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terça-feira, 2 de abril de 2013

1ª LIÇÃO DO 2º TRIMESTRE/2013: FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS


Primeira lição do 2º trimestre de 2013

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18).


INTRODUÇÃO



O primeiro grupo social a que uma pessoa pertence é a Família, grupo criado pelo próprio Deus (Gn 2:23,24) e que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas do ser humano. A função da Família é, precisamente, impedir que haja o sentimento de solidão, que caracterizava Adão antes da formação da mulher (Gn 2:20).


A Igreja, principalmente a Igreja Local, é formada pela soma de suas Famílias. A Igreja é o reflexo das Famílias. Famílias bem estruturadas formam Igrejas bem estruturadas. Isto é verdade, e Satanás sabe disto! Por esta razão, de forma mais acentuada nestes “últimos dias”, ele tem investido, pesadamente, contra a estrutura familiar, de forma especial, através da televisão, usando, principalmente, suas novelas: desmoralizando o casamento, incentivando as uniões ilícitas, incentivando o homossexualismo, enaltecendo a liberdade sexual, quebrando a hierarquia familiar, retirando ou coibindo a autoridade dos pais, e coisas correlatas. O objetivo de Satanás é enfraquecer, desmoralizar, acabar com a estrutura familiar. Porém, seu alvo principal é a Igreja. Ele sabe que combatendo a Família, está prejudicando a Igreja.


Certamente que o assunto deste Trimestre – Família Cristã no século XXI(protegendo seu lar dos ataques do inimigo) -, é oportuno e será de grande proveito para cada crente em Cristo, em particular, e para a Igreja, no seu todo.


Nesta Aula inaugural, o assunto proposto é “A Família, criação de Deus”. Veremos, portanto, a Família tal como foi planejada por Deus, sem entrar nos detalhes das atribuições - responsabilidades e deveres de seus membros, os quais serão vistos nas Aulas posteriores.


I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO



Deus, o criador da Família



De todas as coisas que Deus criou, apenas uma, no seu julgamento, não estava boa – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só...”. Esta constatação foi feita por Deus logo após o homem ter conhecido e nomeado cada uma de todas as espécies animais - “Havendo pois o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus; e a todo o animal do campo..”(Gn 2:19).


Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18). Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste principio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado!


E Deus criou a mulher – “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn 2:22). Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”.


Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher. Qualquer distorção a este principio viola a decisão de Deus.


O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn 1:17).


O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal.


A Primeira Família



A primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como principio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn 1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas três funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos.


Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um Homem e de uma Mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn 2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este principio estabelecido por Deus, é contrária à Bíblia Sagrada.


O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este principio declarando: “Porém, desde o principio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc 10:6-8).


Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos. Os filhos são um complemento da Família, porém, a família pode subsistir sem eles.


O propósito de Deus ao criar a Família



a) Proporcionar ao ser humano abrigo e relacionamento. O texto bíblico de Gênesis 2:18 mostra isso: “Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele”. Segundo o pr. Elinaldo Renovato, “atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros”. Jesus mesmo nos alertou que isso aconteceria nos últimos dias - “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12). Devemos fazer de tudo para que este amor não seja esfriado no âmbito familiar. Quando o amor fenece o relacionamento sadio e tolerável também se esvai, e é isso que o inimigo das nossas almas deseja. Um família sadia significa uma igreja sadia. Esforcemos, pois, em investirmos no bom relacionamento familiar.


b) Um dos propósitos de Deus ao instituir a Família foi a propagação da raça humana. O plano de Deus foi fazer da Família um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seria, espalhadas sobre toda a Terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gn 1:28). Assim, a união de dois homens, ou de duas mulheres, contraria este propósito de Deus. Portanto, qualquer tentativa de formar uma Família através da união de duas pessoas do mesmo sexo, não procede de Deus e não pode ter a concordância de Sua Igreja.


Jesus e a Família



Nosso Senhor Jesus Cristo valorizou a Família. Veio ao mundo através de uma Família. Além de pais, teve irmãos e irmãs (Mt 13:55-57). Teve seu crescimento físico, social, intelectual e espiritual no seio da Família (Lc 2:52). No seu ministério, não costumava a hospedar-se em hotéis, mas desfrutava da hospitalidade de um lar (Mt 8:14; Lc 10:38-42). Em muitos milagres, demonstrou seu cuidado para com a Família (Mt 8:14-15; Lc 7:12-16). Seu primeiro milagre foi realizado numa festa de casamento (João 2:12). Ensinou-nos a orar, chamando Deus de "Pai Nosso" (Mt 6:9). Enfatizou o quarto mandamento, mandando honrar pai e mãe (Mt 15:3-6; Mc 7:10-13). Teve um trato especial com as crianças, abençoando-as (Mc 10:13-16).


II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUENCIAS PARA A FAMÍLIA



1. O ataque do inimigo. A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana. A essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado. A tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou a desobedecer à ordem de Deus. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.


A sutileza é a marca registrada do diabo (João 8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele.


Observamos, no relato da queda do primeiro casal, que o diabo surge como uma serpente, ou seja, de forma quase imperceptível, quase sem ser notada, apresentando-se à mulher de repente, de surpresa, num momento em que a mulher não esperava e que, o texto nos leva a crer, estava solitária, sem a companhia de seu marido, diríamos que num instante de distração. O diabo apareceu como uma serpente no Éden e, ante à distração do primeiro casal, conseguiu entrar no Jardim para efetuar a sua tarefa destruidora.


A distração, o “cochilo espiritual”, são fatais para a saúde espiritual da Igreja. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir. Eva, porém, estava distraída e, por causa disto, o diabo pôde se aproximar e iniciar um diálogo com a mulher, lançando-a no campo da dúvida: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3:1b). Diante de tanta amabilidade, Eva aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois, em sua resposta não correspondeu aquilo que, de fato, Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso.


Falseando a Palavra, Eva respondeu: “...do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. Percebe-se que a mulher demonstrou desconhecimento da Palavra de Deus. Enquanto a ordem divina era para que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (cf. Gn 2:16,17), a mulher respondeu à serpente que a ordem era a proibição de se comer e se tocar na árvore que estava no meio do jardim (Gn 3:3). Vemos aqui, portanto, que a mulher alterou em dois pontos a ordem divina, a saber: a) árvore da ciência do bem e do mal por árvore que está no meio do jardim; b) não comereis por não comereis nem tocareis. Agora Satanás estava em condições de contraditar o próprio Deus, pois, sentiu que já tinha o controle sobre a mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à veracidade da Palavra do próprio Deus - “...certamente não morrereis”. Uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.


Não tendo havido nenhuma reação por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com maior sutileza deu sua cartada final despertando, agora, a soberba e o desejo de ser como Deus: Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”(Gn 3:1-5).


Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar – pensou que seria como Deus. Olhou – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos”; Desejou – “...árvore desejável para dar entendimento...”; Tomou – “...tomou-lhe do fruto...”; Comeu - “...comeu...”; Morreu A Palavra de Deus era verdadeira – “...no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn 2:17).


O diabo mentiu, pôs em descrédito os ditos do Senhor e criou fantasias nas quais o primeiro casal acreditou e que foram a sua derrocada. Assim também trabalha ainda hoje. Uma vez se desprendendo das Escrituras, os homens são iludidos com falsas promessas e fantasias (que as Escrituras denominam de “fábulas”, ou seja, “contos da carochinha” (1Tm 1:4; 4:7; 2Tm 4:4; 2Pe 1:16), falsidades que a seu tempo se revelarão e que, infelizmente, para muitos, significarão a morte eterna.


2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar


Em primeiro lugar, a rebelião. Adão acusou a mulher por lhe ter oferecido o fruto proibido - “a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3:12). Daí já se percebe que o relacionamento entre o casal já não era como dantes.


A rebelião de Adão e Eva encerrou o relacionamento íntimo que eles haviam desfrutado com Deus. A natureza de sua rebelião foi tal que rompeu a sua maneira de se relacionar não só com Deus mas também um com o outro. Em vez do mútuo amor e compromisso, sua rebelião contra Deus resultou em vergonha mútua (Gn 3:7). Seu relacionamento interpessoal não era mais harmonioso. Essa rebelião resultou, acima de tudo, na separação de Deus e na percepção de que Deus era Alguém a quem temer, Alguém de quem eles precisavam se esconder (Gn 3:8-10). Deus e os seres humanos não estavam mais unidos em amor e harmonia. O que era necessário era um ato de reconciliação.


Em segundo lugar, a desigualdade de gênero, ou seja, a diferença de tratamento entre o homem e a mulher. Feitos para serem iguais diante de Deus, pois, para Deus, não há acepção de pessoas (Dt 10:17), homem e mulher, por causa do pecado, passaram a ter posições diferenciadas no relacionamento entre si, tendo o Senhor determinado o domínio do homem sobre a mulher (Gn 3:16). Este domínio não é desejo divino, mas reação divina ao pecado cometido. O pecado é gerador de desigualdade, pois é iniquidade e, em virtude disto, a humanidade sob o pecado é um triste quadro de injustiças, de desigualdades e de dominações. Entre tais desigualdades, destaca-se a “desigualdade de gênero”.


Em terceiro lugar, a contaminação da vida familiar. O pecado, ao trazer a desigualdade de gênero, já tornou tensas as relações entre marido e mulher, mas, logo em seguida, com o primeiro homicídio, bem demonstrou que vinha a atacar de forma direta a própria Família. Desde então, o pecado tem transtornado muitíssimo a vida familiar, vida esta que se encontra, nos nossos dias, em frangalhos, por causa, precisamente, do pecado. O pecado gera a destruição da vida familiar, pois desfaz a pureza e a estabilidade entre marido e mulher, retirando assim a necessária autoridade moral indispensável para o relacionamento entre pais e filhos, gerando milhares e milhares de vidas sem afeto e sem amor.


3. A vida familiar depois da Queda. Quando Deus criou a Família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A Família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano de divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.


A queda, como registrada em Gênesis, trouxe transtornos e males irreparáveis para a Família e, por conseguinte, para toda raça humana(Gn 3:17-19; Gl 3:21). Toda natureza passou a sofrer as consequências do pecado, que introduziu a morte no mundo e destituiu o homem de sua perfeita comunhão com o Criador (Gn 3:16-19). Entenda-se morte, aqui, não apenas como a separação física dos entes queridos, mas, sobretudo, a separação espiritual e eterna de Deus (Rm 5:12). Esse é o efeito mais dramático da desobediência de nossos primeiros pais, já que Deus não os criou para morte, mas para a vida. É tanto que a luta pela sobrevivência é algo inato em qualquer ser humano. Sua expulsão do jardim do Éden, todavia, é o símbolo perfeito dessa perda (Gn 3:22-24). A enfermidade física é um fato incontestável, e a Escritura afirma que o primeiro motivo deste terrível mal sobre a humanidade foi a queda de Adão e Eva.


Mas, o inimigo ainda não parou a sua investida contra a Família. Por ser de origem divina, o inimigo tem atacado a Família de maneira implacável. As tentações aos pais de família, principalmente na área do sexo e do mau relacionamento com os filhos tem sido constante; os ataques aos filhos, lançando-os contra os pais; dos pais contra os filhos; o problema das drogas, do sexo ilícito, da pornografia, de outros vícios, do homossexualismo. Estamos vendo isso com muita intensidade nestes últimos dias da Igreja na Terra. Satanás sabe que ele já está julgado e quer levar o maior número de pessoas com ele parta o Inferno (ler Salmo 9:17).


O domínio do pecado sobre o homem faz com que sejam praticadas as chamadas “obras da carne” (Gl 5:19-21), que prejudicam grandemente a própria convivência e sobrevivência da humanidade. O pecado, a começar da Família, dilapida a estrutura social e instala a barbárie e o egoísmo como modos de sobrevivência e de permanência no convívio social. Por mais tecnologicamente civilizados que estejam os homens, o aumento do pecado produz cada vez mais pecado, cada vez mais maldade, cada vez mais selvageria. Santifiquemo-nos ainda mais, pois Jesus está voltando!


III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS



1. Modelos de Famílias surgidas ao longo dos séculos. A Família está inserida dentro de um contexto social, e portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt 24:35). Ao longo dos séculos o modelo familiar teve várias mudanças. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:


a) Família patriarcal, quando o homem tem pelo menos duas esposas. Neste modelo, o pai(pater) era visto como o senhor da casa e da Família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, a partir de Lameque(descendente de Caim) – Gênesis 4:19 – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá”. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn 2:22-24). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família.


b) Famílias monoparenterais, quando há somente a presença de um dos pais, como é o caso de Agar e Ismael, depois de serem expulsos por Sara.


c) Família de solteiros, como parece ser o caso de Marta, Maria e Lázaro.


d) Famílias nucleares (monogâmica), que são aquelas Famílias compostas de pai, mãe e filhos, como é o caso da Família formada por José, Maria, Jesus e seus irmãos. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2:24; Mt 19:5).


e) Família conjugal, que é aquela cujo casal ainda não tem filhos ou que não teve filhos, como é o caso de Áquila e Priscila.


f) Família ampliada, que á aquela em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos, como é o caso de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.


g) Famílias unipessoais, onde só uma pessoa mora numa casa, podendo ser um pessoa solteira, uma viúva, ou uma divorciada, muito comum nos nossos dias, e não muito difícil de encontrar em nossas igrejas.


Portanto, sendo a Família uma instituição criada pelo próprio Deus, ao homem é indispensável que mantenha o modelo previsto pelo Senhor, pois só assim poderá cumprir o seu papel na ordem universal e se apresentar como alguém submisso ao senhorio de Deus. Como crentes, não podemos jamais querer ser tidos como verdadeiros e autênticos servos do Senhor, se não estivermos vivendo uma vida familiar de acordo com a vontade do Senhor, que é o modelo estampado na Sua Santa Palavra.


2. A Família na atualidade. Temos ouvido nesses últimos anos uma frase que parece que a cada dia que passa, tem mais simpatizantes, ei-la: “A Família é uma instituição falida”. Este é o conceito de Família para a maioria das pessoas do mundo moderno, e de fato, esta instituição formada por Deus, apresenta assustadoras estatísticas de sua desintegração. Eis alguns dos sintomas de degeneração familiar que se nos apresentam nesses dias: crises, desencantos e desilusões nos casamentos; separações e divórcios; crianças abandonadas; filhos irreverentes e indiferentes aos pais; brigas constantes entre os casais; etc. Como inverter este triste quadro e transformar meu lar em um exemplo mais vívido dos propósitos e objetivos de Deus?


Para a sua estabilidade a Família necessita urgentemente de um motivo espiritual. Não será com o conforto dos lares modernos que iremos construir lares felizes. A Família é um projeto divino, nasceu no coração e na mente de Deus, não é um acidente histórico ou uma necessidade social, ou ainda, um sistema para funcionar – A Família é ideia de Deus.


Sem a Família não pode o homem atingir o propósito estabelecido por Deus quando de sua criação. Não há como o homem atender ao que lhe é exigido pelo seu Criador sem que exista a Família.


Sem a Família o homem não pode sequer ser considerado um homem no sentido estrito da Palavra e as consequências que têm vindo à sociedade moderna em virtude do intenso e progressivo processo de desintegração familiar que temos contemplado é uma prova do que estamos a dizer. Via de regra, os criminosos mais hediondos que têm surgido, que nem sequer se portam como seres humanos, tamanha a sua bestialidade, são pessoas que foram vítimas da ausência da instituição familiar no histórico de suas vidas. A destruição da instituição familiar representa, assim, a própria destruição da humanidade, da imagem e semelhança de Deus na vida dos seres humanos e é por isso que o adversário de nossas almas, que nos odeia e nos detesta, tem investido tanto na destruição desta instituição. Destrua-se a Família e estarão destruídos os seres humanos e, por conseguinte, toda a sociedade.


CONCLUSÃO



Ao criar a primeira Família, Deus constituiu, nos limites do Jardim do Éden, o seu espaço de habitação (Gn 2: 7-15). O lar em que os primeiros cônjuges viveriam um para o outro, teriam filhos e juntos desfrutariam de tudo quanto Deus lhes preparara. Era um lugar de bênçãos que cumpriria as verdadeiras funções do lar. Esse foi e continua sendo o propósito de Deus para a Família.


Podemos fazer do lugar em que habitamos, com a ajuda de Deus, um abrigo de paz contra as tempestades que nos cercam, onde pais e filhos possam dar-se as mãos numa vida de permanente celebração da glória de Deus e alcançarem, por fim, uma velhice feliz e vitoriosa. Amém!!


Fonte: ebdweb

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