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domingo, 13 de março de 2011

A DONA DE CASA PERFEITA


A maioria das mulheres é dona de casa pelo menos durante parte de sua vida, ou por decisão pessoal, ou por necessidade. Se não são casadas, são donas de casa ou para os pais idosos, ou para uma amiga, ou para si mesmas. A mulher casada é dona de casa, cuidando do lar para o marido e os filhos. Já estou ficando cansada de ouvir as mulheres dizerem: "Sou apenas dona de casa!" Deus criou a mulher para ser auxiliar; e qual seria o melhor lugar para ela começar, do que em seu próprio lar? A mulher virtuosa de Provérbios 31 é aquela que "atende ao bom andamento de sua casa".

Chefe do Departamento Doméstico
O sucesso e a felicidade no trabalho da dona de casa depen­derão muito de ela ter atitudes corretas, e das prioridades que estabelecer para seu lar.
"E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus." (Cl 3.17.)
Houve ocasiões em minha vida sim, muitas delas nos primeiros anos de meu casamento, quando não fiz meu trabalho de casa com uma atitude de ação de graças, e nem o realizei em nome do Senhor Jesus Cristo. E, no meu caso, não foram os grandes problemas que acabaram por esgotar-me mais; não; foi antes um crescente ressentimento causado pelas inúmeras e pequeninas tarefas que tinham que ser feitas várias e várias vezes, e pareciam tão sem propósito. Todos os dias, eu realizava aqueles mesmos atos rotineiros: recolher meias sujas, pendurar toalhas molhadas, fechar portas de armários, apagar luzes que haviam sido deixadas ligadas, ajeitar brinquedos espalhados pelo chão. Tais servicinhos me pareciam muito improdutivos, e eu os realizava com um grande sentimento de enfado. Com este tipo de atitude logicamente o ressentimento foi-se avolumando, e, por sua vez, deu origem à depressão eu era realmente "apenas dona de casa". Quando a nossa atitude é errada, ela faz com que tiremos nossas prioridades da ordem certa.
Não era isso que Deus queria para mim. Ele me chamara para ser uma auxiliar em minha casa e me colocara como chefe do Departamento Doméstico. Suas instruções para o cargo encontram-se na Bíblia:
"Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens, cientes de que recebe­reis a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo." (Cl 3.23,24.)
Eu tinha que executar meu serviço de todo o coração, como para o Senhor, pois estava servindo ao Senhor. Afinal de contas, nosso lar pertencia a Deus. Nós o havíamos dedicado a ele e lhe pedíramos para ser o cabeça dele. Deus colocara meu marido como chefe de outros departamentos, e me designara para chefe do departamento doméstico. Em nenhuma outra situação eu poderia ter melhor patrão ou ocupar uma posição de maior responsabilidade Eu era a anfitriã encarregada da casa, e este lugar devia revelar-se uma habitação santa, com ordem, amor e contentamento.
Em minha cozinha, tenho um quadrinho no qual está impresso um poema, escrito por uma pessoa que não conheço, e que diz o seguinte:


Oração da Cozinha
Ó Senhor, de todas as panelas e outros utensílios
Como eu não tenho tempo para ser                                   
Um santo a realizar belas ações
Ou a vigiar, nas horas tardias da noite,

Ou sonhar à luz das madrugadas
Ou bater aos portões dos céus,
Torna-me um santo que prepara refeições,
E lava as louças.

Aquece esta cozinha com teu amor
Ilumina-a com a tua paz
Perdoa-me por todas as minhas preocupações
E faz cessar minhas murmurações.

Tu que te deleitavas em dar alimento aos homens
Em casa ou à beira-mar.
Aceita o serviço que presto
Pois o laço para te adorar

Quando este espírito está refletido em nosso trabalho casei­ro, nosso temperamento não fará nenhuma diferença. A sanguí­nea despreocupada terá um novo senso de responsabilidade, e porá em ordem sua casa A colérica dominante cultivará uma suave docilidade, e seu lar será cheio de amor A cautelosa fleumática será incentivada a realizar o trabalho que está diante dela, e a lamuriosa melancólica terá um espírito mais feliz e (ontente
Temos que indagar de nós mesmas com que motivação realizamos as tarefas domésticas Será que as executamos para nossa satisfação própria? Ou será para nos igualarmos com os vizinhos e amigos, que, aliás, podem aparecer ali de repente? Ou será para tornar confortável este lugar de refúgio daqueles a quem amamos e desejamos servir?
Muitas donas de casa tentam fugir à realidade de sua situação lendo romances, seguindo novelas de televisão, visi­tando vizinhas, ou conversando horas e horas no telefone. São vítimas dos comerciais de TV, que fazem a dona de casa americana parecer que não possui cérebro nem bom senso A dona de casa cheia do Fspírito hesitará em identificar-se com tal imagem

A Decoração e o Temperamento
Seu lar e a maneira como você o arranja revelam-na como Lima dona de casa feliz e contente, ou como uma mulher, enfadada, sem nenhum interesse. Não é preciso que se possua mobiliário e aparelhos sofisticados e caros, É possível darmos à nossa casa uma aparência agradável, aconchegante e bem cui­dada, e ainda assim mantermos as despesas dentro de um padrão conservador. Se usarmos um pouco de imaginação, uma brocha de pintar, a máquina de costura, e algumas coisas que nós mesmas podemos fazer, veremos a diferença que isto fará.
A maneira como decoramos a casa poderá revelar alguns aspectos de nosso temperamento, ou do de nosso marido, dependendo de quem escolhe os objetos. Damos abaixo um resumo de gostos para cores, de acordo com os temperamentos.
Melancólico
Cores sombrias:  tons esmaecidos  de  marrom,   negro, cinza e vinho. Fleumático
Cores suaves e primaveris, tons claros de verde, amare­lo, rosa e azul. Colérico
Cores cálidas, outonais: ouro, marrom, vinho, laranja claro.
Sanguíneo
Cores vivas e brilhantes: vermelho, laranja vivo, ama­relo.

Lembremo-nos, porém, de que estas preferências de cor não são absolutas, pois temos combinações de temperamentos, e isso acaba resultando numa mistura de cores. Mas acima de tudo, nosso lar, com suas cores, planos e aspecto geral, deve dar evidência de que Cristo habita no coração das pessoas que vivem nele.

O Segredo da Hospitalidade
Não se limite a estar em seu lar; procure viver nele! Seja hospitaleira! A arte de ser hospitaleira não exige preparos elaborados nem acepipes caros. Seja você mesma, e procure ser agradável
Qual é o objetivo da hospitalidade? O principal objetivo da hospitalidade não é alimentar seus convidados; isso eles podem fazer em suas próprias casas. Mais importante que aquilo que servimos é nossa disposição de dar-lhes uma parte de nós mes­mas amor, bondade, generosidade e nossos convidados só podem receber isto de nós próprias. Estejamos prontas a ouvi-los, mas ouvir de verdade, pois eles podem estar à procura de consolo, de amizade, ou talvez de ajuda; talvez estejam atra­vessando uma fase de solidão ou enfrentando alguma luta.
Eu costumava ter a ideia errónea de que ser boa, anfitriã significava trabalhar como escrava e quase matar-me fazendo preparativos para os convidados. Por isso, quando chegava o momento de as visitas aparecerem, eu tinha mais vontade de ir deitar-me do que de atender à porta. "Antes hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si", é c orno Tito 1.8 determina que sejamos. Alguns dos mais notáveis exemplos de hospitalidade que já presenciei foram dados por pessoas que estavam encantadas de darem de si mesmas ou dar a outros as cousas que possuíam, sem nenhum aviso prévio.
Eram pessoas que possuíam o maravilhoso dom de fazer os outros sentirem-se bem à vontade em sua casa. Quando a anfi­triã fica tensa, geralmente os convidados percebem e ficam tensos também. Certa vez fomos convidados para jantar em casa de uma família maravilhosa. Entretanto, a dona da casa não se achava tranquila, nem à vontade. Embora ela houvesse preparado um jantar muito elegante e o servisse de forma quase perfeita, todos nós sentimos que ela estava tensa. Estava tão preocupada em que a reunião transcorresse sem nenhuma falha, que acabou deixando a todos nós nervosos. Teria sido bem mais agradável se ela tivesse se preparado o melhor possível, sim, mas depois tivesse se relaxado, e se tornado mais flexível e mais disposta a dar de si mesma para nós. As vezes, uma reunião não tão perfeita pode ser mais agradável que uma festinha total­mente perfeita.
Ser hospitaleira não significa exibir sua linda casa, nem suas habilidades culinárias. Significa, isso sim, demonstrar calor humano e amizade, você e sua família. Não é necessário servir um jantar de sete especialidades para se ser hospitaleira. Uma conversa afável enquanto se toma café com biscoitos pode ser bastante interessante, quando dela participamos com espírito franco.
Por vezes, ser hospitaleira implica em sair de casa para praticar um ato de hospitalidade, talvez levando uma travessa de macarronada para uma vizinha doente, ou talvez visitando uma viúva que precisa da presença de uma pessoa amiga em sua solidão. Não se receie de dar, dar, dar.
"Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, pratícan-do-a, sem o saber, acolheram anjos." (Hb 13.2.)

A Raiz de Todos os Males
"O AMOR ao dinheiro é a raiz de todos os males." A dona de casa bem sucedida não deve cometer o erro de amar o dinheiro a ponto de tirar de ordem suas prioridades, e negligenciar coisas que são de verdadeiro valor. O desejo de possuir coisas tais como uma casa melhor, um carro mais novo, muitas roupas ou móveis mais bonitos, pode, com muita sutileza, levar a dona de casa a um estado de descontentamento e ambição O dinheiro não pode comprar a felicidade do lar, e se para conseguir o que desejamos precisarmos deixar o lar para trabalhar fora, então, provavelmente, devemos fazer um reexame de nossas priorida­des e senso de valores. A mulher cheia do Espírito deverá preferir agradar a Deus nesta questão, do que satisfazer seu anseio pelas coisas materiais. Deste modo, ela pode buscar a orientação divina em tudo, e manter suas prioridades na ordem correta

Os Temperamentos e a Dona de Casa
Damos abaixo um resumo de como os temperamentos atuam no Departamento Doméstico Haverá casos em que um se confunde com outro, e é possível que alguém se encontre em duas ou três destas categorias, já que ninguém é completamente formado de um só temperamento.
Marta Melancólica Normalmente, Marta se sobressairá como boa cozinheira, uma inteligente decoradora ou aprecia­dora de antiguidades; ela consegue também dar à sua casa alguns toques artísticos com objetos que ela própria confeccio­na. Seu temperamento mais sombrio impede que seja muito hospitaleira.
Paula Fleumática Ela è uma boa dona de casa, totalmente consagrada a isso, e, em geral, é dedicada e persistente. Tem o potencial de tornar-se especialista em pratos sofisticados. Por causa de sua grande paciência, é boa costureira. Provavelmente, Paula é lenta, rnas uma pessoa de agradável convívio.
Clara Colérica Esta é excelente na arte de receber, e consegue realizar qualquer coisa que se resolver a fazer. Entre­tanto, apesar de seu lar ser bem organizado, ela não é uma dona de casa nata. Sua casa é um lugar que agrada aos olhos, mas não um bom lugar para se viver.
Sara Sanguínea Saraé muito hospitaleira e boa vizinha, por causa de seu amor pelas pessoas em geral. Costa de comer, e, na maioria dos casos, é boa cozinheira. Sua casa nem sempre está muito impecável, mas ela compartilha com os outros tudo que possui
Pela obra do Espírito Santo, cada temperamento tem a possibilidade de superar quaisquer fraquezas nessa área, culti­vando as atitudes certas e fazendo uma entrega total ao Senhor Não é o bom gosto da mulher na escolha da decoração ou na distribuição das cores que torna uma casa mais agradável e pacífica; é a própria mulher.

 Fonte: A Mulher Controlada ( Berverly Lahaye)

quinta-feira, 10 de março de 2011

O PRIMEIRO CONCÍILIO DA IGREJA DE CRISTO

Texto Base: Atos 15:6-12
“Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto“(Atos 15:5,6).
INTRODUÇÃO

No decorrer dos séculos, a igreja de Cristo na terra, esteve a enfrentar diversas controvérsias. Os quatro primeiros séculos, foi palco de grandes embates teológicos. Foi  exatamente logo no início da igreja primitiva, que o fermento dos juidazantes tentou contaminar os novos crentes em Cristo. É neste momento que entra em cena o pastor Tiago, irmão do mestre, em defesa do veneno  judaizante, a fim de poupar a amada igreja da época, surgindo assim o 1º Concílio de Jerusalém, trazendo assim benefícios para expansão do Cristianismo que ora professamos. Um boa Aula!!!

I. O QUE É CONCÍLIO
Concílio é uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé, costumes (moral) e disciplina eclesiástica.
Ao longo da história do povo de Israel ocorreram várias reuniões deliberativas entre os líderes para tratar das urgências nacionais e das crises que surgiram ao longo da história de Israel, no Antigo Testamento (exemplos: 2Cr 34:29; Ed 10:14; Ez 8:1). Segundo o pr.Claudionor de Andrade, “o primeiro concílio da velha aliança deu-se quando Moisés congregou os anciãos de Israel para declarar-lhes o plano de Deus para libertar os hebreus do Egito”(Ex 4:29).
No Novo Testamento, na Igreja primitiva, as questões de suma importância e que influenciariam o futuro da Igreja, foram tratadas e decididas em reuniões promovidas pelos líderes, orientados pelo Espírito Santo. “Atos dos Apóstolos” faz menção de três reuniões importantíssimas: a primeira, para eleger Matias em lugar de Judas Iscariotes e aguardar a chegada do Espírito Santo(Atos 1:12-26); a segunda, para tratar acerca da assistência social, ocasião em que foi eleito sete homens para tratar exclusivamente desse mister - Atos 6:1-15 (vide aula nº 07); a terceira, que viria a ser conhecida como o Concílio de Jerusalém(At 15:6-30). Nesta, os apóstolos reuniram-se para tratar sobre os temas que estavam dividindo os primeiros cristãos: de um lado os judaizantes (judeus convertidos) e do outro os gentios (os convertidos não-judeus, que eram maioria).
1. Concílio de Jerusalém. Esse é o nome comumente dado à reunião efetuada por delegados enviados pela igreja de Antioquia (liderados por Paulo e Barnabé) com os apóstolos e anciãos da igreja de Jerusalém, a fim de dirimir dúvidas e questões doutrinárias originadas pelo grande influxo de convertidos gentios na igreja(At 15:2-29). Muitos comentaristas identificam essa reunião com aquela que é descrita em Gl 2:1-10; nosso ponto de vista, porém, é que em Gl 2:1-10 Paulo se refere a uma reunião particular que ele mesmo e Barnabé tiveram com Tiago o Justo, Pedro e João (provavelmente por ocasião da visita que fez para levar alívio aos crentes de Jerusalém, que passavam por período de fome, visita essa mencionada em At 11:30), e na qual reunião os líderes da igreja de Jerusalém reconheceram a chamada e a posição de Paulo e Barnabé para o apostolado entre os gentios.
A conclusão desse Concílio é a base para o repúdio a estes ensinamentos que, ainda hoje, persuadem e colocam em risco milhares de almas que aceitaram a Cristo como seu Salvador.
2. O ponto em discussão do Concilio de Jerusalém. A Igreja de Antioquia da Síria era unida e conservava-se em plena comunhão. Mas segundo John Stott, essa tranquilidade da comunhão cristã nessa igreja foi quebrada com a chegada de um grupo que Paulo mais tarde chama de “perturbadores” - “Alguns indivíduos desceram da Judéia para Antioquia”(15:1). Eles eram “fariseus”(15:5) e “zelosos da lei”(21:20). E isso era o que “ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos”(15:1). A circuncisão dos gentios não era a única exigência deles. Eles iam além. Os convertidos gentios também eram instigados a observar a “lei de Moisés”(15:5). Por não considerarem suficiente uma conversão sem circuncisão, eles organizaram um pequeno grupo de pressão, a quem muitas vezes chamamos de “judaizantes” ou “partido da circuncisão”. Eles não se opunham à missão entre os gentios, mas estavam convictos de que ela devia acontecer sob a guarda da igreja judaica e que os crentes gentios precisavam se submeter não só ao batismo em nome de Jesus, mas também à circuncisão e à observância da lei, como os prosélitos do judaísmo. Esse ensino provocou “da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles”(15:2a).
De acordo com o resumo revelador de Lucas, os judaizantes insistiam que os convertidos incircuncisos “não podiam ser salvos”. É claro que a circuncisão era o sinal da aliança instituído por Deus, e sem dúvida esses “perturbadores” enfatizavam isso, mas eles iam muito longe, fazendo da circuncisão uma condição para a salvação. Eles diziam aos convertidos gentios que a fé em Jesus não era suficiente, não bastava para a salvação: eles deviam acrescentar a circuncisão à fé, e à circuncisão a observância da lei. Em outras palavras, eles precisavam permitir que Moisés completasse o que Jesus havia começado, e permitir que a lei completasse o evangelho. O problema era imenso. O caminho da salvação estava em jogo. O evangelho estava sendo questionado. Os fundamentos básicos da fé cristã estavam sendo minados.
Até então tais condições não haviam sido impostas aos convertidos dentre os gentios. Evidentemente nenhuma palavra sobre a circuncisão foi dita a Cornélio e seus familiares, e quando Tito, um crente gentio, visitou Jerusalém em companhia de Paulo e Barnabé, em ocasião anterior, a questão de sua circuncisão nem ao menos foi abordada(Gl 2:3). Agora, entretanto, alguns elementos extremamente zelosos pela lei, na igreja de Jerusalém, decidiram fazer pressão sobre os crentes de Antioquia e das igrejas das circunvizinhanças, apresentando-lhes a necessidade de se submeterem à canga da lei. Tal pressão se mostrou tão persuasiva nas igrejas recém-fundadas da Galácia que Paulo teve de enviar a tais igrejas um urgente e violento protesto, atualmente conhecido como Epístola aos Gálatas. Na própria igreja de Antioquia tais judaizantes (como são chamados aqueles elementos) causaram tal controvérsia que os lideres da igreja finalmente resolveram que a questão inteira fosse ventilada e estabelecida pelas autoridades espirituais superiores - os apóstolos. Foi então efetuada aquela reunião que atualmente conhecemos como Concílio de Jerusalém.
II. A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
Das três reuniões importantes ocorridas na igreja de Jerusalém - a primeira, para eleger Matias em lugar de Judas Iscariotes e aguardar a chegada do Espírito Santo; a segunda, para tratar acerca da assistência social, ocasião em que foi eleito sete homens para tratar exclusivamente deste mister (vide aula nº 07) - a terceira reunião, que viria a ser conhecida como o Concílio de Jerusalém, configura-se tão importante e vital à Igreja de Cristo que dela dependia o futuro do Cristianismo. Não eram algumas práticas cultuais judaicas que estavam em jogo, mas sim a verdade do evangelho e o futuro da Igreja. Se os apóstolos houvessem cedido à pressão dos judaizantes, o cristianismo tinha-se transformado em mera seita judaica. Havia, portanto, o perigo de a igreja se dividir em facções teológicas rivais, cada apóstolo ensinando um evangelho diferente, destruindo a unidade da igreja. Podemos ser gratos à igreja de Antioquia, que percebeu o problema e adotou medidas práticas para resolver a questão. Podemos dizer, então, que o Concílio de Jerusalém conseguiu uma dupla vitória: uma vitória da verdade ao confirmar o evangelho da graça; e uma vitória do amor ao preservar a comunhão e a unidade através de concessões compassivas aos escrúpulos dos judeus conscienciosos.
1. Convocação. A convocação de um concílio pode ser extremamente valiosa, se o seu propósito é esclarecer alguma doutrina, acabar com controvérsias e promover a paz. E este era o propósito precípuo do Concílio de Jerusalém. De acordo com Atos 15, os irmãos de Antioquia resolveram enviar Paulo e Barnabé e alguns outros dentre eles a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros de lá. Assim que chegou a Jerusalém, Paulo se reuniu em particular com os apóstolos e presbíteros e lhes deu um relatório completo acerca do evangelho que estava pregando aos gentios. Como os lideres tiveram de reconhecer, era o mesmo evangelho pregado por eles aos judeus(cf Atos 15:4).
2. Presidência. A dependência contínua dos discípulos no Espírito Santo é indicada em Atos 15:28: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”. Como alguém comentou, na igreja primitiva o presidente do conselho era o Espírito Santo. Jesus prometera que o Espírito Santo guiaria os fiéis em toda a verdade (João 16:13). Certamente, o Concílio foi liderado pelo apóstolo Tiago, que era o líder da Igreja de Jerusalém(cf Atos 21:18). Embora Pedro tenha iniciado a discussão não significa que ele presidira o Concílio. Pedro iniciou o debate porque, certamente, ele foi aquele que Deus primeiramente o instigou a quebrar a barreira de comunicação e de relacionamento que havia entre os judeus e gentios(Atos 10).
3. Debates. O debate foi aberto pelo partido farisaico da igreja de Jerusalém, o qual insistia que os convertidos entre os gentios tinham de ser circuncidados e obrigados a guardar a lei - “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus, que haviam crido. É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés“(Atos 15:5). Segundo John Stott, “eles estavam sendo completamente bíblicos ao valorizar a circuncisão e a lei como dádivas de Deus para Israel. Mas iam além, tornando-as obrigatórias para todos, inclusive para os gentios”. Circuncisão e observância da lei, insistiam, eram essenciais para a salvação. “Então se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão”(Atos 15:6), apesar de estarem presentes também outras pessoas(15:12).
Lucas não nos fornece detalhes do “grande debate”(15:7a) que se deu, mas ele resume os discursos decisivos, feitos sucessivamente pelos três apóstolos envolvidos: o apóstolo Pedro(15:7-11); o apóstolo Paulo apoiado por Barnabé(15:12); e o apóstolo Tiago(15:13-21). Vejamos, a seguir, a participação de cada um.
a) Pedro(15:7-11). Quando Pedro tomou a palavra, os judaizantes talvez tenham imaginado que ele defenderia a posição deles; afinal, Pedro era o apóstolo da circuncisão. Quando Pedro começou a falar, porém, tais expectativas foram logo frustradas. O apóstolo lembrou a assembléia da ordem dada por Deus alguns anos atrás para que “ouvissem os gentios a palavra do evangelho por intermédio” dele. Pedro obedeceu a essa ordem quando pregou na casa de Cornélio. Ao ver os gentios buscarem-no pela fé, o Senhor concedeu o “Espírito Santo a eles, como […] concedera” aos judeus no Pentecostes. Naquela ocasião, Deus não exigiu que os gentios fossem circuncidados. O fato de serem gentios não fez nenhuma diferença; o Senhor purificou o coração deles pela fé. Uma vez que Deus havia aceitado os gentios com base na fé, e não na observância da lei, Pedro perguntou aos presentes: Por que colocar os gentios sob o jugo da lei, “um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?”. A lei jamais havia salvado alguém. Seu ministério era de condenação, e não de salvação. A lei revela o pecado, mas não salva do pecado.
A decisão final de Pedro é particularmente notável. O apóstolo expressou a convicção profunda de que, como os gentios, os judeus foram salvos pela graça do Senhor Jesus(e não pela observância da lei). Pelo fato de Pedro ser judeu, seria de esperar que ele dissesse que os gentios foram salvos da mesma forma que os judeus. Aqui, porém, a graça triunfa sobre as distinções étnicas.
b) Paulo e Barnabé(15:12). Quando estes dois começaram a falar “toda a multidão silenciou”(15:12), evidentemente por profundo respeito. Eles relataram como Deus havia operado no meio dos gentios e autenticado a pregação do evangelho com sinais e prodígios, sem o ritualismo judaico e nem os seus encargos. Isso era a prova de que essas práticas não serviam para salvação. O testemunho esmagador de Paulo de Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes.
c) Tiago(15:13-21). “Tiago, o Justo”, como se tornaria conhecido mais tarde devido à sua reputação como homem justo e piedoso, era um dos irmãos de Jesus, que provavelmente se converteu depois de ver Jesus ressuscitado(At 1:14; 1Co 15:7). Provavelmente contado entre os apóstolos (Gl 1:19) e já reconhecido como um(até mesmo “o”) líder da igreja de Jerusalém(Atos 12:17; Gl 2:9; cf Atos 21:18), evidentemente ele era o coordenador da assembléia.
Tiago esperou que os líderes missionários - Pedro, Paulo e Barnabé - terminassem seus discursos. Então, “depois que eles terminaram, falou Tiago”, chamando seu público, respeitosamente, de “irmãos” e pedindo que lhe ouvissem(15:13). Ele não atacou os legalistas e muito menos os “liberais”, pois o seu compromisso era com a Palavra de Deus. Ele resumiu seu testemunho com as seguintes palavras: “Expôs Simão como Deus primeiro visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome”(15:14).
A afirmação de Tiago é consideravelmente mais importante do que parece à primeira vista, pois as expressões “povo” e “para o seu nome” são regularmente empregados no Antigo Testamento em relação a Israel. Tiago estava expressando sua crença de que os convertidos gentios agora faziam parte do Israel verdadeiro, chamados e escolhidos por Deus para pertencerem ao seu único povo e para glorificar o seu nome.
Assim, Tiago declarou que estava de pleno acordo com Pedro, Paulo e Barnabé. A inclusão dos gentios não era uma idéia posterior de Deus, mas algo predito pelos profetas. A citação de Amós 9:11,12 apenas indica uma das muitas passagens do Antigo Testamento que prevê a salvação dos gentios(Gn 22:18; Sl 22:27; Is 9:2; 42:4; 45:22; 49:6; 60:3; Dn 7:14, etc). As próprias Escrituras confirmavam os fatos experimentados pelos missionários. O que Deus havia feito através dos apóstolos conferia com o que Ele havia dito através dos profetas. Essa concordância entre Escrituras e experiência, entre o julgamento dos profetas e o dos apóstolos, era conclusiva para Tiago. Ele estava pronto para declarar o seu julgamento - “Pelo que julgo…”(At 15:19).
III. A CARTA DE JERUSALÉM
Encerrados os debates, decidem os apóstolos enviar uma “carta” às igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, por intermédio de Paulo, Barnabé, Judas e Silas, expondo as resoluções tomadas no Concílio de Jerusalém. Atos 15:23-29 apresenta o teor da carta. Em resumo, nesse Concílio, que não foi decisão humana, mas decisão dirigida pelo Espírito Santo (At.15:28), estabeleceu-se, para que não houvesse mais dúvidas: que a salvação é pela graça; que os gentios deveriam, tão somente, abster das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação (At.15:29), não se devendo, pois, cumprir a lei judaica, nem mesmo a guarda do sábado.
1. Da salvação pela graça -”Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também”(At 15:11). A questão essencial da conferencia de Jerusalém era se a circuncisão e a obediência à lei de Moisés eram necessárias à salvação em Cristo. Os representantes que se reuniram ali chegaram à conclusão de que os gentios eram salvos pela graça do Senhor Jesus, que lhes perdoara os pecados e deles fizera novas criaturas. A graça é concedida à pessoa que se arrepende do pecado e crê em Cristo como Senhor e Salvador(At 2:38,39). Essa receptividade à graça de Deus capacita a pessoa a receber o poder de tornar-se filho de Deus(João 1:12).
2. Da comida sacrificada aos ídolos. Se os cristãos gentios continuassem consumindo os alimentos oferecidos a ídolos, seus irmãos judeus poderiam questionar se, de fato, os convertidos haviam abandonado a idolatria. Apesar de terem liberdade de consumi-los, seria errado os cristãos gentios lançarem mão dela, pois poderiam tornar-se pedra de tropeço para os irmãos judeus mais fracos. Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo(Rm 14:13-16; 1Co 8:7-15; 10:23-33).
3. Da ingestão de sangue e de carne sufocada. A abstenção de sangue e da carne sufocada está na lei de Moisés(Lv 3:17; Dt 12:26,23-25).
Essa proibição faz parte da aliança de Deus com Noé após o dilúvio(Gn 9:4,5). Assim, é uma ordem que vigora para toda a raça humana, e não apenas para a nação de Israel. Uma vez que a aliança com Noé não foi ab-rogada, consideramos que suas prescrições continuam em vigor nos dias de hoje.
É bom ressaltar, à luz da Bíblia Sagrada, que a abstenção desses elementos não implica em proibir a transfusão de sangue, tão defendida pela seita “Os testemunhas de Jeová”. Primeiro, porque o sangue dessa passagem é de o animal, e não de o ser humano. Em segundo lugar, porque nenhum preceito bíblico é nocivo à vida. Essa crença “dos testemunhos de Jeová” é condenada por Jesus(cf Mt 12:3-7).
4. Das relações sexuais ilícitas. Tendo em vista este ser o pecado principal dos gentios, era essencial que fosse incluído entre as questões mencionadas. Nenhuma passagem da Bíblia revoga a ordem de abstenção das relações sexuais ilícitas. Trata-se de uma prescrição em vigor para todas as gerações.
5. Uma questão de consciência. A expressão “destas coisas fazeis bem se vos guardardes”(At 15:29) parece mais uma recomendação. Essas regras eram o mínimo que se pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Porém, mais por amor a eles, do que um meio de salvação. Com relação à salvação não haveria mais o que discutir: somos salvos “pela graça do Senhor Jesus Cristo”(At 15:11).
A Bíblia é claríssima ao mostrar que as obras da lei são incapazes de salvar o ser humano e que ele é justificado pela fé, sem as obras da lei (Rm 3:28). Na medida em que exigimos a observância da lei para a salvação do homem, estamos a dizer que o sacrifício de Jesus é insuficiente para que o homem seja salvo. Quem escolher a lei como requisito para a sua salvação, estará assinando a sua própria sentença de morte espiritual, pois “todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.” (Gl 3:10). Por isso, o que a Bíblia nos ensina é que todo aquele que escolher a lei como veículo de salvação, estará irremediavelmente perdido, pois escolheu para si próprio a maldição

CONCLUSÃO

Que Deus possa continuar homens com o dinamismo e a coragem de defender a fé como os servos de Deus da igreja Primitiva.
FONTE DE PESQUISA: EBDWEB 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Brilhante Encerramento do Congresso de Jovens e Adolescente em Viçosa-AL

    A glória de Deus foi manifestada de uma forma toda especial no encerramento do Congresso de jovens e Adolescente, em Viçosa no estado de Alagoas. Foram quatro  dias de verdadeiras bênçãos da parte  do Senhor. A tarde de terça-feira foi marcante para os crentes em Jesus, o preletor que trouxe a mensagem foi o Pr. Rodrigo Scottini (SC). O servo de Deus tomou como base sua pregação, o texto de Mt. 1. 1,17. Depois de ler o texto, usou da seguinte expressaõ "Deus quebra regra para fazer a nossa história". Sequecialmente, deu prosseguimento a preleção debaixo da unção do Senhor. Deus foi com o Pr. Rodrigo, usando-o nas suas mãos poderosamente, que transmitiu assim uma poderosa mennsagem para edificação da igreja de Cristo. Os crentes foram invadidos pelo poder do Espírito Santo de maneira gloriosa. Os órgãos locais foram responsáveis pelo louvor, que louvaram ao Senhor com muita unção da parte de Deus.
             Abastecidos por Deus com a mensagem vespertina, os crentes e convidados lotaram o Clube Social, todos louvando e glorificando o nome do Senhor. Estiveram conosco a convite o conjunto de Jovens "Expansão da Glória" ( Mar vermelho) e "Herdeiros do Rei" (Paulo Jacinto), com seus respectivos representantes. O Pr. Rodrigo Scottini lá estava cheio da graça de Deus para transmitir mais uma edificante mensgem. Ao ler o texto bíblico de 2 Sm 5.17, fez menção da seguinte frase: "Deus vai transformar o teu gigante em troféu". O senhor Jesus tomou o lugar com sua glória de uma forma poderosa, podíamos ver crianças, jovens e  adultos tomados pelo poder do Senhor. Ao término da mensagem 4 almas vieram pra Jesus Cristo e batismo com Espírito Santo pode ser contemplado pelos os presentes.

         Diante de tudo quanto podemos ver o que Deus fez nestes quatro dias, tão somente rendemos toda honra, glória Louvor e Adoração aquele que reina eternamente.

          Nossas felicitações ao Pr. Donizete, ao Coordenador: Dc. Marcos Antônio com toda diretoria, irmã Sulamita  e toda amada igreja de Cristo que contribuiram para tamanha realização. Que Deus em Cristo abençoe a todos.
              

Pr. Rodrigo scottini


As filhas de Sião

Diretorida da Umadev

Pr. Evaneul Olegário

Dc. Marcos Antônio e Equipe

Pr. Rodrigo Scottini