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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

UNEAL REALIZA AULA INAUGURAL DO PROESP EM VIÇOSA.




Visando proporcionar graduação acadêmica aos Servidores públicos que atuam nas Redes Estadual e  Municipal, a UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas,  estendeu  aos municípios do Estado o PROESP – Programa Especial de Formação de Servidores Públicos.

  A Unidade realizou nesta sexta-feira 31/08, diversas aulas inaugurais   nos Pólos/ Extensões de Arapiraca, Santana do Ipanema, Boca da Mata, Viçosa, Maceió, São Miguel dos Campos, União dos Palmares, Teotônio Vilela e Palmeira dos Índios.
   
     A aula inaugural do pólo de Viçosa foi realizado no auditório do Centro de Formação Cônego Pimentel. A cerimônia foi presidida pela secretária do pólo supracitado, professora Cícera Marques. O momento transcorreu num clima de muita atenção, ansiedade e sobretudo muita expectativa.
  
   O ambiente tornou-se pequeno para comportar o expressivo número dos ansiosos futuros acadêmicos. O programa oferecerá aos alunos os cursos de Ciências Biológicas, Pedagogia e Administração Pública.
   
    O pólo de Viçosa terá a parceria dos municípios de Capela, Chã Preta, Mar Vermelho, Pindoba e Paulo Jacinto, que no momento foram significantemente representados.
  
    Depois da acolhida aos presentes, a professora Cícera Marques facultou a oportunidade ao professor/mestre José Claudino Filho, que representou a secretária municipal de Viçosa Srª Ana Paula Calazans Torres. Usando da fala, professor Claudino deu os bem vindos aos futuros acadêmicos, levando assim uma boa palavra de incentivo.
   
     Sequencialmente, fez uso da palavra, o coordenador do polo Viçosa/Palmeira dos Índios, Professor/Doutor. José Adelson Lopes Peixoto. Afim de levar aos futuros universitários o entendimento do referido programa, o professor explanou sobre o que é na verdade o PROESP, bem como fez menção do seu respectivo  objetivo. Os alunos receberam um bom esclarecimento pela forma  com que foi transmitida.

  O tema que deu sentido a aula inaugural foi transmitido pela Profª Drª Maísa Kullok. Usando do tema: “O Perfil do Ensino Superior na Contemporaneidade”, o auditório foi “invadido pelo espírito do saber”  de maneira surpreendente. Fazendo menção dos objetivos e finalidades do curso superior, a professora fez o público viajar na dimensão do saber. “O curso superior leva ao aluno ter uma nova perspectiva de vida, ressaltou. Sobretudo uma nova maneira de aprender”, enfatizou a professora.  
                                                                                                   
  Por: Efigênio Hortêncio de Oliveira      


                                                         Fotos: Cícera Marques
Secretária do pólo-Viçosa; Profª Cícera Marques



Professor Claudino dando os bem vindos aos futuros acadêmicos

Os ansiosos universitários

  

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A PERDA DOS BENS TERRENOS



Texto Básico:Jó 1:13-21
 
Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”(Jó 1:21).
 
INTRODUÇÃO
Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Seus vizinhos estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."
Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.
Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.
De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiúra do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.
Esta paráfrase, usada por Dennis Allan, explica que isto pode acontecer com qualquer pessoa. A Bíblia Sagrada mostra que um homem, cuja fidelidade e retidão foi testemunhada pelo próprio Deus, passou por isso, seu nome era Jó. Este homem, fiel e abençoado por Deus, perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões – Jó 2:11- 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (Jó 19:13-19). Você sabe qual foi a sua reação? Diz a Bíblia que “Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome  do Senhor”(Jó 1:20,21).
Qual seria a nossa reação diante das perdas materiais, filhos, empregados, amigos dignidade, reputação...?  Como devemos nos comportar diante de tais acontecimentos? Nesta Aula, à luz da vida de Jó, estudaremos os princípios bíblicos para o crente lidar com as perdas no decurso da vida.

I. JÓ E A EXPERIENCIA DAS PERDAS HUMANAS

Jó era um homem especial, um exemplo impressionante em sua época e em nosso era. Logo no início do livro, ele é apresentado como homem extremamente correto, inculpável, íntegro, irrepreensível, justo, precavido (“evitava fazer o mal”), reto (“andava na linha”) e temente a Deus (cf Jó 1:1). Duas vezes o próprio Deus afirma que Jó era sem igual: “No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele” (Jó 1:8; 2.3).
Mas, Jó não era ímpar somente em seu caráter. Também, no que diz respeito à prosperidade, ele era aprovado e bem-sucedido em tudo. Jó tinha saúde, família, riquezas e muita gente a seu serviço. Era “o homem mais rico do oriente”: possuía 11.500 cabeças de gado. Mas, em um mesmo dia, no dia do aniversário do seu filho mais velho, Jó recebeu quatro más notícias seguidas, uma imediatamente após a outra. De uma hora para outra, perdeu tudo. As perdas foram provocadas por: calamidades sociais, calamidades sobrenaturais, calamidades meteorológicas e calamidades físicas. Foi uma experiência altamente bombástica.
a) Perdas decorrentes de calamidades sociais. Diz o texto sagrado que era o dia de festa na casa do filho mais velho, ou seja, estava-se no início do turno de dias dos costumeiros banquetes do patriarca. Ao fim desse turno é que Jó incumbia-se de fazer um sacrifício a Deus em favor de seus filhos. Portanto, podemos entender que o dia escolhido pelo adversário era o do começo do turno dos dias, ou seja, o momento mais distante do de maior devoção do patriarca. É sempre assim, o inimigo procura atuar no momento em que estamos mais apegados às coisas materiais, mais distantes da adoração a Deus. É por isso que devemos ser sempre vigilantes e jamais deixarmos de estar em oração e comunhão com Deus (cf. 2Ts 5:17).
No momento mais distante da adoração, o adversário, que, na sua mente, entendia que o patriarca servia a Deus unicamente pelos benefícios dEle recebidos (como muitos crentes que servem a Deus, atualmente, por causa da prosperidade material), tratou de, imediatamente, atacar Jó no seu patrimônio, mediante o furto de seus bois e jumentos(Jó 1:14,15). Os sabeus, povo descendente de Cão(Gn 10:7), eram cruéis e sanguinários, tanto que, além de furtarem, mataram todas as vítimas, não deixando nada a desejar em relação aos latrocidas dos nossos dias. Logo percebemos que estas pessoas criminosas são grandes instrumentos do adversário e lhe servem a seus propósitos. Temos, neste episódio, a certeza de que é fundamental a proteção de Deus sobre o patrimônio do ser humano.
Mas não foi esta a única calamidade social vivida por Jó. As Escrituras também registram que a terceira má notícia recebida pelo patriarca, naquele dia, foi o roubo de seus camelos por parte dos caldeus(Jó 1:17), que, organizados em três bandos, também mataram a todos os servos, menos o que veio dar a triste notícia para Jó, levando seus camelos, que eram seus animais de transporte.
Apesar de toda essa perda, Jó não se revoltou, não se indignou, não ficou clamando por vingança ou postulando a pena de morte para os delinquentes, mas chegou à constatação de que tudo que estava sob o seu domínio era de Deus e que Ele poderia, legitimamente, permitir a sua retirada.
Não devemos prender nossos corações nas coisas que possuímos, ainda que angariadas com o suor do nosso rosto, pois "a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui"(Lc 12:15b), não sendo nosso propósito ajuntar tesouros na terra, "onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam"(Mt 6:19).
A reação de Jó foi agradável a Deus, pois diz o texto que Jó não pecou ao assim reagir(Jó 1:22). Será que temos nos mantido sem pecado quando somos, igualmente, vítima dos ladrões? Que, diante das calamidades sociais, possamos, como Jó, não pecar e adorar ao Senhor.
b)  Perdas decorrentes de calamidades sobrenaturais. Mal o patriarca recebera a notícia de que havia perdido parte significativa do seu gado por obra dos sabeus, os criminosos de seu tempo, chega outro servo remanescente com a notícia de que o restante do gado havia sido consumido de forma sobrenatural, pois "fogo de Deus caiu do céu e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu"(Jó 1:16). Estamos aqui diante de uma calamidade sobrenatural, ou seja, de uma calamidade que não tem explicações entre os fenômenos da natureza; que a física e, por extensão, a ciência e o conhecimento humano não podem explicar. Quando lemos o livro de Jó, sabemos que foi uma operação satânica permitida por Deus, mas o patriarca nada sabia, assim como, muitas vezes, não sabemos os desígnios divinos em nossas provações. No desespero, o único sobrevivente, um servo de Jó, identifica este fogo como sendo "fogo de Deus", mas jamais um "fogo de Deus" iria ter uma finalidade destrutiva, iria matar e destruir os bens de um servo fiel ou seus empregados, inocentes que eram diante de seu patrão. O fogo destruidor foi, sem dúvida, uma demonstração inequívoca de poder sobrenatural, de poder acima do poder humano, mas não era de Deus, pois, Deus não veio para matar, roubar e destruir.
É preciso termos cuidado com fenômenos sobrenaturais que aconteçam à nossa volta, pois o adversário é especialista em imitar o que Deus faz, como, aliás, dá-nos conta a Bíblia Sagrada(2Co 11:14).
c) Perdas decorrentes de calamidades meteorológicas. Mal havia o servo remanescente contado a Jó a perda sobrenatural de suas ovelhas e dos empregados que dela cuidavam, chega a mais dolorida de todas: "um grande vento sobreveio além do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os mancebos, e morreram "(Jó 1:19). Agora, era um fenômeno meteorológico que ceifava a vida dos filhos de Jó.
Apesar de ter perdido seus filhos por causa deste "grande vento", Jó não fez como muitos que, mesmo desabrigados e necessitados, após estas catástrofes, maldizem e blasfemam do nome do Senhor, literalmente culpando a Deus pelas catástrofes que aconteceram em suas vidas (esquecendo-se, muitas vezes, que elas são resultado de sua própria imprudência e vida desregrada). Em tudo isto, Jó não pecou, não atribuindo a Deus falta alguma.
Será que temos agido assim, ou temos feito coro com os desabrigados e necessitados rebeldes, muitas vezes maldizendo a tudo e a todos pelas cenas que presenciamos ou pelo que tenhamos sofrido na própria pele? Mais importante do que um patrimônio, do que os próprios entes queridos que venhamos a perder, está a nossa salvação eterna.
Que catástrofes naturais não nos façam perder a salvação e criarmos para nós mesmos uma catástrofe muito maior e, o que é pior, eterna!
d) Perdas decorrentes de calamidades físicas. Satanás, mais uma vez, mostra seu engano e Deus, sabedor do que segurava Jó, permite que seja também provado na sua integridade física, na sua saúde. Assim que foi permitido por Deus - Deus não permitiu ao adversário que tocasse na vida de Jó (prova de que só Deus tem o poder sobre a vida de um ser humano) -, o adversário impõe a Jó uma chaga maligna, que o atingiu dos pés à cabeça, uma doença horrível que trouxe grande sofrimento ao patriarca. O texto sagrado afirma-nos que ele mal foi reconhecido pelos seus amigos, o que indica que a doença era deformativa; que a doença atingia a sua pele e que perturbava o seu sono, pois devia haver uma intensa dor. Era algo pior do que um câncer, era como uma espécie de elefantíase, segundo os estudiosos das Escrituras.
Se vier sobre nós a prova da doença, a prova da enfermidade, devemos pedir a Deus a cura, mas sempre sabendo que, muitas vezes, não é propósito de Deus nos curar mas, através de nossa doença (e até morte), glorificar o Seu nome através de nós. A doença não é, como muitos andam dizendo por aí, firmados na falsa doutrina da confissão positiva, um sinal de pecado, tanto assim que Jó não tinha pecado e ficou doente, como também não tinha pecado o profeta Eliseu, que morreu de uma doença que teve e da qual não foi curado(2Rs 13:14), como também o próprio cego de nascença, cuja doença foi curada para glória do nome de Deus(Jo 9:1-3). A doença pode ser de causas físicas e naturais, como também, por operação maligna, como no caso de Jó. O fato é que, em havendo a enfermidade, devemos nos manter na disposição do mestre, descansando nEle e não perdendo a fé.

II. A PERDA DOS BENS

Apesar de ser um homem justo e temente a Deus, Deus permitiu que Satanás destruísse o rebanho, as posses, os filhos e  a saúde de Jó. Em um mesmo dia, Jó perdeu:
·   Todo o gado (7.000 ovelhas, 3.000 camelos, 1.000 bois e 500 jumentos).
·   Todos os empregados (administradores, agricultores, boiadeiros, cortadores de lã, guardas das torres de vigia, plantadores de capim, roçadores de pastos, tiradores de leite, tratadores de animais, vendedores de gado, etc). Só escaparam aqueles que vieram trazer essas notícias.
·   Todos os dez filhos (três mulheres e sete homens). Estavam todos comendo e bebendo na casa do irmão mais velho, quando o furacão atingiu a casa e a derrubou sobre eles. No dia seguinte, havia dez caixões de defuntos para Jó enterrar.
Jó perdeu todas as suas posses e seus filhos. Apesar de tudo isso, ele recusa-se a negar a Deus, embora não compreenda o porquê de todos estes males.
Satanás imaginava que ninguém permaneceria firme na sua devoção e adoração a Deus diante da perda dos bens materiais e, principalmente, dos filhos. Ele estava enganado. Jó passou por toda expressão normal de dor e luto. Ele “rasgou o seu manto”(Jó 1:20), roupa usada especialmente pela nobreza ou por homens em posições elevadas; esta ação talvez simbolizava seu coração quebrantado (veja Jl 2:13). Ele “rapou a sua cabeça”(Jó 1:20) – parte de uma prática comum em rituais de luto, como mostram outros textos (veja Is 15:2; Jr 7:29; Ez 7:18; Am 8:10). Ele “se lançou em terra, e adorou”(Jó 1:20), isto é, ele prostrou-se em uma atitude de humildade e submissão a Deus e continuou a adorá-lo em meio à severa adversidade. Ele disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Este versículo mostra a completa submissão à vontade de Deus que caracterizava Jó e que é uma marca da integridade fundamental que ele mantinha. Embora essa declaração dos seus lábios possa ser uma “fórmula de submissão”, ela revela Jó engrandecendo a Deus em vez de amaldiçoá-lo ou se rebelar contra Ele.
“Em tudo isto” (Jó 1:22) – tanto naquilo que aconteceu a Jó como no que ele disse e fez – não houve qualquer expressão de transgressão: “Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”. Ele não viu em Deus nenhuma ação inapropriada, responsável ou culpável. Jó sobreviveu a todas as intempéries e fazia sua pública profissão de fé: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25). Jó é um dos mais notáveis exemplos de resistência frente às vicissitudes pelas quais o ser humano pode passar.
Qual deve ser a nossa atitude quando perdermos um bem que consideramos precioso? A mesma de Jó: completa submissão à vontade de Deus. Deus deve ser honrado tanto nos momentos de desgraça como nos momentos bons. Devemos nos conscientizar que "... nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele" (1Tm 6:7,8). Portanto, não devemos colocar nosso coração em coisas que terão baixa durabilidade comparada ao tempo que nos está destinado na eternidade.
Também é preciso entender o real lugar que os bens ocupam em nosso coração. Se eles ocuparem o lugar destinado apenas a Deus, Deus se encarregará de nos ensinar a finitude dos bens materiais, seja por perda repentina, seja por degradação com o passar do tempo. E Deus fará isso por amor a nós, para que nos lembremos que Ele é o nosso maior bem. O Deus que dá pode também tirar, de acordo com sua sabedoria e vontade.

III. MESMO NA PERDA PODEMOS DESFRUTAR O AMOR DE DEUS

1. Sua Graça. Jesus disse ao  apóstolo Paulo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”(2Co 12:9). Esse é o grande paradoxo do cristianismo. A força ao dizer que é forte, na verdade, é fraqueza; a fraqueza ao dizer que é fraca, na verdade, é força. O poder de Deus revela-se nos fracos. Paulo pediu para Deus substituição, mas Deus lhe deu transformação. Deus não removeu sua aflição, mas lhe deu capacitação para enfrentá-la vitoriosamente. Deus não deu explicações para Paulo, fez-lhe promessas:”A minha graça de basta”. Não vivemos de explicações, vivemos de promessas. Nossos sentimentos mudam, mas as promessas de Deus são sempre as mesmas. O apóstolo se contenta com a resposta do Senhor e declara: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. Em vez de murmurar e se queixar do espinho na carne, ele se gloriaria nas fraquezas. Dobraria os joelhos e agradeceria ao Senhor por elas. Suportaria de bom grado, desde que o poder de Cristo repousasse sobre ele.
O sofrimento do tempo presente não é para se comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós(Rm 8:18). A nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, eterno peso de glória(2Co 4:17). Aqueles que tem a visão do Céu são os que triunfam diante do sofrimento. Aqueles que ouvem as palavras inefáveis do paraíso são aqueles que não se intimidam com o rugido do leão. O sofrimento é por breve tempo, o consolo é eterno. A dor vai passar, o Céu jamais! A caminhada pode ser difícil, o caminho pode ser estreito, mas a graça de Cristo nos basta.
2. Seu amor. Ainda que percamos os mais preciosos bens, podemos desfrutar do amor de Deus. Deus é amor (1João 4:8b) e, portanto, tudo o que faz em relação ao homem e a todos os demais seres do Universo é fruto deste Seu caráter amoroso. O amor de Deus não tem limites e não podemos, portanto, medi-lo de forma racional, mas somente através de uma experiência direta com o Senhor(Ef 3:17-19), ainda que, muitas vezes, queiramos limitar o amor de Deus segundo os nossos conceitos e as nossas experiências com Ele.
É no momento da luta, da dificuldade, do problema insolúvel, que vemos quão grande é o amor de Deus que está em Cristo nosso Senhor! Quando o Senhor nos coloca no meio do fogo, no meio das águas e nós, apesar de todo o calor, de todas as ondas, sentimos que não podemos, em absoluto, caminhar, mas, então, vemos que o Senhor, embora tenha permitido que ali estivéssemos, vem com Sua forte mão nos socorrer, nos amparar e nos levar até o porto seguro. É nesse momento que presenciamos que o Senhor está no absoluto controle de todas as coisas e que todas as coisas que estão acontecendo, embora pareça serem danosas para nós, embora sejam, efetivamente, doloridas e amargas nesse momento, estão dentro de um propósito de Quem nos ama, de Alguém que não quer nos destruir, mas nos aprimorar, de Alguém que quer aprofundar Seu relacionamento conosco.
A provação é uma demonstração do amor de Deus, é uma prova de que o nosso Deus é um Deus presente, um Deus que tem prazer em fazer que o homem cresça espiritualmente, vá de glória em glória e siga sempre para a infinita caminhada em busca da perfeição espiritual. Ao contrário dos deístas, vemos que o nosso Deus não nos abandonou após a criação nem nos deixa à própria sorte, submetidos a leis por Ele estabelecidas para a ordem cósmica, mas é um Deus que, embora tenha criado leis para este Universo, é humilde e amoroso o suficiente para vir até o nosso encontro, inclinar-se para nos ouvir e estar ao nosso lado no difícil, mas importante, processo de crescimento e desenvolvimento espiritual. Ele faz isto porque nos ama, porque quer o nosso bem(Rm 8:28).
3. Deus intervém na história. A Bíblia Sagrada está repleto de fatos que mostram que Deus é o ser soberano que intervém na história da humanidade. “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade”(Is 46:9,10).
A intervenção de Deus na história da humanidade é bastante notória. Infelizmente há muitos que não enxergam essa realidade. Os chamados “deístas”, ou seja, aquelas pessoas que aceitam a existência de Deus(ou de um “deus”), não acreditam que haja intervenção divina no processo histórico da humanidade. Eles afirmam que Deus é simplesmente como um relojoeiro que, depois de criar seu mecanismo, deu “cordas e o abandonou à mercê do destino”. Todavia as evidências mostram que eles estão equivocados, pois Deus se preocupa, sim, com o processo histórico da humanidade. Em todas as dispensações Deus interveio na história da humanidade; a Bíblia está repleto de fatos. Ele intervém tanto há história geral(João 3:16,17), envolvendo toda a humanidade, como também na individual(Sl 8:3,4; João 9:1-41) de cada pessoa, trazendo consolo, esperança e paz(Tt 2:11-14).
Deus interveio na vida de Jó. Depois de grandes e significantes perdas, angústias, dores e sofrimentos indescritíveis, o patriarca foi miraculosamente restaurado, enquanto orava por seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía (Jó 42:10). Ele morreu velho e farto de dias (Jó 42:17).
A restauração das riquezas de Jó revela o propósito de Deus para todos os crentes fiéis. Deus nunca permite que o crente sofra sem um propósito espiritual, embora talvez ele não compreenda por que. Nesses casos o crente deve confiar em Deus, sabendo que Ele, na sua perfeita justiça, fará o que é sempre melhor para nós e para seu reino.
Por maiores que forem as aflições ou dores que os fiéis tenham que passar, Deus, no momento certo, estenderá a mão para ajudar os que perseverarem, concedendo-lhes cura e restauração totais. “Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso”(Tg 5:11).

CONCLUSÃO

A sucessão impiedosa dos acontecimentos que levaram Jó à ruína são a demonstração de que tudo o que somos e tudo o que temos depende da indispensável proteção divina. Foi Deus permitir que o adversário atingisse Jó, que tudo, num só dia, foi destruído. Que tenhamos sempre em mente que nada do que somos ou do que temos depende de nós, mas é uma concessão da vontade de Deus. Daí porque ter Jeremias se expressado em suas lamentações: " as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos"(Lm 3:22a).

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O OBREIRO E A FAMÍLIA, FOI TEMA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO CAMPO DA AD -VIÇOSA-AL


    
 Nesta segunda-feira 27, o Pastor Donizete Inácio de Melo, líder da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Viçosa Alagoas, realizou a 8ª reunião ordinária do corrente ano do Campo Evangelístico nesta cidade.
  
      Ladeado pelo  presbitério, diaconato e demais auxiliares que fazem o campo, Pr. Donizete leu o texto da 1ª carta do Apóstolo Paulo a Timóteo 3.1,10 como leitura oficial, extraindo assim o tema: “O Obreiro e a Família”.
     Discorrendo sobre o edificante assunto, o líder expôs diversos subtemas enriquecendo assim a substancial  mensagem. O obreiro e o cuidado com a esposa, o obreiro e seus filhos, afeto, cuidado espirituais, cuidados gerais, disciplina, prioridade na vida do obreiro e da família e demais subtítulos tornou a reunião um manancial de  bênçãos para os presentes. Inúmeras instruções e ricas reflexões foram transmitidas pelo servo de Deus na unção do Espírito Santo do Senhor.
     
     Ao término, o Pastor externou toda gratidão a todos que de bom grado tem feito o trabalho do Senhor ao tempo que agradeceu pela presença na referida reunião.
            
AO SENHOR TRIBUTAMOS A HONRA, A GLÓRIA O LOUVOR E TODA ADORAÇÃO.





O superintendente Escola Bíblica Dominical



A palavra superintendente é originária do latim, e significa aquele que superintende. Ou seja: aquele que dirige na qualidade de chefe, que inspeciona e supervisiona.
Como sinônimos de superintendente, podemos listar também estes substantivos: administrador, dirigente, inspetor e intendente.
No caso específico da Escola Dominical, faríamos bem em declinar outro sinônimo: diretor.
Mais adiante, entraremos a discutir essa terminologia. Por enquanto, basta-nos assenhorear-nos das implicações que acarreta essa palavra.
O superintendente da Escola Dominical, por conseguinte, é o obreiro encarregado de administrar, inspecionar e dirigir o principal departamento da Igreja. É a sua função básica manter a E.D. funcionando perfeitamente para que esta venha a alcançar todos os seus objetivos.

O SUPERINTENDENTE NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento, a palavra hebraica phaqid é usada para descrever os seguintes cargos: inspetor, encarregado, capataz, superintendente etc. Phaqid, por conseguinte, era o encarregado de manter a Casa de Deus funcionando a contento (2 Cr 31.13; 34.10, 12,17).
O cargo de superintendente do Santo Templo teve início quando Davi e Salomão houveram por bem organizar os levitas em turnos, a fim de que estes se encarregassem dos louvores, da guarda do santuário e dos vários misteres sagrados.
Mais tarde, o rei Josias aponta superintendentes que haveriam de se incumbir da reforma do santo templo (2 Cr 34.12).
Em Daniel 2.49, deparamo-nos com os três amigos de Daniel - Sadraque, Mesaque e Abedenego - constituídos como superintendentes da província de Babilônia. Só que, nesse caso, a palavra usada não é o hebraico phaqid, e, sim, o aramaico avidah. O significado, porém, é basicamente o mesmo: administrador.

O SUPERINTENDENTE NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento, bispo é a palavra usada como sinônimo de superintendente. Haja vista ser esta a definição clássica de bispo: é o superintendente da igreja. Em português, o verbo bispar exprime com incrível precisão o que deve o bispo fazer: supervisionar, observar atentamente.
De certa forma, a palavra superintendente refere-se também ao ofício de pastor; aponta-o a Bíblia como o administrador do rebanho.
Já que pastor pode ser tido como sinônimo de superintendente, lembremo-nos do que a maioria dos manuais de Escola Dominical prescreve com respeito ao responsável pela igreja: É o pastor o real superintendente da Escola Dominical.
Ou seja: por força de seu cargo, tem ele a obrigação de sustentar e apoiar, através de suas orações e ostensiva cooperação, os encarregados por esse tão importante órgão da igreja.
Outra palavra temos no Novo Testamento que significa superintendente: eunuchos. Este termo não denota apenas um homem privado de sua virilidade; também designa um administrador ou intendente. Haja vista o ministro da rainha de Candace evangelizado por Filipe (At 8.27).
  
DIRETOR OU SUPERINTENDENTE

Disse um educador cristão, certa vez, que as igrejas brasileiras deveriam chamar o responsável pela Escola Dominical de diretor e não de superintendente.
Já que esta denominação é perfeita na língua inglesa, mas imprópria em português.
Talvez tenha razão aquele educador. No Brasil, os dirigentes de escolas seculares são conhecidos como diretores e não como superintendentes.
Esta última designação é própria dos encarregados por algum órgão público. Entretanto, quem pode resistir à força de certas tradições?
Há décadas que o responsável pela Escola Dominical vem sendo chamado de superintendente.
É uma herança que recebemos dos missionários americanos. Como essa denominação vem correspondendo às nossas necessidades, e já não violenta a nossa semântica, deixemo-la assim.
Superintendente, ou diretor, tem este obreiro uma grande responsabilidade diante do Senhor Jesus e de sua Igreja. Como já o dissemos, é ele o encarregado de fazer a Escola Dominical funcionar perfeitamente, a fim de que os seus objetivos sejam plenamente atingidos.
FONTE: Manual da Escola Bíblica Dominical -cpad

OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL




Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros.

1. Ganhar almas. 

Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quanto à premente necessidade de arrepender-se de seus pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador.
Evangelizar, ou ganhar almas, é o primordial objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agência educadora da Igreja, é a E.D. uma agência evangelizadora e evangelística.
• Evangelizadora - proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
• Evangelística - prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas.
Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reivindicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28.18-20). A E. D. que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo título.

2. Educar o ser humano na Palavra de Deus.

 Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.
No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante às demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador.
As Sagradas Escrituras têm como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17).
O Dr. Clay Risley achava-se bem ciente quanto a essa missão da Escola Dominical: “Um jovem educado na Escola Dominical raramente é levado às barras dos tribunais”.

3. Desenvolver o caráter cristão.

 Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo é irreplicável: “Exercita-te a ti mesmo na piedade” (1 Tm 4.7).
A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e práticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões. Lembro-me, aqui, das apropriadíssimas palavras de Alan Redpath: “A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira”.
Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade até que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus. Assim era Sadu Sundar Singh - o homem que se parecia com o Salvador. O que dizer de Thomas à Kempis? Em sua Imitação de Cristo, exorta-nos a celebrar diariamente a piedade para que alcancemos o ideal do Novo Testamento: a parecença do homem com o seu Criador. No cumprimento desse ideal tão sublime, como prescindir da Escola Dominical?

4. Treinar obreiros.

 Embora não seja um seminário, nem possua uma impressionante grade curricular, é a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes é que saem os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos.
A pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que está sendo dito: “Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical”.
Como discordar de Benson? Se hoje escrevo este livro é porque, quando ainda tenro, meus pais preocuparam-se em levar-me a este bendito educandário. Lembro-me das recomendações que o saudoso José Gomes Moreno, pastor na cidade paulista de São Bernardo do Campo, fazia aos nossos pais: “Não mande seus filhos à Escola Dominical. Venha com eles”.
Dos obreiros, professores e doutores na Palavra que hoje conheço, todos tiveram uma herança espiritual comum: a Escola Dominical, cuja história, como veremos a seguir, remonta aos tempos bíblicos.

Fonte: Manual do Superintendente da Escola Dominical - CPAD 

O QUE UM GANHADOR DE ALMAS PRECISA SABER?



"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes".
No presente artigo desejo, com a devida vênia, deixar com meus irmãos mais jovens no ministério alguns pensamentos sobre a filosofia de se pregar o evangelho de modo a conseguir a salvação de almas. Esses pensamentos são o resultado de muito estudo, muita oração pela orientação divina e da experiência prática de muitos anos.
A admoestação contida no texto bíblico que encima o presente artigo, interpreto-a como fazendo referência ao assunto, à ordem e à maneira de se pregar.
O problema é este: como havemos de ganhar integralmente as almas para Cristo? Sem dúvida teremos de conseguir que se desprendam de si mesmos.
1. Os homens são livres agentes morais: racionais e responsáveis.
2. Estão em rebelião contra Deus, totalmente indispostos, inteiramente tomados de preconceitos, e comprometidos contra Deus.
3. Estão entregues à auto-satisfação como objetivo de sua vida.
4. Esse estado é (o que se chama em linguagem teológica) a depravação moral, ou seja, a fonte do pecado dentro de si mesmos, da qual fluem, por uma lei natural, todas as suas práticas pecaminosas. Esse estado voluntário de entrega é o "coração ímpio". É esse que precisa de uma transformação moral radical.
5. Deus é infinitamente benfazejo, e os pecadores incrédulos são egoístas e radicalmente opostos a Deus. Seu compromisso consigo mesmos, de satisfazerem os seus próprios apetites e pendores, chama-se em linguagem bíblica "a inclinação da carne" ou "pendor da carne", que "é inimizade contra Deus".
6. Essa inimizade é voluntária, e só pode ser vencida pela Palavra de Deus, que é eficaz através do ensino do Espírito Santo.
7. O evangelho serve a esse fim, e quando é sabiamente apresentado, podemos esperar confiadamente a cooperação eficaz do Santo Espírito. Isso está implícito na ordem de Jesus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as naçães; ...e eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século."
8. Se não tivermos sabedoria, se formos incoerentes e antifilosóficos e se não seguirmos uma ordem natural na apresentação do evangelho, não temos direito de esperar pela cooperação divina.
9. No mister de ganhar almas, como em tudo mais, Deus opera através de leis naturais e de acordo com elas. Portanto, se quisermos ganhar almas, havemos de adaptar sabiamente os meios a esse fim. As verdades que apresentarmos, e a ordem da sua apresentação hão de ser adaptadas às leis naturais da mente, do pensamento e do funcionamento mental. Uma falsa filosofia mental poderá desviar-nos grandemente, levando-nos muitas vezes a trabalhar ignorantemente contra a operação do Espírito Santo.
10. Os pecadores devem ser convencidos da sua inimizade. Não conhecem a Deus, e por conseguinte ignoram muitas vezes a oposição do seu próprio coração contra ele. "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado", porque é pela lei que o pecador adquire sua primeira idéia verdadeira de Deus. Pela lei, ele primeiro aprende que Deus é perfeitamente born e oposto a todo o egoísmo. Essa lei, pois, deve ser exposta em toda sua majestade contra o egoísmo e a inimizade do pecador.
11. Essa lei leva consigo a convicção irresistível da sua justiça, da qual nenhum agente moral pode duvidar.
12. Todos os homens sabem que cometeram pecado, porém nem todos estão convictos, nem da culpabilidade, nem das más conseqüências que o pecado merece. Na sua maioria são descuidados, não sentem o fardo do pecado nem os horrores e terrores do remorso: não têm senso de condenação nem de estarem perdidos.
13. Sem convicção, porém, não podem entender nem apreciar a salvação do evangelho. Ninguém pode inteligentemente e de coração, pedir ou aceitar perdão enquanto não percebe como é real e justa a sua condenação.
14. É absurdo, portanto, supor que um pecador indiferente, sem convicção de seu pecado, possa aceitar inteligente e reconhecidamente e perdão que o evangelho oferece, enquanto não aceitar a justiça de Deus em condená-lo. A conversão a Cristo é uma tranformação inteligente. Por isso a convicção do merecimento da condenação tem que preceder a aceitação da misericórdia, pois sem a convicção o pecador não compreende sua necessidade de misericórdia. É natural que o oferecimento seja rechaçado. O evangelho não é nenhuma boa-nova para o pecador indiferente e sem convicção de pecado.
15. A espiritualidade da lei deve ser aplicada inexoravelmente à consciência até que se aniquile a presunção do pecador de ser justo, e ele se coloque, mudo e contrito, diante de um Deus santo.
16. Em alguns homens essa convicção já está madura, e o pregador pode logo apresentar a Cristo, na esperança de que seja aceito; em tempos normais, porém. tais casos são excepcionais. A grande massa dos pecadores é indiferente e não tem convicção do seu pecado. Se presumirmos que estão convictos e preparados para receber a Cristo, insistindo com os pecadores a que o aceitem imediatamente, estamos iniciando a obra pelo fim e tornando ininteligível o nosso ensino. E semelhante processo acabará demonstrando-se errado, sejam quais forem as aparências e profissões do momento. O pecador poderá na verdade alcançar esperança através de tais ensinos: mas, a não ser que o Espírito Santo supra algo que o pregador deixou de fornecer, verificar-se-á falsa a esperança. É mister que sejam apresentados todos os elos essenciais da verdade.
17. Depois que a lei tiver feito sua obra, aniquilando a presunção do pecador quanto à sua justiça e deixando-o sem outro recurso senão a aceitação da misericórdia, deve-se levar o pecador a compreender a situação delicada e o perigo de se dispensar a execução da penalidade quando foi transgredido o preceito da lei.
18. Precisamente nesta altura deve-se levar o pecador a compreender que ele não deve concluir, com base na benevolência de Deus, que este pode com justiça perdoá-lo. Ao contrário, a não ser que a justiça pública seja satisfeita, a lei de benevolência universal proíbe o perdão dos pecados. Se não for levada em consideração a justiça pública no exercício da misericórdia, o bem público será sacrificado em benefício do indivíduo. Isso, Deus jamais fará.
19. Esse ensino obrigará o pecador a procurar alguma forma de satisfazer a justiça pública.
20. Apresentamos-lhe agora a obra expiatória de Cristo como fato revelado, limitando suas esperanças a Cristo como seu próprio holocausto. Ponhamos em destaque a verdade revelada de que Deus aceitou a morte de Cristo em lugar da morte do pecador, e que isso deve ser recebido com base no testemunho do próprio Deus.
21. Esmagado até contrição pelo poder convincente da lei, a revelação do amor de Deus manifestado na morte de Cristo há de gerar no pecador o sentimento de desgosto de si próprio e aquela tristeza segundo Deus, que a ninguém traz pesar. Diante dessa revelação, o pecador jamais se perdoa. Deus é santo e grandioso; ele, um pecador, salvo pela graça soberana. Isso poderá ser apresentado com maior ou menor precisão de acordo com as pessoas visadas, seu grau de inteligência, de capacidade para pensar e de cuidado para entender.
22. Não foi por acidente que a dispensação da lei antecedeu à dispensação da graça; mas está na ordem natural das coisas, de acordo com leis mentais preestabelecidas, e sempre a lei há de preparar o caminho do evangelho. A negligência nesses pontos poderá levar a falsas esperanças, à introdução de um falso padrão de experiência cristã e a uma igreja cheia de falsos convertidos. Isso o tempo demostrará.
23. O pregador deverá dirigir a verdade às pessoas presentes, aplicando-a de modo tão pessoal que cada uma sinta que a mensagem é para ela. É como se tem dito muitas vezes de certo pregador: "Ele não prega, ele explica o que outros pregam, e parece que fala diretamente a mim".
24. Esse método prenderá a atenção e levará os ouvintes a perderem de vista a extensão do sermão. Ficarão cansados de ouvir se não sentirem interesse pessoal no que dizemos. Conseguir o interesse pessoal do ouvinte no que se diz, é condição indispensável à sua conversão. Uma vez despertado o interesse pessoal, e mantida a atenção do ouvinte, dificilmente se queixará do tempo da pregação. Em quase todos os casos em que se reclama da demora do sermão, é porque não interessamos pessoalmente o ouvinte naquilo que dizemos.
25. Se deixamos de interessá-los pessoalmente, ou é porque não nos dirigimos pessoalmente ao ouvinte, ou porque nos falta unção e sinceridade, clareza e força, ou alguma outra cousa que devíamos possuir. O que é indispensável, é fazermos com que sintam que tanto nós quanto Deus visamos a eles.
26. Não devemos pensar que basta a piedade sincera para nos dar êxito em ganhar almas. Essa é apenas uma das condições do sucesso. Há de haver também bom senso, há de haver sabedoria espiritual para adaptar os meios ao fim. Assunto, maneira, ordem, tempo e lugar, todos precisam ser sabiamente ajustados ao fim que temos em vista.
27. Deus poderá, às vezes, converter almas por intermédio de homens que não são espirituais, quando possuem aquela sagacidade natural que os habilita a adaptar os meios a esse fim; mas a Bíblia nos apóia ao afirmarmos que esses são casos excepcionais. Sem essa sagacidade e adaptação dos meios ao fim, o homem espiritual deixará de ganhar almas para Cristo.
28. Os incrédulos necessitam de instrução de acordo com a medida da sua inteligência. Umas poucas verdades simples, quando sabiamente aplicadas e iluminadas pelo Espírito Santo, converterão crianças a Cristo. Eu disse sabiamente aplicadas, pois os meninos também são pecadores e necessitam da aplicação da lei, qual pedagogo, para conduzi-los até Cristo a fim de serem justificados pela fé. Verificar-se-á, mais cedo ou mais tarde, que algumas supostas conversões a Cristo são espúrias, pois houve omissão do trabaiho preparatório da lei, e Cristo não foi abraçado como Salvador do pecado e da condenação.
29. Pecadores instruídos e cultos, que estão sem convicção e céticos de coração, precisam de muito mais extensa e completa aplicação da verdade. Os profissionais necessitam que a rede do evangelho seja lançada toda em volta deles, sem haver nenhum buraco pelo qual possam escapar. Quando assim tratados, têm tanto maior probabilidade de se converterem, quanto maior for o grau da sua verdadeira inteligência. Tenho verificado que uma série de conferências dirigidas a advogados e adaptadas a seus modos de pensar e raciocinar, quase sempre pode convertê-Ios.
30. Para sermos bem sucedidos em ganhar almas, precisamos ser obervadores, estudar o caráter das pessoas, aplicar os fatos da experiência, da observação e da revelação às consciências de todas as classes.
31. É muito importante que sejam explicados os termos empregados. Antes da minha conversão, não ouvia inteligivelmente explicados os termos: arrependimento, fé, novo nascimento, conversáo. Arrependimeto era descrito como sendo um sentimento. Fé era apresentada como ato ou estado intelectual e não como ato voluntário de confiança. Regeneração era uma mudança física da natureza, produzida pelo poder direto do Espírito Santo, ao invés de uma mudança voluntária do propósito fundamental da alma, produzida pela iluminação espiritual do Espírito Santo. Até mesmo a conversão era representada como obra do Espírito Santo de tal modo a ocultar a verdade de que é ato do próprio pecador, sob a influência do Espírito Santo.
32. Devemos insistir em que o arrependimento importa na renúncia voluntária e efetiva de todo o pecado: que é mudança radical de atitude para com Deus.
33. A fé que salva é a confiança do coração em Cristo: ela opera pelo amor, purifica o coração e vence o mundo: não é fé salvadora aquela que não tiver esses atributos.
34. O pecador terá que exercer determinados atos mentais e precisa compreender quais são. O erro da filosofia mental apenas embaraça, e poderá ser um engano fatal para a alma. Muitas vezes os pecadores são encaminhados em pista errada. lnsiste-se com eles para que sintam, ao invés de exercerem os atos requeridos da vontade. Antes da minha conversão, jamais recebi de alguém uma idéia inteligível dos atos mentais que Deus exigia de mim.
35. A capacidade do pecado em enganar as almas, torna-as excessivamente sujeitas à ilusão: por isso compete, a quem ensina, o dever de rebuscar as moitas e de procurar em todos os cantos e fendas onde haja possibilidade de uma alma ter achado falso refúgio. Sejamos tão perseverantes e discriminadores que se torne impossível que o interessado venha a nutrir uma esperança falsa.
36. Não tenhamos receio de insistir. Não apliquemos, por falsa piedade, o esparadrapo onde houver necessidade da sonda. Não temamos desanimar o pecador convicto, fazendo-o voltar atrás, pelo fato de sondá-lo até ao fundo. Se o Espírito Santo estiver trabalhando nele, quanto mais esquadrinharmos e pesquisarmos, mais impossível se tornará para a alma voltar ou descansar no pecado.
37. Se quisermos salvar a alma, não poupemos a mão direita, o olho direito, ou qualquer ídolo querido: cuidemos do abandono de toda forma de pecado. Insistamos na plena confissão do mal a todos que tiverem direito à confissão. Insistamos na plena restituição, até onde for possível, a todas as partes prejudicadas. Não fiquemos aquém dos ensinos expressos de Cristo nessa matéria. Seja quem for o pecador, façamo-lo compreender claramente que, se não abandonar tudo que tem, não pode ser discípulo de Cristo. É necessária inteira e universal consagração a Deus de todos os poderes do corpo e da mente, de toda a propriedade, possessões, caráter e influência. Deve haver total abandono a Deus de todo o direito a si próprio ou a qualquer outra cousa, como condição de sua aceitação.
38. Compreendamos, e se possível façamos o pecador compreender, que tudo isso faz parte da verdadeira fé, do verdadeiro arrependimento. e que a real consagração abrange todos esses fatores.
39. Devemos lembrar constantemente ao pecador que é com um Cristo pessoal que ele está tratanto: que Deus em Cristo está buscando a sua reconciliação com ele, e que a condição dessa reconciliação é que o pecador submeta sua vontade e todo o seu ser a Deus -- que não "deixe para trás nem um casco".
40. É importante assegurar-lhe que "Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está no seu Filho"; que "Cristo nos foi feito sabedoria, justiça, santificação e redenção: e que, do princípio ao fim, ele achará toda a sua salvação em Cristo.
41. Depois que o pecador recebe inteligentemente toda essa doutrina e o Cristo nela revelado. ele deve perseverar até o fim, e esta é a última condição da sua salvação. Eis aqui uma importante tarefa: impedir que o pecador venha a recair e assegurar sua permaente santificação e confirmação para a glória eterna.
42. Será o caso que o declínio espiritual dos conversos tão comum não indica um grave defeito nas mensagens do púlpito? Por que será que tantos conversos esperançosos, em poucos meses de aparente conversão, perdem o primeiro amor, perdem todo o fervor na religião, negligenciam o dever e continuam cristãos de nome, porém mundanos no espírito e na vida?
43. Um pregador realmente bem sucedido deve não apenas ganhar almas para Cristo, mas também conservá-las. Deve conseguir não somente sua conversão, mas também sua permanente santificação.
44. Na Bíblia não há nada mais expressamente prometido nesta vida do que a santificação permanente. 1 Ts 5.23.24: "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo: e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará." Essa é indubitavelmente a oração dos apóstolos pela santificação permanente nesta vida, com a promessa explícita de que aquele que nos chamou o fará.
45. Aprendemos pelas Escrituras que, "tendo nele crido" somos, ou podemos ser, selados com o Santo Espírito da promessa, e que esse selo é "o penhor da nossa herança". Ef 1.13.14: "Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa, o qual é o penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória." Esse selo, esse penhor da nossa herança, é que assegura a nossa salvação. Assim, em Ef 4.30, o apóstolo diz: "Não entristeçais o Espírito de Deus. no qual fostes selados para o dia da redenção." E em 2 Co 1.21.22 o apóstolo diz: "Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nossos corações." Assim somos confirmados em Cristo e ungidos pelo Espírito, como também selados pelo penhor do Espírito em nossos corações. E isso, é bom lembrar, é uma bénção que recebemos depois de crer, conforme Paulo nos informou em sua epístola aos efésios, acima citada. Ora, é da máxima importância que os conversos aprendam a não ficar aquém dessa santificação permanente, desse selo, dessa confirmação em Cristo pela unção especial do Espírito Santo.
46. Ora, irmãos, se não conhecermos o que significa isso em nossa própria experiência, e não conduzirmos os conversos à mesma experiência, falhamos lamentável e essencialmente em nosso ensino e omitimos a verdadeira nata e plenitude do evangelho.
47. É importante compreender que, enquanto essa experiência foi rara entre os pastores, ela será desacreditada pelas igrejas e será quase impossível, a um pregador isolado dessa doutrina, vencer a incredulidade da sua igreja. Terão dúvidas a respeito, porque tão poucos pregam ou acreditam nessa doutrina; explicarão a insistência do pastor dizendo que a sua experiência se deve a seu temperamento peculiar; assim, deixarão de receber essa unção por causa da incredulidade. Em tais circunstâncias será muito mais necessário insistir na importância e no privilégio da santificação permanente.
48. O pecado consiste no pendor da carne, em "fazer a vontade da carne e dos pensamentos". A santificação permanente consiste na consagração integral e permanente a Deus. Importa na recusa de se obedecer à vontade da carne ou dos pensamentos. O batismo ou selo do Espírito Santo subjuga o poder dos desejos, fortalece e confirma a vontade na resistência ao impulso do desejo e no propósito permanente de fazer de todo o ser uma oferta a Deus.
49. Se nos mantivermos em silêncio sobre esse assunto, a inferência natural é que não cremos nele e, evidentemente, que o desconhecemos na experiência. Isso fatalmente será uma pedra de tropeço para a igreja.
50. Uma vez que esta é uma doutrina de inegável importância e claramente ensinada no evangelho, sendo, com efeito, a "banha e gordura" do evangelho, deixar de ensiná-la é despojá-lo da sua mais rica herança.
51. O testemunho da igreja, e, em grande parte, do ministério, sobre esse assunto, tem sido lamentaveImente falho. Essa herança tem sido retirada da igreja; assim sendo, é de se estranhar que ela se desvie tão vergonhosamente? O testemunho de relativamente poucos, aqui e ali, que insistem nessa doutrina, é quase neutralizado pelo contra-testemunho ou silêncio culposo da grande massa das testemunhas de Cristo.
52. Meus queridos irmãos, são de tal modo amadurecidas as minhas convicções e profundos os meus sentimentos sobre esse assunto que não devo ocultar-lhes os meus receios, de que, em muitos casos, é a falta da experiência pessoal a razão desse grave defeito na pregação do evangelho. Não digo isso para magoar; longe de mim tal desejo. Não é de admirar que muitos não tenham essa experiência. Muitas vezes a educação religiosa é deficiente. Os crentes são levados a desposar outro ponto de vista sobre o assunto. Causas várias têm contribuido para criar uma predisposição contrária a essa doutrina bendita do evangelho. Intelectualmente os crentes não têm crido nela; e, naturalmente, não têm recebido a Cristo em sua plenitude. Talvez essa doutrina tenha sido uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porém, não permitamos que o preconceito vença; lancemo-nos sobre Cristo mediante a aceitação presente, atual, dele como nossa sabedoria, justiça, santificação e redenção. Vejamos se ele não fará infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos.
53. Ninguém, seja crente ou incrédulo, deve ser deixado em paz enquanto tolerar em si qualquer pecado. Se pudermos impedir, não devemos permitir que ninguém nutra esperanças do céu, enquanto estiver consentindo no pecado, seja ele qual for. Nossa constante exigência e persuasão devem ser: "Sede santos, porque Deus é santo." "Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está no céu." Lembremo-nos da maneira pela qual Cristo concluiu seu memorável Sermão da Montanha. Depois de ter exposto diante de seus ouvintes aquelas verdades terrivelmente perscrutadoras, e de ter exigido que fossem perfeitos como é pertfeito o Pai no céu, termina assegurando-lhes que ninguém pode ser salvo sem receber e obedecer aos seus ensinos. Ao invés de tentarmos agradar o povo nos seus pecados, devemos continuamente procurar induzi-los a abandonar esses pecados. Irmãos, façamo-lo para que não sejam as nossas vestes contaminadas pelo seu sangue. Se seguirmos esse caminho e pregarmos constantemente com unção e poder, permanecendo na plenitude da doutrina de Cristo, poderemos esperar, com alegria, salvar tanto a nós mesmos como aos nossos ouvintes.
 FONTE: UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO - Charles Finney