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segunda-feira, 28 de abril de 2014

5ª Lição do 2º trimestre de 2014: DONS DE ELOCUÇÃO


INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a respeito dos três “dons de elocução” que formam o último grupo dos dons espirituais
mencionados pelo apóstolo Paulo em 1Co 12.10 a saber: profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.
Analisaremos quais os propósitos destes dons. Veremos também como utilizá-los para glória de Deus e edificação da
Igreja e falaremos ainda sobre a grande bênção que é o batismo no Espírito Santo.
I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA ELOCUÇÃO
Segundo o Aurélio a palavra “elocução” vem do latim “elocutione” e significa: “maneira de exprimir-se,
oralmente ou por escrito, escolha de palavras ou de frases, estilo” (FERREIRA, 2004, p. 725). Os dons de elocução que
tratam da utilização da fala ou linguagem estão relacionados diretamente ao batismo com o Espírito Santo.
II - O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
“Falar em línguas é expressar-se com palavras que nunca aprendemos, mas que nos são comunicadas diretamente
pelo Espírito Santo. Não se manifesta através de palavras pensadas de antemão ou vocalizadas pela pessoa que fala... As
línguas constituem um milagre vocal e não um milagre mental” (CARLSON apud RENOVATO, 2014, p. 63). “Os dons
espirituais são necessários em todas as épocas da Igreja, porquanto o desenvolvimento da Igreja depende dos mesmos”
(CHAMPLIN, 2004, p. 219). O falar noutras línguas, ou a glossolália, era entre os crentes do NT, um sinal da parte de
Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo (At 2.4; 10.45-47; 19.6). Esse padrão bíblico para o viver na plenitude
do Espírito continua o mesmo para os dias de hoje. A Palavra de Deus ensina o seguinte sobre o batismo no Espírito Santo:
 O batismo no Espírito é para os salvos. Os que nasceram de novo, aqueles que experimentaram a verdadeira
conversão, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar (Jo 14.17; At 2.4);
 O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração. Assim como a obra santificadora do
Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora, assim também o batismo no Espírito complementa
a obra regeneradora e santificadora. Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração e nunca
antes dela (Jo 20.22; Lc 24.49; At 1.5,8; 11.17; 19.6);
 Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito (At 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar
somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do Espírito Santo antes do dia de Pentecoste
(Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão “batizados no Espírito Santo”. Este evento só ocorreria depois da
ascensão de Cristo (At 1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14);
 O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo. (At 2.4;
10.45,46; 19.6). Falar noutras línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, é uma expressão vocal
inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa língua que nunca aprendeu ou estudou (At 2.4; 1Co
14.14,15). Estas línguas podem ser humanas, e atualmente faladas (At 2.6), ou desconhecidas na terra (1Co 13.1);
 O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em
nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação. (At 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8; Rm 15.18,19; 1Co 2.4).
Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do Espírito Santo, na qual a presença, a
glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).
III – DOM DE PROFECIA (I CO 12.10-b)
“No AT, havia um “ministério profético”, reconhecido e considerado por toda nação. Hoje, não existe esse
ministério nas igrejas cristãs. Existem pessoas ou mensageiros de Deus, que possuem o “dom de profecia”, usado em
determinadas ocasiões, com propósitos definidos” (RENOVATO, 2014. p. 54). Vejamos:
 Podemos dizer que de maneira bem didática o dom de profecia tem pelo menos três finalidades básicas para a
Igreja, a saber: “edificação, exortação e consolação” (1Co 14.3);
 No AT, as palavras entregues pelos profetas não admitiam julgamento, exceto quanto ao seu cumprimento (Dt 18
20-22; 1Sm 3.19; Jr 9.28-32; Dt 13.5). Em o NT, os profetas e a profecia podem ser julgados ou avaliados pela
igreja (1Co. 14.29, 32; 1Ts 5.20,21);
 No AT existia o “ministério profético”, já no NT profetizar trata-se de um “dom” que capacita o crente a transmitir
uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (At 11.27,28; 1Co 12.10, 28,29;
14.24,25, 29-31);
 A Bíblia revela que há três procedências das profecias, a saber: o espírito imundo e mentiroso (Is 8.19; Mt 8.29; At
16.16-18); o espírito humano (1Cr 17.1-4; Jr 23.21,25,28; Ez 13.1-8); e o Espírito Santo (1Co 12.7-11);
 Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus,
exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (1Co 14.3);
 A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (1Co 14.25), ou prover edificação,
exortação, consolo, advertência e julgamento (1Co 14.3, 25,26, 31);
 A igreja não deve ter como infalível toda profecia, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Ela
deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), e contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser
transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (1Co 12.3);
 O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto
mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética
ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (1Co 12.11);
 Pode-se dizer que nenhuma “profecia” excederá aos limites da Palavra, mas pode contribuir bastante para
interpretar tais verdades, além de abordar necessidades específicas da Igreja local, envolvendo questões de ensino
e questões morais, que pessoas sem esse dom não saberiam resolver com sucesso (CHAMPLIN, 2004, p. 221).
IV - DONS DE VARIEDADES DE LÍNGUAS (I CO 12.10-d)
O dom de variedade de línguas difere das línguas como evidência do batismo no Espírito Santo, pois é dado “a
cada um como o Espírito Santo quer” (1Co 12.11,30). No tocante às “línguas” do grego “glossa” como manifestação
sobrenatural do Espírito, notemos o seguinte mencionado na Bíblia de Estudo Pentecostal (STAMPS, 1995, p. 1756 –
acréscimo nosso). Vejamos:
 Essas línguas podem ser humanas e vivas, ou seja, línguas ainda faladas (At 2.4-6) são as chamadas “xenolálias”,
ou uma língua desconhecida e/ou estranha na terra a “glossolália” (1Co 13.1). A língua falada através deste dom
não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1Co 14.14), como pelos ouvintes (1Co
14.16);
 A finalidade deste dom é: 1) Edificação da Igreja (1Co 14.4, 26); 2) Edificação pessoal (1Co 14.28); c)
Glorificação a Deus (At 2.11), d) Comunicar o sobrenatural de Deus e por fim, e) Serve como sinal para os
descrentes (1Co 14.13-17);
 O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua
comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus expressando-se através do espírito mais do que da
mente (1Co 14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da
atividade da mente (1Co 14.2, 15, 28; Jd 20);
 Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a
congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (1Co 14.3, 27,28). Ela pode conter revelação,
advertência, profecia ou ensino para a igreja (1Co 14.6);
 Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito,
nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (1Co 14.27,28).
V - OUTRAS LÍNGUAS, PORÉM FALSAS
O simples fato de alguém falar “noutras línguas”, ou exercitar outra manifestação sobrenatural não é evidência
irrefutável da obra e da presença do Espírito Santo. O ser humano pode IMITAR as línguas estranhas como o fazem os
demônios. A Bíblia nos adverte a não crermos em todo espírito, e averiguarmos se estas experiências espirituais procedem
realmente de Deus (1Jo 4.1). Analisemos:
 Falar em línguas não é algo APRENDIDO, mas sim RECEBIDO. Somente devemos aceitar as línguas se elas
procederem do Espírito Santo. Esse fenômeno, segundo o livro de Atos, deve ser espontâneo e resultado do
derramamento inicial do Espírito Santo. Não é algo aprendido, nem ensinado, como por exemplo instruir crentes a
pronunciar sílabas sem nexo como fazem alguns (1Co 12.11);
 Falar línguas não é para os FALSOS CRENTES. O Espírito Santo nos adverte claramente que nestes últimos
dias surgirá apostasia dentro da igreja (1Tm 4.1,2); sinais e maravilhas operados por Satanás (Mt 7.22,23; 2Ts 2.9)
e obreiros fraudulentos que fingem ser servos de Deus (2Pe 2.1,2);
 Falar línguas não é para os INCRÉDULOS, mas sim, para OS SALVOS. Se alguém afirma que fala noutras
línguas, mas não é convertido e dedicado a Jesus Cristo, nem aceita a autoridade das Escrituras, nem obedece à
Palavra de Deus, qualquer manifestação sobrenatural que nele ocorra não provém do Espírito Santo (1 Jo 3.6-10;
4.1-3; Gl 1.9; Mt 24.11-24, Jo 8.31).
VI - DONS DE INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS (I CO 12.10-e)
Dom de Interpretação de Línguas (1Co 12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o
portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada
para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. A interpretação de uma
mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (1Co 14.6,
13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas
deve orar para que possa interpretá-las (1Co 14.13) (STAMPS, 1995, p. 1756).
CONCLUSÃO
Que possamos aproveitar ao máximo o que o Espírito de Deus tem a nos oferecer através dos dons espirituais de
elocução visando a edificação, exortação e consolação pessoal e da Igreja (1Co 14.3).
REFERÊNCIAS
RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais & Ministeriais. CPAD. SILVA, Severino Pedro da. A Existência e a Pessoa do Espírito Santo. CPAD.
SOUZA, Estevam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. CPAD. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD

Fonte: igreja evangélica Assembleia de Deus
Recife - PE

domingo, 27 de abril de 2014

Os 12 livros Históricos do Antigo Testamento

Os 12 livros históricos Narram à ascensão e a queda da Teocracia (governo baseado no poder e autoridade de Deus); os cativeiros de Israel e Judá; o retorno à terra prometida; a restauração do Templo e da cidade de Jerusalém.

6 (1) – Josué – seu nome era “Oséias” (Salvação), mas Moisés o chamou de “Josué” (o Senhor salva), “Jesus” é a forma grega deste nome. Ele é o autor do livro, que parte do ponto onde Moisés parou, é a continuação da história do povo escolhido. Josué não teve sucessor, após sua morte cada tribo agiu independentemente. Apresenta Jesus como Capitão da Nossa Salvação.

7 (2) – Juízes – o livro apresenta os lideres militares conhecidos como juízes, os quais Deus levantou para livrar Israel da mão do inimigo. Sua autoria não é explicita, mas tradicionalmente atribui-se este livro a Samuel.
Os principais juízes foram: Débora, Gideão, Sansão e Samuel. O livro começa com concessão e termina em confusão. Apresenta Jesus como Nosso Juiz Libertador.




8 (3) – Rute – o autor não é identificado no texto, mas a tradição judaica sugere que o livro foi escrito por Samuel por causa da semelhança de linguagem com os Livros de Rute, Juízes e Samuel. Ezequias e Davi também são sugeridos como autores. Ela foi bisavó de Davi. Apresenta Jesus como Nosso Resgatador.

9 (4) – I Samuel – em hebraico o I e II Samuel (pedido a Deus) formavam um só livro, o autor é Samuel e após sua morte tem registros de Natã e Gade. Registra a historia de Israel do final da era de juízes até a morte de Saul, o primeiro rei de Israel, um período de aproximadamente 110 anos. Apresenta Jesus como Nosso Rei.

10 (5) - II Samuel – o autor é Samuel e complementação de Natã e Gade. O 1º livro registra o fracasso de Saul, o rei pedido por homens, o 2º descreve a entronização de Davi, o rei escolhido por Deus, bem como o estabelecimento da Casa de Davi, através da qual, o Messias viria mais tarde. Apresenta Jesus como Nosso Rei.

11 (6) - I Reis - e - 12 (7) – II Reis – seu autor provável é Jeremias e foi escrito quando o primeiro templo ainda estava de pé (I Reis 8:8). É a continuação dos livros de Samuel, registram os acontecimentos do reinado de Salomão e dos reis de Judá e Israel que o sucederam. Apresenta Jesus como Rei.

13 (8) – I Crônicas – ficamos sabendo da história do povo judeu, do qual o Senhor veio ao mundo. Deus escolheu esse povo para o cumprimento das suas promessas e seus propósitos. Apresenta Jesus como Rei.

14 (9) – II Crônicas – é um livro de grandes avivamentos sob: Asa (Cap. 15); Josafá (20); Joás (23 e 24); Ezequias (29 e 31) e Josias (35).  Apresenta Jesus como Rei.

15 (10) – Esdras – e – 16  (11) – Neemias - narram o regresso do povo escolhido, após o exílio. Registram um dos acontecimentos mais importantes da história judaica, a volta do exílio da Babilônia. Eles abrangem um período de 100 anos começando na Babilônia e terminando em Jerusalém. Apresenta Jesus como Nosso Libertador.

17 (12) – Ester – o livro não contem o nome de Deus, pois tinha que passar pelas mãos do censor persa, o nome não está, mas cada pagina esta cheia de Deus que se esconde por trás de cada palavra, podiam eliminar o nome, mas jamais eliminar a Deus. Apresenta Jesus como Nosso Advogado.


Adaptado 
Fonte: http://pastoramariza.blogspot.com.br

Fonte de pesquisa e bibliologia
Estudo Panorâmico da Bíblia – Henrietta C. Mears – 2003
A Bíblia da Mulher – 2003
Sociedades Bíblicas Unidas

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ativistas pró-identidade de gênero pregam morte na fogueira para evangélicos durante votação do PNE; Pastora Damares Alves foi agredida


 


                  A pastora Damares Alves, uma das lideranças cristãs mais atuantes na questão da Educação no Brasil, revelou ter sido agredida na tarde da última terça-feira, 22 de abril, dentro da Câmara dos Deputados, após a votação do Plano Nacional de Educação (PNE).
Segundo publicação de Damares em sua página no Facebook,  ativistas pró-ideologia de gênero – um dos temas tratados no projeto do PNE – disseram a ela que “todos os evangélicos deveriam ser queimados vivos em uma fogueira no Brasil”, pois esse segmento religioso seria uma “desgraça para a nação”, e por isso, deveria ser “exterminado”.
O tumulto começou quando Damares, que é assessora da Câmara, orientava os parlamentares da bancada evangélica sobre como se posicionar no debate do projeto e na votação dos itens que integram o projeto do PNE.

                 Um dos itens que mais preocupam as lideranças evangélicas é o que trata da obrigatoriedade do ensino da ideologia de gênero nas escolas públicas brasileiras. Essa ideologia prevê que os alunos sejam tratados sem distinção de sexo, o que é visto como uma forma de incentivo à homossexualidade.
A obrigatoriedade desse ensino foi votada e derrotada na votação feita na Câmara, o que acirrou os ânimos dos ativistas, de acordo com relato da pastora: “Vencemos! No final da votação a família brasileira venceu! A obrigatoriedade foi retirada [...] Os ativistas pró- ideologia de gênero que estavam presentes, já com os ânimos alterados por terem perdido na votação, me viram orientado os parlamentares cristãos. Ao tentar sair do Plenário um ativista foi em minha direção e disse: ‘Todos os evangélicos deveriam ser queimados vivos em uma fogueira no Brasil’. Havia ódio no rosto e nos olhos dele”, narrou Damares Alves.

                 A agressão foi percebida por seguranças da Câmara, que intervieram e a conduziram à delegacia da Casa, para o registro de um Boletim de Ocorrência: “Os policias legislativos viram o que aconteceu e identificaram que havia incitação ao ódio e entenderam que eu corria perigo pois o Plenário estava lotado de ativistas. Os policiais foram em meu socorro em seguida fomos todos conduzidos para a delegacia da Câmara. De meu lado estava o pastor Davi Morgado de São Paulo. Ele também se sentiu agredido e foi para delegacia também como vitima. Os agressores continuaram destilando ódio”, disse a pastora.
Damares disse ainda que houve momentos em que ela temeu por sua vida: “Foi horrível ver e sentir tanto ódio! Eu só estava fazendo meu trabalho de forma muito discreta como faço todos os dias na Câmara. Sou uma senhora, estava em uma situação vulnerável pois no local por onde passei dentro do Plenário eles eram maioria e todos eles estavam muito bravos por terem perdido a votação. Se os ativistas, que me pareciam ser professores ligados a algum sindicato, tivessem portando algum objeto cortante, ou alguma arma eu creio que teria minha integridade física violada. Havia muito ódio e rancor”, revelou.

                   A pastora disse ainda que irá em frente no processo contra os agressores: “Não vou ficar apenas no Boletim de Ocorrência, quero continuidade, quero vê-los processados por crime de ódio. Quero respeito aos evangélicos”.


Por Tiago Chagas, para o Gospel+

terça-feira, 22 de abril de 2014

4º Lição do 2º trimestre de 2014: DONS DE PODER

 
Texto Base: 1Corintios 12:4,9-11
 
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2:4,5).

INTRODUÇÃO

Nesta aula estudaremos os Dons de Poder – Dom da Fé, Dons de Curar e Dom de Operação de Maravilhas. Aqui, a palavra Poder significa autoridade. Portanto, quando a Bíblia nos diz que o Senhor nos deu Poder, significa que ele nos conferiu autoridade. Assim sendo, os Dons de Poder são aqueles que mostram a Soberania de Deus, a sua Onipotência, a sua Autoridade sobre as forças da natureza, sobre o ser humano, sobre os demônios. Eles são concedidos pelo Espírito Santo à Igreja a fim de auxiliá-la na propagação do evangelho, para que o nome do Senhor seja glorificado. Através dos Dons de Poder a soberania de Deus sobre todas as coisas e a Sua presença no meio da igreja são confirmadas. Jamais devem ser utilizados para a exaltação pessoal.
I.  O DOM DA FÉ (1Co 12:9)
“A outro, no mesmo Espírito, a fé” (1Co 12:9).
1. O que significa Fé? A definição Bíblica de Fé, bastante usual, está na Epístola aos Hebreus 11:1, onde se lê que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não  onde se lê veem” (Hb 11:1). Esta definição mostra a total confiança e dependência que devemos ter em Deus.
A Fé é um elemento fundamental na vida espiritual do crente, a ponto de a Bíblia dizer que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Na caminhada para o Céu, a fé é o combustível e sem esta fé jamais conseguiremos chegar ao destino, ao fim das nossas almas: a salvação eterna. O apóstolo João também diz que a fé é a vitória que vence o mundo (1Jo.5:4), de forma que podemos muito bem inferir que todas as promessas maravilhosas feitas por Jesus à Igreja, constantes das sete cartas às igrejas da Ásia (Ap 2:7,11,17,26;3:5,12,21), estão destinadas somente aos que têm fé, vez que foram dirigidas aos que vencerem e só vence, como explica João, quem tem fé. Por fim, não nos esqueçamos que, como diz Paulo, Deus só requer uma coisa dos crentes: que todos sejam fiéis (1Co.4:2). Aprender sobre a Fé é essencial para quem deseja viver eternamente com o Senhor.

Explicando o que é Fé Natural, Fé Salvadora e Fé Ativa

- Fé Natural. É a chamada fé esperança, fé intelectual. Esta fé nasce com o homem, faz parte da natureza humana. Ela é essencial para a vida sobre a face da Terra.  É a crença baseada na habitualidade ou no raciocínio humano. Assim, quando nos sentamos em uma cadeira, cremos que não iremos cair e que a cadeira nos aguentará, apesar de sermos mais pesados do que ela. Quando estendemos um braço num ponto de ônibus fazendo sinal para que ele pare, cremos que o motorista irá parar e abrir a porta para que entremos e assim por diante.
A Fé Natural dá ao homem motivação para lutar, para progredir, para superar dificuldades. Quando o homem perde a Fé Natural, ele cai no desânimo, perde a vontade de viver, de lutar. É ela que faz com que o homem seja um ser religioso, faz com que ele creia sempre em algo, ou alguém superior a ele. Ouvindo falar de um Deus Criador, ele, com facilidade, crê na sua existência – “Tu crês que há um só Deus? Fazes bem...”(Tg 2:19), ou seja, nisto não há nada de excepcional. E Tiago acrescenta: “... também os demônios o creem e estremecem”. Não ouvindo falar de um Deus Criador, então o homem inventa os seus próprios “deuses”. Ele sente necessidade de crer. Porém, este crer, mesmo que seja no Deus Verdadeiro, através da fé natural, não muda nada em sua vida.
Esta fé nada representa no campo espiritual, é fruto da lógica humana. Os cientistas e filósofos têm chegado à conclusão de que toda atividade intelectual tem uma dose de fé, e esta fé é a fé natural, que, entretanto, não pode ser o critério, o parâmetro a ser seguido pelo servo de Deus. É óbvio que o servo do Senhor também possui esta fé, pois se trata de um ser humano, mas não pode deixar que esta fé seja o seu guia exclusivo. Este, aliás, é o sentido da afirmação de Paulo, de que devemos andar por fé e não por vista (2Co 5:7).
- “Fé Salvífica” ou “Fé Salvadora”. É a crença de que Jesus é o único e suficiente Senhor e Salvador de nossas vidas. Quando alguém dá crédito à pregação do Evangelho, considera-se um pecador e se arrepende dos pecados e crê que Jesus pode perdoá-lo e se submete à vontade de Deus, crendo que Jesus pode dar-lhe a vida eterna e levá-lo ao Céu, age com a “fé salvadora” ou “fé salvífica”. Esta fé não nasce no homem, mas é dom de Deus (Ef 2:8). Através da Palavra de Deus(Rm 10:17), o Espírito Santo convence o homem do pecado, da morte e do juízo (João 16:8-11) e, deste modo, o homem crê e, mediante esta fé, é justificado (Rm 5:1), ou seja, posto numa posição de justo diante de Deus, o que lhe permite ter paz, isto é, comunhão com Deus, sendo vivificado em Cristo. Esta Fé é a que concede salvação para o homem. Logo, não é bíblico orar pedindo fé.  Ou o homem é nascido de novo e já recebeu a fé, ou não é nascido de novo, e não tem fé. Aquele que já tem, não precisa pedir; aquele que não tem, não adianta pedir – “... nós sabemos que Deus não ouve a pecadores...”(João 9:31). Segundo a Bíblia, a fé não vem pelo pedir, mas, pelo ouvir. Não adianta pedir porque não está escrito que a fé vem através da oração, ou pelo pedir, mas, sim “... pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”(Rm 10:17). O que é bíblico é orar pelo crescimento da fé, como pediram os discípulos – “Disseram então os apóstolos ao Senhor: acrescenta-nos a fé”(Lc 17:5). Eles não disseram: “dá-nos fé”, mas, “acrescenta-nos a fé”. Acrescentar significa ajuntar alguma coisa à outra para torná-la maior.
- Fé Ativa. É a confiança absoluta em alguém ou em algo. É precisamente este o significado em que se deve entender fé enquanto Fé Ativa. Esta Fé é exercida diariamente pelo cristão, após ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador. Trata-se da atitude de confiança em Deus, de crédito à sua Palavra, às suas promessas. Somente podemos dizer que temos fé se dermos crédito à Palavra de Deus e dar crédito à Palavra de Deus é fazer o que Ele manda ali. Esta fé é o combustível que nos leva a caminhar em direção à Jerusalém celestial. É o elemento que nos faz superar todos os obstáculos e a enxergar as circunstâncias sob o prisma espiritual. Foi esta Fé que fez com que os antigos vencessem todas as dificuldades, como nos mostra o escritor aos Hebreus no capítulo 11. É esta Fé que nos faz vencer o mundo (1João 5:4).
Portanto, todos os salvos têm Fé Salvadora e Fé Ativa, mas nem todos são contemplados com o Dom da Fé. Este Dom é dado, conforme a vontade do Espírito Santo, para o desenvolvimento e expansão do Reino de Deus, para que seu nome seja glorificado.
2. A Fé como Dom. “A outro, no mesmo Espírito, a fé” (1Co 12:9). O Dom da Fé trata de uma confiança extraordinária, especial, que faz com que pessoas tenham uma crença pontual além dos limites do imaginável e que, mediante esta confiança, realizem coisas que estão além do alcance da imaginação humana. Temos sempre ouvido ações e gestos de servos do Senhor que, tomados pelo Espírito com uma fé excepcional, agem de acordo com a vontade de Deus e servem para a sua glorificação.
Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (Mc 11:22-24) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres.
3. Exemplo bíblico do Dom da Fé. Este Dom só se manifesta quando surge uma necessidade. Foi o que aconteceu com Paulo no navio que o levava a Roma. Ele usou de autoridade para impedir que algum mal se fizesse aos presos e, assim, sendo um simples prisioneiro, dirigir e comandar a própria salvação de todos os que ali estavam (At 27:30-36). Também, o Dom da Fé é visto na operação da cura do coxo na porta do Templo, registrada em Atos 3.
Pedro teve a fé milagrosa para ordenar ao coxo que levantasse e andasse em nome de Jesus. O profeta Elias tinha o Dom da Fé segundo o relato de 2Reis 1:10-12(o fogo do céu consome 100 homens).
Outra demonstração de Fé registrada na Bíblia é episódio ocorrido no Mar Vermelho, logo após a saída do povo de Israel do Egito. Diante daquela situação sem saída, Moisés ergue-se como um gigante da fé ao encorajar o povo a não temer o inimigo que se aproximava vorazmente (Êx 14:13,14).
II. DONS DE CURAR (1Co 12:9)
“E a outro, no mesmo Espírito, dons de curar” (1Co 12.9).
1. O que são os Dons de curar?  São recursos espirituais, de caráter sobrenatural, que atuam na cura das doenças do corpo, da alma e do espírito – tanto dos crentes quanto dos incrédulos (cf. Mt 4:23-25;10:1; At 3:6-8;4:30). Nos primórdios da igreja, esta experiência era constante no ministério dos discípulos. O Espírito Santo concedeu-lhes os Dons de Poder, que confirmaram e fortaleceram a vida cristã.
Não devemos confundir os Dons de Curar com o sinal de cura de enfermos, que se trata de uma operação divina feita para a confirmação da pregação do Evangelho. Os Dons de Curar são repartidos pelo Espírito Santo especificamente a alguns, enquanto que, na operação de cura, Deus se manifesta para confirmar a Sua Palavra.
Observe a expressão bíblica: “dons de curar”. Por está no plural, não deixa dúvidas de que se trata de “dons especiais para casos específicos”; indica diferentes atitudes de curar enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus.
Os Dons de Curar não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (1Co 12:11,30). Todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Jesus disse: “curai os enfermos”(Mt 10:8). Havendo fé, os enfermos são curados. Muitas vezes a cura das enfermidades na igreja é impedida por causa do pecado escondido, não confessado; é o que diz Tiago 5:16: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sarei”. Portanto, os crentes devem confessar seus pecados a Deus e a Igreja (quando esta for ofendida e escandalizada). O pecado na igreja estorva as orações dos crentes e impede a manifestação do poder sanador divino na congregação.

Os “Dons de Cura” são operados juntamente com a Fé do doente?

Em certas ocasiões os doentes eram curados através da fé possuída pelo indivíduo que fazia a oração – veja o caso da cura do coxo no templo formosa; não houve nenhuma iniciativa de fé por parte do doente -, mas a fé por parte da pessoa aflita é importante e algumas vezes essencial. Veja uma situação que ocorreu com Paulo na cidade de Listra, por ocasião de sua primeira viagem missionária: “Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou” (At 14:9-10). Paulo estava exercendo o dom de cura, não obstante sua ordem para que o coxo levantasse foi dada depois de perceber que ele tinha fé para ser curado. Esse fato ocorrido com o apóstolo Paulo em Listra, nos ensina que a pregação da Palavra de Deus é uma forma de incutir fé nas pessoas que nos ouvem: “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus” (Rm 10:17).
Conforme Mateus 13:58, Cristo não curou todos os enfermos por causa da incredulidade do povo - “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles”. Desta feita, deduz-se que quem possui o Dom da cura não tem poder de curar a todos os enfermos; deve, portanto, ser dado lugar à vontade soberana de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.

A Fé do homem é uma condição relativa, não absoluta, para o recebimento da cura divina.

A Fé, seja daquele que vai ser curado ou daquele que intercede por um outro, é a única condição para que a cura seja efetivada (Mt 9:22; At 3:6). Entretanto, a fé do homem é uma condição relativa, não absoluta, para o recebimento da cura divina. Há momentos que a resposta de Deus, em relação à cura, é negativa, e quando isso acontece devemos aprender a lidar com a soberania divina. Mesmo homens de fé, como Moisés e Paulo, deixaram de ter suas orações atendidas (Dt 3:26; 2Co 12:8,9). Deus as ouviu, mas, no caso específico de Paulo, por motivos que estão além da compreensão humana, disse-lhe que sua graça seria suficiente. Paulo fora usado por Deus para que muitas pessoas fossem curadas, no entanto, ao dirigir-se a Timóteo, quanto a uma enfermidade estomacal, recomenda-lhe a ingestão de um pouco de vinho (1Tm 5:23). Fazemos uma ressalva de que essa é uma recomendação particular de Paulo a Timóteo, que não pode ser transformada em doutrina. Do mesmo modo, não podemos pensar que a busca do auxílio médico seja pecado, devido ao exemplo de Asa (2Cr 16:12) - Asa fora reprovado, nesse sentido, porque preferiu depositar sua confiança nos médicos, e não no Senhor. Há bons médicos que podem atuar como instrumentos de Deus para a obtenção da cura das doenças. A esse respeito disse Jesus: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9:12).
2. O Propósito dos “Dons de Curar”. A cura tem sido uma das marcas identificadoras da pregação pentecostal ao redor do mundo. É algo destinado aos que creem; é uma realidade atual e indispensável para que demonstremos a presença de Deus no meio da Igreja, para que o nome do Senhor seja glorificado; mas não devemos nos esquecer de que o propósito da cura divina não é a saúde física de alguém, mas, sim, a glorificação do nome do Senhor (At 4:21), a confirmação da palavra da pregação(Mc 16:20; 1Ts 1:5) e a comprovação da presença de Deus no meio do seu povo(At 10:38; 1Co 2:4,5). Por causa disso, nem sempre Jesus cura, pois a cura tem propósitos que não se confundem com a nossa vontade ou com os nossos caprichos. Por isso é importante sabermos o por quê alguém está doente, a fim de que compreendamos qual o propósito do Senhor nesta doença.
Portanto, aqueles que pregam a cura divina não podem esquecer que o maior milagre continua sendo o perdão dos pecados (Mc 2:10-12). Além disso, é bom saber que nem todos são curados. Há exemplo na Bíblia em que apenas uma pessoa, em meio a uma multidão, recebeu essa dádiva, como é o caso do paralítico do tanque de Betesta(João 5:1-8). Isso porque a cura é um ato eminentemente divino e Deus cura a quem e quando lhe apraz.
3. A necessidade desses Dons. Os Dons de Curar são de grande valor na pregação do Evangelho, por isso a necessidade da atuação desses Dons. É promessa de Jesus à Sua igreja a delegação de poder para curar enfermidades, como parte da missão de pregar o evangelho (Mc 16:15-18). As pessoas em geral são descrentes do poder de Deus, mas quando veem uma cura de impacto, como a cura de câncer, de diabetes, de paralisia, ou de qualquer doença degenerativa, as pessoas são compelidas a ter sua fé despertada para o poder de Deus em suas vidas. Milagres de cura, sem transformação de vidas, pelo poder do evangelho de Cristo, tornam-se apenas elementos de “shows” para glorificação do pregador. Mas, quando as curas contribuem para glorificação a Deus, têm grande valor para a divulgação do evangelho. (1)
O pr. Elinaldo Renovato, citando Stanley Horton, diz “que ninguém pode dizer: Eu tenho o dom de curar, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Infelizmente, o que se vê, em muitos programas de TV, de determinadas igrejas, é o endeusamento do pastor, do bispo ou apóstolo, que ministra curas de maneira cotidiana. Não ousamos dizer que pessoas não são curadas, em tais igrejas. Mas a exaltação do ministrante de curas ofusca a glória que só pertence a Deus”. (1)
4. Os salvos podem adoecer? Claro que os salvos adoecem! Vivemos no mundo sujeito às consequências do pecado, e a Terra foi maldita por causa do pecado do homem (Gn 3:17). Portanto, enquanto estivermos aqui estaremos sujeitos às doenças e à morte. Um dia, os salvos se revestirão de incorruptibilidade (1Co 15:54); por enquanto, embora Jesus tenha poder para nos curar, segundo a sua vontade (1Jo 5:14; Mt 6:9,10), estamos sujeitos às enfermidades. Os pregadores da saúde perfeita sempre “exigem” a cura e dizem que o Senhor cura sempre, pois a saúde é um direito do crente (CIC). Por que, então, Eliseu morreu em decorrência de uma enfermidade (2Rs 13:14)? Por que Timóteo e Trófimo não foram curados (1Tm 5:23; 2Tm 4:20)? Se a saúde é um direito do crente, por que ele fica doente? Em Salmos 41:3, está escrito: “O Senhor o sustentará no leito de enfermidade; tu renovas a sua cama na doença”. O fato de que a saúde faz parte do plano de Deus para a salvação não significa que a doença venha a ser erradicada da vida de todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Assim como o fato de ser salvo não nos livra da morte física, consequência praticamente inevitável do pecado e que acomete tanto os salvos quanto os ímpios, assim também não estamos imunes à doença. Jesus cura os enfermos, este é um sinal de que venceu a morte e o inferno, de que é o Salvador do mundo, mas daí a se dizer que todo salvo não fica doente há uma grande distância.
III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12:10)
1. O Dom de Operação de Maravilhas.e a outro, a operação de maravilhas” (1Co 12:10). São operações de milagres extraordinários e espantosos pelo poder de Deus. São fatos que fogem à explicação das leis naturais. São ocorrências difíceis de explicar, que aparentemente contradizem a ordem natural das coisas. Por isso, os sinais e maravilhas são uma demonstração de que Deus criou o mundo, não se confunde com a sua criação e, além disso, participa desta criação, fazendo intervenções que modificam as leis por Ele mesmo estabelecidas, quando isto é da sua vontade e atende aos seus sublimes propósitos.
2. Exemplos bíblicos. Através deste dom Deus opera: Algo sobrenatural (2Rs 4:1-7 – Eliseu multiplica o azeite da viúva); Algo que vai contra todas as leis da natureza (2Rs 4:32-37 – A ressurreição do filho da sunamita); Algo que vai contra as leis da química e da física (2Rs 6:1-7 – Eliseu faz flutuar o ferro de um machado); Algo que está acima da compreensão e raciocínio humano, capaz até mesmo de mudar toda a ordem universal (Josué 10:12-13 – Josué ora e Deus prolonga a luz do dia).
Mais exemplos: Elias multiplica o azeite da viúva de Sarepta (1Rs 17:13-16); a transformação da água em vinho (João 2:7-11); a ressurreição de Lázaro (João 11.39-44); a multiplicação dos pães(Mt 14:19-21). A ressurreição é um exemplo poderoso de operação de maravilha, não se trata de cura, pois o corpo já está morto. O expelir demônios também é um exemplo de operação de maravilha.
Filipe - A Bíblia diz que pela instrumentalidade de Filipe Deus operava grandes maravilhas (Atos 8:6,13). Paulo - A Bíblia ressalta que “Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas extraordinárias”(Atos 19:11).
3. D diferença entre os Dons de Curar e o Dom de Operação de Maravilhas. Enquanto o primeiro estará sempre relacionado com o restabelecimento da saúde, o segundo atinge a esfera da matéria em geral, sem estar ligado com a saúde de alguém. Embora algumas curas sejam chamadas de maravilhas ou milagres, como por exemplo, a perna de alguém crescer, este milagre manifestou os dons de curar.
4. O cuidado com a supervalorização dos milagres. Conquanto Deus realize sinais e maravilhas através do seu povo santo, os mesmos não devem nortear a vida do crente. Sinais e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para a orientação de Deus às nossas vidas. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatório para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que creem seguem os milagres.
Afirma o pr. Elinaldo Renovato: “O cristão não tem autorização divina para ‘decretar’, ‘determinar’ ou ‘exigir’ a cura de enfermos. A nossa relação com Deus não se dá em forma de barganha”. Diz mais: “Quem opera os sinais e as maravilhas é o Senhor, não o homem. Toda ação decorrente dos dons vem do Espírito Santo e, por isso, não podemos agendar dias nem marcar horários para sua operação”. Concordo com ele.
CONCLUSÃO
Jesus quer continuar a confirmar a sua obra por meio de nós através dos Dons Espirituais de Poder. Estes Dons não cessaram, continuam disponíveis à Igreja, pois a pregação do Evangelho só vai cessar quando o Senhor Jesus voltar. Basta que nos coloquemos diante do altar do Senhor, ou seja, apresentemos nosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; apresentemos uma vida de consagração a Deus, uma vida de santificação. O Senhor nosso Deus usa vasos limpos, ou purificados pelo sangue de Cristo, vasos que não estejam em conformidade com o mundo. Coloque-se na presença do Senhor e deixe que o Espírito de Deus o use. Amém!

Fonte: ebdweb

sábado, 19 de abril de 2014

CONGREGAÇÃO DA AD NO POVOADO TANGIL EM VIÇOSA, REALIZA II CONGRESSO DE SENHORAS




Nesta sexta-feira (18), a Congregação da Assembleia de Deus no Povoado Tangil em Viçosa Alagoas, sob a direção do Pb. Marcos Antônio Lopes,  deu início ao II Encontro de Senhoras sob o Tema: Mulheres Cheias do Espírito Santo fazendo a diferença, com base no texto bíblico de Efésios 5.18b.


O momento de louvor foi abrilhantado pelos departamentos de  Senhoras Porta Voz da Esperança, o grupo de Percussão Filhas de Sião , a Banda Som de Adoradores - todos  do tempo sede e a cantora e pregadora Josy Silva (Palmares – PE).


A cerimônia de abertura foi marcada com muita unção da parte de Deus. As aniversariantes adentaram ao templo louvando a Deus com o hino oficial: “Deixa o Espírito Santo Te Envolver”,,  sob o acompanhamento do grupo Filhas de Sião.

               
     Simultaneamente, a igreja celebrou a Deus com muita gratidão pela bela reforma que o templo recebeu. A congregação foi inaugurada em 2011 pelo então Pastor Juvenal Correia de Araújo. Ao assumir a congregação em março de 2013, o Pb. Marcos Antônio foi tocado por Deus para fazer uma ampliação, recebendo assim total apoio do Pastor Donizete Inácio. A reforma foi por demais admirada pelos irmãos e habitantes do pequeno Povoado. Foi um momento de muita alegria o momento em que o dirigente agradeceu a Deus e a todos que contribuíram com  grande obra. O templo foi ampliado em tamanho e altura, recebeu cerâmica, forro  e banheiros caprichados além de duas salas no subsolo para Escola Bíblica Dominical.

           
          A mensagem foi transmitida pela cantora e pregadora Josy Silva (Palmares - PE), que por sua vez fez menção dos feitos de Ana e Sara, duas importantes personagens da Bíblia que nos traz um grande ensinamento de vida. A preletora transmitiu uma poderosa palavra a igreja na unção do Espírito Santo de  Deus.

            
            Terminado oculto o dirigente externou toda gratidão a Deus pela presença e brilhante contribuição. A festa continuará até domingo(20).


Por Efigênio Hortêncio





terça-feira, 15 de abril de 2014

3ª lição do 2º Trimestre de 2014: OS DONS DE REVELAÇÃO


Texto Básico: 1Co 12:8,10; Atos 6:8-10; Daniel 2:19-22


 
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14:26).


 


INTRODUÇÃO



Paulo relacionou três grupos de Dons espirituais, a saber: três Dons de Revelação (Palavra de sabedoria, Palavra de ciência - ou conhecimento e do Discernimento de espíritos); três Dons de Poder (Fé, Cura e Operação de milagres); três Dons de Elocução (Profecia, Variedade de línguas e Interpretação de línguas). É certo que em nenhuma deles o objetivo de Paulo foi o de quantificar os Dons, ou seja, definir quantos são, mas, o de qualificá-los, ou seja, discorrer sobre o objetivo e o uso correto de cada um.


Quanto aos Dons de Revelação, que estudaremos nesta Aula, são dados pelo Espírito Santo para que as pessoas revelem mistérios ocultos aos homens, com a tomada de atitudes e condutas que evidenciem que Deus sabe todas as coisas e que nada lhe fica oculto. São evidências da onisciência divina no meio do Seu povo. Por intermédio dos Dons de Revelação, a Igreja de Cristo manifesta sabedoria, ciência e discernimento sobrenaturais. Eles são de grande necessidade aos santos, habilitando-os a entenderem muito mais e a combaterem os espíritos do erro e suas artimanhas por toda parte. Hoje, estamos presenciando a proliferação, inclusive dentro das igrejas, de falsas doutrinas, de imitação dos dons, de modernismos teológicos, de inovações antibíblicas, de falsos avivalistas, de "milagreiros" ambulantes, etc. Por isso que é tão importante a manifestação destes Dons na Igreja. Reavivemos, pois, o dom que há em nós (2Tm 1:6).


I. A PALAVRA DA SABEDORIA



“Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria”(1Co 12:8a).


1. Conceito. "Sabedoria", segundo o Dicionário Bíblico Beacon quer dizer "julgamento de Deus diante das demandas feitas pelo homem, especificamente pela vida cristã". Esta “Sabedoria” não é o resultado da capacidade cognitiva humana; é uma capacidade divina de julgar as questões práticas do nosso dia a dia de maneira que o nome do Senhor seja exaltado.


De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, "a palavra de sabedoria é a sabedoria de Deus ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que é dada por meios sobrenaturais". É uma capacidade vinda diretamente de Deus, mediante a ação direta do Espírito Santo em nossas vidas tornando-nos capazes de resolver problemas tidos como insolúveis.


A liderança, bem como todos aqueles que querem servir à Igreja de Cristo, deve buscar este Dom a fim de administrar e servir com excelência. A Bíblia nos mostra que os diáconos eram homens cheios do Espírito Santo e que Estêvão dispunha de tanta sabedoria que ninguém conseguia se sobrepor a ele durante a sua pregação (At 6:10).


Tiago exorta todo crente a buscar em Deus a Sabedoria – “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada” (Tg 1:5). Aqui, Tiago está falando a respeito da "habilidade de tomar decisões em circunstâncias difíceis"; não diz respeito ao conhecimento adquirido pelo homem. Muitos homens são dotados de grande capacidade intelectual, mas infelizmente desconhecem a Deus.


Jesus agradeceu ao Pai por esta revelação aos seus ‘pequeninos’: “Graças de dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste às criancinhas; assim, ó Pai, porque assim te aprouve”.


2. A Bíblia e a palavra de Sabedoria. No Antigo Testamento, temos alguns exemplos notórios deste Dom:


- Quando da construção do Tabernáculo – “Assim, trabalharam Bezalel, e Aoliabe, e todo homem sábio de coração a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saberem como haviam de fazer toda obra para o serviço do santuário, conforme tudo o que o SENHOR tinha ordenado. Porque Moisés chamara a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem sábio de coração em cujo coração o SENHOR tinha dado sabedoria, isto é, a todo aquele a quem o seu coração movera que se chegasse à obra para fazê-la”(Êx 36:1,2).


- José, filho de Jacó, teve momentos especiais em sua vida, em que demonstrou ter a sabedoria concedida por Deus, em situações extremamente significativas. Na prisão, interpretou os sonhos dos servos de Faraó, os quais se cumpriram plenamente. Chamado ao palácio real, diante de todos os sábios, adivinhos e conselheiros do rei, interpretou os sonhos proféticos que Deus concedera ao monarca egípcio, e, ainda por cima, deu instruções e consultoria gratuita sobre planejamento, economia, contabilidade e finanças a Faraó. Se não fosse a Sabedoria do Espírito de Deus, jamais o jovem hebreu teria tamanha capacidade para interpretar os misteriosos sonhos das vacas gordas e das vacas magras. Por isso, e por vontade divina, foi elevado à posição de Governador do Egito (cf. Gn 41:14-41).


- Salomão, usou a sabedoria divina ao julgar o caso daquelas mulheres que lutavam pela posse de um recém-nascido (1Rs 3:16-28). Todos os que ouviram a sentença do rei temeram ao Senhor, pois sabiam que sobre o monarca atuara uma Sabedoria sobrenatural vinda diretamente de Deus (1Rs 3:28).


- O profeta Daniel, além do Dom da ciência ou conhecimento, ele também foi contemplado pelo Dom da Palavra da Sabedoria (cf. Dn 1:17; 5:11,12; 10:1).


Em o Novo Testamento, há diversas referências quanto à aplicabilidade dessa sabedoria divina:


- Paulo exorta aos colossenses a que saibam transmitir a palavra aos ouvintes, dizendo: "Andai com sabedoria pata com  os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4.5,6). A falta dessa Sabedoria de Deus pode causar graves prejuízos à pregação do evangelho. Sem a Sabedoria advinda do Espírito Santo, o espaço será ocupado pela arrogância. Pregador arrogante traz escândalo e prejuízos à Obra de Cristo. Não precisa nem citar exemplos; há muitos hoje em plena atividade!


- Estevão é um exemplo claro em que a Palavra da Sabedoria era manifestada. A exposição das Escrituras realizada por ele contagiou sobremaneira os ouvintes e muita inveja aos sábios da sinagoga. Veja o que diz o texto sagrado: “E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6:9-10).


Essa mesma sabedoria tem sido identificada na vida de irmãos humildes ao longo da História da Igreja. Há casos em que pessoas de pouca instrução formal, usadas por Deus, transmitem mensagens de profundo significado e conteúdo espiritual, que provocam admiração nos que o ouvem.


E interessante que anotemos que o Dom da Palavra da Sabedoria não faz do seu portador uma pessoa mais sábia do que as outras. Segundo Stanley M. Horton, "o Espírito não torna a pessoa sábia por meio deste Dom, nem significa que a pessoa mais tarde não possa cometer erros (cf. o exemplo do rei Salomão que, no fim da vida, não só errou, mas pecou)”.


3. Uma liderança sábia. A Palavra da Sabedoria é um Dom necessário ao pastoreio - na administração e liderança.  O pr. Elinaldo Renovato, citando Eurico Bergstém, disse que “esse Dom proporciona, pela operação do Espírito Santo, uma compreensão (Ef 3:4) da profundidade da sabedoria de Deus, ensinando a aplicá-la, seja no trabalho seja nas decisões no serviço do Senhor, e a expô-la a outros, de modo a ser bem entendida”.


Moisés tinha esse Dom; diversas são as passagens do livro do Pentateuco que mostram isso na vida desse maravilhoso líder, quando conduzia o povo de Israel, pelo deserto, rumo à Terra Prometida; leia Deuteronômio 34:9-12 e tira suas conclusões.


Quando os líderes do povo de Deus são aquinhoados pelo Espírito Santo com esse Dom, dispõem de uma diversidade de serviços ou ministérios que dinamizam a Obra de Cristo e se desenvolve com facilidade, e a edificação da igreja é feita com sabedoria. Os problemas, que são inevitáveis, ao surgirem serão solucionados com sapiência e eficácia (At 6:1-7 - altruísmo; 15:11-21 – primeiro Concílio(dirimir dúvidas e questões doutrinárias originadas pelo grande influxo de convertidos gentios na igreja - trabalhando pela unidade da Igreja).


II.  PALAVRA DA CIÊNCIA



“[...] e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência” (1Co 12:8).


1. O que é? Palavra da Ciência ou Conhecimento é o poder de comunicar informação que foi divinamente revelada. Um exemplo está na forma como Paulo usa expressões como "vos digo um mistério" (1Co 15:51) e “dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor” (1Ts 4:15). O Espírito Santo concede a alguns dos seus servos conhecimento para que possam ver as coisas como Deus vê. Sem que haja qualquer comunicação natural a respeito de um fato, o Senhor permite ao servo portador deste dom que tenha acesso a fatos e as ocorrências que estavam ocultas, com o propósito único e exclusivo de edificar, exortar e promover o crescimento espiritual de alguém.


Não há nada neste Dom que o nivele a um mero exercício de adivinhação, como, lamentavelmente, se tem disseminado em muitos lugares. A adivinhação não passa de uma imitação fajuta e irrazoável deste Dom, no mais das vezes sendo pura operação maligna (vide At 16:16), vez que tal prática é abominável aos olhos do Senhor (Lv 20:27; Ez 12:24).


Segundo Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra do conhecimento não é algo que se aprende através do processo educacional. Nem ainda por conhecimento profundo, adquirido mediante estudo das Escrituras, muito embora seja este um meio eficiente para obtermos conhecimento de Deus. Não é bíblico admitir que um dom sobrenatural tenha o propósito de substituir o estudo sistemático da Palavra de Deus. Seria um erro muito sério presumir tal coisa (Mt 22:29). Por outro lado, temos a lamentar que muitos cristãos se mostram ávidos por ‘revelações’ e extremamente ‘interessados’ por obras escatológicas e negligenciam o estudo da doutrina bíblica, como considerando-a uma terceira ou quarta prioridade. Muitos erros e dolorosas desilusões seriam evitados mediante o conhecimento básico da Bíblia” (SOUZA, E. Â. Os nove dons do Espírito Santo. RJ: CPAD, 1985, pp.37,38,44,45).


2. Sua função. O Dom da palavra do conhecimento não tem o propósito de tomar o lugar devido ao estudo regular da Palavra de Deus. É dado como provimento divino para servir em necessidade espiritual, para ocasiões especiais, como e quando bem parece ao Espírito de Deus. Como diz o pr. Elinaldo Renovato, “a manifestação deste Dom  tem a finalidade de preservar a vida da Igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno”.


3. Exemplos bíblicos da Palavra da Ciência. A Palavra da Ciência ou do conhecimento não se referi ao conhecimento científico que se adquire nas cátedras das universidades; refere-se, sim,  à capacidade sobrenatural concedida diretamente pelo Espírito Santo, que nos habilita a conhecer fatos e circunstâncias que se acham ocultos. Muitos são os exemplos bíblicos que poderiam ser citados. Vejamos alguns:


a) Profeta Eliseu – desmascarando Geazi, quando este cobiçou os bens de Naamã (2Rs 5:25,26) – “Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?”.


b) Profeta Eliseu – quando revelou os planos de guerra do rei da Síria (2Rs 6:8-12). Quando o rei da Síria pensou em atacar o exército de Israel surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos do rei da Síria, inimigo de Israel.


c) Profeta Eliseu – tem o conhecimento sobre a cura do rei da Síria, Bem-Hadade, e da sua sucessão no trono (2Rs 8:7-12) - "Depois veio Eliseu a Damasco, estando Ben-Hadade, rei da Síria, doente; e lho anunciaram, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui. Então o rei disse a Hazael: Toma um presente na tua mão, e vai a encontrar-te com o homem de Deus; e pergunta por ele ao Senhor, dizendo: Hei de sarar desta doença? Foi, pois, Hazael a encontrar-se com ele, e tomou um presente na sua mão, a saber: de tudo o que de bom havia em Damasco, quarenta camelos carregados; e veio, e se pôs diante dele e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti, a dizer: Sararei eu desta doença? E Eliseu lhe disse: Vai, e dize-lhe: Certamente viverás. Porém, o Senhor me tem mostrado que certamente morrerá. E afirmou a sua vista, e fitou os olhos nele até se envergonhar; e o homem de Deus chorou. Então disse Hazael: Por que chora o meu senhor? E ele disse: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel; porás fogo às suas fortalezas, e os seus jovens matarás à espada, e os seus meninos despedaçarás, e as suas mulheres grávidas fenderás. E disse Hazael: Pois, que é teu servo, que não é mais do que um cão, para fazer tão grande coisa? E disse Eliseu: O Senhor me tem mostrado que tu hás de ser rei da Síria". O que se cumpriu, certamente.


d) O profeta Daniel – Deus mostrou ao Seu servo, quando lhe revelou a interpretação do sonho de Babucodonosor, o que iria acontecer aos grandes impérios mundiais, a partir do império babilônico (Dn 2:2,3,17-19). Trata-se de um caso bem emblemático do que significa receber o conhecimento, ou a revelação de Deus. O rei tivera um sonho muito estranho, que o perturbara sobremaneira, e ninguém soube interpretar o sonho, por uma razão muito óbvia: o rei não se lembrava do sonho! Mas Daniel, usando a Palavra da Ciência, de maneira didática, com precisão histórica, interpretou o sonho, mostrando ao rei o desenrolar dos acontecimentos de sua época e de eventos futuros.


A revelação dada a Daniel acerca dos impérios mundiais demonstra quão grande é a sabedoria de Deus, como recurso divino para ocasiões especiais, em que de nada adianta a sabedoria humana, ou os conhecimentos adquiridos pela experiência de quem quer que seja. Quis Deus utilizar-se de um rei estrangeiro ao seu povo para revelar segredos sobre acontecimentos que teriam lugar na História, na ocasião, e para o futuro. A visão de Nabucodonosor é uma referência à Escatologia, com base nas interpretações dadas pelo Altíssimo a Daniel seu servo, que estava vivendo naquele País, com uma missão de mais alto significado.


e) Pedro – quando desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5:1-10). Naquele momento, o Espírito Santo revelou a Pedro, através da Palavra da ciência, o que Ananias e Safira haviam feito em segredo.


III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS



E a outro [...] o dom de discernir os espíritos”(1Co 12:10).


1. O Dom de Discernir os espíritos. É a capacidade sobrenatural, concedida pelo Espírito Santo a alguns crentes para que identifiquem operações espirituais em acontecimentos e fatos do cotidiano: espíritos enganadores, demoníacos e humanos. Por intermédio deste dom, percebemos o aspecto espiritual envolvido nas mais diversas e simples ocorrências do dia-a-dia, não nos deixando cair nos laços do adversário.


É importante observar que o Dom do discernimento é uma identificação súbita e momentânea, numa determinada situação, da operação espiritual, não se confundindo com o discernimento corriqueiro que todo cristão deve ter, por estar em comunhão com o Senhor e ter em si o Espírito Santo que o orienta a cada dia.


2. As fontes das manifestações espirituais.  Segundo o pr. Elinaldo Renovato, “as fontes de manifestações espirituais basicamente são três: Deus, homem (da carne) ou do maligno. Em determinadas ocasiões, uma manifestação espiritual pode apresentar-se, no meio da congregação, ou diante de um servo de Deus, com aparência de genuína, e ser uma manifestação diabólica, ou artimanha de origem humana. Pelo entendimento e pela lógica humana, nem sempre é possível avaliar a origem das manifestações espirituais. Mas, com o Dom de discernir os espíritos o servo de Deus ou a igreja não será enganada”.


3. Discernindo as manifestações espirituais. Através do Dom de Discernimento pode-se saber a diferença entre uma manifestação espiritual legitima e uma falsa manifestação. Para caracterizar a legitimidade de uma manifestação espiritual é necessário passar por duas provas: A prova doutrinária e a prova prática.


A prova doutrinária pode basear-se no ensino do apóstolo João, exarado em 1João 4:1-6:


“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são; por isso, falam do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro”.


A prova prática tem base no ensino de Jesus, quando advertiu acerca dos falsos profetas, que podem ser conhecidos pelos “seus frutos”, ou seja, pelo seu caráter, demonstrado em seu testemunho, na vida prática (cf. Mt 7:15-20).


Podemos observar esse Dom sendo manifestado em várias ocasiões no ministério de Pedro e Paulo.


- Pedro desmascarou Simão e revelou que o mágico se encontrava amargurado e preso por laço de iniquidade – “Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração; pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniquidade” (Atos 8:20-23).


- Paulo, na ilha de Pafos, por ocasião de sua primeira viagem missionária, confrontou-se com uma ação diabólica declarada com o objetivo de impedir a pregação do evangelho ali, e a conversão de uma autoridade pública. Mas o apóstolo, cheio do Espírito Santo, percebeu as artimanhas do Adversário, e, na autoridade de Deus, declarou que o opositor do evangelho ficaria cego por algum tempo, o que de pronto aconteceu. Por causa disso o procônsul creu (cf. At 13:12).


- Paulo, na cidade de Filipos, por ocasião de sua segunda viagem missionária, discerniu que uma jovem estava possessa de espírito advinhador (At 16:16-24). O texto mostra a forma como Paulo agiu, quando estavam “indo [...] para um lugar de oração”. A jovem saiu ao encontro dos missionários – Paulo e Silas - e, por muitos dias, seguia-os, dizendo: “estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação”. Sua proclamação era verdadeira, mas Paulo se recusou a aceitar o testemunho de demônios. Para um crente incauto, aquela mulher estava, de certa forma, ajudando a pregação de Paulo. Entretanto, devemos ter em mente que qualquer revelação que tenha por fonte o Diabo é uma revelação que, ainda que contenha uma parte de verdade, deve ser repreendida em nome do Senhor Jesus. Angustiado com a situação infeliz da jovem, o apóstolo ordenou no nome de Jesus Cristo que o demônio se retirasse dela. Na mesma hora, ela foi liberta daquela escravidão terrível e se tornou uma pessoa equilibrada e racional.


Nos dias de tanto engano e de tanta atuação do “espírito do anticristo”, mais do que nunca, torna-se preciso que tenhamos o devido discernimento de tudo o que acontece à nossa volta e de tudo o que se quer introduzir no nosso meio. Devemos ter a mesma estrutura da igreja de Éfeso que pôs à prova os que se diziam apóstolos, mas não o eram (Ap 2:2). Quantos problemas seriam evitados na igreja se funcionasse, correta e biblicamente, o Dom do discernimento dos espíritos. A desonestidade do espírito humano, que leva comunidades inteiras a escândalos e desgraças, poderia ser evitada por alguém que tratasse desse espírito, revelando por discernimento o problema antes de se agravar.


Busquemos, pois, o Dom do discernimento dos espíritos, pois, conquanto seja o Espírito quem distribui os dons conforme o Seu querer (1Co 12:11), Ele necessita de pessoas bem dispostas para que efetue a Sua obra (Lc 1:17). Se todos nos pusermos à disposição do Senhor, certamente escolherá alguns para que todos nós sejamos ricamente abençoados e evitemos ser tragados pelo engano destes dias difíceis em que vivemos.


CONCLUSÃO


Conhecendo a Palavra, tendo o Dom da palavra de ciência e da sabedoria, tendo o discernimento do homem espiritual e sendo complementados pela manifestação do Dom do discernimento dos espíritos, certamente saberemos descobrir todas as ciladas do inimigo ao longo do caminho e, a exemplo de Esdras e daquele povo que o seguia, chegaremos sãos e salvos a Jerusalém (Ed 8:31,32), não a Jerusalém terrena, mas a celestial “adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Ap 21:2).

Fonte: ebsweb