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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

9º Lição do 1º trimestre de 2015: NÃO ADULTERARÁS

 
Texto Base: Êxodo 20:14; Deuteronômio 22:22-30

01/03/2015

 

 “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:28)

 

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo do trimestre trataremos nesta Aula do Sétimo Mandamento: "Não adulterarás". É um mandamento que consiste em uma proibição absoluta, sem nenhuma concessão. Isto vigora tanto para o homem como para a mulher (Lv 20:10). A finalidade precípua é proteger o matrimônio, instituição sagrada instituída por Deus. É válido ressaltar que a sexualidade, dentro dos padrões morais exarados nas Escrituras Sagradas, é santa. Deus criou o homem como um ser sexuado - “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Deste modo, a atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. O que Deus proíbe é o sexo ilícito, que tem sido um dos grandes problemas do ser humano ao longo da sua existência.

I. O SÉTIMO MANDAMENTO

1. Abrangência. O Sétimo Mandamento envolve sexo e casamento num contexto social contaminado pelo pecado. Em seu sentido mais amplo e específico ele condena qualquer imoralidade sexual, seja a formicação, a prostituição, o adultério, o incesto, o homossexualismo masculino, o lesbianismo ou a sodomia (Lv 20:10-21).

Hoje, no âmbito de uma sociedade, cujos padrões morais absolutos estão danificados, quebrar um voto matrimonial virou algo normal e comum; não há mais vergonha para quebra do Sétimo Mandamento. No passado, o peso da vergonha humilhava todos aqueles que quebravam os votos matrimoniais, mas em nossa sociedade este comportamento mudou. Temos visto pessoas admitirem publicamente, em entrevistas na televisão, os seus relacionamentos extraconjugais. É algo que parece moderno e sofisticado. Apenas os "ultrapassados" ainda creem em fidelidade. A pornografia envia uma mensagem nada sutil à nossa sociedade: enquanto tais relacionamentos forem prazerosos, tenha quantos quiser, com quem desejar, mas "não magoe ninguém". A maior parte das cenas de sexo nos filmes não acontece entre pessoas casadas.

Um escritor de novelas afirmou que seu alvo é fazer as pessoas rirem de felicidade com adultério, homossexualismo e incesto pela televisão. "Se você levar as pessoas a rirem dessas coisas, perderão a resistência a esse tipo de prática", afirmou. Uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos, mostrou que no universo de pessoas casadas metade teve um caso extraconjugal. Uma afronta direta ao sétimo mandamento, que diz: "não adulterarás".

2. Objetivo. O objetivo precípuo do Sétimo Mandamento é a proteção e santificação do matrimônio instituído por Deus. Como bem diz o pr. Esequias Soares, “o mandamento ‘não adulterarás’ veio para proteger o lar e dessa forma estabelecer uma sociedade moral e espiritualmente sadia”. No plano de Deus, a família é uma ordem da criação; foi instituída antes da queda (Gn 1:26-31; 2:18-25) e colocada sob a benção divina (Gn 1:28).

3. Contexto. Segundo o pr. Esequias Soares, “a lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que permitia a poligamia. Nesse contexto social, o adultério na lei de Moisés consistia no fato de um homem se deitar com uma mulher casada com outro homem, independentemente de ser ele casado ou solteiro. Os infratores da lei deviam ser mortos, tanto o homem quanto a mulher (Dt 22:22; Lv 20:10)”.

II. INFIDELIDADE

A infidelidade conjugal destrói casamentos e famílias, trazendo grandes prejuízos sociais, econômicos, emocionais e espirituais. O pior de tudo, afasta a pessoa de Deus. Segundo o sábio bíblico, “só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 6:32). Contudo, ainda que alguns tenham ciência das consequências devastadoras desse ato, pouco se faz com o objetivo de evitá-lo, e não são poucos os que “flertam com o inimigo ao lado”.

1. Adultério. O adultério é a relação sexual entre uma pessoa casada e quem não é seu cônjuge. É grave pecado, que era duramente apenado na lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 22:22).

Aquele que pratica adultério quebra pelo menos cinco dos dez mandamentos. O primeiro diz: "não terás outros deuses diante de mim" - quem adultera está dizendo que existe um relacionamento mais importante do que o relacionamento com Deus. O segundo afirma: "não dirás falso testemunho contra o teu próximo" - além de quebrar os votos matrimoniais, o adúltero geralmente engana para encobrir o seu pecado. O terceiro determina: "não furtarás" - quando Davi pecou com Bate-Seba, o profeta Natã o acusou, principalmente, de roubar a mulher do próximo. O quarto mandamento declara: "não cobiçará". - o adultério começa com a cobiça. O quinto mandamento afirma com bastante clareza: "não adulterarás". Por isso, que o adultério é um pecado tão sério.

Atualmente, o mundo vê o adultério como algo normal, natural e até esperado no casamento (recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível). Entretanto, o adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte (Mt 5:27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus (Pv 6:32-35).

Com certeza, não há prática que cause tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família, célula-máter da sociedade, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas. O adultério é a figura da infidelidade, da própria perdição na Bíblia, tamanho o mal que representa. A Palavra afirma que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (Hb 13:4).

2. Fornicação. A fornicação é a manutenção de relações sexuais, com consentimento mútuo, entre pessoas não casadas.  No Antigo Testamento, uma “moça virgem” que estivesse noiva e praticasse a fornicação seria morta por apedrejamento (Dt 22:24). Deus não tolerava essa prática entre pessoas que estavam já comprometidas ao casamento.

Ao contrário do que determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais, deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na sociedade por ela influenciada. Entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At 15:29; Ef 5:5; 1Tm 1:10; Hb 12:16; Ap 21:8).

As bases do casamento são lançadas no namoro e alicerçadas no noivado. Se essas bases forem lançadas sobre a desobediência a Deus, na prática da fornicação, estão correndo sério risco de não terem a bênção de Deus. Não adiantará uma cerimônia pomposa, com dezenas de testemunhas, vestido de noiva com véu e grinalda, com modelo personalizado, nem uma recepção no melhor clube da cidade. Ter a bênção de Deus no casamento é muito mais importante. Pense nisso!

3. Diferença entre adultério e fornicação, com relação à penalidade. Segundo Victor P. Hamilton, a punição do adultério, para ambos, era a morte (Dt 22:21,22). Para fornicação, não havia pena de morte. Em vez disso, o homem devia pagar uma multa de cinquenta ciclos ao pai da mulher (Dt 22:29). Por essa razão, o homem e a virgem desposada, se coabitarem, são apedrejados até a morte (Dt 22:24), exceto quando se tratar de estupro no campo. A explicação para esta diferença de penalidade é que as Escrituras atribuem maior seriedade e honra ao relacionamento matrimonial. O casal se torna, em verdade, uma só carne. E não se permite que nada abra uma brecha nessa união.

4. Sexo antes do casamento. A atividade sexual não é algo que deva ser desenvolvido sem qualquer critério ou a qualquer momento. Sexo antes do casamento nunca teve aprovação divina. Infelizmente, a erotização tem sido uma constante e tem atacado não mais os adolescentes, apenas, mas as próprias crianças (como estão a mostrar, cada vez mais, os desenhos animados ou a programação dos meios de comunicação voltada para o público infantil). Esta tem sido uma das maiores armas de Satanás nos nossos dias e as consequências têm sido nefastas, a ponto de a idade da primeira gravidez estar, no Brasil, por volta dos 10(dez) anos de idade. Somente no casamento se pode praticar o sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não esta. É com tristeza, aliás, que vemos, cada vez mais, uma tolerância de muitos na igreja com relação a este princípio bíblico, permitindo-se o sexo antes do casamento entre “pessoas já comprometidas”, como se isto fosse possível.

5. Consequências da infidelidade conjugal. Algumas consequências, dentre muitas:

a) Perda da comunhão familiar. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família: Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge; Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo-se com drogas, bebida e prostituição. Quem pratica a infidelidade conjugal está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7:26).

b) Perda da comunhão com Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. Ele divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas. O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida. Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir.

c) Morte espiritual. O adultério leva à morte espiritual, às vezes até à morte física. O mais perigoso é a morte eterna, ou seja, o afastamento eterno de Deus; é a pior consequência da infidelidade conjugal. Alguns minutos de prazer ilícito podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno - “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros... herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:10).

III. VERSÃO POSITIVA DO SÉTIMO MANDAMENTO

Hans Ulrich Reifler, em seu livro “a ética dos Dez Mandamentos” desenvolve a versão positiva do Sétimo Mandamento nos seguintes aspectos:

1. A pureza.  A pureza sexual envolve ações, palavras e pensamentos. O salmista responde à pergunta "de que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?" (Sl 119:9) com as palavras: "Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti" (Sl 119:11). E Jesus Cristo ensinou que os limpos de coração são bem-aventurados porque verão a Deus (Mt 5:8)

O que contamina as ações é aquilo que está dentro do coração: "... do coração procedem maus desígnios" (Mt 15:19). Tiago diz que nossas tentações têm origem na própria cobiça, que atrai e seduz o homem. A cobiça, por sua vez, dá à luz o pecado, e o pecado gera a morte (Tg 3:14,15). A impureza sexual começa nos pensamentos, evolui nas palavras e culmina em ações erradas (pecado), que geram a morte. Para reverter este ciclo, é preciso vigiar para manter puros os pensamentos.

2. A bênção do Matrimônio. O sexo praticado dentro do casamento monogâmico é o modo de satisfazer aquilo que seria concupiscência e levaria à promiscuidade se fosse perpetrado fora do casamento. Em 1Coríntios 7:2, o apóstolo Paulo ensinou: "... por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido". Além dessa recomendação preventiva, Paulo diz também o seguinte: "Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Co 7:9). Finalmente, ele recomenda aos casais: "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência" (1Co 7:5). Nessas três referências, vemos que o funcionamento prático do matrimônio é a prevenção contra a impureza sexual.

O matrimônio é uma união permanente que só pode ser anulada pela morte de um dos cônjuges (Rm 7:1ss.; 1Co 7:39; 1Tm 5:14). "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mt 19:6). É evidente que o caráter perpétuo do casamento exclui qualquer forma de divórcio, que Jesus qualifica como pecado (Mt 19:3-12) e que nunca corresponde à vontade divina para o homem (Mt 19:8). O plano de Deus é sábio e perfeito. Quando o casamento foi instituído, não havia espaço para a separação. O divórcio foi criado pelo homem por causa da dureza de seu coração, e não por causa de Deus.

3. O casamento é uma união de cama e mesa. O casamento não é uma união teórica ou platônica. Um casamento sem relações sexuais é como um carro sem lubrificante nem combustível: não vai muito longe, não vai para lugar nenhum. A função do sexo no casamento é unificar dois seres de sexos opostos. A Bíblia sustenta esta dimensão conjugal com a frase: "Os dois se tornarão uma só carne" (Gn 2:24; Mt 19:5,12; 1Co 6:16; Ef 5:31). Se sob qualquer pretexto, a relação sexual nunca chega a ser concretizada num casamento, este pode ser anulado perante a lei, porque as relações sexuais estão implícitas num casamento verdadeiro.

IV. ALGUNS PRINCÍPIOS DA SEXUALIDADE CRISTÃ APROVADA POR DEUS

1. Benevolência. O marido deve satisfazer sexualmente a mulher, e a mulher satisfazer sexualmente o marido. A mulher não é objeto de satisfação sexual do homem, como também o homem não o é da mulher. Tem de haver satisfação mútua. O marido deve pagar à mulher a devida benevolência, e a mulher ao marido (1Co 7:3). Os ingredientes indispensáveis para a benevolência são: diálogo, honestidade, compreensão e carinho.

2. Submissão. Paulo escreveu em 1Coríntios 7:4 que nenhum dos cônjuges tem poder sobre o seu próprio corpo. Deus colocou limites para frear a brutalidade do homem. Se não fosse isso, o homem trataria a mulher de maneira violenta como sua propriedade. Quem tem a primazia na intimidade é a mulher, e não o homem.

3. Concordância. Paulo disse: “Não vos defraudeis um ao outro senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração” (1Co 7:5). A prática sexual é ativa e deve ser feita no tempo e na medida certa. O sexo é o termômetro do relacionamento conjugal.

Sem o prazer do sexo, sem a união física, o casamento se torna platônico estéril e ilusório. A verdadeira alegria vem somente com a união verdadeira, e a união verdadeira só existe onde há um relacionamento único e permanente entre um homem e uma mulher, que se unem pelos laços do amor.

CONCLUSÃO

O homem e a mulher deve levar em consideração a seguinte exortação em 1Co 6:18-20: "Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vos mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no nosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". Portanto, a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo do Espírito Santo". Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual; haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário, pois evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto. Pense nisso!
 
Fonte: ebdweb

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