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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

5ª lição do 1º trimestre de 2016: O ARREBATAMENTO DA IGREJA


Texto Base: 1 Tessalonicenses 4:13-18

 

“Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4:17).

 
INTRODUÇÃO

O Arrebatamento da Igreja é o evento que porá fim à dispensação da Graça, a este tempo que estamos vivendo em que o Espírito Santo atua livremente através de todos os homens e mulheres que, independentemente de raça, tribo ou nação, aceitam a mensagem do Evangelho, creem que Jesus é o Salvador e se submetem ao seu senhorio, passando a viver segundo a sua vontade. É o momento da retirada repentina, de improviso, de sobre a face da Terra, de todos os redimidos que permaneceram fiéis, antes que se inicie o período mais tenebroso da história da humanidade - a Grande Tribulação. O Arrebatamento é tremendo em sua vitória sobrenatural sobre a morte; é o milagre que Satanás não pode imitar; é o testemunho sobrenatural de Jesus Cristo que ganhou a vitória sobre a morte e o inferno. Jesus, então, como diz Paulo, descerá e se encontrará com a Igreja nos ares, que é a reunião dos salvos em Cristo (1Ts 4:16,17).

I. TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS

1. Distinção entre Arrebatamento e a Vinda de Jesus em glória. Geralmente, ao se ler sobre estes dois eventos, cria-se uma certa confusão e acaba-se considerando todos os trechos da Bíblia como pertencentes a um mesmo evento. Porém, a Bíblia deixa claro que são dois estágios distintos da Segunda Vinda de Cristo.

No Arrebatamento muitos na Igreja não estarão esperando Jesus. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele - “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lc 12:40). Não somente as “virgens loucas”, mas até as “prudentes” estarão dormindo - “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25:5).

A Vinda de Cristo em Glória ocorrerá quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24:33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19:19). As Escrituras dizem que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Zacarias declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12:10b), e todos os judeus vivos na Terra reconhecerão seu Messias. Exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Paulo declara: “... todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11:26).

Portanto, a Vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos de povos (1Co 10:32): para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz.

O quadro comparativo, a seguir, poderá ajudá-lo a distinguir estes dois eventos com clareza:

Arrebatamento (*)
 
Aparecimento Glorioso (*)
Acontece antes dos sete anos de Tribulação, porém não os inicia (2Ts 2:1-6).
 
Acontece imediatamente depois dos sete anos de Tribulação (Mt 24:29,30).
Somente os crentes verão Jesus (1Ts 4:16,17).
 
Todos verão Jesus (Ap 1:7).
O próprio Senhor descerá da casa de seu Pai, onde Ele preparou um lugar para nós (João 14:1-3; 1Tes 4:16).
 
Ocorre um fenômeno cósmico no sol, na lua e nas estrelas (Mt 24:29).
Jesus virá novamente para nos receber para si (João 14:1-3).
 
O céu se abre e Cristo aparece sobre um “cavalo branco” (Ap 19:11).
Jesus ressuscitará aqueles que dormem nele (1Tes 4:14-15). Tudo isto acontecerá "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15:52).
 
Jesus vem seguido por “exércitos do céu” – a Igreja glorificada (Ap 19:14).
Ouviremos a voz do arcanjo (1Tes 4:16).
 
Haverá um Sinal do Filho do Homem no céu, visto por todos (Mt 24:30).
Ouviremos também a trombeta de Deus (1Tes 4:16). Esta será a sua última trombeta para a Igreja.
 
Jesus vem em poder e grande glória (Mt 24:30).
Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Tes 4:16,17).
 
Todos os que não criam em Jesus lamentam por não estarem preparados (Mt 24:30).
Então nós, os que estivermos vivos e permanecermos, seremos transformados, feitos incorruptíveis, com nosso corpo "imortal" (1Co 15:51-53).
 
O anticristo (a besta) e seus exércitos confrontam Cristo (Ap 19:19).
Então seremos arrebatados juntos... (1Tes 4:17).
 
Cristo lança a besta e o falso profeta no lago de fogo (Ap 19:20).
... com eles nas nuvens... (onde os crentes mortos e vivos serão reunidos) (1Tes 4:17).
 
Os que rejeitaram a Cristo serão mortos (Ap 19:21).
... para encontrar o Senhor nos ares (1Tes 4:17).
 
Satanás é lançado no abismo por mil anos (Ap 20:1-3).
"Voltarei e vos receberei para mim mesmo". Jesus nos leva para a casa do Pai, "para que, onde estou, estejais vós também" (João 14:13).
 
Os santos do Velho Testamento e da Tribulação serão ressuscitados (Mt 24:31; Ap 20:4).
"Assim, estaremos para sempre com o Senhor" (1Tes 4:17).
 
Jesus julga as nações e estabelece seu reino (Mt 25).’
(*) Fonte: "Estamos Vivendo os Últimos Dias?", de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins.
 

2. A reunião dos salvos no encontro com Cristo. No Arrebatamento o Senhor Jesus deixará o Seu Trono e, vindo do Céu (da casa do Pai – João 4:1-3), aparecerá nos ares (1Ts 4:17). Ele não virá de maneira visível sobre a Terra, mas permanecerá na atmosfera superior. Os espíritos e almas dos que dormiram nEle o acompanharão, como provavelmente também o Arcanjo Miguel. Então serão ressuscitados primeiro os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na Terra e João 14:1-6 estará cumprido. Tudo isso naturalmente acontecerá numa fração de segundos (1Co 15:51-53).

Antes da Volta de Cristo, porém, algo deverá ser feito nas regiões celestiais. Afirmam as Escrituras que Satanás e as hostes espirituais da maldade habitam os lugares celestiais (Ef 6:12), ou seja, por permissão divina, uma certa dimensão celestial é habitada pelo adversário e por suas miríades angelicais, que vagam sem local e sem destino por este universo (Jó 1:7), aguardando a execução da sentença de suas condenações. Para que se faça o encontro de Jesus com o seu povo nos ares, ou seja, na região que se encontra abaixo da glória divina, será preciso que o diabo e seus anjos sejam dali retirados, o que será feito pelo arcanjo Miguel, como se vê em Ap 12:7-9 – “E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus; e foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na Terra, e os seus anjos foram lançados com ele”. Essa batalha fará com que o Diabo seja precipitado sobre a Terra, ou seja, deixará os ares livres para o encontro de Jesus com a sua Igreja. Simultaneamente, como se revela no livro do Apocalipse, se iniciará uma época terrível sobre os homens que aqui ficarem, pois o Diabo atuará como nunca sobre a face da Terra, irado e sabendo que tem pouco tempo (Ap 12:12) - “Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”.

3. Quem será arrebatado? Este acontecimento envolverá somente a Igreja, ou seja, todos aqueles que fazem parte da Nova Aliança, isto é, todos aqueles que foram transformados mediante o Novo Nascimento. Aqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus e permaneceram fiéis a Ele serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, participar das Bodas do Cordeiro e estar para sempre com o Senhor. Abrangerá tanto os que estiverem vivos na Terra quanto os que “dormem” no Senhor e estão no Paraíso (1Co 15:51,52; 1Ts 4:16,17). Os cristãos que estiverem vivos e aqueles que já “dormem” no Senhor serão arrebatados (1Ts 4:16,17). Chamamos esse evento de a “Grande Colheita” dos justos.

Estamos vivendo um espaço de tempo indeterminado chamado era da Igreja ou era da Graça, o qual se iniciou no dia do Pentecostes e se findará no Dia do Arrebatamento. Este período de tempo indeterminado está compreendido entre a 69ª e 70ª semana de anos, conforme as profecias do livro de Daniel (Dn 9:20-27). Após o arrebatamento, iniciar-se-á um período de grande sofrimento e angústia na Terra, chamado de Grande Tribulação, ou septuagésima semana de Daniel (estudaremos sobre este tema na lição nº 8). A Igreja não passará por esse tenebroso período.

A figura abaixo é uma ilustração referente ao Arrebatamento. A mesma trás, em ordem, a sequência dos fatos que ocorrerão quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja.


II. O ARREBATAMENTO E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. A ignorância acerca dos mortos (1Ts 4:13) – “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem...”.

Quando Paulo visitou os tessalonicenses pela primeira vez, ensinou-lhes que Cristo viria reinar e falou-lhes dos acontecimentos que se seguiram. Entretanto, surgiram questionamentos a respeito dos crentes que já haviam morrido. O corpo deles ficaria no sepulcro até o dia final? Seriam eles excluídos da alegria de participar da vinda de Cristo e de seu reino glorioso? Com o propósito de responder a essas perguntas e assim eliminar de vez qualquer temor, Paulo descreve a ordem dos acontecimentos por ocasião do regresso de Cristo para buscar a Igreja.

- “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes dos que já dorme...”. Aqui, a palavra “dormir” é sempre usada em relação ao corpo dos cristãos que já morreram, e nunca com respeito ao espírito ou alma. O dormir é um símbolo apropriado para a morte, pois muitas vezes o morto parece estar dormindo. Até nossa palavra “cemitério” vem do grego “koimeterion”, que quer dizer “ao lugar onde se dorme”. É uma figura de linguagem bem conhecida, pois toda noite representamos esse símbolo da morte, e cada manhã é como a ressurreição.

A Bíblia não ensina que a alma adormece na hora da morte. Tanto o rico quanto Lázaro estavam conscientes depois de morrer (Lc 16:19-31). Quando morre um crente, ele logo vai “habitar com o Senhor” (2Co 5:8). Morrer é “estar com Cristo”, a posição a que Paulo faz referência, dizendo que é “ganho” e “incomparavelmente melhor” (Fp 1:21,23). Isso não poderia ser verdade se a alma estivesse dormindo.

A Bíblia também não ensina aniquilação. O ser humano não deixa de existir na hora da morte. O crente desfruta a vida eterna (Mc 10:30; João 23:43). O descrente sofrerá o castigo eterno (Mc 9:48; Ap 14:11).

2. A Primeira e a Segunda ressurreição – “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, traráem sua companhia, os que dormem” (1Ts 4:14).

A ressurreição é a restituição à vida, ou seja, o retorno à unidade entre corpo, alma e espírito, que havia quando da vida física. É válido ressaltar que a ressurreição de Jesus foi a primeira ressurreição propriamente dita, porque Jesus ressuscitou em corpo glorificado, para não mais morrer. É importante observar que Jesus ressuscitou enquanto homem e, portanto, foi o Deus Pai quem O ressuscitou (At 2:32; 3:15; 4:10; 10:40; 13:30,37; Rm 4:24; 1Co 6:14; 15:15; 1Pe 1:21). Com a ressurreição, Jesus foi exaltado sobre todo o nome (Fp 2:9), passando, então, a ser chamado de Nosso Senhor (Rm 1:4), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18).

A ressurreição de Cristo é nossa garantia no presente. Sem a ressurreição de Cristo não pode haver salvação. Quanto a isso, a Bíblia declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1Co 15:14).

A Bíblia fala em Primeira e Segunda Ressurreição (Ap 20:4,5), separadas uma da outra por um período de cerca de mil anos. De acordo com a Bíblia, e conforme afirmou o próprio Jesus, todos os mortos ressuscitarão – “... vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”(João 5:28,29). Paulo também afirmou: “Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos”(Atos 24:15). Este e muitos versículos desfazem a ideia de que os ímpios serão destruídos e de que não haverá condenação porque “Deus é amor”. Segundo a Bíblia, todos ressuscitarão. O que precisamos saber é que os justos não irão ressuscitar juntamente com os ímpios. A ressurreição dos mortos acontecerá em duas etapas diferentes: uma para os justos e a outra para os ímpios (Dn 12:2; Ap 20:5).

- Na Primeira Ressurreição serão ressuscitados todos os santos, de todos os tempos. Não haverá ressurreição dos ímpios, nesta oportunidade. Os santos receberão corpos glorificados, dotados de vida eterna, e conforme o corpo do Senhor Jesus, segundo o ensino de Paulo: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”(Fp 3:20,21).

Observe que, quando voltar, Jesus trará consigo os que morreram nEle, pois eles já estão com Ele (1Ts 4:14,15), e ressuscitará seus corpos mortos em primeiro lugar (1Ts 4:16). Somente depois disso acontecerá a transformação dos crentes ainda vivos, e então eles serão arrebatados juntos ao encontro do Senhor (1Ts 4:17). É importante observar que não está escrito: "trará para Ele", mas "trará, em sua companhia", ou seja, "trará com Ele" (1Ts 4:14). Isso significa simplesmente que os trazidos com Jesus em Sua vinda são os espíritos e almas sem corpo dos que morreram em Cristo. Primeiro, seus corpos serão ressuscitados e juntados aos espíritos e almas. Depois os crentes vivos serão transformados e toda a Igreja será levada para o Céu com Jesus.

- Na Segunda Ressurreição serão ressuscitados todos os ímpios de todos os tempos - “... e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação”(João 5:29). A segunda ressurreição somente acontecerá depois do Milênio – “Mas os outros mortos não reviveram, ate que os mil anos se acabaram...”(Ap 20:5). Estes “outros mortos” são todos aqueles que morreram sem a salvação, tanto no Antigo como no Novo Testamento, ou seja, são os ímpios de todos os tempos, que, certamente, estarão diante do Grande Trono Branco para o Juízo Final. Esse momento foi visto e descrito por João em Apocalipse 20:11-15.

3. A transformação dos crentes que estiverem vivos quando Jesus voltar – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade”(1Co 15:51-53).

Nem todos dormiremos, ou seja, nem todos os cristãos passarão pela morte. Alguns estarão vivos quando o Senhor voltar. Quer tenhamos morrido, quer ainda estejamos vivos, transformados seremos todos.

A verdade da ressurreição, em si mesma, não é um mistério, uma vez que aparece no Antigo Testamento; no entanto, o fato de que nem todos dormiremos, assim como a transformação dos santos que estiverem vivos na volta do Senhor, são verdades outrora desconhecidas.

A transformação dos nossos corpos ocorrerá de forma instantânea, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta (1Ts 15:52). Aqui, a “última trombeta” não anuncia o fim do mundo. Também não é a última trombeta mencionada em Apocalipse. Antes, é a trombeta de Deus que soará quando Cristo vier nos ares para buscar seus santos (1Tes 4:16). Quando a “trombeta” soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (1Co 15:52). Que momento glorioso será, quando a terra e o mar entregarão o pó de todos aqueles que morreram em Cristo. É praticamente impossível a mente humana captar a grandeza desse acontecimento, mas o cristão verdadeiro, salvo em Cristo, pode aceitá-lo pela fé.

Quando os santos mortos forem ressuscitados e os santos vivos forem transformados com eles, então, se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória” (1Ts 15:54). “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor JEOVÁ as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse” (Is 25:8).

III. ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE

1. Antes do Arrebatamento, é preciso vigilância. Por que é preciso vigilância? Porque não sabemos quando Jesus vai voltar. Sua volta é certa, mas o momento exato não. Jesus entendia a vontade humana de conhecer o futuro, mas não permitiu que Seus seguidores caíssem nas tentações dos videntes:

- Mateus 24:36: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”. Marcos 13:32 é uma passagem paralela idêntica.

- Mateus 24:42: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”.

- Mateus 24:44: “Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”.

- Mateus 25:13: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. Marcos 13.33-37 é uma passagem paralela.

- Atos 1:7: “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”.

Estas passagens nos alertam que a data da volta de Cristo é uma questão de revelação de Deus. Ele decidiu não revelar isso nem para Cristo durante Sua humanidade em Sua primeira vinda (Mateus 24:36). Se o Pai não o revelou ao Filho na Sua humanidade, por que alguém pode crer que o Pai lhe revelaria isso? Jesus deixa bem claro: “Não!”.

O ensinamento de Cristo é reforçado também em outras partes das Escrituras. Em 1Tessalonicenses 5:1,2, Paulo reafirma as palavras de Jesus com relação à incerteza da hora da Sua volta: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite”.

Portanto, a data da vinda de Cristo não foi revelada; é um segredo que pertence somente a Deus. O Senhor disse a Israel: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29:29).

Se não sabemos quando Jesus vai voltar, então o que devemos fazer? As Escrituras Sagradas nos exortam à vigilância até que o Senhor volte. Por exemplo, Mateus 24:42 não só adverte - “porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor” -, mas também exorta os crentes a vigiar - “Vigiai...”.Mateus 24:44 manda os crentes “ficarem apercebidos” - “porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”. E também Mateus 25:13 nos exorta a vigiar - “porque não sabeis o dia nem a hora”.

Portanto, devemos vigiar a fim de vivermos piedosamente até o Senhor voltar porque estamos na “noite” escura desta era maligna, que exige uma vigilância ativa contra o mal.

2. Depois do Arrebatamento, viveremos felizes para sempre. A Igreja, desde o seu início, tem sofrido perseguições cruéis, tem sofrido tribulações inimagináveis: foi perseguida pelos judeus; foi perseguida de forma mais cruel pelo Império Romano, que quis eliminar o cristianismo da face da terra; foi atacada de modo mortal pelo materialismo ateu, começando no Iluminismo, quando a fé foi substituída na mente de muitos homens pelas conclusões das ciências; no século passado, o materialismo investiu pesado contra a Igreja; o comunismo ateu foi implacável e planejou a destruição da fé cristã, matando milhares de crentes, banindo pastores e fechando igrejas; no século atual, há perseguições terríveis e cruéis perpetradas pelos muçulmanos. Mas a Igreja foi destinada por Deus para vencer. A Bíblia nos mostra que todas as forças e potestades, que se levantaram, e se levantam contra ela, serão destruídas pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Em breve, a Igreja, a "Noiva do Cordeiro", há de se encontrar com "o Noivo", nos ares (1Ts 4:17), então haverá as "Bodas do Cordeiro", o casamento da Noiva (Igreja) com seu Noivo (Jesus) e a Noiva será elevada à condição de Esposa eterna, e viveremos felizes para todo o sempre. O cântico vitorioso da Igreja será entoado no Céu, quando estaremos, enfim, livres das tribulações desta vida e teremos a recompensa por nossa submissão a Deus e a sua Palavra - "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou" (Ap 19:7). 

O Diabo, mesmo sabendo que jamais derrotará a Igreja do Senhor Jesus, faz de tudo para obscurecer o brilho de sua vitória. Mas a Igreja triunfará gloriosa, “como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras” (Ct 6:10).

CONCLUSÃO

Querido irmão, Jesus voltará em breve para buscar a Sua Igreja. Você está vigiando em santidade? Pedro adverte-nos: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé” (1Pe 5:8,9). É chegado o momento de a Igreja mostrar-se cada vez mais santa, pois sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12:14).
Fonte: ebdweb

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2ª lição do 1º trimestre de 2016: OS SINAIS QUE ANTECEDEM A VOLTA DE CRISTO



Texto Base: Mateus 24:3-8; 11-14

“E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? (Mt 24:3).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos dos Sinais que antecedem a volta de Cristo. Ao falarmos acerca desse assunto, nossa mente, naturalmente, volta-se para o início do maior sermão proferido por Jesus em seu ministério, o chamado “sermão escatológico”, “sermão profético” ou “sermão do monte das Oliveiras”, proferido na última semana antes da Sua morte na cruz do Calvário. Este sermão está registrado nos chamados evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas): Mt.24,25; Mc.13 e Lc.21:5-36.

Jesus não deixou Seu povo desorientado e à mercê das circunstâncias, mas avisou, com absoluta clareza, o que iria acontecer sobre a face da Terra nos tempos imediatamente anteriores à Sua vinda. Ninguém poderá, diante do Senhor, no juízo final, invocar ignorância ou impossibilidade de perceber a iminência da volta de Cristo, porquanto dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, os fatos, que hoje são conhecidos no mesmo instante em que ocorrem, estão a testemunhar em alto e bom som, “… qual forte vendaval, rugindo sobre o mar, escuta-se a mensagem que do Céu provém; ouvi a grande nova que alegria traz: Cristo, em breve, vem” (refrão do hino 157 da Harpa Cristã).

I. O QUE SÃO OS SINAIS DA VOLTA DE JESUS

Os sinais são uma prova de que Deus está no pleno controle da história da humanidade e que tudo está acontecendo segundo a sua vontade, o que fortalece a nossa fé em Deus, pois sabemos, através destes sinais, que Deus é soberano e fiel e que, portanto, não faltará com as suas promessas feitas a nós e que, brevemente, estaremos com Ele na glória, que é a nossa esperança e razão de viver.

1. A pergunta feita no Monte das Oliveiras – “E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”(Mc 13:3). Apenas Marcos informa que a pergunta foi feita por Pedro, Tiago, João e André. A pergunta dos discípulos, na verdade, pode ser desdobrada em três, e demonstra a visão correta que eles tiveram sobre os eventos escatológicos.

a) “Quando serão essas coisas”. Aqui, “essas coisas” falavam daquele tempo presente e estavam relacionadas com a destruição do templo, segundo Jesus havia dito alguns momentos antes, e que, na verdade, ocorreu no ano 70 d.C, quando o templo foi demolido pelo exército romano, que não deixou “pedra sobre pedra, conforme tinha sido predito por Jesus.

b) “Que sinal haverá da tua vinda”. “Tua vinda, como sabemos, refere-se à segunda vinda de Jesus. Essa segunda vinda acontecerá, segundo cremos, em duas etapas. Na primeira etapa, o Senhor Jesus virá somente para a Igreja. Esta etapa é chamada de Dia do Arrebatamento da Igreja, que, segundo cremos, poderá acontecer a qualquer momento (Mt 24:44; 1Co 15:51,52). Na segunda etapa de sua vinda, o Senhor Jesus virá em glória para Israel; Ele descerá, de forma visível, no Monte das Oliveiras (Zc 14:4). Esta segunda etapa é conhecida como o Dia da Revelação, pois será visível a todos – “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá...”(Ap 1:7). O Dia da Revelação acontecerá sete anos após o Arrebatamento da Igreja.

Após a pergunta sobe a “tua vinda, Jesus falou dos sinais que iriam acontecer antes destes dois eventos, ou seja, antes do Arrebatamento e antes da Sua vinda em glória.

- “Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; (...) se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares, (...) sereis atribulados, e vos matarão” (Mt 24:6-9).

- Vocês verão “o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo [o Templo]” (Mt 24:15).

- “O sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt 24:29).

- “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos (...) se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24:30).

Segundo nós cremos a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, enquanto que o Dia da Revelação acontecerá depois.

c) “E do fim do mundo”. É difícil sabermos se, naquele momento, Pedro, Tiago, João e André, que até poucas horas antes parecia que estavam ainda sonhando com um reino terreno, entenderam a profundidade e o alcance da pergunta que estavam fazendo, ou se foram inspirados pelo Espírito Santo a fazê-la, a fim de que o Senhor Jesus pudesse descortinar o futuro, em seu grande sermão escatológico. A pergunta dos discípulos envolvia os acontecimentos daquela época, do nosso tempo e do fim do mundo. Assim, no ano 70 d.C, cumpriu-se uma parte do que eles queriam saber: o Templo foi totalmente destruído, não ficando “pedra sobre pedra”, e os judeus que conseguiram fugir, a partir daquela data, espalharam-se pelo mundo, para somente se fixar de novo naquela terra, como nação, em 1948.

A Segunda parte do que eles queriam saber ainda não se cumpriu, que é a “Tua Vinda”. E, mesmo quando se cumprir, ainda não será o fim do mundo. Haverá o Milênio. Assim, após os acontecimentos relativos à “Tua Vinda”, as atividades na terra continuarão, pelo menos, por mais mil anos. Então, ao que parece, virá o fim! – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24:14).

- “O Evangelho do Reino” – Entendo que é a pregação que se desenvolverá no Milênio. Hoje nós pregamos o Evangelho da Graça, a graça divina que traz salvação a todos os homens. O Evangelho do Reino será pregado pelos judeus, o Evangelho da Graça está sendo pregado pela Igreja; depois do Evangelho do Reino, virá o fim, o Julgamento Final - Julgamento do Trono Branco. Depois do Evangelho da Graça virá o Arrebatamento da Igreja. A nossa função como Igreja é pregar o Evangelho da Graça.

2. O propósito dos Sinais. Acreditamos que o Senhor Jesus ao discorrer sobre os Sinais, tinha três propósitos: serviriam para Orientação, para que soubéssemos estar no caminho certo; serviriam para Advertência, para que não fôssemos surpreendidos na sua vinda; serviriam para Segurança, ou como uma garantia de que suas promessas estariam se cumprindo.

2.1. Os Sinais servem para Orientação. Orientação é um dos objetivos dos Sinais. Sem eles a viagem seria difícil, não saberíamos nos orientar quanto ao estarmos perto ou longe do fim. Nós somos viajantes e estamos a caminho da Cidade Celestial (Fp 3:20). A Palavra de Deus, principalmente através dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, nos oferece toda orientação necessária para uma viagem tranquila e segura. Orientando-nos pelos Sinais preditos por Jesus, e que estão acontecendo em todas as partes da Terra, sabemos que o encontro de Isaque com Rebeca, ou de Cristo com sua Igreja, está mais próximo do que se pode imaginar.

2.2. Os Sinais servem como Advertência. São diversos os Sinais de Advertência encontrados numa rodovia, tais como curva perigosa à direita, ou à esquerda; trecho com grande incidência de acidentes; estreitamento da pista, etc., aos quais não observados, quer por negligência ou por imprudência, pode causar um prejuízo muito grande ao viajante, ocasionando, muitas vezes, a não chegada no destino proposto.

Veja alguns Sinais que Jesus nos deixou como advertência:

a) “Lembrai-vos da mulher de Ló (Lc 17:32). Por este Sinal, o Senhor Jesus adverte sobre o perigo da vaidade, da mistura com habitantes de Sodoma, símbolo do mundo de hoje. A mulher de Ló estava tão presa aos bens e valores materiais que, embora tenha conseguido sair, fisicamente seu coração tinha ficado naquela cidade. Por causa disso foi severamente punida (cf. Gn 19:26). Para que o mesmo não aconteça conosco, o Senhor Jesus advertiu-nos, dizendo: ”Lembrai-vos da mulher de Ló”.

b) “E como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem...”(Lc 17:26-29). Aqui a advertência de Jesus é sobre o que aconteceu nos dias de Noé, e que resultou no Dilúvio. O Senhor Jesus advertiu sobre o que o povo fazia naqueles dias: falou em comer, beber, casar, dar os filhos em casamento, comprar, vender, plantar, edificar. Contudo, em si mesmo, nada disto é pecado. Porém, torna-se em pecado quando se coloca o coração somente nas coisas materiais. Nos “dias de Noé” e nos “dias de Ló” prevalecia o materialismo. Tudo girava em torno e em relação das coisas e dos bens materiais. Não há qualquer informação sobre a existência de altares, de sacrifícios, de oração, de vida com Deus, de busca de coisas e valores espirituais. Era tudo pelas coisas materiais, tudo pela busca de riquezas, tudo pelo consumismo desenfreado. Será que há hoje alguma semelhança com aqueles dias? Se você achar que existe, então, receba, como que para você e para “sua” Igreja, esta advertência de Jesus, como um Sinal de Sua Vinda.

c) “... Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”(Mt 24:4-5). “Acautelar” é uma palavra de advertência, é precaver-se, prevenir, agir com cautela, ou ser prudente. O Senhor Jesus advertiu ainda dizendo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”(Mt 7:15). Paulo falou em “... lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho”(At 20:29). Pedro falou em “... falsos doutores”, que “... por avareza, farão de vós negócios com palavras fingidas...”(2Pe 2:1-3). Judas, irmão de Tiago, falou de “... homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”(Judas 4).

São advertências, ou Sinais, que marcariam o tempo do fim, indicando que a volta de Cristo estaria prestes a acontecer.

3.3. Os Sinais servem como Segurança. Na medida que o viajante vai constatando ser verdade tudo aquilo que os sinais estão apontando, sua convicção de que eles foram colocados por quem tinha autoridade e competência para colocá-los vai aumentando. Assim, ao avistar uma placa indicando que a cidade “A” está a dez quilômetros, haverá certeza absoluta de que em alguns minutos, já se estará entrando naquela cidade. No plano espiritual e bíblico, tudo o que o Senhor falou que iria acontecer, aconteceu e está acontecendo. Isto nos confere segurança para crermos que o Dia de sua volta para buscar a sua Igreja está prestes a acontecer. Ora vem, Senhor Jesus!

4. Embora sejam importantes, as pessoas reagem de forma diferente diante dos Sinais. Embora uma cidade, ou uma estrada, seja bem sinalizada, é certo que acontecem muitos acidentes. Isto porque nem sempre a sinalização é obedecida, por diversas razões, dentre elas, com aplicação na vida espiritual, destacamos:

a) os cegos não veem os Sinais. Embora os Sinais estejam visíveis e corretamente afixados, eles não podem ser vistos pelos cegos. Assim, apesar de evangélicos, muitos seguem “doutrinas de homens”, que são cegos guiando outros cegos, como afirmou Jesus - “...Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova? (Lc 6:39). Outros, ainda que possam ver, por motivos pessoais, preferem não ver - são os cegos que têm olhos, na expressão usada pelo profeta Isaias - “Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos” (Is 43:8). Isto talvez explique porque muitas denominações evangélicas estão sobremodo envolvidas com as coisas da terra, e mesmo do mundo, nada falando a respeito da atualidade da Vinda de Jesus. Elas não estão vendo os Sinais, embora eles estejam bem visíveis.

b) as pessoas veem, mas não sabem para que servem. Sabemos que cada Sinal tem um significado. É preciso saber “ler” os sinais. Os analfabetos espirituais, embora estejam com a Palavra de Deus nas mãos, não entendem o significado dos Sinais, embora possam vê-los. Da mesma forma os judeus tinham e examinavam as Escrituras, conforme o Senhor Jesus afirmou, porém, não conseguiram entender que elas falavam dele - “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes vida” (João 5:39). No mesmo erro daqueles judeus que estavam com as Escrituras nas mãos e não conseguiam encontrar Jesus, nelas, também, hoje, muitos crentes não conseguem identificar os Sinais que eles estão vendo, e relacioná-los com a Vinda de Jesus.

c) as pessoas veem, identificam, mas, não observam. É comum ver um motorista fazendo uma conversão proibida. Ele viu o Sinal indicando a proibição, porém, não quis obedecer; outros veem a luz vermelha do semáforo, mas passam assim mesmo. Eles conhecem os Sinais, porém, por negligência, ou por imprudência, correm o risco e desobedecem. O mesmo acontece com muitos crentes, hoje. Eles estão vendo os Sinais, sabem para que servem, mas, não estão levando a sério, à semelhança daquele mau servo da parábola contada por Jesus. Ele sabia que tinha um senhor e que ele estava para chegar, após uma longa viagem, porém, dizia consigo mesmo - “... o meu senhor tarde virá” (Mt 24:48), ou seja, “eu sei que ele vem, mas, não será agora!”. Jesus, contudo, disse - Virá o Senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24:50-51). Se você, meu irmão, consegue ver e identificar os Sinais que estão acontecendo, relacionando-os com a Vinda de Jesus, então não faça como aquele “mau servo”.

d) existem, porém, aqueles que veem, entendem e obedecem. Obedecer aos sinais é uma questão de bom caráter, de educação cívica, de ser um homem prudente. Existem aqueles que obedecem quando há um guarda de transito junto do sinal. A isto não chamamos de obediência, mas, de medo da punição. Nós que, pela misericórdia de Deus, estamos esperando a Vinda de Jesus, devemos esperá-lo livre de qualquer temor, vivendo em obediência voluntária, como afirmou Paulo - “... Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma...” (Fp 4:5-6).

Olhando para os Sinais que estão acontecendo em todo o mundo, dá para entender que Jesus vem breve? Se você acha que dá para entender, então aceite o conselho de Paulo: “... vede prudentemente como andais, não como néscios, mas, como sábios” (Ef 5:15).

II. SINAIS QUE PRECEDERÃO A SEGUNDA VINDA DE JESUS

Após o Arrebatamento da Igreja, a Terra entrará no tenebroso período da Grande Tribulação. Entretanto, embora a Igreja não fique na Terra durante esse período, ela presenciará o preparo deste cenário. Claramente observamos ao nosso derredor as mudanças na natureza, sociedade, Igreja e Israel.

Guerras, pestes e terremotos sempre existiram, mas Cristo nos ensina que tudo isto aumentaria e se intensificaria dia após dia, à medida que a sua vinda se aproximasse, a ponto de ser insuportável.
Alguns sinais relatados na Bíblia se referem literalmente ao período da Grande Tribulação que antecede a 2ª fase da Volta de Jesus, outros se referem ao período antecedente ao Arrebatamento. Entretanto, não devemos esquecer que entre o Arrebatamento e o fim da Grande Tribulação existe um curto espaço de sete anos e que a Tribulação iniciar-se-á imediatamente depois do Arrebatamento da Igreja. Logo, haverá grandes cataclismos na Terra na Tribulação. Então, antes do Arrebatamento presenciaremos o preparo para este cenário sombrio. Os sinais que antecedem a segunda fase do retorno de Jesus servem como sinais que antecedem o Arrebatamento também.

Exemplo: Durante a Grande Tribulação o ódio contra Israel será intenso; Jesus virá para livrar o seu povo e dar fim a Grande Tribulação. Quando olhamos o mundo, observamos claramente este cenário sendo montado. Cada dia cresce o ódio contra Israel; logo, se na Tribulação os Judeus serão perseguidos e odiados em todo mundo e Israel será afligido até que Jesus o livre, e, para que isso aconteça, a Igreja precisa antes ser arrebatada. Concluímos então que o Arrebatamento está próximo.

Os dias em que vivemos, à luz da Palavra do Senhor, caracterizam o preparo para a volta do Senhor. Vejamos:

1. Os Sinais da Volta de Cristo referente a Israel. Israel é o maior Sinal que antecede a Volta de Cristo e do fim dos tempos (1)

a) O retorno do povo judeu à Terra Prometida. Apesar dos surpreendentes e espantosos acontecimentos experimentados nestes dias, o maior de todos os sinais do fim dos tempos - e, contudo, o menos enfatizado - é o retorno do povo judeu à Terra Prometida e a fundação do Estado de Israel. Conforme Charles Spurgeon testemunhou, é necessário olharmos mais meticulosamente para o restabelecimento desta nação à luz das profecias. No decorrer do tempo, foi pequeno o número de servos do Senhor que O seguiram de todo o coração e aos quais foi dada a capacidade de reconhecer os acontecimentos futuros. Charles Spurgeon foi uma dessas pessoas. Antes de Israel voltar a tornar-se uma nação, quando aparentemente era impossível que os judeus retornassem para a Terra Prometida, Spurgeon ensinou que isso aconteceria, exatamente como se lê em Ezequiel 36 e 37. O significado deste texto bíblico, conforme o contexto revela, é muito evidente. Diante do significado destas passagens, haverá primeiro uma restauração política dos judeus em sua própria terra e um retorno à sua própria identidade nacional. Em segundo lugar, existe no texto e em seu contexto uma declaração muito clara de que haverá uma restauração espiritual, uma real conversão das tribos de Israel ao Senhor. Eles haverão de gozar de uma prosperidade nacional que os tornará famosos; mais ainda, serão tão gloriosos que Egito, Tiro, Grécia e Roma esquecerão sua própria glória à luz do grande esplendor do trono de Davi. Se as palavras têm significado real, este deve ser o sentido do referido texto sagrado.

Eu jamais quero aprender a arte de distorcer o significado que Deus atribuiu às Suas próprias palavras. Se a Bíblia diz algo de maneira clara e cristalina, então é isso mesmo que devemos entender. O sentido literal e o significado de Ezequiel 36 e 37 - que não podem ser negados nem espiritualizados -, deixam claro para nós que tanto as duas quanto as dez tribos de Israel serão restauradas em sua própria terra, e que um Rei governará sobre elas, e esse Rei será Jesus Cristo.

b) O anelo de Israel pela paz. Apesar dos constantes conflitos, vemos Israel procurando a paz com seus inimigos, não por terem adotado uma nova filosofia que os faz amar uns aos outros, mas pelo anseio por uma paz negociada. Muitos em Israel estão fascinados com a possibilidade de viver em paz com seus vizinhos árabes. Eles acham que essa paz realmente poderá ser alcançada. Mas a Bíblia diz: "Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão" (1Ts 5:3).

c) Israel: o objeto da profecia. Fazemos bem em compreender que os sinais do final dos tempos dados pelo Senhor são especificamente direcionados a Israel. Quando Jesus explicou os eventos dos tempos finais a Seus discípulos juntamente com os sinais que aconteceriam antes de Sua volta, Ele endereçou essas palavras ao povo de Israel. Temos duas características muito claras mencionadas em Mateus 24, que identificam esse povo:

a) "Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24:16). Isto é uma referênciageográfica, e não diz respeito à Igreja de Jesus Cristo. Se vivemos nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil, na Europa, ou em outras partes do mundo, não somos conclamados a fugir para as montanhas da Judéia, pois as palavras foram dirigidas aos "que estiverem na Judéia".

b) Além disso, Jesus está mencionando um motivo de oração: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24:20). O sábado foi dado apenas aos judeus. Lemos nas Sagradas Escrituras, com relação ao sábado: "Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica" (Êx 31.13).

d) Jerusalém: “um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos" (Zc 12:2,3). Deus declarou que nos últimos dias, antes da segunda vinda do Messias, que Jerusalém se tornaria "um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos". Quando Zacarias fez esta profecia, 500 anos a.C., Jerusalém permanecia em ruínas e cheia de animais selvagens. A profecia de Zacarias parecia uma grande loucura, mesmo após o renascimento de Israel em 1948. Pois hoje, exatamente como foi profetizado, um mundo de mais de sete bilhões de pessoas tem os seus olhos voltados para Jerusalém, temendo que a próxima guerra mundial, se explodir, seja travada sobre essa pequenina cidade. Que incrível cumprimento da profecia!

Os olhos do mundo inteiro estão sobre Jerusalém, mais do que sobre qualquer outra cidade do mundo. Jerusalém se tornou realmente uma pedra pesada ao redor do pescoço de todas as nações do mundo, o problema mais irritante e volátil que as Nações Unidas hoje enfrentam. E não há explicação lógica para isso. O que os profetas hebreus declararam há milhares de anos está se cumprindo hoje. Essa é apenas uma parte da evidência de que os "últimos dias" profetizados estão chegando para nós e que a nossa geração talvez veja o restante da profecia cumprida.

Jerusalém permanece a cidade eterna do mundo, símbolo da Nova Jerusalém, que se há de estabelecer na consumação dos séculos, quando ela será a metrópole mundial. Isso, durante o Milênio, período em que terá muito esplendor (Is 2:3; Zc 8:22), pois Israel estará à frente das nações que subsistirem ao seu julgamento (Mt 25:31-46).

Portanto, Israel é o grande sinal dos tempos do fim para os gentios e para a Igreja. Creia nisso!

2. Os Sinais da Volta de Cristo referentes aos gentios e à Igreja. Na impossibilidade de um estudo mais profundo, quer por carência de espaço, quer principalmente, por nossa incapacidade pessoal, vamos, apenas, mencionar alguns desses Sinais que indicam a iminência daVolta de Cristo.

a) Sinais na Área Religiosa. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”(Mt 24:4,5). O Senhor Jesus advertiu sobre “os falsos cristos e os falsos profetas”. A multiplicação das heresias indica que eles na verdade vieram, e estão infiltrados nos meios evangélicos. É comum ver, na televisão, falsos cristos se apresentando. Estes são mais fáceis de serem identificados. O falso profeta, contudo, às vezes se torna bem mais difícil. Existem falsificações quase perfeitas, razão porque Jesus afirmou que eles “enganariam a muitos”.

- A apostasia (2). É um sinal fortíssimo do prenúncio da volta de Cristo. Diz o apóstolo Paulo: ”Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4:1); “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts 2:3).

Na vida espiritual, ou religiosa, a apostasia é o sinal mais marcante que antecede a volta de Cristo. Hoje, a apostasia, na área de ensino, tem assumido proporções muito significativas, e há igrejas locais que comemoram festas judaicas, como a Festa dos Tabernáculos, a Festa da Colheita e até a Festa da Páscoa, que são festas eminentemente judaicas. Em certas denominações, ou igrejas neopentecostais, há verdadeiro "culto aos anjos", em que pregadores, manipulando o auditório, dizem estar vendo anjos, que "o anjo chegou", que o "anjo já se sentou na cadeira do meio", e outras invencionices, visando atrair as atenções e o emocionalismo dos que não conhecem as Sagradas Escrituras. Há também as chamadas "novas unções", em que pastores se dizem serem possuidores de poderes especiais da parte de Deus. Sem falar na apostasia de caráter moral e litúrgico, em que crentes, mesmo em igrejas pentecostais históricas, fazem do culto um momento de exibicionismo e emocionalismos escandalosos, com as demonstrações do chamado "ré-té-té", que depõe contra a ordem no culto e o bom nome do evangelho. Há igrejas que retiram os bancos ou as cadeiras e fazem do lugar de adoração ringue de lutas marciais, danceterias, boates gospel e até local de "rodeio", onde o pastor monta num touro para atrair pessoas para Cristo.

b) Sinais na Área da Ciência e Tecnologia. “... muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”(Dn 12:4). Esta é uma das áreas onde estão acontecendo os Sinais mais contundentes, de uma forma especial nos campos da Informática e da Engenharia Genética.

- No campo da Tecnologia da Informação. O desenvolvimento tecnológico fez com que os meios de transporte e de comunicação alcançassem uma dimensão que tornou o planeta Terra como se fosse uma aldeia, uma pequena localidade interiorana, onde todos têm conhecimento instantâneo de tudo o que acontece. Desta forma, passou a ser fundamental o controle destes meios de comunicação e de divulgação de informações para quem tenha a pretensão de controlar o mundo. O “deus deste século” não poderia, então, ficar inerte diante de tamanha novidade. Imediatamente, tratou de controlar estes meios de comunicação, de forma a ter à sua disposição um poderoso instrumento para divulgação das suas mentiras e das ilusões com as quais pretende preparar o mundo para o tirânico reinado de seu representante.

Hoje, é inegável que satanás tem o controle total, praticamente absoluto, de todos os meios de comunicação, tanto escrito, falado e televisionado, incluindo a Internet. Ele pode entrar na quase totalidade nos lares em toda Terra, levando a exaltação da violência, do crime, estimulando o consumo, cada vez maior de todas as espécies de drogas, ridicularizando a fé, os bons princípios, a moral, estabelecendo a ordem familiar. Ele implanta a ditadura da moda, mudando-a ao seu bel prazer. A mentira ele chama de verdade, a verdade ele faz parecer mentira; o que era moral ele transforma em imoral, e ao imoral ele faz crer que é virtude. Ele promove, descaradamente, a exaltação da “concupiscência da carne” e da “concupiscência dos olhos”; exalta como sendo virtude “a soberba da vida”. Nunca, em toda a história do cristianismo, aquela verdade dita pelo apóstolo João de que “... todo o mundo está no maligno”(1João 5:19), foi tão real, e tão atual, como é agora. Podemos afirmar, com toda convicção, que “todo o mundo está no maligno”.

É possível ver o que Satanás, através de seus súditos, está realizando no sentido de preparar o mundo para o Governo do Anticristo. Este, pela Tecnologia da Informação, terá o mundo em suas mãos. Certamente não haverá na Terra lugar onde alguém poderá fugir ou se esconder. Sabemos que o Anticristo procurará, em tudo, imitar Cristo. Assim, através de um quase perfeito Sistema de Computação ele vai procurar exercer os três atributos que são específicos de Deus - a Onipresença, a Onisciência e a Onipotência. Cada família poderá ser vigiada e controlada dentro de sua própria casa.

- No campo da Engenharia Genética. Coisas consideradas espantosas já estão se tornando parte do nosso dia-a-dia, como, por exemplo, a escolha antecipada, por parte do casal, do sexo do filho. Há quarenta anos o casal só poderia saber se era homem ou mulher após o nascimento. Com a evolução da ultrassonografia foi possível poder identificar o sexo da criança na 16ª semana de gravidez. Hoje, nem a perspectiva da clonagem de humanos não assusta mais. Quase tudo está se tornando possível à ciência. Isto significa que estamos vivendo no tempo do fim.

A única coisa que podemos ter certeza agora, e até o fim, é a de que a “patente da vida” continua sendo propriedade exclusiva do seu Criador. Por mais que a ciência se multiplique, sem as matrizes - formadas pela célula masculina, ou espermatozoide, e pela célula feminina, ou óvulo -, ninguém jamais produzirá uma vida, quer “intra-vitro”, ou proveta, quer intra-útero. Pode-se fazer a fecundação de proveta e depois “alugar uma barriga” para desenvolver o feto; pode-se selecionar os espermatozoides a fim de gerar menina ou menino; pode-se congelar as células para fecunda-las mesmo depois da morte dos pais, pode-se fazer a clonagem, porém, desde que haja um espermatozoide e um óvulo. Sem estas matrizes, criadas, no princípio, por Deus, não haverá vida.

c) Sinais na Área Social e Política. Guerras e rumores de guerra, nação contra nação e reino contra reino, fomes, pestes, inquietação política e social, migração fora do controle – como a que está ocorrendo do Oriente para a Europa -, desagregação da família, filho contra pai e pais contra os filhos, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o número de divórcio superando o de casamentos, violência já sem controle em todos os lugares, mazelas, corrupção, crises econômicas, desemprego, o flagelo das drogas – tudo isto e muito mais, nos faz lembrar os “dias de Noé e dos dias de Ló”(Lc 17:26-30).

d) Sinais na Área da Natureza. A natureza também é um dos meios pelos quais Deus se revela (Rm 1:20). Dentre os inúmeros sinais da Natureza apontados por Jesus está o terremoto. Os inimigos da Palavra de Deus se referem com desdém a este sinal, dizendo que terremotos sempre ocorreram ao longo da história. Todavia, os próprios sismólogos (estudiosos dos tremores de terra) são claros em afirmar que a intensidade e o número dos terremotos têm aumentado consideravelmente a cada ano e que há uma intensa atividade sísmica no planeta. Todos temos percebido isto, pois não há semana em que não se noticía a ocorrência de um terremoto forte em algum lugar do planeta. Jesus não disse que haveria terremotos perto de Sua vinda, mas que haveria terremotos em vários lugares (Mt 24:7), algo que nunca havia sido detectado antes. Segundo alguns estudiosos, o número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. De acordo com a United States Geological Survey, dos EUA, “entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200.000 terremotos”. Portanto, ao vermos terremotos em vários lugares, cada vez mais frequentes e fortes, ouçamos o que a Terra tremendo está falando: “Jesus está voltando!”.

Além dos terremotos propriamente ditos, devemos aqui, também, mencionar a ocorrência defortes maremotos, que são violentas movimentações das águas salgadas, motivadas por tremores de terras submersas nos oceanos. Os registros das navegações têm, também, observados uma maior atividade sísmica no fundo dos oceanos e mares. Também relacionado com este sinal, temos a atividade intensa dos vulcões, que também estão ligados aos abalos sísmicos. Segundo o Apocalipse, na Garante Tribulação haverá terremotos milhares de vezes mais violentos e destrutivos, que ainda não existiu até agora, pois matarão não milhares, mas bilhões de pessoas (Ap 11:13; 16:18).

Jesus afirmou que “haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá coisas espantosas e grandes sinais do céu... haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas”(Lc 21:11,25). É claro que tudo isto ocorrerá com maior intensidade no decurso da Grande Tribulação. Todavia, alguns acontecimentos na natureza têm se destacado de forma assustadora nestes últimos anos. Ninguém mais entende o clima; florestas transformam-se em desertos; inundações; tornados; “el-nino”; descongelamento das “calotas polares”; a terra se aquecendo; ventos mudando de direção. Tudo isto, os cientistas constatam, mas não explicam. Para nós, no entanto, isto e muito mais que está acontecendo e que irá acontecer na área da natureza, são apenas sinais que denunciam que estamos no tempo do fim e que Jesus está prestes a vir buscar a sua Igreja. Então, estejamos preparados para o glorioso acontecimento do início do fim de todas as coisas: o Arrebatamento.

CONCLUSÃO

Os Sinais estão se cumprindo. Tudo indica que o retorno de Jesus é iminente. Esforcemo-nos, portanto, para que sejamos vigilantes, tenhamos uma vida de oração, de santidade, cheia do Espírito Santo, com o verdadeiro e genuíno amor divino em nossos corações e com absoluta fidelidade e lealdade ao Senhor.

Fonte: ebdweb