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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AGEU - O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA

Texto Básico: Ageu 1:1-9




 
“Veio, pois, a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta? Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o SENHOR. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ag 1:3,4,6,7; 2:9).


INTRODUÇÃO

Ageu é o primeiro profeta a exercer o ministério no período pós-exílio. Sua mensagem girava em torno da construção do segundo Templo. Os judeus estavam indiferentes, espiritualmente mornos e acomodados em relação à obra de Deus. O povo estava cuidando de embelezar suas próprias casas, enquanto a Casa do Senhor permanecia em ruínas. Na construção do primeiro Templo, houve uma atitude oposta à atitude que eles estavam adotando: Davi pensou em fazer o melhor para Deus (2Sm 7:2), eles estavam pensando em fazer o melhor para si mesmos; Davi colocou Deus e sua casa em primeiro lugar, eles estavam colocando a si mesmos e suas casas em primeiro lugar. O problema deles não era falta de recursos, mas falta de prioridade. Porém, tão logo a voz de Deus soou em seus ouvidos por intermédio de Ageu, o povo demonstrou arrependimento. Imediatamente, então, Deus os restaurou e os confortou com sua presença.


A presença de Deus conosco é a maior necessidade, o maior refúgio e o maior estímulo para fazermos sua obra. Tão logo o povo se voltou para Deus, Deus se voltou para o povo. Tão logo eles se humilharam e obedeceram, Deus se tornou favorável a eles e os fortaleceu com sua presença.


O problema do povo não era a presença dos inimigos nem a enormidade dos obstáculos, mas a ausência de Deus. Se Deus está conosco nenhum problema pode deter os nossos passos. O apóstolo Paulo pergunta: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31).


I. O LIVRO DE AGEU



1. Contexto histórico. O livro do profeta Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento. Ageu foi o primeiro profeta do período pós cativeiro babilônico. O livro de Esdras relata as primeiras décadas do período pós-exílio.


Juntamente com Zacarias, seu contemporâneo, Ageu foi usado por Deus para encorajar o povo a reconstruir o Templo de Jerusalém, que havia sido destruído por Nabucodonosor em 586 a.C. Em 538 a.C., Ciro, rei da Pérsia, promulgara um decreto, permitindo aos judeus exilados voltarem à pátria para reconstruir Jerusalém e o Templo, cumprindo, assim, as profecias de Isaías e Jeremias (Is 45:1-3; Jr 25:11,12; 29:10-14), e a intercessão de Daniel (Dn 9). Dezesseis anos antes da reconstrução do Templo em Jerusalém, o remanescente, com aproximadamente 50 mil pessoas, voltava à Judéia sob a liderança de Zorobabel e Jesua(ou Josué) a fim de pôr em prática o decreto real (Ed 1 e 2), em 536 a.C. Dois anos depois, os alicerces do Templo haviam sido assentados, entre louvores e lágrimas (Ed 3:8-13), e as expectativas da reconstrução pareciam brilhantes. Todavia, os inimigos, da raça mista dos samaritanos, haviam-se colocado contra os judeus durante todo o reinado de Ciro, rei da Pérsia, até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia (Ed 4:24). A construção do Templo cessou pouco depois de ter começado, em 534 a.C. A letargia espiritual generalizou-se, induzindo o povo a voltar à reconstrução de suas próprias casas. Somente em 520 a.C, sob autorização de Dario (cf. Ed cap. 6) e, após este, sob autorização de Artaxerxes (cf. Ed 6:14), Ageu, acompanhado pelo profeta Zacarias, conclama Zorababel e o povo a retomar a construção da casa de Deus. Em 516 a.C., vinte e um anos após lançados os alicerces (Ed 3:10), o Templo foi completado e dedicado ao Senhor (cf Ed 4-6). A arca da aliança, contendo as duas tábuas da lei, não fazia parte do Templo novo. Ela teria sido destruída numa ocasião anterior desconhecida, da história de Israel.


O reinício e conclusão da construção do Templo só foi possível graças aos ministérios proféticos de Ageu e Zacarias (ver Ag 1:9-11). Suas profecias incluíam: (1) ordens diretas de Deus (Ag 1:8); (2) advertência e repreensão (Ag 1:9-11); (3) exortação (Ag 2:4); e (4) alento mediante a promessa de bênçãos futuras (ver Ag 2:6-9).


O inimigo surgiu e se opôs à obra (Ed 5:3). Sempre que houver progresso espiritual, podemos prever que virão oposição e provação da parte de Satanás e dos inimigos de Deus. O povo de Deus deve enfrentar tal oposição com oração contínua a Deus, confiando nele e avançando até à conclusão da obra.


Ageu profetizou apenas durante quatro meses (Ag 1:1; 2:1; 2:10; 2:20). Zacarias começou a profetizar dois meses depois de Ageu (Zc 1:1) e teve um ministério mais longo. O ministério destes dois profetas pós-exílio, em muito contribuíram para a conclusão das obras, apesar dos muitos obstáculos e reveses.


A obra de Deus sempre requer a participação dos seus profetas, na realização do seu propósito concernente a qualquer geração.


2. Vida Pessoal. O nome Ageu significa "festivo”. Provavelmente ele nasceu num dia de festas, e por isto foi chamado de "minha festa". Ageu só é citado fora do seu livro em Esdras 5:1 e 6:14. Alguns eruditos o consideravam membro da classe sacerdotal.


Há um consenso praticamente unânime de que Ageu foi o autor do livro que leva o seu nome. Pouco sabemos acerca dele. Nada sabemos sobre seu pai nem sobre o lugar do seu nascimento. Ageu é a única pessoa com esse nome mencionado no Antigo Testamento.


Possivelmente, Ageu conhecera as glórias do Templo salomônico (Ag 2:3). De acordo com a tradição judaica, ele viveu a maior parte de sua vida na Babilônia. Sendo assim, ele já devia ser um homem com mais de oitenta anos quando levantou sua voz profética em Jerusalém. Alguns estudiosos defendem que ele nasceu na Babilônia durante o exílio e conviveu com o profeta Daniel.


Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, no sexto mês e no primeiro dia da semana. Ageu apareceu repentinamente no ano 520.C. e de igual modo desapareceu. Nada se sabe de sua vida antes ou depois da sua pregação.


3. Zorobabel. Zorobabel, governador de Judá, e Josué, o sumo sacerdote, eram os líderes-chaves para a reconstrução do Templo. Quando Ageu se levantou, a mando de Deus, para motivar o povo à reconstrução do Templo, ele dirigiu primeiramente a sua mensagem a estes lideres notáveis, a fim de encorajá-los a terminar a obra de reconstrução do Templo em Jerusalém.


“Zorobabel é uma das pessoas listadas nas genealogias de Jesus. Duas coisas fazem Zorobabel significativo e o ligam a Cristo: primeiro, Zorobabel é um sinal de um homem escolhido por Deus, de cuja natureza dedicada Deus fez fluir vida, liderança e ministério. O que Zorobabel fez em partes, Jesus fez por completo como o Servo do Senhor; segundo, Zorobabel está, também, na linhagem do Messias. As listas dos ancestrais de Jesus em Mateus e Lucas incluem o nome de Zorobabel, o filho de Selatiel, cuja própria importância pessoal foi excedida por seu papel como um dos que apontaram à frente para a vinda do Salvador ao mundo” (Bíblia de Estudo Plenitude, p. 914).


Só relembrando, o povo judeu voltou do cativeiro babilônico em três levas: (a) Sob a liderança de Zorobabel, com a autorização do imperador Ciro, para reconstruir o Templo; (b) Sob a liderança de Esdras para ensinar a Lei; (c) Sob a liderança de Neemias para reconstruir os muros. Tanto Esdras como Neemias voltaram sob o governo de Artaxerxes I (465-424 a.C). Os judeus que voltaram para Jerusalém foram profundamente influenciados pela fé dos seus pais mesmo no cativeiro. A criação das sinagogas no exílio para o estudo da lei e dos profetas exerceu uma grande influência na inspiração da fé religiosa daqueles que retornaram à Jerusalém. O cativeiro babilônico foi decisivo para os judeus deixarem a idolatria.


4. Estrutura e Mensagem. O livro contém quatro mensagens, cada uma delas introduzidas pela frase: “a palavra do SENHOR” (Ag 1:1;2:1;2:10;2:20):


Primeira mensagem. Ageu repreende os repatriados por estarem tão interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a Casa de Deus permanecia em desolação (Ag 1:4). O profeta exorta-os por duas vezes a considerar seus caminhos (Ag 1:5,7), revelando-lhes ter o Senhor Deus retirado a bênção sobre eles em consequência de seus maus caminhos (Ag 1:6,9-11). Zorobabel e Josué, juntamente com o restante do povo, reagindo à palavra do profeta, demonstram reverência a Deus, e recomeçam a obra (Ag 1:12-15).


Segunda mensagem. Poucas semanas depois, a reação dos repatriados, que haviam visto a glória do primeiro Templo e que consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (Ag 2:3). Ageu, então, exorta os lideres a se mostrarem corajosos, porque:


- (a) seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (Ag 2:4-7).


- (b) “a glória desta ultima casa será maior do que a da primeira” (Ag 2:9).


Terceira mensagem. A terceira mensagem de Ageu conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (Ag 2:10-19). Ageu afirma a inversão da sorte de Israel por causa da edificação do Templo.


Quarta mensagem. A quarta mensagem traz uma promessa relativa a Zorobabel; ele representaria a continuação da linhagem e da promessa messiânica (Ag 2:20-23).


II. RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES



1. A desculpa do povo (Ag 1:2). Os judeus que retornaram para a reconstrução do Templo afrouxaram as mãos e abandonaram a obra, dando a seguinte desculpa para Deus: "... Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada" (Ag 1:2). Observe que eles não diziam que a edificação não devia ser feita; apenas que ainda não havia chegado o tempo oportuno para fazê-la. O pecado deles foi de acomodação. Eles adiaram o projeto de Deus para priorizar seus projetos. Abandonaram a Casa de Deus para investir tudo em suas próprias casas. Julgaram que a oposição para fazer a obra era um sinal de que não era o tempo de fazer a obra. Fizeram uma leitura errada quando interpretaram que a presença de dificuldades devia levá-los a desistir da obra.


Enfatizamos que a presença de circunstancias adversas jamais devem nos impedir de fazermos a obra de Deus. O servo de Deus deve olhar para as circunstancias na perspectiva da soberania de Deus, da providencia divina. O apóstolo Paulo assim se comportou, a ponto de dizer aos crentes de Filipo: “...as coisas que me aconteceram ou que tem me acontecido contribuíram para o progresso do Evangelho” (Fp 1:12). Ele era cônscio de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8:28).


2. Inversão de prioridades (Ag 1:3,4). Deus denuncia a inversão de prioridades do povo judeu em fazer os melhores investimentos em suas próprias casas e os piores investimentos na casa de Deus. Eles desistiram de investir na casa de Deus, mas estavam fazendo investimentos redobrados em suas próprias casas. As casas forradas tinham requinte e luxo. Eles deixaram a casa de Deus em ruínas, sem teto, para dar um toque de requinte, luxo e extravagância em suas casas. Os judeus tinham construído casas de fino e caro acabamento, até mesmo com paredes amadeiradas. Essa prática era considerada luxuosa até para um rei (Jr 22:14). Houve até quem sugerisse que os judeus usaram para suas casas a madeira de cedro reservada para o Templo. Os investimentos que eles haviam cortado da Casa de Deus estavam sendo usados para o seu próprio deleite. Que valor eles estavam dando a Deus se deixavam seu Templo em ruínas? Então Deus denuncia essa inversão de valores: “Veio, pois, a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa permanece em ruínas?” (Ag 1:3,4). Essa inversão de prioridades do povo indicava a sua falta de saúde espiritual.


O povo tinha provas suficientes de que era da vontade de Deus que eles reconstruíssem o Templo. Deus já havia tocado o coração do rei Ciro para libertá-los e enviá-los a Jerusalém, provendo-lhes recursos com esse propósito (2Cr 36.22,23; Ed 1.1-4). Também os judeus conheciam a profecia de Isaías acerca de Ciro: "Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será reedificada; e do Templo: Será fundado" (Is 44:28). Apesar de estarem plenamente cônscios disso, o povo inverteu as prioridades: em vez de cuidar primeiro das coisas de Deus, estavam priorizando o seu progresso material: primeiro a minha vida, mais tarde a de Deus; primeiro cuidarei dos meus negócios, se tempo houver mais tarde cuidarei dos negócios de Deus; eu primeiro, depois Deus.


Em vez de honrar ao Senhor com os seus bens, eles estavam desonrando a Deus. Em vez de buscar em primeiro lugar o reino de Deus, eles estavam buscando antes de tudo os seus interesses. Era, portanto, uma clara e perigosa inversão de prioridades. Deus não aceita ser colocado em segundo plano (ler Is 42:8;48:11).


O capital da igreja é a fé. A igreja que se propõe a dar glória ao nome de Deus realiza coisas extraordinárias para Deus. Porém, sempre que colocamos os nossos interesses à frente dos interesses de Deus, deixamos sua casa em ruínas.


3. Um convite à reflexão.Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos” (Ag 1:5). Deus chama o seu povo a olhar pelas lentes do retrovisor. Ele convida o seu povo a meditar, pensar com cuidado sobre o passado. Era hora de o povo fazer uma séria introspecção diante do Senhor.


O desprezo em relação a Deus e o descaso para com sua obra tinham levado o povo de Israel a quebrar sua aliança com Deus. A violação do pacto trouxe o chicote da disciplina às suas costas, a fome às suas casas e a insatisfação aos seus corações. Por não terem aprendido com as lições do passado, o povo estava caindo nos mesmos erros. Precisamos aprender com o passado para não cair nos mesmos erros.


O pecado não compensa. O pecado é uma fraude. O passado precisa tomar-nos pela mão, conduzir-nos no presente e orientar-nos rumo ao futuro. O passado precisa ser nosso pedagogo, não nosso coveiro.


III. A EXORTAÇÃO DIVINA.


1. Crise econômica. Nos versículos 6 e 9 há o contraste entre a ação do povo e a sua expectativa (muito) e o resultado (pouco). Nos versículos 10 e 11, a crise econômica é bem exposta e o seu causador é identificado; ou seja, é o próprio Deus o provocador da crise. O profeta Ageu, em nome do Senhor dos Exércitos, assim se expressa: "Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado" (Ag 1:6).


Reter em nossas mãos o que devemos empregar na obra de Deus gera em nós grande insatisfação. O profeta usa cinco situações de investimento, todas com resultados insatisfatórios: quem semeia muito colhe pouco; quem come não se farta; quem bebe não se sacia; quem se veste não se aquece; e quem recebe salário perde-o pelo caminho. Deus mesmo é o Agente dessa frustração. É Ele quem impede a colheita abundante. É Ele quem não deixa que a pessoa se farte, se sacie e se aqueça. O povo estava retendo em suas mãos o que deveria entregar na casa de Deus. O povo estava correndo atrás apenas dos seus interesses ao mesmo tempo que desprezava a Casa de Deus. O povo estava morando luxuosamente enquanto a Casa de Deus permanecia em ruínas, cobrindo suas casas com madeira importada, a passo que o Templo permanecia sem teto. Então, Deus lhe mostrou a loucura de abandonar Sua Casa, gerando dentro deles uma incurável insatisfação.


2. A solução. Só haveria uma saída para reverter a crise que o povo estava sofrendo: dispor-se a atender à convocação de Deus para fazer a sua obra, ou seja, reconstruir o Templo. O versículo 8 apresenta o que o povo devia fazer: “Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o Senhor”. O propósito de Deus nesse empreendimento era o regozijo especial que Ele teria nesse edifício e a honra apropriada que Ele, ali, receberia do seu povo.


A resposta do povo à Palavra de Deus foi pronta e imediata (Ag 1:12). O Espírito Santo atuou de maneira tão maravilhosa, que ocorreu um verdadeira avivamento e a construção do Templo prosseguiu sob a liderança de Zorobabel e do sumo sacerdote Josué (Ag 1:14).


Três fatos merecem destaque:


a) A resposta à Palavra de Deus começa pela liderança (Ag 1:12). Zorobabel e Josué, o governador e o sumo sacerdote, o poder civil e o poder religioso, deram exemplo e foram os primeiros a aceitar a Palavra de Deus. Os líderes precisam ser o exemplo e dar o primeiro passo. Precisam ser modelo para o povo. Quando a liderança acerta sua vida com Deus, os liderados seguem seus passos. Se de um lado a vida do líder é a vida da sua liderança, por outro lado os pecados do líder são os mestres do pecado. O líder é um influenciador. Ele influencia sempre, para o bem ou para o mal. Zorobabel e Josué foram líderes que influenciaram para o bem.


b) A resposta à Palavra de Deus manifesta-se pela obediência. "Então Zorobabel... e Josué.... e todo o resto do povo atenderam à voz do Senhor, seu Deus, e às palavras do profeta Ageu, as quais o Senhor, seu Deus, o tinha mandado dizer..." (Ag 1:12). Quando a liderança obedece a Deus, os liderados seguem seus passos. Quando o povo viu seus líderes atendendo à voz de Deus, eles prontamente se dispuseram a também obedecer. A obediência é a única evidência de que alguém de fato ouviu a voz de Deus.


c) A resposta à Palavra de Deus passa pela reverência. "... e o povo temeu diante do Senhor" (Ag 1:12). A falta de temor diante do Senhor havia levado o povo ao cativeiro e agora os desviava da obra. Mas o temor os fez voltar para Deus e colocar as mãos na obra de Deus. É impossível ouvir a Deus sem temê-lo.


Uma postura sem temor em relação a Deus esposada por muitos crentes é responsável pelo baixo nível espiritual de tantas igrejas em nossos dias. A falta de temor de Deus desemboca em decadência espiritual.


3. O segundo Templo. Na construção do segundo Templo, todos colocaram as mãos na obra. Os líderes na frente e em seguida todo o povo. O trabalho é grande e precisa da participação de todos. Hoje, infelizmente, cerca de vinte por cento dos membros realizam a obra enquanto os demais assistem. Precisamos entender que somos um corpo no qual cada membro tem sua função. Somos uma família na qual cada um exerce o seu papel. Somos um exército onde cada soldado tem seu campo de luta. Somos construtores do santuário de Deus no qual cada um deve trabalhar com zelo e alegria.


A glória do segundo Templo seria maior do que a glória do primeiro. Os anciãos de Judá estavam chorando diante da insignificância do segundo Templo, porque olhavam apenas para as aparências, para o exterior, para o visível e material. A grandeza de um Templo não está na suntuosidade do seu prédio, no luxo de seus mobiliários, nem na alta posição social e financeira dos seus membros, mas na presença de Deus. É a presença de Deus no Templo que o torna glorioso.

CONCLUSÃO

O descaso com a Casa de Deus desencadeou grandes transtornos materiais e espirituais para o povo de Judá. O povo de Judá lançou os fundamentos do Templo e paralisou a obra por dezesseis anos. Mesmo assim, eles continuaram oferecendo seus sacrifícios no altar que já havia sido levantado. Eles começaram a construção e abandonaram a obra no meio do caminho. Isso era um sinal evidente de desleixo com a Casa de Deus. Isso significa fazer a obra do Senhor relaxadamente. Ageu não pedia ostentação, mas também não aceitava descaso. O aspecto físico dos Templos revela os valores espirituais dos adoradores. A aparência externa da Casa de Deus diagnostica a realidade interna daqueles que a frequentam.


Como servos do Deus Todo-Poderoso precisamos estar atentos, pois como os israelitas, também podemos negligenciar a obra de Deus e o cuidado com a Casa do Senhor. Que sejamos servos comprometidos com o Reino, trabalhando para o seu crescimento aqui na Terra.

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