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sábado, 2 de janeiro de 2010

1ª Lição - A defesa do apostolado de Paulo

“Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2Co 1.5). Não que possamos acrescentar qualquer coisa aos sofrimentos de Cristo por nós (Is 53.11; Jo 19.30; Hb 9.26-28), mas é que Deus nos chamou para sofrer por Cristo e, assim, seguirmos nos passos de Cristo (Rm 8.17). Visto que estamos unidos ao Seu Corpo, tanto nossos sofrimentos pelo evangelho como o conforto que Deus nos provê em Cristo, resultam da nossa participação nele (Fp 3.10, 11). Nessa perícope, Paulo nos dá a entender uma característica constante de seu ensino. As experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição, servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final.

VERDADE PRATICA:
Apesar dos dissabores e angústias de nossa jornada cristã, jamais nos faltará a consoladora presença do espírito Santo.

OBJETIVOS:
- Descrever o contexto histórico e cultural da cidade de Corinto;
- Explicar os três objetivos da segunda carta de Paulo aos coríntios;
- Mencionar as três lições aprendidas com Paulo nesta carta.

Palavra Chave: Consolar: (latim consolor, -ari, tranquilizar, reconfortar, aliviar, encorajar) Aliviar a pena, o sofrer de; confortar; Dar ou sentir prazer, satisfação; Conformar-se, resignar-se.

INTRODUÇÃO
Fomos grandemente abençoados com este último trimestre onde aprendemos com Davi como ser um homem/mulher segundo o coração de Deus, não será diferente neste primeiro trimestre de 2010 com o estudo da segunda carta de Paulo aos coríntios onde no final, cresceremos com as experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição; veremos que servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final. Esta carta é uma carta pessoal, repleta de expressões de emoção profunda. Como tal, nos proporciona uma visão extraordinária do ministério do evangelho apresentado por Paulo. Entre os temas de apoio, temos a natureza imaculada da conduta de Paulo, seu sofrimento freqüente pela igreja e pela glória de Deus, seu grande amor por todas as igrejas, especialmente pela de Corinto, sua autoridade apostólica para edificá-la e eliminar qualquer oposição, e a ênfase freqüente de que o julgamento de Paulo não é de acordo com os padrões do mundo, mas de acordo com o reino espiritual invisível conhecido aos olhos da fé (1.12). Outras ênfases distintivas são a glória do ministério da nova aliança (Cap 3) e os princípios de mordomia cristã (Cap 8 a 9).

1. A CIDADE DE CORINTO
1. Uma metropole estratégica do século I d.C.: - A cidade surgiu na Era Neolítica, aproximadamente em 6.000 a.C. De acordo com o mito, foi fundada por Corintos um descendente de Hélios, deus do Sol. Outras versões sugerem que a cidade foi fundadada pela deusa Éfira (antigo nome da cidade), uma filha do titã Oceano.
Corinto foi uma das mais florescentes cidades gregas da antigüidade clássica, tendo sido autônoma e soberana durante o período arcaico da história da Grécia. Desde aqueles tempos, Corinto experimentou um notável desenvolvimento comercial devido à sua localização, o que trouxe benefícios sobre as artes (os seus famosos vasos de cerâmica) e a cultura de um modo geral, bem como a acumulação de riquezas pela aristocracia local.
2. Uma cidade histórica e libertina: - Contudo, no final dessa fase áurea, a pólis foi governada por um tirano denominado Cípselo, provavelmente entre 657 a.C. e 625 a.C., quando iniciou-se um curto período de expansionismo em que foram fundadas colônias no noroeste da Grécia.
Após anos de guerras de resistência ao domínio persa e de lutas entre os gregos pela hegemonia na península, quando chegou a ser rival de Atenas e de Esparta, Corinto, tal como as demais cidades independentes da Grécia, veio a fazer parte do Império Macedônio de Alexandre, o Grande, perdendo assim parte da autonomia plena antes existente. Desde 27 a.C., esta cidade tinha sido a capital da província romana da Acaia. Ficava a 80 Km a sudoeste de Atenas, no ístimo que liga a Ática ao Poloponeso. Não obstante sua grandeza e prosperidade nos séculos VIII ao VI a.C., declinou e foi capturada em 338 a.C. por Felipe II da Macedônia. Vencendo Filipe V da Macedônia, em 197 a.C., na Batalha de Cinoscéfalos o cônsul romano Titus Quinctius Flaminius, a princípio, declarou o respeito de Roma pela autonomia das cidades gregas, o que ocorreu nos Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em 196 a.C.. Todavia, as guarnições romanas ainda se mantiveram presentes na cidade. Foi saqueada por Roma em punição a uma revolta em 146 a.C., mas foi restaurada por Julio Cesar como colônia em 44 a.C. Nos tempos de Paulo, Corinto tinha uma população de mais de 200.000 habitantes, incluindo gregos, ex-escravos da Itália, veteranos do exército romano, empresários, oficiais do governo, gente do oriente próximo, uma grande colônia judaica e muitos escravos. Nesse universo multicultural e multirracial, a idolatria era gigantesca, completamente pagã e imoral. Possuía muitos templos e, na parte sul, havia uma alta acrópole com um templo dedicado à Afrodite. A partir do século V a.C., a expressão “corintianizar” tornou-se sinônimo de ser sexualmente depravado. Sua posição geográfica privilegiada e seus dois portos marítimos favoreceram o enriquecimento à custa dos impostos cobrados pela movimentação de mercadorias. Além da importância comercial, Corinto era reconhecida também pelos jogos realizados a cada dois anos e que atraiam muitas pessoas.

3. Local da carta: - A igreja de Corinto foi iniciada por Paulo em torno do ano 50 d.C., durante a sua segunda viagem missionária, que durou em torno de dezoito meses, mais tarde, já em Éfeso, Paulo recebe relatórios preocupantes sobre a imoralidade sexual existente entre os crentes daquela igreja, em resposta, ele escreve uma carta, a qual não foi achada (1Co 5.9-11). Paulo escreve então, a carta que hoje conhecemos por 1ª Corintios por volta do ano 56 d.C.; A carta em estudo, que hoje conhecemos por 2ª Corintios, foi escrita de algum lugar da Macedonia (2Co 2.13) durante a terceira viagem missionária, talvez em Filipos ou Tessalonica.
Esta carta foi uma resposta ao antagonismo que havia se levantado contra a autoridade apostólica do doutor dos gentios.

II. OBJETIVOS Da CARTA
1. Autoria e características da carta; - Paulo descreve a si mesmo como “um apóstolo”, mas não aos seus companheiros. Pelos textos do NT entendemos que um apóstolo era uma testemunha ocular da ressurreição de Cristo (At 1.22; 1Co 15.8), que fora pessoalmente nomeado por Cristo (Mt 10.1-7; At 1.24-26; Gl 1.1) para governar a igreja primitiva e para ensinar ou escrever com autoridade. A segunda epístola é a mais íntima e pessoal de todas as epístolas que Paulo escreveu, sendo também a que contém o maior mterial de referencia bibliográfica. Inicialmente Paulo escreve de forma carinhosa e delicada, mas em seguida, a carta ganha um tom bastante severo. Alguns estudiosos tem sugerido que a segunda parte de 2º Corintios era parte da “carta do choro”.
2. A carta tem um caráter pessoal: - Esta carta possui uma marca muito pessoal, é chamada de a “a Carta contristada” ou “Carta dolorosa”. O tom dos primeiros sete capítulos é carinhoso, mas do oitavo em diante Paulo é enfático e severo ao corrigir aquela jovem igreja dos erros que estavam sendo cometidos quanto à doutrina bem como, quanto à própria pessoa de Paulo. Ele precisava confrontar os coríntios diretamente para conquistá-los a uma devoção singular a Cristo. Não é de admirar que ele tenha colocado suas observações mais severas no final da epístola.
3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e a coleta para os necessitados: - Paulo enviara Timoteo a Corinto para levar a primeira Carta e regularizar as situações adversas na igreja daquela cidade (1Co. 4.17). Como a viagem de Timóteo não surtiu o efeito desejado, o próprio Apóstolo se encarrega de fazer uma viagem para Corinto (2Co. 12.14; 13.1). Mesmo assim, o resultado da viagem não foi satisfatório (2Co. 2.5; 7.12). Ao invés de chegar a um consenso em relação aos problemas da igreja, Paulo é rejeitado por alguns crentes de Corinto. Tais pessoas acusam-no de leviandade (2Co. 1.15), de não ter carta de recomendação (2Co. 3.1), de dar motivo de escândalo (2Co. 5.11; 6.3-4); de se beneficiar pessoalmente das ofertas (2Co. 7.2; 12.16), de usar sua oratória em benefício pessoal (2Co. 10.10; 11.6), questionam especificamente o apostolado de Paulo. Esse é justamente o objetivo de Paulo nessa Epístola: a defesa do seu apostolado. O versículo-chave que expressa esse intento se encontra em 2Co. 4.7: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus Cristo”. Essa Carta provavelmente foi levada por Tito (II Co. 8.16), o qual deveria também ajudar a igreja a coletar uma oferta para os irmãos necessitados de Jerusalém. Essa Epístola, escrita provavelmente no ano 56 d. C., da Macedônia, está assim dividida: 1) Saudação e ação de graça (1.1-11); 2) A defesa de Paulo em sua relação com o evangelho (1.12-7.16); 3) A contribuição para os crentes necessitados de Jerusalém (8,9); e 4) Os detratores de Paulo na igreja de Corinto (10.1-13.10). A palavra-chave da Epístola é “consolo”, pois começa (II Co. 1.3) e com ela (II Co. 13.11). O verbo “consolar” - parakaleo - em grego, aparece dezoito vezes e o substantivo - paraklesis - “consolação”, onze vezes. No primeiro capítulo de 2Co, vv. 12 a 14, o apóstolo Paulo declara a sua própria integridade e a de seus companheiros de labor. Mesmo como pecador, ele somente podia regozijar-se e gloriar-se em ser realmente aquilo que professava. A consciência testifica acerca do curso e do teor que fazem parte da vida. Por isso podemos nos julgar, e não por este ou aquele ato isolado. Nossa conversão será bem ordenada, se vivermos e atuarmos sob o princípio da graça no coração. Tendo isto, podemos deixar o nosso caráter nas mãos do Senhor, mas usando os meios apropriados para demonstrá-lo, quando o mérito do evangelho ou nossa utilidade assim o exigir.

III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO
1. Amar sem ser conivente com o erro: - As aflições nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender de Deus; Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação a eles, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões. Enquanto os cristãos devem conviver livremente com todas as pessoas de fora da igreja, sua comunhão dentro da igeja deve restringir-se somente àqueles compromissados com a santidade. Os que insistem no pecado - não os que estão lutando para superá-lo - não pertencem à comunidade (1Co 5.6). Embora amasse aquela igreja, seu conselho é enfático e severo. Como agiremos nós em nossa comunidade?

2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas: - “Todas as coisas me são licitas” era o jargão teológico repetido pelos que na igreja de Corinto tentavam justificar seu comportamento alheio ao evangelho. Ao afirmar a verdadeira doutrina de liberdade cristã, Paulo enfrenta oposição. Eles se diziam espirituais, mas Paulo os confrontou lembrando-lhes que a verdadeira espiritualidade não consiste em confessar da boca prá fora, mas no controle verdadeiro do Espírito Santo na vida do individuo. Muitos rejeitaram não só este ensino, mas a própria autoridade de Paulo; é nessa ocasião que Paulo, o líder-servidor, nos dá uma lição: Ele deixou o julgamento dos motivos e pensamentos de outros completamente nas mãos de Deus. Ele afirmou sua própria indiferença quanto aos julgamentos dos coríntios sobre ele. Não teve medo do julgamento que outros fizeram sobre ele e recusou-se a julgar a si mesmo (1Co 4.3); “Deus é o Juiz” é a sua declaração. Nós não estaremos livres de enfrentar perseguições, mesmo daqueles que estão dentro da igreja, todavia, “Deus é o Juiz”!

3. Paulo não tomou todos por alguns: - Certamente naquela igreja havia um remanescente fiel e o apóstolo sabia disso. Apesar dos males diversos causados ao apóstolo, ele não desistiu daquelas ovelhas, e como pastor espiritual daquele rebanho, estava pronto a defender os fiéis e repelir os lobos predadores.

CONCLUSÃO:
Sofrer pela causa do Senhor, esta é a grande lição que tiramos desta Epístola. Provavelmente a Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita cerca de um ano depois da Primeira. Seu conteúdo está intimamente relacionado com o da primeira epístola. Aqui comenta-se particularmente a maneira como foi recebida a carta que Paulo escrevera anteriormente. Muitos mostraram sinais de arrependimento e correção em sua conduta, mas outros ainda seguiam aos seus falsos mestres. Nesta epístola encontramos o mesmo afeto ardente de Paulo pelos filhos espirituais de Corinto; o mesmo zelo pela honra do evangelho e a mesma ousadia para a repreensão cristã. Não estamos livres de enfrentarmos oposições na vida cristã e no trabalho do Senhor, nem de passar por dissabores, angustias e perseguições provocadas por certos maus elementos dentra da igreja e que, apesar das dificuldades, devemos estar sempre prontos para defender os fiéis.

APLICAÇÃO PESSOAL
Comforme proposto no texto aureo: “Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2Co 1.5), não acrescentaremos qualquer coisa aos sofrimentos de Cristo por nós, mas o Senhor nos chamou para sofrermos por Cristo e, assim, seguirmos nos passos d’Ele (Rm 8.17). Visto que estamos unidos ao Seu Corpo, tanto nossos sofrimentos pelo evangelho como o conforto que Deus nos provê em Cristo, resultam da nossa participação nele (Fp 3.10, 11). As experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição, servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final; apesar dos dissabores e angústias de nossa jornada cristã, jamais nos faltará a consoladora presença do espírito Santo.
Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação àquela igreja, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões. O momento para estudarmos esta lição não poderia ser mais propício, tendo em vista os desvios que encontramos hoje na igreja evangélica brasileira e consequentemente, em nossa querida Assembléia de Deus. Querido irmão, é nossa obrigação, no cargo que nos foi comissionado, orientar os fiéis quanto o verdadeiro evangelho e orarmos para que essas lições sirvam de bússula para rumar a igreja do Senhor nestes últimos

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