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segunda-feira, 8 de abril de 2013

2ª lição do 2º Trimestre/2013 - O CASAMENTO BÍBLICO



2ª lição do 2º  Trimestre/2013

Texto Base: Gênesis 1:27,31; 2:18,20-24

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2:24)


INTRODUÇÃO


Casamento bíblico é o ato de se deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto com o objetivo de estabelecer, com essa pessoa, uma vida em comum. Deus começou o casamento com o primeiro homem e a primeira mulher. Quando Deus falou à Adão que um homem deveria deixar a sua parentela e se juntar a uma mulher assim se tornando um (Gn 2:24), ele estava descrevendo o casamento. Esta instituição divina foi constituída antes da formação da sociedade humana. O Criador fez o homem e dele tirou a mulher, e ordenou o casamento, condição indispensável para perpetuar a raça humana (Gn 1:27,28). Deus implantou no homem desejos e afetos que se estenderam a todas as criaturas humanas; fez do casamento uma influência nobilitante, que poderosamente contribui para o desenvolvimento de uma existência completa no homem e na mulher. Declarou que não era bom que o homem estivesse só, e deparou-lhe um adjutório igual a ele (Gn 2:18).

Jesus ratificou o casamento bíblico, entre um homem e uma mulher, como criação divina quando disse: "desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne: e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mc 10:6-9). Casamento este, aliás, que mandou que a Igreja, como Corpo de Cristo, venerasse, isto é, respeitasse, bem como cuidasse para que se estabelecesse dentro de uma pureza sexual (Hb 13:4).

I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA


1. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn 2.18-24; Mt 19.5; Mc 19:7) - Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt 28:54,56; Sl 128:3; Pv 5:15-21; Ml 2:14).

Esta norma não foi apenas estabelecida na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...”(Ex 20:17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

Os casamentos polêmicos sempre foram marcados por muitos prejuízos e grandes desastres. O apóstolo Paulo afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular] tenha o seu próprio marido” (1Co 7:2).

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu comentário sobre o Evangelho de Marcos, citando Norman Geisler, enumera alguns argumentos que reforçam o ensino da monogamia:

·         A monogamia foi ensinada por precedência (Gn 2:24);

·         A monogamia foi ensinada por preceito (Ex 20:17);

·         A monogamia foi ensinada por intermédio das severas consequências decorrentes da poligamia (1Rs 11:4).

2. Poligamia é criação humana desviada dos preceitos de Deus. Deus não instituiu nem aprovou a poligamia pois criou uma só mulher para o homem. Se aprovasse a poligamia, teria criado duas ou mais mulheres para Adão, o que não fez. O primeiro casamento é o único caso que Jesus cita para ensinar o matrimonio monogâmico e o divórcio, isto é, o matrimonio deve se manter intato. Os dois(não três) são uma só carne. A presença de um terceiro seria uma separação dos dois, a dissolução da família original!

Deus permitiu mas não aprovou certas coisas nos dias em que a Bíblia não era completa. Em Atos 17:30 está escrito que Deus não teve em conta os tempos da ignorância. Passou por cima de certas coisas erradas até os dias de Cristo. Permitiu-as, mas não as aprovou! Quem quer provar que a poligamia é certa sempre cita estes casos veterotestamentários. Em vez de citar estes, por que não cita Deuteronômio 17:17? Deus mandou Israel e seu futuro rei não multiplicar nem cavalos, nem mulheres. Foi justamente "nisto" que "pecou Salomão" (Neemias 13:26).

A Bíblia relata que foi na civilização caimitas que se iniciou a poligamia. Lameque, o primeiro polígamo, foi quem deu a cartada inicial da quebra do princípio da monogamia (ler Gn 4:19), abandonando-se o modelo divino de família; houve aumento da violência, com novo homicídio, que gerou a vingança humana como modelo de justiça como demonstra o "cântico da espada" de Lameque (Gn 4:23,24); o desvalor do ser humano se patenteia, pois uma vida foi ceifada apenas por causa de um pisão (Gn 4:23); inicia-se a prostituição, pois a irmã de Tubalcaim, Naamá, é tida como a primeira prostituta da história (seu nome quer dizer "agradável", "desejável").

3. Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...”(Mt 19:5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn 2:24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co 7:2). Diz o apóstolo: "[...] mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido". Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o  seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia, um homem ter mais de uma mulher, quanto a poliandria, uma mulher ter mais de um marido, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm 3:2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3:12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm 4:12).

II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE


1. “Macho e fêmea os criou”.  “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1:26). O modelo divino para o ser humano é a heterossexualidade – Gn 1:27; 5:1-3; 2:22-24; Mt 19:4; Rm 1:26,27. O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal. A Bíblia sempre condenou o homossexualismo voluntário, atitude que é típica dos rebeldes e pecadores, como demonstra a Palavra de Deus, inequivocamente, em diversas passagens – Lv 20:13; 18:22; Dt 23:17; 1Rs 14:24; 15:12; 22:47; Rm 1:24,27; 1Co 6:10; Gl 5:19; 1Tm 1:10; Ap 21:8.

Paulo proíbe a união homossexual (1Co 7:2). Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

2.  “E se unirá à sua mulher”. Após realizar o primeiro matrimônio, o Criador disse: “deixará o homem [macho] o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher [fêmea], e serão ambos uma carne” (Gn 2:24). Uma família somente pode ser construída, segundo os parâmetros divinos, mediante uma união entre um homem e uma mulher com compromisso de constituir uma vida em comum. Desta forma, jamais estará obedecendo aos princípios divinos quem defender ou constituir uma união homossexual, algo que, lamentavelmente, vem se alastrando nos países de todo o mundo. A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que é, como se vê claramente em Gn 2:24, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possam constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. “Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida”

III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO


Deus instituiu o casamento para ser uma união permanente e sagrada, e uma parceria entre um homem e uma mulher. Quando o marido e a esposa celebram essa união dentro desse entendimento e comprometimento, eles podem oferecer uma segurança mútua, um lar estável para os filhos, e a força necessária para resistirem às tempestades e tensões da vida.

1. “Uma só carne”.Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne...”(Mt 19:6,7).

Aqui, diz que o casamento é monossomático. As palavras hebraicas “ish” e “ishá” - para o homem e a mulher, respectivamente -, revelam que os dois foram feitos complementarmente um para o outro. O propósito de Deus é que no casamento, o homem e a mulher se tornem uma “só carne”, numa intimidade tal que não pode ser separada. É como se dois copos d’água incolores se misturassem; depois disso, não dá mais para separar, pois não se saberá quem é quem.

A união conjugal é a mais próxima e intima relação de todo relacionamento humano. A união entre marido e mulher é mais estreita do que a relação entre pais e filhos. Os filhos de um homem são parte dele mesmo, mas sua esposa é ele mesmo. O apóstolo Paulo diz: “Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja” (Ef 5:28,29).

Muito embora a expressão “uma só carne” signifique mais do que união física, a união básica do casamento é a união física. Se um homem e uma mulher pudessem se tornar um só espírito por meio do casamento, então a morte não poderia dissolver esse laço, pois o espírito nunca morre. O apóstolo Paulo diz que a união do casamento só termina com a morte (1Co 7:2,3).

2. “...o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19:7). O casamento é indissolúvel. O casamento não é apenas heterossexual, monogâmico e monossomático, mas também indissolúvel  - “... o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19:7). O casamento deve ser para toda a vida. É uma união permanente. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. O divórcio é um atentado contra a família. Quem mais sofre com ele são os filhos. As consequências amargas do divórcio atravessam gerações. Deus odeia o divórcio (Ml 2:16).

O casamento é indissolúvel porque foi Deus quem o instituiu e o ordenou. Logo, nenhum ser humano tem competência nem autoridade para desfazer o que Deus faz. Mesmo que um juiz lavre uma certidão de divórcio e declare uma pessoa livre dos vínculos do casamento, aos olhos de Deus, essa relação não é desfeita.

O casamento é uma união entre um homem e uma mulher e Deus é a testemunha dessa aliança (Ml 2:14). O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus. Mesmo que um casal não tenha buscado a orientação de Deus para o casamento, uma vez firmada a aliança, Deus a ratifica.

3. A porta de entrada para o divórcio. Quando o homem e a mulher, mesmo morando em baixo do mesmo teto, vivem de forma egoísta e individualista, mantendo tão somente aparência, esse casamento está prestes à dissolvência. O egoísmo e o individualismo são os inimigos mais perigosos num relacionamento conjugal. Eles podem abrir a maldita porta do divórcio. Divórcio é algo extremamente duro para quem enfrenta; às vezes, machuca, causa feridas em muitas vidas.

A separação dos Cônjuges  trata-se de um inimigo cruel, capaz de marcar os componentes da família por toda a vida. Normalmente, ele só ataca depois de alguns anos de vida conjugal, podendo, no entanto, ocorrer até poucos meses depois do casamento. Cremos que a causa principal é a falta do verdadeiro amor num lar que deixou de guiar-se pelos princípios estabelecidos pelo Criador, o instituidor da família. Para combater esse inimigo, o melhor é evitar suas causas. Deve-se convidar Deus para fazer parte da união do casal, mesmo muito antes das núpcias, ainda no namoro, ou até, antes. Temos certeza de que um casal, unido pelo amor, sob a direção segura e sábia do Senhor Jesus, jamais será vítima de separação.

“Eu não o amo mais”. Essa é uma frase comumente usada pelos cônjuges em crise para dar plausividade e legitimidade ao divórcio. Mas como tudo o que é dito na Bíblia, o amor também sofre de má compreensão. O amor não é um sentimento para ser vivido apenas em bons momentos a dois, ou só na lua-de-mel. Conforme Cristo disse, o marido tem que amar a esposa como Cristo amou a Sua igreja – dando sua vida por ela. Amor é a decisão de agir em favor do outro. Pense nisso!

CONCLUSÃO


Diante do exposto, podemos dizer que o casamento é uma instituição divina. Foi Deus quem criou o casamento, para ser uma união sagrada e permanente com um firme compromisso entre marido e mulher. Quando o marido e a mulher entram nesta união com essa compreensão, eles podem dar segurança um ao outro, um lar estável aos filhos e força para resistir a qualquer das tempestades ou tensões da vida. Creia nisso!
Fonte: ebdweb

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