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terça-feira, 17 de março de 2015

12ª lição do 1º trimestre de 2015: NÃO COBIÇARÁS



Texto Base: Êxodo 20:17; 1Rs 21:1-5,9,10,15,16

 
“De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste” (At 20:33)

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos a respeito do Décimo Mandamento: “não cobiçarás...” (Êx 20:17; Dt 5:21). A cobiça é um desejo forte, constante e insaciável; ela pode levar o homem a pisar no seu próximo para subir na vida, chegando a roubar e matar. Deus estabeleceu limites: Adão poderia comer do fruto de todas as árvores, exceto uma (Gn 2:16,17). Quando desejamos o que Deus proibiu, está caracterizada a cobiça. O Décimo Mandamento assevera: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex 20:17).  Portanto, o direito do outro é um dos nossos limites.

I. O DÉCIMO MANDAMENTO

1. Abrangência. Este mandamento inibe a cobiça em geral. Especificamente, proíbe a cobiça da mulher, dos empregados, dos animais e de todos os bens materiais e ideais do próximo. A cobiça é um dos piores pecados, o pecado que não se vê, afirma Esequias Soares.

“Enquanto os mandamentos anteriores referem-se ao comportamento exterior e direto da pessoa, o Décimo Mandamento reporta-se ao comportamento subjetivo, íntimo e interior do indivíduo. Ou seja, este mandamento está relacionado ao que a pessoa pensa e sente quando da sua peregrinação existencial” (Ensinador Cristão).

Segundo pr. Esequias Soares, a subjetividade é a característica distintiva deste mandamento em relação aos outros, pois não é possível ser conhecido. Isso mostra que o Legislador divino é onisciente, pois Ele conhece o mais íntimo do coração humano, nossos desejos e intenções (1Rs 8:39; 1Cr 28:9; Jr 17:10; At 1:24). Deus se interessa não só pelos corretos atos concretos, não apenas pelo cerimonialismo na adoração, mas principalmente pela pureza de um coração sincero. Isso mostra o lado espiritual do Decálogo. A ideia central é não desejar aquilo que pertence ao outro.

O Senhor Jesus disse que é do mais íntimo do ser humano que procede todo o tipo de pecado: "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" (Mc 7:21-23). Essas palavras mostram a dura realidade: o que o ser humano realmente é, isso afeta o que ele diz (Mt 12:34, 35). Toda ação humana começa no seu coração (Tg 1:14, 15), afirma Esequias Soares.

2. Objetivo. “O propósito divino é estabelecer limites à vontade humana, para que haja respeito mútuo entre as pessoas e seus bens”. Quando Deus ordenou: "não cobiçarás" - não pretendia inibir os desejos do coração humano, mas, sim, orientar a nossa conduta para o bem. Aliás, os mandamentos não podem ser vistos como proibições, e sim, normas de vida que facilitam e aperfeiçoam a nossa caminhada.

3. Contexto. Quando Moisés passou as santas instruções do Senhor (Êx 20), ele apresentava um programa orientador para o povo que vivia no deserto e haveria de conquistar a terra prometida. Nesta nova terra, o povo enfrentaria situações novas, gente diferente e problemas diversos. Então, vem a Palavra do Senhor - "não cobiçarás" - como se lhes dissesse: "controlem os seus desejos", principalmente no que envolve os bens do próximo. Isto se aplica, com todas as letras, ao povo de Deus da Nova Aliança.

II. A COBIÇA

1. Significado. Segundo o Rev. Hans Ulrich Reifler, a palavra hebraica bíblica para "cobiça"(chamad), refere-se "aos sentimentos íntimos que revelam como intrigas para se apoderar dos bens do próximo". Já em grego, segundo o mesmo autor, há três palavras diferentes que traduzem a ideia da cobiça. A primeira é pleonexia, que significa o desejo incontrolável de possuir o mundo e seus bens materiais, poder, influência e prestígio. A segunda palavra é philarguria, que significa amor desordenado pelo mundo. Este termo expressa que o mundo é o objeto da cobiça, o ídolo do qual o homem cobiçoso não se pode separar. A terceira palavra grega no Novo Testamento é epithumia, que pode ser traduzida por cobiça, intenção impura, ambição, desejo intenso, desejo ardente, aspiração. Em síntese, estes termos indicam o desejo incontrolável de possuir o mundo e os seus bens materiais, poder, influência e prestígio, ou "o amor desordenado pelo mundo", "intenção impura", "desejo ardente".

O mundo em que vivemos é orientado por um estilo de vida materialista, hedonista e pragmatista, todavia, o Evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.

Gênesis 3:6 descreve as características principais da cobiça. A árvore da vida era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para o entendimento. A cobiça estimula o paladar, influencia a vista e afeta a mente humana. Eva, ao receber esses três estímulos, cedeu à tentação e comeu o fruto proibido, dando-o também ao marido. O primeiro pecado do homem foi resultado da cobiça de Eva, por causa da beleza da árvore da vida.
A história do dilúvio mostra que o problema da multiplicação da maldade está na cobiça que nasce dos maus desígnios do homem – “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração (Gn 6:5).

2. Cobiçar. Originalmente, cobiçar é mais do que simplesmente desejar algo; frequentemente relaciona-se a tomar providências para se apossar de algo, planejando, arquitetando, almejando andar nos caminhos dos outros. É "desejar mais do que é suficiente". É o desejo excessivo de possuir aquilo que pertence a outrem. O Décimo Mandamento termina com as palavras: “nem coisa alguma do teu próximo”.

Existe o desejo legítimo e a cobiça. O primeiro refere-se ao suprimento das necessidades e, em alguns casos, um pouco mais, atingindo o nível do conforto; o segundo vai muito além, alcança o excesso e avança rumo ao proibido. Mas onde está a exata fronteira entre uma e outra coisa?  É difícil dizer onde o desejo correto se transforma em cobiça, assim como não podemos determinar com certeza a exata quantidade de comida que alguém precisa consumir. Cada indivíduo é capaz de reconhecer que a sua necessidade foi suprida e seu apetite saciado. Depois disso, o desejo torna-se cobiça. Disse o sábio Salomão: “Se achaste mel, come somente o que te basta, para que porventura não te fartes dele, e venhas a vomitar” (Pv 25:16).

3. A versão inibidora e crítica do Décimo Mandamento no Antigo e no Novo Testamento, segundo Hans Ulrich Reifler. (*)

a) No Antigo Testamento. Números 11:4 descreve a cobiça dos israelitas como um grande desejo: "E o populacho, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e também disseram: quem nos dará carne a comer?". É incrível como a cobiça pode ser tão forte, a ponto de levar as pessoas ao choro.

A queda moral do rei Davi, relatada em 2Samuel 11:1ss., mostra como o Décimo Mandamento afeta também o Sétimo e o Sexto Mandamentos. A cobiça por Bate-Seba levou o rei Davi ao adultério e ao homicídio premeditado.

O profeta Isaías ensina que a cobiça causa indignação a Deus, fazendo-O ferir o povo e se esconder (Is 57:17a). Infelizmente, o povo escolhido optou pelo caminho da cobiça. Contudo, mesmo mantendo essa rebeldia contra Javé, Ele deseja sará-los, guiá-los, consolá-los (Is 57:17b-18).

Jeremias refere-se às multiformes iniquidades de Jerusalém, que a conduzirão à queda (Jr 6:9ss.). Um desses pecados é a ganância generalizada entre crianças e adultos, e até entre líderes espirituais (profetas, sacerdotes). Novamente, a cobiça é vista em combinação com outros deslizes contra a lei moral de Deus. É a ganância que leva à falsidade (Jr 6:13). Mais tarde, o profeta prediz que, em consequência dessa ganância, as mulheres e os campos serão entregues a outros. Esta profecia trágica cumpriu-se literalmente com a invasão de Nabucodonosor, quando as mulheres judias foram violadas e a terra da promissão foi tomada.

Em Jeremias 22:17, o profeta vê como a ganância leva ao derramamento de sangue inocente, à violência e extorsão. Este círculo vicioso é indicado também por Miquéias, quando escreve que a cobiça leva à usurpação de campos e casas (Mq 2:2).

b) No Novo Testamento. Segundo Hans Ulrich, no Novo Testamento, a palavra predominante para cobiça é pleonexia, o desejo incontrolável de possuir o mundo, poder, influência, bens materiais. O apóstolo Paulo segue a tradição de Jesus (Mc 7:22) e encara a cobiça como um vício.

Além de vício (1Co 5:10,11; 6:10: Ef 5:5), a cobiça ou avareza é encarada também como característica dos gentios (Ef 4:19), idolatria (Cl 3:5) e prática herética (1Ts 2:5). Veja também o mesmo ensino confirmado pelo apóstolo Pedro em 2Pedro 2:3,14.

Jesus adverte repetidas vezes contra a cobiça, haja vista que o homem não vive só de seus bens materiais (Mt 5:28; 16:26; Mc 7:22; Lc 12:15).

Em Romanos 7:7, epithumia é o equivalente para a palavra hebraica chamad, usada no Décimo Mandamento. Parece que, para Paulo, a cobiça ou concupiscência é um pecado particularmente ruim (Rm 7:7,8). Ele também diz que o desejo ardente de comer carne, manifestado pelos israelitas no deserto, é um exemplo clássico de cobiça (compare 1Co 10:6 com Nm 11:4).

Para Tiago, a cobiça nasce no coração do homem e gera o pecado que, por fim, acaba levando à morte (Tg 1:14,15). A cobiça nem sempre leva aos resultados desejados: "Cobiçais, e nada tendes" (Tg 4:2).

III. A VINHA DE NABOTE

1. Proposta recusada. Acabe possuía riqueza e todo tipo de bens materiais, mas dirigiu seus olhos e sua cobiça à propriedade de subsistência de Nabote, seu vizinho. Seu desejo incontido desencadeou uma série de pecados: abuso de autoridade, acusação, falso testemunho, homicídio e roubo (1Rs 21). A proposta que Acabe fez a Nabote parecia justa, generosa e irrecusável, pois oferecia em troca uma outra vinha melhor, ou se desejasse, lhe daria em dinheiro o que ela valia. Acontece que o valor da vinha para Nabote ia para além das questões mercantilistas. Ele considerava aquela propriedade uma herança inegociável, e cuja venda implicaria em transgressão ao mandamento do Senhor (cf Lv 25:13-28 e Nm 36:7,9). Nabote procedeu corretamente. De acordo com o livro de Levitico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 23:23). Assim sendo, Nabote não poderia vender aquilo que lhe fora dado como uma herança do Senhor. Diante da resposta e posicionamento de Nabote, a reação de Acabe foi de desgosto e indignação, pois o seu capricho não fora alcançado, o que desencadeou no rei uma crise emocional (1Rs 21:4). Mas, Acabe queria aquela propriedade a qualquer custo; aquele espaço de terra, era o seu objeto de maior desejo. Por ser rei, imaginava que podia atropelar a lei de Deus e emplacar injustiça social.

2. O direito de propriedade. A principal causa da cobiça de Acabe: o domínio incontrolado do “ter”, de “possuir”, aquilo que é do outro, neste caso a vinha de Nabote. Esta vinha era próxima ao palácio real, isto é, da casa de verão, e, aparentemente, Acabe, levado por um capricho, desejava transformá-la em um jardim.

Porém Nabote disse a Acabe: guarda-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais” (1Rs 21:3). Entendemos pelo texto sagrado que aquela propriedade fora passada a Nabote por herança, o que fortalecia a convicção de Nabote de que ele não deveria vendê-la nem trocá-la por outra propriedade. É provável que Nabote tenha sido criado naquele terreno, dedicando-se com seus pais ao cultivo de uvas. Se Nabote tivesse feita essa venda ou trocada por outra vinha, ele teria transgredido não só uma tradição, como também a sua consciência (cf Lv 25:23-28; Num 36:7ss). Acabe reconhecia isso; ele era cônscio de que Nabote estava religiosamente obrigado a conservar a posse de sua terra e que essa obrigação não poderia ser contrariada. Entretanto, ele ainda assim queria essa área; ele estava totalmente dominado pela cobiça, qual um viciado de drogas; somente a casa de verão não lhe satisfazia, queria agora construir uma horta ao lado dela para que seus desejos pudessem ser realizados; não se importava em quebrar o mandamento divino “não cobiçarás” (Ex 20:17). Desta feita, o que fez Acabe diante da resposta negativa de seu súdito? Ficou entristecido, como uma criança mimada, e não quis se alimentar. O desejo despertado pela cobiça é tão poderoso que acaba por tornar-se ocupação única do cobiçoso. Acabe não desejava mais comer, ou fazer qualquer outra coisa (1Rs 2:4).

3. O pecado de Acabe e Jezabel. Acabe cobiçou a vinha de Nabote com tanta intensidade que não conseguiu mais comer, de tanto desgosto (1Rs 21:1-7). A mesma cobiça inflamou sua mulher Jezabel, causando o assassinato de Nabote (1Rs 23:8-16). Ao observar o estado em que se encontrava Acabe, Jezabel, sua mulher, procurou tomar conhecimento do que havia acontecido, o que lhe foi relatado pelo rei (1Rs 21.5-6). Diante do que ouviu, Jezabel, que já havia em outros episódios demonstrado a sua influência e força no reino, que tomava decisões sem pedir a aprovação do seu manipulável e omisso marido, possuidora de um temperamento difícil e cruel em suas deliberações, toma para si as dores de Acabe e declara: “governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (1Rs 21:7). Jezabel se coloca aqui como aquela que satisfará a cobiça de Acabe. Uma esposa sábia não adota tal postura, antes, aconselha o seu marido sobre os princípios do contentamento. Enfim, o desejo exacerbado e maligno de Acabe resultou no assassinato do obediente Nabote, resultando assim na inobediência a outro mandamento da lei moral de Deus: “não matarás” (Ex 20:13).

Novamente vemos que o pecado da cobiça pode conduzir o homem a atos criminosos. A quebra premeditada do Décimo Mandamento leva, mais cedo ou mais tarde, à quebra de outros mandamentos.

Atualmente, muitos líderes e irmãos caprichosos, que não se contentam com aquilo que possuem, e que acham que seus desejos precisam ser atendidos e satisfeitos por todos, estão dominados pela cobiça. Tenhamos cuidado, pois a cobiça é abominação ao Senhor (Dt 7:25); é a raiz de todos os males (Tg 4:15,15).

4. O fruto da cobiça. O fruto da cobiça de Acabe: assassinato do obediente Nabote. O pecado de Acabe envolveu várias pessoas, inclusive os anciãos e os nobres de Israel (1Rs 21:8), os quais sem temor e piedade co-participaram do plano maligno da esposa de Acabe. Como Acabe não se apossou imediatamente da vinha de Nabote, Jezabel continuou com seu plano diabólico. Sem escrúpulos, sem temor a Deus, sem piedade e sem misericórdia, Jezabel articula um plano onde Nabote seria vitimado por uma terrível calúnia. Usando o nome e o sinete de seu marido, ela escreveu cartas aos anciãos e aos nobres da cidade e que habitavam com Nabote, onde dizia o seguinte: “Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois, levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra. Os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que nela habitavam fizeram como Jezabel lhes ordenara, segundo estava escrito nas cartas que lhes havia mandado. Apregoaram um jejum e trouxeram Nabote para a frente do povo. Então, vieram dois homens malignos, sentaram-se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram, e morreu”.

“O maligno plano de Jezabel se reveste de um caráter espiritual, com direito a proclamação de um jejum e com o argumento de que Nabote teria blasfemado contra Deus (e contra o rei). É possível “espiritualizar” até a cobiça. Em nome de Deus, e com a máscara da falsa espiritualidade, muitas barbáries e injustiças foram e são realizadas sob a influência do “espírito de Jezabel”; muitas cobiças são alimentadas à custa da destruição de vidas, casamento e famílias” (pr. Altair Germano).

Nunca foi exposta a falsa acusação de blasfêmia levantada contra Nabote perante a assembleia dos anciãos e dos nobres. Este sincero israelita foi apedrejado de acordo com a lei (cf Lv 24:13-16), sob o testemunho de duas pessoas (falsas testemunhas, claro) que teriam presenciado a suposta ofensa (cf Dt 17:6,7). Com o assassinato de Nabote, Acabe se apropriou indevidamente da sua vinha.

É curioso ver que pessoas malignas não adoram ao Senhor nem o temem, mas não se furtam de usar o nome do Senhor para perverter o juízo e cometer atrocidades. Mas lembremo-nos de que Deus não se deixa escarnecer nem deixa seu nome ser usado em vão.

4. Consequência da cobiça de Acabe e Jezabel. Acabe e sua mulher Jezabel muito haviam irado o Senhor por causa da intensa idolatria e da quase substituição do Senhor por Baal como deus nacional do reino do norte. Entretanto, a morte de Nabote, planejada covardemente por Jezabel, motivada pela cobiça do rei Acabe, foi a “gota d’água” da ira de Deus. Por causa disto, Deus sentenciou toda a casa de Acabe à morte (1Rs 21; 2Rs 10:1-14). A sentença do julgamento de Acabe e Jezabel foi transmitida por Elias, o profeta:

Então, veio a palavra do SENHOR a Elias, o tisbita, dizendo: Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, aonde tem descido para a possuir. E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo. E também acerca de Jezabel falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão Jezabel junto ao antemuro de Jezreel” (1Rs 21:18,19,23).

Acabe ainda se recusou a admitir seu pecado contra Deus; em vez de fazê-lo, acusou Elias de ser seu inimigo (cf 1Rs 21:20). É quase impossível que os que se tornam cegos pela cobiça e pelo ódio, enxerguem seus próprios erros.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6:7).

CONCLUSÃO

Todo ato de cobiça além de reprovado por Deus, será também duramente punido por Ele. Assim como Nabote, os que são vitimados por causa de sua obediência a Deus, e diante da cobiça alheia, são por Ele devidamente justificados e vingados. Portanto, todos aqueles que de alguma maneira detém o poder e dele abusam para realizar propósitos pessoais e até malignos, sofrerão consequências desastrosas. De Deus ninguém zomba! A quem muito for dado muito será cobrado.  Pense nisso!

Fonte: ebdweb

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