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segunda-feira, 25 de abril de 2016

5ª lição do 2º trimestre de 2016: A MARAVILHOSA GRAÇA


Texto Base: Romanos 6:1-12

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6:14).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, trataremos da Maravilhosa Graça de Deus. Graça é o favor imerecido concedido por Deus à humanidade. Imerecido porque o homem perdeu todo e qualquer direito, ou privilégio junto ao seu Criador, por causa do pecado. Portanto, a Graça é a causa meritória da nossa salvação. Sem que o homem mereça coisa alguma, Deus providenciou um meio pelo qual o homem pudesse retornar a conviver com Ele. Ele enviou seu Filho para que morresse em nosso lugar e satisfizesse a justiça divina. A todos quantos creem na Obra do Filho, Deus permite que venha novamente a ter comunhão com Ele, ainda que imerecidamente. É este favor imerecido que consiste na Maravilhosa Graça de Deus.

I. OS INIMIGOS DA GRAÇA

Os inimigos da graça apresentava um argumento supostamente irrefutável: “Se a graça é superabundante onde o pecado é abundante, se a multiplicação das transgressões serve para demonstrar o esplendor da graça, então não deveríamos pecar mais para que Deus seja ainda mais glorificado na magnificência da sua graça?”. Esta pergunta retratava tanto a distorção antinomiana como a objeção dos legalistas à doutrina da justificação pela graça, por meio da fé, independentemente das obras. A inferência licenciosa é imediata e energicamente rejeitada por Paulo: “De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Rm 6:2).

De acordo com esta resposta de Paulo, não podemos continuar a pecar porque morremos para o pecado. Trata-se de um fato acerca de nossa condição. Quando Jesus morreu para o pecado, Ele o fez como nosso representante. Morreu não apenas como nosso substituto, ou seja, por nós ou em nosso lugar, mas também como nosso representante, ou seja, como se nós estivéssemos lá. Assim, quando Ele morreu, nós também morremos. Ele morreu para o problema do pecado e resolveu-o de uma vez por todas. Para Deus, todos que estão em Cristo também morreram para o pecado. Isto não quer dizer que o cristão é impecável; antes, ele é identificado com Cristo em sua morte e tudo o que ela significa.

Vejamos, a seguir, mais detalhes acerca dos inimigos da graça.

1. Antinomismo. Antinomismo, ou antinomianismo, é a ideia de que a fé e a graça excluem as obras, atitude, comportamento e o andar diante de Deus. Para os adeptos desta errônea compreensão, se você é justificado pela fé em Cristo Jesus, o que você faz ou como você vive isso não vai ter muito impacto em seu relacionamento com Deus. Isto é uma compreensão desviada da genuína doutrina bíblica! A fé salvadora sempre vem acompanhada da evidência. Neste sentido, fé e obras são dois lados de uma mesma moeda: a fé sendo a causa instrumental da salvação e as obras sendo fruto dela. Onde tem uma vai ter a outra. Onde falta uma a outra também falta.

A Graça de Deus nos justificou, abolindo o domínio do pecado e fazendo-nos livres em Cristo. Mas, não devemos confundir liberdade com libertinagem (antinomismo). A liberdade em Cristo deve ser tratada com responsabilidade. Foi o que o apóstolo Paulo disse aos em Gálatas: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne...” (Gl 5:13).

2. Paulo não aceita e não confirma o antinomismo. A doutrina do reinado da graça levou os libertinos a distorcer o ensino de Paulo. Eles ensinavam que a prática do pecado abre largas avenidas para uma ação mais robusta da graça (Rm 6:1). Assim, esses mestres do engano ensinavam que devemos pecar a valer para que a graça seja mais abundante. Paulo reage com firmeza a essa perversão da verdade, dizendo que o reinado da graça nos leva a morrer para o pecado, em vez de nos incentivar a viver nele e para ele: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Rm 6:1-3). Se morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? A morte e a vida não podem coexistir; não podemos estar mortos e vivos ao mesmo tempo, com relação a coisa alguma. A Graça nos salvou do pecado, e não no pecado.

Os antinomianos argumentam que o crente pode persistir no pecado, mas Paulo afirma que o crente morreu para o pecado. Não podemos viver no pecado se estamos mortos para ele. Assim como nós morremos pelo pecado em Adão, morremos para o pecado em Cristo. Portanto, a disponibilidade da misericórdia de Deus não deve se tornar uma desculpa para uma vida descuidada e para a frouxidão moral. A ideia de que alguém afirme crê no Evangelho, enquanto planeja continuar no pecado, é absurda para Paulo. O objetivo do Evangelho não é encontrar uma desculpa para o pecado, mas libertar do pecado.

Refuta ainda mais o apóstolo: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?” (Rm 6:3). Aqui, Paulo mostra que é moralmente inapropriado o cristão continuar a pecar. Ao ser batizado, o cristão comparece ao funeral do seu velho eu. Ao passar pelas águas do batismo, o convertido diz: “tudo o que eu era como filho pecaminoso de Adão morreu na cruz”. Ao sair das águas, declara: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Portanto, o batismo é símbolo da morte, do enterro do antigo estilo de vida, mas também simboliza o novo nascimento. Ao levantar-se da água, a pessoa ressuscita para uma nova vida com e em Cristo. Se considerarmos que nossa antiga vida pecaminosa está morta e enterrada, teremos um poderoso argumento para resistir ao pecado. Podemos conscientemente tratar os desejos e as tentações de nossa antiga natureza como coisas enterradas. Então, poderemos continuar a desfrutar a nossa nova e maravilhosa vida com Jesus.

“Infelizmente, o antinomismo tem ganhado força em nossa sociedade, passando a ser socialmente aceito até mesmo dentro das igrejas evangélicas. Essa é uma doutrina venenosa, que erroneamente faz com que a graça de Deus pareça validar todo tipo de comportamento contrário à Palavra de Deus” (LB).

3. Legalismo. Em Romanos 6:14,15, o apóstolo Paulo assim se expressa: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6:14); “Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum!” (Rm 6:15).

Em Romanos 6:14, o apóstolo nos adverte que o pecado não pode, e nunca mais poderá ter, domínio sobre nós porque não estamos mais debaixo da lei. O que significa não estarmos mais debaixo da lei? Significa que: (a) não estamos mais sob as exigências da lei, como estavam as pessoas do Antigo Testamento; (b) não estamos sob a maldição decorrente do inatingível padrão da lei (Gl 3:10-14). Os legalistas criaram como desdobramento da lei 613 preceitos, que nenhum judeu, por mais santo que tenha sido, os cumpriu em sua totalidade; (c) não estamos sob o seu sistema de exigências: as leis cerimoniais que tinham que ser meticulosamente guardadas; (d)não estamos mais sob o medo de ser reprovados pelo justo padrão da lei.

Se os crentes ainda estivessem debaixo da lei, então o pecado seria o seu senhor, e os dominaria. Mas agora estamos vivendo sob a Graça. Assim sendo, o nosso Senhor é Deus, e é Ele quem nos domina. Porém, há muitos que confundem a Graça com a permissão para pecar.

As palavras de Paulo em Romanos 6:14 – que parecem colocar a lei contra a graça – provavelmente surpreenderam os legalistas. Parecia que Paulo estava substituindo a lei pela graça, desta maneira retirando a lei das pessoas e, portanto, dando-lhes liberdade para pecar. Paulo não faz rodeios ao tratar desse engano. Levanta a questão e responde a ela com uma negação categórica. Isto quase repete a pergunta de Rm 6:1. A pergunta em 6:1 é: “Permaneceremos no pecado?”. A pergunta de Rm 6:15 é: “Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça?”. A resposta nos dois casos é enérgica: “De modo nenhum!”. Deus não pode ser conivente com nenhum pecado. Estamos livres da lei, mas não vivemos de forma desregrada. A graça representa liberdade para servir ao Senhor, e não para pecar contra Ele.

II. A VITÓRIA DA GRAÇA

Onde abundou o pecado, superabundou a Graça (Rm 5:20). Portanto, a Graça é maior que o pecado. Assim como o segundo Adão é maior do que o primeiro, assim como a obra de Cristo é maior do que o pecado de Adão, também a Graça é maior do que o pecado. A redenção levou o homem não apenas ao seu estado original, mas a horizontes mais sublimes. Não somente restituiu o que ele havia perdido, mas o colocou numa posição superior aos anjos, tornando-o membro da família de Deus.

1. A graça destrói o domínio do pecado. Consideremos, por exemplo, um homem que foi condenado a morrer na cadeira elétrica por ter matado um policial. Assim que ele morre é “liberto” desse pecado. A pena foi paga, e o caso foi encerrado. Nós também estávamos condenados à morte eterna, mas fomos libertos quando morrermos; morremos com Cristo na cruz do Calvário. Além de nossa pena ter sido paga, o domínio opressor do pecado sobre nossa vida foi rompido. Não somos mais escravos impotentes do pecado. Diz o apóstolo Paulo: “Porque aquele que está morto está justificado do pecado” (Rm 6:7).

O outro lado da morte com Cristo é que também com ele viveremos, como diz o texto sagrado: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Rm 6:8). Morremos para o pecado; vivemos para a justiça. O pecado não exerce mais domínio sobre nós; participamos da vida ressurreta de Cristo aqui e agora. Também teremos parte nessa vida por toda a eternidade. Nossa certeza baseia-se no fato de que o Cristo ressurreto jamais voltará a morrer. A morte já não tem domínio sobre ele. A morte dominou-o por três dias e noites, mas esse domínio cessou de uma vez por todas. Cristo nunca mais morrerá.

Quanto à nossa condição aos olhos de Deus, morremos e ressuscitamos com Cristo. Essa realidade é retratada no batismo. A morte com Cristo encerra nossa história como homens e mulheres em Adão. A sentença de Deus que recaía sobre nosso velho homem não era a correção, mas a morte. Essa sentença foi executada quando morremos com Cristo. Agora, estamos ressuscitados com Cristo e andamos em novidade de vida. A tirania do pecado sobre nós foi rompida, pois o pecado não pode exercer domínio sobre um morto. Estamos livres para viver para Deus. “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus” (Rm 6:10).

2. A graça destrói o reinado da morte. É comum chamar a grande luta que ocorre no universo de “conflito entre o bem e o mal”. Em Rm 5:21, Paulo retrata o resultado da guerra entre o Reino da graça e o reino do pecado. Até Cristo, a guerra parecia estar decidida, pois o pecado controlava todas as pessoas. Mas a morte e a ressurreição de Cristo trouxeram a vitória decisiva através da qual a maravilhosa graça de Deus reina. Sob o reinado da graça é declarada a justiça que trará a vida eterna. Diz o texto sagrado: “para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5:21).

Agora que o domínio do pecado, o qual castigava todos os homens com a morte, foi debelado, a graça reina pela justiça e concede vida eterna, mediante Jesus Cristo nosso Senhor. Observe que a graça reina pela justiça, ou seja, a graça não libertou, nem podia libertar, cativos realmente culpados sem pagar o resgate. Ela não passou por cima da justiça, nem ignorou as suas exigências. Ela reina por provisão de um Salvador que sofreu no lugar dos culpados.

Pelo reinado da graça somos salvos da culpa do pecado na justificação, do poder do pecado na santificação e da presença do pecado na glorificação. Pela morte de Jesus Cristo, plena compensação foi apresentada à justiça de Deus.

A graça não apenas anulou a sentença de morte, mas dá ao homem a vida eterna (Rm 5:21b). O reinado do pecado produz morte, mas o reinado da graça oferece vida eterna mediante Jesus Cristo nosso Senhor. O Senhor Jesus recebe no palácio da Graça os que estavam condenados e mortos e concede a eles o dom da vida eterna. Todas as exigências da santidade de Deus foram cumpridas e o castigo pelo pecado foi pago, de modo que Deus pode, agora, conceder vida eterna a todos os que lançam mão dos méritos de Cristo.

3. A graça e os efeitos do pecado. Muitos são os efeitos do pecado. Um deles foi a maldição da Terra (Gn 3:17) – “E a Adão disse[...] maldita é a terra por causa de ti...”. São assaz notórios as catástrofes naturais, os conflitos em seus variados aspectos, injustiças, homicídios, infanticídios, feticídios, genocídios, etc. Outro efeito do pecado: a morte. O primeiro casal pecou e, como consequência, houve a inserção da morte na existência humana. Por isso, é dito que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23). A morte deve ser vista sob quatro aspectos: a) Morte espiritual (Gn 3:8); b) Morte Moral (Gn 3:12,13); c) Morte Física (Gn 3:19); d) Morte eterna (Ap 20:14). Todavia, a graça de Deus, presente na ressurreição do Senhor Jesus, destruiu o poder do pecado sobre a morte física; e essa mesma graça, quando nos reconcilia com Deus, destrói o poder da morte espiritual.

III. OS FRUTOS DA GRAÇA

1. A graça liberta. Certamente, o mais precioso fruto da graça é a libertação do domínio do pecado. Onde a Graça reina, os homens se tornam livres. Diz o texto sagrado: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6:14).

Em Adão toda a raça humana caiu em pecado e miséria. Porém, em Cristo, o segundo Adão, fomos libertados do pecado e da morte. Os que estão em Cristo, sob o reinado da graça, foram libertados da tirania do pecado, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5:20). Agora somos livres em Cristo. Podemos desfraldar as bandeiras da nossa liberdade. Infelizmente, muitos crentes são ignorantes, não conhecem o que Cristo fez por eles; outros são acomodados, acostumaram a viver como escravos; outros ainda são fracos, vivem com medo do feitor de escravos e deixam de desfrutar sua liberdade.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, narra que “a abolição da escravatura nos Estados Unidos da América custou alto à nação. Foi necessária uma guerra civil. Abraão Lincoln, 16° presidente, foi assassinado. A 13ª emenda da Constituição que validava a escravidão foi legalmente abolida era 18 de dezembro de 1865. No entanto, a vasta maioria dos escravos do Sul que haviam sido legalmente libertados continuou vivendo como escravos. Um escravo do Estado do Alabama disse: "Nada sei sobre Abraão Lincoln e sobre nossa libertação". Isso é trágico: uma guerra foi travada, um presidente foi assassinado, uma emenda à Constituição passa a ser lei, homens, mulheres e crianças antes escravos foram legalmente alforriados, todavia muitos continuaram vivendo como escravos por causa da ignorância. Há hoje muitos crentes vivendo como escravos. Embora Cristo, o emancipador de escravos, tenha morrido e ressuscitado para a nossa libertação, muitos crentes ainda vivem como cativos, sem desfrutar plena liberdade”.

2. Exigências da Graça (Rm 6:12,13). “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça”.

O domínio do pecado foi encerrado no Calvário pela morte de nosso Senhor. O nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado (Rm 6:6). Consideramo-nos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor (cf. Rm 6:11).

O que isso significa estarmos mortos para o pecado? Não significa que estamos mortos no sentido de insensíveis ao pecado. Paulo não está aqui defendendo a impecabilidade do cristão nem pleiteando a tese da santidade total nesta vida. Uma das evidências da vida é a capacidade de corresponder aos estímulos. Não estamos mortos para o pecado como um gato morto está insensível ao toque. Nossa natureza caída está tão viva e ativa que somos seriamente exortados a não obedecer a seus desejos, e o Espírito Santo nos é concedido para que possamos subjugá-los e controlá-los. Não morremos para o pecado no sentido de estarmos insensíveis a ele, como um morto está insensível aos cinco sentidos. Nossas tentações vêm do interior, da carne, e não apenas de fora, do mundo e do diabo.

Em que sentido, então, devemos considerar-nos mortos? Devemos considerar-nos mortos no sentido de que judicialmente estamos mortos em Cristo. Assim como pelo pecado de Adão morremos no pecado, pela morte de Cristo morremos para o pecado. Podemos agora, andar com a certidão de óbito no bolso, dizendo que o pecado não tem mais domínio sobre nós, no sentido de nos condenar, uma vez que já fomos justificados pela morte de Cristo. A penalidade que deveria cair sobre nossa cabeça caiu sobre Cristo. A condenação que nós deveríamos receber, Cristo recebeu em nosso lugar. O golpe da morte que nós deveríamos ter sofrido, Cristo sofreu por nós. A morte que nós deveríamos suportar, Cristo suportou por nós. A sua morte foi a nossa morte (2Co 5:14). Assim como Cristo morreu para o pecado, nós também morremos para ele. Porque estamos em Cristo, já sofremos nele a penalidade do pecado, que é a morte. Morremos nele e por intermédio dele. Ao nos unirmos com ele, sua morte tornou-se a nossa morte.

Agora, devemos agir em função dessa realidade. Precisamos cooperar. Não devemos deixar o pecado reinar em nosso corpo mortal ao atender aos seus desejos perversos. Somente Deus pode nos santificar, mas Ele não o fará sem o nosso envolvimento ativo. O corpo do cristão não é apenas santuário do Espírito Santo (1Co 6:19), mas também um instrumento nas mãos de Deus. Para que isto seja uma realidade, há algumas exigências a serem cumpridas:

a) não permita que o pecado domine seu corpo (Rm 6:12). Onde Cristo é Senhor, o poder do pecado tornou-se ilegal (Rm 6:7). O pecado é intruso e embusteiro. Ele pode usar o nosso corpo como uma ponte por meio da qual nos consegue governar. Assim Paulo convoca a rebelar-nos contra o pecado.

b) não ofereçam os membros do seu corpo ao pecado (Rm 6:13a). Os órgãos do nosso corpo (olhos, ouvidos, mãos, pés) devem estar a serviço de Deus, e não do pecado. A vida cristã é mais que um credo, é mais que um sentimento; é ação. Alguém disse que “o cristianismo não pode ser somente uma experiência de um lugar secreto; deve ser uma vida numa praça pública”.

c) Apresentai-vos a Deus, e os vossos membros como instrumentos de justiça (Rm 6:13b). Chamamos isto de consagração a Deus, que deve ser um compromisso decisivo e deliberado. Nosso corpo foi comprado por Deus e deve estar a serviço da glória de Deus. Os membros do nosso corpo não devem ser janelas abertas para o pecado, mas instrumentos da realização da vontade de Deus. Não podemos dar uma parte da nossa vida a Deus e outra parte ao mundo. “Para Deus é tudo ou nada”.

3. A graça santifica (Rm 6:22). “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para Santificação, e por fim a vida eterna”. A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do cristão, se este se dispuser a negar-se a si mesmo, para ter uma vida de santidade. Diz a Bíblia: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14).

O pecado não exerce domínio sobre a pessoa que se encontra debaixo da graça. O cristão morreu para o pecado e recebeu dentro de si o Espirito Santo (1Co 12:13) como poder para viver em santidade.

A fé nos torna justos aos olhos de Deus e nos desafia a sermos justos na prática – fazendo aquelas coisas que levam à santificação e à vida eterna. A vida eterna começa na conversão e, apesar da morte física que inevitavelmente sofreremos, ela continua além do túmulo, quando a usufruiremos em sua plenitude, incluindo o corpo ressurreto glorificado.

A santidade é obtida através de um processo, que tem início na conversão, e deve prosseguir por toda a vida do crente, até a morte, ou o seu encontro com Cristo, em sua vinda. A vida cristã somente pode progredir e se desenvolver se houver separação do pecado, o que deve ser perseguido até o dia do Arrebatamento da Igreja. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Pela justificação fomos libertados da culpa do pecado, mas na santificação devemos ser salvos do poder do pecado.

CONCLUSÃO

A Graça é a fonte da vida e melhor do que a vida. Por ela somos salvos, por ela vivemos e por ela entraremos nos páramos celestiais. “A graça seja com vós todos. Amém!” (Tt 3:15).
Fonte: ebdweb - Luciano de Paula Lourenço

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