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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

8ª lição do 3º trimestre de 2016:A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS


Texto Base: João 3:1-16

 "Jesus respondeu: Na verdade, na verda­de te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" (João 3.5)

INTRODUÇÃO

Você acha que evangelizar o orbe acadêmico e político é um desafio sobremodo grande? Você acha que evangelizar grupos desafiadores - como as prostitutas, os que vivem nas drogas e os homossexuais - exigem estratégias bastante engenhosas e muita oração e jejum? Então, deve-se engendrar mais esforços e muito mais dependência do Espírito Santo para enfrentar o maiúsculo desafio de evangelizar os religiosos, ou seja, aqueles que tem a religião como um meio para se chegar a Deus ou uma recompensa após a morte. É certo que ninguém será salvo por pertencer a uma igreja ou grupo religioso. Por isso, essas pessoas precisam conhecer realmente o Caminho certo, o Salvador, Cristo Jesus, o Senhor. A salvação é obtida pela graça de Deus (cf. Ef 2:8). É um Dom gratuito de Deus que o pecador recebe pela fé no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Nicodemos era um homem religioso, um fariseu, e ao se encontrar com Jesus, o Salvador lhe falou a respeito da necessidade de ser transformado e de “nascer de novo” - “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3:3). Jesus Cristo é o único que pode levar o ser humano ao Céu, Ele morreu para este fim. Ele disse a Tomé: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Portanto, falar de Cristo aos religiosos é urgente e essencial.

I. OS MITOS DA RELIGIÃO

O homem ao afastar-se de Deus, endeusou-se e pôs-se a inventar as mais absurdas seitas e as mais esdrúxulas religiões. Alguns mitos foram criados em torno da religião. Tais mitos, na verdade, não passam de subterfúgios, que levam o ser humano a esconder-se da face de Deus. Veja, a seguir, alguns mitos que têm ludibriado inúmeras pessoas em todo o mundo e bloqueado suas mentes para não conhecer o verdadeiro caminho que leva o ser humano a Deus.

1. Mito um: todas as religiões são boas. Ao longo da história existiram, e ainda existem, religiões terríveis, que pregavam e pregam o terrorismo, o ódio, o sacrifício humano. Vejamos, por exemplo, o caso de Moloque. Em sua adoração, os amonitas queimavam suas criancinhas (Lv 18:21; Jr 32:35). E, no culto a Baal-Peor, divindade venerada pelos midianitas e moabitas, os desregramentos sexuais não tinham limites (Oséias 9:10). A prática de tais abominações levou o Senhor a castigar severamente a Israel (Nm 25). Portanto, historicamente a afirmação de que todas as religiões são boas não prevalece. Também de forma lógica não se pode fazer tal afirmação. Para os cristãos autênticos, Jesus Cristo é o filho de Deus que se fez homem. Assim, o Cristianismo tem algo que nenhuma outra religião tem.

2. Mito dois: todas as religiões le­vam a Deus. Muitas pessoas acham que todas as religiões apresentam caminhos válidos para se encontrar Deus e entender o sentido da vida. Você já ouviu alguém dizer: “não importa a que religião você pertence, todas elas levam ao mesmo Deus”? Na sociedade pós-moderna, tolerante ou pluralista, em que vivemos, essas ideias são populares. Quem pensa de outra maneira é encarado como alguém de mente fechada, até mesmo intolerante. Ora, se toda religião, seja qual for o modo de suas práticas, leva o ser humano a Deus, então a morte vicária de Jesus em favor da humanidade perdida foi debalde, haja vista que quando Jesus veio já existia inúmeras religiões, inclusive o budismo, o hinduísmo, o judaísmo, etc. A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23). Isto quer dizer que sem Jesus Cristo ninguém será salvo, em qualquer que seja a religião, inclusive no cristianismo. Nem todos aqueles que se dizem pertencer à “religião cristã”, são cristãos verdadeiros (cf. Mt 7:21). Ser cristão autêntico é ser parecido com Cristo. Ser parecido com Cristo é andar como Jesus andou, falar como Jesus falou, agir come Jesus agiu, sentir como Jesus sentiu.

Se todas as religiões levam ao mesmo Deus, com certeza veríamos cada uma delas usando sua influência para trazer paz e união à humanidade. Mas não é isto que tem acontecido. A história indica que em vez de unir a humanidade, a religião é motivo de divisão e conflitos mortais. Vejamos alguns exemplos:

·    Do século 11 ao 13, a cristandade, ou seja, as nações que professam ser cristãs, foram à guerra contra forças islâmicas numa série de Cruzadas.

·    Na Europa do século 17, católicos e protestantes se enfrentaram na Guerra dos Trinta Anos.

·    Em 1947, assim que o subcontinente indiano se tornou independente da Grã-Bretanha, hindus e muçulmanos entraram em conflito.

·    Mais recentemente, católicos e protestantes lutaram durante anos na Irlanda do Norte.

·    No Oriente Médio, ainda não existe paz entre judeus e muçulmanos.

·    E no topo da lista está a Segunda Guerra Mundial, que envolveu pessoas das cinco religiões principais, até mesmo colocando membros da mesma religião em lados opostos do conflito.

A conclusão que se tem disso tudo é óbvia: as religiões do mundo não trouxeram paz e união, nem têm levado ao mesmo Deus. Pelo contrário, elas têm dividido a humanidade e criado uma imagem confusa de quem é Deus e de como adorá-lo. Assim, quem quiser se achegar ao verdadeiro Deus precisa escolher cuidadosamente o caminho: Jesus Cristo (João 14:6). Receber a Jesus como Único e Suficiente Salvador não faz da pessoa um religioso, mas sim alguém que foi transformado, uma nova criatura, pela misericórdia divina.

3. Mito três: nenhuma religião é verdadeira. A religião pura e verdadeira vai muito além de doutrinas e ritos. Hoje há um grande abismo entre o que professamos e o que vivemos; entre o que dizemos e o que fazemos; entre a nossa profissão de fé e a nossa prática de vida; entre o cristianismo teórico e o cristianismo prático. Esse distanciamento entre verdades inseparáveis, essa falta de consistência e coerência, dá à luz uma religião esquizofrênica e farisaica.

Tiago afirma que “a religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27). Aqui, Tiago afirma o seguinte:

ü A verdadeira religião é amar o próximo. Tiago associa, dentro da comunidade cristã, a verdadeira religião com práticas adequadas, e mostrando que a fé verdadeira está associada não apenas à fé, mas com o que fazemos para espelhar nossa fé. O amor ao próximo não é o conteúdo do cristianismo, mas sua expressão. A preocupação prática da religião de uma pessoa é o cuidado pelos outros. A religião é a prática da fé, é a fé em ação. Palavras não substituem obras (Tg 2:14-18; 1João 3:11-18).

ü A verdadeira religião é amar a Deus e viver uma vida separada da corrupção do mundo. A religião verdadeira não é um simples ritual, não é misticismo ou encenação, mas é ter uma vida separada para Deus; é guardar-se incontaminado do mundo, ou seja, do sistema de valores pervertidos, corruptos, sujos, imorais e inconsequentes. A religião que agrada ao Senhor é rechaçar o mal ainda que mascarado de bem. O mundo é atraente, ele arma um cenário encantador para nos atrair. Contudo, o mundo jaz no maligno (1João 5:19). Para nos protegermos da corrupção do mundo, precisamos nos comprometer com o sistema ético e moral de Cristo, e não com o do mundo. Não devemos nos adaptar ao sistema de valores do mundo, baseado no dinheiro, no poder e no hedonismo. A verdadeira fé não significa nada se estivermos contaminados com estes valores. Não podemos amar o mundo nem ser amigo dele. Não podemos nos conformar com o mundo para não sermos condenados com ele (Rm 12:2).Observe a exortação de João: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1João 2:15-17).

II. COMO EVANGELIZAR OS RELIGIOSOS

Evangelizar os religiosos é um grande desafio. Precisamos de algumas habilidades para partilharmos nossos conhecimentos com as pessoas religiosas, seja qual for a religião. Tendo como exemplo a ação evangelística de Jesus, vejamos como expor o Evangelho aos religiosos.

1. Ame-os.  Se o motivo pelo qual você pretende contatá-los não é porque os ama, desista. Todo evangelizador precisa amar profundamente os seus evangelizandos. Só um grande amor pode nos preparar para suportarmos pacientemente as incompreensões, os insultos, as calúnias, os deboches e até agressões físicas de alguns religiosos.

2. Ore por eles. Se você quer mesmo falar de Jesus aos espíritas, católicos, muçulmanos, ateus, etc., então, primeiramente, fale deles para Jesus. Ou seja, primeiramente ore por eles, pedindo ao Senhor para abrir os olhos do entendimento deles, a fim de que enxerguem os erros dos quais são vítimas.

3. Saiba como começar e quando parar. Ore ao Senhor pedindo-lhe para pôr na sua boca a palavra certa, no momento certo (Pv 25:11). Não permita que o diálogo com a pessoa religiosa perca o controle. Sempre que o diálogo esquentar, está na hora de parar - “Ao servo do Senhor não convém contender” (2Tm 2:24). A nossa guerra não é contra os religiosos, mas sim, contra Satanás e seus demônios. Em vez de contender com os reli­giosos, fale que Cristo é a única solução para a humanidade caída e carente da glória de Deus.

4. Trate a religião do outro com o devido respeito. Nosso senhor não tratou a mulher samaritana de maneira grosseira, nem deixou de atender o clamor da mulher sírio-fenícia. Ambas as mulheres, por certos, adoravam outros deuses e praticavam uma religião que, do ponto de vista das Escrituras, não dignificavam o ser humano. Mas com todo carinho e amor, Cristo Jesus se pôs a falar com essas mulheres de maneira respeitosa e amorosa.

5. Não detrate a religião alheia. Não é fazendo "guerra santa" que pessoas crerão no Senhor. É constrangedor quando sabemos de casos de completa falta de sabedoria e bom senso, em que o anunciante da Palavra põe-se a agredir a religião alheia. É importante ressaltar que, da mesma forma que nos sentiríamos ultrajados se alguém entrasse em nosso templo e quebrasse o púlpito à machadadas, igualmente o mesmo sentimento se passa na mente e no coração do adepto de determinada religião em que vê o seu símbolo sendo maltratado. A atitude de "guerra" e agressividade nada tem a ver com o nosso Senhor e o seu método de propagar o Evangelho e o Reino de Deus.

Portanto, “sem ofender a religiosidade de seus ouvintes, mostre, em Jesus Cristo, a verdadeira religião. Foi o que Paulo fez em Atenas. Tendo como ponto de partida o altar ao Deus desconhecido, anunciou-lhes Cristo como o único Caminho que salva o pobre e miserável pecador (At 17:26-34). Se agirmos assim teremos êxito na evangelização dos católicos, espíritas, judeus, muçulmanos, ateus e desviados”. Se detratarmos a religião alheia, não teremos tempo para falar de Cris­to, pois a evangelização exige ações rápidas e efetivas.

III. RELIGIOSOS QUE REPRESENTAM DESAFIOS

Os seguimentos religiosos, a seguir, são bastante desafiadores. Por isso, são necessárias estratégias adequadas e bem definidas, sob o auspício do Espírito Santo, a fim de que o Evangelho de nosso Senhor possa alcançá-los.

1. Católicos romanos.  Ao evangelizar um católico, fale do grande amor de Jesus, bem como do poder do Seu sangue remidor. Dê prioridade a isso, porque se ele conseguir entender isso e decidir confiar só no Senhor, o Espírito Santo lhe abrirá os olhos do entendimento para que enxergue quão profundo abismo é o catolicismo romano. Nesse momento, as algemas de Satanás serão quebradas e ele será posto em liberdade. É o Evangelho que liberta. Ajude o católico a entender que crer na igreja católica, crer no purgatório, crer nos sete sacramentos, crer nas indulgências, etc., não é crer no Evangelho. Não ofenda Maria, nem os “santos” gerados por eles. Evite apontar a igreja evangélica como superior à católica. Antes, exponha-lhes Jesus como o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Certamente, ao convidar a sair do catolicismo e aceitar a Jesus Cristo como único Salvador e Senhor a pessoa vai dizer que “não pode trair a tradição que recebeu de seus pais, de seus avós e de todos os seus antepassados que, segundo ela, eram todos católicos”. Porém, veja o que diz a Palavra de Deus: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que portradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo” (1Pd 1:18,19). Tradição é prática criada pelo ser humano. Jesus reprovou veementemente os judeus que substituíam a Lei de Deus pela tradição (Mt 5:1-6). Disse Jesus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mt 15:6). Portanto, a tradição é pecaminosa, quando ela entra em conflito com a Palavra de Deus ou quando ela é colocada em proeminência em detrimento das Escrituras Sagradas.

2. Espíritas. A comunicação com os mortos, o esforço de um estreito relacionamento com os espíritos desencarnados, e a possibilidade de as almas retornaram à vida corpórea em corpos diferentes, são os baluartes da doutrina espírita. O espiritismo está sob condenação divina porque consulta os mortos, tenta manter diálogo com eles, recebe mensagens de seres espirituais que dizem ser espíritos desencarnados, e, além disso, distorce a Palavra de Deus e nega as principais doutrinas bíblicas. Não podemos nos esquecer de que os “espíritos” que se manifestam nas sessões kardecistas nada mais são que demônios, espíritos malignos, que iludem as pessoas e que são seres que têm conhecimento acurado das circunstâncias em que estão envolvidas as pessoas que os consultam, muitos deles pessoas que já se encontram escravizadas por estes mesmos espíritos.

Deus é enfático quando diz: "Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas..."(Dt 18:10-12). Necromante era o nome dado ao espírita de hoje, isto é, pessoa que invoca os mortos.

A Bíblia diz em 1Samuel 28:7 que Saul procurou uma necromante, isto é, uma mulher que consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma “palavra do Senhor”, que viesse por intermédio do profeta Samuel, já falecido. Os espíritas têm usado esta passagem para justificar que houve a comunicação com o espírito de Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: (a) Deus não iria favorecer uma prática por Ele próprio condenada, em função da qual condenou Saul, conforme Deuteronômio 18:10-12 e 1Crônicas 10:13-14; (b) Se Samuel fora enviado por Deus - o espiritismo ensina que Deus só se comunica com os homens através dos bons espíritos - teria cumprido com prazer sua missão, e não teria dito a Saul: "Por que me inquietaste, fazendo-me subir"? (c) O espírito maligno que se incorporou na pitonisa (médium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e seus filhos morreriam (1Sm 28:19). A morte de Saul não ocorreu no dia seguinte, e somente três de seus filhos morreram (1Sm 31:2,6; 1Cr 10:2,6). Os outros filhos, Is-Bosete (2Sm 4:7), Armoni e Mefibosefe (2Sm 21:8) não foram mortos na batalha contra os filisteus. E mais, Deus puniu Saul por causa do seu ato abominável: "Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão com que transgrediu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar"(1Cr 10:13).

Também, Manassés, o décimo-quinto rei de Judá, cometeu este ato abominável de consulta aos mortos e feitiçarias - "Fez seus filhos passarem pelo fogo no vale do filho de Hinon, praticou feitiçaria, adivinhações e bruxaria, e consultou médiuns e adivinhos, fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira"(2Cr 33:6). Por causa disso, Deus o puniu severamente. Ele foi levado cativo para a Babilônia (2Cr 33:11).

Na parábola do rico e Lázaro (Lc 16:19-31), o Senhor Jesus confirma a impossibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos. Em resposta ao rico, que estava em tormentos e lhe rogava que enviasse Lázaro aos seus irmãos na Terra, Abraão foi categórico: "Têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos". Ou seja, seus irmãos possuem os cinco livros de Moisés (o Pentateuco) e os livros dos profetas. Devem eles buscar suas verdades, ler essas Escrituras para alcançarem a vida eterna. Mas o rico insistiu: "Não, pai Abraão, mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam". O rico estava aterrorizado diante do que estava vendo e sofrendo. Não desejava a mesma coisa para o seu pior inimigo. Acreditava o rico no testemunho de Lázaro. Pensava ele que a Lázaro seria permitido sair do seu lugar para levar a boa mensagem de salvação aos vivos. Mas Abraão fechou a questão, decisivamente: "Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos volte à vida". Os destinos desses dois homens, do rico e de Lázaro, eram irreversíveis. Vê-se que em nenhum momento Abraão acena com a possibilidade de o sofrimento do rico ser amenizado.

Em Isaías 8:19, lê-se: "Não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?”. Desde a formação do homem no Éden Deus estabeleceu o princípio da obediência. Se Deus proíbe qualquer prática ou ato que tenha por objetivo entrar em comunicação/comunhão com espíritos de pessoas mortas, devemos obedecer. Deus proíbe o ato de se tentar obter, através de adivinhos e necromantes, certas informações dos espíritos, ou até mesmo alívio para os males do corpo e da alma.

Diante do exposto, concluímos que se os espíritas não aceitarem a Cristo como único e suficiente Salvador estarão perdidos para sempre. Por isso, urge que os evangelizemos. Todavia, na evangelização dos espíritas, evite toda e qualquer discussão. Com amor e sabedoria, convença-os, pela Bíblia, de que aos homens está or­denado morrerem uma única vez, vindo depois disso o juízo, e que o sacrifício de Jesus Cristo é suficiente para levar-nos ao Pai (Hb 9:27; 1Pd 3.18).

3. Judeus e muçulmanos. Qualquer pessoa ou segmento religioso na face da Terra deve ser evangelizado. A Grande Comissão ordenada por Jesus Cristo (Mt 28:19,20) inclui todos os povos e religiões, sem exceção. Os judeus, embora considerados o povo da promessa, são tão carentes da Salvação em Cristo quanto os muçulmanos "jihadistas” (Rm 3:23). A “jihadi” ("empenho", "esforço) é o principal pilar da religião muçulmana. Através da “jihadi” os muçulmanos procuram atingir o seu objetivo principal: reordenar o governo e a sociedade de acordo com a lei islâmica, chamada de sharia. E para atingir esse objetivo eles perpetram atos violentos contra aqueles que não aceitam suas diretrizes. Os “jihadistas” entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Alá (deus lua) na Terra e para defender a comunidade muçulmana contra “infiéis” (geralmente cristãos e judeus) e apóstatas (pessoas que deixaram a religião). Com raras exceções, todos os seus adeptos ficam calados quando ocorrem os diabólicos atos homicidas praticados em nome de “Alá”(deus lua). O objetivo final do Islamismo é subjugar o mundo e regê-lo pelas leis islâmicas, mesmo que para isso necessite matar e destruir os “infiéis ou incrédulos” da religião. Segundo eles, Alá deixou dois mandamentos importantes: o de subjugar o mundo militarmente e matar os inimigos do Islamismo: judeus e cristãos.

Veja só uma parcial de alguns mandamentos do livro “sagrado” muçulmano – O Alcorão (Extraído do site oficial do Islã no Brasil):

·        Sura 2:191 – “Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos”.  

·        Sura 4:91 - “...capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, porque sobre isto vos concedemos autoridade absoluta”.

·        Sura 9:111 - “Alá cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Alá, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível, que está registrada no Alcorão. E quem é mais fiel à sua promessa do que Alá? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com ele. Tal é o magnífico benefício”.

·        Sura 9:5;29 – “Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os... Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião...”.

Como alguém pode aceitar como verdade absoluta isso que lemos acima e ainda não ser radical? (Pois todos os islâmicos aceitam o Alcorão como a única e verdadeira revelação de Alá).  Precisamos alertar a população dos "prós e contras" o que essa religião pode trazer à nossa sociedade. Não estamos lidando somente com religiosos, mas com pessoas que vivem uma religião/política de maneira fanática. É nesse aspecto que precisamos tomar os devidos cuidados.

A Bíblia Sagrada diz que a religião pura e imaculada é: Amar a Deus e ao próximo (Tiago 1:27). Desta feita, os muçulmanos precisam de Salvação na Pessoa de Cristo. Por isso, precisamos evangelizá-los. Mas, são necessárias estratégias adequadas para ganhá-los para Cristo. A advertência dada ao profeta Ezequiel ainda ecoa em nossos dias: “Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez 3:18).

Na evangelização dos muçulmanos, não ofenda Maomé, o “profeta" deles.

4. Ateus. Apesar de os ateus se apresentarem como não religiosos e descrentes da existência de Deus, são tão religiosos quanto os demais homens. Aliás, não existe ateu no seu stricto sensu. Embora não confesse, pois isso seria demonstração de fraqueza, todo ateu nutre dentro de si uma dualidade que o angustia. Ao mesmo tempo em que reluta crer em Deus, sente-se como que atraídos pela divindade. Isso porque o homem, por mais que procure fugir de Deus, mais dele se aproxima. Em seu coração existe um clamor oculto, um vazio tão imenso quanto o próprio Deus que ele nega. Sim, porque a crença num Ser superior, ainda que não seja propriamente no Deus da Bíblia, é uma das mais tangíveis realidades da existência humana. Prova disso é que nunca foi encontrada, em nenhum período da história, um povo que não acreditasse num Ser Eterno. Quando alguém, por livre iniciativa ou mesmo por iniciativa de outrem, resolve duvidar da existência de Deus, tal pessoa rompe com sua própria essência, portanto, com sua própria vida. Essencialmente, o homem sem Deus é como um carro sem combustível, existe, mas não funciona.

Ao evangelizar uma pessoa que se diz ateu é aconselhável não insistir que ele creia na existência de Deus, por mais tangível que isso possa parecer. O ateu é orgulhoso e ele não vai se render tão facilmente. Apenas deixe bem claro que Jesus salva e liberta o mais vil dos pecadores e que um Dia todo ser humano estará em sua presença, creia ele ou não.

5. Os desviados do EvangelhoA igreja jamais deve esquecer-se dos desviados. Eles são tão carentes de salvação como os que nunca ouviram o Evangelho, pois se eles não voltarem antes da morte chegar, poderá, sim, perder a salvação eterna. Sobre a possibilidade de o desviado voltar, podemos entender através da parábola do filho pródigo (Lc 15:11-32) e de exemplos que já ocorreram várias vezes em nossas igrejas. O Senhor Jesus deixou clara a possibilidade de o filho voltar à casa do Pai, embora tenha ido para muito longe, embora tenha sofrido e causado grandes prejuízos – “...desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente...”. Mediante o reconhecimento do seu erro, e sua decisão de retornar, e com humildade ter feito sua confissão e seu pedido de perdão – “Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho” -, o Pai não impôs qualquer restrição, mas, recebeu-o novamente como filho – “Mas o pai disse aos seus servos: trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se”.

É certo que hoje, a casa do Pai, representada pela igreja, está com as portas abertas para receber todos aqueles seus filhos que um dia foram embora. Satanás usa de suas armas para convencer aquele crente que pecou, bem como aquele que se desviou, voltando para o mundo, de que não há mais perdão para ele, que ele cometeu pecado imperdoável e que está, realmente, perdido, que é um apóstata. Pecar, por um momento de descuido, afastar-se da Igreja, ou desviar-se, quer seja porque tenha pecado, quer seja por ter sofrido uma decepção, quer seja por ter perdido o ânimo, por falta de oração, de alimento espiritual, nada tem a ver com o pecado imperdoável ou com apostasia. A igreja precisa engendrar esforços para trazer novamente esse “filho pródigo” à casa do Pai. Usemos testemunhos e passagens bíblicas que os animem a consagrar-se de novo a Deus. Muitas das mensagens dos profetas do Antigo Testamento eram dirigidas aos filhos de Deus que se desviaram.

CONCLUSÃO

Falar de Cristo aos religiosos não é tarefa simples, porém, é necessária e urgente. Os evangelizadores devem se preparar adequadamente, visando alcançar qualquer pessoa que ainda não tem Jesus Cristo como único mediador entre Deus e o homem (1Tm 2:5). Ninguém pode ser esquecido em nossas ações missionárias e evangelísticas. Quando a pessoa aceitar a Cristo como Senhor e Salvador, faça a seguinte oração com ela:

“Senhor Jesus, reconheço que meus erros são frutos de minha rebelião contra ti. Perdoe os meus pecados. Agradeço pelo teu precioso sangue que me purifica e me liberta de todo o mal. Eu sei que o Senhor me ama e me aceita como eu sou, foi por isso que morreste na cruz. Faze de mim a pessoa que tu queres que eu seja. Pela fé entrego o controle da minha vida a ti. Que teu Espírito faça morada em minha vida. Confio em Ti como meu Salvador e Senhor. Declaro que eu vou te seguir enquanto eu viver. Decido participar de teu reino na vida da tua igreja. Oro em nome de Jesus. Amém”.


Fonte: Blog do Luciano de Paula Lourenço

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