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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

5ª lição do 4º trimestre de 2015: DEUS ABOMINA A SOBERBA


Texto Base: Dn 4:10-18

 
“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4:37).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos acerca do capítulo 4 de Daniel. Neste capítulo, Daniel traz a imagem de uma árvore florescente representando a figura de Nabucodonosor, o imperador da Babilônia. Na imagem apresentada um homem anuncia que a árvore seria cortada e ficaria apenas o tronco com suas raízes. Isto demonstra o desastroso efeito da soberba. O sábio Salomão alerta: “A soberba precede a ruína, e altivez do espírito precede a queda” (Pv 16:18).

Um indivíduo soberbo é aquele que deseja ser mais do que é e ainda se coloca acima dos outros para humilhá-los e envergonhá-los. O soberbo superdimensiona a própria imagem e diminui o valor dos outros. É o narcisista que, ao se olhar no espelho, dá nota máxima e aplaude a si mesmo. É por isso que o sábio diz que, em vindo a soberba, sobrevém a desonra. A soberba é a sala de espera da desonra. É o corredor do vexame. É a porta de entrada da vergonha e da humilhação. A Bíblia diz que Deus resiste ao soberbo (Tg 4:6), declarando guerra contra ele. “Glória ao homem nas maiores alturas”, esse é o grito de guerra da humanidade orgulhosa e ímpia que continua desafiando Deus e tentando construir o céu na terra (Pv 11:1-9; Ap 18). Deus aborrece “olhos altivos” (Pv 6:16,17) e promete destruir “a casa dos soberbos” (Pv 15:25).

I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4:1-3)

A soberania de Deus é a autoridade inquestionável que o Senhor detém sobre o Universo, pelo fato óbvio de que Ele é o Criador de todas as coisas(Is 44:6;45:6; Ap 11:17). Sua soberania está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Quando afirmamos que Deus é soberano, estamos dizendo que Ele controla o Universo e pode fazer o que lhe aprouver. A soberba é um dos pecados da alma que afeta diretamente a soberania de Deus.

1. Nabucodonosor, chamado por Deus para um desígnio especial (Jr 25:9. “...Nabucodonosor [...] meu servo”.

Esta expressão não significa que o monarca babilônico adorava o Deus de Israel, mas apenas que era usado pelo Senhor para cumprir seus propósitos (à semelhança de Ciro, que é chamado de ungido do Senhor, em Isaías 45:1). Não há dúvida que ele foi submetido a um desígnio especial do Deus do Céu, o Deus de Daniel. Mesmo sendo um rei ímpio cumpria um desígnio especial de correção divina ao reino de Judá, por ter se corrompido com o sistema mundano, iniquo, inimigo de Deus. Ora, Deus tinha e tem o domínio de todos os reinos do mundo, e poder para fazer com que o ímpio Nabucodonosor, por um desígnio especial, se tornasse próspero em seu reino e crescesse em extensão, a ponto de se autodenominar “rei de reis”. O profeta Jeremias, que presenciou a investida babilônica contra o reino de Judá e seu exílio para Babilônia, diz que Deus chamou Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25:9). Na verdade, Nabucodonosor foi a “vara” de Deus de punição ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho proibido da idolatria e dos costumes pagãos dos reinos vizinhos. Aprendemos que Deus, em sua soberania é Aquele “que muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis” (Dn 2:21).

2. A soberba de Nabucodonosor. Conquanto tenha sido um instrumento que Deus utilizou para corrigir e disciplinar o seu povo, Nabucodonosor foi traspassado pela arrogância, pela soberba. Por causa disso, Deus mostrou que ele seria punido severamente; ele seria, como a árvore do sonho, cortado até o tronco (Dn 4:18). Isto cumpriu-se literalmente na vida de Nabucodonosor, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu coração foi mudado - de “coração de homem” (Dn 4:16) para “um coração de animal”. Ele foi dominado por uma insanidade sem precedente. A punição levaria “sete tempos”, período em que Nabucodonosor estaria agindo de forma irracional à semelhança dos animais do campo (Dn 4:28-33), tendo o seu corpo molhado pelo orvalho do céu. Esse estado de decadência do rei foi resultado de sua soberba.

O Rev. Hernandes Dias Lopes diz que a soberba é a porta de entrada do fracasso e a sala de espera da ruína. O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade a faz cair na desgraça. Na verdade, o orgulho vem antes da destruição, e o espírito altivo, antes da queda. Nabucodonosor foi retirado do trono e colocado no meio dos animais por causa da sua soberba (cf. Dn 4:30-37). O rei Herodes Antipas I morreu comido de vermes porque ensoberbeceu seu coração em vez de dar glória a Deus (At 12:21-23). O reino de Deus pertence aos humildes de espírito, e não aos orgulhosos de coração.

Esse terrível mal também tem grassado igrejas locais. A Bíblia registra um exemplo: a igreja de Laodicéia. Esta igreja, a começar do seu líder, enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca arrogância: “Rico sou e de nada tenho falta” (Ap 3:17). Ora, é nesta tola manifestação de arrogância que se verifica a fraqueza espiritual. Só temos força espiritual quando reconhecemos a nossa insignificância, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. A autoglorificação é desprezível. A igreja de Laodicéia exaltou-se dando nota máxima a si mesma em todas as áreas. Mas Cristo a reprovou em todos os itens. A Bíblia diz: ”Louve-te o estranho, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios”(Pv 27:2). Deus detesta o louvor próprio. Jesus explicou essa verdade na parábola do fariseu e do publicano. Aquele que se exaltou foi humilhado, mas o que se humilhou, desceu para sua casa justificado.

3. Nabucodonosor proclama a soberania de Deus (Dn 4:1-3). “Nabucodonosor, rei, a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas, as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio, de geração em geração”.

Nabucodonosor dá testemunho da grandeza e do poder de Deus. Chegou a esta conclusão depois da sua experiência humilhante de loucura. Foi restaurado de sua demência depois que se humilhou diante do Altíssimo. Reconheceu a soberania do Deus Onipotente e fez uma proclamação acerca do Eterno domínio de Deus (Dn 4:34-37). Ele aprendeu que o Senhor, em sua soberania, é quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis” (Dn 2:21).

II. DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4:4-9).

1. Deus adverte Nabucodonosor através de um sonho. Nabucodonosor sentia-se senhor de tudo a ponto de, mais uma vez, se permitir dominar por uma arrogância inconcebível. Então, Deus o adverte através de um sonho.

"tive um sonho" (Dn 4:5). À semelhança do capítulo dois quando teve o sonho da grande estátua representando seu reino e os reinos que o sucederiam, mais uma vez Deus fala com Nabucodonosor; mais uma vez ele ficou aflito por não entender o seu significado.

É interessante perceber que o modo como Deus falava com os homens nos antigos tempos era diverso. Ele utilizava de canais possíveis para se fazer inteligível aos seus servos. Pelo fato dos antigos, especialmente os caldeus, darem muita importância aos sonhos e a sua interpretação, Deus usou esse canal de comunicação para revelar o significado das imagens do sonho na cabeça do rei. É claro que esse modo de falar e revelar a sua vontade não seja o único modo da comunicação divina. Portanto, essa via de comunicação não era e não é uma regra que obrigue Deus ter que falar somente por meio de sonhos. Mas Ele o fez, porque os antigos acreditavam piamente que os sonhos tinham um sentido divino. Hoje, temos a Palavra de Deus como o canal revelador da fala de Deus aos homens. É bom que se diga que não existe dom de sonhar como afirmam alguns cristãos. Mas é certo que Deus pode usar esse meio e outros mais para revelar a sua vontade soberana aos seus servos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).

2. Daniel é convocado (Dn 4:8,9). “Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele: Beltessazar, príncipe dos magos, eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum segredo te é difícil; dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação”.

Há um contraste entre o sonho do capítulo 2 e o sonho do capítulo 4. O primeiro sonho foi esquecido pelo rei, mas o segundo sonho ele não o esqueceu (Dn 2:1,6 e 4:10-17). Como da vez passada (capítulo 2), todos os sábios da Babilônia, com seus magos, astrólogos, caldeus e os adivinhadores foram convocados à presença do rei para darem a interpretação do sonho e, mais uma vez, falharam (Dn 4:6,7). Finalmente, foi convocado Daniel, e este, ao ouvir do rei o relato pediu-lhe um tempo porque, por quase uma hora, estava atônito e sem coragem para revelar a verdade do sonho ao rei. Daniel ficou perturbado, e disse: “O sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos” (Dn 4:19).

3. Daniel ouve o sonho e dá a sua interpretação (Dn 4:19-26). O rei conta a Daniel todo o seu sonho. Ele viu uma grande árvore de dimensões enormes que produzia belos frutos e que era visível em toda a terra. Os animais do campo se abrigavam debaixo dela e os pássaros faziam seus ninhos nos seus ramos (Dn 4:10-12). O rei viu descer do céu “um vigia, um santo” (Dn 4:13) e esse vigia clamava forte: “Derribai a árvore e cortai-lhe os ramos” (Dn 4:14). “Então Daniel... esteve atônito quase uma hora” (4:19). O tempo que Daniel levou para interpretar o sonho significava que ele ficou amedrontado em contar ao rei a verdade. De certo modo, Daniel gozava da confiança do rei como conselheiro e preferia, como homem, que as revelações do sonho não atingissem a pessoa do rei. Mas Daniel não pôde evitar, porque o próprio rei, percebendo a perplexidade de Daniel, o instou a que não tivesse medo e contasse exatamente o que o seu Deus havia revelado.

a) Uma árvore majestosa (Dn 4:11,12). A “árvore” do sonho de Nabucodonosor era formosa e bela. A visão esplêndida dessa árvore indicava a formosura, a grandeza, o poder e a riqueza que representavam a glória de Nabucodonosor. Ninguém na terra havia alcançado todo esse poder antes dele. Daniel declarou ao rei que aquela árvore que seria cortada era o próprio rei e disse:“Es tu, ó rei” (Dn 4:22). Imaginemos o semblante de espanto de Nabucodonosor ao ouvir esta declaração. Como resignar-se serenamente ante um fato inevitável revelado pelo Deus de Daniel. Assim é a glória dos homens, como uma árvore que cresce e se torna frondosa e, de repente, é derribada. Assim Deus destrói os soberbos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).

b) Juízo e misericórdia são demonstrações da soberania divina. “Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Dn 4:24,25).

Aqui é mostrado como Daniel começou a interpretação da “grande árvore” que o rei tinha visto no sonho. Daniel declarou que aquele monarca era a árvore e que seria cortada como quando o lenhador corta a árvore do bosque. Mas Daniel acrescentou que um tronco, com suas raízes, seria deixado na terra (Dn 4:15). Nabucodonosor devia saber que, ao passar o tempo de castigo, seria restaurado novamente no seu posto como governador do império babilônico. Isto mostra que a intenção divina não era destruir Nabucodonosor sem dar-lhe a oportunidade de se converter e reconhecer a glória de Deus. Ele foi tirado do meio dos homens e ficou completamente louco, indo conviver com os animais do campo por “sete tempos” (Dn 4:25). Depois desse período de demência, Nabucodonosor voltou ao normal e louvou ao Deus Altíssimo – “Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração” (Dn 4:34).

O Deus Todo Poderoso sempre que aplica uma sentença, ela vem mesclada de misericórdia. Porém, é evidente que chegará o Dia quando não mais essa misericórdia existirá, e, a partir daí, Deus dará aos seus inimigos o cálice da sua ira (Ap 14:10). No presente século, o ser humano é convidado a tomar parte no “dia da salvação”, porém em breve chegará o momento em que ele tomará parte da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6:17).

III. A PREGAÇÃO DE DANIEL

Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a tua tranquilidade” (Dn 4:27).

O texto mostra que Daniel aconselhou o rei a arrepender-se dos seus maus caminhos – “desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres” -, mas tudo indica que o rei continuou a sua vida como antes: soberbo e arrogante. A Bíblia diz que a soberba torna os olhos altivos (Pv 21:4). Quando o homem não escuta a voz da graça, ouve a trombeta do juízo. Deus abriu para o rei a porta da esperança e do arrependimento, ele, porém, não entrou. Então, Deus o empurrou para o corredor do juízo. Deus o humilhou. O orgulho é algo abominável para Deus, pois Ele resiste ao soberbo (1Pe 5:5).

Após 12 meses o sonho se cumpriu literalmente (Dn 4:29-32). Nabucodonosor morou com os animais, comeu erva como boi, e seu corpo foi molhado pelo orvalho. Depois de restabelecido, o rei entendeu que tudo aconteceu por causa de seu orgulho. Então, ele declarou:

 “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”.

Nabucodonosor, finalmente, foi restaurado, tanto da doença mental como da alma. Deus o transformou através das duras provas.

“A conversão de Nabucodonosor pode ser vista por intermédio de quatro evidências:

ele glorificou a Deus (Dn 4:34). Agora, ele olha para o céu, para cima. Nossa vida sempre segue a direção de nosso olhar. Até agora ele só olhava para baixo, para a terra. Como aquele rico insensato que construiu só para esta vida, e Deus o chamou de louco. Muitos levantam os olhos tarde demais, como o rico que desprezou Lázaro. Ele levantou seus olhos, mas já estava no inferno.

- “ele confessou a soberania de Deus (Dn 4.35).

- “ele testemunhou sua restauração (Dn4.36) e adorou a Deus (Dn 4.37)”.

(Rev. Hernandes Dias Lopes – Daniel, um homem amado no céu).

CONCLUSÃO

Se desejamos viver vitoriosamente, tenhamos muito cuidado, para não sermos contagiados pela soberba, que tem levado muitos à queda, pois Deus resiste e continuará resistindo aos soberbos (Tg 4:6). Todavia, o Pai Celeste dá e dará graças, misericórdia e ajuda em todas as situações da vida, àqueles que têm o coração quebrantado e contrito, que se chega a Ele com humildade.

Fonte: ebdweb

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

4ª aula do 4º trimestre de 2014: A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA


Texto Base: Daniel 3:1-7,14


“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei” (Dn 3:17).

INTRODUÇÃO
Nesta Aula, trataremos acerca da fidelidade de Hananias, Misael e Azarias. Três jovens que tinham uma fé imutável no seu Deus. Eles foram provados numa fornalha ardente, todavia permaneceram fiéis e Deus os livrou da maldade do rei Nabucodonosor e de seus inimigos. Esses jovens não concordaram em se dobrar diante de uma estátua, que representava o orgulho de um déspota, e desobedeceram a uma lei que ia contra os princípios divinos. Nabucodonosor era um homem embriagado pelo poder; ficou cego pelo fulgor de sua própria glória. Ele não se contentou em ser rei de reis, em ser o maior rei da terra, mas quis ser adorado como deus.
Obedecer a Deus é sempre a melhor alternativa, mesmo que nos leve até a fornalha ardente. Às vezes cruzamos os vales da sombra da morte, mas temos a presença amiga e consoladora do divino Pastor para nos encorajar. Passamos pelas ondas, pelos rios e até pelo fogo, mas o Senhor sempre aparece para nos livrar (Is 43:2) - “quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”. Jesus é o quarto Homem na fornalha ardente (Dn 3:24-25). O senhor não nos livra da fornalha, mas nos salva do fogo da fornalha. Na jornada da fé há tempestade, mas também há Deus conosco; há fornalha ardente, mas há o quarto Homem. As provações vêm, e às vezes com ímpeto, mas Jesus sempre vem ao nosso encontro na hora da crise.
I. A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL
1. A grande estátua. “O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia” (Dn 3:1).
O Império Babilónico foi o primeiro grande império mundial a construir uma grande estátua que deveria ser adorada por todos súditos do império. Provavelmente a imagem que o rei mandou erguer fosse uma estátua dele próprio. Isto significava uma espécie de culto ao rei; uma divinização do governante. É uma prova de que ele não se converteu depois que o seu sonho foi interpretado por Daniel. Adorar a estátua significava, além da idolatria, a adoração ao rei. Judá havia “sentido na pele”, recentemente, o resultado desastroso da idolatria.
Era uma estátua muito alta, uma clara demonstração da altivez do rei. Um côvado em Israel media cerca de 40 cm; na época de Ezequiel, media 51,8 cm, porém o côvado babilônico media aproximadamente 49 cm, o que daria à estátua uma altura próxima dos 29 metros (um edifício de mais de nove andares).
A obsessão pelo poder faz a pessoa perder o bom senso. O rei Nabucodonosor estava dopado pela ideia de ser o maior e perdeu a autocrítica embriagado pelo próprio poder e cego pelo fulgor de sua própria glória. Ele não se contentou em ser apenas a cabeça de ouro da estátua do seu sonho. No capítulo dois havia uma estátua no seu sonho e no capitulo três ele constrói literalmente uma estátua para si. Essa presunção vislumbra profeticamente outra estátua (imagem) que será erguida pelo último império mundial gentílico profetizado como o reino do Anticristo e será no "tempo do Fim” (Ap 13:14,15). (1)
2. A diferença entre as estátuas. É necessário destacar a diferença entre a estátua do capítulo 2 e a do capítulo 3. A estátua do capítulo 2 era simbólica, que surgiu no sonho do rei Nabucodonosor, e a estátua do capítulo 3 era literal, construída pelos homens. A estátua do capítulo 3 tinha a forma de um obelisco e tinha um aspecto um tanto grotesco que revelava a intenção vaidosa de Nabucodonosor de impor-se pela idolatria do homem e sua autodeificação aos olhos dos súditos (cf Dn 4:30).
3. A inauguração da estátua de ouro. Todos compareceram à inauguração da estátua, por força do edito do rei, e todos deveriam adorar a estátua de ouro (Dn 3:4). O rei testava seu poder de dominação requerendo dos exilados que renegassem suas crenças e substituíssem seus deuses pelos deuses da Babilônia. O objetivo era escravizar todos os seus súditos e obrigá-los a servirem às divindades caldeias. Ele queria uma religião totalitária em que as pessoas obedecessem não pela lealdade, mas pela força bruta (Dn 3:5,6).
Nabucodonosor foi seduzido por seu ego presunçoso que se via superior a tudo e a todos. Ele estava embriagado por sua própria glória temporal e passageira, por isso seu coração se engrandeceu e ele desejou ser adorado como deus. Não lhe bastou a revelação de que o único Deus verdadeiro triunfaria na história conforme está expresso no capitulo dois. Ele preferiu exaltar a si mesmo e para tal instituiu o culto a si e, também, a adoração dos seus falsos deuses. O objetivo era escravizar as consciências e obrigá-las a servirem aos seus deuses.
II. O DESAFIO A IDOLATRIA
1. A ordem do rei a todos os seus súditos (Dn 3:4-7). “Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantadoE o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas: Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. E qualquer que se não prostrar e não a adorar será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente. Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado”.
Os Sátrapas eram altos funcionários, representantes do rei, cabeças do governo provincial. Os prefeitos aqui neste texto, eram, provavelmente, comandantes. Os governadores eram senhores de distritos; quanto a conselheiros, o sentido é o mesmo da palavra, ou seja, conselheiros do povo. Tesoureiros eram administradores públicos. Os juízes administravam as leis enquanto os magistrados executavam as leis.  Por fim, de um modo geral, o rei diz: “todos os oficiais”, afim de não esquecer nenhum, apanhando a todos de uma forma mais abrangente.
Nabucodonosor exigiu obediência cega dos seus súditos de todos os territórios ao seu edito. Quando os instrumentos musicais fossem tocados, todos deveriam se ajoelhar diante da estátua e adorá-la, sob pena de serem arremessados na fornalha de fogo ardente em caso de desobediência. Era a punição mais terrível que alguém poderia sofrer, ser queimado vivo numa fornalha grandemente aquecida. Segundo o profeta Jeremias, o rei Zedequias de Judá foi queimado no fogo na Babilônia (Jr 29:22).
De todas as nações presentes com seus exilados estavam lá os judeus que serviam ao Deus vivo de Israel. Na história contada por Daniel, estavam lá os seus três amigos. Não há uma explicação plausível para a ausência de Daniel naquele evento. O que importa, de fato, é que os três hebreus deram uma tangível demonstração de fidelidade fé no seu Deus.
2. A intenção do rei e o espírito do Anticristo. Nabucodonosor tornou-se um homem embriagado pelo poder e ofuscado pela sua própria glória. Ele não se contentou com a mais alta posição da terra, ser rei de reis; ele quis ser adorado como deus (Dn 3:1-5). Diante da revelação da soberania e triunfo de Deus na história (capítulo 2), em vez de se humilhar, exaltou-se. Ele instituiu o culto a si mesmo e a adoração a seus deuses. Ele ordenou a todos os súditos de seu reino para se prostrarem e adorarem sua imagem. Ele escravizou as consciências e usou a religião para consolidar sua política opressora. A intenção do rei prenunciava o espírito do Anticristo, que levantará a imagem da Besta para ser adorado no tempo do Fim (Ap 13:11-17).
O objetivo de Nabucodonosor era a instituição de uma religião totalitária (Dn 3:6,7). “A religião totalitária exige a lealdade das pessoas pela força. Não conquista os corações, mas obriga as consciências. As pessoas se dobram por medo, não por devoção. É a religião do terror, não do amor. Estabelece uma pena para a desobediência: a morte. Estabelece um método para matar: a fornalha ardente. Nabucodonosor institui uma inquisição bárbara, uma adoração compulsória, uma religião opressora. Quando a religião se desvia da verdade, torna-se o braço da intolerância e da truculência” (Rev. Hernandes Dias Lopes).
3. Coragem para não fazer concessões à idolatria (Dn 3:6). “E qualquer que se não prostrar e não a adorar será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente”.
Hananias, Misael e Azarias estavam no local determinado por força do edito do rei. Todos os ilustres homens do império, os chefes de governos, os sátrapas, os governadores das províncias, os sábios, os sacerdotes dos vários cultos pagãos, todos estavam lá. A ordem era que quando a música fosse tocada todos deveriam ajoelhar-se e adorar a estátua do rei. Quem não obedecesse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Os três servos de Deus (segundo estudiosos, nessa época eles estavam na faixa dos 40 anos de idade) preferiram morrer queimados naquela fornalha a negar a fé no Deus de Israel. Eles não fizeram concessões que comprometessem a sua fé em Deus. Eles não se acovardaram diante da ameaça de Nabucodonosor. Eles estavam seguros do cuidado do Deus vivo e verdadeiro, como falou o profeta Isaias: “... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2).
III. A FIDELIDADE A DEUS ANTE A FORNALHA ARDENTE (Dn 3:8-12)
1. Os jovens hebreus foram acusados e denunciados (Dn 3:8-12). “Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeusHá uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; esses homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram” (Dn 3:8,12).
As pessoas ingratas têm memória curta. Os caldeus tinham sido poupados da morte pela intervenção de Daniel e de seus amigos (Dn 2:5,18). Agora eles, de forma ingrata, acusam as pessoas que lhes ajudaram, no passado, a se livrar da morte. E, ainda, faz três acusações graves contra eles: “não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem; nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram” (Dn 3:12). A ingratidão é uma atitude que fere as pessoas e entristece a Deus. A acusação dos caldeus foi maliciosa.
Os caldeus acrescentaram um fato inverídico: "Não fizeram caso de ti". Isso denota que eles eram tremendos bajuladores do rei. Eles não queriam informar, mas distorcer os fatos e destruir os judeus. As pessoas invejosas tentam se promover buscando a destruição dos concorrentes. Isso, apenas porque esses judeus foram constituídos sobre os negócios da província. A inveja foi o pecado que levou Lúcifer a ser um querubim descontente, mesmo no céu, e a tornar-se um demônio. A inveja provoca contendas, brigas, mortes e desastres.
Entretanto, esses jovens entenderam que a fidelidade a Deus é uma questão inegociável; eles entenderam que agradar a Deus é mais importante que preservar a própria vida. Três jovens tiveram coragem de discordar de todos; preferiram a morte ao pecado. Estavam dispostos a morrer, não a pecar. Transigir era uma palavra que não constava no vocabulário deles.
2. A resposta corajosa dos jovens hebreus (Dn 3:16-19). O rei foi informado da desobediência dos três servos de Deus. Quando o rei soube da atitude deles, ficou furioso e convocou os três imediatamente (Dn 3:19). Sem dar-lhes chance de se defenderem, deu-lhes mais uma oportunidade de prestar adoração após o som especial da música. A recusa em fazê-lo significaria a imediata execução do decreto irreversível: eles seriam lançados “dentro da fornalha de fogo ardente; e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”, vociferou o rei. Porém, os três jovens, de forma corajosa e destemida, responderam ao rei Nabucodonosor: “Não necessitamos de te responder (“defender-nos”, NVI) sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3:16-18).
A verdadeira fé não está ligada às circunstâncias nem às consequências. Ela está fundada na imutável fidelidade de Deus. Poderia ter parecido algo de menor valor racionalizar apenas um pouco. Afinal, eles não deviam uma certa consideração ao rei? Porventura, eles não poderiam dobrar seus joelhos, mas ficar em pé em seus corações? Uma pequena concessão à limitada compreensão das coisas divinas por parte do rei seria uma questão insignificante. Mas não! A reputação do caráter do Deus vivo e verdadeiro dependia desse momento. Multidões de pagãos de muitos países estavam observando. Quer Deus os libertasse das chamas, quer não, eles deveriam ser fiéis em honrar o seu nome(2). A fidelidade incondicional não é uma barganha com Deus.
Muitas vezes, nossa fidelidade a Deus nos levará à fornalha, à cova dos leões, à prisão, a sermos rejeitados pelo grupo, a sermos despedidos de uma empresa, a sermos rejeitados na escola. Nosso compromisso não é com o sucesso, mas com a fidelidade a Deus.
Os três jovens não cederam às ameaças e não ficaram livres da fornalha, mas o quarto Homem já os esperava ali (Dn 3:25). Ele está conosco sempre. Ele caminha conosco no meio do fogo, da dor, da doença, do abandono, da solidão, do luto e da morte. Quando todos os recursos da terra acabam, encontramos o livramento no quarto Homem, ainda que em meio da fornalha (Dn 3:24,25). Aqueles servos de Deus saíram ilesos e sem um único fio de cabelo queimado, porque foram fieis a seu Deus e confiaram nEle (Dn 3:28).
Quando o quarto Homem nos faz sair da fornalha, até nossos inimigos precisam reconhecer a majestade de Deus e dar glória a Seu nome:
28. Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.
29. Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro deus que possa livrar como este.
Ceder à pressão da maioria pode destruir sua vida mais que o fogo da fornalha. Muitos jovens crentes são tentados a ceder. Jovens cristãos são instados a se embriagar com seus amigos ou a perder a virgindade antes do casamento. São tentados a mentir aos pais, a ver filmes indecentes, a curtir músicas maliciosas do mundo. O mundo tem sua própria fornalha ardente à espera daqueles que não se conformam em adorar seus ídolos. É a fornalha de ser desprezado, ridicularizado. Os que são fiéis a Deus são chamados de retrógrados. Cuidado com a opinião da maioria, ela pode estar errada e, via de regra, está (Rev. Hernandes Dias Lopes). (3)
3. Reação à intimidação (Dn 3:15). “Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Dn 3:15). Os jovens responderam a essa ameaça da seguinte forma“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei” (Dn 3:17).
Os três servos de Deus não entraram numa discussão infrutífera. Eles apenas testemunharam de Deus, mostrando que estavam prontos a morrer, mas não a ser infiéis a Ele. Nabucodonosor tenta intimidá-los, dizendo que deus nenhum poderia livrá-los de sua mão. Mas eles não tentam defender a reputação de Deus, procuram apenas obedecê-lo (Dn 3:16,17). Os três jovens dizem que Deus pode livrar, mas não dizem que Deus o fará. Eles não são donos da agenda de Deus. Eles não decretam nada para Deus. Eles não dizem: "Eu não aceito isto"; "Eu rejeito aquilo"; "Eu repreendo o fogo"'; "O rei está amarrado". Eles não determinam o que Deus deve fazer. Nem sempre é da vontade de Deus livrar Seus filhos dos padecimentos e da morte. O patriarca Jó, no auge da sua dor gritou: "Ainda que Deus me mate, eu ainda confiarei nele" (Jó 13:15, ARA). Tiago, Paulo, Pedro, John Huss, dentre inúmeros servos de Deus da história do cristianismo, foram mortos, não forma poupados. Às vezes, Deus livra Seus filhos da morte; outras vezes, não. Não importa, pois "se vivemos para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor" (Rm 14:8).
CONCLUSÃO
Apreendemos nesta Aula que:
Devemos ser fiéis a Deus, não apenas pelo que Deus faz, mas por quem Deus é. Hananias, Misael e Azarias não serviam a Deus por causa dos benefícios recebidos. A religião deles não era um negócio, uma barganha com Deus. Eles serviam a Deus por causa do caráter de Deus. Eles tinham uma fé cristocêntrica, não antropocêntrica. Hoje as pessoas buscam a Deus, não por causa de Deus, mas por causa das dádivas de Deus. Querem bênçãos, não Deus.
- Devemos ser fiéis a Deus independente das circunstâncias. Nem sempre Deus nos livra dos problemas, mas nos problemas. Deus não impediu a fabricação da imagem, não impediu que Nabucodonosor acendesse a fornalha, não impediu a divulgação do decreto, não impediu que os três jovens fossem acusados, não os livrou da fúria do rei nem do fogo da fornalha. Deus não impediu que eles fossem atados e jogados na fornalha acesa e aquecida sete vezes mais, mas livrou-os do fogo da fornalha.
- Deus sempre honrará a nossa fé. Deus nos promove quando saímos da fornalha. O mesmo rei que ficou com o rosto transtornado de ira contra Hananias, Misael e Azarias, agora os chama reverentemente de servos do Deus Altíssimo (Dn 3:26). O mesmo rei que decretou a morte deles, agora os faz prosperar (Dn 3:30). Saíram da fornalha mais fortes e mais próximos de Deus!

Fonte: ebdweb

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Educação Brasileira - Por Aline Oliveira






O mais importante pilar sustentador de uma sociedade é a educação. É por meio desta que o indivíduo reconhece os direitos garantidos, e toma decisões de grande impacto social de forma consciente e segura.


Contudo, infelizmente, as condições educacionais brasileiras instituídas pelo governo, não proporcionam o suprimento básico necessário para a formação deste  cidadão. A falta de estrutura materiais e falta de  condições dignas para os educadores são os principais problemas recentes. Os recursos são destinados para resolução de tais problemas, no entanto a situação permanece a mesma. Dessa forma, o indivíduo torna-se incapaz de desenvolver-se cultural, profissional e socialmente, vivendo assim de forma atrofiada por consequência de negligências no que diz respeito ao cumprimento da lei, que é o  direito inviolável a educação (Art. 205 CF/2008).


A busca pelo conhecimento por parte da população intimida a muitos regentes políticos, visto que é desejo de muitos perpetuasse no poder, e para tanto. Ilude a população por meio de medidas assistencialistas, negando assim o bem maior que é o direito a educação, assim sendo as chances são muito pouca de livrar-se da situação subumana em que vivem.


Diante de dos muitos problemas que permeiam a educação brasileira, é notório que os mesmos atrasam o desenvolvimento do país como todo. Desse modo, são necessárias medidas potenciais, como: mais fiscalização sobre os recursos destinados para financiamento da educação, valorização dos profissionais da educação, formação continuada. Estas e outras medidas farão do Brasil um país do futuro, pois todo país que pensa num futuro promissor, investe em educação.    

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Meio Ambiente – Por Aline Oliveira



Durante muito tempo o homem pensou que os recursos oferecidos pela natureza seriam infinitos - até que não fossem explorados de forma inconsciente . No Brasil, no ano  1500 teve início de forma indiscriminada a exploração da madeira, minérios, e solo, onde o principal objetivo era promover status e suprir o bem-estar  da sociedade portuguesa.

Com industrialização, o homem poluiu o ar que respira,  a água que bebe, os rios e o solo – de onde vem a sua alimentação diária. A princípio, a industrialização deveria promover um desenvolvimento igualitário e benéfico em todos os aspectos da vida industrial e biológica, mas, a ação ambiciosa do homem o tornou incapaz de refletir sobre qual a forma mais correta de exploração ambiental.   

A modernização potencializa cada vez mais torna as máquinas hábil   para a extração, plantio e cultivo das matérias primas retiradas do seu ambiente natural. É importante ressaltar que as atividades industriais – que muitas das vezes produzem objetos que quase não tem utilidade – geram toneladas de resíduos, que são descartadas nos solos sem nenhum tratamento prévio, onde demandam  anos para se decompor,  ocasionando em desequilíbrios e intensificações de processos naturais.

Atualmente, muitas pessoas têm uma  boa noção de preservação e desenvolvimento sustentável, mas, se comparado  ao restante da população mundial, esse número é bem pequeno. É necessário que a modernização aconteça, no entanto que seja utilizada de forma consciente preservando assim o meio ambiente. Também se faz necessário que todas as pessoas sejam conscientizadas quanto ao perigo eminente que permeia a vida ambiental. Com essas e outras medidas,  o quadro poderá se reverter, e consequentemente termos a garantia qualidade de vida melhor.