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terça-feira, 25 de agosto de 2015

9ª lição do 3º trimestre de 2015: A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS



Texto Base: 2 Timóteo 3:1-4,14-16

 
“Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção” (2Pedro 2:12).

 

INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo estava preso num calabouço romano, na sala de espera do martírio. A fornalha da perseguição contra a igreja estava acesa. Paulo dá suas últimas recomendações a Timóteo, um pastor jovem, doente e tímido, sobre como enfrentar vitoriosamente a corrupção dos últimos dias.

Certamente, vivemos os últimos dias da Igreja. São dias difíceis, dias trabalhosos, em que o mundo sofre uma multiplicação do pecado (Mt 24:12) e, como consequência disto, só se vê aumentar o sofrimento do ser humano, a sua progressiva decadência moral e espiritual. Nunca houve, em toda a história da humanidade, uma época semelhante aos dias atuais onde é nítida a ausência de valores, principalmente aqueles que norteiam a dignidade do ser humano: o sentimento, o decoro, a vergonha, a moral, o caráter, o respeito e o temor a Deus, os quais constituem os verdadeiros alicerces para a vida individual e em sociedade.

Entretanto, apesar de toda a corrupção moral e espiritual que incendeia a sociedade atual, ainda se encontra sobre a face da Terra, ainda que não por muito tempo, a Igreja — a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para anunciar as virtudes de Jesus Cristo (1Pe 2:9). Ela tem enfrentado todas estas circunstâncias e continua a dizer que a única solução, a única esperança para o homem é crer em Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador.

I. OS TEMPOS TRABALHOSOS

1. Nos últimos dias (Tm 3:1). “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”.

O apóstolo Paulo, em sua afirmação a seu filho na fé, Timóteo, já no ocaso da sua vida, quando estava preso em Roma, na sua segunda prisão, faz questão de relembrar que a Igreja passaria por momentos difíceis, que ainda não tinham chegado no tempo do apóstolo, o que nos mostra claramente que Paulo não se referia, em absoluto, ao período de perseguição que se apresentava naquele instante, desencadeada por Nero, a primeira das “dez grandes perseguições” que haveria contra a Igreja durante o Império Romano (os “dez dias” de Ap.2:10). O apóstolo apontava para um período futuro na história da Igreja em que os tempos seriam “trabalhosos”.

Ao que parece estamos vivendo esses “últimos dias” referidos por Paulo, pois analisando com cuidado as suas palavras podemos observar que os “últimos dias” da história da Igreja, aqui na Terra, têm características diferentes dos “tempos trabalhosos” enfrentados por esta mesma Igreja em outros períodos da história, no passado, de forma especial, até o advento do chamado tempo pós-moderno.

Nos “tempos trabalhosos” dos “últimos dias Paulo não se refere a perseguições, mártires, prisões, mas de convulsões internas. Ou seja, convulsões dentro ou no seio da própria igreja local. Esses “tempos trabalhosos” seriam caracterizados por um período de apostasia cada vez mais intenso, bem como de uma crescente corrupção moral.

Em 2Tm 3:1-4, são descritas dezoito características de reprovação que iriam caracterizar uma boa parte das lideranças da “Igreja”para depois afirmar que “... os homens maus e enganadores irão de mau para pior, enganando e sendo enganados”(2Tm 3:13). Assim, olhando para a Bíblia, e olhando para o chamado “mundo evangélico” temos a impressão de estarmos vivendo aqueles “últimos dias” referidos por Paulo.

- Nestes “últimos dias”, o mundo tem menos acesso a Deus, porque o que impede a comunicação entre Deus e os homens é o pecado (Is 59:2) e estes “últimos dias” são dias em que o pecado está aumentando sobremaneira (Mt 24:12). Até mesmo as pessoas que tiveram um contato com o Salvador Jesus, que, uma vez receberam o amor de Deus derramado em seus corações (Rm 5:5), terão este amor esfriado, perderão este sentimento.

- Nestes “últimos dias”, o desamor é uma constante e, em virtude disto, os dias são repletos de violência, pois a vida humana é vilipendiada, já que não há amor a Deus e, consequentemente, não há amor ao próximo. O homem é menosprezado e se desenvolve, entre as pessoas, uma verdadeira “cultura da morte”.

- Nestes “últimos dias”, multiplica-se o pecado e, com ele, multiplicam-se os problemas. Sem dar guarida a Deus e ao seu amor, a humanidade acaba correndo de um lado para outro, como ovelhas desgarradas que não têm pastor (Mt 9:36), sem direção, sem qualquer orientação, o que faz com que surjam inúmeros problemas.

- Nestes “últimos dias”, os homens são amantes de si mesmos, sem amor para com os bons (2Tm 3:2,3). São pessoas que só pensam em si próprios e criam condições múltiplas para se servirem do próximo, aproveitarem-se dele e o explorarem o máximo possível.

- Nestes “últimos dias”, o homem não tem a menor preocupação em prejudicar o outro, desde que isto lhe seja conveniente e contribua para que atinja os seus objetivos, objetivos estes que dizem respeito somente a si próprio. A ganância, o prazer, o bem-estar próprio, a satisfação do seu ego, é só isto que é estimulado, incentivado e almejado pelo homem dos últimos dias. Vivemos dias em que toda a ferocidade humana é revelada ao seu próximo. Por isso, os homens são desobedientes a pais e mães, ingratos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, obstinados e orgulhosos (2Tm 3:2-4). As pessoas agem em relação às outras como se estas fossem, há muito tempo, suas inimigas. Vivemos a época da insegurança e do medo indiscriminados.

- Nestes “últimos dias”têm surgido no meio do povo de Deus, enganadores, pessoas que, tendo aparência de piedade, negam, com seus atos, a eficácia dela (2Tm 3:5). Os últimos dias, dizem-nos Pedro e Judas (2Pe 3:3 e Judas 18), são dias em que surgem os falsos mestres, que são os condutores de muitos pelo caminho da apostasia, ou seja, do afastamento deliberado da sã doutrina, do desvio espiritual.

Estes últimos dias” são dias em que os cristãos são tratados como mercadorias, em que há a mercantilização da fé, em que muitos se levantam não para servir a Deus, mas para levar os salvos ao seu próprio serviço, num ultraje nunca antes visto em toda a história da humanidade.

- Estes “últimos dias”, são dias de proliferação de falsas doutrinas, de doutrinas de homens e de demônios, de lutas pelo poder eclesiástico, de escândalos, onde há uma amizade com o pecado e com os deleites humanos e total menosprezo à santidade, à pureza e à sinceridade no propósito de adorar o Senhor.

Veja, a seguir, as dezoito características da humanidade durante os “últimos dias”, exaradas em 2Tm 3:1-4. Nós simplesmente as listamos e damos os sinônimos que explicam o significado de cada uma:

a) Amantes de si mesmos: egocêntricos, presunçosos, egoístas.

b) Avarentos: gananciosos.

c) Presunçosos: jactanciosos, cheios de palavras de orgulho.

d) Soberbos: arrogantes, presunçosos, dominadores.

e) Blasfemos: difamadores, profanos, briguentos, insolentes, grosseiros, arrogantes.

f) Desobedientes a pais e mães: rebeldes, insubordinados, descontrolados.

g) Ingratos: mal-agradecidos, não reconhecedores.

h) Profanos: ímpios, irreverentes, contrários às coisas santas.

i) Sem afeto natural: impiedosos, insensíveis, indiferentes.

j) Irreconciliáveis: implacáveis, contendores, briguentos.

k) Caluniadores: propagadores de notícias maliciosas e falsas.

l) Incontinentes: sem domínio próprio, de paixões descontroladas, dissolutos, devassos.

m) cruéis: grosseiros, sem prestígios.

n) Sem amor para com os bons: odeiam pessoas e coisas boas; são avessos a qualquer forma de bondade.

o) Traidores: traiçoeiros, pérfidos.

p) Obstinados: imprudentes, irredutíveis.

q) Orgulhosos: pretensiosos, presunçosos.

r) Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus: aqueles que amam os prazeres sensuais, mas não a Deus.

2. Falsa aparência (2Tm 3:5). “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

Todos os problemas relatados em 2Tm 3:1-4 não estão descrevendo apenas um mundo ímpio, mas pessoas que se dizem cristãs. As pessoas frequentam a igreja, mas não mudam a vida. Elas fazem profissão e fé no cristianismo, mas suas ações falam mais alto que as palavras. Pelo mau comportamento, elas mostram que vivem uma mentira. Não há uma evidência do poder de Deus em suas vidas. Pode ter havido mudança, mas de fato nunca houve regeneração. O mundo está arruinado porque a espiritualidade está divorciada da vida.

Hernandes Dias Lopes, citando John Stott diz que, na história da humanidade, a religião e a moralidade têm estado mais distantes entre si do que juntas. As próprias Escrituras testificam esse fato de forma inconteste. Os grandes profetas éticos dos séculos VIII e VII a.C. apontaram os pecados de Israel e Judá nesse particular. Amós denunciou o crescimento da religião e da injustiça simultaneamente (Am 2:8). Isaías fez um diagnóstico parecido em Judá (Is 1:14-17).Jesus, em seu tempo, trouxe a lume a hipocrisia dos fariseus (Mt 23:25). Esta mesma falsa aparência ainda grassava entre as pessoas que Paulo está descrevendo em 2Tm 3:5. Evidentemente essas pessoas frequentavam a igreja, cantavam hinos, diziam "amém" às orações e colocavam dinheiro no gazofilácio. Tinham aparência e palavras piedosas, mas eram apenas máscaras, aparência externa sem realidade interna, religião sem moral, fé sem obras. É como se Paulo estivesse descrevendo uma espécie de cristianismo pagão.

Quando olhamos para alguns segmentos da igreja evangélica dos dias hodiernos, constatamos o mesmo problema: crescem em número, mas não em compromisso. Têm carisma, mas não caráter. Mostram números, mas não vida. As pessoas entram para a igreja, mas não são transformadas pelo evangelho. Há iniquidade associada ao ajuntamento solene.

Timóteo é exortado a se afastar de todas essas pessoas – “... destes afasta-te”. Paulo não está ordenando que Timóteo se afaste de todos os pecadores, porque, se assim fosse, precisaria sair do mundo (ler 1Co 5:9-11). Paulo está dizendo que Timóteo não deve ter comunhão com aqueles que se dizem crentes, mas vivem de forma desordenada ou hipócrita.

II. PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência” (RC). “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança”(AA).

Timóteo conhecia bem estes sete aspectos marcantes que caracterizavam esse servo do Senhor. Ele tinha seguido Paulo de perto e pôde testificar que era fiel a Cristo e à sua Palavra.

1. Um obreiro exemplar (2Tm 3:10). Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino...”. O apóstolo Paulo — outrora perseguidor do evangelho e dos seguidores de Cristo, fariseu respeitado, mas ignorante acerca da verdade e defensor ardoroso da Lei de Moisés — tornou-se um dos maiores exemplos de fé, amor e fidelidade ao cristianismo. Seu caráter era demonstrado por sua conduta exemplar. Em evidente contraste à situação daquela época de declínio dos costumes morais, religião inautêntica e propagação de falsas doutrinas, Timóteo é chamado a ser diferente. Timóteo estava rodeado de falsos mestres. Por isso, deveria seguir o exemplo fiel de Paulo.

2. Modo de viver/procedimento. “... modo de viver...”. O modo de viver, ou conduta, de Paulo era irrepreensível; era coerente com a mensagem que ele pregava. Às vezes, de brincadeira, ouvimos alguém dizer: “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”. Não era assim com o apóstolo Paulo. Ele pôde apresentar sua vida como modelo de devoção a Cristo e sua causa. Toda a sua vida depois da conversão foi dedicada à tarefa de apresentar aos outros um esboço do que o cristão deve ser. Deus salvou Paulo com a finalidade de mostrar ao mundo, pelo exemplo de sua conversão, que o que fez na vida dele também pode e fará na vida de outros. E nós? Será que estamos servindo de exemplo àqueles que foram salvos pela sua graça? Que assim seja.

Precisamos de líderes que sirvam de modelo para os mais jovens. Precisamos de pessoas que falem a verdade e vivam a Verdade.

3. Propósito (intenção), fé, longanimidade, amor e paciência. “... propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança”.

- O propósito de Paulo era se afastar da doutrina do mal e testemunhar o evangelho da graça, ainda que isso lhe custasse a própria vida (At 20:24).

- A fé pode significar a confiança de Paulo no Senhor ou sua fidelidade pessoal. Timóteo o conhecia como alguém completamente dependente do Senhor e ao mesmo tempo honesto e digno de confiança.

- A longanimidade de Paulo foi provada pela sua atitude em relação aos perseguidores e críticos e pelos sofrimentos físicos.

- Quanto ao amor, despojava-se de si mesmo para se dedicar ao Senhor e ao próximo. Quanto menos amado era, mais determinado estava a amar.

- Sua paciência diante das reações hostis sofridas por todos os recantos por onde passava era notória.

- Perseverar quer dizer literalmente “manter-se alegre diante das dificuldades”, eperseverança exige força e coragem.

III. O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS (2Tm 3:14-17)

14- “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido”. 15 - “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”. 16- “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”, 17 - “para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”.

1. O valor do ensino bíblico. O ensino da Palavra de Deus, na igreja local, é indispensável e de fundamental importância, por isso deve ser contínuo. Depois da evangelização, vem o discipulado dos novos convertidos, mas o discipulado não deve ser visto como apenas algumas lições bíblicas. Ninguém deixa de ser discípulo pela idade ou por tempo de serviço. O discipulado cristão é para toda a vida. Na igreja do primeiro século o exercício deste ministério era contínuo. Diz o texto bíblico: "E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar..." (At 5:42). Sem o ensino, os crentes ficam sem o conhecimento indispensável ao seu crescimento na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. 2Pe 3:18).

Paulo não mediu tempo para ensinar os crentes da igreja primitiva. Ele foi um exemplo de dedicação e persistência no ensino das Escrituras. Ele disse: “como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas”(At 20:20). Em Trôade, ministrou aos irmãos até altas horas – “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos como o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia seguinte, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite”(At 20:7,8). Nem o incidente que aconteceu com o jovem Êutico lhe arrefeceu o entusiasmo e o ardor doutrinário – “Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva”(At 20:11). O ardor pelo ensino também aconteceu em Antioquia  - “todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente”(At 11:26). Também em Corinto Paulo permaneceu “um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus”(At 18:11b).

Pedro também era persistente e insistente no ensino: “Pelo que não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais e estejais confirmados na presente verdade”(2Pe 1:12). Ele sabia que os crentes aos quais a sua carta foi enviada já possuíam certeza dos ensinos fundamentais, porém dava instrução contínua. Pedro sabia que em breve partiria para a glória(2Pe 1:14), e seu desejo era que, após a sua partida para estar com o Senhor, o ensino bíblico estivesse na mente de todos(2Pe 1:15).

O Israel do Antigo Testamento se apostatou da fé em Deus porque deixou de conhecer a Jeová. Por causa disso o Senhor destruiu Israel espalhando-o por todo o mundo. O Senhor lamentou essa situação: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”(Oséias 4:6). E conhecimento não se adquire sem um ensino persistente e inspirado pelo Espírito Santo. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário. Quando o ensino não é cuidadoso, paciente e dedicado, há grande prejuízo para as novas gerações.

2. Combatendo o “espírito do Anticristo” com a Palavra de Deus. Apesar de o Anticristo surgir em carne e osso muito em breve, o espírito do Anticristo já está presente na terra, conforme 1João 2:18-19"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.

Em 1João 4:2-4, é confirmado que o espírito do anticristo já está presente hoje, e nos ensina como saber se um espírito é de Deus mesmo ou não: "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus. E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo”.

O espírito Anticristo está presente neste mundo e podemos detectar a sua ação em todas as partes. Todos os seguimentos da sociedade estão batizados neste terrível espírito maligno. Ele está tomando conta de corações em todos os cantos deste mundo, inclusive de muitos que cristãos dizem ser.

Muitas “igrejas” que outrora eram sustentadas por verdades fundamentais das Escrituras, hoje se encontram totalmente rendidas aos ensinos deste espírito enganador. Pouco a pouco, comunidades inteiras vão se rendendo aos encantos do espírito do anticristo. Urge um avivamento!

Observe alguns dos “instrumentos” utilizados por Satanás nestes últimos dias contra o rebanho do Senhor:

a) O relativismo. Segundo o relativismo nada pode ser definitivamente certo, pois, a verdade está sujeita a fatores aleatórios, ou subjetivos. Assim, os princípios éticos e morais variam de lugar para lugar, pois, estão sujeitos às circunstâncias culturais, políticas e históricas. É claro que o relativismo contrasta com as verdades proclamadas pela Bíblia Sagrada. A Bíblia fala de valores absolutos e imutáveis válidos e aplicáveis em qualquer parte da Terra, pois, a doutrina bíblica se apoia em dois princípios: imutabilidade e universalidade. Por estes dois princípios a doutrina não sofre a ação do tempo e nem do espaço. Pelo princípio de imutabilidade é que nós estamos ensinando, hoje, a mesma doutrina bíblica que os apóstolos ensinaram; ela não mudou e nem mudará; ela é verdadeira e absoluta. Pelo Princípio da Universalidade, onde houver um homem, em qualquer lugar da terra, a doutrina bíblica é válida para ele. O que a Bíblia definir como sendo pecado, será pecado em toda a Terra. Assim, os princípios éticos e morais que o relativismo afirma mudar de lugar para lugar, pela Bíblia eles são imutáveis.

b) Leis infames. Os poderes legislativos vêm aprovando leis, de iniciativa do poder executivo, que vão de encontro os princípios morais exarados na Bíblia Sagrada. Isso é uma afronta ao Deus Todo Poderoso. O Brasil tem tomando um rumo perigoso. Os líderes da nação, em seus variados poderes, estão afrontando e escarnecendo da Lei de Deus. Leis infames e injustas que aprovam o que Deus condena estão tendo o apoio até do Judiciário. Leis que criminalizam e preveem a prisão daqueles que usam textos da Bíblia para falar contra o homossexualismo; leis que querem legalizar o uso de drogas e a prática do aborto. Certamente, nuvens negras baixam sobre nosso país. É hora de clamar e orar para que Deus tenha misericórdia de nossa nação.

CONCLUSÃO

Estudamos nesta Aula que o plano do adversário da Igreja é promover movimentos contrários à sã doutrina, de tal forma que a corrupção moral e espiritual encontre espaço no meio da comunidade cristã. Os "tempos trabalhosos" a que Paulo se referiu seriam acentuados nos últimos dias que antecedem a volta de Jesus. Desta feita, a igreja precisa se voltar para a Palavra de Deus, pois ela é o guia seguro para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais.

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

7ª lição do 3º trimestre de 2015: EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO


Texto Base: 2Tm 1:3-8; 2:1-4

 
“[...] porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm 1:12).

 
INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo das “Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais”, estudaremos a partir desta Aula a respeito da Segunda Epístola de Timóteo. Esta é a última carta de Paulo, escrita na penumbra do martírio. Era um tempo de graves ameaças à fé cristã. De um lado, o fogo da perseguição soprava com indomável violência. Por outro lado, o assédio dos falsos mestres era assaz audacioso. Muitos crentes estavam abandonando as fileiras do evangelho. Outros esquivavam-se de qualquer ligação com o apóstolo Paulo, o qual estava preso como um malfeitor, sob pesadas acusações, numa insalubre masmorra romana, na antessala do martírio. Apesar de estar velho e cheio de cicatrizes, tendo de suportar o rigor do inverno e o abandono de muitos amigos, Paulo não está, prioritariamente, preocupado consigo mesmo, mas em manter acesa a chama da fé e incontaminado o evangelho de Cristo para as gerações pósteras. O evangelho é maior que os obreiros. Estes passam; o evangelho permanece.

Diante de um mundo que marcha resoluto rumo à mais desavergonhada corrupção, Timóteo deve permanecer fiel às Escrituras, pois são inspiradas por Deus e úteis para levar o povo de Deus à maturidade. A igreja se alimenta da Palavra e cumpre sua missão por intermédio dela. Longe de ser levado pelas ondas revoltas da impiedade ou abraçar as sedutoras novidades, Timóteo deve manter-se firme nas mesmas verdades que aprendera desde sua infância. O evangelho é insubstituível. É sempre atual. Sempre vivo. Sempre poderoso. Sempre eficaz. Podemos, então, dizer como disse o apóstolo Paulo: “Eu sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12)?

I. ORAÇÕES E AÇÃO DE GRAÇAS (2Tm 1:3-5)

1. “Ao amado filho” (2Tm1:2). Aqui, Paulo reafirma seu profundo amor por Timóteo. Apesar de Paulo se referir a Timóteo como “amado filho”, não se pode provar que Timóteo tenha se convertido por meio do ministério de Paulo. O primeiro encontro deles registrado está em Atos 16:1, em que Timóteo já é descrito como discípulo antes de Paulo chegar a Listra. De qualquer forma, o apóstolo o via como um “amado filho” na fé cristã. “Paulo sabia que logo morreria, talvez por isso, tenha demonstrado, de uma forma tão intensa e emotiva, sua afeição e amor por Timóteo. Isso nos mostra que o líder precisa ter afeição, amor e saber demonstrá-los por aqueles que estão ao sue lado, cooperando na obra do Senhor”.

Em 2Tm 1:3, Paulo fala das incessantes intercessões por Timóteo em suas orações de noite e de dia – “...porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia”. Sempre que se dirigia ao Senhor em oração, o grande apóstolo se lembrava de seu querido e jovem colega de trabalho e colocava o nome dele diante do trono de graça. Paulo sabia que seu tempo de serviço se esgotava rapidamente e que Timóteo seria deixado só, humanamente falando, para executar seu testemunho de Cristo. Ele sabia das dificuldades que esse jovem guerreiro da fé enfrentaria e, então, orava continuamente por ele. “Precisamos de pastores que conheçam a intimidade de Deus pela oração e sejam exemplo de piedade para o rebanho”.

2. A sensibilidade de Paulo (2Tm 1:4). “Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria.

Estas palavras mostram que Paulo sentia uma nostálgica saudade de ver Timóteo. Isto é, sem dúvida, um sinal especial de amor e de estima e que traduz expressamente a graça, a ternura e a humildade de Paulo.

Paulo se lembrava das lágrimas de Timóteo quando da despedida deles. Suas lágrimas deixaram uma profunda impressão em seu velho colega de serviço. Alguns estudiosos sugerem que isso ocorreu quando Paulo fora apartado dele pela polícia ou pelos soldados romanos, provavelmente quando Paulo foi preso e levado a Roma para o seu segundo aprisionamento. Paulo não poderia se esquecer e desejava estar com Timóteo de novo para que ele pudesse transbordar de alegria. Ele desejava muito ver Timóteo outra vez, de modo que mais de duas vezes nesta carta ele pediu que Timóteo fizesse o possível para vir vê-lo logo (cf 2Tm 4:9,21). Hoje, infelizmente, os relacionamentos estão cada vez mais escassos e tímidos. Alguém disse: “corações sem lágrimas jamais podem ser mensageiros do amor. Quando nossa compaixão perde o calor, deixamos de ser servos do amor”.

3. A fé de Timóteo (2Tm 1:5). “Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti”.

Timóteo era um jovem obreiro de caráter exemplar. Sua fé era sincera, verdadeira e não usava máscaras. Era uma “fé sem fingimento”. Observe que é dito que a fé habitou em Lóide e Eunice. A fé não estava nelas como visitante ocasional, mas como moradora permanente. Paulo estava certo de que assim também era com Timóteo. Era a fé não fingida que Timóteo sustentaria, apesar de todas as lutas que teria de enfrentar por causa dela. A educação familiar de Timóteo serve de modelo para as famílias cristãs atuais.

II. A CONVICÇÃO EM DEUS (2Tm 1:6-14).

1. “Despertes o dom de Deus” (2Tm 1:6). “Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos”.

Timóteo é incentivado a reativar o dom de Deus que há nele. Não nos é relatado que dom de Deus é esse. Alguns entendem ser uma habilidade especial conferida pelo Senhor para alguma forma de serviço cristão, como, por exemplo, o dom de evangelizar, pastorear ou de ensinar. Parece claro que Timóteo foi chamado para o serviço cristão e a ele foi concedida habilidade especial (vide 1Tm 4:14).

Em vez de pedir a Timóteo que reacendesse um fogo apagado, Paulo o estava estimulando a atiçar um fogo que já estava aceso, para mantê-lo ardendo em labareda viva. Timóteo não precisava de novas revelações ou novos dons; ele precisava apenas “atiçar” o dom que já tinha recebido, como também ter coragem e autodisciplina para se apegar à verdade nos dias vindouros (vide 2Tm 1:13,14). Ele não deveria desanimar com o fracasso geral ao seu redor (cf 2Tm 1:7). Nem se tornar profissional no serviço ao Senhor e cair em uma confortável rotina. Ao contrário, ele deveria se preocupar em usar cada vez mais seu dom à medida que os dias se tornassem cada vez mais sombrios (2Tm 1:8). Quando Timóteo usasse este dom, o Espirito Santo estaria com ele e lhe daria poder. Deus nunca nos dá uma tarefa sem nos capacitar para realizá-la.

Esse “dom” foi concedido a Timóteo “pela imposição das mãos” do apóstolo Paulo. Isso não deve ser confundido com o ritual de ordenação praticado hoje nas convenções de obreiros. O significado é exatamente o que as palavras expressam, isto é, que o “dom” foi concedido a Timóteo no momento em que Paulo impôs as mãos sobre ele. O apóstolo foi o canal pelo qual o dom foi outorgado.

2. “Espírito de fortaleza, e de amor, de moderação” (2Tm 1:7). “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”.

Parece que Timóteo estava enfrentando uma grande oposição à sua mensagem e à sua liderança (veja 1Tm 4:12). Talvez Timóteo se sentisse intimidado, irado e até mesmo desamparado, face à oposição dos falsos ensinadores. Qualquer que fosse o grau das suas dificuldades, Paulo incentivou a ousadia de Timóteo, lembrando-o do seu chamado e do seu dom (2Tm 1:6). O medo paralisa e acaba por neutralizar as nossas ações em favor da obra de Deus. O Espírito Santo nos ajuda a superar o medo e nos encoraja a prosseguir. Por isso, o líder precisa ser alguém cheio do Espirito Santo (Ef 5:18).

Paulo, a despeito de estar na antessala do martírio, lembra a Timóteo que:

- “Deus não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza...”. Uma força ilimitada está à nossa disposição. Por meio da capacidade do Espírito Santo, o cristão pode servir bravamente, resistir pacientemente, sofrer vitoriosamente e, se necessário, morrer gloriosamente.

- “Que Deus não nos deu espírito de temor, mas de...amor...”. É o nosso amor por Deus que expulsa o medo e faz com que nos entreguemos voluntariamente a Cristo a qualquer preço. É o amor pelos nossos semelhantes que nos estimula a suportar todos os tipos de perseguições e retribuí-los com brandura.

- “Que Deus não nos tem dado espírito de temor, mas de…moderação” ou disciplina. Deus nos deu um espírito de autocontrole e de autodomínio. Devemos ser discretos e não agir sem refletir, de maneira precipitada ou tola. Independente das circunstâncias adversas, devemos cultivar um juízo equilibrado e comportarmos sobriamente.

Nós podemos ficar impressionados com um líder que exibe ousadia e poder, mas sem amor ou domínio próprio, esse líder não passa de um “valentão”.

3. Apóstolo dos gentios (2Tm 1:11). “Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”.

Para proclamar o evangelho glorioso, referido em 2Tm 2:8-10, Paulo sofreu prisão e solidão, mas não hesitou em declarar a verdade de Deus. Nenhum temor por sua segurança pessoal fechou-lhe a boca. Agora, mesmo aprisionado em uma cela insalubre, ele não se envergonhava, porque sabia em quem tinha crido e estava certo de que Cristo é poderoso para guardar o seu tesouro até àquele Dia (2Tm 1:12). E ele pede a Timóteo que “não se envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho [...] para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios” (2Tm 1:8-11).

Paulo diz que foi designado pregador, apóstolo e doutor (ou mestre) do evangelho. Pregador é o mensageiro que tem por função proclamar publicamente uma mensagem. Apóstolo é aquele que foi divinamente enviado, preparado e autorizado. Doutor (ou mestre) é quem tem como função doutrinar os outros, explicar a verdade de forma compreensível para que possam responder pela fé e obediência. A expressão “doutor dos gentios” enfatiza o seu ministério especial para as nações não-judaicas.

Concordo com o argumento de John Stott “de que hoje não temos mais apóstolos. A igreja apostólica é aquela que segue o ensinamento dos apóstolos. Hoje, temos pregadores e mestres, aqueles que proclamam e aqueles que ensinam o evangelho anunciado pelos apóstolos” (Stott, John. Tu, porém: a mensagem de 2Timóteo, p. 33).

III. UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO (2Tm 2:1-13)

1. O fortalecimento na graça (2Tm 2:1). “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”.

À época de Timóteo viver como cristão era um grande desafio. Havia uma crudelíssima perseguição política, uma invasora perturbação dos falsos mestres e uma debandada geral dos crentes. Num cenário tão cinzento, Timóteo, que era jovem, tímido e doente, não poderia permanecer firme sem uma capacitação da graça. A graça não está em Paulo nem na igreja, está em Cristo Jesus. Não há vida cristã vitoriosa sem poder sobrenatural. Esse poder não vem da terra, mas do céu; não vem dos talentos humanos, mas da graça de Cristo Jesus. Jesus já havia deixado isso claro: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Paulo também já havia escrito: “A nossa capacidade vem de Deus” (2Co 3:5). Portanto, a capacitação do obreiro, não vem do conhecimento intelectual nem da influencia, vem da graça que está em Cristo Jesus. Os recursos para a realização do ministério não estão em nós mesmos, estão em Cristo. Dele emana todo o poder. Ele é a fonte de toda a capacitação.

2. Soldado de Cristo (2Tm 2:3). “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”.

O apóstolo Paulo neste texto mostra o soldado como uma figura do cristão. Ele já havia ensinado que a vida cristã é uma luta sem trégua contra os principados e potestades e que, por essa razão, todo cristão deve estar revestido com a armadura de Deus, equipado com as armas espirituais.

“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”. O serviço do Senhor é bastante duro; não é um papel indicado para qualquer pessoa. Pelos relatos exarados nas Escrituras Sagradas, parece que as pessoas que são mais usadas por Deus como instrumentos na obra dEle passam por grandes aflições. Não é de admirar então que Paulo exortasse Timóteo para que se fortalecesse a fim de passar por tribulações: Sofre, pois, comigo, as aflições...”.

Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes, a vida cristã não é um parque de diversões, mas um campo de batalha. O obreiro não é um turista, mas um soldado. Não vive buscando deleites e prazeres, mas está pronto a sofrer. Muitas vezes, o papel do soldado é colocar seu corpo como parede viva entre o inimigo e aqueles a quem ele ama. É sacrificar-se por aqueles a quem defende. Não há ministério indolor. Não há vida cristã sem sofrimento. Não há cristianismo genuíno sem dor. Sua fidelidade a Cristo certamente lhe acarretará oposição e escárnio.

A palavra de Deus desmente as doutrinas de ''parar de sofrer'', que são promulgadas por determinadas igrejas de nossa época. A realidade das duras provações na vida cristã tem assustado vários discípulos que ficam abalados ao ponto de deixar de trabalhar para o Senhor.

3. O lavrador (2Tm 2:6). “O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos”.

Somente o lavrador que trabalha irá gozar dos frutos do seu trabalho: uma boa colheita. O lavrador sabe que as sementes não se plantam sozinhas; a colheita não irá andando até o celeiro. O lavrador precisa ir ao campo para plantar as sementes, regá-las, protegê-las, arrancar as ervas daninhas, e, finalmente, fazer a colheita. O lavrador não apenas tem o direito aos frutos, mas lhe cabe o privilégio das primícias. Ele não apenas semeia com lágrimas, mas colhe com júbilo.

A que colheita Paulo se refere? Primeiro, pode ser à colheita da santidade. Se semearmos no Espírito, colhemos o fruto do Espírito e avida eterna (Gl 5:22; 6:8). Segundo, à colheita de conversões. Cabe ao agricultor semear e regar e compete ao Senhor dar o crescimento (1Co 3:6,7). Quando o semeador semeia com lágrimas, volta com júbilo, trazendo os seus feixes (Sl 126:5,6).

Nenhum lavrador preguiçoso consegue resultados abundantes na lavoura. Dizem as Escrituras: “O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra” (Pv 20:4). Ainda diz a Palavra de Deus “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruinas” (Pv 24:30,31).

Há muitos obreiros que fazem a obra do Senhor relaxadamente. Aquele que exerce o ministério deve fazê-lo com excelência, e isto precisa ser demonstrado tanto no caráter pessoal quanto no exercício de sua função.

CONCLUSÃO

Não importa a dureza dos momentos aqui, são leves e momentâneos em comparação com a"glória eterna que pesa mais do que todos eles" (2Co 4:17). Que aprendamos com o apóstolo Paulo a suportar sofrimentos sem queixa, e que possamos expressar como ele: “por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm 1:12).

Fonte: ebdweb