free counters

Seguidores

terça-feira, 2 de março de 2010

10ª Lição; A defesa da Autoridade Apostólica de Paulo

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas
LIÇÃO 10 A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

INTRODUÇÃO

Durante este trimestre estamos estudando as motivações que levaram o apóstolo Paulo a escrever sua segunda epístola, destinada aos crentes da cidade de Corinto. Sendo assim, na primeira lição estudamos a defesa do apostolado de Paulo. Nesta décima lição, estudaremos o texto de (II Co 10.1-8,17-18), onde o apostolo traz à tona uma defesa da sua autoridade apostólica.

I - PAULO RESPONDE AOS SEUS ADVERSÁRIOS

Embora fosse evidente que a maioria dos crentes corintios davam total apoio ao apóstolo Paulo, também é notório que uma pequena minoria ainda mostrava muita resistência em reconhecer sua autoridade apostólica; sendo assim, Paulo inicia o capítulo 10 da epístola em apreço, com uma mudança radical de tonalidade; pois, vimos nos capítulos iniciais um tom de alívio, conforto e confiança em Deus; agora, Paulo usa de um tom severo, que soa como um suave ataque a alguns judaizantes, que se infiltraram na igreja e agora influenciavam a congregação.

1.1 Uma resposta à altura. “Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo.” ( II Co 10. 1 a ). Paulo, com muita habilidade faz um apelo aos irmãos corintios, buscando recorrer a sentimentos nobres que existiam em Cristo (MANSIDÃO E BENIGNIDADE).

Mansidão: no original grego é “PRAUTES”, que significa “gentileza”, “suavidade”, “humildade”, “consideração”, qualidade que caracterizava a pessoa de Cristo. Esta qualidade aparece na lista dos diversos aspectos do fruto do Espirito. (Gl 5. 22, 23).

Benignidade: no grego, é “EPIEIKIA”, que quer dizer”condescendência”, “cessão”. Paulo menciona essas qualidades de Cristo como aquelas que o crente também deve possuir, e que ele mesmo, possuía.

1.2 Uma resposta direta. “Rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns”. ( II Co 10. 2 a). Paulo era capaz de usar de firmeza se isso se tornasse necessário, a despeito de suas tendências naturais para as maneiras humildes. Contudo, preferia não agir assim; pelo que também implorou aos crentes coríntios que modificassem suas maneiras e atitudes para com ele. Acerca desse assunto, ele também escreve aos efésios, dizendo: ” Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”. (Ef 4. 1-3).

1.3 Uma resposta divina. “ Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.” ( II Co 10. 3). Mesmo estando na condição de homem mortal e sujeito as limitações terrenas, Paulo insistia no fato de estar combatendo o bom combate da fé, fazendo oposição aos inimigos certos, dando sim, apoio as causas certas e buscando obter sua vitoria em Deus. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” ( I Co 15. 57).

II - INIMIGOS E ARMAS ESPIRITUAIS DO APOSTOLADO

Assim como Paulo, somos seres humanos frágeis, mas não é por esta causa que devemos usar planos e métodos terrenos para ganhar nossas batalhas. Paulo nos assegura que as poderosas armas de Deus estão disponíveis a nós quando lutamos contra as “fortalezas” do Diabo. “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6. 10-11). Nesta batalha, o cristão deve sempre escolher o método de Deus, prescritos nas sagradas escrituras. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” Tm 2. 4-5).

Vejamos algumas características dos inimigos de Paulo.

2.1.1 Inimigos inesperados.

Havia, de certa forma, uma decepção por parte do apóstolo Paulo, no tocante as notícias que ele recebera da situação em que se encontrava a igreja em Corinto. “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?” . ( II Co 3. 1 ).

O apostolo jamais esperava que uma igreja que ele mesmo fundara, estivesse embriagada com argumentos de alguns judaizantes que se opunham ao seu apostolado; e o que era pior, alguns crentes coríntios, já se encontravam convencidos de que Paulo, embora ousado e corajoso em suas cartas, não dispunha de nenhuma autoridade apostólica.

2.1.2 Inimigos astuciosos.

Estes inimigos eram judeus cristãos, que astuciosamente se apresentavam como apóstolos de Cristo, e usavam de um discurso eloqüente e com muitas demostrações de autoridade, pregando assim, um evangelho diferente daquele pregado pelo apóstolo. (Co 1. 19a). “Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim.” Sendo assim eles usavam palavras persuasiva no seu discurso, tentando tornar o “cristianismo” numa forma de “judaísmo”; Também é provável que faziam Moisés mais importante que Jesus.

2.2 As armas espirituais do apóstolo.

A fim de comprovar que não está empenhado numa guerra “segundo a carne”, Paulo se expressa da seguinte maneira: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas”. (II Co 10. 4a). Nesta passagem, Paulo não identifica suas armas; todavia, podemos entender, mediante outras declarações do apóstolo, que tais armas consistiam da proclamação do evangelho, mediante a qual o poder divino é liberado. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Rm 1. 16). “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”. “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”. ” Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. ( I Co 1. 17, 24,25 ).

III - A PERSPECTIVA DE PAULO SOBRE AUTORIDADE

No dicionário Aurélio da língua portuguesa, a palavra “perspectiva”, significa: “aspecto sob o qual uma coisa se apresenta”; “ponto de vista”.

Sendo assim, vejamos, sob qual ponto de vista o apóstolo trabalhava seu entendimento daquilo que vinha a ser “autoridade”.

3.1 Uma perspectiva totalmente espiritual.

Havia uma firme convicção em Paulo, naquilo que se referia ao campo de batalha. O apóstolo sabia que embora “aparentemente” estivesse enfrentado seres humanos, a verdadeira guerra estava sendo travada na esfera espiritual; vejamos o que ele diz neste texto. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” ( Ef 6 .12 ). Sendo assim, podemos então entender juntamente com Paulo que o motivo de suas armas serem poderosas em Deus era justamente pelo fato de que estavam destinadas à destruição das fortalezas, dos conselhos e de toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus.

IV - CONVICÇÃO DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

Seria muito comum, se o apóstolo diante de tais acusações e calunias não encontrasse mais forças para continuar empenhado na causa do Senhor. Porém ardia no coração de Paulo, a certeza de que mesmo não fazendo parte inicialmente dos doze apóstolos, sua chamada ministerial não provinha da vontade do homem e sim única e exclusiva de Deus.

Vejamos algumas de suas declarações: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. ( Rm 1. 1). ” Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus”. ( II Co 1. 1a ) . “Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. ( Gl 1. 1).

CONCLUSÃO

“A melhor defesa é sempre um bom ataque”. Mesmo sabendo que poderia recorrer a meios legais, em busca da defesa de sua autoridade apostólica, Paulo usa de uma estrategia totalmente audaciosa, ele recorre a uma forte arma; seu testemunho de vida, não existiria nada, nem ninguém que pudesse se opor ao histórico desse homem de Deus.

“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. ( II Co 3.1-2).

Nenhum comentário:

Postar um comentário