fox Parham, na escola que fundou na cidade de Topeka, no estado norte-americano de Kansas, chegou, com seus alunos, em 1900, à constatação de que o “batismo no Espírito Santo”, na Bíblia Sagrada, era sempre evidenciado pelo falar em línguas estranhas e, naquela mesma escola, no dia 1º de janeiro de 1901, foi batizada com o Espírito Santo a aluna Agnes Ozmam, a primeira pessoa a ser batizada com o Espírito Santo com a consciência de que o sinal para tanto era o falar em línguas estranhas depois do período apostólico.
Após este batismo e como alguns achassem que Agnes tivesse falado em chinês e em boêmio, entre outras línguas, Parnham passou a entender que as línguas faladas eram idiomas estrangeiros e que o falar em línguas estava vinculado à obra missionária. Por causa disso, se, de um lado, não eram verdadeiros os pensamentos de que as línguas estranhas eram idiomas estrangeiros (o que causa até hoje confusão no meio doutrinário), de outro, houve o início de uma concepção de que se estava diante de um instante de derramamento do Espírito Santo com perspectiva missionária, o que fez com que o movimento pentecostal fosse concebido com uma tarefa de evangelização de todo o mundo.
Parnham começou a viajar pelos Estados Unidos para divulgar a descoberta que fizera e a ganhar alunos nestas suas andanças, entre os quais, um pastor negro leigo (isto é, que não havia estudado em seminário para se ordenar pastor), William Joseph Seymour, que pastoreava uma igreja em Houston, Texas, quando, em 1905, foi convidado por Neely Terry, que freqüentava uma pequena igreja da Santidade em Los Angeles e que havia ficado impressionada com o pastor (que não cessava de defender a tese da “segunda bênção” mediante a evidência do falar em línguas), para que ele visitasse sua igreja.
William Joseph Seymour chegou a Los Angeles em 22 de fevereiro de 1906 e, dois dias depois, pregou na igreja, mas o líder da igreja rejeitou seu ensino e Seymour teve de pregar nas casas dos crentes que aceitaram a mensagem, grupo que logo cresceu e passou a se reunir na casa de Richard e Ruth Asbery na rua Bonni Brae, 214. Em 9 de abril de 2006, começou o avivamento, com o batismo no Espírito Santo de Edward Lee. Naquele mesmo dia, seis outras pessoas receberiam o batismo com o Espírito Santo e, em 12 de abril, o próprio Seymour seria batizado com o Espírito Santo.
No Brasil, o Movimento Pentecostal chegou em 1910 e 1911 com a vinda de missionários que tinham sido avivados na América do Norte. O primeiro deles foi o presbiteriano Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil e resultou no nascimento da Congregação Cristã no Brasil. Logo depois, chegaram os batistas Daniel Berg e Gunnar Vingren que vieram como missionários para Belém - PA, e, ali, iniciaram a Igreja Assembléia de Deus, em 1911.
Os resultados vividos pela Igreja a partir do despertamento espiritual experimentado a partir do final do século XIX, com a evangelização de praticamente todo o mundo, mostra-nos, claramente, que nos encontramos no período da “chuva serôdia”, ou seja, a “chuva da primavera”, descrita pelo profeta Joel, que, em Israel, vinha um pouco antes da colheita, que, como sabemos, é a figura do arrebatamento da Igreja.
Nada mais adequado e oportuno, portanto, que analisemos a Bíblia Sagrada e verifiquemos em que se baseiam as chamadas “doutrinas bíblicas pentecostais”, que nada mais são que os ensinos das Escrituras a respeito da atualidade da operação do Espírito Santo na Igreja, crença esta que foi a principal motivadora para este movimento que, por crer que o Espírito Santo continuava a atuar da mesma maneira que na igreja primitiva, proporcionou a evangelização de praticamente o mundo inteiro em cem anos.


III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMOO pentecostalismo, embora apresentado pelos evangélicos tradicionais como uma “inovação” foi, na verdade, a retomada da verdade bíblica da atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais, portanto, não representou qualquer novidade, mas, pelo contrário, o retorno ao que está na Bíblia, à volta ao texto sagrado, esquecido e desprezado pelos tradicionais quanto a este aspecto. Que bom seria, aliás, que todos nós fôssemos conservadores neste prisma, ou seja, que sempre nos mantivéssemos fiéis e agarrados ao texto bíblico.
1. Características das igrejas pentecostais. Se o movimento Pentecostal é atemporal (contínuo) e bíblico, devemos observar nas próprias Escrituras quais são as suas características, até para que não nos deixemos enganar pelos “falsos avivamentos”, manifestações espirituais espúrias e que nada mais são que falsificações e imitações do inimigo de nossas almas; verdadeiros “ventos de doutrinas” que também estão a aumentar em número, mormente agora quando se aproxima o dia da nossa glorificação.
São igrejas verdadeiramente pentecostais as que:
a) Tem a Bíblia como a sua regra de fé e prática. A Bíblia é o livro da igreja. Igrejas que não valorizam a Palavra de Deus não podem ser consideradas igrejas cristãs. Não são servas da Palavra e nem serva de Cristo. São servas de teologias, de filosofias, do pós-modernismo, do relativismo; são servas de seus fundadores, de seus dogmas, mas não tem Cristo como Senhor, nem sua Palavra como regra de fé e prática. A Bíblia é o Livro de Deus para a Igreja; é nela que encontramos as diretrizes para atingirmos à santidade (ver Ef 4:24-32).
Não se pode concordar com aqueles que identificam o “pentecostalismo” como uma doutrina puramente mística, que privilegia a subjetividade, ou seja, a emoção de cada pessoa, que defenda um “contacto direto e místico” com Deus. A doutrina pentecostal é, sobretudo, bíblica, ou seja, está fundada nas Escrituras e se baseia totalmente nelas. Portanto, o verdadeiro pentecostalismo não admite qualquer outra revelação além das Escrituras Sagradas, pois prima pela ortodoxia bíblica e pela sã doutrina(Gl 1:6-9).
b) Mantém a Comunhão, ou seja, a união entre os crentes e o Senhor, e entre os próprios crentes. Comunhão com Deus significa a separação do pecado e a separação para Deus, a santificação progressiva; enquanto que a comunhão com os irmãos representa a união fraternal, o exercício do verdadeiro amor, o amor divino entre os irmãos, sem o qual não se pode dizer que há amor a Deus (1João 2:9-11; 4:7,8). Preservar o verdadeiro Pentecostes é demonstrar o amor a Deus, evitando o pecado, como também amando o próximo.
c) Conserva o avivamento iniciado no dia de Pentecostes: a manifestação do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. É a mesma preocupação que havia no cerimonial do tabernáculo e, depois, do templo de Jerusalém, de não se permitir que o fogo do altar se apagasse (Lv 6:13).
d) Tem compromisso com a santidade. Para manter o Espírito Santo ativo em nós, faz-se necessário que nos mantenhamos separados do pecado, que não voltemos a pecar, bem como que prossigamos a obedecer ao Senhor Jesus. O segredo da conservação do verdadeiro Pentecostes está na santificação e na observância da Palavra de Deus.
O Senhor abomina quem quer se servir dEle, ou seja, quem almeja receber as bênçãos prometidas por Deus aos homens, quem quer, inclusive, ter o poder de Deus na sua vida, mas que não quer, de forma alguma, submeter-se ao senhorio de Cristo. Deus não se deixa escarnecer e, portanto, quem pensa que poderá servir a Deus pecando, terá uma grande decepção naquele Dia! (Mt 7:21-23).
e) Obedece de forma irrestrita a Palavra de Deus. Não basta orarmos, nem tampouco meditarmos na Palavra de Deus, mas precisamos pôr em prática aquilo que aprendemos ao estudarmos a Bíblia Sagrada, como também aquilo que recebemos da orientação direta do Espírito Santo. O conhecimento teórico das Escrituras de nada serve. Jesus mostrou que os fariseus tinham amplo e correto conhecimento da Lei, mas não viviam coisa alguma daquilo que ensinavam (Mt.23:1-3).
f) Mantém a mesma postura dos discípulos e da igreja primitiva, que não se cansava de anunciar a salvação na pessoa de Jesus Cristo, conforme as demandas da Grande Comissão(Mc 16:15-20).
2. Novos Movimentos. O pentecostalismo é um movimento bíblico, e suas doutrinas também são. Um culto legitimamente pentecostal não ignora 1Coríntios 14; antes, oferece um culto racional a Deus, com ordem e decência. Portanto, está com razão aqueles que não aceitam a palavra “neopentecostalismo”, que vem sendo utilizada por estudiosos da religiosidade nos últimos anos, para identificar os movimentos e denominações que têm surgido a partir da década de 1970 e que se constituem, hoje, no ramo que mais cresce entre os chamados “evangélicos”, pelo menos nos países sul-americanos. Não se pode ter um “novo Pentecostes”, ou seja, uma “nova doutrina pentecostal”, ou ainda, para se usar de expressão tão em moda naqueles segmentos referidos, de uma “nova unção”.
A doutrina pentecostal não é uma “inovação”, nem uma “novidade”, mas é algo que está presente na Igreja desde o seu primeiro dia de manifestação ao mundo, ou seja, o dia de Pentecostes, pois é algo que está na Palavra de Deus e, sabemos todos, que esta Palavra não muda, nem jamais mudará (Sl 33:11; Mt 24:35; Lc 21:33; 1Pe 1:23,25). Por isso, seria correto falarmos em “neoigrejas pentecostais”, mas não em “igrejas neopentecostais”.
Sal grosso, fita vermelha, oração por copo d’água, manto de prosperidade, “batismo no Espírito Santo” para glorificar ídolos, falsas línguas, falsos dons… Não há base bíblica para isso. Tudo isso é fruto dos manipuladores da Palavra da Verdade.
O pentecostalismo autêntico é bíblico, e seus frutos são excelentes! Contudo, sempre há aqueles que dizem o que a Bíblia não diz e mancham o nome de todo um povo. Afastemo-nos, pois, dos falsos ensinos e não larguemos a Palavra de Deus. Busquemos o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais, para sermos testemunhas eficazes de Jesus até os confins da Terra!

CONCLUSÃOSalvar ou assegurar a pureza do Movimento Pentecostal é conservá-lo intacto, mantê-lo genuíno, ou seja, fazer permanecer as suas características, as suas finalidades.
O derramamento do Espírito Santo tem como objetivo transmitir o poder de Deus ao Seu povo até o fim da dispensação da graça, a fim de criar condições para que haja a evangelização do mundo bem como o aperfeiçoamento dos santos até a volta de Cristo. É esta a finalidade do Pentecostes.
Devemos manter estes propósitos constantes das Escrituras: o poder de Deus é transmitido para a glória do Senhor, para a salvação das almas e para o aperfeiçoamento dos santos. Qualquer outro intento que se apresente deve ser repudiado.
Não se pode adotar o misticismo estéril (porque não gera frutos para o reino de Deus) que tanto tem invadido as igrejas locais, nem tampouco se dispensar o verdadeiro Pentecostes por conta de uma “ortodoxia” que, em verdade, representa um formalismo vazio, oco e que, não raro, revela um descrédito no Evangelho completo e poderoso, tal qual constante nas páginas sagradas.
FONTE: EBDWEB

domingo, 22 de maio de 2011

Deus Fala com o homem que mostra interesse


Bíblia foi escrita em lágrimas e aos que choram revelará os seus melhores tesouros. Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo.
Foi a Moisés, um homem atemorizado, que Deus falou no mon­te, e esse mesmo homem mais tarde salvou a nação quando se prostrou diante de Deus oferecendo-se para que seu nome fosse apagado do livro divino a favor de Israel. O longo período de jejum e oração de Daniel fez com que Gabriel descesse dos céus e lhe contasse o segredo dos séculos, Quando o amado João chorou muito por não haver ninguém digno de abrir o livro de sete selos, um dos anciãos confortou-o com as alegres novas de que o Leão da tribo de Judá tinha vencido.
Os salmistas com freqüência escreviam chorando, os profetas mal conseguiam ocultar sua tristeza, e o apóstolo Paulo em sua epís­tola alegre aos filipenses, derramou lágrimas ao pensar nos muitos inimigos da cruz de Cristo cujo fim seria a destruição eterna. Os líderes cristãos que abalaram o mundo foram todos homens de dores, cujo testemunho à humanidade brotou de corações pesados. Não existe poder nas lágrimas em si, mas as lágrimas e o poder sempre estiveram juntos na Igreja dos Primogênitos.
A idéia de que os escritos dos profetas abatidos pela tristeza são muitas vezes estudados por pessoas simplesmente curiosas, que jamais derramaram uma única lágrima pelos males do mundo não é de modo algum animadora, Elas especulam sobre os acontecimentos fu­turos, esquecendo-se de que o único propósito da profecia bíblica é preparar-nos tanto moral como espiritualmente para o momento que virá.
A doutrina da volta de Cristo está sendo negligenciada, e pelo que posso constatar ela não exerce hoje qualquer poder sobre os cristãos comuns. Alguns fatores contribuem certamente para isto: mas o principal, em minha opinião, foi o infortúnio sofrido pela verdade profética entre as duas guerras mundiais, quando homens de olhos secos decidiram instruir-nos a respeito dos escritos dos profetas lacrimosos. Multidões e ofertas generosas foram o resultado até que os acontecimentos provaram o erro dos mestres em um grande núme­ro de pontos; a reação não se fez demorar e a profecia entrou em desfavor junto às massas. Este foi um truque engenhoso do diabo e funcionou muito bem. Devemos aprender que não é possível tratar das coisas santas negligentemente sem sofrer as conseqüências.
Outra esfera em que os homens sem lágrimas nos prejudicaram muito foi na oração pelos doentes. Sempre houve homens reveren­tes, compenetrados, que julgaram ser um dever sagrado orar pelos doentes para que pudessem ser curados segundo a vontade de Deus. Foi dito que as orações de Spurgeon levantaram mais doentes do que as ministrações de qualquer médico de Londres. Quando os promotores de olhos secos se apossaram da doutrina, ela foi trans­formada num negócio lucrativo. Homens de maneiras suaves, persuasivas, usaram métodos de venda superiores a fim de fazer grandes fortunas com suas campanhas. Suas grandes propriedades e esplên­didos investimentos financeiros provam como tiveram êxito cm se­parar os doentes e os sofredores do seu dinheiro. E tudo isto em nome do Homem de Dores que não tinha onde repousar a cabeça.
Tudo que é feito sem envolver o coração é feito nas trevas, não importa quão bíblico pareça ser. Pela lei da justa compensação. o coração do que brinca com assuntos religiosos será destruído pelo brilho excessivo da verdade em que tocar. Os olhos sem lágrimas serão finalmente cegados pela luz que contemplam.
Nós que pertencemos às igrejas não-lítúrgicas temos a tendên­cia de considerar com certo desdém aquelas igrejas que seguem uma forma de serviço cuidadosamente prescrita, e certamente deve haver muito em tais serviços que tem pouco ou nenhum significado para o participante comum — isto não se deve ao fato de ser progra­mado com detalhes, mas porque o participante comum é o que é. Observei, entretanto, que nosso serviço improvisado, planejado pelo líder vinte minutos antes, com freqüência tende a seguir uma ordem deprimente, cansativa, quase tão padronizada quanto a Missa. O ser­viço litúrgico é pelo menos belo, enquanto o nosso quase sempre se destaca por ser feio. O deles foi cuidadosamente elaborado através dos séculos a fim de capturar o máximo de beleza possível e pre­servar um espírito de reverência entre os adoradores. O nosso é com freqüência algo provisório, sem nada que o recomende. A sua proclamada liberdade não passa de simples relaxamento.
Em teoria, quando a reunião não é planejada, o Espírito Santo opera livremente e isso seria verdadeiro se todos os adoradores mos­trassem reverência e fossem cheios do Espírito. Mas na maioria das vezes não há ordem nem Espírito, apenas uma oração de rotina que, exceto por pequenas variações, é sempre a mesma, semana após semana, e alguns hinos que já não eram muito bons desde o início t com o tempo perderam todo o seu significado pela repetição.
Na maioria de nossos cultos dificilmente existe um traço de pen­samentos reverentes, nenhum reconhecimento da unidade do corpo, e pouco ou nenhum senso da Presença divina, nenhum momento de quietude, solenidade, admiração, temor santo. No geral, o que existe é um regente de cânticos distraído, que tenta fazer graça, e um encar­regado que anuncia cada "número" como num programa radiofônico, esforçando-se para dar continuidade ao espetáculo.
Toda a família cristã está necessitando desesperadamente de uma restauração da penitência, da humildade e das lágrimas. Possa Deus enviá-las muito em breve.

Fonte: O Melhor de A.W. Tozer

sábado, 21 de maio de 2011

NA LÍNGUA ESTÁ A CHAVE DA VITÓRIA E DA DERROTA


Jesus nos mostrou o incrível poder investido em nossas palavras, quando falou: "Qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito" (Mc 11.23). Repare a ênfase: Aquele que disser, crer no que diz; será feito o que disser. Três vezes, num curto espaço de tempo, Jesus enfatizou o poder do que é dito.
       É um princípio que muitos servos de Deus ainda não entenderam bem. Por não colocar em prática essa verdade, muitos desperdiçam grandes oportunidades para ver Deus fazendo milagres nas suas vidas. Não aproveitamos de um canal de bênçãos simplesmente por não sabermos usar as nossas palavras da forma correta. Na sua língua está a chave de vitória ou derrota, vida ou morte, dependendo da maneira que você for usá-la.
       Se você entender esse preceito, e usar a sua língua para fazer declarações de vitória, poderá ver as circunstâncias mudadas da ruína para o triunfo. A escolha é sua, a opção está na sua boca nesse exato instante.
       Moisés ecoou nossa escolha através das nossas bocas, quando disse ao povo de Israel: "A palavra está bem próxima de vocês; está em sua boca e em seu coração; por isso vocês poderão obedecer-lhe. 'Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, ou morte e destruição" (Dt 30.14, 15 - NVI).
       Ele disse essas palavras durante uma exortação profética sobre o futuro de Israel, pouco antes da sua morte, quando se preparava para entregar a liderança da nação a Josué. Ele colocou duas opções diante do povo. Uma, de servir a Deus de coração reto, o que traria prosperidade e uma vida de harmonia na terra. A outra opção, de desviarem-se de Deus, que traria desastre e morte; e os sobreviventes seriam deportados da terra, para viverem como escravos.
       O mais fascinante é que Moisés disse que a chave dessas duas opções estava no coração e na boca. No coração porque é ali que sentimos e decidimos o que vamos falar, mas tudo é selado com a boca! Jesus explicou mais sobre esse princípio, quando disse: "Pois a boca fala do que está cheio o coração" (Mt 12.34 - NVI).
       Moisés estava dizendo, de uma forma inegável, que as suas bocas iriam fazer a diferença se tivessem vida ou morte, prosperidade ou destruição. E o princípio que enunciou naquele dia ainda é válido. Até hoje podemos trazer milagres e bênçãos para as nossas vidas, dependendo das palavras que falamos. Você pode liberar a presença do Senhor para curar, libertar e trazer soluções milagrosas aos problemas insolucionáveis ou pode selar a derrota.

Fonte:  O Poder da Língua  Gary Haynes

O IMPACTO DA EBD


    A maioria de nós é fruto de professores dedicados que nos ensinaram anos através da EBD. Nossa futura geração de cristãos terá a força que ensinarmos hoje!

Leia parte do testemunho de Linda Frederick na revista "Evangelista de Crianças" APEC:

"Por anos trabalho com crianças da idade de primários, ensinando-lhes que Jesus Cristo morreu e ressuscitou por elas afim de conceder-lhes vida eterna. Mas meu ritmo frenético de trabalho levando e trazendo crianças de ônibus, tolerando-as durante a classe na Escola Dominical... francamente, por vezes me sinto cansada e questiono: "Será que vale a pena todo esse esforço?" .... Quando me sinto assim, procuro lembrar de Gálatas 6.9: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos...".
O verso me alenta também quando vejo as crianças se tornando adolescentes rebeldes... Ricardo foi um desses meninos que mais me cansou. ... Como poderia alcançar aquela criança? ... Neste dilema, minha mente só apontava um caminho: "Ame-o assim como é. Sem tentar mudá-lo. Ame-o." Tão logo comecei a seguir a direção do Espírito .... Naquele dia notei também que ele usava um  brinco em forma de punho cerrado na orelha e ... Por um ano inteiro ele não retribuiu meu interesse... Nos 3 anos seguintes, Ricardo fez muitos progressos....Mas quando chegava o momento de tomar uma decisão por Cristo, o menino hesitava... depois desapareceu...
Quando ele já tinha 12 anos, subitamente... reapareceu... quando ele tinha 13 anos, tive uma oportunidade de falar com ele a sós...mas ele se recusou a abaixar a cabeça e orar aceitando a Cristo. Com isso, fiquei também muito desanimada. Mas o verso de Gálatas falou alto mais uma vez em minha mente... Mais alguns meses depois o professor da Escola Dominical do Ricardo me contou que ele fizera sua decisão... Na quinta feira seguinte, ao abrir o jornal, havia uma manchete chocante sobre a morte de um menino. E esse menino era o Ricardo. Ele se afogara... Ricardo estava com Cristo... O que seria dele se tivesse deixado o cansaço e a irritação tomar conta de mim? Ao entrar na casa do funeral... olhei para seu rosto. Por todos os anos que o conheci, Ricardo nunca me comunicou paz ou felicidade. Mas ali, na morte, havia paz. Depois de enxugar as lágrimas, notei seu novo brinco. Em lugar do punho cerrado havia uma cruz. Uma cruz de ouro. Vi e me regozijei!"

"Alcançar esta geração para Jesus" é nosso lema, servos do Senhor! Não há caso perdido, o que há é nossa limitação, que sempre será superada pela ação do Espírito Santo (Zacarias 4.6). A EBD é o principal meio de ensino e um dos principais de evangelização (não foi feito uma estatística, mas creio que é maior o número de salvos veio da EBD!).

Somos chamados por Deus para esta tarefa. Você é um líder, e juntos, iremos desempenhar esta tarefa importantíssima. Vale a pena!

ENTUSIASMO: para enxergar o potencial dos alunos e professores da EBD
AMOR: para preencher nossa insuficiência e nos animar sempre
PERDÃO: para oferecer, quando nem sempre tudo dá certo
FÉ: para crer no poder do Espírito Santo, agindo através da EBD
HUMILDADE: para mudar e aprender, ouvir sugestões e partilhar desafios

Fonte: Curso de Liderança e EBD - Júlio César Zanluca



quarta-feira, 18 de maio de 2011

O GENUÍNO CULTO PENTECOSTAL

Texto Base:1Corintios 14:26-33,39,40
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação“(1Co 14:26).



INTRODUÇÃO
O genuíno culto pentecostal deve ser ordeiro e decente, de acordo com as Escrituras. Deus não aceita no momento do culto procedimentos desorganizados e comportamentos irreverentes. Deus não é Deus de confusão, e não deseja que o momento em que é adorado sirva de escárnio nem para crentes não pentecostais nem para ímpios.
Deve-se aceitar certa liberdade no modo de adoração ao Senhor, vez que não há padrões rígidos e fixos após a vinda do Senhor a este mundo, daí porque as Escrituras dizerem que onde há o Espírito de Deus, aí há liberdade (2Co 3:17). Contudo, a liberdade na adoração a Deus não significa, em absoluto, que não haja quaisquer regras ou parâmetros na devoção coletiva, na liturgia, que é o nome que os teólogos dão a esta ordem de culto a Deus na igreja local. Liberdade, biblicamente falando, é algo que é feito debaixo da submissão da autoridade divina, algo que tem responsabilidade, não uma autonomia diante de Deus, muito menos uma libertinagem. Nosso Deus é um Deus de ordem e de decência e, como tal, a devoção coletiva deve observar estes parâmetros de nosso Senhor (1Co 14:40).

I. ADORAÇÃO E CULTO
1. O verdadeiro significado de culto. O culto cristão é um ato de adoração, ou seja, ato pelo qual o homem reconhece que Deus é o Senhor de todas as coisas. É uma resposta ao imenso amor de Deus, dada pelo cristão remido e regenerado, mediante expressões de louvor e adoração. É a resultante de nossa reconciliação com Deus promovida por Jesus Cristo: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef 2:13).

“Culto”, por fim, significa “honra, veneração e respeito”. Não se pode falar em culto se não houver um reconhecimento da superioridade de quem é cultuado em relação a quem cultua. O culto é uma demonstração do reconhecimento da nossa inferioridade diante de Deus, de que Ele é o Senhor e digno de toda a adoração, de todo o louvor (Ap 5:12-14).
Para muitos cristãos, ir ao culto é uma questão de hábito. Todavia, cultuar a Deus não é um hábito, é a expressão máxima de nossa devoção ao Senhor, de nossa dependência à sua palavra e de nossa necessidade de prestar-lhe serviço.
Muitos têm se iludido achando que Deus se agrada se cumprirmos tão somente os deveres litúrgicos, ou seja, se rendermos a Deus um culto formal em alguma igreja. Deus quer de nós, fundamentalmente, sinceridade e obediência à Sua Palavra, pois o obedecer é melhor do que o sacrificar (1Sm 15:22).
Há aqueles que, induzidos por certos pregadores (pregadores?), que desprezando a soberania divina, passam a determinar seus “direitos” e a decretar suas “posses” como se o Senhor lhes fosse um mero empregado. Isto é falta de reverencia e temor a Deus. Nós não temos direito a nada. A própria expressão bíblica exarada em Romanos 3:23 já diz tudo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”Rm 3:23). O salário do pecado é a morte(Rm 6:23). Somos salvos pela graça (Ef 2:8). Tudo que temos é por causa da graça de Deus. Exigir de Deus algo que não merecemos é uma tremenda vergonha.
2. A essência do culto a Deus é a adoração. A adoração a Deus é o gesto concreto de nosso reconhecimento de que Deus é o Senhor de todas as coisas, inclusive de nosso ser. É através da adoração que Deus é reconhecido como Senhor e o homem, como seu servo. Quando adoramos ao Senhor, em espírito e em verdade(João 4:23,24), trazemos o Senhor até ao local de adoração de uma forma especial. O Senhor Jesus disse que Deus procura a estes adoradores e disse que estaria onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome (Mt.18:20). Assim sendo, quando nos reunimos em nome do Senhor, quando realmente O adoramos, Ele se faz presente de uma forma toda especial, ou seja, como companheiro, como intercessor, como Salvador.
De acordo com a Bíblia, a adoração está associada com a idéia de culto, reverência, veneração, por aquilo que Deus é: Santo, Justo, Amoroso, Soberano, Misericordioso, etc. Quando lemos na Palavra de Deus, observamos que o Senhor sempre exigiu reverência, respeito e consideração nas reuniões coletivas de adoração.
Quando Deus se manifestou a Moisés, imediatamente mandou que ele não se aproximasse da sarça ardente e, ainda, descalçasse seus pés, pois o lugar onde se encontrava era terra santa, em virtude da presença do Senhor (Ex.3:5), algo que, anos mais tarde, seria repetido em relação ao sucessor de Moisés, Josué (Js.5:15), passagem que prova que a adoração não se desprende da reverência.
A reverência, o respeito, a consideração traduzem, aliás, o que a Bíblia chama de “temor do Senhor”, ou seja, o reconhecimento da soberania e do senhorio de Deus sobre cada ser humano, o que nos leva a respeitá-lo, ou seja, “olhá-lo com atenção”, “levá-lo em consideração”, “prestar-Lhe atenção”, “dar-Lhe ouvidos”. O respeito leva-nos, portanto, a ter algumas regras e normas no culto a Deus, normas estas que devem ser observadas e que revelam o próprio ato de adoração que está presente em cada culto coletivo a Deus. “Adorai ao Senhor vestidos de trajes santos; tremei diante dele, todos os habitantes da terra”(Sl 96:9).
03. Adoração completa e incondicional. “Adoração” não é um ritual, não é uma celebração externa, mas o resultado de uma obediência a Deus, de uma submissão ao Senhor, de uma vida sincera de devoção e de prática da vontade de Deus.
Nas línguas bíblicas, o sentido do termo “adoração” é chegar-se a Deus de modo reverente, submisso e agradecido, a fim de glorificá-lo. Sem que sejamos verdadeiramente submissos a Deus, sem que sigamos a sua vontade, que está na sua Palavra, não teremos adoração, mas um mero formalismo que é abominável a Deus, que é algo que gera no Senhor repugnância e nojo, verdadeiro aborrecimento. É por este motivo que Deus não aceitava os rituais, cerimônias e celebrações do povo de Israel quando este se encontrava em pecado, distante do Senhor. Todos os sacrifícios, todos os rituais e todo o formalismo praticado pelo povo eram considerados nada mais nada menos do que abominação para o Senhor (Is 1:11-15; Jr 6:20; 7:21-26; Am 5:21-27; Mq 6:6-8; Zc 7; Ml 1:6-14).
Aliás, a vida de um crente a partir da consumação de obra de Cristo, passou a ser um altar, uma vida de adoração. A adoração está presente em todos os atos da vida do crente, tanto que, por verem as obras de um cristão, os homens acabam por glorificar o nome de Deus(Mt 5:46), algo que, no passado, na antiga aliança, somente ocorria quando o povo se dirigia até o templo de Jerusalém. Devemos ter esta consciência de que a nossa vida é a base de toda a nossa adoração. Adorar a Deus significa servi-lo a todo instante, a todo momento.

II. COMPOSIÇÃO DO CULTO PENTECOSTAL
1. Liturgia do culto pentecostal. Liturgia (grego leitourgeion - serviço) é o conjunto dos elementos que compõem o culto cristão (cf. At 2:42-47; 1Co 14:26-40; Cl 3:16). A liturgia tem por finalidade servir ao Senhor e trazer um ordenamento no culto, de forma que haja tempo para a oração inicial, os cânticos e louvores, testemunhos e a pregação da Palavra. Sem uma liturgia, o culto pentecostal não teria ordem, trazendo confusão ao santuário.

“Atos 13 é um bom exemplo de uma igreja pentecostal que prestava um culto racional e com uma liturgia que agradava a Deus. Lucas retrata a primeira comunidade cristã mista da história, a Igreja em Antioquia. Lá havia profetas e mestres adorando ao Senhor de forma tão agradável que o Espírito Santo ordenou que separassem Paulo e Barnabé para uma obra específica. O verso 2 apresenta a seguinte expressão: ‘E, servindo eles ao Senhor e jejuando… ‘. A palavra servindo, no grego leitourgeion, representa não só a adoração do culto, mas também a ordem como ela se manifesta. Foi nesse ambiente que o Senhor ordenou que Paulo e Barnabé fossem separados para a obra missionária. Isso coloca por terra a teoria de que a liturgia atrapalha a operação do Espírito Santo de Deus. Como vemos, Ele fala - tanto por sua palavra como por meio de profetas - em ambientes onde seu nome é cultuado de forma ordeira, mas seu Espírito reprova ambientes, como da Igreja em Corinto onde o culto era desordeiro, sob o falso pretexto de espiritualidade”(Ensinador Cristão nº 46).
A Liturgia no culto é necessária, mas deve-se ter cuidado com o formalismo. Se há necessidade de haver uma determinada ordem no culto coletivo a Deus e que esta ordem se manifeste por meio de algumas regras e normas, há o grande risco de, em nome da organização, estabelecermos um formalismo, um legalismo que prevaleça sobre a própria adoração a Deus, que foi, precisamente, o mal que tomou conta do povo de Israel que passou a cultuar a Deus de modo exclusivamente externo e aparente, prendendo-se aos rituais e às cerimônias, o que levou, inclusive, o Senhor a abominar as solenidades e festividades que se passaram a realizar. Através dos profetas, Deus mostrou ao Seu povo que não tinha prazer em rituais, cerimônias e solenidades, se elas não viessem acompanhadas de um verdadeiro espírito de adoração, se elas não traduzissem um real e sincero reconhecimento da soberania divina da parte dos participantes das cerimônias religiosas (Is 1:10-19; 58:1-8; Zc 7:4-7; Ml 1:7-14).
A liturgia compreende diversas partes do culto: oração (At 12:12; 16:16); cânticos (1Co 14:26; Cl 3:16); leitura e exposição da Palavra de Deus (Rm 10:17; Hb 13:7); ofertas (1Co 16:1,2); manifestações e operações do Espírito Santo (1Co 14:26-32); e bênção apostólica (2Co 13:13; Nm 6:23-27).
2. Elementos do genuíno culto pentecostal. A Bíblia afirma que, quando a igreja se reúne, deve haver, na devoção coletiva, salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação, tudo com o propósito de edificação (1Co 14:26). Vejamos, pois, cada um destes componentes ou momentos que deve haver na devoção coletiva a Deus.
a) Salmo, ou seja, o louvor. Quando Paulo se refere a salmo, está se referindo ao louvor, pois o salmo era a forma pela qual os judeus louvavam ao Senhor, já que os Salmos eram o hinário oficial de Israel. Desde os tempos do Antigo Testamento, nas cerimônias e celebrações coletivas de adoração a Deus, estava presente um momento de louvor e de cântico.
O louvor é importante, mas é apenas um instante de preparação para o momento principal da reunião, que é a exposição da Palavra de Deus. A Bíblia mostra-nos que Jesus dedicou apenas uma pequena parte do culto de instituição da ceia para o louvor(Mt 26:30), hino, aliás, que, entendem muitos estudiosos da Bíblia Sagrada, seja o salmo 116 (ou seja, Jesus cantou um cântico selecionado, um cântico sacro, um cântico do hinário oficial de Israel).
b) Oração. Este momento é denominado por Paulo em 1Corintios 14:26 de” revelação, de língua e de interpretação”. É indispensável que a igreja, reunida, busque a Deus em oração, para que tenhamos uma verdadeira adoração e a presença de Deus se faça sentir no meio dos crentes. Cada crente deve, assim que chegar à igreja, buscar a face do Senhor, orar para que o nome do Senhor seja glorificado na reunião.
O culto na igreja começa quando ali chegamos e devemos aproveitar o nosso tempo para orar e buscar a presença de Deus. As reuniões não têm sido mais proveitosas espiritualmente para os crentes exatamente porque não há este propósito de orarmos ao Senhor desde o instante de nossa chegada à igreja local.
c) Contribuições para o Trabalho da Igreja. Este momento deve ser encarado como item da liturgia no culto, pois faz parte, também, da adoração ao Senhor. Contribuir para o sustento da obra do Senhor é um dever de cada crente, indistintamente, dentro da possibilidade de cada um. E deve ser feita com alegria, como diz o texto sagrado: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria”(2Co 9:7).
d) Exposição da Palavra de Deus. Considera-se o componente mais importante do culto ao Senhor. A explanação da Palavra é uma necessidade imensa do povo de Deus e um dos principais motivos para a sua reunião coletiva. Se existe a igreja local, se existe este grupo com o devido governo constituído pelo Senhor, é, precisamente, para que haja o ensino da Palavra de Deus, tarefa primordial do ministério na casa do Senhor (ler At 6:2,4).
Estes componentes da liturgia do culto cristão são os recomendados na Bíblia Sagrada e, sinceramente, são os suficientes para nos deleitarmos com a presença de Deus. Quando feitos com decência e ordem e dirigidos pelo Espírito Santo, certamente a reunião coletiva da Igreja ensejará num verdadeiro culto ao Senhor.

III. MODISMOS LITÚRGICOSAtualmente vê-se nas Igrejas em todo o Brasil inovações que têm intrigado muitos cristãos nos nossos dias, práticas e costumes que têm sido introduzidos nos últimos tempos nas igrejas locais. Acredito que essas inovações e modismos litúrgicos não condizem com os princípios doutrinários praticados na Igreja Primitiva e até meados do século passado nas Igrejas Pentecostais, principalmente nas Assembléias de Deus. Senão vejamos:
1. Uso de palmas nas reuniões devocionais coletivas. O uso de palmas não era desconhecido dos israelitas, como podemos verificar do Sl 47:1, passagem bíblica que tem sido utilizada por tantos quantos são favoráveis a esta prática na devoção coletiva. Entretanto este texto é uma expressão poética, ou seja, temos ali uma linguagem figurada, não literal, de modo que não se pode aceitar que o texto permita inferir que as palmas tenham sido uma conduta observada pelos israelitas na sua devoção a Deus.
O excesso de palmas é tal que muitas vezes chega a irritar, quanto mais a Deus. É difícil um glória a Deus e Aleluia, é só palmas. Quando alguém canta uma música ou hino é dito: “vamos dar uma salva de palmas, mais forte, mais forte”. Isso não é coisa que se faça. Isso é procedimento fútil e desagradável, isso é fogo estranho no altar.
2. O uso de coreografia, ou seja, a existência de grupos de danças. Muitos utilizam como gancho para justificar essa prática os textos bíblicos de Ex 15:20 e 32:19 ou em Jz 11:24 e 21:21. São danças praticadas pelo povo de Israel em ocasiões especiais, em celebrações populares, resultantes da cultura profana do povo israelita, sem qualquer conexão com o cerimonial levítico. A verdade é que a prática da dança não estava relacionada com o culto formalmente estabelecido por Deus conforme a lei de Moisés. Mesmo quando vemos Davi dançando, quando levava a arca para Jerusalém, isto se deu durante a subida da arca para Jerusalém, no caminho, não havendo registro de dança durante a realização dos sacrifícios, após a chegada da arca (2Sm 6:17,18). A dança, pelo contrário, estava presente nas festividades em honra ao bezerro de ouro (Êx 32:19). Vê-se, portanto, que não se trata de uma conduta que esteja, na Bíblia, relacionada ao culto devocional coletivo a Deus, motivo por que não deve ser adotado. Aliás, em muitos lugares onde houve a adoção de tal prática, houve a instalação de uma perigosa irreverência e de uma sensualidade que, em tudo, são avessos ao propósito que deve estar presente no genuíno culto cristão.
3. A prática de “shows” na Igreja. Torna-se cada vez mais comum o emprego de elementos característicos dos shows em cultos “evangélicos”. Em um artigo intitulado “Show não é culto”, publicado no Mensageiro da Paz (CPAD), em agosto de 2006, o pastor Martim Alves da Silva, da Assembléia de Deus em Mossoró, Rio Grande do Norte, afirmou:
No culto, a pessoa mais importante é Deus; no show, é o artista. No culto a Deus ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento. No culto, Deus está presente; no show, Deus se faz ausente, pois sua glória não dá a outrem. No culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações; no show, o apresentador é condescendente à desenfreada desordem. No culto, o povo glorifica a Deus; no show, só gritos e assobios para o artista. No culto, o povo reverencia a Deus em adoração; no show, só há bagunça incontrolável“.
Tenhamos, pois, temor e tremor na casa do Senhor (Sl 2:11). Deus quer de nós o “culto do coração”, e não o “culto da carne em ação” (Is 29:13). O templo não é um lugar para desfiles de celebridades, danças, “trenzinhos”, luzes coloridas, som “pesado”, assobios, etc.. Precisamos ter reverência na casa de Deus (Mt 21:1-13). E, quando eu falo em casa de Deus, refiro-me a qualquer local onde nos reunimos para cultuar ao Senhor.
4. Excesso de Louvores. O louvor é importante, mas é apenas um instante de preparação para o momento principal da reunião, que é a exposição da Palavra de Deus. Hoje em dia, infelizmente, devido ao grande número de grupos musicais na igreja, sem se falar naqueles que preferem cantar individualmente, não raras vezes, três quartos do tempo da reunião são dedicados ao louvor, o que tem causado grande prejuízo espiritual ao povo de Deus. O alimento do homem é a Palavra de Deus e o excesso de louvores tem contribuído para o raquitismo espiritual da igreja nos nossos dias. Precisamos voltar aos tempos passados, onde se ouviam até três mensagens numa reunião. Vivemos o tempo do “louvorzão” e da “palavrinha”.
5. Modismos e práticas exageradas - extrabíblicas. Alguns líderes, infelizmente, não incentivam os crentes a freqüentar a Escola Dominical e a tomar parte nos cultos de ensino. Em decorrência disso, estão aparecendo expressões esquisitas em nosso meio como: “Segura a bola de fogo que Jeová vai mandar”, “Contempla o varão de branco com a espada na mão” e outras mais conhecidas: “Queima ele”, “Fica no mistério”, “Tá amarrado”, etc.
Em Romanos 12:1, Paulo ensina que o culto agradável a Deus é racional. Isto significa que, apesar de haver liberdade para a multiforme operação do Espírito Santo na vida dos salvos (1Co 12:6-7), o culto cristão não deve ter exageros ou modismos. Se deixarmos de fazer uso da razão, ignorando os princípios bíblicos, poderemos cair no erro de inventar práticas e atribuí-las ao Espírito de Deus.
Vivemos uma época de muitos modismos. Fala-se em rir, rugir, cair, pular, dançar de poder, “nova unção”, “risada santa”, ” vômito santo”, “o dom de lagartixa”, ” o cair pelo Espírito”, ” o sopro santo”, “o aviãozinho”, “adoração a anjos”, ” coreografia a anjos”, “o paletó ungido”, ” unção de lenços, carteiras de trabalho e outros objetos”, ” sessão de descarrego”, ” rosa ungida”, ” túnel de luz”, “o corredor dos trezentos”, “corrente dos setenta”, “sal grosso”, “a ingestão das ervas amargas”, “sono santo” e outras inúmeras neobesteiras que têm aparecido nos últimos tempos. Tudo isso são práticas que misturam feitiçaria, meninice, despreparo espiritual e, o que é primordial, ausência de exposição da Palavra de Deus. Tais procedimentos são defendidos, muitas vezes, por pessoas que dizem ter uma nova unção do Espírito. Esta, porém, não existe, visto que a unção do Espírito de Deus é uma só, como ensina o apóstolo João: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo”(1João 2:20).
Tomemos cuidado, queridos irmãos, rejeitemos estes modismos e não abandonemos a simplicidade que há em Cristo Jesus (2Co 11:3). Deus não quer espetáculo, nem precisa de espetáculos para se manifestar, mas atuará e se manifestará sempre que tiver corações contritos e espíritos quebrantados dispostos a servi-lo e adorá-lo(Sl 51:17), dispostos a se arrepender de seus pecados e buscar uma vida de santificação(Hb 12:14; Ap 22:11).

CONCLUSÃO
A tradição é importante, portanto, a ordem litúrgica do culto assembleiano deva ser observada, afinal, conforme orienta Paulo, tudo deva se acontecer com decência e ordem. Não podemos esquecer que o culto genuinamente pentecostal é obra do Espírito Santo, que, por meio da exposição das Escrituras e manifestações sobrenaturais, opera maravilhosamente na igreja para o que for útil. Devemos também destacar que o culto na igreja é apenas uma extensão do culto que tributamos a Deus, a todo instante, em todos os lugares, experimentando a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, em cada momento da vida cristã (Rm. 12.1,2).

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ASSEMBLEIA DE EM VIÇOSA PRESTA BELÍSSIMA HOMENAGEM AS MÃES

    
         A  Assembléia de Deus em Viçosa, localizada na Zona da Mata Alagoana, na direção do Pr. Donizete Inácio, prestou uma belíssima homenagem as mães neste domingo. A irmã  Sulamita, esposa do pastor, desenvolveu uma merecida e bela programação junto aos departamentos de Crianças , Adolescentes, Jovens e  Senhores, onde jograis, dramatizações e hinos foram direcionados as aniversariantes do  dia: "as queridas mamães". O Pr. Donizete fez uso do texto bíblico extraído dos salmos 113, transmitindo assim, uma edificante mensagem aos presentes. “Foi um culto lindo e cheio de alegria,  realmente a mãe é rainha desde o cuidado com o lar como na missão de dá seu amor e exemplo” disse a mãe Graça Brandão. Satisfeita com a homenagem prestada as mães, declarou a irmã Viviane: “Fiquei feliz, foi um culto abençoado, a palavra de Deus, presentes e muitos atrativos para os visitantes”, enfatizou, “não é a toa que a igreja estava lotada, tudo para honra e glória de Jesus Cristo e alegria nossa”, concluiu. No término do culto houve sorteios de diversos presentes, dentre estes um microondas, como também  foi oferecido lanches para todos. Nossa gratidão ao Pastor Donizete, a irmã Sulamita e equipe que juntos fizeram essa festa acontecer, como também a todos os patrocinadores que de bom grado doaram os presentes para nossas queridas mamães.

                                                    Que Deus em Cristo abençoe a todos.

                                                         
                                                          DRAMATIZAÇÃO - A RAINHA

DRAMATIZAÇÃO - A RAINHA

JOVENS HOMENAGEANDO AS MÃES

IGREJA VISTA DA GALERIA
                                        
                                             IRMÃ FÁTIMA FAZENDO A ENTREGA DO PRESENTE A IRMÃ SOCORRO
 
                                    IRMÃ NEUSA RECEBENDO O MICROONDAS DO IRMÃO JOSIVAL
                                               
                            IRMÃ JOSETE HOMEGEANDO IRMÃ SULAMITA EM NOME DE TODAS AS  AS MÃES
                                           Fotos: Misael

domingo, 8 de maio de 2011

IDÉIAS PARA UM PROGRAMA DE MOTIVAÇÃO PARA PROFESSORES EBD


Não basta apenas criar a motivação, é preciso mantê-la. Motivação não se obtém com palavras elogiosas e não se mantém com as atividades normais e comuns da igreja. É preciso um PROGRAMA DE MOTIVAÇÃO. Sugere-se os seguintes recursos:

1.    Criação da biblioteca da igreja, sob organização do conselho de professores da EBD, buscando, entre outros objetivos, facilitar a pesquisa, estimular a leitura e permitir que óbices financeiros não sejam empecilhos para o professor ensinar.

2.    Congresso anual de professores de EBD: escolhendo-se uma data, de preferência em outubro (15/10 dia do professor) para reunir, em solenidade especial, todos os professores, valorizando o ministério dos mesmos e dando especial destaque àqueles que completaram 1, 5, 10, 15, 20 e 25 anos ou mais de ministério no ensino.

3.    Cursos de reciclagem trimestral: convidando um ou mais palestrantes, para apresentar tópicos relacionados á EBD. Na ocasião, seriam apresentados também as estatísticas trimestrais sobre a EBD local. Sugestões de palestrantes: pessoal da APEC, professores e líderes de EBD de outras igrejas, autores de livros, líderes da juventude, etc.

4.    Almoço de planejamento mensal: os professores serão reunidos para elaboração de planos, visando também trocar entre si as experiências e acontecimentos ocorridos no mês, bem como aconselharem-se mutuamente nos desafios encontrados.

5.    Boletim EBD: a ser redigido pelos próprios professores, divulgando tópicos da EBD local, idéias criativas e outros assuntos de interesse.

6.    Eleição do professor-destaque: a ser realizado anualmente, reconhecendo-se o mérito por assiduidade, compromisso, pesquisa e outros tópicos. O prêmio poderia ser uma bolsa de livros, onde determinada verba seria destinada para que aquele professor adquirisse livros para sua biblioteca particular de pesquisas e estudos.

7.    Culto especial: a ser realizado no final do ano, apresentando-se individualmente cada professor, com reconsagração dos dons de ensino e reconhecimento da importância do ministério educacional, perante toda a igreja reunida em culto festivo.

FONTE: Curso de Liderança e EBD   Júlio César Zanluca

sábado, 7 de maio de 2011

O PODER DA ORAÇÃO



3
Pecados não confessados podem ser uma barreira a bloquear nossas orações
diante de Deus. Filipenses 4:6 diz que não devemos andar ansiosos, mas nossas
necessidades devem ser colocadas diante de Deus em oração.
O Diabo é acusador. Muitas vezes Deus não pode liberar as bênçãos pois
Satanás está diante dele nos acusando. Nós falhamos, mas temos o sangue de
Cristo que nos purifica de todo o pecado. Entre na presença do Senhor tomando
posse da sua misericórdia que se renova a cada dia. Entre na presença do Senhor
com a consciência de que você leva o nome Dele. Somos cristãos, imitadores de
Cristo.
Daniel era um homem que sabia tocar o coração de Deus. No versículo 19 ele
pede ao Pai que ouça e perdoe. Precisamos pedir e liberar perdão. E nos versos
20 e 21 ele fala sobre o que ocorre quando oramos a Deus. Um anjo foi enviado
pelo Senhor para tocar Daniel antes mesmo que ele terminasse de orar. Deus
quer atender a sua oração. Em Mateus 7:7 ele diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e
achareis, batei, e abrir-se-vos-á".
Deus quer nos dar muita coisa. Uma criança quando quer algo insiste, continua
pedindo. Devemos ser como uma criança. Será que temos insistido em oração
diante de Deus? Você tem incomodado o Senhor pedindo para ser uma bênção?
Quando um filho não tem barreiras com o pai ele pede, sabendo que, na medida
do possível, o pai vai lhe atender. Deus quer que você seja uma bênção, e a forma
de conseguir isso é pedindo, orando. Quando a igreja ora junto as portas do
inferno não prevalecem. Em Atos 12 encontramos um exemplo da força da oração
da igreja. No versículo 5 lemos que a igreja orava por Pedro que estava preso por
Herodes.
O resultado? Deus enviou um anjo que libertou a Pedro de forma milagrosa. Deus
prometeu que ouviria nossa oração. Nós somos o templo do Senhor, Ele vai ouvir
a nossa oração. Ele enviará seu anjo para nos guardar e ajudar.
Use essa arma poderosa que Deus colocou em nossas mãos. Faça da sua vida
uma vida de oração e adoração a Deus.

FONTE: O PODER DA ORAÇÃO - AUTORES DIVERSOS

A palavra de Deus nos mostra, em diferentes passagens, o poder da oração. Além
da sua importância como instrumento de contato entre nós e Deus, a oração é
também uma arma do cristão na guerra espiritual. Em II Crônicas vemos um
exemplo de resposta de oração. Salomão havia, no capítulo 6, pedido ao Senhor
que viesse ao templo que ele construíra, trazendo sua glória.
A resposta a essa oração está no capítulo 7. O verso um diz: "Tendo Salomão
acabado de orar... a glória do Senhor encheu a casa". O resultado disso foi que
todos adoraram a Deus, como vemos no verso três. A manifestação da glória de
Deus gera adoração e louvor. Salomão sabia que não havia espaço físico que
pudesse conter a glória de Deus. Hoje essa glória se manifesta em nossas vidas,
devemos gerar adoração e louvor.
Deus deseja que a nossa vida seja um lugar de adoração, um lugar onde Sua
glória se manifeste. A glória do Senhor se manifesta apenas onde há oração. Sua
vida tem sido uma vida de oração? A oração é uma arma espiritual. Mesmo
quando pecamos, quando estamos debaixo de maldição, por pior que a situação
possa parecer, sempre podemos orar. As situações podem ser revertidas por meio
da oração.
Tiago nos diz que a oração do justo pode muito em seus efeitos. Nossa oração
move o coração de Deus. O Senhor fala que se orarmos e nos convertermos de
nossos maus caminhos ele ouvirá as nossas preces.
Um grande homem de oração na Bíblia foi Daniel. Ele orava três vezes ao dia, e
por causa de sua oração chegou a ser jogado na cova dos leões. Em Daniel 9:3
encontramos uma fórmula de como orar corretamente.
Daniel fala que orou ao Senhor e jejuou, e o mais importante, pediu perdão e se
arrependeu. A primeira coisa que ele faz ao buscar a Deus é confessar os
pecados seus e do povo. Devemos fazer o mesmo ao entrarmos diante do Pai.

PORQUE DEUS PERMITE A PERSEGUIÇÃO

 

PORQUE DEUS PERMITE A PERSEGUIÇÃO

Deus permite, algumas vezes, que a malvadez leve o homem muito longe em perseguir os cristãos, a fim de fi­car manifestado o que está no seu coração, e por isso não é de estranhar que na alma do cristão que não tem apreciado esta verdade se levantem dúvidas e dificuldades, e que co­mece a queixar-se de o caminho ser custoso, e da mão do opressor ser pesada sobre ele. 8
O Senhor porém não nos deixa na Terra para nós nos queixarmos das dificuldades, nem para recuarmos diante da ira dos homens: temos de servir ao Mestre e resistir ao inimigo, porém é somente quando estamos fortalecidos no Senhor e na força do seu poder que podemos prestar esse serviço, ou resistir efetivamente a esse inimigo.
Esta história pretende indicar quão dignamente se fez isto nos tempos passados, porém se quisermos compreen­der a maneira como Deus tem tratado o seu povo, sempre nos devemos lembrar de que a milícia cristã é diferente de qualquer outra, e que uma parte da sua resistência é o so­frer.
As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim es­pirituais, e o cristão que se serve de armas carnais mostra sem dúvida que não aprecia o caráter do verdadeiro crente. Não pode ter apreciado com inteligência espiritual o cami­nho do seu Senhor, ou compreendido o sentido das suas palavras: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo pelejariam os meus servos".
A igreja militante é uma igreja que sofre, mas se empre­gar as armas carnais, deixa na verdade de combater.
No ousado e santo Estêvão temos um exemplo do ver­dadeiro crente militante. Foi ele o primeiro mártir cristão. E que grande vitória ele ganhou para a causa de Cristo quando morreu pedindo ao Senhor pelos seus perseguido­res! Davi, séculos antes da era cristã, disse: "O justo se ale­grará quando vir a vingança : lavará os seus pés no sangue do ímpio", porém Estêvão, que viveu na época cristã, orou:"Senhor, não lhes imputes este pecado". Isto foi um exemplo da verdadeira milícia cristã.
A primeira onda da perseguição geral que veio sobre a igreja fez-se sentir no ano 64, no reinado do imperador Ne-ro, que tinha governado já com uma certa tolerância du­rante nove anos.
Neste tempo, o assassinato de sua mãe, e a sua indife­rença brutal depois de ter praticado aquele crime tão monstruoso, mostrou claramente a sua natural disposição, e indicou ao povo aquilo que havia de esperar dele. Desgra­çadamente, as tristes apreensões que muitos tinham a seu respeito tornaram-se em negra realidade.

FONTE: A História do Cristianismo - A. Knight & W. Anglin