Seguidores

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

5ª Lição do 4º trimestre de 2013: O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS


Texto Básico: Provérbios 6:16-19; 15:1,2,23; 16:21,24

“Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos” (Pv 16:24)

INTRODUÇÃO

Das sete atitudes que Deus abomina, registradas em Provérbios 6:16-19, três têm a ver com o mau uso das palavras; talvez por isso o livro de Provérbios dê tanto destaque a este tema. É válido atentar para a advertência de Tiago 1:19: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tg 1:19). Quanto menos falar, menos risco em tropeçar. Alerta o sábio: “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente” (Pv 10:19). Mas, é bom enfatizar que falar pouco não significa se omitir. Precisamos falar o necessário, na hora certa e de forma eficaz, sem “jogar conversa fora”.

I.  O PODER DAS PALAVRAS


Quero alertar os professores, alunos e os demais leitores deste blog que o “poder das palavras” referido aqui nada tem a ver com o que a falaciosa teologia da “confissão positiva” diz sobre isso.A Confissão Positiva é uma heresia indissociável da falaciosa Teologia da Prosperidade, as duas andam juntas, isto porque o “poder das palavras”, aquilo que eu confesso com a minha boca é a base para recebermos os demais benefícios pregados pelos adeptos deste movimento: riqueza, saúde plena e ausência de sofrimento. O seu ensino herético resume-se na máxima já bastante conhecida no meio evangélico: “Há poder em suas palavras!”. O ensino consiste em dar um significado mágico as nossas palavras, de forma que, se eu digo (confesso) a coisa certa, tudo dará certo, porém, se eu digo algo negativo, isto me trará problemas. Portanto, os adeptos chegam a praticar um novo modelo de oração, onde não se pede, “determina-se”,“decreta-se”,“toma-se posse”, e condena-se a atitude de perseverar em oração por algo, como sendo falta de fé. Segundo os pregadores deste movimento, uma verdadeira atitude de fé está no ato de “decretar” e “crer” que aquilo acontecerá; segundo este movimento, isto é que é fé, a fé do tipo que Deus teve ao criar o mundo, quando ele disse “Haja!”; e o que ele disse (confissão positiva) aconteceu.

Isso é ridículo e abominável! A Bíblia não atribui nenhum poder “mágico” às nossas palavras. O poder pertence a Deus e não as nossas palavras (Sl 62:11). Isto vai totalmente de encontro ao que Jesus ensinou (Mt 6:10; 26:39,42) e os apóstolos também (At 18:21; 1Co 4:19; 16.7; Hb 6:3; Tg 4:13-16). Decretar ou determinar são prerrogativas de quem tem autoridade, de quem detém o poder (2Sm 15:15; Ed 6:13; Et 1.20; Ec 8:3,4). Na oração, nós somos os súditos e o rei é Jesus, o único que pode decretar alguma coisa (Sl 62:11; Mt 28:18). Este ensino do “poder das palavras” deriva-se de uma outra heresia do movimento, que é o ensino de que o homem é um semideus. O modelo de oração ensinado na Bíblia não decreta nem determina, antes, se submete humildemente à vontade soberana de Deus. Diz o apóstolo João: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1João 5:14).

1. Palavras que matam. “A morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18:21). Ninguém ignore o os efeitos das palavras. Elas nos animam ou nos deixam arrasados. Elas nos levam ao arrependimento ou ao pecado. Elas nos fazem aceitar o que é certo ou nos levam a admitir o que é errado. Tiago 3:6 diz que a língua “é um fogo”. As nossas palavras podem incendiar a nossa vida, destruir tudo o que construímos ao longo de nossa existência. Quantos ideais de vida e projetos não tem sido destruído por causa de palavras mal ditas! Quantos casamentos já não se acabaram por causa de palavras ofensivas! Quantos já nãos se desviaram e abandonaram a igreja por causa de palavras ditas precipitadamente por aqueles que deveriam amparar! O perdão é o remédio eficaz para palavras venenosas, que ferem e que matam.

2. Palavras que vivificam. “... a língua dos sábios é saúde” (Pv 12:18). A língua do sábio é medicina para os doentes, bálsamo para os aflitos, tônico para os cansados e fonte de vida para os que jazem prostrados. A língua dos sábios é o veículo que transporta a verdade e o canal que conduz a esperança. O sábio é aquele que fala a verdade em amor. Da boca do sábio não saem palavras torpes, apenas palavras para a edificação, conforme a necessidade, transmitindo graça aos que ouvem. Nossa língua transporta vida ou é instrumento de morte? Pense cada um consigo mesmo. (1)

II. CUIDADOS COM A LINGUA


1. Evitando a tagarelice (Pv 12:18). “Tagarelice é como pontas de espada”. Tagarelice é falar pelos cotovelos. É falar ao vento. É falar sem pesar nas consequências de sua fala. É ser irresponsável com a mordomia da comunicação. A língua do tagarela fere como pontas de espada. Destrói como veneno e devasta como fogo. A língua do tagarela transporta a morte, e não a vida, pois semeia inimizade entre os irmãos e provoca contendas entre as pessoas. A língua do tagarela é como um cavalo selvagem desenfreado e como um navio em alto-mar desgovernado. Ambos são agentes de morte, e não de vida. (2)

Deus advertiu ao povo de Israel: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo”(Lv 19:16). Ele também advertiu algumas tagarelas que se infiltraram na igreja de Éfeso: “Além do mais, aprendem também a viver ociosas andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem” (1Tm 5:13). No Salmo 101:5, Deus diz: “Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei”. Deus é de opinião que pessoas tagarelas não O reconhecem estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara as pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança.

Além disso, as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: “O assunto é verdade, por isso posso contá-lo a todos”. Mas isto não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos pode ter efeito ainda mais funesto do que falar inverdade. (4)

2. Evitando a maledicência (Pv 6:16-19). “Estas seis coisas aborrece o SENHOR, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”.

“contenda entre os irmãos” significa maledicência. Muitas contendas entre os crentes são idealizadas por Satanás. Ele é o maior semeador de contendas entre os irmãos, mas o que ele faz na maioria das vezes é "aproveitar a nossa lenha para fazer sua fogueira". O seu maior desejo é ver o povo de Deus lutando consigo mesmo, quando deveríamos, juntos, lutar contra as forças das trevas.

III. O BOM USO DA LINGUA


1. Quando a língua edifica o próximo. Palavras agradáveis e adequadas, no momento certo, proporcionam edificação espiritual e moral no próximo. Diz o sábio: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” (Pv 16:24). Como servos de Deus, somos desafiados a usar nossas palavras como um meio para ajudar o nosso próximo, através de exortações e bons conselhos. O aconselhamento é um grande serviço que a igreja deve prestar em seu seio. A Igreja tem de se preocupar com a conduta dos homens que a integram e dos que vivem ao seu redor. Não se trata de impor atitudes aos outros, nem tampouco de conquistar o poder de fazer com que os outros ajam desta ou daquela maneira. Muito pelo contrário, trata-se de uma manifestação do amor divino que está no coração de cada membro em particular do corpo de Cristo. Trata-se de sentir compaixão pelos seres humanos e, por causa disto, dar opiniões, ensinos ou avisos a eles sobre o que deve ser feito no cotidiano, no viver debaixo do sol. O único e verdadeiro aconselhamento é aquele que é baseado na Verdade, ou seja, na Palavra de Deus. Se aconselhar é dar ou pedir conselhos e o conselho genuíno e autêntico é aquele que tenha, simultaneamente, base racional e espiritual, a Igreja é o único povo, na atual dispensação, que pode, validamente, aconselhar a humanidade, pois só ela tem condições de orientar os homens no caminho em que devem andar. Diz o sábio: “... com os que se aconselham se acha a sabedoria” (Pv 13:10).

2. Nossa língua adorando a Deus. Nossa maneira de falar nos identifica, revelando o nosso verdadeiro eu, pois a boca fala do que o coração está cheio (Mt 12:34). É do coração, ou seja, do intimo do ser humano que procedem os males. Certa vez, Pedro foi identificado como alguém que esteve com Jesus somente pelo seu linguajar (Mt 26:73). Sua fala evidencia que você é um cristão?

Lembre-se que no simples conversar com alguém, podemos estar adorando a Deus, podendo o interlocutor perceber a pureza de nosso coração através das palavras que proferimos. A língua do justo é manancial perene de sabedoria; por meio dela, os homens aprendem os caminhos da vida. Porém, a língua do perverso, que será desarraigada, maquina o mal, e toda a sua instrução produz incredulidade, rebeldia e desastre. Precisamos falar aquilo que glorifica a Deus, edifica as pessoas e promove o bem. “A boca do justo produz sabedoria em abundância, mas a língua da perversidade será desarraigada. Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos ímpios anda cheia de perversidades” (Pv 10:31,32). Guardemos, pois, a nossa língua. Sejamos vigilantes e temperantes no momento de proferir palavras. Lembre-se: Deus procura verdadeiros adoradores, e não somente adoração.

IV. CONSELHOS AO ALUNO E AO MESTRE


1. Fale o que é bom e oportuno. A palavra de Deus é categórica: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1:19). Muito transgride quem fala para depois pensar, fala sem refletir e fala mais do que o necessário.  Diz o sábio:

·       “Na multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente” (Pv 10:19).

·       “Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio” (Pv 17:28).

2. Pense antes de falar. Há um ditado popular que diz: “Em boca fechada não entre mosquito”. Falar sem pensar é consumada tolice. Responder antes de ouvir é estultícia. Proferir palavras torpes e desandar a boca para espalhar impropérios e maldades é perversidade sem tamanho. Esse não pode ser o caminho do justo. Uma pessoa que teme a Deus reflete antes de falar, sabe o que falar e como falar. Sua língua não é fonte de maldades, mas canal de bênção para as pessoas. Diz o sábio:

·       “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos ímpios derrama em abundância coisas más” (Pv 15:28).

3. Fale com temperança. Quem sabe conversar com calma demonstra inteligência. Quem ouve e analisa antes de emitir sua opinião, pode falar com mais eficácia. Diz o sábio:

·       “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15:1).

Observe uma coisa interessante, o sábio nos mostra aqui que não é a palavra branda que desvia o furor, mas a resposta branda. Isso é mais do que ação, é reação. Mesmo diante de uma ação provocante, a pessoa tem uma reação branda. É como colocar água na fervura e acalmar os ânimos. Em outras palavras, é ter uma reação transcendental. O oposto disso é a palavra dura e deselegante.

·       “... a língua branda quebranta os ossos” (Pv 25:15).

4. A boca do justo é fonte de sabedoriaA boca do justo é uma fonte de vida; a do perverso, uma cova de morte. Quando o justo abre a boca, jorra a sabedoria como água fresca para o sedento; quando o perverso fala, sua língua é fogo que destrói e veneno que aniquila. A sabedoria do justo leva os homens a olharem para a vida com os olhos de Deus, a sentirem com o coração de Deus e a agirem para a glória de Deus. A maldade do perverso, ao contrário, afasta os homens de Deus e os seduz para um caminho de transgressão, cujo paralelo final é a morte.

A língua é como o leme de um navio: pode conduzi-lo em segurança para o seu destino, ou pode direcioná-lo para rochas submersas e provocar um grande naufrágio. Nossa língua deve ser um manancial de sabedoria, e não um instrumento de iniquidade; um bálsamo do céu para os aflitos, e não um chicote de tortura para os abatidos. (3). Diz o sábio:

·       “A boca do justo produz sabedoria em abundância, mas a língua da perversidade será desarraigada. Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos ímpios anda cheia de perversidades” ( Pv 10:31,32).

CONCLUSÃO


Nos dias em que vivemos, em que vigora no mundo um "relativismo ético", em que, cada vez mais, as pessoas estão perdendo a noção de verdades absolutas, em que "tudo é relativo", é preciso lembrarmos que o falar do crente deve ser sim, sim, não, não, e o que sai disto é de procedência maligna(Mt 5:37). Quantos de nós são descuidados com o que falam e quantos acabam falando algo de suas cabeças como se fossem palavras vindas da parte do Senhor! Tais palavras estão todas colocadas diante de Deus e o Senhor requererá de seus pronunciadores uma atitude de arrependimento sem o que poderão até perder a salvação. Equivocam-se os faladores da atualidade que acham que suas palavras não são levadas em conta pelo Reto e Supremo Juiz. Não só nossas ações, mas também nossas palavras são levadas em conta diante de Deus. Tenhamos muito cuidado com o que falamos, pois tudo está sendo anotado perante o Senhor  - “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo” (Mt.12:36). Que possamos dizer como Jó: “Nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha língua pronunciará engano” (Jó 27:4). Que este seja o nosso compromisso de todos os membros da igreja, na presença de Deus!

Fonte: ebdweb



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

4ª lição do 4º trimestre de 2013: LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO


Texto Básico: Pv 6:1-5; Pv 30:8,9

 
“Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência“ (Pv 23:23)

 
 
 
INTRODUÇÃO

O dinheiro é o deus mais adorado atualmente. Ele deixou de ser apenas uma moeda para transformar-se num ídolo. Por ele, muitos se casam, divorciam-se, mentem, matam e morrem. Aqueles, entretanto, que pensam que o dinheiro é um fim em si mesmo, que correm atrás dele delirantemente, descobrem frustrados, e tarde demais, que seu brilho é falso, que sua glória se desvanece, que seu prazer é transitório. Aqueles que fazem do dinheiro a razão de sua vida caem em tentação e cilada e atormentam a sua alma com muitos flagelos. Porém, o dinheiro é bom; ele é necessário; é um meio e não um fim; é um instrumento por intermédio do qual podemos fazer o bem. O problema não é ter dinheiro, mas o dinheiro nos ter. O problema não é carregar dinheiro no bolso, mas entesourá-lo no coração. Por isso, devemos de forma correta lidar com o dinheiro.

I.  CUIDADO COM AS FINANÇAS E EMPRÉSTIMOS


1. O fiador. O fiador é aquele que dá garantias de que o devedor irá cumprir sua palavra e pagar suas dívidas; caso contrário, ele mesmo arcará com esse ônus. O fiador empenha sua palavra, sua honra e seus bens, garantindo ao credor que o devedor saldará seus compromissos a tempo e a hora. O fiador fica, assim, obrigado, mediante a lei, a pagar em lugar do devedor caso este não cumpra seu compromisso. Todavia, Provérbios nos aconselha a não assumirmos responsabilidades pelas dívidas de outrem. Se alguém que realmente estiver precisando vier lhe pedir para ser fiador, avalie, antes de assumir, se você terá condições de pagar, caso o devedor principal deixe de fazê-lo. Esta é a única situação legitima de fiança. Se você também não puder pagar, então não se torne fiador.

Muitos tomam esta decisão baseados no temor das pessoas – “ele vai ficar chateado comigo”; “se um dia eu precisar, não poderei contar com ele”, etc. Este é um laço que, se você cair nele, corre o sério risco de ficar sem meios de prover a si e a sua família - “Aquele que fica por fiador do estranho tira a sua roupa e penhora-a por um estranho” (Pv 20:16) -, e até mesmo ficar no olho da rua – “Não estejas entre os que dão as mãos e entre os que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Pv 22:26,27). Portanto, tenha muito cuidado em tomar essa decisão. Ficar por fiador de um companheiro já não é coisa boa, conforme Provérbios 6:1; e ficar por fiador de um estranho, é pior ainda. Leia Provérbios 11:15; 17:18; 22:26; 27:13.

2. Empréstimo. O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22:7). A dependência financeira gera escravidão. A dívida é uma espécie de coleira que mantém prisioneiro o endividado. É por isso que os ricos mandam nos pobres, pois detêm o poder econômico. Quem toma emprestado fica refém de quem empresta. No tempo de Neemias, governador de Jerusalém, os ricos que emprestaram dinheiro aos pobres já haviam tomado suas terras, vinhas, casas e até mesmo escravizado seus filhos para quitar uma dívida impagável. O profeta Miqueias denuncia essa mesma forma de opressão, dizendo que em seu tempo muitos ricos estavam comendo a carne dos pobres. Uma pessoa sábia é controlada em seus negócios e não cede à pressão nem à sedução do consumismo. Não se aventura em dívidas que crescem como cogumelo, pois sabe que o que toma empestado é servo do que empresta. (1)

Caro irmão, jamais faça empréstimos para adquirir coisas supérfluas. É preferível manter-se dentro de um padrão mais modesto de vida, somente com as coisas necessárias, do que tornar-se um endividado por causa dos artigos que são dispensáveis. Pense nisso!

II. O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1. Evitando a usura e a agiotagem. Segundo o dicionário Aurélio, usura significa lucro excessivo, exorbitante, exagerado. Esse tipo de lucro tornou-se o vetor que norteia os destinos das empresas e pessoas nestes tempos pós-modernos. O TER passou a ser mais importante que o SER. Os resultados valem mais do que as regras. Para alimentar o sistema e fazer essa máquina girar, somos empurrados para uma ciranda louca de consumismo. O comércio guloso, com sua bocarra aberta, gera a cada dia mais insatisfação dentro de nós, convencendo-nos de que a nossa felicidade está diretamente ligada aos produtos. Há aqueles que se capitulam a esse apelo e compram o que não precisam, com um dinheiro que não possuem, para impressionar pessoas que não conhecem.

Muitos indivíduos, seduzidos pela fascinação das riquezas, transigem com seus valores, amordaçam a consciência e se curvam aos apelos do lucro ilícito. A corrupção está incrustada na medula da nossa nação. Ela enfiou seus tentáculos em todos os setores da sociedade. Está presente nos poderes constituídos. Nos corredores do poder, há inúmeras ratazanas esfaimadas escondidas por trás de togas reverentes. Nos palácios e casas legislativas há muitos criminosos que assaltam o erário público, escondidos atrás de títulos pejados de honra. Nossa sociedade está levedada pelo fermento da corrupção. A causa precípua desse desatino moral é o amor ao dinheiro, a raiz de todos os males.

A prosperidade que vem de Deus é bênção; a que vem dos mecanismos da corrupção é maldição. Há indivíduos pobres que são prósperos e há homens ricos que são miseráveis. A verdadeira prosperidade não é tanto o quanto se ajunta com a ganância; mas, o quanto se distribui, apesar do pouco. A Bíblia diz que a piedade com contentamento é grande fonte de lucro (1Tm 6:6).

A agiotagem é uma prática criminosa. É uma forma injusta e iníqua de se aproveitar da miséria do pobre, emprestando-lhe dinheiro na hora do aperto, com altas taxas de juros, para depois mantê-lo como refém. Muitos ricos inescrupulosos e avarentos, movidos por uma ganância insaciável, aproveitam o sufoco do pobre para emprestar-lhe dinheiro em condições desfavoráveis, apenas para lhe tomar, com violência, seus poucos bens. Tenha cuidado com esses ratos de esgoto.

2. Evitando o suborno. “O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça” (Pv 17:23). A sociedade brasileira vive a cultura do suborno. Com frequência perturbadora, vemos políticos inescrupulosos em conchavos vergonhosos com empresas cheias de ganância e vazias de ética. Esses trapaceiros recebem somas vultosas, a titulo de suborno, para favorecer empresários desonestos, dando-lhes informações e oportunidades privilegiadas, a fim de se apropriarem indebitamente dos suados recursos públicos que deveriam promover o progresso da nação e o bem do povo. Aqueles que aceitam suborno, e muitas vezes se escondem atrás de togas sagradas e títulos honoríficos, não passam de indivíduos perversos e maus, gente de quem deveríamos ter vergonha, pois fazem da vida uma corrida desenfreada para perverter as veredas da justiça. Não poderemos erguer as colunas de uma pátria honrada sem trabalho honesto. Precisamos dar um basta nessa politica hedonista do “levar vantagem em tudo”. Se quisermos ver nossa nação seguir pelos trilhos do progresso, precisamos andar na verdade, promover a justiça e praticar aquilo que é bom. Isso é o que Deus requer de nós (2).

Irmãos, evite o suborno! Pedro rejeitou – “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração” (At 8:18-22).

Certo dia, um pastor participou-me uma prática clara de suborno. Ele disse: “irmão Luciano, na igreja em que me congrego não tem mais diácono, todos foram consagrados a ‘pastor’ para voltar no candidato indicado pelo pastor presidente, por ocasião da eleição do novo presidente da CGADB”. Eu pensei: isso é uma demonstração clara de prática de suborno; é simonia; isso é uma vergonha! Para esses que agiram desse modo, ele aplico as palavras de Pedro, supra.

III. O USO CORRETO DO DINHEIRO


Não somos donos do dinheiro. Nada trouxemos ao mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos. Devemos ser fiéis nessa administração. Se formos fiéis no pouco, Deus nos confiará os verdadeiros tesouros. Nosso coração deve estar em Deus e não no dinheiro. Nossa confiança deve estar no provedor e não na provisão. Nosso deleite deve estar nas coisas lá do alto e não nas coisas que o dinheiro nos proporciona.

O dinheiro não é um tesouro para ser usado de forma egoísta, mas para o nosso deleite. Deus nos dá o dinheiro para O glorificarmos com ele, e fazemos isso, quando cuidamos da nossa família, dos domésticos da fé e de outras pessoas necessitadas, e quando contribuímos para a proclamação do Evangelho. O dinheiro deve ser granjeado com honestidade, investido com sabedoria e distribuído com generosidade.

Devemos usar corretamente o dinheiro:

1. Para promover valores espirituais. Entesoure riquezas para a vida eterna (1Tm 6.19). O que você semeia é o que colhe. Você semeia coisas materiais e colhe dividendos espirituais. Você semeia coisas temporais e colhe bênçãos eternas. O homem rico, da parábola de Jesus, não cuidou de Lázaro que estava com fome e jazia à porta. No inferno ele se lembrou de Lázaro, mas já era tarde (Lc 16:19-31). Jesus disse que a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui. Jesus disse também: "O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". E ainda ensinou: "Não podeis servir a Deus e às riquezas". A maneira que lidamos com o dinheiro reflete quem somos internamente. Nós pertencemos a Deus? Nós confiamos em Deus? O nosso tesouro está em Deus ou no dinheiro? Você tem sentido alegria ao doar? Tem aumentado suas ofertas? Tem pedido a Deus para multiplicar sua sementeira para poder ajudar ainda mais pessoas?

2. Para promover o bem-estar social. O dinheiro não é nosso. Ele vem de Deus, é de Deus e vai voltar para Deus. Não somos donos, somos apenas mordomos. Nada trouxemos para este mundo nem dele nada levaremos. Deus nunca nos deu direito de posse definitiva daquilo que lhe pertence.

Paulo dá alguns conselhos sobre como lidar corretamente com o dinheiro sem perder a alegria de viver:

a) Pratique o bem. Não deixe o dinheiro dominá-lo, domine-o. Não deixe o dinheiro ser seu patrão, faça dele um servo. Não acumule só para si mesmo, faça-o um instrumento de ajuda para os outros.

b) Seja rico de boas obras. Abra seus celeiros. Seja como Barnabé, coloque seus bens a serviço dos outros (At 4:36,37). Qual foi a última vez que você fez algo que trouxe glória ao nome de Deus e alegria para as pessoas? Qual foi a última vez que fez uma oferta generosa para ajudar uma pessoa necessitada? Qual foi a última vez que enviou uma oferta para um missionário? Qual foi a última vez que entregou uma oferta de gratidão a Deus? Qual foi a última vez que repartiu um pouco do muito que Deus lhe tem dado? O apóstolo Paulo dá o belo exemplo da pobre igreja da Macedônia que se doou e ofertou generosamente aos pobres da Judéia, pessoas que a Igreja não conhecia pessoalmente (2Co 8:1-4).

c) Esteja pronto para repartir. A Bíblia diz que a alma generosa prosperará, mas o que retém mais do que é justo, isso será pura perda (Pv 11:25). "A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais" (Pv 11:24). "Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício" (Pv 19:17). "[...] dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante" (Lc 6:38). Quando damos nos tornamos imitadores de Deus!

IV. BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO


Qual é o ensinamento bíblico a respeito das riquezas? Este ensinamento é o do equilíbrio, ou seja, Deus sabe que necessitamos de bens para sobrevivermos, principalmente depois da queda do ser humano, que fez com que nossa sobrevivência fosse obtida com esforço e dificuldades (Gn 3:17-19). Sabendo que precisamos destas coisas, Deus promete no-las dar, se dermos prioridade às coisas realmente importantes, que são as relativas à eternidade (Mt 6:31-34). Se colocarmos a comunhão com Deus como nossa prioridade em nossas vidas, Deus dará o necessário para nossa sobrevivência e é, precisamente, o necessário, o suficiente para a nossa sobrevivência que Deus se compromete a dar a cada servo seu. O sábio Agur orou por uma condição financeira equilibrada, para poder escapar das tristes consequências de uma vida, tanto de necessidade como de fartura; assim, pediu ele o pão diário, para ele e sua família - “... não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus”(Pv 30:8,9). Esse pedido foi repetido por Jesus quando ensinou seus discípulos a orar(Mt 6:11). Deus tem um compromisso com o Seu povo: de lhe dar o pão de cada dia. Este compromisso o Senhor tem e vela para cumpri-lo (cf.Jr 1:12).

1. Buscando a suficiência. Ter excesso ou falta de dinheiro pode ser perigoso. Ser demasiadamente pobre pode significar um risco para a saúde física e espiritual. Por outro lado, ser rico não garante esses bens a uma pessoa. Como Jesus assinalou, os que confiam nas riquezas têm dificuldade de entrar no Reino de Deus (Mt 19:23,24). Como Paulo, podemos aprender a viver tendo pouco ou muito (Fp 4:12), mas nossa vida poderá ser mais bem-sucedida se não tivermos nem a pobreza nem a riqueza (Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal).

A prosperidade prometida aos servos do Senhor não envolve a posse de bens materiais, pois o verdadeiro e genuíno servo de Deus, dotado de sabedoria que vem do alto (Tg.3:13,17), age como o sábio Agur, pedindo ao Senhor tão somente a “porção acostumada”, ou seja, o necessário para a sua existência digna, a fim de que, com muitas riquezas, não venha a rejeitar a Deus e, na miséria, não venha a ter de furtar para sobreviver (Pv 30:8,9). É esta “porção acostumada” que o Senhor tem prometido aos seus servos e que consta em Mt 6:33 - “Todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Isto significa que todas as coisas de que necessitamos para sobreviver nos serão dadas pelo Senhor se buscarmos primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça. Bem ao contrário do que se ensina erroneamente na atualidade, Deus não prometeu à Igreja “todas as coisas”, mas, sim, “todas as coisas necessárias”. É, aliás, o que Jesus nos ensinou a pedir: “o pão nosso de cada dia” (Mt 6:11).

É importante destacarmos que o cristão tem todo o direito de ser próspero, tanto na vida espiritual como na material, de acordo com a benção do Senhor sobre sua vida, em tudo aquilo que ele faz. Contudo, isso não quer dizer que todos os cristãos devam ser, necessariamente, ricos.

2. Buscando o que é virtuoso. Alguém poderá questionar: “Existe algo melhor, mais virtuoso, do que as riquezas materiais?”. Existe, sim! O bom nome. Foi o sábio Salomão quem disse: “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro“ (Pv 22:1). Note que Salomão não apenas declara que o bom nome é melhor do que riquezas, mas que é melhor do que “muitas riquezas”. É melhor ter uma boa reputação do que ser um ricaço. É melhor ter o nome limpo na praça do que ter o bolso cheio de dinheiro sujo. É melhor andar de cabeça erguida, com dignidade, do que viver em berço de ouro, porém maculado pela desonra. A honestidade é um tesouro mais precioso do que os bens materiais. Transigir com a consciência e vender a alma ao diabo para ficar rico é consumada loucura, pois aquele que usa de expedientes escusos para enriquecer, subtraindo o que pertence ao próximo, em vez de ser estimado, passa a ser odiado na terra. A riqueza é uma bênção quando vem como fruto do trabalho e da expressão da generosidade divina. Mas perder o nome e a estima para ganhar dinheiro é tolice, pois o bom nome e a estima valem mais do que as muitas riquezas. (3)

CONCLUSÃO

A riqueza é bênção de Deus desde que adquirida de maneira honesta e não vise exclusivamente aos deleites deste mundo (Tg 4:3); caso contrário, seremos escravizados por ela. Mas, também é bom ressaltar que a pobreza não é símbolo de maldição (Pv 17:1; 1Tm 6:7-9). A Bíblia condena o amor ao dinheiro (1Tm 6:10), pois a avareza( a sede de possuir mais) é uma forma de idolatria (Cl 3:5). Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus toma-se o seu deus (Fp 3:19). Pense nisso!

O Novo Testamento traz uma mensagem que tenta tirar o nosso foco deste mundo e colocá-lo no Céu: “Mas ajuntai tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam”(Mt 6:20).

Fonte: ebdweb

sábado, 19 de outubro de 2013

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA INAUGURA ORQUESTRA FILARMÔNICA ASAFE



Neste sábado(19), o Centro de Convenções Dr. José Evilásio Torres do município de Viçosa serviu de palco para realização de um momento  histórico para Igreja Evangélica Assembleia de Deus , bem como para toda comunidade viçosense. O marcante e histórico momento, se fez jus ao ato inaugural da Orquestra Filarmônica Asafe da epigrafada igreja nesta cidade.
                O momento inaugural  foi de forte emoção para o Pastor Donizete Inácio, líder da igreja em Viçosa, bem como para todos os presentes, inclusive para os pais de jovens e adolescentes dos quais são grande parte dos componentes da Orquestra.
                Pastor Donizete não escondeu a emoção no cerimonial, haja vista ser a formação  da orquestra ser um sonho da sua vida, vindo a ser realizado na cidade de Viçosa. “A Orquestra Filarmônica Asafe é sem dúvida um presente para Assembleia de Deus, bem como para a cidade de Viçosa” – declarou o Pastor.  
                A cerimônia foi abrilhantada pela Orquestra Filarmônica Filadélfia ( Rio Largo), autoridades do Poder executivo e legislativo e eclesiástica. O prefeito do município Flaubert Filho se fez representado pelo Vereador Reinaldo Chagas. O pastor José Antônio dos Santos( Presidente da Assembleia de em Alagoas) foi representado pelo Pastor Severino  Rodrigues (COHAB – Maceió).
                O ambiente foi tomado de extrema emoção enquanto a orquestra entoava louvores ao Senhor.    
                O maestro Adiel  Vicente relatou de forma sucinta um breve histórico de sua vida como filho e como músico ao tempo em que externou ao Senhor toda gratidão por lhe conceder o direito de contribuir para formação da orquestra. “ Esse momento torna-se para mim uma grande realização – disse. Ver essa orquestra formada constitui-se num grande orgulho para mim” – enfatizou.
                O Pastor Severino por sua vez, fez menção do texto bíblico de Êxodo 15.1,2 como base para sua preleção. Após ler o texto supra, o servo de Deus levou aos presentes uma boa reflexão sobre  a importância do louvor. “ A música alimenta, sacia, alegra é bom para alma. Moisés teve muita razão para louvar ao Senhor. Após a travessia do Mar Vermelho  o líder conclama o povo para louvar a Deus, assim como fez com Moisés, o Senhor fará com você também - disse.
                Ao término o pastor Donizete agradeceu ao presbitério local, ao diaconato, a toda igreja, ao maestro Adiel e sua equipe, ao prefeito do município e todos  os presentes.

Ao Senhor seja tributada toda honra,  glória , louvor e adoração.

Por  Efigênio Hortêncio de Oliveira   







segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA REALIZA DIA ESPECIAL PARA AS CRIANÇAS.

        
     
    Assim como em todo Brasil, as crianças da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Viçosa tiveram um dia todo especial quando é comemorado o dia da criança. O Pastor Donizete junto à coordenação do departamento infantil da igreja nessa cidade proporcionou  um momento muito feliz as sorridentes crianças. 
     Sob o tema: “Criança Ternura de Deus” o Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Joaquim Diégues foi palco das brincadeiras educativas, distribuição de brindes, sorvetes, balas , pirulitos, pipocas e muita alegria. 
       O momento fez o pastor Donizete voltar a ser criança, bem como os adolescentes e pais presentes. Duas camas elásticas instaladas tornou-se um grande atrativo para garotada. Para a irmã Fátima Oliveira uma das coordenadoras, proporcionar um momento como esse é mais que gratificante, somos gratos a Deus por nos conceder  tudo isso.  “Sinto-me feliz em ver um criança sorrindo e contente, isso enche o meu coração” – comemorou.

Por Efigênio Hortêncio de Oliveira





3ª Lição do 4º trimestre DE 2013: TRABALHO E PROSPERIDADE


Texto Básico: Provérbios 3:9,10;22:13;24:30-34



“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10:22)



INTRODUÇÃO

A necessidade de trabalhar faz parte da natureza do homem.  Esta afirmação é verdadeira pelo fato do homem ter sido criado “a imagem e conforme à semelhança de Deus”. Assim, o homem não foi criado para ser inerte, parado, sem vida. Trabalhar é estar em ação, em atividade. O trabalho feito com prazer, especialmente por aqueles que têm consciência de que estão cumprindo a vontade de Deus, não apenas dignifica o homem como também o vitaliza, pois, conforme afirmou Salomão, “em todo o trabalho há proveito...”(Pv 14:23).
Para o homem sem Deus, ou até para aquele que se diz “crente”, mas não conhece a Palavra de Deus, trabalhar se torna uma obrigação, um agente gerador de ansiedade. Trabalham, mas, trabalham de mal com o trabalho, vendo na pessoa do patrão, um agente escravizador. Isto não pode acontecer com aquele que conhece a Palavra de Deus. Afirmo que o trabalho foi instituído por Deus, mesmo antes da queda do homem. Trabalhar, portanto, significa cumprir a vontade de Deus. Para um filho de Deus ter um trabalho e poder tirar dele sua subsistência deve ser considerado como uma benção, não como um sacrifício. Você já agradeceu a Deus, hoje, pelo seu emprego, ou pela sua profissão?
Nesta Aula, trataremos “algumas das metáforas usadas pelo sábio para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana”. Para aqueles que ainda não sabem, metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo não está expresso, mas subentendido. Por exemplo, ao dizer que o irmão "está forte como um touro", certamente, não significa que ele se pareça fisicamente com o animal, mas que ele está tão forte que faz lembrar um touro, comparando a força entre o animal e o indivíduo. Usando a metáfora da formiga: “vai ter com a formiga, ó preguiçoso” (Pv 6:6). Isto quer dizer: mova-se, tome uma atitude na vida, sai dessa preguiça, trabalhe com ousadia e determinação! “Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho”, afirma o pr. José Gonçalves.
I. A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3:9,10)
“Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”.
Lagar:
“Palavra que é usada indiscriminadamente a respeito do instrumento no qual as uvas eram esmagadas, ou a respeito do balde que aparava o suco daí resultante. Sua plenitude era sinal de prosperidade, enquanto que quando o lagar estava ‘seco’ havia a representação simbólica de fome.
“É o vocábulo usado metaforicamente em Is 63:3, e também em Jl 3:13, onde o lagar cheio e transbordante indica a grandeza do morticínio de que o povo estava ameaçado. Faz parte de uma notável símile, em Lm 1:15; e em Ap 14:28-20, forma parte da linguagem apocalíptica que se segue à predição sobre a queda de Babilônia” (Novo Dicionário da Bíblia – J.D. Douglas).
1. A dádiva que faz prosperar. Dentre as muitas metáforas usadas por Salomão para se referir ao trabalho, encontramos a metáfora do “celeiro” e do “lagar”. O sábio aconselha: “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”. Aqui, temos um apelo a favor do uso apropriado das posses materiais. No final das contas, o homem é um mordomo, e tudo que ele tem pertence a Deus (Salmos 50:10-12 e 24:1). Quando ele honra a Deus com parte do seu progresso, ele vai ser abençoado materialmente - “e se encherão os teus celeiros”. Temos aqui um princípio de mordomia e não uma garantia de riquezas materiais. Podemos confiar a Deus as nossas dádivas e que Ele garante a provisão das nossas necessidades materiais (Mt 6:33). O mordomo cristão nunca precisa temer que vai ser o perdedor ao dar a Deus (Ml 3:8-10). Ninguém perde porque crê ou porque obedece. O homem de Deus não é um servo relutante, mas um mordomo feliz e responsável.
É válido ressaltar que uma vida próspera não é somente resultado do sucesso financeiro, mas, sim, da obediência a Deus, da fidelidade e da santidade (Pv 3:3,4). Como cristãos, podemos afirmar que nossas riquezas são e serão sempre intangíveis e nunca somente monetárias. Atualmente, os crentes têm sido iludidos quando o assunto é prosperidade. Eles tendem a relacionar o “ser próspero” ao dinheiro e bens materiais. Muitos estão buscando desesperadamente os bens materiais. Querem ser ricos a todo o custo e acabam desprezando a Deus, tropeçando e perdendo o bem precioso, a salvação. Por isso Jesus adverte: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16:26). “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:20).
Não podemos ser influenciados pela maneira de pensar deste mundo (Rm 12:2). Para alguns, o "TER" passou a ser mais importante que o "SER". O materialismo estimula as pessoas a viverem para TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico está em viver para SER. Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e sal da terra em meio a uma geração que vive para TER. É evidente que como seres terrenos temos que trabalhar com ousadia, integridade e dedicação para conquistar os recursos materiais necessários para nossa sobrevivência e contribuir para o reino de Deus. Contudo, a Bíblia condiciona a prosperidade do homem a uma vida de obediência ao Senhor. Não é possível ter-se felicidade, bem-estar, alegria, sucesso e êxito se o indivíduo não cumprir a lei do Senhor, não O buscar de todo o seu coração.
A Verdadeira prosperidade, portanto, é o resultado da obediência, é fruto de um estado espiritual de comunhão com Deus. Jesus encontrou pessoas materialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez das riquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foram capazes de trocar o materialismo pelos valores do reino. Pertencer ao Reino de Deus é está diretamente ligado ao "SER" - ser benigno, ético, compassivo etc.
2. A bênção que enriquece - A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10:22). Não podemos negar e nem deixar de ser gratos por essa vida, pois, para os crentes e demais homens, ela é um testemunho da bondade e misericórdia de Deus. Os bens materiais, inclusive o dinheiro, são bênçãos que Deus nos concede para usufruirmos dele e beneficiar o próximo e a obra de Deus. Seria hipocrisia de nossa parte negar que o dinheiro é um bem apreciável, pois quanto mais recursos financeiros uma pessoa possui, mais oportunidades ela tem para oferecer uma educação melhor aos seus descendentes, investir em sua saúde, adquirir bens que serão utilizados de forma razoável e confortável, e abençoar a obra de Deus de forma generosa. Mas, precisamos entender também que o dinheiro é um ótimo servo, mas um senhor impiedoso se o colocarmos nessa posição também. Se não tivermos nossas vidas diante de Deus, perderemos o foco da verdadeira prosperidade: um relacionamento com o Doador, e não com a dádiva. Não foi à toa que Jesus falou contra Mamom e os perigos do relacionamento com ele.
Fazer a vontade de Deus e manter uma estreita comunhão com Ele é o segredo para se ter uma vida próspera. Independentemente das circunstâncias que estejamos passando, temos a certeza que o bom Pastor e Bispo de nossas almas nunca nos desampara. Ele está conosco em meio aos pastos verdejantes, e não nos abandona quando temos que enfrentar os vales e os desertos da vida. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. É somente quando a bênção de Deus estiver presente que o celeiro e o lagar se encherão e transbordarão. “É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz”.
II. A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6:6-11)
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ò preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para estar deitado, assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado”(Pv 6:6-11).
1. As formigas sabem poupar. Em Pv 6:6-11, o sábio nos adverte a aprender com as formigas. Numa época em que as mudanças ocorrem numa rapidez que nos atordoa, nossa única defesa é a tentativa de antecipar, como as formigas fazem, o amanhã e nos prepararmos, desde já, para responder aos desafios que o futuro nos apresentará. O segredo para ter mais segurança quanto ao futuro é fazermos planos e trabalharmos baseados neles agora. A conhecida passagem de Tiago 4:13-16 nos diz para não fazer planos para o futuro, e sim para nos darmos conta de que todos os planos para o crente são declarações de fé. É a nossa maneira de dizermos: “Senhor, é isso o que acreditamos que quer que façamos, e é isso que temos a intenção de fazer. Se quiseres nos dirigir para o outro caminho, estamos abertos à tua orientação. Enquanto isso, prosseguimos adiante pela fé”. Portanto, precisamos fazer planos e oferecê-los como declarações de fé ao Senhor como nosso compromisso a Ele. Prepare-se, pois seu futuro depende, em grande parte, do que você fizer hoje.
2. A Bíblia condena o preguiçoso. Sobre a Preguiça, a Bíblia diz: “A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma enganadora padecerá fome”(Pv 19:15); “Pela muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa”(Ec 10:18). Num mundo competitivo como o nosso, ninguém pode se dar o luxo da preguiça.  Com acerto afirmou Elifaz a Jó: “Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar”(Jó 5:7). Isto corrobora a nossa afirmação de que o trabalho foi instituído por Deus e que é uma exigência da natureza do homem. Em sendo assim, e assim é, então queremos crer que não existe crente que conhece a Palavra e que seja preguiçoso. Isto porque o crente, sendo nascido de novo, é filho de Deus; como filho, ele é participante da natureza divina, conforme declara Pedro: “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina...”(2Pedro 1:3-4). Assim, crente que é filho de Deus não pode ser preguiçoso, pois, a inércia, a inatividade, e outros atributos que caracterizam a preguiça, não fazem parte da natureza Divina. Lembre-se: o tempo é matéria-prima da vida. Precisamos tomar consciência de sua importância e de como aproveitá-lo melhor.
III. A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22:13; 26:13)
“Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas” (Pv 22:13). “Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas” (Pv 26:13).
Aqui nestas duas metáforas, vemos as desculpas esfarrapadas do preguiçoso. Esse é o tipo de pessoa que sempre acha boas razões para justificar a sua preguiça – “mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem” (Pv 26:16). Note-se que o preguiçoso não é nenhum anormal. Frequentemente é um homem comum que usou desculpas demais, recusas demais e adiamentos demais. Isso explica, pelo menos em parte, por que a pobreza chega à casa dele. Ela surge como um ladrão, e nada a pode impedir, porque é o fruto da indolência e da procrastinação – “assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” (Pv 6:11).
Para superar a preguiça, devem ser dados alguns pequenos passos em direção à mudança. É necessário estabelecer uma meta concreta e realista, verificar quais são os passos necessários para alcançá-la e segui-los. Deve-se orar, pedindo a Deus força e persistência. Para que as desculpas não tornem alguém inútil, é necessário parar de dar desculpas vãs. A preguiça é mais perigosa do que um leão.
IV. O TRABLHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24:30-34)
30. Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada.
32. O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.
33. Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado,
34. assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
O preguiçoso só vê dificuldades. O caminho do preguiçoso não é cercado de espinhos, mas é como se fosse. O problema não existe, mas por causa de sua preguiça ele age como se existisse. O preguiçoso vê dificuldade em tudo. Ele não procura trabalho porque parte do pressuposto de que todas as portas da oportunidade lhe estarão fechadas. Ele não se dedica aos estudos porque está convencido de que não vale a pena estudar tanto para depois não ter recompensa. Ele só enxerga espinhos na estrada da vida enquanto dorme o sono da indolência.
É diferente a vereda dos retos. Mesmo que haja espinhos, o homem reto os enfrenta. Mesmo que a estrada seja sinuosa, ele a endireita. Mesmo que haja vales, ele os aterra. Mesmo que haja montes, ele os nivela. O homem reto é aquele que transforma dificuldades em oportunidades, obstáculos em trampolins, desertos em pomares e vales em mananciais. Ele não foca sua atenção nos problemas, mas investe toda a sua energia na busca de soluções. (1)
1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! Enquanto passeava pelo campo, o sábio observou a vinha de um preguiçoso, e eis que tudo estava cheio de espinhos. Havia mato e urtigas por todo lado, e o muro de pedra estava em ruínas. O sábio extraiu uma lição desse episódio: o indivíduo que gosta de dormir muito e está sempre em repouso será assaltado pela pobreza repentina como quem encontra um ladrão armado. Se a preguiça nos afastar de nossas responsabilidades, a pobreza poderá afastar-nos do legitimo descanso que deveríamos desfrutar.
Aqueles que sucumbem à preguiça espiritual tem a vida (representada pela vinha) infestada de problemas (espinhos e urtigas) e não produzem fruto para Deus. As defesas espirituais (o muro de pedra) caem por terra, e Satanás expande sua área de atuação. Essa situação de desinteresse e apostasia resulta em pobreza de alma.
2. Trabalho, ócio e lazer. Um homem normal não pode viver sem trabalho. Não se trata de precisar ou não trabalhar pela sobrevivência; trata-se de uma exigência da natureza humana, e isto procede de Deus. Deus não criou o homem para viver em ociosidade. Quem, decididamente, se entrega ao ócio, e se deixa dominar pela preguiça, acaba doente. São estas pessoas as frequentadoras contumazes dos divãs dos psicanalistas, e dos consultórios dos psicólogos.
O trabalho é uma das demonstrações mais eloquentes da dignidade da pessoa humana. Ora, se Deus fez o homem para servi-lo, para que executasse tarefas que exaltassem o nome do Senhor, é praticamente intuitivo que todo e qualquer ser humano que se disponha a se submeter ao senhorio de Deus seja alguém que tenha no trabalho uma de suas principais marcas. Não é por outro motivo, aliás, que, ao longo da história sagrada, não encontramos jamais alguém que tenha sido chamado por Deus que não estivesse trabalhando. Deus jamais chamou e jamais chamará desocupados para a sua obra, porquanto o ócio é algo que está em frontal oposição ao que Deus é, ao que Deus representa.
Em sendo assim, temos que todo povo chamado e constituído por Deus é um povo que tem no trabalho, no serviço, um ponto característico. A Igreja, o povo de Deus da atual dispensação, não é exceção. Muito pelo contrário, Jesus sempre deixou bem claro que os seus discípulos deveriam ser pessoas que estivessem prontas e dispostas a servir, a executar tarefas para a glória do nome do Senhor.
CONCLUSÃO
O trabalho além de dignificar o homem, o faz prosperar. Diante do Senhor ninguém será considerado ‘mais crente’ por se ocupar somente de coisas espirituais e negligenciar as práticas materiais. Em muitos casos, aqueles que alegam ‘trabalharem somente para Jesus’, na verdade, estão dando trabalho para a igreja. Dizem que vivem da fé, mas na verdade vivem da boa fé dos outros. A esses, mais uma vez Salomão aconselha: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6). Os homens mais espirituais da Bíblia viviam nos labores dos seus trabalhos (2).
Portanto, uma pessoa normal não pode viver sem trabalhar, mesmo não precisando prover sua subsistência. É claro que muitos, embora desejando trabalhar, são impedidos, quer por incapacidade física, mental, ou social. Estes, em sendo necessário, devem ser ajudados pelo Serviço Social da Igreja, ou por algum “irmão”, em particular. Por isto Paulo usou a expressão “...se alguém não quiser trabalhar, não como também”(2Tes 3:10).

ebdweb