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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

5ª lição do 1º trimestre de 2016: O ARREBATAMENTO DA IGREJA


Texto Base: 1 Tessalonicenses 4:13-18

 

“Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4:17).

 
INTRODUÇÃO

O Arrebatamento da Igreja é o evento que porá fim à dispensação da Graça, a este tempo que estamos vivendo em que o Espírito Santo atua livremente através de todos os homens e mulheres que, independentemente de raça, tribo ou nação, aceitam a mensagem do Evangelho, creem que Jesus é o Salvador e se submetem ao seu senhorio, passando a viver segundo a sua vontade. É o momento da retirada repentina, de improviso, de sobre a face da Terra, de todos os redimidos que permaneceram fiéis, antes que se inicie o período mais tenebroso da história da humanidade - a Grande Tribulação. O Arrebatamento é tremendo em sua vitória sobrenatural sobre a morte; é o milagre que Satanás não pode imitar; é o testemunho sobrenatural de Jesus Cristo que ganhou a vitória sobre a morte e o inferno. Jesus, então, como diz Paulo, descerá e se encontrará com a Igreja nos ares, que é a reunião dos salvos em Cristo (1Ts 4:16,17).

I. TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS

1. Distinção entre Arrebatamento e a Vinda de Jesus em glória. Geralmente, ao se ler sobre estes dois eventos, cria-se uma certa confusão e acaba-se considerando todos os trechos da Bíblia como pertencentes a um mesmo evento. Porém, a Bíblia deixa claro que são dois estágios distintos da Segunda Vinda de Cristo.

No Arrebatamento muitos na Igreja não estarão esperando Jesus. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele - “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lc 12:40). Não somente as “virgens loucas”, mas até as “prudentes” estarão dormindo - “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25:5).

A Vinda de Cristo em Glória ocorrerá quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24:33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19:19). As Escrituras dizem que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Zacarias declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12:10b), e todos os judeus vivos na Terra reconhecerão seu Messias. Exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Paulo declara: “... todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11:26).

Portanto, a Vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos de povos (1Co 10:32): para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz.

O quadro comparativo, a seguir, poderá ajudá-lo a distinguir estes dois eventos com clareza:

Arrebatamento (*)
 
Aparecimento Glorioso (*)
Acontece antes dos sete anos de Tribulação, porém não os inicia (2Ts 2:1-6).
 
Acontece imediatamente depois dos sete anos de Tribulação (Mt 24:29,30).
Somente os crentes verão Jesus (1Ts 4:16,17).
 
Todos verão Jesus (Ap 1:7).
O próprio Senhor descerá da casa de seu Pai, onde Ele preparou um lugar para nós (João 14:1-3; 1Tes 4:16).
 
Ocorre um fenômeno cósmico no sol, na lua e nas estrelas (Mt 24:29).
Jesus virá novamente para nos receber para si (João 14:1-3).
 
O céu se abre e Cristo aparece sobre um “cavalo branco” (Ap 19:11).
Jesus ressuscitará aqueles que dormem nele (1Tes 4:14-15). Tudo isto acontecerá "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15:52).
 
Jesus vem seguido por “exércitos do céu” – a Igreja glorificada (Ap 19:14).
Ouviremos a voz do arcanjo (1Tes 4:16).
 
Haverá um Sinal do Filho do Homem no céu, visto por todos (Mt 24:30).
Ouviremos também a trombeta de Deus (1Tes 4:16). Esta será a sua última trombeta para a Igreja.
 
Jesus vem em poder e grande glória (Mt 24:30).
Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Tes 4:16,17).
 
Todos os que não criam em Jesus lamentam por não estarem preparados (Mt 24:30).
Então nós, os que estivermos vivos e permanecermos, seremos transformados, feitos incorruptíveis, com nosso corpo "imortal" (1Co 15:51-53).
 
O anticristo (a besta) e seus exércitos confrontam Cristo (Ap 19:19).
Então seremos arrebatados juntos... (1Tes 4:17).
 
Cristo lança a besta e o falso profeta no lago de fogo (Ap 19:20).
... com eles nas nuvens... (onde os crentes mortos e vivos serão reunidos) (1Tes 4:17).
 
Os que rejeitaram a Cristo serão mortos (Ap 19:21).
... para encontrar o Senhor nos ares (1Tes 4:17).
 
Satanás é lançado no abismo por mil anos (Ap 20:1-3).
"Voltarei e vos receberei para mim mesmo". Jesus nos leva para a casa do Pai, "para que, onde estou, estejais vós também" (João 14:13).
 
Os santos do Velho Testamento e da Tribulação serão ressuscitados (Mt 24:31; Ap 20:4).
"Assim, estaremos para sempre com o Senhor" (1Tes 4:17).
 
Jesus julga as nações e estabelece seu reino (Mt 25).’
(*) Fonte: "Estamos Vivendo os Últimos Dias?", de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins.
 

2. A reunião dos salvos no encontro com Cristo. No Arrebatamento o Senhor Jesus deixará o Seu Trono e, vindo do Céu (da casa do Pai – João 4:1-3), aparecerá nos ares (1Ts 4:17). Ele não virá de maneira visível sobre a Terra, mas permanecerá na atmosfera superior. Os espíritos e almas dos que dormiram nEle o acompanharão, como provavelmente também o Arcanjo Miguel. Então serão ressuscitados primeiro os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na Terra e João 14:1-6 estará cumprido. Tudo isso naturalmente acontecerá numa fração de segundos (1Co 15:51-53).

Antes da Volta de Cristo, porém, algo deverá ser feito nas regiões celestiais. Afirmam as Escrituras que Satanás e as hostes espirituais da maldade habitam os lugares celestiais (Ef 6:12), ou seja, por permissão divina, uma certa dimensão celestial é habitada pelo adversário e por suas miríades angelicais, que vagam sem local e sem destino por este universo (Jó 1:7), aguardando a execução da sentença de suas condenações. Para que se faça o encontro de Jesus com o seu povo nos ares, ou seja, na região que se encontra abaixo da glória divina, será preciso que o diabo e seus anjos sejam dali retirados, o que será feito pelo arcanjo Miguel, como se vê em Ap 12:7-9 – “E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus; e foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na Terra, e os seus anjos foram lançados com ele”. Essa batalha fará com que o Diabo seja precipitado sobre a Terra, ou seja, deixará os ares livres para o encontro de Jesus com a sua Igreja. Simultaneamente, como se revela no livro do Apocalipse, se iniciará uma época terrível sobre os homens que aqui ficarem, pois o Diabo atuará como nunca sobre a face da Terra, irado e sabendo que tem pouco tempo (Ap 12:12) - “Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”.

3. Quem será arrebatado? Este acontecimento envolverá somente a Igreja, ou seja, todos aqueles que fazem parte da Nova Aliança, isto é, todos aqueles que foram transformados mediante o Novo Nascimento. Aqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus e permaneceram fiéis a Ele serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, participar das Bodas do Cordeiro e estar para sempre com o Senhor. Abrangerá tanto os que estiverem vivos na Terra quanto os que “dormem” no Senhor e estão no Paraíso (1Co 15:51,52; 1Ts 4:16,17). Os cristãos que estiverem vivos e aqueles que já “dormem” no Senhor serão arrebatados (1Ts 4:16,17). Chamamos esse evento de a “Grande Colheita” dos justos.

Estamos vivendo um espaço de tempo indeterminado chamado era da Igreja ou era da Graça, o qual se iniciou no dia do Pentecostes e se findará no Dia do Arrebatamento. Este período de tempo indeterminado está compreendido entre a 69ª e 70ª semana de anos, conforme as profecias do livro de Daniel (Dn 9:20-27). Após o arrebatamento, iniciar-se-á um período de grande sofrimento e angústia na Terra, chamado de Grande Tribulação, ou septuagésima semana de Daniel (estudaremos sobre este tema na lição nº 8). A Igreja não passará por esse tenebroso período.

A figura abaixo é uma ilustração referente ao Arrebatamento. A mesma trás, em ordem, a sequência dos fatos que ocorrerão quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja.


II. O ARREBATAMENTO E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. A ignorância acerca dos mortos (1Ts 4:13) – “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem...”.

Quando Paulo visitou os tessalonicenses pela primeira vez, ensinou-lhes que Cristo viria reinar e falou-lhes dos acontecimentos que se seguiram. Entretanto, surgiram questionamentos a respeito dos crentes que já haviam morrido. O corpo deles ficaria no sepulcro até o dia final? Seriam eles excluídos da alegria de participar da vinda de Cristo e de seu reino glorioso? Com o propósito de responder a essas perguntas e assim eliminar de vez qualquer temor, Paulo descreve a ordem dos acontecimentos por ocasião do regresso de Cristo para buscar a Igreja.

- “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes dos que já dorme...”. Aqui, a palavra “dormir” é sempre usada em relação ao corpo dos cristãos que já morreram, e nunca com respeito ao espírito ou alma. O dormir é um símbolo apropriado para a morte, pois muitas vezes o morto parece estar dormindo. Até nossa palavra “cemitério” vem do grego “koimeterion”, que quer dizer “ao lugar onde se dorme”. É uma figura de linguagem bem conhecida, pois toda noite representamos esse símbolo da morte, e cada manhã é como a ressurreição.

A Bíblia não ensina que a alma adormece na hora da morte. Tanto o rico quanto Lázaro estavam conscientes depois de morrer (Lc 16:19-31). Quando morre um crente, ele logo vai “habitar com o Senhor” (2Co 5:8). Morrer é “estar com Cristo”, a posição a que Paulo faz referência, dizendo que é “ganho” e “incomparavelmente melhor” (Fp 1:21,23). Isso não poderia ser verdade se a alma estivesse dormindo.

A Bíblia também não ensina aniquilação. O ser humano não deixa de existir na hora da morte. O crente desfruta a vida eterna (Mc 10:30; João 23:43). O descrente sofrerá o castigo eterno (Mc 9:48; Ap 14:11).

2. A Primeira e a Segunda ressurreição – “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, traráem sua companhia, os que dormem” (1Ts 4:14).

A ressurreição é a restituição à vida, ou seja, o retorno à unidade entre corpo, alma e espírito, que havia quando da vida física. É válido ressaltar que a ressurreição de Jesus foi a primeira ressurreição propriamente dita, porque Jesus ressuscitou em corpo glorificado, para não mais morrer. É importante observar que Jesus ressuscitou enquanto homem e, portanto, foi o Deus Pai quem O ressuscitou (At 2:32; 3:15; 4:10; 10:40; 13:30,37; Rm 4:24; 1Co 6:14; 15:15; 1Pe 1:21). Com a ressurreição, Jesus foi exaltado sobre todo o nome (Fp 2:9), passando, então, a ser chamado de Nosso Senhor (Rm 1:4), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18).

A ressurreição de Cristo é nossa garantia no presente. Sem a ressurreição de Cristo não pode haver salvação. Quanto a isso, a Bíblia declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1Co 15:14).

A Bíblia fala em Primeira e Segunda Ressurreição (Ap 20:4,5), separadas uma da outra por um período de cerca de mil anos. De acordo com a Bíblia, e conforme afirmou o próprio Jesus, todos os mortos ressuscitarão – “... vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”(João 5:28,29). Paulo também afirmou: “Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos”(Atos 24:15). Este e muitos versículos desfazem a ideia de que os ímpios serão destruídos e de que não haverá condenação porque “Deus é amor”. Segundo a Bíblia, todos ressuscitarão. O que precisamos saber é que os justos não irão ressuscitar juntamente com os ímpios. A ressurreição dos mortos acontecerá em duas etapas diferentes: uma para os justos e a outra para os ímpios (Dn 12:2; Ap 20:5).

- Na Primeira Ressurreição serão ressuscitados todos os santos, de todos os tempos. Não haverá ressurreição dos ímpios, nesta oportunidade. Os santos receberão corpos glorificados, dotados de vida eterna, e conforme o corpo do Senhor Jesus, segundo o ensino de Paulo: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”(Fp 3:20,21).

Observe que, quando voltar, Jesus trará consigo os que morreram nEle, pois eles já estão com Ele (1Ts 4:14,15), e ressuscitará seus corpos mortos em primeiro lugar (1Ts 4:16). Somente depois disso acontecerá a transformação dos crentes ainda vivos, e então eles serão arrebatados juntos ao encontro do Senhor (1Ts 4:17). É importante observar que não está escrito: "trará para Ele", mas "trará, em sua companhia", ou seja, "trará com Ele" (1Ts 4:14). Isso significa simplesmente que os trazidos com Jesus em Sua vinda são os espíritos e almas sem corpo dos que morreram em Cristo. Primeiro, seus corpos serão ressuscitados e juntados aos espíritos e almas. Depois os crentes vivos serão transformados e toda a Igreja será levada para o Céu com Jesus.

- Na Segunda Ressurreição serão ressuscitados todos os ímpios de todos os tempos - “... e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação”(João 5:29). A segunda ressurreição somente acontecerá depois do Milênio – “Mas os outros mortos não reviveram, ate que os mil anos se acabaram...”(Ap 20:5). Estes “outros mortos” são todos aqueles que morreram sem a salvação, tanto no Antigo como no Novo Testamento, ou seja, são os ímpios de todos os tempos, que, certamente, estarão diante do Grande Trono Branco para o Juízo Final. Esse momento foi visto e descrito por João em Apocalipse 20:11-15.

3. A transformação dos crentes que estiverem vivos quando Jesus voltar – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade”(1Co 15:51-53).

Nem todos dormiremos, ou seja, nem todos os cristãos passarão pela morte. Alguns estarão vivos quando o Senhor voltar. Quer tenhamos morrido, quer ainda estejamos vivos, transformados seremos todos.

A verdade da ressurreição, em si mesma, não é um mistério, uma vez que aparece no Antigo Testamento; no entanto, o fato de que nem todos dormiremos, assim como a transformação dos santos que estiverem vivos na volta do Senhor, são verdades outrora desconhecidas.

A transformação dos nossos corpos ocorrerá de forma instantânea, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta (1Ts 15:52). Aqui, a “última trombeta” não anuncia o fim do mundo. Também não é a última trombeta mencionada em Apocalipse. Antes, é a trombeta de Deus que soará quando Cristo vier nos ares para buscar seus santos (1Tes 4:16). Quando a “trombeta” soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (1Co 15:52). Que momento glorioso será, quando a terra e o mar entregarão o pó de todos aqueles que morreram em Cristo. É praticamente impossível a mente humana captar a grandeza desse acontecimento, mas o cristão verdadeiro, salvo em Cristo, pode aceitá-lo pela fé.

Quando os santos mortos forem ressuscitados e os santos vivos forem transformados com eles, então, se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória” (1Ts 15:54). “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor JEOVÁ as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse” (Is 25:8).

III. ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE

1. Antes do Arrebatamento, é preciso vigilância. Por que é preciso vigilância? Porque não sabemos quando Jesus vai voltar. Sua volta é certa, mas o momento exato não. Jesus entendia a vontade humana de conhecer o futuro, mas não permitiu que Seus seguidores caíssem nas tentações dos videntes:

- Mateus 24:36: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”. Marcos 13:32 é uma passagem paralela idêntica.

- Mateus 24:42: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”.

- Mateus 24:44: “Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”.

- Mateus 25:13: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. Marcos 13.33-37 é uma passagem paralela.

- Atos 1:7: “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”.

Estas passagens nos alertam que a data da volta de Cristo é uma questão de revelação de Deus. Ele decidiu não revelar isso nem para Cristo durante Sua humanidade em Sua primeira vinda (Mateus 24:36). Se o Pai não o revelou ao Filho na Sua humanidade, por que alguém pode crer que o Pai lhe revelaria isso? Jesus deixa bem claro: “Não!”.

O ensinamento de Cristo é reforçado também em outras partes das Escrituras. Em 1Tessalonicenses 5:1,2, Paulo reafirma as palavras de Jesus com relação à incerteza da hora da Sua volta: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite”.

Portanto, a data da vinda de Cristo não foi revelada; é um segredo que pertence somente a Deus. O Senhor disse a Israel: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29:29).

Se não sabemos quando Jesus vai voltar, então o que devemos fazer? As Escrituras Sagradas nos exortam à vigilância até que o Senhor volte. Por exemplo, Mateus 24:42 não só adverte - “porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor” -, mas também exorta os crentes a vigiar - “Vigiai...”.Mateus 24:44 manda os crentes “ficarem apercebidos” - “porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”. E também Mateus 25:13 nos exorta a vigiar - “porque não sabeis o dia nem a hora”.

Portanto, devemos vigiar a fim de vivermos piedosamente até o Senhor voltar porque estamos na “noite” escura desta era maligna, que exige uma vigilância ativa contra o mal.

2. Depois do Arrebatamento, viveremos felizes para sempre. A Igreja, desde o seu início, tem sofrido perseguições cruéis, tem sofrido tribulações inimagináveis: foi perseguida pelos judeus; foi perseguida de forma mais cruel pelo Império Romano, que quis eliminar o cristianismo da face da terra; foi atacada de modo mortal pelo materialismo ateu, começando no Iluminismo, quando a fé foi substituída na mente de muitos homens pelas conclusões das ciências; no século passado, o materialismo investiu pesado contra a Igreja; o comunismo ateu foi implacável e planejou a destruição da fé cristã, matando milhares de crentes, banindo pastores e fechando igrejas; no século atual, há perseguições terríveis e cruéis perpetradas pelos muçulmanos. Mas a Igreja foi destinada por Deus para vencer. A Bíblia nos mostra que todas as forças e potestades, que se levantaram, e se levantam contra ela, serão destruídas pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Em breve, a Igreja, a "Noiva do Cordeiro", há de se encontrar com "o Noivo", nos ares (1Ts 4:17), então haverá as "Bodas do Cordeiro", o casamento da Noiva (Igreja) com seu Noivo (Jesus) e a Noiva será elevada à condição de Esposa eterna, e viveremos felizes para todo o sempre. O cântico vitorioso da Igreja será entoado no Céu, quando estaremos, enfim, livres das tribulações desta vida e teremos a recompensa por nossa submissão a Deus e a sua Palavra - "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou" (Ap 19:7). 

O Diabo, mesmo sabendo que jamais derrotará a Igreja do Senhor Jesus, faz de tudo para obscurecer o brilho de sua vitória. Mas a Igreja triunfará gloriosa, “como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras” (Ct 6:10).

CONCLUSÃO

Querido irmão, Jesus voltará em breve para buscar a Sua Igreja. Você está vigiando em santidade? Pedro adverte-nos: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé” (1Pe 5:8,9). É chegado o momento de a Igreja mostrar-se cada vez mais santa, pois sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12:14).
Fonte: ebdweb

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