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terça-feira, 6 de julho de 2010

A Natureza da Atividade Profética

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia, 49
Viçosa - Alagoas

TEXTO ÁUREO
“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho” (Hb 1.1).
A parte inicial dessa perícope introduz as duas épocas na história quando Deus relacionava-se com o seu povo e falava em termos de ‘outrora’ (antigamente; noutro tempo) e estes ‘últimos dias’. Um prólogo que remete à mensagem principal: A vinda de Cristo estabeleceu a nossa época como os prometidos “últimos dias’ da salvação comunicados pelos profetas (Jr 23.20; Os 3.5; Mq 4.1). O falar de muitas maneiras inclui visões, sonhos e Símiles (Nm 12.6-8). Símiles eram figuras de linguagem que transmitiam mensagens divinas – Comparação que se faz entre duas coisas que se assemelham; Semelhança, analogia; Exemplo que se propõe; Parábola: 2Sm 12.1-4; Sl 78.2; Is 5.1-7; Ez 17.2-10. Entre as símiles pelas quais os profetas representaram a mensagem divina estava a vida do próprio Oséias e seu relacionamento com sua esposa prostituta Gomer, uma representação que descrevia o amor de Deus por Israel.

VERDADE PRÁTICA
A autêntica comunicação profética, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de figuras, a fim de que o povo compreendesse claramente a mensagem divina.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jeremias 1.4-6, 9-14

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Explicar as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo;
- Descrever a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento, e
- Refutar a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos.

PALAVRA-CHAVE
C O M U N I C A Ç Ã O
- Informação; participação; aviso; Transmissão; Notícia; Passagem. Ligação; Convivência; Relações.
- Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos ou sistemas convencionais.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

No período veterotestamentário, Deus escolheu entrar em um relacionamento íntimo inicialmente com um só homem, posteriormente com sua família e seus descendentes. Sua intenção não era criar uma religião judia, mas desejou uma relação de aliança com o seu povo e por esse motivo, a religião dos israelitas era totalmente diferente das nações vizinhas. YAHWEH cobrou um espírito quebrantado e contrito em vez de sacrifícios (Sl 51.17), justiça em lugar de dias festivos (AM 5.21-24), e em lugar de ofertas de carneiros e óleo Ele queria pessoas justas, bondosas e que andassem humildemente com Ele (Mq 6.8). A moral desse relacionamento é mostrar o tipo de vida que Ele requeria que seu povo vivesse mediante o poder do Seu Espírito (Rm 8.4). Para manter esse relacionamento, Deus usou ao lado dos Sacerdotes e levitas outro grupo de representação: os profetas. Estes vocacionados representavam Deus e falavam por Ele ao povo. Defendiam a todo custo os retos padrões requeridos por YAHWEH nesse relacionamento e chamavam o povo para Ele (Dt 13.4). Ralph Gower afirma que a pessoa se tornava profeta ao perceber que Deus estava falando com ela e precisava então transmitir a mensagem recebida, o que era feito conforme a personalidade única de cada profeta. (Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, Gower, Ralph, CPAD, p. 368). È sobre esta forma de comunicação entre um Deus amoroso com seu povo e como essa mensagem era transmitida que estudaremos hoje.

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. AS FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS AOS PROFETAS
1. “[…]Veio a mim a palavra do SENHOR” (v. 4). A maioria dos seguimentos cristãos acredita que somente Deus pode ver o futuro e muitas vezes é o desejo dEle revelar fatos futuros ao homem. Para isso, Deus usava e ainda usa homens que recebem as suas revelações e as transmite por forma oral ou escrita. Deus chamou Jeremias para o ministério profético de anunciar o julgamento divino contra Judá por causa da idolatria e durante 40 anos Jeremias exerceu seu ofício até o exílio babilônico e durante esse período, a Palavra do senhor veio a ele por repetidas vezes. A expressão ‘veio a mim a palavra do Senhor’, com freqüência, abre livros profético (Os 1.1; Jl 1.1; Mq 1.1), conseqüentemente, as palavras registradas de Jeremias, são palavras do Senhor. Deus, portanto, falava aos profetas, os quais, por sua vez, transmitiam sua palavra aos homens. De que maneira e por quais caminhos lhes chegava a palavra divina eles mesmos no-lo revelam em seus escritos. É importante saber que a mensagem profética jamais foi produzida pela mente ou perspicácia do profeta, pois este falava somente o que o Espírito Santo desejava que falasse. Isto, porém, não anulava a individualidade e personalidade do mesmo. Alguns ouviam a voz do Senhor, como por exemplo Oséias e Jeremias, enquanto outros como Amós, Ezequiel e Daniel, tinham visões. Os livros proféticos freqüentemente mencionam a atividade de Deus na transmissão da palavra profética, a saber:
“A mão do Senhor estava sobre o profeta” (Is 8.11; Ez 1.3; 3.14).
“O Espírito do Senhor caiu sobre o profeta” (Ez 11.5).
“A palavra do Senhor veio sobre o profeta” (Jl 1.1; Jn 1.1; Mq 1.1).
“O profeta tomava conselho com o Senhor; não raras vezes, via e ouvia a palavra profética” (Jr 23.18).
“Deus falou pelos profetas” (Hb 1.1).
“O Espírito de Cristo neles estava” (1 Pe 1.11).
Assim, descrevem-nos as visões com que foram favorecidos mediante uma ação sobrenatural, exercida quer sobre os sentidos exteriores, quer sobre a imaginação e as faculdades interiores. Não raras vezes era uma voz que lhes falava, de maneira semelhante, seja sensivelmente, seja mediante uma ação interior. Essa revelação podia suceder-se diretamente, como em Is 6, ou por meio de símiles. Outras vezes o oráculo era transmitido pela observação de um fato sensível, como em Jr 18. Na maioria das vezes, porém, havia uma iluminação direta da mente do profeta. São exemplos dessa forma de comunicação entre o Senhor e o seu mensageiro: o que aconteceu com Samuel quando foi ungir Davi (1Sm 16.6,7), e o que sucedeu ao profeta Isaías ao se encontrar com o rei Acaz (Is 7.3,4).

2. Revelação divina em forma de diálogo (vv 6,9,10). Semelhante à Moisés, Jeremias trava um diálogo com o Senhor alegando incapacidade e inexperiência e Deus então toca-lhe a boca. e diz-lhe: ‘Eis que ponho minhas palavras na tua boca’(v.9), sugerindo que Jeremias foi consagrado para falar as palavras de YAHWEH. A Palavra de Deus é uma força dinâmica e criativa que realiza os propósitos divinos (Is 55.10,11), Jeremias se tornou um porta-voz de Deus, que conferiu-lhe autoridade sobre nações e reinos (v. 10). A frase “assim diz o Senhor” era atestada de duas formas: (a). Através de palavras, com autoridade divina (2 Pe 1.21): Várias vezes os profetas punham seus oráculos em forma de parábolas ou alegorias, seguindo o estilo poético de sua época (Is 5.1-7; 2 Sm 12.1-7; Ez 16; 17); (b). Através de ações concretas ou atos simbólicos: Muitos profetas serviram-se de potentes recursos audiovisuais ao executarem atos simbólicos que encerravam a sua mensagem. O texto de 2 Reis 13.14s., ilustra eficazmente a relação exata em que o símbolo estava em relação à palavra, e em que ambos estavam em relação aos acontecimentos. A palavra corporificada no símbolo é extremamente eficaz e impossível que deixe de ser cumprida; realizará exatamente aquilo que o símbolo declarava.

3. Visão ou sonho. Duas outras principais formas de Deus comunicar sua mensagem ao profeta são visões e sonhos. A Bíblia de Estudo Pentecostal comenta o texto de Dn 7.1 assim: “As palavras ‘sonhos’ e ‘visão’, às vezes, têm emprego revezável na Bíblia. Daniel interpretou sonhos proféticos de outros; Deus também deu ao próprio Daniel sonhos e visões maravilhosos. […] Sonhos proféticos e visões são também manifestações características do povo de Deus nos últimos dias, quando o ministério do espírito Santo manifesta-se plenamente entre os crentes” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD,nota Dn 7.1, p. 1256). A comunicação da mensagem divina através das visões que o profeta Jeremias teve é um exemplo que ilustra essa forma de o Eterno transmitir seus oráculos:
a) A visão da vara de amendoeira (vv. 11, 12). “Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.” (Jr 1.11,12). Nesse texto ocorre um trocadilho com as palavras ‘amendoeira’ e ‘Vigilante’ em hebraico são muito paracecidos; a Bíblia de Jerusalém assim comenta essa perícope: “o termo sheqed (amendoeira), que aguarda a primavera para florescer em primeiro lugar, evoca o vigilante (shôqed), o Deus sempre alerta”. (Bíblia de Jerusalém, Paulus 2002, p. 1362). Dessa forma, esta visão deixa subentender que a palavra do Senhor através de Jeremias cumprir-se-ia rapidamente (Jr 31.28; 44.27).
b) A visão da panela fervendo (vv. 13-15). Já a segunda visão dada pelo Senhor a Jeremias veio algum tempo depois e mostra uma panela fervendo, virada do norte derramando-se sobre Judá, representando a Babilônia trazendo forte juízo de Deus contra o povo de Jeremias. Uma invasão maciça viria do norte como paga pelo abandono ao seu Deus e pelos sacrifícios oferecidos aos falsos deuses e pelo louvor às obras das suas próprias mãos (v. 16).

A comunicação entre Deus e os profetas dava-se por mensagem ou diálogo direto, sonhos e visões. Sinopse do Tópico (1)

II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO
1. Declaração oral e direta. Há Três Classes de Profetas - Orais, da Escrita e Cúltica, conforme a maneira pela qual transmitiam os oráculos divinos. Profetas Orais: Gade (1 Sm 22.5); Natã (2 Sm 12.1); Ido (2 Cr 9.29); Aías (1 Rs 11.29); Semaías (1 Rs 12.22); Elias (1 Rs 17.1); Azarias (2 Cr 15.1); Eliseu (2 Rs 4.8,9). Profetas da Escrita: São aqueles que se preocuparam em registrar por escrito suas exortações, admoestações, consolações e previsões futuras. Os profetas da Escrita eram também profetas Orais. Destacamos como profetas da Escrita: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, entre outros. Profetas cúlticos: Os profetas cúlticos são aqueles em que a profecia estava moldada numa forma litúrgica. O texto de 2 Crônicas 20 pressupõe que os profetas cúlticos estavam ligados ao santuário, trabalhando juntamente com o sacerdote, e estavam incumbidos do aspecto sacrifical da adoração (2 Cr 29.21-24). Jaaziel era um levita, oficial do culto, dotado de uma capacidade profética (2 Cr 20.14). Percebe-se em alguns Salmos, uma indicação desse mesmo fenômeno (Sl 60.6; 75; 82). Em todos esses Salmos há uma seção em que uma voz fala na primeira pessoa do singular: trata-se da resposta oracular – o profeta associado com o culto, apresentando a declaração contemporânea de Deus ao seu povo. Esse organismo profético-litúrgico, foi instituído pela vontade de Deus, através do profeta Gade (2 Cr 29.25), quando instituiu as corporações dos cantores no Templo. [http://teologiaegraca.blogspot.com/2010/07/profetismo-e-profetas-biblicos.html]

2. Figuras e símbolos. Outras formas de os arautos proclamarem a mensagem profética são as figuras e símbolos. Representam cada uma delas realidades correspondentes. Costuma ser tão palpável a natureza figurativa e simbólica, que uma interpretação ao pé da letra quase se faz desnecessária (veja Jo 6.51-65). O símbolo é uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma coisa ou fato por meio de outra coisa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação (o leão é considerado o rei dos animais do bosque; assim é que achamos na Escrituras a majestade real simbolizada pelo leão – Hermenêutica, E. Lund, P. C. Nelson, Vida, p. 81).

3. Casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem. Uma forma rara de comunicação da mensagem divina é a que envolve casos reais, utilizados para exemplificar a situação entre Deus e o povo. Muitos profetas serviram-se de atos simbólicos (também chamados de oráculos por ação) que encerravam a sua mensagem. Por exemplo: Isaías andou três anos descalço e nu por sinal e prodígio sobre a Etiópia (Is 20.3); Jeremias é recomendado a descer à casa do oleiro (Jr 18) a fim de receber a mensagem de Deus; Oseias é orientado para casar-se com uma mulher prostituta (Os 1.2), para que sua vida fosse uma viva pregação da infidelidade do povo e do amor do Senhor; Ezequiel cercou uma cidade em miniatura (Ez 4.1-3); escavou através do muro da casa (Ez 21.1), e Aías ao rasgar sua roupa em doze pedaços, e entregar dez a Jeroboão (1 Rs 11.29).

A comunicação entre Deus e o povo por meio dos profetas ocorria mediante a mensagem oral e direta, figuras e símbolos proféticos e casos reais ou oráculos por ação. Sinopse do Tópico (2)

III. A QUESTÃO EXTÁTICA DO PROFETA
1. Interpretação naturalista. Grupos Extáticos - estes profetas andavam livremente por Judá e vizinhança, eram músicos que buscavam no êxtase um estado de transe para assim proferirem suas mensagens. Observa-se nesta categoria a presença de Saul (1 Sm 10. 5), e dos profetas de Baal (1Rs 18.19-40). À luz de 1Sm 9.9, parecem ter sido grupos religiosos patriotas de moços, aos quais Samuel procurava transformar numa força religiosa-moral, em relação às tribos, que eram ameaçadas pelas práticas religiosas de outros povos, como os filisteus(Jz 2.16,17; 10.11). Em Números 11.26-32, quando Eldade e Medade foram tomados pelo Espírito de Deus e entraram em êxtase, relata-se que Josué os criticou. Moisés, no entanto, respondeu: “… eu gostaria que o Deus Eterno desse o seu Espírito a todo o seu povo e fizesse que todos fossem profetas!” (Nm 11.29b). Em outras ocasiões, no entanto, estes “profetas malucos” (Oséias) causavam repulsa. Em 1Sm 10.6 percebemos que havia por parte dos hebreus, um certo menosprezo a este grupo. Isto porque o povo os considerava malucos, por sua maneira exótica de se comportarem. A Bíblia de Jerusalém diz: “Então o Espírito de Iahweh virá sobre ti, e entrarás em delírio com eles e te transformará em outro homem” (1 Sm 10.6). Do exposto, concluo, sem medo de errar, que haviam profetas verdadeiros que profetizavam de forma extática; A única diferença entre Saul e os profetas extáticos, que comumente chegavam ao transe através de uma série de estímulos, é que Saul “entrou em transe” por uma ação direta do Espírito Santo. Ele não precisou dos subterfúgios dos extáticos para se “transformar (temporariamente) em outro homem”. Deus assim o quis e Saul entrou em êxtase. Os Intérpretes Naturalistas entendem que o fenômeno do êxtase era apenas um estado emocional da pessoa.

2. Falácia dos naturalistas. A interpretação naturalista é uma teoria metafísica que defende que todos os fenômenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais. O naturalismo opõe-se ao sobrenaturalismo, teoria metafísica teológica. O naturalismo é muitas vezes confundindo com ateísmo, materialismo, positivismo, empirismo, determinismo e cientismo. A interpretação naturalista é antibíblica, porque as Escrituras Sagradas declaram que a fonte dos oráculos proféticos é o próprio Deus (Os 12.10; 2Pe 1.21).

3. A base dos naturalistas e uma refutação. Os profetas falavam movidos pelo Espírito Santo (2Pe 1.21). Literalmente, a palavra “movido” significa “carregado” e designa a ação divina no processo da inspiração profética. A mensagem profética jamais foi produzida pela mente ou perspicácia do profeta, pois este falava somente o que o Espírito Santo desejava que falasse. Isto, porém, não anulava a individualidade e personalidade do mesmo, como afirma a teoria do ditado mecânico; antes, porém, privava-o de erros. A forma pela qual recebia a mensagem nem sempre está relatada. Alguns ouviam a voz do Senhor, como por exemplo, Oseias e Jeremias, enquanto outros como Amós, Ezequiel e Daniel, tinham visões. O Dicionário Vine afirma: “[…] Às vezes, sobretudo com os profetas primitivos, parece que algum tipo de experiência extática estava envolvido, como em 1Sm 10.6,11; 19.20. Está escrito que a musica é meio para profetizar, como em 1Cr 25.1-3. […] O ponto é que no contexto bíblico ‘profetizar’ se refere a algo desde o êxtase frenético de um falso profeta até a proclamação sóbria e imperturbável do julgamento de Deus por um Amós ou Isaías. (Dicionário Vine, 1ª edição, 2002, CPAD, p. 248).

O naturalismo considera o estado de êxtase dos profetas, no entanto, negam a origem divina de seus oráculos. Sinopse do Tópico (3)

(III. CONCLUSÃO)

O nosso Deus é um Deus que anseia por relacionar-se com sua criatura. Essa comunicação no Éden era face a face. Pós-queda, Deus utilizou-se de pessoas escolhidas para ser esse canal. A pessoa se tornava profeta ao perceber que Deus estava falando com ela e precisava então transmitir a mensagem recebida, o que era feito conforme a personalidade única de cada profeta. O Senhor usou várias formas para se comunicar com os profetas, e esses, lançaram mão de recursos variados para transmitir os oráculos divinos ao povo, de modo que a mensagem se tornasse compreensível. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho” (Hb 1.1).É fundamental meditar nos Evangelhos, é por meio dele que o Filho se comunica conosco hoje.

APLICAÇÃO PESSOAL

O homem é essencialmente um ser que se comunica. O ser humano sempre conviveu com a comunicação. O mundo foi criado pela Palavra. Quando veio ao mundo para um encontro definitivo, Ele foi chamado de Verbo (ou Palavra). Não existe sociedade sem comunicação. Não existe sequer a pessoa sem comunicação. Nós somos porque nos comunicamos. Esta é uma marca do ser humano. Os quatro elementos essenciais da comunicação são o emissor, o receptor, o meio e a mensagem. É a interação deles que constitui a comunicação. Os seres humanos estão sempre em busca de um receptor para lhe dizer algo através de algum meio. Podemos mudar os recursos tecnológicos, mas o modelo permanecerá o mesmo. Deus se comunica. Ele não é um ser inalcançável e silencioso, não se fechou em si mesmo, surdo, mudo, e inacessível. É da Sua natureza falar, relacionar-se, comunicar-se, apresentar-se. Deus se expressa através da criação – Sl 19.1-4; Rm 1.19,20; através dos sonhos – Gn 41.1-4; Mt 27.19; através dos anjos – Gn 18.1-3; 19.15,16; At 10.1-4; através dos profetas – Jd 14; At 3.18; Mt 23.37. Através de Cristo – Jo 1.1,2,14; Cl 1.15; Hb 1.1; Através da Palavra – Sl 19.7-11; Ex 34.27,28; 2Tm 3.16; Através da sarça ardente falou com Moisés – Ex 3.1-5; Através da voz suave falou com Elias – 1Re 19.12,13; Através do redemoinho falou com Jó – Jó 38.1. Apesar desse anseio divino em comunicar-se com o homem, há empecilhos e dificuldades: O pecado – Is 59.2; Mt 13.13-15; Rm 3.10,11; A indiferença – Is 29.13; Dt 30.17-20; Os ruídos – 1Co 14.10,11; 2Tm 2.16-18. Se dermos ouvidos ao Senhor, essa comunicação produzirá efeitos duradouros: Temor – Hc 3.2; Dt 4.10; Hb 4.1,2; Conhecimento – Jó 42.1-5; Os 6.3; 1Co 2.9-12; Comunhão – Gn 5.24 c/c Am 3.2; 1Jo 1.1-3. Ele, o Senhor, mantém a comunicação mesmo sem palavras – 1Sm 1.12,13; Rm 8.26; nas circunstâncias adversas – Dn 6.10,11,16,20-22, e nos momentos de maior solidão - Mt 26.38-46. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz ás Igrejas!
N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7),

terça-feira, 29 de junho de 2010

Lção 01: O Ministério Profético no Antigo Testamento



Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia, 49
Viçosa - Alagoas

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o ministério profético na Bíblia. As lições a serem estudadas visam orientar a respeito da natureza profética da fé judaico-cristã. Diferentemente de profissões de fé, que se baseia na experiência (misticismo) ou na razão (deísmo), o judaísmo e o cristianismo se fundamentam na palavra profética (revelação). Durante as aulas, atentaremos para o caráter profético da fé judaico-cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na aula de hoje, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

1. PROFETAS E PROFECIAS, DEFINIÇÕES
Profetizar, em hebraico, é nabá que pressupõe sempre uma atuação do Espírito de Deus. Essa palavra significa “anunciar” ou “declarar”. A atividade profética através do Espírito de Deus se manifestou, inicialmente, aos anciãos e reis de Israel (Nm. 11.5; I Sm. 10.5; 19.20), ainda que Abraão seja o primeiro na Bíblia a receber a denominação de profeta (Gn. 20.7). Deus é quem prepara os profetas e os comissiona para essa tarefa (Ex. 3.1-4; Is. 6; Jr. 1.4-19; Ez. 1-3; Os. 1.2; Am. 7.14,15). Nos dias de Samuel existia uma escola de profetas que deram ao ofício profético autoridade e perpetuidade (I Sm. 19.18-19; II Rs. 2.3-5; 4.38; 6.1). Os estudiosos fazem a diferença entre os profetas canônicos e não canônicos. Entre esses últimos estaria Micaias, em I Rs. 22.8, que profetizou contra o rei Acabe em Israel. Entre os canônicos, destacamos Jeremias e Ezequiel que denunciaram o pecado do povo de Judá (Jr. 19.14; 20.21; 26.9; Ez. 34.2) e das nações (Ez. 4.7; 6.2; 13.2; 21.2; 29.2; 36.6; 38.2; 39.1). Positivamente, os profetas visualizaram a reconstrução de Israel, em Ezequiel, a partir de um vale de ossos secos (Ez. 37.4) e Joel, antevendo a atuação do Espírito em uma era vindoura (Jl. 2.28). Profeta, em hebraico, é nabi, palavra formada a partir de nabá, utilizada para se referir ao ministério profético. O profeta do Senhor está comissionado a falar, a ser um porta-voz de Deus. O termo nabi também é utilizado no Antigo Testamento para os falsos profetas, os quais estão sujeitos ao julgamento divino, tais como os profetas de Baal (I Rs. 18.19; II Rs. 10.19).

2. O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
O profeta do Antigo Testamento atua pelo Espírito Santo a fim de denunciar práticas que se opõem à vontade de Deus (Am. 8.4-6). O profeta manifesta a insatisfação do Senhor devido o ser humano ter se distanciado dEle e buscado alternativas inócuas (Jr. 2.12-13). O profeta tende à impopularidade, pois suas palavras costumam ser perturbadoras (Is. 49.2; Hc. 2.6,9 11-12; Is. 10.13; Jr. 8.9). A mensagem profética destoa dos valores comumente reconhecidos pela sociedade (Jr. 11.18; Is. 40.15,17; Jr. 4.23-26). O profeta vetero-testamentário é um iconoclasta, isto é, um destruidor de ídolos, sejam eles externos – os deuses pagãos – ou internos – produto da religiosidade judaica (Jr. 6.20; 7.21-23). Isso porque o profeta percebe, pela Palavra do Senhor, que a religiosidade, per se, manifestada na adoração do templo, era incapaz de manifestar uma fé genuína, na verdade, serviria apenas para ocultar a ausência de uma espiritualidade sadia (Jr. 7.4-15). Mas o profeta, em consonância com o Senhor, não é insensível à dor do povo, nem mesmo aos seus pecados (Ez. 18.23), sua meta principal é conduzi-lo ao restabelecimento espiritual (Is. 35.3). Para tanto, o profeta chama seus ouvintes à responsabilidade. Por causa disso, o profeta é obrigado a viver em solidão, e frequentemente, na miséria (Jr. 15.15; 20.9-18; Am. 5.10), mesmo assim, não pode fugir da responsabilidade para a qual foi comissionado (Ez. 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq. 3.8; Jr. 2.19). Apesar de tudo isso, o profeta encontra satisfação no Senhor, nas Suas Palavras (Jr. 15.16).

3. MOISÉS E O MINISTÉRIO PROFÉTICO
Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. Esse homem de Deus fora chamado para retirar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Durante a caminhada pelo deserto, no capítulo 11 de Números, há um registro da manifestação do Espírito Santo, fazendo com que os anciãos de Israel profetizassem. Depois de serem levados ao tabernáculo, os anciãos experimentaram um pentecoste no Antigo Testamento, ainda que, naquele momento, não tenha havido a manifestação de línguas, como em Atos 2. Mas, do mesmo modo, o Espírito Santo atuou entre os israelitas, e esses passaram a profetizar (Nm. 11.25). Depois dos setenta anciãos, Eldade e Medade, não mais entre os setenta, mas no meio do arraial. A profecia desses foi censurada por alguns que assistiam no local. Um moço, não identificado pelo texto bíblico, se dirigiu a Moisés, para reclamar da profecia de Eldade e Medade. Josué, o auxiliar direto de Moisés, concordou com a reclamação do rapaz. Moisés, porém, foi sensível à atuação do Espírito Santo, e não censurou a profecia. Ao contrário, “porém Moisés lhe disse” que seria interessante que não apenas aqueles, mas que todo o povo de Israel profetizasse (Nm. 11.29).

CONCLUSÃO
Algumas lições podem ser extraídas dessa passagem bíblica: 1) é Deus, e não os homens, quem autentica a autoridade ministerial através do Seu Espírito; 2) o Espírito Santo opera como lhe apraz, pois Ele é Soberano; 3) as manifestações do Espírito Santo não são exclusividades da liderança; 4) os líderes verdadeiramente chamados por Deus não devem ter receio de perderem a função e nem viverem em competição uns com os outros; e 5) contanto que esteja em conformidade com a Palavra de Deus, não há motivos para temer a manifestação do Espírito Santo.

domingo, 27 de junho de 2010

Liçoes do 3º Trimestre de 2010



Comentário: Esequias Soares
Consultor Doutrinário e Teológico: Antônio Gilberto






Lição 1
O Ministério Profético no Antigo Testamento



Lição 2
A Natureza da Atividade Profética


Lição3
As Funções Sociais e Políticas da Profecia



Lição 4
Profecia e Misticismo



Lição 5
A Autenticidade da Profecia



Lição 6
Profetas Maiores e Menores


Lição 7
Os falsos Profetas



Lição 8
João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto


Lição 9
Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto



Lição 10
O Ministério Profético no Novo Testamento



Lição 11
O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia



Lição 12
O Tríplice Propósito da Profecia


Lição 13
A Missão Profética da Igreja

terça-feira, 1 de junho de 2010

Lição 10: O Valor da Temperança

Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa Alagoas
Lição 10: O Valor da Temperança
I - INTRODUÇÃO:

TEMPERANÇA = DOMÍNIO PRÓPRIO, AUTOCONTROLE, MODERAÇÃO - Significa senhorio forte e pesado, capaz de controlar firmemente nossos pensamentos, ações, desejos e paixões.
Eis as virtudes dos recabitas! Apesar de não pertencerem ao povo de Israel, seu modo de vida serviu para repreender os contumazes filhos de Judá, que em nada diferiam das nações gentílicas. Que o Senhor nos ajude a trilhar caminhos retos e jamais nos desviar das sendas da justiça. Como os recabitas, sejamos constrangidos pelo Espírito de Deus a sermos o sal da terra e luz do mundo.
II - IGREJAS PARA TODOS OS GOSTOS:

O que assistimos nestes finais dos tempos é tão forte e corrupto que essa degeneração está adentrando nas Igrejas, deturpando o último reduto de seriedade e sobriedade que nos resta.
Estão tentando tirar a força doutrinária da cristandade no que se trata da moral, ética e principalmente da santidade que Deus exige - Hb 12:14; I Ts.4:13; 5:23.
Infelizmente estamos vendo Igrejas e mais Igrejas aparecerem com novas revelações e pseudos ensinamentos doutrinários. Senão, vejamos: Já existem Igrejas…
(1) - Para quem gosta de beber cerveja sem álcool;
(2) - Para quem gosta de fumar cigarro sem nicotina;
(3) - Para quem gosta de bigamia;
(4) - Para quem gosta de prostituir-se com a prática do homossexualismo ou o lesbianismo.
Enfim, tem “Igrejas” para todos os gostos; um verdadeiro menu de Igrejas!
O mais triste é que esses redutos heréticos se consideram cristãos e ainda se intitulam de evangélicos. É a famosa tática do diabo que diz: “Se não podemos com eles, juntemo-nos a eles”.
E uma das mais antigas heresias que vem confundindo os cristãos é: “BEBER NÃO É PECADO”.
Mas, qual é a sorte dos que bebem em relação ao nosso Deus santo e amoroso?
Vejamos na Bíblia Sagrada alguns malefícios da bebida alcoólica:
A Bíblia descreve a histórias de vários homens que se envolveram com as bebidas alcoólicas. Alguns eram maus; outros, homens de fé e comissionados por Deus.
O fato de alguns desses homens terem bebido não nos coloca na liberdade de fazermos o mesmo.
O grande salmista Davi foi um homem ricamente abençoado e devemos fazer de tudo para sermos também chamados de “homens segundo o coração de Deus”.
Todavia, não devemos pensar em adulterar só porque a Bíblia relata essa triste fraqueza de Davi. Deus permitiu e relatou o fato para que tirássemos lições e não fizéssemos o mesmo.
(A) - O CASO DE NOÉ: Gn 9:20-27 - Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã.
(B) - O CASO DE LÓ E SUAS DUAS FILHAS: Gn 19:31-38 - Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou na gravidez das filhas de Ló.
(C) - O CASO DOS FILHOS DE ARÃO: Lv 10 - Nadabe e Abiú entraram no Templo com seus incensários; por terem bebido bebidas fortes (Lv 10:8-9), saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu. Deus ainda chamou os seus sacrifícios de “fogo estranho”.
(D) O CASO DOS PROFETAS E SACERDOTES NA ÉPOCA DE ISAÍAS: Is 28:7 - Há uma descrição da iniqüidade de Israel em termos de conduta reprovável e vergonhosa, como resultado do uso de bebida forte. Tanto o povo, quanto os líderes religiosos tinham trocado a verdade e a justiça pela imundície e confusão (Am 4.1; 6.1, 6).
(E) - O CASO DA EMBRIAGUEZ DOS CORÍNTIOS: I Cor 11:17, 21, 29-30 - A Igreja que Paulo havia recém-formado em Corinto estava, por falta de conhecimento, cometendo alguns sacrilégios. Usavam vinho fermentado na Santa Ceia, desagradando a Deus e ao apóstolo, visto que esse proceder não era digno de nenhum louvor, mas, sim, de grande vergonha. Isso foi chamado de comer e beber indignamente. Foi causa de mortes prematuras de alguns cristãos. Esse é o lucro de uma Igreja que deixa que se introduza tamanha maldade em seu meio.
(F) - O CASO DA BEBIDA ALCÓOLICA NA IGREJA DE ÉFESO: Ef 5:18 - Na Igreja dos efésios havia, provavelmente, um grupo de crentes que não haviam recebido o batismo com o Espírito Santo e Paulo descreve o motivo. Esse grupo de irmãos achava normal beber e ser cristão, mas a prova que isso é impossível é bradada por Paulo: “não vos embriagueis”.
De forma figurada, dizem que uma pessoa bêbada é possuída por três espíritos:
(1) - O “ESPÍRITO DO MACACO”, pois faz “palhaçada” para os outros rirem;
(2) - O “ESPÍRITO DO LEÃO”, porquanto a pessoa embriagada quer encarar qualquer adversário: pode ser em maior número e muito mais forte do que ele no porte físico;
(3) - O “ESPÍRITO DO PORCO”, posto que onde o embriagado cair (no esgoto, no vômito, no lixo…) ali permanecerá, até que passe o efeito do álcool.
Mas o verdadeiro servo de Deus deve “ENCHER-SE DO ESPÍRITO DO SENHOR”! E o Espírito de Deus não permanece onde há sujeiras e embriaguez.
Logo, como servos de Deus, devemos fugir daquelas coisas que, apesar de aparentemente lícitas, têm trazido tantas desgraças. Não foi isso o que o apóstolo disse aos irmãos em Corinto?
Infelizmente, há crentes que buscam na Bíblia respaldo para o seu alcoolismo e outras imoderações (falta de temperança), esquecendo-se de uma das recomendações bíblicas: Pv 23:31; I Pe 3:11
III - REFERÊNCIAS BÍBLICAS QUE ADVERTEM CONTRARIAMNETE AO ALCOOLISMO E À BEBEDICE:

É uma das obras da carne - Gl 5:21;
É loucura deixar-se dominar pela bebedice - Pv 20:1;
Devemos evitar os viciados na bebedice - Pv 23:20; I Cor 5:11;
Conduz à pobreza - Pv 21:17; 23:21;
Conduz à contenda, aos lamentos e à tristeza - Pv 23:29-30;
Inflama os sentidos, havendo denúncias contra os viciados na bebedice - Is 5:11-12; 28:1-3
Os falsos mestres são adeptos da bebedice - Is 56:12;
Os ímpios são adeptos da bebedice - Dn 5:1-4;
Tira o entendimento - Os 4:11;
Conduz à zombaria - Os 7:5;
Denúncias contra os que encorajam tal vicio - Hc 2:15-16;
Conduz à vida de orgias - Rm 13:13;
A bebedice tem o seu castigo: exclui do céu - (Dt 21:18-21; Jl 1:5-6; Am 6:6-7); (I Cor 6:10; Gl 5:21; Mt 24:48-51)
IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

À semelhança dos recabitas, temos que viver de acordo com os princípios que nos transmitiram os profetas e apóstolos. Caso contrário, jamais convenceremos o mundo da veracidade da Palavra de Deus. Por causa de testemunhos levianos e sem profundidade, o nome de Cristo é vilipendiado e lançado a um crônico descrédito.
Mas, será possível vivermos como os recabitas? A resposta é: “Sim!”. O mesmo Deus que fortaleceu os filhos de Recabe, continua conosco e, por intermédio do Espírito Santo, assiste-nos em todas as fraquezas.
Que o exemplo dos filhos de Recabe fique gravado em nossas almas para que o glorioso nome do Senhor seja por nós honrado e glorificado para todo sempre

terça-feira, 18 de maio de 2010

O poder da verdadeira Profecia

Igreja Evangélica Assenbleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - AL.
8ª Lição:O poder da verdadeira Profecia
TEXTO ÁUREO

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva (ou: não haverá manhã para eles)” (Is 8.20).

- Isaías faz um convite para que os homens provem todas as coisas por meio da Palavra revelada de Deus. Qualquer coisa contrária à revelação escrita de Deus provém dos demônios, e não do Espírito Santo. A Palavra escrita de Deus é a verdadeira luz e aqueles que desejam a luz e a verdade irão segui-la e rejeitar todas as coisas contrárias a ela. Eis o convite aos profetas da atualidade!

VERDADE PRÁTICA

Os dons espirituais não se destinam à autopromoção; são concedidos por Deus à Igreja, visando a edificação dos santos e a divulgação sobrenatural do Evangelho de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jeremias 28.5-12,16,17

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Compreender qual é a função e a relevância do profeta de acordo com as Escrituras;

- Saber que os falsos profetas sempre vão se opor aos profetas do Senhor, e

- Conscientizar-se de que, nos últimos dias, aparecerão muitos falsos profetas que, se possível, enganarão até os escolhidos.

PALAVRA CHAVE

Profeta

Pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para falar por Ele e em lugar de dEle.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

Nesta lição, estudaremos a respeito da luta de Jeremias contra os falsos profetas, em especial Hananias. Os pseudoprofetas trabalhavam em benefício próprio. Tinham uma boa posição financeira, política e social e entregavam mensagens falsas, levando o povo de Deus a tropeçar. Eles eram bem populares, pois proclamavam somente o que as pessoas queriam ouvir. Aqueles que deveriam falar em nome de Deus, infelizmente, haviam se tornado um obstáculo para que o povo abandonasse o erro.”"…nada há que seja novo debaixo do sol” (Ec 1.9). Já na época de Jeremias havia profetas pouco sóbrios, irrealistas e falsos, que desencaminhavam o povo com profecias enganosas. Mesmo quando as nuvens da tempestade do juízo se ajuntavam mais densas do que nunca sobre Jerusalém, eles acalmavam o povo. Suas declarações eram muito positivas e soavam edificantes, até mesmo encorajadoras aos ouvidos das pessoas. Eles prometiam muito, inclusive a vitória. Em comparação, os ouvintes recebiam as mensagens de Jeremias como destrutivas, austeras e deprimentes, e só percebiam nelas a perspectiva do juízo. Tratava-se da justiça de Deus e da injustiça do povo, da sua falta de arrependimento e conversão. Como Jeremias deve ter se sentido diante deles?“Temos tido tanto medo de desprezar as profecias que nos esquecemos de julgá-las..” John Bevere REFLEXÃO

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. O QUE É O PROFETA

1. Definição. O termo hebraico nãbi representa profeta, quer verdadeiro ou falso (Dt 13.1-5). Há ainda, no hebraico, dois outros termos para profeta: rõ’eh e hõzeh, ambos significando vidente. No grego, “prophetes“, significa “aquele que fala antecipadamente ou abertamente“, é uma denominação que se dá ao fenômeno pelo qual em algumas religiões, a revelação de uma divindade ou de seus ensinamentos quanto ao passado, presente ou futuro, é atribuída à palavra falada ou escrita de um ou mais indivíduos tidos como “profetas”, “iluminados” ou “inspirados”. Profeta é quem, inspirado pela divindade ou convencido de estar possuído por uma entidade espiritual superior, fala em nome da mesma e transmite sua mensagem. Assim, a figura do profeta perde seu significado essencial quando é reduzida ao poder de predizer o futuro, o que não constitui mais do que um elemento acessório de sua missão. Desde suas origens, a autoridade do profeta adquire teor ao mesmo tempo religioso, político e moral.

2. A função do profeta. Os verdadeiros profetas eram porta-vozes de YAWEH. Muito mais do que predizer as coisas, a função precípua do profeta consistia em convocar o povo ao arrependimento. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos.” (Ml 2.7-ARA). “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tt 1.9-ARA). Julgamos ser a mesma função hoje outorgada aos pastores, sendo assim, não é seu papel entreter ninguém, não é criar programações para segurar os jovens na Igreja. É sua função “ficar na brecha”! O Dicionário VINE assim explica a função do profeta: “[…]Então, disse o SENHOR a Moisés: Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” (Ex 7.1-ARA). O plano de fundo desta declaração é Ex 4.10-16, onde Moisés discutiu a sua inabilidade de falar com clareza. Por conseguinte, ele não poderia comparecer diante de Faraó como porta-voz de Deus. Deus prometeu designar Arão para ser o locutor: “Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus” (Ex 4.16-ARA)… Está claro que a palavra ‘profeta’ é igual àquele que fala por outra pessoa ou é a sua boca” (Dicionário VINE, CPAD 2002, pág 248). “[…] Em Deuteronômio 18 fica claro que o profeta é sempre chamado por Deus (v.18), tem a autoridade de Deus (v.19) e o que ele diz será provado verdadeiro (v.22). O profeta era então conhecido como servo de Deus (2 Rs 17.13,23; Jr 7.25). O profeta sempre defendia os padrões de Deus e chamava o povo para Ele (Dt 13), era isso que distinguia o profeta verdadeiro do falso (por exemplo, 1 Rs 13.18-22; Jr 28). Os profetas não eram simplesmente indivíduos perceptivos no sentido político ou social. Eram pessoas que, pela revelação de Deus, tinham conhecimento da importância dos eventos e das necessidades do povo comum. Em seu trabalho eles falavam de acontecimentos futuros, de modo a advertir sobre as conseqüências dos atos presentes (ver Am 1.2), e no geral falavam contra a sociedade em que viviam. […] Havia muito mais profetas do que aqueles que conhecemos pelas profecias registradas ou eventos históricos” (GOWER, Ralph Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro, CPAD, 2002, pp.367-369).

3. A prova de autenticidade do profeta. “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (MT 24.11-ARA); “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do SENHOR” (Jr 28.9-ARA). Temos de julgar as profecias e discernir os espíritos (1Co 12.20; 14.29; 1Jo 4.1). É função do profeta proclamar os oráculos de Deus, a fim de conduzir o povo à obediência das leis de Deus. SINOPSE DO TÓPICO (1)

II. O FALSO PROFETA HANANIAS ENTRA EM CENA

1. Quem era Hananias. A única coisa que se sabe é que era ele filho de Azur. Ele era do tipo que impressionava. Falava como profeta, tinha discurso de profeta e como profeta, vestia-se. Aliás, era mais dramático que os profetas de Deus. Além disso, só falava o que o povo queria ouvir. Vinha ele pregando a paz e determinando a prosperidade. Positivamente, tudo confirmava.

2. As palavras de Hananias. Naqueles dias, o poderoso rei da Babilônia tinha levado muitos cidadãos do povo de Deus cativos para a Babilônia. Em suas pregações, o profeta Jeremias tinha deixado bem claro que isso aconteceu em decorrência dos pecados do povo de Deus. Eles pecaram tanto, que o próprio YAWEH entregou uma parte de seu povo para ser levada cativa para um país distante. Outra parte ficava para trás, em Judá. Então, a nação estava dividida: uma parte da população foi deportada, e outra parte ficou para trás. Era uma época de grandes tensões e incertezas. O país estava quebrado, arruinado. A economia estava parada. Naquela situação tão lamentável, Jeremias pregou a Palavra de YAWEH, e anunciou que o povo de Israel, como também os povos vizinhos (que tentavam fazer uma aliança contra o rei da Babilônia), ficariam debaixo do jugo do rei da Babilônia. Ou seja, Jeremias deixou bem claro que, por enquanto, nada mudaria. Esta pregação que Jeremias fez, em nome de YAWEH, deixou o povo como também os líderes espirituais do povo revoltados! Jeremias teve a ousadia de pregar uma mensagem ruim numa época ruim. Ele falou em pecado e castigo, como se a miséria enfrentada pelo povo não fosse suficiente. Todo o mundo ficou irritado com Jeremias. Todo o povo se ajuntou contra ele (Jr 26.9). Os líderes espirituais até queriam tirar-lhe a vida (Jr 26.16). Neste contexto, o falso profeta Hananias apresentava uma “mensagem maravilhosa” e tinha a ousadia, e até mesmo a insolência, de proclamá-la abertamente: “No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, isto é, no ano quarto, no quinto mês, Hananias, filho de Azur e profeta de Gibeão, me falou na Casa do Senhor, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo: Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da Babilônia” (Jr 28.1-4). A isso Jeremias respondeu: “Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o Senhor; confirme o Senhor as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do Senhor e todos os exilados. (…) O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor” (vv. 6,9). Hananias não ficou nem um pouco impressionado, mas fez o seguinte: “Então, o profeta Hananias tomou os canzis do pescoço de Jeremias, o profeta, e os quebrou; e falou na presença de todo o povo: Assim diz o Senhor: Deste modo, dentro de dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi, tomando o seu caminho” (vv. 10-11). Para Jeremias a única opção era o afastamento. Mas o Senhor orientou-o para que voltasse até Hananias e lhe dissesse, entre outras coisas: “… O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor. Morreu, pois, o profeta Hananias, no mesmo ano…” (vv. 15-17). Todas as profecias mentirosas de Hananias foram soterradas pela areia da fantasia, pois Jerusalém foi definitivamente conquistada e todos os utensílios foram retirados do templo.

3. O castigo de Hananias. Por sua pregação e atos, Hananias colocou-se como inimigo pessoal de Jeremias e, portanto, de Deus. Ele foi rebelde e ensinou os outros a se rebelarem. Deus, então, separou-o para um julgamento especial e condenou-o à morte iminente. Hananias morreu naquele mesmo ano, e as invasões babilônicas assolariam Jerusalém. O juízo de Deus virá sobre os profetas que, sem temor nem tremor, brincam com o nome de Deus, zombando-lhe da santidade. SINOPSE DO TÓPICO (2)

III. CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

“Acautelai-vos”, exortou-nos Jesus. Este imperativo é um alerta para o crente prestar atenção, cuidar-se, guardar-se, acautelar-se. Temos assistido um constante desvirtuamento do conteúdo doutrinário da pregação. Há um frenesi por ‘revelações’, ‘profecias’, ‘unções especiais’, ‘oração no monte’, ‘poder’, ‘cair no espírito’, etc. Nosso povo já não sabe distinguir misticismo herético de verdadeira espiritualidade. Encontramos no livro de Jeremias um retrato dos falsos profetas, que se alastravam como uma praga em Israel. O mesmo retrato também pode ser aplicado aos falsos mestres da atualidade, os quais têm sido levantados para enganar a Igreja. Precisamos tomar cuidado, pois nem sempre é fácil identificá-los. Venda de potes com água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado; pedras que seriam do Templo onde Jesus pregava; areia de Jerusalém, onde o Mestre caminhava; azeites de Israel; toalhinhas ungidas; rosas, sal grosso, fogueiras santas; correntes; quebra de maldições; sessão do descarrego… No que têm transformado a igreja pentecostal? Jeremias falava a verdade, porém era impopular. Hananias falava mentiras, mas produzia falsas esperanças e conforto para o povo. Com mensagens de auto-ajuda, bem-estar e riqueza, falam apenas o que as pessoas querem ouvir, mesmo quando não estão em perfeita comunhão com o Senhor. Alerta-nos o Senhor Jesus que, nos últimos dias, aparecerão muitos falsos profetas que, se possível, enganarão até mesmos os escolhidos (Mt 24.11).

1. A procedência do profeta. De onde vem o pregador, o avivalista, o conferencista e o profeta? É ligado a alguma igreja, pastor? Preparando este comentário, descobri um site que se parece mais com uma ‘central de pregadores‘ que oferece uma “ferramenta poderosa do Senhor para abençoar igrejas e crentes, organizados em ‘pregadores’ homens, mulheres e mirins!” Onde é que isto vai parar?

2. A qualidade da mensagem. Vitória, vitória, vitória… é a mensagem do momento! Esqueceram que a Bíblia tem assuntos como Trindade, regeneração, justificação pela fé, fruto do Espírito, mordomia cristã, sofrimentos dos justos, vida devocional, dons espirituais, vinda de Cristo, ressurreição dos santos e de Cristo, etc. A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana (Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24); na riqueza (Jr 8: 10); na autoconfiança (Os 10: 12,13); no poder opressor; em outros deuses. Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei. A igreja tem que ser aquela estalagem no deserto, lugar de descanso, não por vanglória, cobiça ou coisa parecida, mas simplesmente por amor. Sem amor, as pessoas se corrompem, sem amor, líderes enriquecem no poder. É ilícito um pastor/pregador/evangelista enriquecer com a pregação do evangelho, porque o evangelho ensina exatamente a renúncia, inclusive material. O reino de Deus não coaduna riquezas materiais com ministério pastoral. O pastor deve ser conhecido e reconhecido pela sua simplicidade de vida, pelo amor ao próximo, por sua paixão em anunciar o evangelho, e não pelo tamanho de sua igreja, pelo tamanho da platéia, pelos anéis, títulos, fama ou pela quantidade de letras que aparecem antes do seu nome. O pastor que ensina qualquer forma de prosperidade financeira e material como sinônimo de benção não passa de lobo e sua mensagem é mentirosa. Nossa igreja ainda tem líderes parecidos com Cristo, que têm a mente de Cristo e que anseiam em levar as ovelhas que o Pai lhes confiou aos pastos verdejantes e às fontes de água viva.

3. A pretensão do profeta. À semelhança de Hananias, profeta da prosperidade, certos pregadores apregoam a teologia da prosperidade enquanto o Espírito Santo procura convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Este câncer é milenar. O ‘profeta chorão’ argumentou, intercedeu, teologou, tudo para convencer os reis e o povo de Israel do perigo que estava para acontecer. Enquanto isso, o profeta da prosperidade Hananias, no mesmo lugar e para o mesmo público ávido por uma mensagem de ‘poder e unção’, profetizava “prosperidade” (Jr 28.9, NVI), ou “paz” (NTLH e ARA), ou “felicidade” (Bíblia de Jerusalém). Hananias recorre à demagogia, procurando dizer o que os ouvintes ‘queriam’ ouvir e não aquilo que ‘precisavam’ ouvir. Precisamos julgar as profecias e discernir os espíritos, a fim de não sermos enganados pelos falsos profetas. SINOPSE DO TÓPICO (3)

(III. CONCLUSÃO)

Jeremias não é o único profeta impopular da história de Israel. Todo verdadeiro profeta, por uma questão de compromisso, quase sempre diz o que não agrada. Mas sempre diz a verdade! Existem falsos profetas, bem como profetas verdadeiros, precisamos distinguir entre eles. Não é por milagres e curas, o adversário também pode realizar milagres. A questão é: qual é a fonte da inspiração do profeta. Devemos confrontar a profecia com os princípios bíblicos, se houver divergência, a profecia é falsa. “Conheçamos, {e} prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva será a sua saída: e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.3-ARC).

APLICAÇÃO PESSOAL

Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus. Detestavam o meio compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus. Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida. Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham (Am 4.1). Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor (Am 6.1). Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem. A mensagem profética é muito atual; O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado (Jr 2.12, 13, 19). O profeta não somente ouvia a voz de Deus como sentia seu coração (Jr 6.11; 20.9). Tal sentimento era conseqüência de um estreito relacionamento com Deus (Am 3.7); assim, compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto. Eram pessoas que, pela revelação de Deus, tinham conhecimento da importância dos eventos e das necessidades do povo comum. Em seu trabalho eles falavam de acontecimentos futuros, de modo a advertir sobre as conseqüências dos atos presentes (ver Am 1.2), e no geral falavam contra a sociedade em que viviam. Os pseudoprofetas trabalhavam em benefício próprio. Tinham uma boa posição financeira, política e social e entregavam mensagens falsas, levando o povo de Deus a tropeçar. Eles eram bem populares, pois proclamavam somente o que as pessoas queriam ouvir. Aqueles que deveriam falar em nome de Deus, infelizmente, haviam se tornado um obstáculo para que o povo abandonasse o erro.”"…Nada há que seja novo debaixo do sol” (Ec 1.9). Homens de Deus sempre foram usados, no decorrer da história do Cristianismo, para renovar e avivar a obra do Senhor. O movimento pentecostal da Rua Azuza, foi um marco no mundo espiritual das igrejas e continua a avivar a Igreja ainda hoje. Não esqueçamos de que Deus é o mesmo de ontem, hoje e anseia derramar mais do Seu Espírito sobre todos os seus filho.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

7ª LIÇÃO: O CUIDADO COM AS OVELHAS

Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - Viçosa Alagoas

7ªLIÇÃO: O CUIDADO COM AS OVELHAS

INTRODUÇÃO

O profeta Jeremias chamou os líderes de Israel de “pastores” em virtude dos mesmos terem a função de guiar e cuidar do povo Deus, que é chamado de rebanho do Senhor. Infelizmente, a liderança em Israel estava vivendo em grande corrupção; por isso, o povo não foi conduzido “às águas calmas e tranqüilas” como diz o rei Davi no Salmo 23; mas foram levados à idolatria e a outros graves pecados que acarretaram terríveis conseqüências. É por isso que o Senhor Deus, o Verdadeiro Pastor de Israel, repreende veementemente através de Jeremias os líderes daquela época que encaminharam o povo a toda sorte de pecado.

I - O QUE É UM PASTOR

O termo vem da palavra hebraica, raah que figura por setenta e sete vezes no Antigo Testamento, onde tem o sentido de “pastor” (Gn 49:24; Êx. 2:17,17; Nm 27:17; Sl 23:1; Is 13:20; 31:4; 40:11; Jr 6:3; Ez 34:2-10;Am 1:2; Zc 10:2,3). No Novo Testamento, a palavra grega para pastor é “poimén” vocábulo que ocorre dezoito vezes: Mt. 9:36; 25:32; Mc 6:34; 14:27; Lc 2:8,15,18,20; Jo 10:2,11,12,14,16; Ef. 4:11; Hb 13:20; 1 Pe 2:25). No sentido literal, um “pastor” é alguém que cuida do rebanho de ovelhas. Juntamente com a profissão de agricultor, é a mais antiga profissão do mundo. Os pastores eram conhecidos como profissionais que alimentavam e protegiam os rebanhos (Jr 31:10; Ez 34:2), que procuravam as ovelhas perdidas (Ez 34:12) e que livravam de animais ferozes as ovelhas que estivessem sendo atacadas (Am 3:12). No Antigo Testamento a figura do pastor é bem presente, pois boa parte dos principais líderes de Israel eram pastores:Abraão, Isaque, Jacó (Gn 13:7; 26:20; 30:36; 37:22); Moisés (Ex 3:1), Davi (1 Sm 16:11). Parece que a profissão de pastor era uma excelente preparação para ser um dos líderes de Israel (Am 1:1). Com base nessa idéia de que o pastor é o líder do rebanho, surgiu o conceito de Deus como o Pastor de Israel. Jacó se dirigiu a Deus dessa forma nos dias que antecederam sua morte (Gn 48:15). Davi chamou a Deus de seu Pastor (Sl 23) e Asafe também o fez (Sl 80:1).

II - OS PASTORES DE ISRAEL

2.1. No A.T. - Os líderes de Israel no Antigo Testamento (composto por Reis, Sacerdotes e Profetas), especificamente nos dias do Profeta Jeremias, foram chamados de pastores. “…contra os pastores que apascentam o meu povo…” (Jr 23.2). Observe que o termo “apascentam” usado neste versículo mostra claramente que eles estavam em pleno exercício de suas funções a eles delegadas.

Só que a prática de cada um deles eram totalmente contrárias a vontade de Deus em relação ao rebanho. Vejamos a atuação de cada um desses grupos que foram denominados pastores:

Os Reis - A justiça não era mais prática da monarquia; em seu lugar estava a violência, a injustiça, a extorsão e a opressão; isso fica nítido quando Deus declara através de Jeremias: “Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar” (Jr. 22.3). Logo após, impõe uma condição ao Rei de Judá: “…se deveras cumprirdes esta palavra..” (Jr.22.3). Caso ele não ouvisse a voz do Senhor o palácio real se tornaria uma assolação. “… que esta casa se tornará em assolação” (Jr.22.4).

Os Sacerdotes - foram coniventes com as práticas idólatras do povo, não ensinaram a lei de Deus, antes usaram de falsidade vivendo de forma dúbia. “Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade.” (Jr 6.13). O exercício das ministrações dos sacrifícios e ofertas tornaram-se meros rituais vazios e sem significado espiritual para o povo.

Os profetas - Estes que tinham por função primeira ser porta-voz de Deus tornaram-se adeptos de Baal: “…e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito…” (Jr 2.8). Ludibriam o rebanho do Senhor com a falsa promessa de que o Templo os protegeriam independentes de suas ações. A situação deles era tão pecaminosa que Deus os chamou de moradores de Sodoma e Gomorra (Jr 23.14).

Os Pastores de Israel que Deus levantou para guiar e apascentar o seu povo deveriam fazer parte do governo teocrático (Deus liderando por meio dos seus escolhidos). No entanto, rebelaram-se contra o Senhor da pior forma, além de pecar, induziram ao erro e destruíram o rebanho do Senhor. “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor” (Jr 23.1). Nos versículos posteriores, o verdadeiro Pastor, se apresenta para trazer de volta as suas ovelhas que foram dispersas por aqueles que deveriam zelar pelo rebanho.

Não obstante a omissão e desleixo dos líderes de Israel, o profeta se refere ao Senhor como o pastor que protege seu rebanho (Jr 31:10), o profeta Isaías o descreve como o pastor que alimenta o povo de Israel ( Is 40:11) e Ezequiel descreve-o como o pastor que busca pelas ovelhas de seu rebanho (Ez 34:12).

2.2.No N.T. - Seguindo o contexto judaico, os escritores do Novo Testamento descrevem como o Senhor Jesus como um Pastor. Assim, Jesus é bom pastor porque deu sua vida por suas ovelhas (Jo 10:2,11,14,16), e como todo bom pastor Ele separa as suas ovelhas dos bodes, assim como faz o pastor (Mt 25:32); e ele sofreu por suas ovelhas como faz um bom pastor (Mt 26:31).

Entretanto em termos eclesiásticos, o pastor é o supervisor do rebanho. Sua principal função é administrar a Igreja de Cristo (1 Pe 5:1-8), cuidando do rebanho (Hb 13:7), sendo o principal exemplo para as ovelhas que recebeu do Senhor, nosso Sumo Pastor (Hb 13:17). Deve ser irrepreensível, governar bem a sua casa, um homem que vive uma vida de santidade e que dá sua vida pelas ovelhas ( Ver epístolas pastorais I e II Tm e Tito).

III - ISRAEL FOI DESTRUÍDO POR LHE FALTAR VEDADEIROS PASTORES

Os Pastores tinham um papel vital para guiar a nação em direção a Deus; caso contrário, os desvios e erros dos sacerdotes seriam copiados pelo povo. Por essa razão é que o Senhor se importava tanto com a liderança do seu povo. A cobrança e as exigências para com os líderes do povo eram muito grandes.

Como os pastores da época do profeta Jeremias se desviaram e cometeram várias levianidades, o povo seguiu seus seus maus exemplos: “Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” (Jr 5.31). Todas as classes designadas por Deus em Israel para estarem à frente do povo haviam se desviados. A responsabilidade maior eram desses pastores, o juízo para esses eram certos. Assim, Israel foi destruído porque lhes faltou os verdadeiros pastores que ouvissem a voz de Deus e ensinassem a justiça aos filhos de Israel.

A misericórdia de Deus é tão grande que ele promete resgatar as ovelhas que foram dispersas: “E eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão.” (Jr. 23.3). Aqui está o verdadeiro Pastor de Israel, mostrando que ele não desiste de suas ovelhas, pois o verdadeiro pastor :

a - Instrui as suas ovelhas com a sua palavra e o seu exemplo, e as guia (Jo 10:7);

b - Vive bem familiarizado com as suas ovelhas, e elas o conhecem bem , o que indica comunhão e comunicação (Jo 10:3,4);

c - Guia o rebanho tanto nesta vida como em direção a vida eterna (Jo 10:4,10,17 e 28).

d - É o exemplo moral das ovelhas e vai adiante dela (Jo 10:4).

e - É inteiramente devotado ao seu rebanho e dá a própria vida pelas suas ovelhas (Jo 10:11).

f - Garante a segurança do rebanho, tanto agora como para toda eternidade, mediante a autoridade que lhe foi conferida pelo Pai com quem Cristo tem perfeita união, tanto no tocante à sua natureza quanto no que diz respeito aos seus desígnios (Jo 10:27-30).

IV - OS DEVERES DAS OVELHAS.

As ovelhas possuem características que nos servem de exemplo: são mansas e vivem em grupos. Isso nos fala de paz com Deus e consigo mesmo e de união entre os irmãos. Também tem privilégios, como por exemplo: elas não constroem o próprio aprisco, esta função cabe ao pastor; o rumo certo ao local com pastagens e águas e a proteção contra os perigos diurno como noturno é de responsabilidade de seu dono. O Senhor Deus, o nosso Sumo Pastor, é quem criou a igreja, nos dá a direção certa para uma vida consagrada a Ele e é Ele quem nos guarda de todos os males. Todavia, as ovelhas também tem deveres com o seu Pastor e são justamente esses deveres que identificam se a natureza é de ovelha.

Uma verdade marcante é que a ovelha conhece a voz de seu Pastor. Jesus disse: “…e elas ouvirão a minha voz…” (Jo 10.16).

A palavra “ouvir”, neste texto, não quer dizer um simples escutar, mas obediência naquilo que a voz do pastor transmite. Assim, fica evidente que o primeiro dever da legítima ovelha é: obedecer. A Bíblia nos declara: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas…” (Hb 13.17). O sentido da palavra obediência, desprendido desses textos, mostra se a nossa natureza é mesmo de ovelha e se pertencemos ao aprisco do Sumo Pastor. (1Pe 5. 1 - 4).

Outro dever é honrar os Pastores: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.” (Hb 13.7). Honrar é considerar em alta estima os fiéis servos do Senhor a quem Deus confiou esta tão grande responsabilidade. Quando se honra os pastores está também honrando a Deus que os chamou para essa função.

CONCLUSÃO

Os Pastores da época do profeta Jeremias, falharam porque não se deixaram apascentar pelo Verdadeiro Pastor de Israel. Antes, apascentaram a si mesmo, e dessa forma dispersaram as ovelhas do Senhor e destruíram o rebanho que não lhes pertenciam. A conseqüência disso foi o castigo decretado sobre a nação Israelense. Diante do juízo iminente sobre o povo, o amor do Sumo Pastor é revelado quando ele promete resgatar as ovelhas dispersas e levantar pastores comprometidos com Deus e o rebanho. “E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor” (Jr.23.4).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

3ª Lição: Anunciando ousadamente a palavra de Deus

Igreja Evangélica Asssembleia de Deus
Rua Frderico Maia - 49
Vçosa - Alagoas

INTRODUÇÃO
O povo de Judá ia de encontro a Palavra de Deus porque depositavam toda confiança no Templo. Em oposição, Jeremias anuncia ousadamente a Palavra de Deus, ressaltando seu valor e cumprimento. Na lição de hoje, estudaremos, inicialmente, sobre a templolatria nos dias de Jeremias; em seguida, as advertências feitas pelo profeta, e, ao final, a importância do anuncio ousado da Palavra de Deus.

1. ADORAÇÃO AO TEMPLO
Para os judeus, o Templo era sacrossanto, a Casa de Deus, por isso, dificilmente seria alvo dos inimigos. Ao invés de confiar no Deus do Templo, fiavam a fé no Templo de Deus. Por causa disso, o Senhor conclama-o, através do profeta Jeremias, a emendar os caminhos e as obras (v. 3), e, ao invés de adorar o templo, deveriam confiar na Sua palavra (v. 2). O templo se tornou numa espécie de amuleto, que os livraria do mal, das ameaças dos inimigos. O povo judeu, como alguns cristãos hoje, esquecem que Deus prima por pessoas vivas para serem Seu templo (Is. 57.15; 61.1; I Co. 3.16). Jesus, ao ser indagado pela samaritana sobre o lugar da adoração, respondeu que o Senhor busca para Si adoradores, que o adorem em Espírito e em Verdade (Jo. 4.24). Não há mais lugar, na doutrina evangélica, para demarcação de espaços físicos para a adoração a Deus. Os templos são importantes e necessários à acomodação dos cristãos, para o ensino da Palavra e oração, mas não podem ser objeto de adoração. Quando isso aconteceu, entre os judeus, o Senhor os advertiu que, do mesmo modo que aconteceu com a arca, esse também seria destruído (Sl. 78.60). A oração de dedicação do Templo, de Salomão, em I Rs. 8, antecipava os judeus, para que não depositassem a fé no Templo, mas no Senhor, que não habita em templos feitos por mãos de homens. Qualquer igreja que privilegia, demasiadamente, o Templo, e esquece de proclamar ousadamente a Palavra de Deus, corre o risco de passar pela experiência do Icabode, isto é, de perder a glória do Senhor (I Sm. 4.21).

2. A ADVERTÊNCIA DO SENHOR
Havia, em Judá, uma espécie de sincretismo religioso com o qual o povo convivia naturalmente. Jovens e adultos adoravam a rainha dos céus, a deusa assírio-babilônica Istar. Ao mesmo tempo, prestavam rituais judaicos, destituídos de valor espiritual, por causa da desobediência do povo. O culto a Deus não pode ser misturado, desde o Sinai o Senhor exigiu de Israel exclusividade. Mas o pecado de Judá era tão deliberado que o Senhor orientou a Jeremias, por três vezes (7.16; 11.4; 14.11), para que não orasse por aquele povo. A idolatria de Judá tomou um caráter familiar, maridos, mulheres e filhos seguiam após os falsos deuses (Jr. 7.17-19). Quando a desobediência entra na família, dificilmente os demais membros deixam de ser afetados. As conseqüências do adultério - o culto a deusa do sexo - traz seqüelas para toda a família. A entronização do sexo na sociedade moderna está causando severos danos às famílias. Os jovens estão se iniciando irresponsavelmente cada vez mais cedo no sexo. O número de mães solteiras implica em problemas tanto de ordem espiritual quanto social. Os relacionamentos sexuais descartáveis estão objetificando as pessoas, de modo que as pessoas não mais cultivam relacionamentos duradouros, apenas “ficam”. Os casamentos deixam de ser motivados enquanto instituição divina, e, em alguns casos, deixam de ser “até que a morte os separe”. A palavra amor perdeu o sentido próprio de sacrifício e foi reduzida ao ato sexual. Mesmo entre cristãos se observa a indisposição para o sacrifício no relacionamento familiar, pois a busca pelo prazer tornou-se a única razão de ser do casamento. As pessoas não querem mais se casar para conviver “na alegria e na tristeza, na saúde e na dor”. O desafio do cristão, em meio a toda essa apostasia, é o de viver em santidade, a investir no amor genuíno - ágape - que tem sua expressão maior em Deus que deu Seu Filho Unigênito pelos pecados de todo aquele que crê (Jo. 3.16).

3. ANUNCIANDO A PALAVRA
A saída para todo esse imbróglio no qual a sociedade se encontra é retornar à Palavra de Deus. Os valores eternos revelados na Sagrada Escritura precisam novamente ser relembrados. Cabe a igreja proclamar o Evangelho de Jesus Cristo a fim de que descrentes, e mesmo os crentes, não percam o norte espiritual. Os pregadores devam se ater ao texto bíblico, pregando-o expositivamente, a fim de evitar conduzirem sua mensagem conforme seus interesses pessoais. A própria igreja precisa tomar consciência de que é serva e não senhora da Palavra. Por isso, deve estar disposta a ser avaliada continuamente à luz da Escritura. A experiência, a razão e a tradição têm o devido lugar na igreja, mas essas estão submissas à Palavra de Deus. Uma igreja centrada na experiência tende ao fanatismo, voltada para exclusivamente para a razão, finda em liberalismo teológico, e fundamentada na tradição, resulta em religiosidade humana. Somente uma igreja respaldada na Bíblia pode ser ousada no anúncio da Palavra de Deus. Um culto genuinamente evangélico não exacerba nos cânticos em detrimento do ensinamento bíblico. Infelizmente, o que se observa em determinadas igrejas é um verdadeiro descaso em relação à Bíblia. Os dirigentes de culto deixam o mínimo de tempo reservado para a pregação e o ensino. O povo, que outrora ouvia com atenção a mensagem, está agora viciando em cultos que mais parecem programas de auditório, repletos de entretenimento e acrobacias “evangélicas”. É chegado o momento de retornar à Palavra de Deus, de resgatar a exposição bíblica, outrora observada pelos pregadores evangélicos. Somente uma igreja que está atenta às Palavras do Evangelho de Jesus Cristo pode, verdadeiramente, se dizer evangélica, caso contrário, não passa de tradição humana, e, portanto, recebe o anátema de Deus (Gl. 1.9).

CONCLUSÃO
O cristianismo evangélico sofre fortes ameaças nesses últimos dias. A Palavra de Deus está sendo relegada a segundo plano. O culto cristão está repleto de atividades que visam o entretenimento, mas não consideram a exposição bíblica. Oremos ao Senhor da seara para que levante uma legião de pregadores comprometidos com o Evangelho. Que não façam concessões com a Verdade, e que não se dobrem à mera razão, tradição e/ou experiência. Esse é o desafio profético da igreja brasileira nestes últimos dias, os quais as pessoas procuram para si mestres conforme seus interesses, tendo comichão nos ouvidos para não ouvir a Palavra de Deus (II Tm. 4.1-4).