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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

1ª lição do 1º trimestre de 2016: ESCATOLOGIA, O ESTUDO DAS ÚLTIMAS COISAS”.



“... O Espírito da verdade... vos anunciará as coisas que hão de vir”(João 16:13).

O termo Escatologia deriva do grego “eschatos”=último. E “logia”=trato ou estudo. Logo, Escatologia é o estudo (ou tratado) das últimas coisas. É o ensino a respeito das profecias relacionadas com o término da dispensação da Igreja e os fatos subsequentes até o final da história humana.

A Doutrina das Últimas Coisas tem como profecia-chave, como elemento de base, a revelação feita por Deus, através do anjo Gabriel, ao profeta e grande estadista Daniel, conhecida como a “Profecia das Setenta Semanas”, que se encontra em Dn 9:24-27. É a partir desta revelação que se deve estruturar todo o estudo das últimas coisas.

COMO ESTUDAR A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

a) recorrendo à Bíblia. Onde está a verdade divina sobre o mundo e sobre o futuro da humanidade? Na Palavra de Deus. Para que tenhamos um entendimento correto da Escatologia, precisamos nos ater à Bíblia. Ela é a verdade insofismável, mas ela precisa ser corretamente manejada, corretamente estudada e interpretada (ver 2Tm 2:15). Um estudante comprometido com Deus não desprezará a história quando estudar as últimas coisas, mas terá as Sagradas Escrituras como sua principal fonte de pesquisa. O apóstolo Pedro teve o cuidado de explicar essa questão quando escreveu: “E temos mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça em vosso coração” (2Pe 1:19). Na verdade, o apóstolo fortalece a ideia da origem divina das Escrituras e de suas profecias futurísticas. 

b) orando constantemente em profunda reverência. Sabemos que a Bíblia é o livro que traz toda verdade divina sobre o futuro, porém, é importante entendermos que ela é um livro de revelações; portanto, para entendê-la precisamos orar constantemente ao Senhor em profunda reverência, pedindo que Ele nos ajude a entender as suas verdades sagradas. Não pense você que pode entender a Palavra de Deus, só porque é antigo na fé, porque é culto, porque é jovem ou porque tem uma infinidade de cursos. Paulo escrevendo aos coríntios disse: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2:9). O apóstolo está tentando nos mostrar que não se pode compreender as coisas de Deus pelo mundo dos sentidos. Assim, se queremos entender melhor a Doutrina das Últimas Coisas devemos orar ao Deus de toda revelação.

c) evitando as especulações e as vãs sutilezas da falsa hermenêutica. O conhecimento especulativo é aquele produzido pelo intelecto humano (ver 1Co 2:14). Especular é querer saber apenas por saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a vida a Ele, e muito menos de obedecer à sua vontade. Há muita diferença entre “amar a sua vinda” (2Tm 4:8), e especular sobre a vinda de Jesus ou sobre o futuro. A história mostra alguns exemplos negativos de pessoas que procuraram especular sobre o futuro e se decepcionaram. William Miller, por exemplo, depois de algumas especulações tentou fixar a data da volta de Cristo para o ano de 1843, foi um fracasso; Russel, por sua vez, depois de suas especulações, começou a profetizar que a Batalha do Armagedom seria em 1914. Profetizou que até esse ano viria um tempo de tribulação tal qual nunca houve desde que há nação; seria estabelecido o reino de Deus; os judeus seriam restaurados, os reinos gentios seriam quebrados em pedaços como vaso de oleiro, e os reinos deste mundo se tornariam os reinos de nosso Senhor e do seu Cristo. Chegando o referido ano, nada aconteceu.

Neste ano de 2015 tivemos vários exemplos negativos de falsos profetas que procuraram especular sobre a destruição da Terra, sobre o juízo final, o que não aconteceu, para decepção dos mesmos e dos seus incautos e indoutos seguidores.

Todas as heresias e aberrações doutrinárias são provenientes de especulações e interpretações errôneas da Bíblia e significados diferentes às palavras básicas da fé cristã. Por isso devemos ter muito cuidado com especulações e interpretações bíblicas.

d) esperando com alegria a manifestação do Senhor da glória. A Doutrina das Últimas Coisas, por fim, dá ao crente o que Pedro denominou de ”ânimo sincero”(2Pe 3:1). Quando o crente tem consciência das coisas que devem acontecer, não há como deixar de o crente ter ânimo, pois sabe que o Senhor é o dono de todas as coisas para todo o sempre. Como diz Pedro, quando lembramos dos ensinos a respeito da vinda do Senhor, compreendemos quem são os apóstatas e não nos deixamos levar por eles, tendo nossa confiança apenas em Deus. Suportamos as afrontas, os sofrimentos e as perseguições e caminhamos, com muita esperança e alegria, ao encontro do Senhor. Por isso, a palavra do crente que conhece Escatologia só pode ser a veiculada por Paulo: ‘Maranata’, ou seja, ora vem, Senhor Jesus!

2. “SINAIS QUE ANTECEDEM A VOLTA DE CRISTO”.


“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores” (Mt 24:7,8).

Ao falarmos dos sinais da volta de Jesus, nossas mentes, naturalmente, voltam-se para o início do maior sermão proferido por Jesus em seu ministério, o chamado “sermão escatológico”, “sermão profético” ou “sermão do monte das oliveiras”, sermão que Jesus proferiu a seus discípulos no monte das oliveiras, na última semana antes da sua morte na cruz do Calvário. Esse sermão está registrado nos chamados evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas): Mt 24 e 25; Mc 13 e Lc 21:5-36. Foi nesse sermão que Jesus deixou mais claro os episódios relativos às últimas coisas.

Jesus cita vários sinais que caracterizarão o transcurso inteiro dos últimos dias e que se intensificarão à medida que o fim de todas as coisas se aproximar:

- Os falsos profetas e os liberais religiosos dentro das igrejas locais aumentarão e enganarão a muitos (cf Mt 24:4,5,11).

- Muitas guerras, fome e terremotos (cf. Mt 24:6,7) serão “o princípio de dores” (Mt 24:8) da nova era messiânica que se aproxima.

- O povo de Deus será severamente perseguido, à media que o fim se aproxima, e muitos abandonarão a sua lealdade a Cristo (Mt 24:9,10).

- O desrespeito pelos mandamentos de Deus, a violência e o crime aumentarão rapidamente, e o amor natural e o afeto na família diminuirão (Mt 24:12; cf Mc 13:12; 2Tm 3:3).

Um dos grandes sinais da volta de Cristo é o renascimento de Israel como nação soberana. E o Senhor deixou-nos um alerto sobre este fato:

“Olhai para a figueira e para todas as árvores, quando já tem rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está o verão (Lc 21:29,30).



A figueira, que é Israel, está agora mesmo brotando em cumprimento à Palavra de Deus. Esta nação milenar é como o relógio de Deus a revelar “o horário” em que nos encontramos dentro da presente dispensação da graça (Ef 3:2). Particularmente, o retorno dos Judeus à sua pátria, depois de quase vinte séculos e a retomada de Jerusalém em 1967, constitui um extraordinário sinal de que estamos vivendo no “tempo do fim”, nos dias que antecedem a volta em glória do Senhor Jesus Cristo.

Somos a geração que, após 2.000 anos, vê Israel sendo uma nação e Jerusalém como sua capital. Esta data marca o início do período da igreja que entrará na plenitude, é o tempo da chuva serôdia. Sobre isto Jesus disse:

“Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24:32-35).

O profeta Zacarias prediz algo bastante interessante sobre um fato exclusivo e inédito na história:

"E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todos os povos da terra" (Zc 12:3).

É o que estamos vendo hoje: o mundo todo sofrendo por causa de Jerusalém. Os árabes possuem mais de 99% das terras do Oriente Médio. Israel com uma área de 20.000 quilômetros quadrados, tem menos de 1%. No entanto, onde está a real causa do conflito: Jerusalém. Qual a real intenção árabe: a destruição do Estado de Israel e de seu domínio sobre Jerusalém, algo necessário para a volta de Jesus. 

Há um Deus por trás da história, e Israel é quem melhor espelha isto. A fidelidade de Deus para com Israel é fruto de sua aliança com Abraão. Deus prometeu isto a Abraão e Ele não muda.

A história de Israel é totalmente vinculada a Jesus. A partir de Abraão Deus formou a genealogia de Jesus. A restauração da Nação após o exílio babilônico era o cenário para a vinda de Jesus. E a restauração atual é o cenário para a volta de Jesus.

Não estamos aqui dizendo que tudo que Israel faz é certo, mesmo porque Deus está preparando-o para tratar com seus pecados. Mas Deus é o Senhor Todo-Poderoso e Sua Palavra se cumpre cabalmente.

Satanás odeia a realidade da restauração de Israel como nação que finalmente receberá Jesus como Messias em Seu retorno, e a nação que será o quartel-general terreno de Cristo.

À medida que nos aproximamos da Segunda Vinda de Cristo, devemos entender que a fúria de Satanás contra a Igreja e contra Israel irá crescer exponencialmente. A nação de Israel é o relógio de Deus. Fique de olho!

Os sinais são uma prova de que Deus está no pleno controle da história da humanidade e que tudo está acontecendo segundo a sua vontade, o que fortalece a nossa fé em Deus, pois sabemos, através destes sinais, que Deus é soberano e fiel e que, portanto, não faltará com as suas promessas feitas a nós e que, brevemente, estaremos com Ele na glória, que é a nossa esperança e razão de viver.

Há uma recomendação clássica na Epístola aos Hebreus, que devemos atentar:

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” (Hb 10:25).

3. “ESPERANDO A VOLTA DE JESUS”.



“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”(Tt 2:13).

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1:3)

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1João 3:2,3).

A esperança de que nosso Senhor logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o SENHOR” (1Ts 4:17), é a bem-aventurada esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13:11; 1Co 15:51,52; Ap 22:12,20).

Infelizmente, muitos crentes têm negligenciado e deixado de esperar a volta de Jesus. Uma vida cristã sem esta esperança é uma vida sem alento, sem perspectiva da eternidade, uma vida que passa a ser perigosamente envolvida com as coisas deste mundo e que tem grande probabilidade de ser sufocada por estas mesmas coisas, como ocorreu com a semente que brotou entre os espinhos (Mt 13:22).

Esta atitude de negligência, de pouca atenção à volta do Senhor é exatamente o estado de espírito que caracterizará o mundo no tempo do Arrebatamento, pois assim foi predito nas Escrituras. Jesus disse que as pessoas estariam despercebidas assim como a geração do dilúvio e a geração de Sodoma e Gomorra, que estavam completamente indiferentes ao tempo da iminente destruição de que foram vítimas (Mt 24:37-39; Lc 17:28-30).

Quem espera Jesus, sabe que ele pode vir a qualquer momento (Mt 24:44) e que devemos estar separados do pecado, pois só quem estiver em comunhão com o Senhor, lavado e remido no sangue do Cordeiro, poderá ser arrebatado. Quem não seguir a santificação, não verá o Senhor (Hb 12:14). Só os limpos de coração verão a Deus (Mt 5:8).

Uma das consequências mais imediatas de uma vida de negligência com relação à volta do Senhor foi ensinada por Jesus, quando Ele narrou a parábola dos dois servos (Mt 24:45-51). O que caracteriza o mau servo é a certeza de que "o senhor tarde viria" e, por causa disto, passa a espancar os conservos, a comer e a beber com os beberrões, com pessoas que se embriagam, que não têm uma conduta aprovada diante de Deus, ou seja, que se mistura com os pecadores, com os desregrados e os dominados com os vícios. O pecado é o fator que nos distancia de Deus (Is 59:2); é o elemento que impedirá que muitos crentes sejam arrebatados naquele dia (Mt 24:12).

4. “ESTEJA ALERTA E VIGILANTE, JESUS VOLTARÁ”.



Mateus 24:42-44:

42. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

43. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.

44. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.

Mateus 25:13:

“Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” .

A atitude que Jesus espera de cada crente com relação à sua vinda não é outra senão a vigilância - "E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai" (Mc 13:37). Estar vigilante é estar atento, é estar prestando atenção a todos os acontecimentos, a tudo que ocorrem à sua volta, buscando ver nisto os sinais da proximidade da vinda de Jesus.

O crente deve vigiar – para não cometer o erro do servo mau.

Porém, se aquele mau servo disser consigo: o meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos e a comer, e a beber, com os bêbados, virá o senhor daquele servo num dia em que ele o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes”(Mt 24:48-51).

Não se diz que era um estranho, nem que estava lá fora. Ele estava na “casa do seu senhor”, junto com os outros servos, mas não era, apenas, um servo comum.

O mau servo cometeu um erro de cálculo: “... o meu senhor tarde virá”. Sabia que viria, porém, pensava que demoraria.

O Senhor Jesus, nesta parábola, deixou-nos esta séria advertência: “Virá o Senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que não sabe”.  Esta advertência se destina hoje a cada um de nós, a fim de que não venhamos a cometer o erro daquele mau servo.

O servo mau sabia que o seu senhor viria, porém, não pensava que seria hoje o dia da sua vinda. Não basta saber que Jesus vem. É preciso viver cada dia como se fosse o Dia da sua Vinda. Estarás tu vigiando, quando Jesus vier?

O Crente Deve Vigiar – para não cometer o erro dos “escarnecedores”.

Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”(2Pe 3:3-4).

Um dos sinais da Vinda de Jesus é, exatamente, a incredulidade, ou a falta de esperança quanto a sua vinda.

Os “escarnecedores” mencionados pelo Apóstolo Pedro, não estão, por certo, entre os não evangélicos; estes nada sabem sobre a Vinda de Jesus; eles estão entre aqueles que deveriam estar vigiando e esperando sua Vinda. Esta incredulidade pode ser contagiante.

Faz-se necessário vigiar, e crer que o Senhor Jesus, realmente, virá. Assim, se algum “escarnecedor” levantar dúvidas e perguntar: “onde está a promessa da sua vinda?”, possamos estar atentos para responder, com convicção, que a “promessa da sua Vinda” está confirmada pelas próprias palavras ditas por Jesus, enquanto homem, aqui na Terra, quando afirmou: ”E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”(João 14:3).

O Crente Deve Vigiar – para não incorrer no erro das “virgens loucas”.

As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo”(Mt 25:3).

As virgens loucas, tal como as virgens prudentes, estavam esperando o Noivo, e criam que ele viria, porém, não estavam preparadas para recebê-lo.

Não basta estar esperando e crendo que Ele virá; é preciso estar preparado para Sua Vinda. As virgens loucas não estavam.

Não basta esperar; é preciso esperar vigiando para não permitir que se sujem nossas vestes espirituais, conforme exige a Palavra de Deus: “Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”(Ec 9:8).

Não basta saber que Jesus vem e dizer que está esperando pela sua Vinda. É necessário, também, estar preparado!

5. “O ARREBATAMENTO DA IGREJA”.



1Tessalonicenses 4:16,17:

16. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;

17. depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

O Arrebatamento da Igreja é o acontecimento que porá fim à dispensação da Igreja, a este tempo que estamos vivendo em que o Espírito Santo atua livremente, através de todos os homens e mulheres que, independentemente de raça, tribo ou nação, aceitam a mensagem do Evangelho, creem que Jesus é o Salvador e se submetem ao seu senhorio, passando a viver segundo a sua vontade.

Esse evento - descrito em 1Tes 4:16,17 e em 1Co 15, dentre outras passagens -, refere-se à ocasião em que a Igreja do Senhor será arrebatada da Terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo.

Instantes antes do arrebatamento - ao descer Cristo do Céu para buscar a sua Igreja -, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (1Ts 4:16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20:4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à Terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19:11-20:3). A ressurreição de Ap 20:4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do Antigo Testamento.

Ao mesmo tempo em que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15:51-53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52).

Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (1Ts 4:17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja, na atmosfera entre a Terra e o céu.

Qual o momento da volta de Jesus? Não se sabe - Não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24:42).

Jesus afirma claramente que sua vinda para levar os santos antes da Grande Tribulação será numa ocasião inesperada. Ele não somente declara que eles não sabem a hora, mas também que Ele voltará “à hora em que não penseis” (Mt 24:44). Isto indica claramente que haverá surpresa, espanto, e que os fiéis não saberão o momento certo da sua vinda. Assim sendo, para os santos da igreja, Jesus virá num momento inesperado. Isto claramente fala de surpresa, pasmo e rapidez nesta específica fase da vinda de Cristo. Este evento é chamado de Primeira Fase da segunda vinda de Cristo.

A única maneira de harmonizar o ensino de Cristo sobre a sua vinda inesperada (Mt 24:42,44), com o outro ensino sobre a sua vinda prevista (Mt 24:33), é considerá-la sob duas fases; assim como a vinda de Cristo predita no Antigo Testamento consistia de duas fases, isto é, sua vinda para morrer pelo pecado e sua vinda para reinar (cf. Is 9:2-7; 40:3-5; cf. Is 61:1-3; 65:19-25).

- A Primeira Fase da volta de Cristo envolve a sua volta para arrebatar da Terra os salvos, antes da Grande Tribulação (Mt 24:15-28), num momento inesperado (Mt 24:44; João 14:3; 1Ts 4:17).

- A Segunda Fase da volta de Cristo envolve a sua volta no final dos tempos, numa ocasiãoesperada, isto é, depois da Grande Tribulação e dos sinais cósmicos (Mt 24:29,30), para destruir os ímpios e estabelecer o seu reino na Terra (Ap 19:11-21; 20:4).

O cumprimento dos eventos e sinais durante a Grande Tribulação suscitará nos santos a certeza e a expectativa da ocasião da volta de Cristo, ao passo que os santos da Igreja dos dias atuais terão surpresa por ocasião do seu arrebatamento.

Nós, os salvos, membros do corpo de Cristo, temos o Arrebatamento da Igreja como sendo o nosso alvo, o nosso objetivo, a nossa esperança. Como diz o refrão do hino 300 da Harpa Cristã, “nossa esperança é Sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar. Nós aguardamos Jesus, ainda, até a luz da manhã raiar”. Que estas palavras do poeta sejam uma realidade em nossos corações, pois não há mensagem no Novo Testamento que se repita com mais intensidade que a de que Jesus breve virá!

6. “O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES”.



“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2Co 5:10).

Embora a vida eterna seja um dom gratuito, concedido com base na graça de Deus (Ef 2:8,9), cada um de nós ainda será julgado por Cristo. Ele nos recompensará de acordo com o modo como vivemos.

Após o Arrebatamento da igreja, se dará o Tribunal de Cristo, onde os crentes serão julgados e receberão o galardão da parte do Senhor.

O Tribunal de Cristo não se destinará:

– Ao julgamento dos nossos pecados (1João 1:7), pois os mesmos foram perdoados por Jesus no Calvário.

– A garantir um lugar no Céu (Ap 22:14), que foi obtido a partir do momento em que cremos em Jesus e nosso nome foi escrito no Livro da Vida.

– À condenação, visto que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1).

Como será o Tribunal de Cristo?

a) será para julgar as obras do crente (1Co 3:13-15).

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1Co 3:11-15).

b) esse julgamento será meticuloso (minucioso). Levará em conta todos os nossos atos e palavras e não apenas o caráter geral da nossa vida (Gl 6:7,8).

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna”.

c) esse julgamento será recompensador. O objetivo final do Tribunal de Cristo é galardoar aqueles que trabalham na obra do mestre. Esta é a razão que o apóstolo Paulo nos exorta a sermos firmes na obra, pois não é vão o nosso trabalho (1Co 15:58).

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”.

Nesse julgamento Deus irá coroar seus filhos. Lembremos, pois, do estribilho do hino 418 da Harpa cristã: “Depois da batalha me coroará”...

Onde será o Tribunal de Cristo?

Não é preciso muito esforço para perceber que o Tribunal de Cristo ocorrerá na esfera das regiões celestes. 1Tessalonicenses 4:17 diz que seremos "arrebatados [...] entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares". Visto que o Tribunal segue a translação, os "ares" devem ser o seu palco. Isso também é apoiado por 2Coríntios 5:1-8, em que Paulo descreve os acontecimentos que ocorrem quando o crente "deixar o corpo e habitar com o Senhor". Desse modo, isso deve acontecer na presença do Senhor na esfera dos "lugares celestiais".

A história de Isaque e Rebeca relatada em Gênesis 24, nos fornece uma antecipação figurativa deste fato, pois nos diz o texto que Rebeca deixou sua terra e empreendeu uma longa caminhada para se encontrar com Isaque, mas o encontro não se deu na casa de Isaque, mas sim no campo o que nos dá a ideia de ser nos ares, mencionado pelo apóstolo Paulo.

Cremos que não será na Terra para não ser presenciado pelos pecadores que durante sua vida foram hostis ao povo de Deus, e que não será no Céu, pois diante do Tribunal haverá decepções (1João 2:28; 1Co 3:13-15), coisa que não haverá no Céu, pois o mesmo é feito de alegria no Espírito Santo.

7. “AS BODAS DO CORDEIRO”.



“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Ap 19:7,9).

A palavra “boda”, em língua portuguesa, significa “celebração de casamento”. Aparece várias vezes no texto bíblico, tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento, significando, sempre, uma festividade, uma celebração de casamento. Assim, por exemplo, a primeira vez que ela aparece na Bíblia é para indicar a celebração do casamento de Sansão (Jz 14:12), ocasião em que, inclusive, ficamos sabendo que o costume israelita era de que as bodas durassem sete dias, ou seja, uma semana.

Em muitos trechos do Novo Testamento a relação entre Cristo e a igreja é revelada pelo uso de figuras do noivo e da noiva (João 3:29; Rm 7:4; 2Co 11:2; Ef 5:25-33; Ap 19:7,8; 21:2). Na translação da igreja, Cristo aparece como o noivo que leva a noiva consigo, para que o relacionamento que foi prometido seja consumado e os dois se tornem um. 

a) O momento das Bodas. É revelada nas Escrituras como algo que ocorre entre a translação da Igreja e a segunda vinda de Cristo. Antes do Arrebatamento a Igreja ainda aguarda essa união. Conforme Apocalipse 19:7, as bodas já terão ocorrido na segunda vinda, pois a declaração é: "vindas são as bodas do Cordeiro”. Esse casamento parece seguir os acontecimentos do Tribunal de Cristo, visto que, quando surge, a igreja aparece adornada com "os atos de justiça dos santos" (Ap 19:8), que só podem referir-se às coisas que foram aceitas no Tribunal de Cristo. Desse modo, as bodas devem ocorrer entre o Tribunal de Cristo e a Segunda Vinda. 

b) O local das Bodas. Só pode ser o Céu, ou seja, no mundo espiritual. Visto que se segue ao Tribunal de Cristo, demonstrado como acontecimento celestial, e visto que, quando o Senhor retornar, a Igreja virá nos ares (Ap 19:14), as bodas devem ocorrer no Céu. Nenhum outro local seria adequado a um povo celestial (Fp 3:20). 

O mais interessante aqui é que as Bodas do Cordeiro ocorrem enquanto o mundo enfrenta o período de Tribulação, após o Arrebatamento. Então poderíamos nos perguntar: Será que as Bodas do Cordeiro durariam então 7 anos, que seria a mesma duração da Tribulação?

A resposta é não. O que acontece aqui é que as Bodas ocorrem no Céu, ou seja, no mundo espiritual, porque Apocalipse 19:11 mostra claramente que em seguida, o Senhor Jesus regressa do céu em seu Aparecimento Glorioso:

"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco [apareceu]; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro (Digno de confiança, Leal, Incorruptível, Firme); e julga e peleja com justiça (santidade e retidão)."

Também no episódio do Arrebatamento, 1 Tessalonicenses 4:13-17 afirma que somos arrebatados e direcionados aos céus para comemorar as Bodas com o Senhor Jesus.

O que temos que aprender e nunca nos esquecer é que o mundo espiritual é atemporal, ou seja, não está sujeito ao tempo do mundo físico. No mundo espiritual, o tempo é sempre presente. Não existe, portanto, sequência de passado, presente ou futuro no tempo espiritual. Veja o que está escrito em Eclesiastes 3:14-15:

"Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor [de reverência] diante dele [a fim de revenciá-lo e louvá-Lo, sabendo quem Ele é]. O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou [a fim de que a história se repita]."

Portanto, no mundo espiritual não existe o conceito de tempo, mas existem ações consumadas e ações eternas (sem fim). Por isso, para todos aqueles que forem arrebatados, eles não sentirão que no mundo físico já se passaram 7 anos entre o Arrebatamento e a Ceia das Bodas do Cordeiro.

Enfim, Jesus comemorará o Casamento com a Noiva verdadeira, a Igreja, que amou mais a Cristo do que a própria vida (Ap 12:11)! As Bodas do Cordeiro são detalhadas aqui através de uma grande ceia de Jesus com o seu povo santo.

Em Efésios 5:27, existe uma descrição maravilhosa de como a Igreja se apresentará diante de Cristo:

"Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível."

Apocalipse 19:8 também diz que a Noiva (a Igreja) se vestirá de linho fino, que significa esse povo é santo e justo! Aleluia! Seguramente será uma festa gloriosa e inesquecível... simplesmente a maior festa de todos os tempos. Somente esse motivo seria mais do que suficiente para que jamais deveríamos nos desviar da Palavra de Deus um segundo sequer.

c) Os convidados para a Ceia das Bodas do Cordeiro. A Ceia das Bodas do Cordeiro são a segunda fase da comemoração das Bodas em si (Ap 19:9). A primeira são as próprias Bodas do Cordeiro (Ap 19:7). Depois das Bodas, em que a esposa participou, Apocalipse 19:9 diz que existem os chamados para a Ceia das Bodas do Cordeiro. Ou seja, haverá convidados para a Ceia - amigos do Noivo e da Noiva. Quem são esses?

A resposta se encontra em João 3:29. João Batista diz claramente que ele é amigo do Noivo:

"Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido."

João Batista foi um dos últimos santos do Velho Testamento. Ele anunciou que a chegada do Messias era iminente e pregou o arrependimento ao povo judeu. Portanto, os santos do Velho Testamento estarão entre os convidados para a Ceia das Bodas do Cordeiro.

Haverá também outros convidados, que serão justamente os que morreram durante a Tribulação, mas aceitaram a Cristo e não se curvaram ao anticristo. Lembre-se que a Ceia ocorre em Apocalipse 19. Na terra, onde existe a ideia de tempo, já se passaram os sete anos de Tribulação e Jesus está prestes a voltar em seu Aparecimento Glorioso.

8. “A GRANDE TRIBULAÇÃO”.



“porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias” (Mt 24:21,22).

A Grande Tribulação é o período de juízo divino. É o período de julgamento divino sobre um mundo ímpio que rejeitou a Cristo, mas também um tempo de ira e perseguição satânica contra os que recebem a Cristo e a Sua Palavra (Ap 12:12). Durante esse período, muitos santos sofrerão terrivelmente como objetos da ira de Satanás e dos ímpios. O conflito entre a retidão e o mal será tão grande que somente pode ser chamado Grande Tribulação. O seu início se dará após o Arrebatamento da Igreja. É a septuagésima semana da profecia de Daniel e, portanto, terá uma duração de sete anos.

A Grande Tribulação, também, é o período em que Deus, ao mesmo tempo em que derramar o devido castigo aos gentios, proporcionará a destruição do sistema mundial gentílico, o sistema surgido em Babel e que foi mantido por permissão divina desde então. Deus confundiu as línguas daquele povo rebelde, mas permitiu que toda a rebeldia se perpetuasse ao longo dos séculos. Entretanto, seu objetivo sempre foi salvar os gentios (1Tm 2:4) e, para tanto, deliberou a própria rejeição de Israel para que se desse oportunidade a todos os povos (cf. Rm 11). No entanto, mesmo após a rejeição de Cristo pelos gentios que não aceitaram Cristo, Deus, através da Grande Tribulação, providenciará a destruição do sistema mundial gentílico, cumprindo-se, assim, a parte final do sonho da estátua do rei Nabucodonosor (Dn 2:45).

Não existe maneira melhor de entender o conceito bíblico da Grande Tribulação do que deixar as Escrituras falarem por si. É impossível apresentar todas as declarações da Palavra sobre o assunto. Será suficiente listar algumas delas. A linha de revelação começa nos primórdios do Antigo Testamento e continua pelo Novo.

“Quando estiveres em angústia, e todas estas cousas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o SENHOR, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então o SENHOR, teu Deus não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais” (Dt 4:30,31).

“Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra” (Is 2:19).

- “A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra violentamente se moverá. A terra cambaleará como um bêbado, e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará. Naquele dia, o SENHOR castigará, no céu, as hostes celestes, e os reis da terra, na terra” (Is 24:19-21).

- “Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Pois eis que o SENHOR sai do seu lugar, para castigar a iniquidade dos moradores da terra; a terra descobrirá o sangue que embebeu e já não encobrirá aqueles que foram mortos” (Is 26:20,21).

- “Ah! Que é grande aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela” (Jr 30:7).

- “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Dn 9:27).

- “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo...” (Dn 12:1).

- “Ah! Que dia! Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação do Todo-poderoso” (Jl 1:15).

- “... porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo: dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração” (Jl 2:1,2).

- “Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR! Para que desejais vós o Dia do SENHOR? É dia de trevas e não de luz. Não será, pois, o Dia do SENHOR trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?” (Am 5:18,20).

- “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. [...]. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, mas, pelo fogo do seu zelo... “ (Sf 1:14,15,18).

- “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24:21,22).

- “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lc 21:25,26).

- “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts 5:3).

- “... também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3:10).

- “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o Grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6:15-17).

Com base nessas passagens, torna-se claro que a natureza desse período é de ira (Sf 1:15,18; 1Ts 1:10; 5:9; Ap 6:16,17; 11:18; 14:10,19; 15:1,7; 16:1,19); julgamento (Ap 14:7; 15:4; 16:5,7; 19:2); destruição (Jl 1:15; 1Ts 5:3); escuridão (Jl 2:2; Am 5:18; Sf 1:14-18); desolação (Dn 9:27; Sf 1:14,15). Em nenhuma passagem encontramos alívio para a severidade desse tempo tenebroso que virá sobre a terra.

9. “A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA”.



“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!” (Ap 1:7).

A Vinda de Jesus em Glória, conhecida como “parousia”, “revelação de Cristo em glória”, “volta triunfal de Cristo”, “vinda de Jesus em glória”, se dará no final da Grande Tribulação. Ele aparecerá de forma corpórea e visível, conforme mostra as seguintes passagens bíblicas:

- Daniel 7:13: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele”.

- Mateus 24:30: ”Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.

- Lucas 24:39: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”.

- Apocalipse 1:7: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!”.

- Atos 1:10,11: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

A vinda de Jesus em Glória terá os seguintes objetivos:

a) a restauração espiritual do Povo de Israel. Ao selar o pacto com Israel, Deus disse aos israelitas que eles seriam “um reino sacerdotal e um povo santo” (Ex 19:6). Ora, isto ainda não ocorreu em toda a história de Israel desde este pacto até os dias de hoje. O objetivo de Deus é fazer com que Israel chegue a este patamar, o que somente será possível se for extinta a transgressão, se dê fim aos pecados e se expie a iniquidade, sendo trazida a justiça eterna e selada a visão e a profecia (Dn 9:24).

b) a redenção da Natureza. A natureza geme desde que o homem pecou (Rm 8:20-22 Gn 3:17). Esta natureza precisa ser restaurada, mesmo que vá ser substituída logo depois, porquanto Deus precisa demonstrar que tem poder para repor a natureza no seu estado anterior ao pecado do homem. Isto só será possível a partir do instante em que o pecado for extirpado e que o sedutor dos homens for aprisionado, criando-se, então, as mesmas condições que existiam no Éden antes da queda do homem.

c) derrotar as forças do Anticristo e estabelecer o Reino de Deus sobre a Terra (o Milênio – Ap 20:1-4 e Dn 2:44). Este reino é necessário para que haja o cumprimento de todas as profecias a seu respeito, pois podem passar os céus e a terra, mas a Palavra de Deus não pode passar. Por isso, João anunciou que Jesus regerá com vara de ferro as nações (Ap 19:15), pois tem de estabelecer o reino de Deus sobre a Terra, a fim de que a justiça e a paz possam ser uma realidade e não um sonho inalcançável, como é hoje em dia (Sl.85:10).

d) Julgamento das Nações (Mt 25:31-46; Jl 3:2). Esse julgamento acontecerá na Terra sobre aqueles que sobreviveram ao Armagedom. Serão julgados com base no tratamento dado a mensagem do reino, aos seus mensageiros e ao modo como trataram a Israel. Este julgamento terá como finalidade apartar os bodes das ovelhas, ou seja, decidir quem passará com Cristo o reino milenial e quem não passará o milênio, ficando a aguardar o julgamento final e definitivo. Neste julgamento, serão ressuscitados apenas aqueles que desfrutarão o milênio com Cristo, os bem-aventurados que completam o número daqueles que tomam parte da primeira ressurreição (Ap 20:6). Os demais indivíduos, com exceção do Anticristo e do Falso Profeta, que já terão sido lançados vivos no lago de fogo e de enxofre, o qual será inaugurado naquela oportunidade (Ap 19:20), aguardarão o julgamento que ocorrerá somente ao término do Milênio, o julgamento do Grande Trono Branco.

10. “MILÊNIO - UM TEMPO GLORIOSO PARA A TERRA”.



“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20:4).

O Milênio é o período de mil anos, que virá depois da Grande Tribulação, em que Jesus Cristo reinará sobre toda a Terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Será, também, Rei sobre Israel, ocupando o trono de Davi ( Lc 1:32) e instituindo um tempo de justiça e de paz sobre todas as nações. Será o melhor período da história de toda a humanidade.

O Milênio será uma nova forma de o homem se relacionar com Deus. O homem se relacionará com Deus através do governo pessoal de Cristo sobre a Terra, através da manifestação visível da justiça e do amor de Deus em todas as coisas. Enquanto, atualmente, Deus se mostra aos homens através da Igreja, no Milênio Deus se manifestará através do reino de Deus que está em cada um dos salvos. No Milênio o reino de Deus se mostrará através de todas as coisas: da Igreja glorificada, que participará do reino de Cristo juntamente com os mártires da Grande Tribulação; da natureza, que deixará de ser maldita por causa do pecado do homem, mas passará a ser a expressão do amor e da soberania divinos e; de Israel, que será, enfim, a nação sacerdotal, a propriedade peculiar de Deus dentre os povos.

No Milênio Jesus Cristo governará em toda a Terra, sem qualquer oposição, uma vez que o diabo estará preso e, portanto, não estará buscando ocasião para enganar o homem e fazer com que ele desobedeça ao Senhor. É importante observar que Deus sempre reina e está no controle de todas as coisas (1Cr 16:31; Sl.99:1), mas, durante o Milênio, este domínio será exercido sem qualquer oposição por parte do diabo e de seus anjos, ou seja, as condições para que o homem sirva a Deus serão as mais amplas que já houve em toda a história da humanidade.

Israel será a cabeça federativa do governo. Cristo reinará e a glória do Senhor encherá toda a terra. A sede do governo milenial será em Israel e Jerusalém será a capital do mundo -“...quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte de Sião e em Jerusalém”(Is 24:23). O domínio de Cristo será universal (Is 2:2-4; 4:2,3; Jl 3:17-20; Mq 4:2).

A sede do culto ao Senhor na Terra será Jerusalém - “E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o SENHOR dos Exércitos...” (Zc 14:16). Os cultos não terão a finalidade de sacrifícios para bênçãos ou como tipos visando profecias futuras, e sim, como memoriais. É como se fosse a ceia para nós hoje.

Os Judeus e gentios vivos que entrarem no milênio, estarão no mesmo corpo que temos hoje, ou seja, não estarão em um corpo glorioso, logo, poderão multiplicar e encher a Terra novamente.

É válido ressaltar que o Antigo Testamento traz mais detalhes sobre o Milênio do que o Novo Testamento, isto se deve ao fato do Milênio ser uma promessa referente a Israel e as bênçãos do Milênio se estenderão sobre as nações da Terra partindo do governo de Jesus em Israel.

No Milênio os judeus possuirão toda a Terra Prometida. Esse território vai do Mediterrâneo ao rio Eufrates (Gn 15:18; 17:8; Ex 23:31). Atualmente a maior parte da terra é um deserto seco e estéril. A fim de restaurá-lo, Deus fará fluir de sob o templo milenar um volumoso rio (Ez 47:1-12), o qual, juntamente com as copiosas chuvas que cairão, fará esse deserto florescer (Is 35:1). O mar morto será local de muitos peixes (Ez 47:10).  Haverá em Israel um vasto programa de reconstrução (Ez 36:33-36).

No Milênio o conhecimento de Deus será Universal. Haverá abundância de salvação (Is 33:6). Os judeus serão os mensageiros do Rei (Mq 4:1-3). Os judeus realizarão um grande movimento missionário (Is 52:7). Está escrito: “... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”(Is 11:9b,34; Zc 8:22,23).

No Milênio prevalecerá a paz e a justiça entre as nações (Ler Mq 4:3 e Zc 9:10). Não haverá mais guerras! Haverá um desarmamento total (Is 2:4). Nada de armas, nem de serviço militar. A justiça será para todos. Ninguém se queixará de opressão ou injustiça: “Mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com vara da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o perverso”(Is 11:4).

No Milênio a vida humana será prolongada como no princípio da história humana (ler Is 65:20,22 e Zc 8:4). Haverá abundância de saúde para todos (Is 33:24). Isso em muito contribuirá para prolongar a vida (Is 33:24). Não haverá pessoas deformadas, nem paralíticos, nem aleijados (Is 35:5,6). Haverá muito mais luz (Is 30:26). Isso resultará em benefícios em muitos sentidos; influenciará no clima, na vegetação. Haverá prosperidade para todos; todos terão suas casas (Is 65:20,21). Haverá um elevado índice de natalidade (Zc 8:5; 10:8). Com o prolongamento da vida e muita saúde, será elevado o índice de natalidade e a população da Terra durante o Milênio será restaurada da redução que sofreu durante a Grande Tribulação (Zc 10:8).

No Milênio a fertilidade do solo será maravilhosa (Am 9:13,14). Os desertos desaparecerão (Is 35:1,6). Haverá muita abundância de água (Is 30:25; Jl 3:18). Haverá, pois, muita abundância de víveres e fartura para todos (Is 30:23; Jr 31:12).

O Reino de Cristo será eterno (Lc 1:33), porque quando o Milênio se findar, o Reino do Senhor continuará para todo o sempre (Dn 7:13,14).

“E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído” (Dn 7:14).

11. “O JUÍZO FINAL”.



“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20:12-15).

Após o Reino de Cristo na Terra por mil anos, e com Satanás fora do cenário, ocorrerá o “Juízo Final”.

O “Juízo Final” será o julgamento a que serão submetidos os incrédulos de todas as eras, que foram ressuscitados, na consumação de todas as coisas (Ap 20:5). É chamado também de “Juízo do Grande Trono Branco”, porque a narrativa bíblica se inicia com a visão de um “Grande Trono Branco”. Ocorrerá depois do término do reino milenial de Cristo, depois da condenação definitiva do Diabo e suas hostes.

Na Bíblia, este julgamento é explicitamente mencionado, pela primeira vez, por Daniel (Dn 7:9,10). Era algo de pleno conhecimento dos judeus, como mostra Marta, irmã de Lázaro, ao se dirigir ao Senhor, quando este chegou a Betânia quatro dias após a morte de Lázaro (João 11:24). Terá como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras (Ap 20:11-15).

A Igreja - a Universal Assembleia dos Santos (Hb 12:23) - não será submetida ao Juízo Final, por haver crida na eficácia da morte e da ressurreição do Filho de Deus.

O Juiz do Grande Trono Branco será o Senhor Jesus - “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”(João 5:27).

O Apóstolo Pedro confirmou que o Senhor Jesus é o Juiz, quando disse: “E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos”(At 10:42).

O Apóstolo Paulo ratificou o que Jesus e Pedro disseram. Escrevendo aos crentes, da cidade de Roma, disse: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho”(Rm 2:16). Em Atenas, falando aos filósofos da Grécia, no Areópago, Paulo declarou: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17:31). Paulo não tinha dúvidas de que aquele que hoje é o nosso Advogado (1João 2:1), amanhã será o Juiz que se assentará no Grande Trono Branco - “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino”(2Tm 4:1).

O Local e o tempo do Julgamento Final. Pela Bíblia sabemos o local e o tempo dos outros Julgamentos. Sabemos que o Julgamento dos nossos pecados foi realizado na Cruz do Calvário. O Julgamento de nossas obras será realizado diante do Tribunal de Cristo, após o Arrebatamento da Igreja. O Julgamento da Nação de Israel será realizado na Terra, durante a Grande Tribulação. O Julgamento das Nações - Mateus 25:31-46 - será realizado na Terra, no término da Grande Tribulação e antes do Milênio. Todavia, ninguém pode determinar o local em que será realizado o Julgamento Final. Não será no Céu e não será na Terra, pois, estes fugiram da presença daquele que estava assentado sobre o Trono Branco - “...e não se achou lugar para eles”. Sabe-se, somente, que será depois do Milênio.

Não confundir o Julgamento das Nações (Mt 25:31-46) com o do “Grande Trono Branco” (Ap 20:11-15).

Há quem considere e ensine que a passagem bíblica de Mt 25:31-46 (Julgamento das Nações) e a de Ap 20:15 (Julgamento Final ou do Trono Branco) se referem a um só acontecimento, ou seja, para estes ensinadores, haverá um único julgamento, que eles denominam de Juízo Universal. Isto, porém, não se sustenta diante de uma análise, mesmo superficial, da Palavra de Deus. Entretanto, seja como for, para o crente salvo não haverá julgamento para condenação, conforme afirmou o Senhor Jesus em João 5:24: “... quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. Também Paulo afirmou: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...” (Ro 8:1). Nossos pecados já foram julgados na Cruz do Calvário, na Pessoa de Jesus Cristo (cf. Is 53:5).

Veja a seguir as diferenças entre esses dois julgamentos, que impossibilitam torná-los um só acontecimento:

- Em Mateus não há nenhuma ressurreição antes do julgamento, mas apenas uma reunião dos eleitos (Mt 24:31). Em Apocalipse há uma ressurreição de todos os incrédulos.

- Em Mateus o julgamento é de nações viventes. Em Apocalipse é dos mortos.

- Em Mateus as nações são julgadas. Em Apocalipse não trata de entidades nacionais, pois o céu e a terra fugiram e, já que as nações estão confinadas à Terra, o mesmo acontecimento não poderia ser descrito.

- Em Mateus o julgamento é na Terra. Em Apocalipse o céu e a Terra fugiram.

- Em Mateus não há livros a ser consultados. Em Apocalipse os livros são abertos, o livro da vida é trazido, e os que não se encontram nele são lançados no lago de fogo.

- Em Mateus o julgamento ocorre no retorno de Cristo à Terra. Em Apocalipse ocorre após o fim dos mil anos da presença de Cristo na Terra.

- Em Mateus aparecem duas classes de pessoas, os justos e os incrédulos. Em Apocalipse apenas os incrédulos aparecem.

- Em Mateus alguns foram para o reino e outros para o castigo. Em Apocalipse nenhum dos que são julgados vai para a bênção, mas todos vão para o castigo eterno.

- Em Mateus o juiz está sentado no “trono da sua glória” (Mt 25:31). Em Apocalipse Ele está sentado no “Grande Trono Branco”.

- Em Mateus a base do julgamento é o tratamento dos irmãos. Em Apocalipse o julgamento se baseia nas suas obras.

- Em Mateus a vinda de Cristo precede o julgamento. Em Apocalipse nenhuma vinda é mencionada.

- Em Mateus a sentença é pronunciada e a separação é feita antes de ser conhecida a causa do julgamento. Em Apocalipse não há nenhum julgamento até que ocorra cuidadoso exame dos livros.

- Em Mateus não há um milênio precedente, pois há o registro dos que passaram fome, sede, nudez, doença, aprisionamento e foram estrangeiros. Em Apocalipse uma era milenar precede o acontecimento (Ap 20:5).

Essas considerações parecem suficientes para apoiar a afirmação de que não se trata de um único e mesmo julgamento, mas de duas partes separadas do plano de julgamento de Deus.

12. “NOVOS CÉUS E NOVA TERRA”.



“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21:1).

“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2Pe 3:13).

Novos Céus e nova Terra, também chamados de Estado Eterno, não devem ser confundidos com os novos céus e nova terra descritos em Isaias 65:17-25. A passagem do Antigo Testamento trata do Milênio, pois o pecado e a morte ainda estão presentes. Os dois elementos serão totalmente excluídos do Estado Eterno; neste só haverá perfeição.

Ao terminarem os mil anos de paz e justiça, Satanás será solto e enganará a muitos para lutarem contra Cristo (cf. Ap 20:7-10). Deus permitirá que Satanás seja solto pelas seguintes razoes:

a) Como os nascidos durante o Milênio não foram provados por não haver maldade na época, serão agora provados com a soltura de satanás.

b) Deus quer revelar a dureza do coração do homem e sua natureza pecaminosa. Mesmo com os benefícios físicos, morais e espirituais do Milênio o homem ainda terá a audácia de se juntar a Satanás para lutar contra Cristo e os santos.

c) Satanás é incorrigível. Isto é o que Deus também provará ao soltá-lo da prisão. Solto, satanás sairá a enganar as nações para lutarem contra Deus; a ação será dupla: cercarão o arraial dos santos (os Judeus) e assolarão a cidade amada (Jerusalém). Cristo só intervirá depois de se completar o cerco à nação de Israel; de Deus descerá fogo dos céus e os devorará (Ap 20:9). E o diabo será lançado no lago de fogo e enxofre, preparado para ele e seus anjos (Mt 25:41). A besta e o falso profeta estarão ali desde o início do Milênio, entregues a seu eterno destino. Com o ato de lançar satanás no lago de fogo, findará toda rebelião do povo da terra – findará todo pecado e toda morte na terra. Será um novo Céu e uma nota Terra.

O crente deve se comportar como Abraão, andando como peregrino neste mundo e sabendo que aqui não é o seu lugar de descanso (Mq 2:10).

O cristão não deve se envolver pelos argumentos daqueles que tentam nos fazer descrer da promessa de uma pátria celestial, atitude que, como nos ensina Pedro, é própria daqueles que não têm comunhão com o Senhor (2Pedro 3:3,4).

Devemos manter o nosso alvo e, com alegria, dedicação e santidade, prosseguirmos confiantes na promessa de um novo Céu e de uma nova Terra onde habita a verdadeira justiça (2Pedro 3:13,14).

Concordo com o grande mestre, o pr. Antonio Gilberto, quando diz:

Se pudéssemos todos apreciar de fato, pela visão do Espírito, o que é o Céu, a eterna bem-aventurança dos salvos, teríamos tanto desejo de ir para lá, e nos desprenderíamos tanto das coisas daqui, que o Diabo não teria um só torcedor; um só amigo seu na terra. Inúmeros crentes por não terem essa visão estão demasiadamente presos às coisas deste mundo, que jaz no Maligno (1João 5:19)”.

13. “O DESTINO FINAL DOS MORTOS”.



“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (Ap 20:15).

No Julgamento Final, diante do Grande Trono Branco, estarão todos os mortos ímpios de todos os tempos, não importa quando, onde ou como tenham morrido. Ninguém será esquecido na terra, no mar, no hades, em lugar nenhum – “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...” (Ap 20:5). Estes, ao ressuscitarem, receberão um corpo dotado de vida eterna, porém, não será um corpo de glória como os que receberam os salvos. Será um corpo sem glória “...para vergonha e desprezo eterno”(Dn 12:2). Conforme afirmou o Senhor Jesus: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”(João 5:29).

Todo aquele que ressuscitar na 2ª ressurreição após o fim do Milênio, comparecerá diante do Grande Trono Branco e será julgado conforme as suas obras e o registro no Livro da Vida (Dn 12:2; João 5:29; At 24:15; Ap 20:5,6,11-15), e, após julgados, serão condenados. Aqueles que não forem achados inscritos no livro da vida, irão para o lago de fogo e enxofre (Ap 20:15).  

Podemos resumir a ordem dos acontecimentos partindo do milênio da seguinte forma:

1º - Fim dos mil anos.

2º - Satanás é solto.

3º - Os ímpios se juntam dos quatro cantos da Terra sob a liderança de Satanás e partem contra os santos na guerra final de Gogue e Magogue.

4º - Deus destrói o exército dos ímpios com fogo do Céu.

5º - Satanás é lançado no inferno.

6º - Manifesta-se o Trono Branco e os Céus e a Terra deixam de existir. Os vivos que permanecerem fiéis a Cristo como Rei durante o Milênio serão transformados e arrebatados na manifestação do Grande Trono Branco e os mortos (ímpios, pois os salvos já ressuscitaram na primeira ressurreição) ressuscitarão num corpo sem glória e serão arrebatados para estarem diante do Grande Trono Branco; serão julgados e condenados.

7º - Inicia-se o Juízo Final. Serão julgados todos os seres humanos que participaram da segunda ressurreição e os anjos caídos.

8º - Os salvos irão para a vida eterna e os ímpios para o tormento eterno.

Irmãos, como será terrível o tormento daqueles que forem condenados! Os ímpios serão lançados no lago de fogo e enxofre, onde sofrerão eternamente juntamente com Satanás, a Besta, o falso Profeta e todos os anjos caídos. No inferno, os ímpios estarão conscientes (Mt 24:51; Mc 9:43-48) e nunca mais sairão de lá (morte eterna); passarão a eternidade longe de Deus e sem Cristo.

O pior da condenação é nunca mais ver a Deus! Lembre-se de que a morte sempre consiste em separação (morte física é a separação da alma e espírito do corpo; morte eterna é a separação definitiva entre Deus e o homem).

O salmista foi enfático a respeito do destino dos ímpios: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9:17).

CONCLUSÃO

Que possamos refletir se, efetivamente, estamos preparados para nos encontrar com Jesus nos ares e se temos o nosso passaporte para a nova Jerusalém, passaporte este que não é outro senão ter lavado e mantido limpas as vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap 22:14).

Fonte: endweb