Esola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas
LIÇÃO 11 - DIA 14/03/2010
TÍTULO: “CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER”
TEXTO ÁUREO - II Cor 11:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 10:12-16; 11:2-3, 4-5
1-INTRODUÇÃO:
A liderança exige seguidores de confiança. A fé, no bom juízo e visão do cabeça de uma organização, durará somente enquanto o líder estiver dando à seus seguidores razões para nele confiar. A confiança tem suas raízes no caráter. É por isso que o caráter é central na liderança efetiva e autêntica. Os líderes autênticos que apresentam os mais nobres traços de caráter não precisam se manter no poder por força bruta ou engano.
II - TRAÇOS DO CARÁTER NO QUE DIZ RESPEITO A UM LÍDER AUTÊNTICO:
Inicialmente, vejamos os significados das palavras CARÁTER e COMPORTAMENTO:
CARÁTER = DISTINTIVO; MARCA. Às vezes, é entendido como a própria personalidade, o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo. Vejamos no caso do cristão (I Pe 2:11-17 cf Mt 5:16).
COMPORTAMENTO - É o conjunto de ações que identifica o homem com a vontade de Deus e o faz ser reconhecido como uma pessoa que traz benefícios ao seu próximo (I Cor 10:31-33; Cl 3:12-17).
Posto isto, meditemos em algumas das características de um autêntico líder:
(1) - SANTIDADE:
Lv 11.44; 19.2 - O alicerce da santidade do líder está no caráter do Deus que ele está representando. Se a descrição “homem de Deus” falha em representar a pessoa em comando, a organização cristã que ele lidera se sentirá mais livre para andar nas trevas.
Is 6:1-5 - É improvável que Isaías usara uma linguagem mais violenta, impura ou blasfema do que seus contemporâneos. Porém, um sentimento de culpa tomou conta dele no ambiente santo que enchera o templo. Deus preparou Isaías para liderar, fazendo-o completamente miserável diante de sua natureza pecaminosa.
I Pe 2:12 - A santidade, do ponto de vista humano, coincide com boa reputação. A importância da boa reputação de um líder é algo de conhecimento geral. Confiança é algo tão crucial, especialmente na liderança, que uma reputação manchada criará sérios problemas. Os apóstolos alistaram uma boa reputação como a primeira exigência para aqueles que haveriam de ocupar a função de liderança - At 6.3 cf I Tm 3:2; Tt 1:6 cf At 20.17-35.
O líder autêntico precisa ser sensível ao pecado que outros possivelmente consideram aceitável, posto que o comportamento não apropriado para um líder torna a nova natureza dos filhos da luz em uma farsa (Ef 5.8).
(2) - CHEIO DO ESPÍRITO SANTO:
At 6:3 - Este foi o segundo traço de caráter que os apóstolos solicitaram dos líderes que cuidavam da distribuição diária.
Há alguma controvérsia com relação ao significado dessa frase: “Cheio do Espírito Santo”. Mas é razoavelmente claro que significa três coisas:
(A) - O LÍDER TORNOU-SE CORAJOSO E VALENTE - At 2 cf 4:8, 31; 7:54-60 - Liderança e um “espírito de medo” não se casam; timidez em um líder não é um sinal saudável - II Tm 1.7.
(B) - O LÍDER TORNOU-SE ZELOSO E COM PODER EVANGELÍSTICO - At 8:6-7 - Filipe proclamava o nome Cristo com unção; demônios eram expulsos e milagres de curas eram realizados.
Atualmente, não precisamos exigir dos líderes que realizem milagres, mas que tenham zelo por Deus, que é evidência clara da presença do Espírito.
(C) - O LÍDER NÃO ESTÁ SOZINHO; TEM UM “ASSISTENTE DIVINO” - At 8:26-31; 13:7-10 - Sem o Espírito, será que Filipe deixaria o ministério frutífero em Samaria e viajaria à Gaza para falar de Cristo a uma só pessoa?! Ou será que Paulo teria exercido a coragem e o entendimento de desafiar Elimas para que o procônsul cresse no Senhor? Permanece de importância máxima que o líder saiba a mente do Senhor, antes de tomar decisões que afetem sua vida e a de outras pessoas.
(3) - SABEDORIA:
At 6:1 - Os apóstolos reconheceram a importância de manter o amor mútuo e a unidade na Igreja. Consequentemente, eles formaram a base para um segundo nível de liderança: a “diaconia”. A sabedoria é a chave virtuosa entre as qualidades que os sete homens precisavam.
Sabedoria significa mais do que mera inteligência. Enquanto esta refere-se à habilidade de resolver problemas de forma correta pelo uso da razão e experiência, aquela refere-se à inteligência divina.
Isso explica a descrição de “sabedoria” que Tiago chama de terrena e natural - Tg 3.15 - que produz um “sentimento faccioso”, o qual normalmente cria “inveja amargurada”.
Tg 3.17 cf I Cor 1:19-25 - A sabedoria lá do alto, por outro lado,…
(1) - é “pura”, livre de contaminação facciosa;
(2) - produz paz, em vez de contenda e disputa;
(3) - é “gentil”, ou seja, preocupada com o sentimento dos outros;
(4) - é “razoável”, disposta a ceder e a negociar.
(5) - é “plena de misericórdia”, mostrando seu amor a outros.
(6) - “Bons frutos” caracterizam o resultado dessa sabedoria em ação.
Enfim, sabedoria significa prontidão e perseverança, além da ausência de hipocrisia. Onde a “sabedoria” é usada, ações generosas e boas serão certamente encontradas.
Um líder autêntico certamente demonstrará a sabedoria lá do alto, concedida pelo Espírito Santo de Deus àqueles que a buscam para si.
(4) - FÉ:
At 6:5 - A “fé” não é alistada entre as qualidades daqueles que cuidariam do fundo de distribuição das viúvas. Porém, Estêvão é descrito como um “homem cheio de fé”.
At 7 - A fé de Estêvão excedera na forma que interpretou a história da salvação de Israel. Cada evento é entendido à luz da intervenção e do soberano controle do Senhor sobre os eventos passados; ele pode ver a glória de Deus independentemente dos planos assassinos dos judeus. Ele também pode ver Jesus assentado à direita de Deus e ter certeza que derrotas na Terra são vitórias no Céu.
II Cor 1:8-9 - Paulo também não interpreta os eventos recentes em sua vida como marcas dos golpes vencedores do diabo. O apóstolo via a realidade pela lente da fé.
Hb 11:6 - Deus nunca pode agradar-se de um líder que exerce autoridade em Seu Reino que não seja um homem de fé.
(5) - AMOR:
Lc 9:23-24 - O “salvar a vida” por meio de “perdê-la” por Cristo e pelos necessitados não é mais algo popular, embora seja o ponto central daquilo que Jesus exige de Seus seguidores. O amor é mais importante no Novo Testamento do que os dons espirituais ou o conhecimento - I Cor 8:1; 13.
Uma liderança sem amor é como um corpo sem o coração: Morta e sem sentido; ela promove vaidade, em vez de maturidade cristã - II Cor 5.14.
(6) - SERVILISMO:
At 6:2 - Lembremos que para liberar os apóstolos para exercerem somente o trabalho espiritual, direcionou-se a busca por homens para “servirem às mesas”.
Um termo que Paulo usa constantemente para descrever sua própria função é “diácono” (servo). Em suas cartas, nenhum de seus companheiros é chamado de profeta, professor ou pastor, muito menos, ancião ou bispo.
I Cor 3.5, 9; 16:15-16; II Cor 6.1, 4 - As designações mais usadas são: “cooperador”, “irmão”, “servo” e “apóstolo”. Paulo usa diáconos (servos) em próxima relação à “obreiros” e “ministros”. Paulo usa o termo “ministro (servo)” para enfatizar essa atitude humilde (I Cor 4:1). Desta forma, os obreiros e os ministros são aqueles que tem se dedicado ao serviço dos santos.
Ef 4:11-12 - Os dons de apostolado, profecia, evangelista, pastor e mestre são distribuídos para a promoção e o treinamento de cristãos para o trabalho do ministério. Isso significa que nenhuma função na Igreja deve ser exercida sem um “espírito de serventia”.
Esse é o tipo de liderança que precisamos hoje mais do que nunca: Um líder-servidor!
III - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Apc 2:5 - Os efésios perderam seu primeiro amor devido à liderança defeituosa;
Apc 3:1-3 - O estado moribundo da Igreja de Sardes foi a conseqüência da liderança pobre;
Apc 3:13-20 - A condição morna da Igreja de Laodicéia foi o efeito natural de líderes orgulhosos e auto-suficientes que contagiaram a Igreja com o vírus mortal do mundanismo
O caráter carnal da igreja de Corinto pode ser facilmente explicado pelo orgulho dos líderes da Igreja que substituíram Paulo, um servo humilde do Senhor. Seu exemplo e alertas foram insuficientes para implantar naquele lugar um espírito servil.
Assim, nenhuma virtude bíblica deve ser premiada mais em um líder autêntico do que a vida santa, a sabedoria com discernimento, a plenitude do Espírito, o amor e um senso de servilidade equilibrado. Deus usa homens com esses perfis. Igrejas e organizações que notam que essas qualidades estão em falta em seu meio, necessitam clamar ao Senhor por avivamento.
segunda-feira, 8 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
10ª Lição; A defesa da Autoridade Apostólica de Paulo
Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas
LIÇÃO 10 A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO
INTRODUÇÃO
Durante este trimestre estamos estudando as motivações que levaram o apóstolo Paulo a escrever sua segunda epístola, destinada aos crentes da cidade de Corinto. Sendo assim, na primeira lição estudamos a defesa do apostolado de Paulo. Nesta décima lição, estudaremos o texto de (II Co 10.1-8,17-18), onde o apostolo traz à tona uma defesa da sua autoridade apostólica.
I - PAULO RESPONDE AOS SEUS ADVERSÁRIOS
Embora fosse evidente que a maioria dos crentes corintios davam total apoio ao apóstolo Paulo, também é notório que uma pequena minoria ainda mostrava muita resistência em reconhecer sua autoridade apostólica; sendo assim, Paulo inicia o capítulo 10 da epístola em apreço, com uma mudança radical de tonalidade; pois, vimos nos capítulos iniciais um tom de alívio, conforto e confiança em Deus; agora, Paulo usa de um tom severo, que soa como um suave ataque a alguns judaizantes, que se infiltraram na igreja e agora influenciavam a congregação.
1.1 Uma resposta à altura. “Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo.” ( II Co 10. 1 a ). Paulo, com muita habilidade faz um apelo aos irmãos corintios, buscando recorrer a sentimentos nobres que existiam em Cristo (MANSIDÃO E BENIGNIDADE).
Mansidão: no original grego é “PRAUTES”, que significa “gentileza”, “suavidade”, “humildade”, “consideração”, qualidade que caracterizava a pessoa de Cristo. Esta qualidade aparece na lista dos diversos aspectos do fruto do Espirito. (Gl 5. 22, 23).
Benignidade: no grego, é “EPIEIKIA”, que quer dizer”condescendência”, “cessão”. Paulo menciona essas qualidades de Cristo como aquelas que o crente também deve possuir, e que ele mesmo, possuía.
1.2 Uma resposta direta. “Rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns”. ( II Co 10. 2 a). Paulo era capaz de usar de firmeza se isso se tornasse necessário, a despeito de suas tendências naturais para as maneiras humildes. Contudo, preferia não agir assim; pelo que também implorou aos crentes coríntios que modificassem suas maneiras e atitudes para com ele. Acerca desse assunto, ele também escreve aos efésios, dizendo: ” Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”. (Ef 4. 1-3).
1.3 Uma resposta divina. “ Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.” ( II Co 10. 3). Mesmo estando na condição de homem mortal e sujeito as limitações terrenas, Paulo insistia no fato de estar combatendo o bom combate da fé, fazendo oposição aos inimigos certos, dando sim, apoio as causas certas e buscando obter sua vitoria em Deus. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” ( I Co 15. 57).
II - INIMIGOS E ARMAS ESPIRITUAIS DO APOSTOLADO
Assim como Paulo, somos seres humanos frágeis, mas não é por esta causa que devemos usar planos e métodos terrenos para ganhar nossas batalhas. Paulo nos assegura que as poderosas armas de Deus estão disponíveis a nós quando lutamos contra as “fortalezas” do Diabo. “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6. 10-11). Nesta batalha, o cristão deve sempre escolher o método de Deus, prescritos nas sagradas escrituras. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” Tm 2. 4-5).
Vejamos algumas características dos inimigos de Paulo.
2.1.1 Inimigos inesperados.
Havia, de certa forma, uma decepção por parte do apóstolo Paulo, no tocante as notícias que ele recebera da situação em que se encontrava a igreja em Corinto. “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?” . ( II Co 3. 1 ).
O apostolo jamais esperava que uma igreja que ele mesmo fundara, estivesse embriagada com argumentos de alguns judaizantes que se opunham ao seu apostolado; e o que era pior, alguns crentes coríntios, já se encontravam convencidos de que Paulo, embora ousado e corajoso em suas cartas, não dispunha de nenhuma autoridade apostólica.
2.1.2 Inimigos astuciosos.
Estes inimigos eram judeus cristãos, que astuciosamente se apresentavam como apóstolos de Cristo, e usavam de um discurso eloqüente e com muitas demostrações de autoridade, pregando assim, um evangelho diferente daquele pregado pelo apóstolo. (Co 1. 19a). “Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim.” Sendo assim eles usavam palavras persuasiva no seu discurso, tentando tornar o “cristianismo” numa forma de “judaísmo”; Também é provável que faziam Moisés mais importante que Jesus.
2.2 As armas espirituais do apóstolo.
A fim de comprovar que não está empenhado numa guerra “segundo a carne”, Paulo se expressa da seguinte maneira: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas”. (II Co 10. 4a). Nesta passagem, Paulo não identifica suas armas; todavia, podemos entender, mediante outras declarações do apóstolo, que tais armas consistiam da proclamação do evangelho, mediante a qual o poder divino é liberado. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Rm 1. 16). “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”. “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”. ” Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. ( I Co 1. 17, 24,25 ).
III - A PERSPECTIVA DE PAULO SOBRE AUTORIDADE
No dicionário Aurélio da língua portuguesa, a palavra “perspectiva”, significa: “aspecto sob o qual uma coisa se apresenta”; “ponto de vista”.
Sendo assim, vejamos, sob qual ponto de vista o apóstolo trabalhava seu entendimento daquilo que vinha a ser “autoridade”.
3.1 Uma perspectiva totalmente espiritual.
Havia uma firme convicção em Paulo, naquilo que se referia ao campo de batalha. O apóstolo sabia que embora “aparentemente” estivesse enfrentado seres humanos, a verdadeira guerra estava sendo travada na esfera espiritual; vejamos o que ele diz neste texto. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” ( Ef 6 .12 ). Sendo assim, podemos então entender juntamente com Paulo que o motivo de suas armas serem poderosas em Deus era justamente pelo fato de que estavam destinadas à destruição das fortalezas, dos conselhos e de toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus.
IV - CONVICÇÃO DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO
Seria muito comum, se o apóstolo diante de tais acusações e calunias não encontrasse mais forças para continuar empenhado na causa do Senhor. Porém ardia no coração de Paulo, a certeza de que mesmo não fazendo parte inicialmente dos doze apóstolos, sua chamada ministerial não provinha da vontade do homem e sim única e exclusiva de Deus.
Vejamos algumas de suas declarações: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. ( Rm 1. 1). ” Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus”. ( II Co 1. 1a ) . “Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. ( Gl 1. 1).
CONCLUSÃO
“A melhor defesa é sempre um bom ataque”. Mesmo sabendo que poderia recorrer a meios legais, em busca da defesa de sua autoridade apostólica, Paulo usa de uma estrategia totalmente audaciosa, ele recorre a uma forte arma; seu testemunho de vida, não existiria nada, nem ninguém que pudesse se opor ao histórico desse homem de Deus.
“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. ( II Co 3.1-2).
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
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LIÇÃO 10 A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO
INTRODUÇÃO
Durante este trimestre estamos estudando as motivações que levaram o apóstolo Paulo a escrever sua segunda epístola, destinada aos crentes da cidade de Corinto. Sendo assim, na primeira lição estudamos a defesa do apostolado de Paulo. Nesta décima lição, estudaremos o texto de (II Co 10.1-8,17-18), onde o apostolo traz à tona uma defesa da sua autoridade apostólica.
I - PAULO RESPONDE AOS SEUS ADVERSÁRIOS
Embora fosse evidente que a maioria dos crentes corintios davam total apoio ao apóstolo Paulo, também é notório que uma pequena minoria ainda mostrava muita resistência em reconhecer sua autoridade apostólica; sendo assim, Paulo inicia o capítulo 10 da epístola em apreço, com uma mudança radical de tonalidade; pois, vimos nos capítulos iniciais um tom de alívio, conforto e confiança em Deus; agora, Paulo usa de um tom severo, que soa como um suave ataque a alguns judaizantes, que se infiltraram na igreja e agora influenciavam a congregação.
1.1 Uma resposta à altura. “Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo.” ( II Co 10. 1 a ). Paulo, com muita habilidade faz um apelo aos irmãos corintios, buscando recorrer a sentimentos nobres que existiam em Cristo (MANSIDÃO E BENIGNIDADE).
Mansidão: no original grego é “PRAUTES”, que significa “gentileza”, “suavidade”, “humildade”, “consideração”, qualidade que caracterizava a pessoa de Cristo. Esta qualidade aparece na lista dos diversos aspectos do fruto do Espirito. (Gl 5. 22, 23).
Benignidade: no grego, é “EPIEIKIA”, que quer dizer”condescendência”, “cessão”. Paulo menciona essas qualidades de Cristo como aquelas que o crente também deve possuir, e que ele mesmo, possuía.
1.2 Uma resposta direta. “Rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns”. ( II Co 10. 2 a). Paulo era capaz de usar de firmeza se isso se tornasse necessário, a despeito de suas tendências naturais para as maneiras humildes. Contudo, preferia não agir assim; pelo que também implorou aos crentes coríntios que modificassem suas maneiras e atitudes para com ele. Acerca desse assunto, ele também escreve aos efésios, dizendo: ” Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”. (Ef 4. 1-3).
1.3 Uma resposta divina. “ Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.” ( II Co 10. 3). Mesmo estando na condição de homem mortal e sujeito as limitações terrenas, Paulo insistia no fato de estar combatendo o bom combate da fé, fazendo oposição aos inimigos certos, dando sim, apoio as causas certas e buscando obter sua vitoria em Deus. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” ( I Co 15. 57).
II - INIMIGOS E ARMAS ESPIRITUAIS DO APOSTOLADO
Assim como Paulo, somos seres humanos frágeis, mas não é por esta causa que devemos usar planos e métodos terrenos para ganhar nossas batalhas. Paulo nos assegura que as poderosas armas de Deus estão disponíveis a nós quando lutamos contra as “fortalezas” do Diabo. “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6. 10-11). Nesta batalha, o cristão deve sempre escolher o método de Deus, prescritos nas sagradas escrituras. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” Tm 2. 4-5).
Vejamos algumas características dos inimigos de Paulo.
2.1.1 Inimigos inesperados.
Havia, de certa forma, uma decepção por parte do apóstolo Paulo, no tocante as notícias que ele recebera da situação em que se encontrava a igreja em Corinto. “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?” . ( II Co 3. 1 ).
O apostolo jamais esperava que uma igreja que ele mesmo fundara, estivesse embriagada com argumentos de alguns judaizantes que se opunham ao seu apostolado; e o que era pior, alguns crentes coríntios, já se encontravam convencidos de que Paulo, embora ousado e corajoso em suas cartas, não dispunha de nenhuma autoridade apostólica.
2.1.2 Inimigos astuciosos.
Estes inimigos eram judeus cristãos, que astuciosamente se apresentavam como apóstolos de Cristo, e usavam de um discurso eloqüente e com muitas demostrações de autoridade, pregando assim, um evangelho diferente daquele pregado pelo apóstolo. (Co 1. 19a). “Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim.” Sendo assim eles usavam palavras persuasiva no seu discurso, tentando tornar o “cristianismo” numa forma de “judaísmo”; Também é provável que faziam Moisés mais importante que Jesus.
2.2 As armas espirituais do apóstolo.
A fim de comprovar que não está empenhado numa guerra “segundo a carne”, Paulo se expressa da seguinte maneira: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas”. (II Co 10. 4a). Nesta passagem, Paulo não identifica suas armas; todavia, podemos entender, mediante outras declarações do apóstolo, que tais armas consistiam da proclamação do evangelho, mediante a qual o poder divino é liberado. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Rm 1. 16). “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”. “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”. ” Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. ( I Co 1. 17, 24,25 ).
III - A PERSPECTIVA DE PAULO SOBRE AUTORIDADE
No dicionário Aurélio da língua portuguesa, a palavra “perspectiva”, significa: “aspecto sob o qual uma coisa se apresenta”; “ponto de vista”.
Sendo assim, vejamos, sob qual ponto de vista o apóstolo trabalhava seu entendimento daquilo que vinha a ser “autoridade”.
3.1 Uma perspectiva totalmente espiritual.
Havia uma firme convicção em Paulo, naquilo que se referia ao campo de batalha. O apóstolo sabia que embora “aparentemente” estivesse enfrentado seres humanos, a verdadeira guerra estava sendo travada na esfera espiritual; vejamos o que ele diz neste texto. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” ( Ef 6 .12 ). Sendo assim, podemos então entender juntamente com Paulo que o motivo de suas armas serem poderosas em Deus era justamente pelo fato de que estavam destinadas à destruição das fortalezas, dos conselhos e de toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus.
IV - CONVICÇÃO DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO
Seria muito comum, se o apóstolo diante de tais acusações e calunias não encontrasse mais forças para continuar empenhado na causa do Senhor. Porém ardia no coração de Paulo, a certeza de que mesmo não fazendo parte inicialmente dos doze apóstolos, sua chamada ministerial não provinha da vontade do homem e sim única e exclusiva de Deus.
Vejamos algumas de suas declarações: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. ( Rm 1. 1). ” Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus”. ( II Co 1. 1a ) . “Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. ( Gl 1. 1).
CONCLUSÃO
“A melhor defesa é sempre um bom ataque”. Mesmo sabendo que poderia recorrer a meios legais, em busca da defesa de sua autoridade apostólica, Paulo usa de uma estrategia totalmente audaciosa, ele recorre a uma forte arma; seu testemunho de vida, não existiria nada, nem ninguém que pudesse se opor ao histórico desse homem de Deus.
“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. ( II Co 3.1-2).
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
8ª Lição: Exortação à Santidade
Escola Bíblica Dominical
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PROMESSAS CONDICIONADAS A SANTIFICAÇÃO
1. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA PRESENÇA DIVINA
Evitando associações com os incrédulos - 2 Co 6.14 Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Tg 3.11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Evitando concordância com os incrédulos - 2 Co 6.15 E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Is 59.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
Evitando compartilhar com os idólatras - 2 Co 6.16 E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. I Co 10.14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
2. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA FILIAÇÃO DIVINA
É preciso obediência para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17a Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; I Pe 1.14 Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
É preciso santidade para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17b E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; 2 Co 7.1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
É preciso dedicação para fazer parte da família divina - 2 Co 6.18 E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. Ef 2.19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.
3. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA COMUNHÃO DIVINA
A comunhão envolve um coração receptivo a exortação - 2 Co 7.8 Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido por ver que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. Hb 12.5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;
A comunhão envolve um coração acessível a contrição - 2 Co 7.9 Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. I Pe 1.6 Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
A comunhão envolve um coração inclinado a salvação - 2 Co 7.10 Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. I Ts 5.8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios.
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia nº 49 - Viçosa - Algoas
PROMESSAS CONDICIONADAS A SANTIFICAÇÃO
1. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA PRESENÇA DIVINA
Evitando associações com os incrédulos - 2 Co 6.14 Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Tg 3.11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Evitando concordância com os incrédulos - 2 Co 6.15 E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Is 59.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
Evitando compartilhar com os idólatras - 2 Co 6.16 E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. I Co 10.14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
2. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA FILIAÇÃO DIVINA
É preciso obediência para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17a Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; I Pe 1.14 Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
É preciso santidade para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17b E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; 2 Co 7.1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
É preciso dedicação para fazer parte da família divina - 2 Co 6.18 E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. Ef 2.19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.
3. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA COMUNHÃO DIVINA
A comunhão envolve um coração receptivo a exortação - 2 Co 7.8 Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido por ver que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. Hb 12.5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;
A comunhão envolve um coração acessível a contrição - 2 Co 7.9 Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. I Pe 1.6 Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
A comunhão envolve um coração inclinado a salvação - 2 Co 7.10 Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. I Ts 5.8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
7ª Liçao: Paulo, um modelo de Líder-servidor
Esola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49 - Viçosa - AL
TEXTO ÁUREO
“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão” (2 Co 6.1).
VERDADE PRÁTICA
O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Co 3.1
Paulo, um líder recomendável
Terça - 2 Co 4.2
Paulo, um líder exemplar
Quarta - Mt 20.26
Paulo, um líder servo
Quinta - Rm 5.3
Paulo, um líder paciente
Sexta - 2 Co 4.5
Paulo, um líder que pregava somente a mensagem de Cristo
Sábado - At 14.22
Paulo, um líder provado pelas adversidades
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 CORÍNTIOS 6.1-10.
1 - E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão
2 - (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.);
3 - não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.
4 - Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5 - nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6 - na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7 - na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
8 - por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9 - como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos;
10 - como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.
INTERAÇÃO
Professor, você é um cooperador de Cristo? Atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre e a Sua Igreja. Jesus, enquanto homem perfeito, é o nosso exemplo de líder-servidor. Certa vez, Ele declarou que não veio a esse mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). Paulo foi um homem que seguiu as pisadas do Mestre.
Ele procurou servir a Jesus em todo o tempo. Mesmo sofrendo retaliação e rejeição de alguns, Paulo amou, liderou e serviu a igreja em Corinto.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério.
Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você reproduza em uma cartolina o diagrama abaixo. Leve o cartaz para a sala de aula e fixe-o em um local onde todos possam ver. Explique aos seus alunos que todo líder cristão, a exemplo de Paulo, deve ter um método de trabalho, além de observar alguns princípios bíblicos para que sua liderança seja bem-sucedida. Diga que Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina porque procurou seguir os princípios relacionados.
PRINCÍPIOS REFERÊNCIAS
Seja firme e corajoso em toda e qualquer situação 2 Co 7.9; 10.2
Seja preciso e honesto 2Co 7:14; 8:21
Seja amável depois de ser firme 2Co 7:15; 13.11-13
Procure utilizar palavras que reflitam a mensagem de Cristo, e não as suas próprias ideias. 2 Co 10.3; 10.12,13; 12.19
Use a disciplina somente quando todos os outros métodos falharem.
2 Co 13.2
Desenvolva um amor incondicional.
1 Co 13
Procure manter a unidade.
Jo 17.23
Tenha uma vida de oração
Ef 6.18
Viva aquilo que prega.
Tg 1.22
Busque adquirir conhecimento, sabedoria.
Pv 4.7
Não faça tudo sozinho.
1 Co 3.6
COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Líder-servidor: Indivíduo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.
Neste capítulo, Paulo ainda continua sua defesa, dando provas e descrevendo seu ministério de reconciliação, no qual ele atuava como embaixador de Cristo, representando os interesses do Reino de Deus na terra. Sua liderança é demonstrada em serviço, e ele até se identifica em algumas de suas cartas como servo (Rm 1.1; 2 Co 4.5; Tt 1.1). Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1).
Paulo era um homem que se dedicava na obra de modo que seus irmãos o admiravam e acabavam o imitando para a honra e glória do Senhor Jesus, ou seja, todos coperavam de boa vontade para o crescimento da obra pois viam um apóstolo que fazia o mesmo
I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)
1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). A organização dos capítulos da Bíblia (não somente das epístolas paulinas) muitas vezes não obedece à estrutura lógica dos versículos. Os dois primeiros versículos do capítulo 6 são um complemento do capítulo cinco. Quando Paulo usa o plural e “nós, cooperando também com ele”, refere-se ao Senhor Jesus que realizou a obra expiatória, pois o Pai o fez pecado por nós (5.21), a fim de pagar a dívida da humanidade, reconciliando-nos com o Criador.
Ao tornar conhecida a obra da redenção, Paulo afirma que estamos cooperando com Jesus Cristo. Deus não depende de ninguém para fazer o que precisa ser feito, mas Ele deseja uma relação de comunhão e serviço em conjunto com o homem, para que este tenha o privilégio de participar do ministério da reconciliação.
Essa sublime tarefa que os crentes fiéis têm os anjos queriam executar mas não podem, por isso vamos nos aperfeiçoar (IPe 1:12) cada dia mais para que a obra seja feita de uma maneira excelente, pois aí daquele que faz a obra relaxadamente(Jr 48:10).
O apóstolo Paulo foi o exemplo de um homem que abjurou a qualquer recompensa e entregou-se como escravo de Deus. Ele disse na 1ª Carta aos Coríntios 9.14-18:
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta esta obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! E, por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo”. Adiante, no v. 19, ele completa: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais”. Como vemos, a recompensa esperada por Paulo é ver o seu trabalho bem realizado e frutificante, de maneira que, ao final, satisfeito, ele disse a Timóteo, na 2ª Carta 4.7 e 8: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada”.
2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).
Jesus quando interrogado por quem haveria de ser o maior no Reino dos Céus disse que aquele que fosse o menor este sim é o maior.
O modelo de líder servidor de Paulo, que foi inspirado em Jesus, também vemos sendo aplicado e exemplificado em homens e mulheres de Deus de hoje. Obreiros que muitas vezes abdicam de horas de lazer para servirem suas ovelhas necessitadas. Também se inclui a este grupo os itinerantes que muitas vezes ficam dias e dias longe de casa para levarem a preciosa Palavra seja pregada ou cantada até os confins da terra.
3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). O versículo dois é uma citação de Isaías 49.8. Neste vaticínio do profeta messiânico, surge o Servo do Senhor (que é o Cristo profetizado), com a promessa de ajuda no dia em que a salvação for manifestada aos gentios. Paulo usa a profecia para anunciar que o tempo aceitável (favorável) é agora, o dia da salvação é hoje, e a proclamação do Evangelho que pregava está no presente. O tempo aceitável por Deus e pelos homens é agora, e todos podem participar livremente da reconciliação oferecida em Cristo. A parte final do versículo dois evidencia a preocupação paulina com os coríntios em relação à graça de Deus. A graça salvadora é para “agora”, porque este é o momento oportuno de sua aceitação.
Mais um motivo para anunciarmos o evangelho, Jesus quando estava na cruz do calvário disse para um dos ladrões que estava ao seu e reconheceu a sua messianidade:..”Ainda hoje estarás comigo no paraíso”…( Lucas 23:43) Ele não disse amanhã nem daqui a um ano mas hoje. Jesus é mesmo ontem hoje eternamente Ele tem salvação hoje para aqueles que o aceitarem.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.
II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)
1. O cuidado de um líder-servidor. Paulo volta a descrever as agruras do seu ministério apostólico, a fim de fortalecer o fato de que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: “não dando nós escândalo em coisa alguma” (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer “mau testemunho”, para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados.
Um verdadeiro líder servidor de vê ser um exemplo a ser seguido pelos seus liderados, ou seja, deve sempre dar bom testemunho em todos os lugares.
Há frases no dito popular que ilustram essa idéia. Uma delas é que o “exemplo arrasta” a outra é que um pregador pode pregar muitos minutos e até horas mas a sua vida é que prega 24 hs por dia.
2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). Nos versículos 4 a 6, Paulo descreve seu ministério apostólico apresentando uma série de seis tribulações e aflições experimentadas por ele. Didaticamente, ele separa esses acontecimentos em três conjuntos, contendo três “experiências” cada. Nos versículos 4 e 5, ele menciona: “aflições, necessidades e angústias” e “açoites, prisões e tumultos”. O primeiro e segundo conjuntos descrevem as várias situações de sofrimento, que causaram danos físicos e materiais ao apóstolo Paulo. Ainda no versículo cinco, ele menciona “trabalhos, vigílias e jejuns”, referindo-se às dificuldades enfrentadas em seu ministério. Porém, apesar de tudo isso, Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.
Por mais árduo que seja o trabalho na obra do Senhor deve se ter em mente que nossa recompensa não é aqui e Deus tem preparado galardões para presentear os seus dedicados servos.
3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às seis dificuldades mencionadas acima, no versículo seis, Paulo apresenta outros seis “elementos” que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: “pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)”.
A “pureza”, que é o primeiro elemento, tem a ver com a atitude de um coração íntegro e mãos limpas para realizar a obra de Deus. Ao citar “ciência”, Paulo referia-se ao conhecimento da Palavra de Deus. “Longanimidade” fala da capacidade de suportar injúrias e desprezos, sem nutrir ressentimentos. A “benignidade”, traduzida às vezes por bondade, possibilita o líder cristão a não agir com revanche ou desforra. Fazer algo no Espírito Santo significa reconhecer a sua direção em todas as decisões da nossa vida. Por último, Paulo fala do “amor”, que deve este ser a nossa maior motivação para o exercício ministerial. Todos esses elementos positivos têm sua fonte no Espírito Santo (v.6), o qual produz o amor não fingido.
Jesus se importa conosco a despeito do que o mundo pensa a nosso respeito. Os cristãos não devem ceder á opinião e á pressão do público. Paulo se manteve fiel a Deus, quer o povo o louvasse quer o caluniasse. Ele permanecia alegre e contente nas mais sérias dificuldades. Não deixe que as circunstâncias ou a expectativa das pessoas o controlem. Seja firme, mantenha-se verdadeiro para com Deus e se recuse a ser indulgente em relações aos padrões de vida mundanos. (Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD)
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.
III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR
1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Quando usa a metáfora de “armas”, a mente de Paulo parece transferir-se para um campo de batalha. Como embaixador de Cristo, sente-se também como “um soldado” preparado para a luta. Suas armas não são materiais ou exteriores; são espirituais (Ef 6.11-17; 1 Ts 5.8). Sua força interior é o “poder de Deus” que o capacita a enfrentar as adversidades sem se render ou transigir em sua integridade moral e espiritual.
Realizando uma análise rápida da armadura descrita por Paulo em sua carta aos Efésios podemos nota-se algumas armas totalmente necessárias na vida do crente:
- Lombos com a verdade: Devemos sempre falar a verdade, o pai da mentira é o diabo, Micaías falou a verdade mesmo desagradando ao rei, porém Deus o honrou como profeta.
- Couraça da Justiça: Devemos em todo o tempo procurarmos ser justos, em todas as atividades, um exemplo disso foi Davi que mesmo tendo a oportunidade de matar seu maior inimigo, viu que estaria transgredindo contra Deus e cometendo assim uma injustiça.
- Calçar os pés na preparação do Evangelho da Paz: Pregar a Palavra a tempo e em fora de tempo, como Paulo, Jonas, Micaías, endemoniado Gadareno, Elias e a Mulher Samaritana. Devemos fazer a vontade de Deus que é cumprir o Ide de Jesus.
- Escudo da Fé: A fé apaga os dardos inflamados do maligno. Devemos ter fé, como Davi ao enfrentar o gigante Golias, como José que falou para o povo não enterrar os seus ossos no Egito, pois o Senhor iria cumprir a sua promessa.
- Capacete da Salvação: Nossa mente deve estar cheia de Salvação, Daniel e seus amigo utilizaram esse capacete, pois não se contaminaram com os manjares do rei.
Espada do Espírito que é a Palavra de Deus: Devemos saber manejar bem a Palavra de Deus, Paulo aconselhou Timóteo quanto a isso. A palavra liberta, alimenta, e aviva, Jesus venceu através da palavra o inimigo (mat. Cap 4 - Luc cap 4)
- Oração: Josué e Ana, são exemplos de pessoas que venceram através da oração
2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Nos versículos 8 a 10, o texto mostra alguns paradoxos da experiência de Paulo como servo do Senhor. O Comentário Bíblico Pentecostal da CPAD afirma que Paulo “experimentou louvor e vergonha; foi elogiado e caluniado, visto como um genuíno servo de Deus e como uma fraude enganosa; foi tratado como uma celebridade e também ignorado” (p.1099). Ora, em todas essas ocasiões, Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Essas experiências deram-lhe condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da inefável riqueza celestial.
Devemos estar com intima comunhão com o Senhor, para que os obstáculos da vida nos ensine e nos dêem forças para sermos vencedores
3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). “Como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo”. Paulo fala literalmente de pobreza material. Não há nada metafórico nessa frase. Ele fortalece o conceito de que a possessão material não é símbolo de riqueza espiritual. Por isso, a riqueza que Paulo podia oferecer era proveniente do Evangelho de Cristo. Dessa forma, o apóstolo demonstra que a pobreza terrena não significa nada, e que ninguém precisa tornar-se pobre para obter riquezas espirituais. A questão aqui é: Qual a nossa prioridade - Deus ou o dinheiro? Pois ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).
Devemos ter cuidado para que as riquezas materiais não nos afastem do Senhor, pois o Jovem Rico apesar de ter muitos patrimônios e ter um comportamento moral exemplar não conseguiu seguir Jesus , por causa do seu apego as riquezas .
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.
CONCLUSÃO
Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45).
O evangelho é uma palavra de graça que soa em nossos ouvidos. O dia do Evangelho é um dia de salvação, o meio de graça é o meio de salvação, o oferecimento do Evangelho é a oferta da salvação, e a época presente é o tempo apropriado para aceitar tais ofertas. O amanhã não nos pertence: não sabemos o que acontecerá amanhã, nem onde estaremos. Hoje desfrutamos um dia de graça; então sejamos cuidadosos para não rejeitá-lo. Os ministros do evangelho devem considerar-se como servos de Deus, e em tudo agir de forma conveniente a este caráter. O apóstolo agiu assim por muita paciência nas aflições, atuando sobre a base de bons princípios, e com o devido caráter e conduta. Os crentes deste mundo necessitam da graça de Deus para armarem-se contra as tentações, suportarem a boa opinião do homem sem se ensoberbecerem, e sofrer com paciência as censuras. Eles não têm nada em si mesmos, mas possuem todas as coisas em Cristo.
A vida do cristão é feita de tais diferenças, e através de tal variedade de condições e informações é nosso caminho ao céu; devemos ter cuidado para apresentarmo-nos diante de Deus aprovados em todos os aspectos. O evangelho melhora a condição do homem mais miserável, quando é pregado fielmente e recebido por completo. Eles economizam o que antes gastavam imprudentemente, e empregam o tempo com diligência em propósitos úteis. Eles economizam e ganham pela religião, e deste modo são enriquecidos para mundo vindouro e para este, quando comparados com o estado pecador e dissipado que tinham antes que recebessem o Evangelho.
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49 - Viçosa - AL
TEXTO ÁUREO
“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão” (2 Co 6.1).
VERDADE PRÁTICA
O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Co 3.1
Paulo, um líder recomendável
Terça - 2 Co 4.2
Paulo, um líder exemplar
Quarta - Mt 20.26
Paulo, um líder servo
Quinta - Rm 5.3
Paulo, um líder paciente
Sexta - 2 Co 4.5
Paulo, um líder que pregava somente a mensagem de Cristo
Sábado - At 14.22
Paulo, um líder provado pelas adversidades
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 CORÍNTIOS 6.1-10.
1 - E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão
2 - (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.);
3 - não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.
4 - Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5 - nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6 - na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7 - na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
8 - por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9 - como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos;
10 - como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.
INTERAÇÃO
Professor, você é um cooperador de Cristo? Atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre e a Sua Igreja. Jesus, enquanto homem perfeito, é o nosso exemplo de líder-servidor. Certa vez, Ele declarou que não veio a esse mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). Paulo foi um homem que seguiu as pisadas do Mestre.
Ele procurou servir a Jesus em todo o tempo. Mesmo sofrendo retaliação e rejeição de alguns, Paulo amou, liderou e serviu a igreja em Corinto.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério.
Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você reproduza em uma cartolina o diagrama abaixo. Leve o cartaz para a sala de aula e fixe-o em um local onde todos possam ver. Explique aos seus alunos que todo líder cristão, a exemplo de Paulo, deve ter um método de trabalho, além de observar alguns princípios bíblicos para que sua liderança seja bem-sucedida. Diga que Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina porque procurou seguir os princípios relacionados.
PRINCÍPIOS REFERÊNCIAS
Seja firme e corajoso em toda e qualquer situação 2 Co 7.9; 10.2
Seja preciso e honesto 2Co 7:14; 8:21
Seja amável depois de ser firme 2Co 7:15; 13.11-13
Procure utilizar palavras que reflitam a mensagem de Cristo, e não as suas próprias ideias. 2 Co 10.3; 10.12,13; 12.19
Use a disciplina somente quando todos os outros métodos falharem.
2 Co 13.2
Desenvolva um amor incondicional.
1 Co 13
Procure manter a unidade.
Jo 17.23
Tenha uma vida de oração
Ef 6.18
Viva aquilo que prega.
Tg 1.22
Busque adquirir conhecimento, sabedoria.
Pv 4.7
Não faça tudo sozinho.
1 Co 3.6
COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Líder-servidor: Indivíduo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.
Neste capítulo, Paulo ainda continua sua defesa, dando provas e descrevendo seu ministério de reconciliação, no qual ele atuava como embaixador de Cristo, representando os interesses do Reino de Deus na terra. Sua liderança é demonstrada em serviço, e ele até se identifica em algumas de suas cartas como servo (Rm 1.1; 2 Co 4.5; Tt 1.1). Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1).
Paulo era um homem que se dedicava na obra de modo que seus irmãos o admiravam e acabavam o imitando para a honra e glória do Senhor Jesus, ou seja, todos coperavam de boa vontade para o crescimento da obra pois viam um apóstolo que fazia o mesmo
I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)
1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). A organização dos capítulos da Bíblia (não somente das epístolas paulinas) muitas vezes não obedece à estrutura lógica dos versículos. Os dois primeiros versículos do capítulo 6 são um complemento do capítulo cinco. Quando Paulo usa o plural e “nós, cooperando também com ele”, refere-se ao Senhor Jesus que realizou a obra expiatória, pois o Pai o fez pecado por nós (5.21), a fim de pagar a dívida da humanidade, reconciliando-nos com o Criador.
Ao tornar conhecida a obra da redenção, Paulo afirma que estamos cooperando com Jesus Cristo. Deus não depende de ninguém para fazer o que precisa ser feito, mas Ele deseja uma relação de comunhão e serviço em conjunto com o homem, para que este tenha o privilégio de participar do ministério da reconciliação.
Essa sublime tarefa que os crentes fiéis têm os anjos queriam executar mas não podem, por isso vamos nos aperfeiçoar (IPe 1:12) cada dia mais para que a obra seja feita de uma maneira excelente, pois aí daquele que faz a obra relaxadamente(Jr 48:10).
O apóstolo Paulo foi o exemplo de um homem que abjurou a qualquer recompensa e entregou-se como escravo de Deus. Ele disse na 1ª Carta aos Coríntios 9.14-18:
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta esta obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! E, por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo”. Adiante, no v. 19, ele completa: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais”. Como vemos, a recompensa esperada por Paulo é ver o seu trabalho bem realizado e frutificante, de maneira que, ao final, satisfeito, ele disse a Timóteo, na 2ª Carta 4.7 e 8: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada”.
2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).
Jesus quando interrogado por quem haveria de ser o maior no Reino dos Céus disse que aquele que fosse o menor este sim é o maior.
O modelo de líder servidor de Paulo, que foi inspirado em Jesus, também vemos sendo aplicado e exemplificado em homens e mulheres de Deus de hoje. Obreiros que muitas vezes abdicam de horas de lazer para servirem suas ovelhas necessitadas. Também se inclui a este grupo os itinerantes que muitas vezes ficam dias e dias longe de casa para levarem a preciosa Palavra seja pregada ou cantada até os confins da terra.
3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). O versículo dois é uma citação de Isaías 49.8. Neste vaticínio do profeta messiânico, surge o Servo do Senhor (que é o Cristo profetizado), com a promessa de ajuda no dia em que a salvação for manifestada aos gentios. Paulo usa a profecia para anunciar que o tempo aceitável (favorável) é agora, o dia da salvação é hoje, e a proclamação do Evangelho que pregava está no presente. O tempo aceitável por Deus e pelos homens é agora, e todos podem participar livremente da reconciliação oferecida em Cristo. A parte final do versículo dois evidencia a preocupação paulina com os coríntios em relação à graça de Deus. A graça salvadora é para “agora”, porque este é o momento oportuno de sua aceitação.
Mais um motivo para anunciarmos o evangelho, Jesus quando estava na cruz do calvário disse para um dos ladrões que estava ao seu e reconheceu a sua messianidade:..”Ainda hoje estarás comigo no paraíso”…( Lucas 23:43) Ele não disse amanhã nem daqui a um ano mas hoje. Jesus é mesmo ontem hoje eternamente Ele tem salvação hoje para aqueles que o aceitarem.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.
II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)
1. O cuidado de um líder-servidor. Paulo volta a descrever as agruras do seu ministério apostólico, a fim de fortalecer o fato de que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: “não dando nós escândalo em coisa alguma” (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer “mau testemunho”, para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados.
Um verdadeiro líder servidor de vê ser um exemplo a ser seguido pelos seus liderados, ou seja, deve sempre dar bom testemunho em todos os lugares.
Há frases no dito popular que ilustram essa idéia. Uma delas é que o “exemplo arrasta” a outra é que um pregador pode pregar muitos minutos e até horas mas a sua vida é que prega 24 hs por dia.
2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). Nos versículos 4 a 6, Paulo descreve seu ministério apostólico apresentando uma série de seis tribulações e aflições experimentadas por ele. Didaticamente, ele separa esses acontecimentos em três conjuntos, contendo três “experiências” cada. Nos versículos 4 e 5, ele menciona: “aflições, necessidades e angústias” e “açoites, prisões e tumultos”. O primeiro e segundo conjuntos descrevem as várias situações de sofrimento, que causaram danos físicos e materiais ao apóstolo Paulo. Ainda no versículo cinco, ele menciona “trabalhos, vigílias e jejuns”, referindo-se às dificuldades enfrentadas em seu ministério. Porém, apesar de tudo isso, Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.
Por mais árduo que seja o trabalho na obra do Senhor deve se ter em mente que nossa recompensa não é aqui e Deus tem preparado galardões para presentear os seus dedicados servos.
3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às seis dificuldades mencionadas acima, no versículo seis, Paulo apresenta outros seis “elementos” que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: “pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)”.
A “pureza”, que é o primeiro elemento, tem a ver com a atitude de um coração íntegro e mãos limpas para realizar a obra de Deus. Ao citar “ciência”, Paulo referia-se ao conhecimento da Palavra de Deus. “Longanimidade” fala da capacidade de suportar injúrias e desprezos, sem nutrir ressentimentos. A “benignidade”, traduzida às vezes por bondade, possibilita o líder cristão a não agir com revanche ou desforra. Fazer algo no Espírito Santo significa reconhecer a sua direção em todas as decisões da nossa vida. Por último, Paulo fala do “amor”, que deve este ser a nossa maior motivação para o exercício ministerial. Todos esses elementos positivos têm sua fonte no Espírito Santo (v.6), o qual produz o amor não fingido.
Jesus se importa conosco a despeito do que o mundo pensa a nosso respeito. Os cristãos não devem ceder á opinião e á pressão do público. Paulo se manteve fiel a Deus, quer o povo o louvasse quer o caluniasse. Ele permanecia alegre e contente nas mais sérias dificuldades. Não deixe que as circunstâncias ou a expectativa das pessoas o controlem. Seja firme, mantenha-se verdadeiro para com Deus e se recuse a ser indulgente em relações aos padrões de vida mundanos. (Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD)
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.
III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR
1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Quando usa a metáfora de “armas”, a mente de Paulo parece transferir-se para um campo de batalha. Como embaixador de Cristo, sente-se também como “um soldado” preparado para a luta. Suas armas não são materiais ou exteriores; são espirituais (Ef 6.11-17; 1 Ts 5.8). Sua força interior é o “poder de Deus” que o capacita a enfrentar as adversidades sem se render ou transigir em sua integridade moral e espiritual.
Realizando uma análise rápida da armadura descrita por Paulo em sua carta aos Efésios podemos nota-se algumas armas totalmente necessárias na vida do crente:
- Lombos com a verdade: Devemos sempre falar a verdade, o pai da mentira é o diabo, Micaías falou a verdade mesmo desagradando ao rei, porém Deus o honrou como profeta.
- Couraça da Justiça: Devemos em todo o tempo procurarmos ser justos, em todas as atividades, um exemplo disso foi Davi que mesmo tendo a oportunidade de matar seu maior inimigo, viu que estaria transgredindo contra Deus e cometendo assim uma injustiça.
- Calçar os pés na preparação do Evangelho da Paz: Pregar a Palavra a tempo e em fora de tempo, como Paulo, Jonas, Micaías, endemoniado Gadareno, Elias e a Mulher Samaritana. Devemos fazer a vontade de Deus que é cumprir o Ide de Jesus.
- Escudo da Fé: A fé apaga os dardos inflamados do maligno. Devemos ter fé, como Davi ao enfrentar o gigante Golias, como José que falou para o povo não enterrar os seus ossos no Egito, pois o Senhor iria cumprir a sua promessa.
- Capacete da Salvação: Nossa mente deve estar cheia de Salvação, Daniel e seus amigo utilizaram esse capacete, pois não se contaminaram com os manjares do rei.
Espada do Espírito que é a Palavra de Deus: Devemos saber manejar bem a Palavra de Deus, Paulo aconselhou Timóteo quanto a isso. A palavra liberta, alimenta, e aviva, Jesus venceu através da palavra o inimigo (mat. Cap 4 - Luc cap 4)
- Oração: Josué e Ana, são exemplos de pessoas que venceram através da oração
2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Nos versículos 8 a 10, o texto mostra alguns paradoxos da experiência de Paulo como servo do Senhor. O Comentário Bíblico Pentecostal da CPAD afirma que Paulo “experimentou louvor e vergonha; foi elogiado e caluniado, visto como um genuíno servo de Deus e como uma fraude enganosa; foi tratado como uma celebridade e também ignorado” (p.1099). Ora, em todas essas ocasiões, Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Essas experiências deram-lhe condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da inefável riqueza celestial.
Devemos estar com intima comunhão com o Senhor, para que os obstáculos da vida nos ensine e nos dêem forças para sermos vencedores
3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). “Como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo”. Paulo fala literalmente de pobreza material. Não há nada metafórico nessa frase. Ele fortalece o conceito de que a possessão material não é símbolo de riqueza espiritual. Por isso, a riqueza que Paulo podia oferecer era proveniente do Evangelho de Cristo. Dessa forma, o apóstolo demonstra que a pobreza terrena não significa nada, e que ninguém precisa tornar-se pobre para obter riquezas espirituais. A questão aqui é: Qual a nossa prioridade - Deus ou o dinheiro? Pois ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).
Devemos ter cuidado para que as riquezas materiais não nos afastem do Senhor, pois o Jovem Rico apesar de ter muitos patrimônios e ter um comportamento moral exemplar não conseguiu seguir Jesus , por causa do seu apego as riquezas .
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.
CONCLUSÃO
Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45).
O evangelho é uma palavra de graça que soa em nossos ouvidos. O dia do Evangelho é um dia de salvação, o meio de graça é o meio de salvação, o oferecimento do Evangelho é a oferta da salvação, e a época presente é o tempo apropriado para aceitar tais ofertas. O amanhã não nos pertence: não sabemos o que acontecerá amanhã, nem onde estaremos. Hoje desfrutamos um dia de graça; então sejamos cuidadosos para não rejeitá-lo. Os ministros do evangelho devem considerar-se como servos de Deus, e em tudo agir de forma conveniente a este caráter. O apóstolo agiu assim por muita paciência nas aflições, atuando sobre a base de bons princípios, e com o devido caráter e conduta. Os crentes deste mundo necessitam da graça de Deus para armarem-se contra as tentações, suportarem a boa opinião do homem sem se ensoberbecerem, e sofrer com paciência as censuras. Eles não têm nada em si mesmos, mas possuem todas as coisas em Cristo.
A vida do cristão é feita de tais diferenças, e através de tal variedade de condições e informações é nosso caminho ao céu; devemos ter cuidado para apresentarmo-nos diante de Deus aprovados em todos os aspectos. O evangelho melhora a condição do homem mais miserável, quando é pregado fielmente e recebido por completo. Eles economizam o que antes gastavam imprudentemente, e empregam o tempo com diligência em propósitos úteis. Eles economizam e ganham pela religião, e deste modo são enriquecidos para mundo vindouro e para este, quando comparados com o estado pecador e dissipado que tinham antes que recebessem o Evangelho.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
6ª Lição: o ministério da reconciliação
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - Viçosa AL.
- INTRODUÇÃO:
. EXPIAÇÃO é o ato pelo qual Deus restaura o relacionamento de harmonia e unidade entre Ele e os seres humanos. Através da graça expiatória de Deus e de Seu perdão, restaura-se nosso relacionamento com Ele, apesar de nosso pecado; é o processo da reunião de duas partes que antes estavam alienadas, para que formem uma unidade.
II - EXPIAÇÃO NO A. T.:
Visto que a morte de Jesus é descrita em linguagem que lembra os sacrifícios do A. T., um conhecimento dos termos sacrificiais ajuda grandemente na sua interpretação. Assim, vejamos a TIPOLOGIA DE JESUS NOS SACRIFÍCIOS DO A.T.
· II.1 - PRIMEIRO SACRIFÍCIO - HOLOCAUSTO ou OFERTA QUEIMADA:
Lv 1:1-17; 6:8-13; 7:8; 8:18-21; 16:24;
Toda oferta deveria ser queimada.
· ELEMENTOS:
Bode;
Carneiro ou Cordeiro;
Ave do sexo masculino (rola ou pombinho para o pobre) - As posses do indivíduo determinavam o tipo de oferta;
Boi
Tudo sem defeito
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração;
Expiação pelos pecados involuntários em geral;
Expressão de devoção;
Compromisso e Completa entrega (submissão) a Deus;
Obtenção do favor divino;
Consagração pessoal para a obra de Deus.
· TIPOLOGIA:
Cristo, nosso sacrifício perfeito, que Se entregou voluntariamente e Se ofereceu imaculado a Deus para fazer Seu inteiro agrado (Hb 9:14; Fp 2:6-8)
A perfeita obediência de Cristo (Mt 27:35-36; Ef 5:2; Hb 7:26; I Jo 2:6);
· II.2 - SEGUNDO SACRIFÍCIO - OFERTAS DE MANJARES ou OBLAÇÃO:
Lv 2:1-16; 6:14-23; Sl 16
Uma oferta de homenagem que significava uma promessa de leal obediência a Deus.
· ELEMENTOS:
Grão;
Flor de farinha;
Azeite de oliveira;
Incenso;
Bolos asmos assados, ou fritos, ou cozidos;
Sal;
Sem fermento e sem mel
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração ou ações de graça;
Reconhecimento e obtenção da bondade e das provisões de Deus;
Devoção a Deus;
Consagração dos bens;
Dádiva de gratidão a Deus
· TIPOLOGIA:
Destaca-se a perfeita humanidade de Cristo, ressaltando-se a entrega de Sua vida por todos nós (I Jo 2:6; I Tm 2:5; Jo 13:1)
· II.3 - TERCEIRO SACRIFÍCIO - SACRIFÍCIOS PACÍFICOS ou OFERTAS PACÍFICAS:
Lv 3:1-17; 7:11-34; 22:18-30; Sl 85;
Fala da inteira dedicação da parte do ofertante e da paz com Deus usufruída por aquela que oferecia tal oferta.
· ELEMENTOS:
Novilho ou cordeiro ou cabra (macho ou fêmea), sem defeito, tomado do rebanho, conforme as posses do indivíduo;
Variedade de bolos
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração;
Ação de graças e comunhão ou júbilo público, posto que incluía uma refeição de toda a comunidade;
Gratidão a Deus;
Comunhão com Deus;
Desobrigação de votos;
Reconciliação
· TIPOLOGIA:
Cristo, mediante a cruz, restaurou a comunhão do crente com Deus; Ele é a nossa Paz, pois fez cessar a guerra (Ef 2:14; Cl 1:20; Fp 4:6-7; I Pe 3:11)
· II.4 - QUARTO SACRIFÍCIO - OFERTA PELO PECADO:
Lv 4:1-25; 5:1-13; 6:24-30; Sl 22
Este tipo de sacrifício era necessário para expiar pecados específicos.
O grau da culpa e a qualidade da oferta variavam de acordo com a posição e a esponsabilidade do pecador.
O pecado do sumo-sacerdote era o mais grave, porque era ele quem representava a nação inteira diante de Deus.
· ELEMENTOS:
Para o sumo-sacerdote e a congregação: Um bezerro ou novilho;
Para os líderes ou príncipes: Um bode;
Para qualquer pessoa do povo: Uma cabra ou um cordeiro;
Para os pobres: Uma rola ou dois pombinhos;
Para os muito pobres: A décima parte de uma efa de flor de farinha
· PROPÓSITOS:
Para expiação de pecado específico e involuntário;
Confissão de pecado;
Perdão de pecado;
Limpeza da imundícia;
· TIPOLOGIA:
Prefigura a crucificação de Cristo fora da cidade de Jerusalém (Hb 13:10-13); Ele se fez pecado por nós (Is 41:24; At 3:17; I Cor 2:8 cf II Cor 5:21)
· II.5 - QUINTO SACRIFÍCIO - OFERTA DE CULPA ou SACRIFÍCIO PELO SACRILÉGIO ou SACRIFÍCIO DE RESTITUIÇÃO:
(Lv 5:14-16; 6:7; 7:1-7)
Este sacrifício indica ao homem a sua culpabilidade e a sua necessidade de ser salvo do julgamento.
· ELEMENTO:
Somente carneiro sem mácula.
· PROPÓSITOS:
Para expiação de pecados involuntários que requeriam restituição;
Culpa por tirar das coisas sagradas ou por alguma perda ao santuário;
Limpeza da imundícia;
Fazer restituição, acrescida de 20% ou a quinta parte (”o quinto”) - Lv 6:5.
· TIPOLOGIA:
Cristo, mediante Seu sacrifício, pagou a culpa dos pecados dos crentes (Rm 3:24-26; 5:20; Gl 3:13; Hb 9:22) cf (Is 53:7; Jo 1:29; Apc 5:6) cf (Sl 69:9, 20-21, 31).
. Assim, todos os sacrifícios não somente eram proféticos em relação a Cristo, mas também serviam para preparar o povo de Deus para a dispensação melhor, que seria introduzida quando o Verbo de Deus se fizesse carne.
III - A EXPIAÇÃO NO N.T.:
Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, os discípulos sempre afirmaram que a morte de Cristo fora divinamente ordenada como o meio da expiação. Assim, A MORTE DE CRISTO É:
(A) - EXPIAÇÃO - Expiar o pecado significa levá-lo embora, de modo que ele é afastado do transgressor - Hb 2:17, 9:14, 26, 28; 10:12-14;
(B) - PROPICIAÇÃO - Propiciar é aplacar a ira de um Deus santo pela oferenda de um sacrifício expiatório. Cristo é descrito como sendo essa propiciação - Rm 3:25; I Jo 2:4; 4:10.
(C) - SUBSTITUIÇÃO - Os sacrifícios do A.T. eram substitutos por natureza. O altar representava o pecado; a vítima era o substituto do israelita para ser aceita em seu favor. Cristo, sendo O Filho de Deus, pode oferecer um sacrifício de valor eterno e infinito. Havendo assumido a natureza humana, identificou-se com o gênero humano e, assim, sofreu o castigo que era nosso, a fim de que pudéssemos escapar - II Cor 5:21; I Pe 2:24
(D) - REDENÇÃO - Tanto no A.T. quanto no N. T., a palavra redimir significa tornar a comprar por um preço; livrar da servidão por preço; comprar no mercado; retirar do mercado. O fato da redenção destaca o alto preço da salvação. O Senhor Jesus é um Redentor e Sua obra expiatória é descrita como uma redenção - Mt 20:28; Gl 3:13; 4:5; Tt 2:14; I Pe 1:18; Apc 5:9; 14:3.
(E) - RECONCILIAÇÃO - Por meio das Escrituras, vemos que é Deus (A PARTE OFENDIDA), quem tomou a iniciativa em prover expiação pelo homem. Ainda que Sua Majestade tenha sido ofendida pelo pecado do homem, Sua santidade, naturalmente, deve reagir contra o pecado. Contudo, Ele não deseja que o pecador pereça - Ez 33:11. Paulo não disse que Deus foi reconciliado com o homem, mas, sim, que Deus fez algo a fim de reconciliar consigo o homem - Rm 5:10; II Cor 5:18-19; Cl 1:21
IV - A EFICÁCIA DA EXPIAÇÃO:
Vejamos os efeitos que a obra expiatória de Cristo tem para o homem:
(A) - PERDÃO DA TRANSGRESSÃO - Jesus pagou a dívida que nós não podíamos saldar e assegurou a remissão dos pecados - Jo 1:29; 5:24; Ef 1:7; Hb 9:22-28; Apc 1:5.
(B) - LIVRAMENTO DO PECADO - O crente é liberto não somente da culpa dos pecados, mas também pode ser liberto do poder do pecado. Havendo morrido para a antiga vida de pecado, a pessoa nasce de novo, para uma nova vida: nasce da água (experimentando a purificação) e nasce do Espírito (recebendo a vida divina) - Jo 3:5; Tt 3:5-7.
(C) - LIBERTAÇÃO DA MORTE - Hb 9:2 - Cristo morreu por nossos pecados, submetendo-se não somente à morte física, mas também à morte que significa a pena do pecado. Isso explica a exclamação: -”DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE?”. Essas são palavras de Um que efetuou um ato que implica separação divina; esse ato consumou-se quando Ele levou os nossos pecados - II Cor 5:21.
(D) - O DOM DA VIDA ETERNA - Rm 6:23; Jo 3:14-16 - Isso significa vida no favor de Deus e comunhão com Ele. Morto em transgressões e pecados, o homem está fora do favor de Deus; pelo sacrifício de Cristo, o pecado é expiado e o homem é restaurado à plena comunhão com Senhor - Rm 6:22; Tt 1:2; Apc 22:4.
(E) - A VIDA VITORIOSA - Lc 10:17-20; Jo 12:31-32; 14:30; Cl 2:15; Hb 2:14-15; Apc 12:11 - Cristo venceu satanás por nós! Da mesma forma, os crentes tem a vida vitoriosa enquanto tiverem em suas vidas Aquele que venceu o diabo!
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O ato de reconciliação é uma obra consumada e realizada em benefício dos homens. À vista de Deus, o mundo inteiro está reconciliado. Essa, em essência, é a mensagem do Evangelho. Cabe a nós, servos de Deus, que temos O Ministério da Reconciliação, proclamarmos que a morte de Cristo foi uma obra consumada de reconciliação de todo o gênero humano com Deus e efetuada independente de nós, a um custo inestimável - Sl 49:6-8.
FONTES DE CONSULTA:
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Editora Vida - Myer Pearlman
. O Novo Dicionário da Bíblia - Editora Vida
. Levítico Introdução e Comentário - Editora Mundo Cristão - R. K. Harrison
. BEP - CPAD
Rua Frederico Maia - Viçosa AL.
- INTRODUÇÃO:
. EXPIAÇÃO é o ato pelo qual Deus restaura o relacionamento de harmonia e unidade entre Ele e os seres humanos. Através da graça expiatória de Deus e de Seu perdão, restaura-se nosso relacionamento com Ele, apesar de nosso pecado; é o processo da reunião de duas partes que antes estavam alienadas, para que formem uma unidade.
II - EXPIAÇÃO NO A. T.:
Visto que a morte de Jesus é descrita em linguagem que lembra os sacrifícios do A. T., um conhecimento dos termos sacrificiais ajuda grandemente na sua interpretação. Assim, vejamos a TIPOLOGIA DE JESUS NOS SACRIFÍCIOS DO A.T.
· II.1 - PRIMEIRO SACRIFÍCIO - HOLOCAUSTO ou OFERTA QUEIMADA:
Lv 1:1-17; 6:8-13; 7:8; 8:18-21; 16:24;
Toda oferta deveria ser queimada.
· ELEMENTOS:
Bode;
Carneiro ou Cordeiro;
Ave do sexo masculino (rola ou pombinho para o pobre) - As posses do indivíduo determinavam o tipo de oferta;
Boi
Tudo sem defeito
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração;
Expiação pelos pecados involuntários em geral;
Expressão de devoção;
Compromisso e Completa entrega (submissão) a Deus;
Obtenção do favor divino;
Consagração pessoal para a obra de Deus.
· TIPOLOGIA:
Cristo, nosso sacrifício perfeito, que Se entregou voluntariamente e Se ofereceu imaculado a Deus para fazer Seu inteiro agrado (Hb 9:14; Fp 2:6-8)
A perfeita obediência de Cristo (Mt 27:35-36; Ef 5:2; Hb 7:26; I Jo 2:6);
· II.2 - SEGUNDO SACRIFÍCIO - OFERTAS DE MANJARES ou OBLAÇÃO:
Lv 2:1-16; 6:14-23; Sl 16
Uma oferta de homenagem que significava uma promessa de leal obediência a Deus.
· ELEMENTOS:
Grão;
Flor de farinha;
Azeite de oliveira;
Incenso;
Bolos asmos assados, ou fritos, ou cozidos;
Sal;
Sem fermento e sem mel
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração ou ações de graça;
Reconhecimento e obtenção da bondade e das provisões de Deus;
Devoção a Deus;
Consagração dos bens;
Dádiva de gratidão a Deus
· TIPOLOGIA:
Destaca-se a perfeita humanidade de Cristo, ressaltando-se a entrega de Sua vida por todos nós (I Jo 2:6; I Tm 2:5; Jo 13:1)
· II.3 - TERCEIRO SACRIFÍCIO - SACRIFÍCIOS PACÍFICOS ou OFERTAS PACÍFICAS:
Lv 3:1-17; 7:11-34; 22:18-30; Sl 85;
Fala da inteira dedicação da parte do ofertante e da paz com Deus usufruída por aquela que oferecia tal oferta.
· ELEMENTOS:
Novilho ou cordeiro ou cabra (macho ou fêmea), sem defeito, tomado do rebanho, conforme as posses do indivíduo;
Variedade de bolos
· PROPÓSITOS:
Ato voluntário de adoração;
Ação de graças e comunhão ou júbilo público, posto que incluía uma refeição de toda a comunidade;
Gratidão a Deus;
Comunhão com Deus;
Desobrigação de votos;
Reconciliação
· TIPOLOGIA:
Cristo, mediante a cruz, restaurou a comunhão do crente com Deus; Ele é a nossa Paz, pois fez cessar a guerra (Ef 2:14; Cl 1:20; Fp 4:6-7; I Pe 3:11)
· II.4 - QUARTO SACRIFÍCIO - OFERTA PELO PECADO:
Lv 4:1-25; 5:1-13; 6:24-30; Sl 22
Este tipo de sacrifício era necessário para expiar pecados específicos.
O grau da culpa e a qualidade da oferta variavam de acordo com a posição e a esponsabilidade do pecador.
O pecado do sumo-sacerdote era o mais grave, porque era ele quem representava a nação inteira diante de Deus.
· ELEMENTOS:
Para o sumo-sacerdote e a congregação: Um bezerro ou novilho;
Para os líderes ou príncipes: Um bode;
Para qualquer pessoa do povo: Uma cabra ou um cordeiro;
Para os pobres: Uma rola ou dois pombinhos;
Para os muito pobres: A décima parte de uma efa de flor de farinha
· PROPÓSITOS:
Para expiação de pecado específico e involuntário;
Confissão de pecado;
Perdão de pecado;
Limpeza da imundícia;
· TIPOLOGIA:
Prefigura a crucificação de Cristo fora da cidade de Jerusalém (Hb 13:10-13); Ele se fez pecado por nós (Is 41:24; At 3:17; I Cor 2:8 cf II Cor 5:21)
· II.5 - QUINTO SACRIFÍCIO - OFERTA DE CULPA ou SACRIFÍCIO PELO SACRILÉGIO ou SACRIFÍCIO DE RESTITUIÇÃO:
(Lv 5:14-16; 6:7; 7:1-7)
Este sacrifício indica ao homem a sua culpabilidade e a sua necessidade de ser salvo do julgamento.
· ELEMENTO:
Somente carneiro sem mácula.
· PROPÓSITOS:
Para expiação de pecados involuntários que requeriam restituição;
Culpa por tirar das coisas sagradas ou por alguma perda ao santuário;
Limpeza da imundícia;
Fazer restituição, acrescida de 20% ou a quinta parte (”o quinto”) - Lv 6:5.
· TIPOLOGIA:
Cristo, mediante Seu sacrifício, pagou a culpa dos pecados dos crentes (Rm 3:24-26; 5:20; Gl 3:13; Hb 9:22) cf (Is 53:7; Jo 1:29; Apc 5:6) cf (Sl 69:9, 20-21, 31).
. Assim, todos os sacrifícios não somente eram proféticos em relação a Cristo, mas também serviam para preparar o povo de Deus para a dispensação melhor, que seria introduzida quando o Verbo de Deus se fizesse carne.
III - A EXPIAÇÃO NO N.T.:
Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, os discípulos sempre afirmaram que a morte de Cristo fora divinamente ordenada como o meio da expiação. Assim, A MORTE DE CRISTO É:
(A) - EXPIAÇÃO - Expiar o pecado significa levá-lo embora, de modo que ele é afastado do transgressor - Hb 2:17, 9:14, 26, 28; 10:12-14;
(B) - PROPICIAÇÃO - Propiciar é aplacar a ira de um Deus santo pela oferenda de um sacrifício expiatório. Cristo é descrito como sendo essa propiciação - Rm 3:25; I Jo 2:4; 4:10.
(C) - SUBSTITUIÇÃO - Os sacrifícios do A.T. eram substitutos por natureza. O altar representava o pecado; a vítima era o substituto do israelita para ser aceita em seu favor. Cristo, sendo O Filho de Deus, pode oferecer um sacrifício de valor eterno e infinito. Havendo assumido a natureza humana, identificou-se com o gênero humano e, assim, sofreu o castigo que era nosso, a fim de que pudéssemos escapar - II Cor 5:21; I Pe 2:24
(D) - REDENÇÃO - Tanto no A.T. quanto no N. T., a palavra redimir significa tornar a comprar por um preço; livrar da servidão por preço; comprar no mercado; retirar do mercado. O fato da redenção destaca o alto preço da salvação. O Senhor Jesus é um Redentor e Sua obra expiatória é descrita como uma redenção - Mt 20:28; Gl 3:13; 4:5; Tt 2:14; I Pe 1:18; Apc 5:9; 14:3.
(E) - RECONCILIAÇÃO - Por meio das Escrituras, vemos que é Deus (A PARTE OFENDIDA), quem tomou a iniciativa em prover expiação pelo homem. Ainda que Sua Majestade tenha sido ofendida pelo pecado do homem, Sua santidade, naturalmente, deve reagir contra o pecado. Contudo, Ele não deseja que o pecador pereça - Ez 33:11. Paulo não disse que Deus foi reconciliado com o homem, mas, sim, que Deus fez algo a fim de reconciliar consigo o homem - Rm 5:10; II Cor 5:18-19; Cl 1:21
IV - A EFICÁCIA DA EXPIAÇÃO:
Vejamos os efeitos que a obra expiatória de Cristo tem para o homem:
(A) - PERDÃO DA TRANSGRESSÃO - Jesus pagou a dívida que nós não podíamos saldar e assegurou a remissão dos pecados - Jo 1:29; 5:24; Ef 1:7; Hb 9:22-28; Apc 1:5.
(B) - LIVRAMENTO DO PECADO - O crente é liberto não somente da culpa dos pecados, mas também pode ser liberto do poder do pecado. Havendo morrido para a antiga vida de pecado, a pessoa nasce de novo, para uma nova vida: nasce da água (experimentando a purificação) e nasce do Espírito (recebendo a vida divina) - Jo 3:5; Tt 3:5-7.
(C) - LIBERTAÇÃO DA MORTE - Hb 9:2 - Cristo morreu por nossos pecados, submetendo-se não somente à morte física, mas também à morte que significa a pena do pecado. Isso explica a exclamação: -”DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE?”. Essas são palavras de Um que efetuou um ato que implica separação divina; esse ato consumou-se quando Ele levou os nossos pecados - II Cor 5:21.
(D) - O DOM DA VIDA ETERNA - Rm 6:23; Jo 3:14-16 - Isso significa vida no favor de Deus e comunhão com Ele. Morto em transgressões e pecados, o homem está fora do favor de Deus; pelo sacrifício de Cristo, o pecado é expiado e o homem é restaurado à plena comunhão com Senhor - Rm 6:22; Tt 1:2; Apc 22:4.
(E) - A VIDA VITORIOSA - Lc 10:17-20; Jo 12:31-32; 14:30; Cl 2:15; Hb 2:14-15; Apc 12:11 - Cristo venceu satanás por nós! Da mesma forma, os crentes tem a vida vitoriosa enquanto tiverem em suas vidas Aquele que venceu o diabo!
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O ato de reconciliação é uma obra consumada e realizada em benefício dos homens. À vista de Deus, o mundo inteiro está reconciliado. Essa, em essência, é a mensagem do Evangelho. Cabe a nós, servos de Deus, que temos O Ministério da Reconciliação, proclamarmos que a morte de Cristo foi uma obra consumada de reconciliação de todo o gênero humano com Deus e efetuada independente de nós, a um custo inestimável - Sl 49:6-8.
FONTES DE CONSULTA:
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Editora Vida - Myer Pearlman
. O Novo Dicionário da Bíblia - Editora Vida
. Levítico Introdução e Comentário - Editora Mundo Cristão - R. K. Harrison
. BEP - CPAD
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