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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2ª Lição: O Consolo de Deus em meio à aflição

I - INTRODUÇÃO:

A Segunda Carta aos Coríntios começa e termina com CONSOLAÇÃO. Por isso, tem sido chamada de “EPÍSTOLA DO CONSOLO”, posto que nela está registrado um elevado número desta palavra (II Cor 1:3-7; 7:4, 6-7, 13; 13;11).

CONSOLAR significa colocar-se ao lado de uma pessoa, encorajando-a e ajudando-a em tempos de aflição (sofrimento).

Deus desempenha incomparavelmente esse papel, pois Ele enviou o Espírito Santo, que é chamado “O CONSOLADOR” (Jo 14.16).

II - CONSOLADORES INFELIZES:

A pergunta fundamental no livro de Jó é:

- “POR QUE DEUS PERMITE QUE OS JUSTOS SOFRAM?”;

Os amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento; combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo - Jó 2:11;

Jó ficou alegre em ver os seus amigos e poder compartilhar suas aflições. Mas eles não compreenderam.

Parafraseando os personagens constantes naquele Livro, cada um deles tentou emitir alguma explicação para esclarecer o sofrimento do justo. Vejamos:

(1) - A ESPOSA DE JÓ - Olhando desanimada para o quadro e numa voz de desespero, exclamou:
- “ALGUMA COISA ESTÁ ERRADA. SUA RELIGIÃO É UM FRACASSO! JÓ, AMALDIÇOA A DEUS E MORRE!”;

(2) - ELIFAZ acrescentou:

- “DEUS NUNCA ERRA! JÓ, O QUE É QUE VOCÊ FEZ PARA QUE ISSO ACONTECESSE?”;

(3) - BILDADE disse:

- “JÓ, DEUS É JUSTO! CONFESSE O SEU PECADO!”;

(4) - ZOFAR falou em seguida:

- “DEUS É SÁBIO, JÓ. ELE CONHECE O HOMEM”;

(5) - ELIÚ disse uma palavra um pouco mais sábia:

- “JÓ, DEUS É BOM. ERGA O SEU OLHAR E CONFIE NELE; ELE É DEUS!”

(6) - JÓ clamou das cinzas:

- “NÃO POSSO COMPREENDER! NÃO ME PARECE CORRETO!”;

Jó tentou explicar, mas foi mal compreendido e acabou perdendo os amigos.

Por outro lado, a filosofia dos amigos de Jó estava errada! As palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde o Senhor não tinha falado, eles ousaram falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo.

Assim, na questão do sofrimento, SÓ DEUS COMPREENDE; SÓ ELE TEM A RESPOSTA!

III - JEOVÁ, O JUSTO CONSOLADOR:

Quando sofremos, é natural perguntarmos: “Por que?”.

Jó fez isso - Jó 3:11-12, 20, 23-24.

Habacuque fez a mesma coisa - Hc 1:3.

Milhões de pessoas têm feito a mesma pergunta.

É interessante e importante observarmos que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Do começo ao fim do livro de Jó, não encontraremos uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor.

Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos ponderarem o problema. E Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. Analisemos:

Jó 38:1 - A voz de Jeová veio de um redemoinho, revelando-se gloriosamente.

Numa série de aproximadamente 60 perguntas, Deus está realmente dizendo: “QUEM PODE PERMITIR TODAS ESTAS COISAS SENÃO EU?”.

Jeová explicou a Jó que quando o homem vê a Deus, alguma coisa sempre lhe acontece.

Quando Isaías se viu como realmente era, caiu por terra e exclamou: “… Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros… e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!” - Is 6:1-5.

Jó 40:4-5 - Como acontece conosco muitas vezes, Jó veio à presença do Senhor e não reagiu: NÃO PODIA ARGUMENTAR COM DEUS!

Jó 42:2-6 - Sem poder argumentar com o Senhor, Jó caiu em terra e arrependeu-se no pó e na cinza.

Este é o único lugar em que podemos aprender as lições de Deus para a questão das aflições dos justos: PROSTRADOS REVERENTEMENTE DIANTE DO SENHOR E COM A BOCA FECHADA!

IV - POR QUE DEUS PERMITE SOFRIMENTOS NA VIDA DO CRISTÃO?:

O apóstolo Paulo usa os seus próprios sofrimentos como ilustrações, para que possamos entender as razões de Deus permitir sofrimentos na vida do crente. São elas:

(1) - PARA QUE CONHEÇAMOS AS POSSIBILIDADES DE DEUS - Quando estamos debaixo da luta, temos a possibilidade de descobrir que a graça de Deus é suprimento mais que suficiente para qualquer circunstância da vida. Descobrimos que há conforto, socorro e provisão de força para toda aflição; descobrimos a natureza do nosso Deus - II Cor 1:2-3;

(2) - PARA QUE OUTROS POSSAM SER CONSOLADOS - II Cor 1:4 - Quando murmuramos, estamos testemunhando que Deus é infiel, que as Escrituras não são verdade, que não teremos do Senhor socorro e fortalecimento. Neste caso, somos instrumentos do abatimento da fé. Mas, quando enfrentamos as lutas na força do Senhor, somos testemunho vivo de que Deus nos consola e sustenta.

(3) - PARA NOS ENSINAR A NÃO CONFIARMOS EM NÓS MESMOS, MAS EM DEUS - II Cor 1:8-9 - Esta talvez seja uma das maiores razões por que Deus envia-nos sofrimentos. É para quebrar nosso espírito duro e obstinado, que insiste em viver pelos seus próprios ditames e recursos.

(4) - PARA QUE O SENHOR SEJA LOUVADO PELA RESPOSTA ÀS ORAÇÕES - Os sofrimentos nos ensinam que somos membros de uma família, fazemos parte do corpo de Cristo e necessitamos uns dos outros. Aprendemos com ele a orar uns pelos outros, pois será em reposta a estas mesmas orações que Deus enviará a Sua bênção e trará livramento! Ele será louvado por todos que participaram do nosso sofrimento.

(5) - PORQUE OS CRISTÃOS SÃO SERES HUMANOS - O fato de sermos cristãos não quer dizer que estejamos isentos de doenças, padecimentos, desastres naturais, tragédias e a morte. Alguns são milagrosamente salvos ou curados; outros, passam pelo fogo do padecimento;

(6) - PORQUE, MESMO CRENTES, AINDA PECAMOS E DESOBEDECEMOS A DEUS - I Cor 11:28-32; I Pe 4:17-19; Hb 12:5-11.

(7) - PORQUE A IGREJA NÃO É UM ABRIGO CRISTÃO CONTRA O SOFRIMENTO - Se os crentes estivessem isentos do sofrimento, os não cristãos viriam correndo para a porta da Igreja como se ela fosse um abrigo contra o sofrimento. A popularidade do Cristianismo está crescendo; muitos não cristãos acham que, por motivos comerciais ou políticos, devem pertencer à Igreja e fazer uma profissão de fé que não está de acordo com a vida que levam. Mas quando o sofrimento e a perseguição caem sobre nós, há uma diferença.

(8) - PORQUE DEUS USA O SOFRIMENTO PARA NOS DISCIPLINAR (Apc 3:19) - Para nos tornarmos aquilo que Deus quer que sejamos, temos que ser homens de fé e de sofrimento (Hb 2:10). Se Ele alcançou a perfeição pelos sofrimentos, como podemos esperar fugir? (Hb 11:33-40) - Temos que nos dar conta de que, quando Deus permite que tais coisas aconteçam, existe um motivo que acabará sendo do conhecimento do indivíduo - Hb 12:11; Sl 119:67,71;

(9) - PORQUE HÁ UMA VANTAGEM A SE TIRAR DO SOFRIMENTO - Podemos tirar vantagem da experiência do sofrimento, suportando-o pacientemente e aprendendo com ele, ao invés de lutar contra ele (Jó 23:10 cf I Pe 1:7);

(10) - PORQUE O SOFRIMENTO NOS MANTÉM HUMILDES E DE JOELHOS - O sofrimento aumenta nossa vida de oração. Nada nos porá de joelhos mais depressa do que os sofrimentos;

(11) - PORQUE O SOFRIMENTO NOS ENSINA A PACIÊNCIA - (I Pe 2:20) - Deus está no controle dos acontecimentos e temos que ser submissos e pacientes à vontade de dEle.

V - DEPOIS DO SOFRIMENTO, VÊM AS BÊNÇÃOS:

Os que dizem que os filhos de Deus não sofrem, são falsos mestres que não conhecem e não aceitam a palavra do Senhor: Jó perdeu tudo; Jeremias foi preso; João Batista foi decapitado; Estevão foi apedrejado; Paulo sofreu naufrágio e prisões e Jesus foi crucificado.

O sofrimento desta vida é temporário; o de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas - Jó 42:10-17;

A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Em Cristo Jesus, nós temos uma grande vantagem: uma esperança bem definida de perseverança e consolação - Hb 12:1-3

Os problemas da vida não sugerem falta de fé e não são provas de algum terrível pecado na nossa vida. Jó foi fiel a Deus no período do seu sofrimento, sendo abençoado sobremaneira. A fidelidade de Jó precisa calar nosso coração: Jó 1:20-22 cf Tg 1:2-4.

VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Nenhum de nós saberá o motivo total do sofrimento dos fiéis. Se os crentes que nos antecederam não foram isentos, por que nós seríamos?!

O apóstolo Paulo aprendeu, nas suas muitas aflições, que nenhum sofrimento, por severo que seja, poderá separar o crente dos cuidados e da compaixão do seu Pai celeste - Rm 8.35-39.

Divinamente inspirado, ele escreveu um hino de louvor a Deus, retratando que O SENHOR DEUS NÃO EXPLICA TODAS AS COISAS! - Rm 11:33-36;

Por fim, meditemos em uma das declarações feitas pelo Senhor Jesus:

- “O QUE EU FAÇO, NÃO O SABES TU AGORA, MAS TU O SABERÁS DEPOIS” - Jo 13:7.

Quando nos curvamos à vontade de Deus, encontramos o caminho do Senhor. Esta é a vitória da fé submissa. Curvemo-nos, para obedecer; inclinemo-nos, para vencer.

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