Seguidores

segunda-feira, 26 de maio de 2014

UFAL REALIZA AULA INAUGURAL DO CURSO DE FORTALECIMENTO DE CONSELHOS ESCOLARES.



    Nesta segunda-feira(26), foi realizado no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a aula inaugural do Curso de Extensão a Distância Formação Continuada em Conselho Escolar do Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares  oferecido pelo Ministério de Educação e Cultura ( MEC).

     O Programa tem por objetivo fomentar a implantação dos conselhos escolares, por meio da elaboração de material didático específico e formação continuada, presencial e a distância, para técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de educação e para conselheiros escolares, de acordo com as necessidades dos sistemas de ensino, das políticas educacionais e dos profissionais de educação envolvidos com gestão democrática.
    O curso será desenvolvido em parceria firmada entre o Universidade Federal de Alagoas (UFAL), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime),  Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
     Em Alagoas 400 alunos foram inscritos, sendo que no primeiro momento 200 deram início hoje  indo até janeiro de 2015, onde concluirão o curso.
      A secretaria Municipal de Educação de Viçosa Alagoas, disponibilizou dois dos seus servidores para o aludido curso.
     No momento foram apresentados os professores, coordenadores e tutores, que no decorrer  do curso estarão contribuindo com a formação dos conselheiros presentes. No momento todos  transmitiram mensagens de incentivo para os cursistas, ao tempo em que todos satisfeitos  externaram   gratidão.


 Por Efigênio Hortêncio




segunda-feira, 19 de maio de 2014

Arqueólogos encontram escombros de sinagoga que Jesus teria frequentado e ensinado durante seu ministério





Durante uma escavação para a construção de um resort na região do Mar da Galiléia, arqueólogos encontraram os restos de uma sinagoga do primeiro século, e a descoberta revelou a exata localização da cidade de Migdal, ou Magdala.
A Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) afirmaram que a sinagoga era uma construção contemporânea do Templo de Jerusalém, e faz parte de um grupo de outras seis sinagogas que foram descobertas recentemente.
Arqueólogos dizem ter encontrado um bloco de pedra que provavelmente foi usada como uma tábua onde a Torá era lida, e acreditam que seu desenho era uma réplica em miniatura do Segundo Templo em Jerusalém.
No entanto, a principal notícia sobre a descoberta é a possibilidade de Jesus ter frequentado a sinagoga e ter ensinado ao povo no local: “Nós não entendemos completamente o potencial [histórico] dessa pedra ainda”, afirmou Arfan Najar, arqueólogo e co-diretor da escavação em Magdala, numa entrevista ao New York Times.
“Quem fez isso [a pedra para leitura da Torá] viu o templo com seus próprios olhos”, acrescentou o arqueólogo.
O resort que seria construído no local seria voltado a cristãos que peregrinam pela Terra Santa e que buscam uma opção de descanso. Os responsáveis alteraram o projeto inicial e agora buscam levantar os recursos necessários para a conclusão da obra


 Publicado por Tiago Chagas em 16 de maio de 2014

domingo, 18 de maio de 2014

ALUNOS DO IDERC - POLO DE VIÇOSA - VISITA MUSEU BRENNAND EM PERNAMBUCO

       Neste sábado (17), 35 alunos do curso de pedagogia do IDERC – Instituto Educacional Religioso e Cultural do polo de Viçosa, realizaram uma viagem com o objetivo de visitar o Instituto Ricardo Brennand em Recife – PE. O grupo  se fez acompanhado pelas coordenadoras  Fátima Oliveira, Cícera Marques e do professor Edmilson Ferreira, além de outras pessoas.


       O instituto está sediado em um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por três prédios: Museu Castelo São João, Pinacoteca, e Galeria, circundados por um vasto parque. A Pinacoteca reúne os principais tesouros: documentos do Brasil Império e 15 quadros de Frans Post - a maior coleção do pintor holandês no mundo (obras de Debret, Taunay e Rugendas, um rico acervo de armas brancas eleva ao instituto o maior da américa Latina.

     Diante do vasto e rico acervo local, os futuros pedagogos ficaram sobremodo encantados com  a visita, tornando assim o sábado extremamente importante e inesquecível para todos.

Para o professor Edmilson, a visita ao Brennand proporciona uma viagem na arte, na história medieval e sobretudo uma reflexão para vida. Para o professor, valorizar a arte é dá sentido a vida.

      A coordenadora Cícera Marques externou para todos um sentimento de satisfação e gratidão, ao tempo em que prometeu voltar com outra turma do IDERC, bem como externou o desejo de realizar outras viagens tão proveitosa quanto  ao instituto Brennand.

Por Efigênio Hortêncio







terça-feira, 13 de maio de 2014

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA ALAGOAS

 

Viçosa Alagoas - AL

As Terras que hoje constituem o município de viçosa eram habitadas por índios Caambembes, Oriundos da tribo Caeté. Eles viviam em luta com os Cariris e outras tribos tapuias habitantes das caatingas.
Pela sua posição topográfica e exelentes condições físicas - riquesa de matas, cursos de água e terras férteis - o município de Viçosa aparece como um dos pontos do Estado onde houve mais lutas entre índios.
Foram localizados na região - em povoados como Bananal e sítios adjacentes - muitos vestígios dos quilombos. Há quem assegure que Zumbi morreu lá e não em União dos Palmares. Depois dos negros derrotados, o Rei de Portugal dividiu os domínios entre os vencedores.
Em 1831, por decreto imperial, a povoação com nome de Riacho do Meio foi desligada de Atalaia e elevada à categoria de Vila. No governo de Gabino Bezouro, em 1892, a Vila foi elevada à condição de cidade. A vida política de Viçosa teve muitas lutas partidárias, caracterizando a época de predominância do coronelismo. No aspecto cultaral, porém, Viçosa é berço de destacados escritores e intelectuais de Alagoas, como Otávio Brandão, além de um importante núcleo de folclore.
Com essa tradição cultural, Viçosa destaca-se, principalmente, por suas festividades: Carnaval, Festas Juninas, Festa do Padroeiro Senhor do Bom Jesus do Bomfim(entre os meses de janeiro e fevereiro), Cavalhadas e Vaquejadas. Entre as belezas naturais está a Serra Dois Irmãos, local onde historiadores supõem que teria vivido Zumbi em seus últimos anos, até a morte. Viçosa tem ainda atração esporádica(não a dia nem mês estabelecidos) o trem de Viçosa, onde filhos da terra viajaram juntos até o município e fazem um grande encontro.
Gentílico: viçosense

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Assembléia, pela lei provincial nº 8, de 10-04-1835.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Assembléia, pelo decreto de 13-101831, desmembrado do município de Atalaia. Sede na antiga povoação de Assembléia. Constituído do distrito sede..
Pelo decreto estadual nº 46,de 25-09-1890, a vila de Assembléia passou a chamar-se Viçosa.
Elevado á condição de cidade com a denominação de Viçosa, pela lei estadual nº 14,de 1605-1892.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 5 distritos: Viçosa, Bom Sossego, Bananal, Lages dos Caldeirões e Pindoba.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando os distritos da divisão de 1911.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1937, o município é constituído de 2 distritos: Viçosa e Pindoba.
Pelo decreto-lei nº 2361, de 31-03-1938, o distrito de Pindoba passou a denominar-se Pindoba Grande.
Pelo decreto nº 2435, de 30-11-1938, são criados os distritos de Anel e Chã Preta e anexados ao município de Viçosa.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Viçosa, Anel, Chã Preta e Pindoba Grande.
Pelo decreto lei estadual nº 2909, de 30-12-1943, o município de Viçosa passou a denominar Assembléia.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município de Assembléia ex-Viçosa é constituído de 4 distritos: Assembléia, Anel, Chã Preta e Pindoba Grande.
Pela lei nº 1473, de 17-09-1949, o município de Assembléia volta a chamar-se Viçosa.
Em divisão territorial administrativa datada de 1-VII-1950, o município de Viçosa ex-Assembléia é constituído de 4 distritos: Viçosa, Anel, Chã Preta e Pindoba Grande.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.
Pela lei estadual n º 2070, de 10-10-1957, desmembra do município de Viçosa o distrito de Pindoba Grande. Elevado à categoria de município com a denominação de Pindoba.
Em divisão territorial datada 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Viçosa, Anel e Chã Preta.
Pela lei estadual nº 2432, de 03-02-1962, desmembra do município de Viçosa o distrito de Chã Preta. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Viçosa e Anel.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais
Assembléia para Viçosa alterado, pelo decreto lei estadual nº 46, de 25-09-1890. Viçosa para Assembléia alterado , pelo decreto lei estadual nº 2909, de 30-12-1943. Assembléia para Viçosa alterado, pela lei nº 1473, de 17-09-1949.

Fonte

IBGE

segunda-feira, 12 de maio de 2014

7ª lição do 2º trimestre de 2014: O MINISTÉRIO DE PROFETA


Texto Base:1Co 12:27-29; Ef 4:11-13

 
“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.

 
INTRODUÇÃO

Na Aula 05, quando discorremos sobre os Dons de Elocução, fizemos comentários sobre o Dom Espiritual de Profecia (1Co 12:10). Nesta Aula, o foco é o Dom Ministerial de Profeta (Ef 4:11). De início, parece não haver diferença entre um e outro, mas há alguns aspectos a considerar. Uma pessoa pode ter o dom espiritual de profecia sem ter o dom ministerial de profeta. No Novo Testamento, o ministério de profeta foi instituído por Cristo (Ef 4:7,11), para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus, não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao Seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras. Neste Novo Pacto, a profecia precisa ser entendida dentro de um contexto específico. Ela não pode ser considerada superior à revelação escrita, ou seja, a própria Escritura Sagrada. Nenhuma palavra “profética” pode ter o objetivo de substituir ou revogar a Revelação Escrita, pois esta é a suprema profecia.

I. O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento, o ofício profético era uma das peculiaridades que Deus destinou ao Seu povo, Israel. Nenhuma outra nação teve este privilégio. Conforme Êxodo 19:5,6, Israel é considerado propriedade peculiar de Deus entre as nações da Terra. Assim, para que o povo não se corrompesse (cf. Pv 29:18), Deus sempre levantou no meio de Israel profetas, que eram seus porta-vozes, como havia sido prometido ainda no deserto através de Moisés (Dt 18:20,21), ele próprio um profeta de Deus (Dt 34:10).

1. Conceito. O vocábulo “profeta” é a transliteração do termo grego “prophétês”, que significa “aquele que prediz” ou “aquele que conta de antemão”, comum na descrição dos profetas do Antigo Testamento. O Senhor Deus fazia dele o Seu porta-voz, um embaixador que representava os interesses do reino divino na Terra. “Quando Deus levantava um profeta, designava-o a falar para toda a nação israelita, e até mesmo a povos ou nações estranhas (Jr 1:5). Ao longo de toda a história veterotestamentária o Senhor levantou homens e mulheres para profetizarem em seu nome: Samuel, o último dos juízes e o primeiro dos profetas para a nação de Israel (1Sm 3.19,20), Elias e Eliseu (1Rs 18.18-46; 2Rs 2.1-25), a profetisa Hulda (2Rs 22.14-20) e muitos outros, como os profetas literários Isaías, Jeremias e Daniel” (LBM).

O povo de Deus aprendeu ouvir e crer nos profetas. O conselho era: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20). Este era o grande segredo: crer em Deus e nos seus profetas. Estes se tornaram tão importantes entre os judeus, que eram consultados pelo povo e pela classe dominante. Deus os considerava tanto que disse quenão faria coisas alguma sem antes revelar aos seus servos, os profetas – Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas(Am 3:7).

2. O Oficio. O profeta era o "porta-voz" de Deus (Êx 4:10-16; 7:1); era alguém que falava em nome do Senhor: "Serás como a minha boca" (Jr 15:19). A sua missão principal era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança.

Através da inspiração divina o profeta recebia uma revelação que desvendava o oculto, anunciava juízos, emitia conselhos e advertências divinas. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Expressões como “veio a mim a palavra do Senhor” e“assim diz o Senhor” eram fórmulas usuais para o profeta começar a mensagem (Jr 1:4; Is 45:1). Nunca aparecia o “eu”: “eu profetizo”, não!.

Também, eram educadores ungidos pelo Senhor para ensinar ao povo a viver em santidade, tornando-lhe conhecida sua revelação e desvendando-lhe as coisas futuras (Nm 12:6). Eles se utilizavam de métodos variados para ensinar (Oséias 12:10; Hb 1:1).

Tinham, ainda, como missão: lutar contra a idolatria, zelar pela pureza religiosa, justiça social e fidelidade a Deus. Suas mensagens deveriam ser recebidas integralmente por toda a nação como Palavra de Deus (2Cr 20:20). Não hesitavam em enfrentar reis desobedientes, governadores, sacerdotes ou qualquer tipo de liderança que não seguisse a Palavra de Deus (1Rs 18:18).

Com a divisão do reino de Israel em duas partes – Reino de Norte e reino Sul – a atuação dos profetas foi muito importante. Eles tentaram de todas as formas trazer novamente Israel à unidade, mas não conseguiram. Eles pagaram um alto preço pelo seu ofício: foram perseguidos com grande violência, pois suas profecias confrontavam diretamente a prepotência dos seus líderes, a dissimulação dos sacerdotes e a injustiça social (vide Jr 1:18,19; Is 58:1-12).

Também, os profetas do Antigo Testamento vaticinaram a vinda do Profeta por Excelência, Jesus Cristo, o Messias prometido. O apóstolo Pedro assim se expressou: “Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer”(At 3:18). A obra redentora de Cristo Jesus pode ser encontrada, tipológica e profeticamente, na Lei de Moisés e nos Profetas: "E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias"(Atos 3:24). No texto em apreço, o apóstolo Pedro apresenta o perfil de Cristo no Antigo Testamento, provando, assim, que os últimos episódios eram o cumprimento das Escrituras.

3. O profetismo. No ministério mosaico iniciou-se a atividade profética em Israel (Nm 11:25). Entretanto, o profetismo, como movimento, surgiu séculos depois, no período aproximado do século VIII a.C., de forma mais efusiva quando da divisão da monarquia de Israel. Nos períodos monárquicos dos reinos de Judá e de Israel(reino do Norte), observamos a ação dos profetas exortando, denunciando e repreendendo aos reis (cf 1Rs18:18). O profeta Joel deu início esse movimento e João Batista não somente encerrou o profetismo em Israel, mas também foi o arauto de Cristo.

O objetivo precípuo desse movimento era “restaurar o monoteísmo, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, e proclamar o Dia do Senhor com o objetivo de reacender a esperança messiânica no povo”. Nesse período, sobressai a característica do sofrimento e marginalização dos profetas; de homens dignos de reverência passaram a homens “dignos” de tratamentos mais baixos possíveis em virtude de sua mensagem denunciar os interesses escusos das lideranças religiosas e políticas de Israel e Judá (ler Hb 11:36-38). Eles foram cruelmente surrados, presos e mortos.

Profetismo sem Bíblia. Hoje, escutamos frequentemente: “Eu profetizo!”; “Profetize pra seu irmão”. A Bíblia ensina que a profecia não depende do "eu" querer: “... porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo”(2Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: “Assim veio a mim a palavra do Senhor...” (Jr 1:4); “Assim diz o Senhor...” (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); “Ouví a palavra do Senhor...” (Jr 2:4); “E veio a mim a palavra do Senhor”(Jr 2:1; 16:1); (...) “disse o Espírito Santo...” (At 13:2); “... Isto diz o Espírito Santo...” (At 21:11); “Mas o Espírito expressamente diz...” (1Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "eu", aparece a pessoa divina.

II. O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO


1. A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento. Em Efésios 4:11 e 1Coríntios 12:28, o termo “profeta” aparece em segunda posição nas duas listas, e na epístola aos Efésios o termo é identificado três vezes.

O Ministério de Profeta, juntamente com o dos apóstolos, era um dos pilares da igreja do primeiro século (Ef 2:20). O profeta era porta-voz de Deus; recebia revelações diretamente do Senhor e as transmitia à igreja; aquilo que falava por meio do Espírito Santo era a Palavra de Deus. Portanto, os profetas são partes do fundamento da igreja, por meio dos quais a revelaçãosalvífica foi dada, conforme registrada na Bíblia Sagrada. Neste sentido, a profecia se findou com a formação do último livro do Novo Testamento, não havendo mais qualquer revelação salvífica que devamos esperar para o plano redentivo, pois este está concluído na revelação bíblica.

Hoje em dia não temos mais profeta no sentido técnico da palavra; seu ministério acabou quando a fundação da igreja foi concluída e o cânon do Novo Testamento se completou. Contudo, a função profética por meio da proclamação de Palavra para a edificação da igreja (cf. At 13:1,2) e evangelização dos incrédulos, continua presente nos dias de hoje. O Dom de Profeta, hoje, envolve a iluminação da Palavra divina, e não sua revelação.

2. O Oficio do profeta neotestamentário. Em lugar algum do Novo Testamento alguém é estabelecido como profeta ou ungido ou separado como tal. Parece que o ofício profético está mais ligado a uma comunidade local, a uma igreja local, como edificador, em diferença do profeta do Antigo Testamento, que era um andarilho, com visão e ministério além de sua comunidade local. Seu ofício principal consiste em proclamar e interpretar a Palavra de Deus, por vocação divina, com vistas à admoestação, exortação, ânimo, consolação e edificação da igreja (At 3:12-26; 1Co 14:3). O profeta neotestamentário é mais um edificador da igreja local do que um ledor de futuro. Além do mais, o profeta neotestamentário:

a) É um instrutor do povo de Deus dentro da Palavra de Deus. Ele ensina os preceitos da nova aliança, e proclama, em nome de Deus, a maneira correta de proceder. Ele fala não apenas em nível individual, mas também em nível coletivo. Mostra os pecados de pessoas e de instituições. Denuncia o pecado individual e estrutural e aponta o caminho correto: arrependimento. A crise de alguns segmentos de nossas denominações e de outros órgãos evangélicos não deve ser camuflada nem varrida para baixo do tapete. Se há pecado, se há desvios de recursos, se há desonestidade, ou simplesmente incompetência, isso deve ser tratado como tal. O profeta não se conforma com o pecado estrutural, também. Os profetas do Antigo Testamento não denunciavam apenas os pecados de Assíria, Egito e Babilônia, mas também os do povo de Deus. Não só de pessoas, mas da instituição. Assim deve ser o “profeta” neotestamentário.

b) É um consolador. Ao mesmo tempo em que anuncia o juízo e chama ao arrependimento, traz a mensagem de Isaías 40.1: “Consolai, consolai o meu povo”. O “profeta” não é apenas anunciador de catástrofes, como alguns presumem, mas é o arauto de um novo tempo, é pregoeiro do amor e da misericórdia de Deus; mostra o que Ele pode fazer na vida das pessoas.

3. O objetivo do Dom Ministerial de Profeta. Conforme Efésios 4:16, o objetivo é o aperfeiçoamento da igreja, com vistas à sua maturidade espiritual, pois como um organismo vivo, a igreja, deve desenvolver-se para a edificação em amor (Ef 4:16). Se ao “profeta” não foi permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertências denunciando o pecado e a iniquidade (João 16:8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito Santo (2Tm 3:1-9; 2Pe 2:1-3,12-22). Desta feita, a igreja caminhará para decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto ao ensino da Bíblia.

III. DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO


A Palavra de Deus adverte-nos de que haverá entre nós, na própria igreja, falsos profetas (2Pe 2:1-3; Leia também At 20:30; 1Tm 4:1; 1Jo 4:1). Apesar da aparência de piedade, não passam de agentes de Satanás. Sua missão: corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da Igreja (Mt 7:15-23). Como identificá-los? Como saber se estão em nosso meio?

1. Discernindo o caráter da pessoa. O caráter é o conjunto de qualidades boas ou más de um individuo, que determina a sua conduta em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo. Essas especificidades são responsáveis pela maneira como uma pessoa age, regulando suas escolhas e decisões (Pv 16:2,9; 20:6,11). Portanto, o caráter de uma pessoa não apenas define quem ela é, mas também descreve seu estado moral e a distingue das demais de seu grupo (Pv 11:17; 12:2;14:14:20:27); é o traço distintivo de uma pessoa; é a sua marca.

Não nos preocupemos com os sinais, prodígios e maravilhas que alguém venha a fazer, mas, sim, com a presença do caráter cristão na sua vida. Não nos preocupemos com a vestimenta que alguém está usando, mas com a presença do caráter cristão na sua vida. O apóstolo Paulo denomina o caráter do autêntico cristão de “Fruto do Espírito”(Gl 5:22).

2. Simplicidade x arrogância. Alguns pastores e pregadores gostam muito do termo “profeta” e gostam mais ainda de usá-lo para si, para terem o direito de falarem o que querem, arrogando-se a famosa “voz profética”. Via de regra, quando alguém alega ter “voz profética”, fico atemorizado, pois sei que vem impropérios contra as pessoas. É uma postura arrogante de quem emite conceitos sobre a vida alheia com muita facilidade, e não raro, descuidando da sua vida pessoal.

Concordo com o pr. Elinaldo Renovato quando diz que a simplicidade e o amor são duas características do verdadeiro profeta. Ainda que a Palavra seja de juízo, o coração do profeta transborda de amor e a sua conduta simples demonstra a quem ele está servindo: o Deus de amor. Lembremo-nos de Jeremias (Jr 38:14-27); Oséias (Os 8:12) e do próprio Senhor Jesus (Mt 23:27). Já o falso profeta só pensa em si, em seu status e benefícios. Profetiza objetivando a autopromoção. Ele mente, ilude e engana. Lembremo-nos de Hananias, o profeta mentirosa que enfrentou Jeremias (Jr 28:10-12).

3. Pelos frutos os conhecereis (Mt 7:15-20). É pelos frutos que conhecemos quem é crente e quem não o é. A árvore má não pode dar frutos bons. Disse Jesus: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”.

Vivemos tempos difíceis, o povo de Deus está famélico da palavra profética autêntica. Entretanto, muitos falsos profetas têm se levantado nestes últimos dias enganando o povo com mensagens antibíblicas e plenamente nocivas ao crescimento espiritual da igreja do Senhor, e que tem enganado muitos crentes incautos e fiéis cristãos à apostasia, desviando-as do foco principal: a Salvação e a Prosperidade Espiritual. A igreja precisa aprender a julgar as profecias e discernir os espíritos. A profecia precisa ser confrontada com a Palavra de Deus, já que o nosso Deus nunca se contradiz e foi Ele, através do seu Espírito, quem a inspirou.

Paulo orienta os crentes a serem ouvintes criteriosos. Ele diz: “[...] e os outros julguem” (1Co 14:2). O que é julgar? Porventura, significa que você deve ir para a igreja com o pé atrás, com um espirito crítico? Não! Devemos fazer a seguinte avaliação:

a) A mensagem é de Deus? Você precisa questionar se a mensagem está sendo um instrumento para a glorificação de Deus ou para a exaltação do pregador. Se Deus não está sendo glorificado, então, essa profecia não é verdadeira. O apóstolo Pedro ordena: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém” (1Pe 4:10,11). 

b) A mensagem está de acordo com as Escrituras? O apóstolo Pedro escreveu: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe 4:11). Nós não podemos ser ouvintes sem discernimento espiritual. Paulo elogiou a igreja de Beréia, que examinava as Escrituras para ver se o que ele estava falando era de fato a verdade (At 17:11). Cabe aos membros da igreja ouvir o pregador com a Bíblia aberta, examinando as Escrituras para saber se de fato o pregador está ensinando de acordo com a Palavra de Deus.

c) A mensagem edifica a igreja? (1Co 14:3,4,5,12,17,26). A profecia tem como finalidade a edificação da igreja. O apóstolo Paulo é claro quanto a isso: “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando” (1Co 14:3). Quando alguém fala uma mensagem sobre sua vida dizendo que é profecia, mas o deixa cheio de condenação ou medo, esta mensagem não vem de Deus.

d) A profecia produz frutos e concorda com o Espírito Santo em conduta e caráter? Um homem que profetiza e não paga suas contas é um falso profeta. Um homem que profetiza e vive em imoralidade sexual ou irresponsabilidade financeira está em engano profundo e é um falso profeta. A profecia deve concordar com o fruto do Espírito, que em Gálatas afirma ser “amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”. Se a profecia não tem amor, alegria ou paz, ela não vem de Deus. Mt 7:15,16 afirma que os falsos profetas vêm como lobos em pele de cordeiro; parecem boas pessoas; até agem como cordeiros; mas, seus propósitos são devorar e enganar o corpo de Cristo.

Chequemos o caráter daqueles que estão em evidência e são capazes de influenciar a vida espiritual de um indivíduo ou de uma coletividade. Devemos aferir suas atitudes com base na Palavra de Deus. A primeira coisa que um falso profeta ou qualquer pessoa que está em engano nos dirá é: “não me julgue!”. Você não está julgando; está simplesmente checando seus frutos.

Estamos nos últimos dias da Igreja do Senhor nesta Terra; não devemos, pois, vacilarmos no final da nossa jornada de fé rumo à Terra Prometida (Fp 3:20).

CONCLUSÃO

O “profeta” neotestamentário não tem a missão de ungir governantes ou seu sucessor, mas tem a imperativa responsabilidade de transmitir a mensagem de Deus, nos momentos necessários, no tempo certo, para pessoas não cristãs ou para a comunidade cristã. Essa mensagem é de grande valia, para denunciar as ameaças ou existência de pecados que comprometem a integridade espiritual do Corpo de Cristo.

Fonte: ebdweb

terça-feira, 6 de maio de 2014

Igreja de Lanna Holder cria balada gay gospel em São Paulo .

Igreja de Lanna Holder cria balada gay gospel em São Paulo
                Aconteceu em São Paulo, no dia 2 de maio, a primeira balada gay gospel promovida pela Igreja Cidade de Refúgio, fundada por Lanna Holder e sua esposa, Rosania Rocha.
              O evento recebeu o nome de “Refúgio White” e atraiu não apenas gays evangélicos como também aqueles que não frequentam nenhuma religião.
             O objetivo do evento, segundo Lanna Holder, era evangelizar e mostrar que os homossexuais também são amados por Deus. “Ao invés de levar o público para a igreja, nós estamos indo aonde o público está”, disse ela.
         Apesar de permitir o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, a Igreja Cidade de Refúgio não aceita a prática do sexo antes do casamento e nem o consumo de bebidas alcoólicas, tanto que durante a balada só foram oferecidos drinques sem álcool, refrigerantes e sucos.
         “A Bíblia que o heterossexual uso é a mesma Bíblia que o homoafetivo, transgênero, o transexual vai utilizar, ou seja, sexo só depois do casamento”, disse Lanna Holder.
Em um vídeo de divulgação do evento ela diz que o objetivo é evangelizar e não trazer a libertinagem. Durante a balada os presentes puderam dançar com canções pop, eletrônicas e gospel e a cantora Rosania Rocha também apresentou algumas canções de louvor.

Fonte: gospelprime.com.br

segunda-feira, 5 de maio de 2014

6ª lição do 2º trimestre de 2014: TEMA: O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO

 
Texto Básico: Ef 4:7-16

 
“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11).

 

INTRODUÇÃO


Nas Aulas anteriores estudamos os Dons Espirituais de Revelação, de Poder e de Elocução. A partir desta Aula estudaremos a respeito dos Dons Ministeriais, os quais se encontram relacionados em Efésios 4:11, a saber: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres. O primeiro Dom alistado por Paulo é o de Apóstolo; vamos iniciar nosso estudo por ele. É importante que se faça distinção entre os Dons Ministeriais e os “títulos ministeriais” ou os “cargos eclesiásticos”. Nos nossos dias, muitos têm confundido estes dois aspectos, que são completamente diferentes.

O dom é uma concessão de Cristo, que vem diretamente do Senhor para o crente, dom este que é percebido pelo crente através da comunhão que tem com Deus e pela presença do Espírito Santo na sua vida, e que independe de qualquer reconhecimento humano, mesmo da igreja local.

Já os “títulos ministeriais” e os “cargos eclesiásticos”, são posições sociais criadas dentro das igrejas locais, posições estas que, em sua nomenclatura, muitas vezes estão baseadas na relação de Ef 4:11, como a indicar que o seu ocupante tem o referido dom ministerial, mas que, nem sempre, corresponde a este dom. Como a igreja local, via de regra, é também uma organização humana, acabam sendo criados “títulos” e “posições” com o propósito de esclarecer a hierarquia administrativa, a própria estrutura de governo da organização eclesiástica, mas, a princípio, nada tem a ver com os Dons Ministeriais.

Na igreja primitiva não havia muita preocupação com “títulos” ou “posições”, tanto que, no texto sagrado, os incumbidos do governo da igreja, com exceção dos apóstolos (estes próprios assim estabelecidos pelo próprio Jesus, cujos requisitos se encontram em At 1:21,22) e dos diáconos (At 6:5,6, cuja função é nitidamente administrativa e social), são chamados de vários nomes, indistintamente, como “presbíteros” (1Pe 5:1), “anciãos” (At 14:23) e “bispos” (At 20:28; Fp 1:1), prova de que não havia, àquela época, uma “carreira administrativo-eclesiástica”, como se tem hoje em dia.

I. O COLÉGIO APOSTÓLICO

1. O termo “apóstolo”.Ele mesmo deu uns para apóstolos...” (Ef 4:11). O termo grego “apostolos” significa literalmente “enviado” ou “mensageiro”; ocorre pela primeira vez na literatura do Novo Testamento em Mateus 10:2. O Senhor Jesus Cristo é reconhecido como o Supremo Apóstolo (Hb 3:1), tendo sido o modelo para os Doze, assim como para Paulo, o qual veio a ser escolhido por Deus para ser seu apóstolo entre os gentios (At 13:1-3; Gl 1:14,15; 2:7-8). A partir do Pentecostes, os Doze assumiram a proclamação do Evangelho ao mundo, tornando-se juntamente com os profetas do Antigo Testamento o fundamento da Igreja (Ef 2:20).

2. O Colégio Apostólico. Jesus tinha muitos discípulos, mas apenas doze apóstolos; um discípulo é um seguidor, um apóstolo é um comissionado. Entende-se por colégio apostólico o grupo dos doze primeiros discípulos de Jesus convidados por Ele a auxiliarem o seu ministério terreno. O Salvador os chamou e nomeou. Em sentido especial, eles constituíram o início do alicerce da Igreja (cf  Ef 2:20; 3:5; Mt 16:18; Ap 21:14). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje (Ef 3:5). Por esta razão, este ofício inicial de apóstolo do Novo Testamento é ímpar e não repetido. Como testemunhas e mensageiros diretos do Senhor Jesus, com exceção de Judas Iscariotes, eles edificaram o alicerce da Igreja de Jesus Cristo, alicerce este que nunca poderá ser alterado, nem admitir acréscimo. Daí, aquele grupo de apóstolos não ter sucessores. São “Apóstolos do Cordeiro” num sentido único (Ap 21:14; 1Ts 2:6; Jd 17).

OBSERVAÇÃO:

Todos os crentes e igrejas serão verdadeiros somente à medida que fizerem o seguinte:

a) Aceitar o ensino e revelação originais dos apóstolos a respeito do evangelho, conforme o Novo Testamento registra, e procurar manterem-se fiéis a eles (At 2:42). Rejeitar os ensinos dos apóstolos é rejeitar o próprio Senhor (João 16:13-15; 1Co 14:36-38; Gl 1:9-11).

b) Continuar a missão e ministério apostólicos, comunicando continuamente sua mensagem ao mundo e à Igreja, através da proclamação e ensino fiéis, no poder do Espírito (At 1:8; 2Tm 1:8-14; Tt 1:7-9).

c) Não somente crer na mensagem apostólica, mas também defendê-la e guardá-la contra todas as distorções ou alterações. A revelação dos apóstolos, conforme temos no Novo Testamento, nunca poderá ser substituída ou anulada por revelação, testemunho ou profecia posterior (At 20:27-31; 1Tm 6:20) (BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL - nota a Efésios 2:20,  p.1811).

3. A singularidade dos Doze. O apostolado dos Doze tinha uma singularidade bem destacada em relação aos demais apóstolos narrados no livro de Atos e também nas epístolas. Para se qualificar como apóstolo é preciso que atenda cumulativamente aos seguintes requisitos:

a) Ter visto Jesus Cristo após a ressurreição (ser testemunha ocular da ressurreição - At 1:21,22). Aqui neste texto Pedro diz que o substituto de Judas deve “se tornar testemunha conosco de sua ressurreição”. Além disso, foi “aos apóstolos que escolhera” que “depois de ter padecido se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias” (At 1:2,3; cf 4:33). Quando Paulo defendeu seu apostolado, afirmou: “Depois foi visto por Tiago, mais tarde por todos os apóstolos, e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo” (1Co 15:7-9). Estes versículos indicam que só podia ser apóstolo alguém que tivesse visto Jesus após a ressurreição.

b) Ter sido especificamente convocados pelo Senhor como apóstolo (Mt 10:1; Lc 6:13). Mesmo que o termo “apóstolo” não seja comum nos evangelhos, os doze discípulos são chamados “apóstolos” especificamente em um contexto onde Jesus os comissiona, “enviando-os” para pregar em seu nome (cf Mt 10:1-7). Da mesma forma, Jesus comissiona seus apóstolos em um sentido especial para serem “testemunhas [...] até aos confins da terra” (At 1:8). O apóstolo Paulo conta como, na estrada de Damasco, Jesus disse que o estava designando como apóstolo dos gentios (At 26:16,17). Mais tarde, Paulo afirma que foi especificamente designado por Cristo como apóstolo (veja Rm 1:1; Gl 1:1; 1Tm 1:12; 2:7; 2Tm 1:11).

c) Ter o ministério autenticado com milagres especiais (Mc 16:17,18). Os Doze foram revestidos de autoridade de Deus (At 2:4) para expulsar os demônios, curar enfermos, operar maravilhas. Disse Paulo: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós, com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas” (2Co 12:12).

II. O APÓSTOLO PAULO


1. Saulo e sua conversão. A conversão extraordinária de Saulo foi um divisor de águas não só em sua vida, mas também na história da humanidade. Antes dessa insólita experiência, foi o maior perseguidor do cristianismo; depois dela, tornou-se seu maior arauto. Sua vida foi vivida sempre com grande ardor e paixão. Antes de sua conversão, seu zelo sem entendimento o levou a perseguir implacavelmente os cristãos. Depois de sua conversão, seu zelo pela glória de Deus o fez gastar-se sem reservas pelos cristãos.

Parece que a conversão de Paulo não foi repentina. De acordo com a própria narrativa de Paulo, Jesus lhe disse: "... Dura cousa é recalcitrares contra os aguilhões" (At 26:14). Jesus comparou Paulo a um touro jovem, forte e obstinado, e ele mesmo, a um fazendeiro que usa aguilhões para domá-lo. Deus já estava trabalhando na vida de Paulo antes de ele se render no caminho de Damasco. Paulo era como um touro bravo que recalcitrava contra os aguilhões (At 26:14). Jesus já estava ferroando sua consciência quando ele viu Estevão sendo apedrejado e com rosto de anjo pedir ao Senhor para perdoar seus algozes. A oração de Estêvão ainda latejava na alma de Paulo. Jesus estava ferroando a consciência de Paulo quando ele prendia os cristãos e dava seu voto para matá-los, e eles morriam cantando. Mas, como esse boi selvagem não amansou com as ferroadas, Jesus apareceu a ele, o derrubou ao chão e o subjugou totalmente no caminho de Damasco. Paulo precisou ser jogado ao chão e ficar cego para se converter. Nabucodonosor precisou ir para o campo comer capim com os animais para se dobrar. E você, até quando vai resistir à voz do Espírito de Deus?

Se a conversão de Paulo não foi repentina, também não foi compulsiva. Cristo falou com ele em vez de esmagá-lo. Cristo o jogou ao chão, mas não violentou sua personalidade. Sua conversão não foi um transe hipnótico. Jesus apelou para sua razão e para seu entendimento. Jesus perguntou: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Paulo respondeu: "Quem és tu, Senhor?". Jesus respondeu: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues". Jesus ordenou: "levanta-te...", e Paulo prontamente obedeceu! A resposta e a obediência de Paulo foram racionais, conscientes e livres. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Jesus lanceou a mente e a consciência de Paulo com os seus aguilhões. Então ele se revelou através da luz e da voz, não para esmagá-lo, mas para salvá-lo. A graça de Deus não aprisiona. É o pecado que prende. A graça liberta! (1)

2. Um homem preparado para servir. O primeiro chamado de Paulo foi para andar com Deus e, como resultado dessa caminhada, fazer a obra de Deus. Ele serve a Deus ministrando aos homens. Quem serve a Deus não busca projeção pessoal. Quem serve a Deus não anda atrás de aplausos e condecorações. Quem serve a Deus não depende de elogios nem desanima com as críticas. Quem serve a Deus não teme ameaças nem se intimida diante de perseguições. Muitos batem no peito, arrogantemente, dizendo que são servos de Deus. Outros, besuntados de orgulho, fazem propaganda de seu próprio trabalho. Outros, ainda, servem a Deus, mas gostam dos holofotes. Há aqueles que fazem do serviço a Deus um palco onde se apresentam como os atores ilustres sob as luzes da ribalta. Um servo não busca glória para si mesmo. Fazer a obra de Deus sem humildade é construir um monumento para si mesmo. É levantar outra modalidade da torre de Babel. Paulo servia a Deus com lágrimas. A vida ministerial não lhe foi amena. Em vez de ganhar aplausos do mundo, recebeu ameaças, açoites e prisões. Paulo manteve sua consciência pura diante de Deus e dos homens, mas os judeus tramaram ciladas contra ele. Viveu num campo minado. Enfrentou inimigos reais, porém, às vezes, ocultos. Nem sempre Deus nos poupa dos problemas. Às vezes, ele nos treina nos desertos mais tórridos e nos vales mais profundos e escuros.

O apóstolo sintetiza o seu ministério em três verdades sublimes. Ele diz aos presbíteros de Éfeso: "Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus"(At 20:24). Aqui, Paulo fala sobre três verdades: vocação, abnegação e paixão. Paulo diz que recebeu seu ministério do Senhor Jesus. Ele não se lançou no ministério por conta própria. Ele foi chamado, vocacionado e separado para esse trabalho. Paulo não se tornou um pastor porque buscava vantagens pessoais. Não entrou para as lides ministeriais buscando segurança, emprego ou lucro financeiro. Paulo não tinha apenas convicção de sua vocação, mas também consciência das implicações desse chamado. Paulo diz que não considerava a vida preciosa para ele mesmo desde que cumprisse o seu ministério. O coração de Paulo não estava nas vantagens auferidas do ministério. Ele não estava no ministério cobiçando prata ou ouro. Não estava numa corrida desenfreada em busca de prestígio ou fama. Seu propósito não era ser aplaudido pelos homens ou ganhar prestígio entre os homens. Na verdade, ele estava pronto a trabalhar com as próprias mãos para ser pastor. Estava pronto a sofrer toda sorte de perseguição e privação para pastorear. Estava disposto a ser preso, a sofrer ataques externos e temores internos para pastorear a igreja de Deus. Estava pronto a dar a própria vida para cumprir cabalmente seu ministério. A grande paixão de Paulo era testemunhar o evangelho da graça de Deus. A pregação enchia o peito do velho apóstolo de entusiasmo. Paulo se considerava um arauto, um embaixador, um evangelista, um pregador. Sua mente estava totalmente voltada para a pregação. Seu tempo era todo dedicado à pregação. Mesmo quando estava preso, entendia que a Palavra não estava algemada (1). Não haja dúvida, Paulo foi um homem preparado para servir.

3. “O menor dos apóstolos”. Paulo não pertenceu ao grupo dos Doze apóstolos. Ele próprio, humildemente, ao escrever à igreja de Corinto, diz que se considerava o menor dos apóstolos e até não era digno de ser chamado apóstolo, uma vez que havia perseguido a igreja de Deus (1Co 15:9). Todavia, mesmo considerando-se "o menor dos apóstolos", Paulo revelou-se um grande servo de Deus. Ele foi, indubitavelmente, o maior evangelista, o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas de toda a história do cristianismo. Nenhum homem exerceu tanta influência sobre a nossa civilização; nenhum escritor foi tão conhecido e teve suas obras tão divulgadas e comentadas quanto ele. Embora tenha vivido sob fortes pressões internas e externas, não deixou jamais sua alma ficar amargurada. Paulo foi o maior bandeirante do cristianismo, seu arauto mais eloquente, seu embaixador mais ilustre. Pregou com zelo aos gentios e aos judeus, nas escolas, cortes, palácios, sinagogas, praças e prisões. Com a mesma motivação, pregou quando tinha fartura e também quando passava por privações. Ele enriqueceu muitos, sem nada possuir. Embora tenha experimentado fome e frio, suportado cadeias e tribulações, passado os últimos dias numa masmorra e enfrentado o martírio por ordem de um imperador insano e déspota, sua vida ainda inspira milhões de pessoas em todo o mundo. Sua última doxologia, mesmo diante do patíbulo e já “sendo oferecido por aspersão de sacrifício”, foi: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda “; a Ele “seja glória para todo o sempre. Amém!” (2Tm 4:7,8,18b).

III. APOSTOLICIDADE ATUAL (Ef 4:11)

1. Ainda há apóstolos? Os apóstolos, em sentido restrito designam os Doze (Lc 6:13; At 1:26; 2:14) - os onze discípulos originais que continuaram após a morte de Judas, e Matias, que o substituiu (At 1:26). Esses Apóstolos “originais” eram testemunhas da ressurreição de Cristo (At 1:22; 1Co 9:1), escolhidos pessoalmente pelo Senhor (Mc 3:13-19; Gl 1:1), formando ao lado dos profetas do Antigo Testamento o fundamento sobre o qual a Igreja está construída (Ef 2:20; cf At 2:42). Tão importante era esse grupo original de doze apóstolos que lemos que seus nomes estão escritos nos fundamentos, e estão sobre estes os “doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Ap 21:14). Nesse sentido restrito, o dom de apóstolo não mais existe.

2. Apóstolos fora dos doze. À primeira vista, poderíamos pensar que o grupo dos Doze nunca deveria ser expandido, de modo que ninguém pudesse ser acrescentado a ele. Mas Paulo claramente alega ser também um apóstolo (Rm 1:1; 1Co 9:1; Gl 1:1), o último dos apóstolos (1Co 15:8), no sentido de receber um mandato especial através de um encontro com o Senhor ressurreto para integrar a formação do testemunho inicial e fundamental de Jesus Cristo (cf At 9:3-8; 22:6-11; 26:12-18). E Atos 14:4, também, chama Barnabé apóstolo: “Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo...”. Assim, com Barnabé e Paulo são catorze os apóstolos de Jesus Cristo.

Tiago, o irmão de Jesus(que não era um dos doze discípulos originais), também é chamado apóstolo em Gálatas 1:19. Paulo conta que, quando foi a Jerusalém, ele não viu “outro dos apóstolos senão a Tiago, o irmão do Senhor”. Além disso, quando alista as aparições de Jesus, Paulo prontamente coloca Tiago com os apóstolos (cf 1Co 15:7-9).

Outros apóstolos além destes quinze pode ter havido, embora saibamos pouco ou nada sobre eles e não tenham certeza de que de fato existiram outros. Outras pessoas, é claro, tinham visto Jesus após a ressurreição (“Depois foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez”, 1Co 15:6). Desse grande número é possível que Cristo tenha designado alguns outros como apóstolos – mas é também possível que não o tenha feito. Os dados não são suficientes para decidir a questão. Têm sido sugeridos como apóstolos: Silas (1Ts 2:7), Apolo (1Co 4:6,9), Andrônico e Júnias (Rm 16:7).

3. O ministério apostólico atual. Como o termo “apóstolo” significa “enviado”, esse dom permanece na Igreja contemporânea com uma conotação estritamente missionária, distinguindo os cristãos separados por Deus para a tarefa missionária (Rm 1:5; 1Co 9:2; Gl 2:8), capacitando-os a fundar e consolidar igrejas (2Co 11:28) por meio das missões culturais ou transculturais. O próprio Novo Testamento possui três versículos nos quais a palavra apóstolo (gr. apostolos) é usada em um sentido amplo, não para se referir a qualquer ofício específico na igreja, mas simplesmente com o sentido de “mensageiro”.  Em Filipenses 2:25, Paulo chama Epafroditovosso mensageiro (apostolos) e vosso auxiliar nas minhas necessidades”; em 2Coríntios 8:23, Paulo refere-se àqueles que acompanharam a oferta que ele estava levando para Jerusalém como “mensageiro (apostoloi) das igrejas”; e em João 13:16, Jesus diz: “...nem é o enviado (apostolos) maior do que aquele que o enviou”.

Assim, o termo “apóstolo”, em sentido extensivo, é sinônimo do termo “missionário” (cf. At 9:13-17; 14:21-28; 1Co 9:19-23; Gl 1:15-17;; 2:7-14; Ef 3:6-8). É bom enfatizar que o apostolado não é um título pomposo, especial; também não é um cargo hierárquico; aliás, não há sucessão apostólica, essa é uma doutrina formada pela igreja romana para justificar a existência do poder papal. O ministério dos Doze não existe mais. O que há é o ministério de caráter apostólico. O verdadeiro apostolado baseia-se na pessoa e obra de Jesus, o Apóstolo por excelência (Hb 3:1), e a Igreja somente poderá ser genuína se for alicerçada na revelação infalível, inspirada por Cristo, aos primeiros apóstolos (ver Ef 2:20).

CONCLUSÃO


Ser apóstolo é ter uma missão especifica a cumprir no Reino de Deus. Num sentido geral, todos nós fomos chamados para ser enviados (João 20:21). O verbo grego “apostello” quer dizer “enviar”, e todos os cristãos são enviados ao mundo como embaixadores e testemunhas de Cristo para participar da missão apostólica de toda a igreja. Expressamos nossa convicção de que, hoje, uma igreja apostólica é aquela que segue a doutrina dos apóstolos, e não aquelas que dão a seus líderes o título de apóstolos. Portanto, sendo um Dom Ministerial, uma operação de Cristo, feita pelo Espírito Santo, temos de admitir que se trata de um dom que persiste nos nossos dias, mas não devemos nos esquecer que o Dom de Apóstolo nada tem que ver com os “títulos” que se têm dado na atualidade e que, se alguma base bíblica tem, só pode ser a referência de 2Co 11:13: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo”.
 
Fonte: ebdweb