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sábado, 17 de agosto de 2013

MORRE MAIS UM ANTICRISTO


Após dizer que havia se transformado em imortal, autointitulado “Jesus Cristo Homem” faleceu por complicações de cirrose

I Jo. 2.18: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora".


O líder da seita Crescendo em Graça, José Luís de Jesús Miranda, autointitulado “Jesus Cristo Homem”, faleceu na última terça-feira, 13 de agosto, de acordo com informações do site Secretos de Impacto.
Segundo fontes do site, Miranda estava internado no Hospital Metodista de Sugar Land, no estado norte-americano do Texas, para tratar de complicações de uma cirrose hepática, adquirida pelo consumo excessivo de álcool ao longo da vida.
A ex-mulher de Miranda, Josefina Torres, teria concedido uma entrevista, dizendo que nos últimos meses o estado de saúde do líder da seita era delicado, e que o tinha visto vomitar sangue algumas vezes.
José Luís de Jesús Miranda é conhecido por liderar um grupo religioso que incentiva os fiéis a tatuarem o número 666, e pregar que ele é a reencarnação de Jesus.
Em junho do ano passado, Miranda anunciou que ele seria transformado em imortal e dois terços do planeta Terra seriam destruídos numa espécie de apocalipse. Os sobreviventes seriam governados por ele, que conduziria uma espécie de reconstrução do planeta.
Como a “profecia” de Miranda não se cumpriu, a seita divulgou um vídeo na época dizendo que “a era dos imortais” estava começando, e apresentou pregações do líder já supostamente transformado.
Há alguns meses, um vídeo gravado por Miranda e sua nova esposa chamou a atenção por sua aparência debilitada, e despertou a desconfiança que ele já estava doente, e por isso, havia desaparecido da presença do público após a suposta transformação em imortal.
Confira o último vídeo divulgado por José Luís de Jesús Miranda:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+ Vi no Blog da Rô.
José Luis de Jesús Miranda (Ponce, 22 de abril de 1946) é o líder religioso, fundador da Creciendo en Gracia (Growing In Grace International Ministry, Inc.), um movimento que afirma ensinar a "doutrina da Graça". Ele afirma ser Jesus Cristo e também o Anticristo, e possui uma tatuagem do número "666" em seu antebraço.1 Ele se autodenominda como "Jesucristo Hombre"2 3 .
A sua igreja proclama-se o “Governo de Deus na Terra” e possui um símbolo similar ao dos Estados Unidos.
Agora afirma-se o anticristo, manda os seguidores tatuarem o ‘número da besta’ (666) no corpo. Ao contrário do que se possa pensar, é cada vez mais popular. O '666' tatuado é associado ao mal, mas segundo José Luis, é um mal-entendido. Deus disse que o 'anticristo' é a melhor pessoa na Terra. O anticristo significa que não deve olhar para Jesus Cristo pois ele não era cristão.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

7ª Lição do 3º Trimestre de 2013: A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS


“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da falsa circuncisão!”(Fp 3:2)

 

INTRODUÇÃO

Sem dúvida nenhuma, os conselhos do apóstolo Paulo contidos em Fp 3:1-10 são bastante atual, oportuno e urgente. Como ocorria na igreja de Filipos, em nossos dias, a verdade de Deus tem sido atacada. Esses ataques não vêm apenas dos insolentes críticos da fé cristã, mas daqueles que se infiltram na igreja, com falsa piedade e perigosas heresias. Estamos vendo, com profunda consternação, a igreja evangélica brasileira deixando o antigo evangelho, o evangelho da cruz, para abraçar um evangelho híbrido, sincrético e místico. Um evangelho centrado no homem, e não na consumada e bendita obra de Cristo. Precisamos também nos acautelar!

I. A ALEGRIA DO SENHOR

“... Alegrai-vos no Senhor...”(Fp 3:1. Como já disse no inicio deste trimestre, a nota dominante em toda a carta aos FIlipenses é a alegria triunfante. Paulo, embora fosse um prisioneiro, era muito feliz, e incentivava e ainda incentiva seus leitores a sempre a alegrarem-se em Cristo. Aliás, a alegria aqui não é um substantivo é um verbo, que está no imperativo: “alegrai-vos”, isto porque o evangelho que nos alcançou é “nova de grande alegria”, o reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo, o fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é “alegrai-vos. E mais, a alegria do cristão não é um sentimento, é uma pessoa: o Senhor Jesus. Por isso, Paulo diz : “Alegrai-vos no Senhor”. Quem tem Jesus, experimenta essa verdadeira alegria; Quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas não a alegria verdadeira.

A verdadeira alegria não se confunde com momentos felizes. A felicidade é frequentemente confundida com a alegria, mas as duas são muito diferentes. A alegria cristã vem de conhecer e confiar em Deus; a felicidade vem como resultado de circunstâncias favoráveis. A alegria cristã não é ausência de problemas nem circunstâncias favoráveis; a alegria cristã é duradoura, é ultracircunstancial; podemos sentir alegria apesar dos nossos problemas mais profundos; a felicidade é temporária, porque ela é baseada em circunstâncias externas. A alegria cristã está centrada não em coisas ou situações, mas na Pessoa de Cristo; Ele é a nossa alegria; nossa alegria é cristocêntrica!

Paulo era capaz de se alegrar apesar de seu sofrimento porque ele conhecia e confiava em Deus. Ele não deixava que as circunstâncias adversas o desanimassem. Para permanecermos alegres, devemos nos lembrar, constantemente, do amor de Deus por nós e da nossa vida definitiva com Ele no Céu. A alegria de conhecer a Cristo mantinha Paulo equilibrado, não importando quais fossem as suas circunstâncias, boas ou ruins (ler Fp 4:12). Paulo nunca se cansava de dizer isto aos crentes de Filipos, porque era para o próprio bem deles. Uma atitude de alegria ajudaria os crentes a se guardarem contra as práticas sobre as quais Paulo tão intensamente advertia: dissensão, murmuração, e atitudes de superioridade. Se perdermos a alegria do Senhor, estaremos suscetíveis a estas atitudes. A alegria atua como uma barreira contra elas. Ela garante a segurança da nossa esperança cristã.

II. A TRÍPLICE ADVERTÊNCIA CONTRA OS INIMIGOS (Fp 3:2-4)

“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão! Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne”(Fp 3:2,3).

Paulo adverte os crentes a se guardarem de um grupo de pessoas em particular que ele descreveu usando três termos depreciativos diferentes: cães, maus obreiros e circuncisão. É provável que essas três expressões se refiram ao mesmo grupo de homens: os falsos ensinadores, que procuravam submeter os cristãos ao judaísmo e ensinavam que só haveria justificação para quem guardasse a lei e seus rituais.

1. “Guardai-vos dos cães”. Em primeiro lugar, tais ensinadores eram “cães”. Na Bíblia, os “cães” são animais imundos. Esse termo era usado pelos judeus para descrever os gentios. Nas terras do Oriente, os cães eram criaturas sem lar e, como não tinham dono, viviam nas ruas procurando alimento onde pudessem. Paulo vira o feitiço contra o feiticeiro, aplicando a alcunha de “cães” aos falsos ensinadores do judaísmo que procuravam corromper a Igreja. Eles viviam à margem da Igreja, procurando sobreviver de rituais e de cerimônias. “Apanhavam migalhas quando podiam estar assentados dentro da festa”.

2. “Guardai-vos dos maus obreiros”. Em segundo lugar, aqueles ensinadores eram “maus obreiros”. Eles eram obreiros da iniquidade (Lc 13:27) e obreiros fraudulentos (1Co 11:13). Desviavam a atenção de Cristo e de Sua redenção perfeita e a fixavam em rituais ultrapassados e em obras humanas. Eles trabalhavam contra Deus e para desfazerem a obra de Deus. Laboravam para o erro e para desviarem as pessoas da verdade. Para esses mestres judaizantes, agir com justiça era observar a lei e segui-la em seus múltiplos detalhes e cumprir suas inumeráveis regras e prescrições. Mas Paulo estava seguro de que a única classe de justiça que agrada a Deus consiste em render-se livremente à Sua graça.

3. “Guardai-vos da circuncisão”. Em terceiro lugar, Paulo se referem a esses ensinadores como homens da “circuncisão” ou da “falsa circuncisão”(ARA). Esses ensinadores que se diziam cristãos de origem judaica erroneamente acreditavam que era essencial que os gentios seguissem todas as leis do Antigo Testamento, dizendo que os crentes gentios tinham que ser circuncidados para que pudessem ser salvos. Esses mestres judaizantes trocaram a graça de Deus por um rito físico. Eles queriam inserir na mensagem do evangelho a obrigatoriedade da circuncisão como condição indispensável para a salvação (At 15:1). Assim, a salvação deixava de ser pela fé somente e passava a depender do esforço humano. Eles se vangloriavam de uma incisão na carne, em vez de uma mudança no coração. Eles cortavam o prepúcio do órgão sexual masculino, porém não cortavam o prepúcio do coração. Paulo escarnece dessa falsa confiança deles no rito da circuncisão, em vez de confiarem na graça de Deus.

Paulo, mesmo sob algemas, não cala sua voz. Ele denuncia e desmascara esses mestres com veemência como já fizera outras vezes (Gl 1:6-9; 3:1; 5:1-12; 6:12-15; 2Co 11:13). A preocupação de Paulo era que nada ficasse no caminho da verdade simples de sua mensagem: que a salvação, para judeus e gentios igualmente, vem somente através da fé em Jesus Cristo. E a igreja primitiva já tinha confirmado o ensino de Paulo no Concílio de Jerusalém, há onze anos (veja At 15).

III. A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO (Fp 3:3)

Assim como Paulo fez uma tríplice descrição dos falsos mestres, também faz uma tríplice identificação do povo de Deus. Os falsos mestres queriam tornar o cristianismo uma seita judaica. Eles ensinavam que a salvação dependia da circuncisão, anulando, assim, a suficiência do sacrifício de Cristo. Pregavam que a graça de Deus não era suficiente para a salvação e que o homem tinha de concorrer e cooperar com Deus nessa obra, circuncidando-se. Paulo refuta vigorosamente essa heresia, mostrando que a verdadeira circuncisão não é aquela feita na carne, mas a circuncisão do coração, operada pelo Espírito Santo de Deus. A Igreja, e não os falsos mestres, é que possui a verdadeira circuncisão. Paulo diz: "Porque nós é que somos a circuncisão...” (Fp 3:3).

1. A circuncisão no Antigo Testamento. No Antigo Testamento, a circuncisão tinha sido um sinal e selo da aliança ou pacto que Deus fez com Abraão e seus descendentes – “Disse mais Deus a Abraão: guardarás a minha aliança, tu e tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós” (Gn 17:9-11-ARA).  Era, portanto, um sinal físico para o povo de Deus do seu relacionamento com o Senhor. Também, era um meio de fazer o povo de Deus, os judeus, lembrar-se das promessas que Deus lhe dera, e das suas próprias obrigações pessoais ante a aliança (Gn 17:14). Esse ato tinha também uma aplicação espiritual, porque a marca física deveria ser o sinal de um relacionamento espiritual com Deus – “E o SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua semente, para amares ao SENHOR, teu Deus, com todo o coração e com toda a tua alma, para sempre” (Dt 30:6).

2. A verdadeira circuncisão não deixa marcas físicas. Em determinada época, o sinal físico de circuncisão separou o povo de Deus, os judeus, dos gentios. Depois de Jesus Cristo, todas as pessoas podem fazer parte da família de Deus, crendo em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Os cristãos autênticos são os únicos verdadeiros circuncidados.

Diz o apóstolo Paulo: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (Fp 3:3). Nós [os cristãos autênticos] é que somos a circuncisão – não aqueles que por sorte nasceram de pais judeus nem os que são circuncidados fisicamente, mas aqueles que reconhecem que a carne para nada aproveita, que o homem, na própria força, nada pode fazer para conseguir um sorriso de aprovação de Deus. A verdadeira circuncisão não deixa marcas físicas.

Para aqueles que fazem parte da verdadeira circuncisão, o apóstolo Paulo apresenta três características:

a) Adoramos a Deus no Espírito (Fp 3:3b). O povo de Deus é identificado pela adoração. Os crentes adoram por meio do Espirito de Deus e no Espirito de Deus. O Espirito Santo, que é a terceira Pessoa da Trindade, é vital para todos os aspectos da nossa vida cristã. A igreja adora a Deus e o faz mediante a ação do Espírito Santo. Toda adoração que não é prestada a Deus é idolatria; toda adoração oferecida a Deus sem a ação do Espírito não é aceitável por Ele. A adoração é sempre inspirada pelo Espirito Santo.

b) Nos gloriamos em Cristo Jesus (Fp 3:3c). A palavra traduzida como “gloriar-se” também poderia ser traduzida como “exaltar”. Paulo explicou que os verdadeiros cristãos exultam, não em suas obras, como se de alguma forma salvassem a si mesmo, mas somente em Cristo Jesus. Somente Ele é a base de nosso regozijo. O povo de Deus se gloria na cruz de Cristo, isto é, em sua expiação, como a única base para a sua salvação. O Senhor é o objeto da exultação dos crentes. Portanto, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor (1Co 1:31; 2Co 10:17).

c) Não confiamos na carne (Fp 3:3d). “Carne” aqui é a natureza humana centrada em si mesma. Mesmo quando exerce a moral e a religião, o ser humano fica preso a seu eu, cultiva e o gloria, até mesmo quando cita o nome  de Deus. Na igreja de Filipos, os judaizantes estavam cofiados na “carne”, em rituais, em cerimônias externas, em realizações humanas. Eles dependiam de sua obediência à lei judaica, e especialmente à aliança da circuncisão, para torná-los aceitáveis a Deus.  Em contraste, os autênticos cristãos não colocavam a sua confiança em nada que fizessem ou deixassem de fazer, mas naquilo que Deus, através de Jesus Cristo, havia feito por eles. A igreja é um povo que põe sua confiança em Deus e sua fé na Pessoa bendita de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

Tenhamos cuidado para não perdermos a identidade de verdadeiros cristãos. Conservemos a sã doutrina, pois o Inimigo tenta macular a Igreja de Cristo mediante as heresias, modismos e costumes mundanos, através de influências externas e, principalmente internas. Sigamos o conselho de Paulo a Igreja de Filipos: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guarda-vos da falsa circuncisão” (Fp 3:2); e também a Timóteo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina..." (1Tm 4:16).

Fonte: ebdweb
Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Viçosa -AL
Pr. Donizete Inácio de Melo
Superintendente:Pb. Efigênio Hortêncio de Oliveira

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

VIÇOSA ALAGOAS: UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA




         Viçosa é um município brasileiro do estado de Alagoas. Localizado a 86 quilômetros da capital Maceió. Foi fundado em 1790 por Manoel Francisco. Elevado à categoria de Vila em 13 de Outubro de 1831 e à categoria de cidade em 16 de Maio de 1892. Sua população atual é de 25.407 habitantes, segundo o Censo de 2010.
        Após a sua emancipação a cidade entrou em forte desenvolvimento sendo a maior economia do interior e a segunda maior cidade do Estado. Nesse período o município viveu o seu auge econômico, com a cana de açúcar e o algodão, social, cultural e político.
         Em terras viçosenses nasceram o menestrel Teotônio Vilela e seu irmão Cardeal Primaz do Brasil Dom Avelar. Graciliano Ramos viveu e inspirou-se o para escrever S. Bernardo. É de Viçosa o primeiro tradutor brasileiro do Manifesto Comunista, o militante Octávio Brandão. Viçosa criou poetas da estirpe de Manoel Neném e Zé do Cavaquinho, criou também a escola folclórica conhecida em todo o Brasil com Théo Brandão, José Aloísio Vilela, José Pimentel e José Maria de Melo. Em Viçosa, na Serra Dois Irmãos, tombou o líder guerreio Zumbi dos Palmares.
 SURGIMENTO DA CIDADE
         Todos os anos pelo Natal o padre Manoel Caetano saia de Atalaia para celebrar a missa do galo em Quebrangulo. No ano de 1789, possivelmente, não conseguindo atravessar o riacho por motivo de muita chuva, ergueu uma cruz no oiteiro mais próximo e celebrou a missa do Natal.
            Um agricultor de algodão chamado Manoel Francisco, em 1790, fixou residência no sitio riacho do meio com finalidade experimentar a cultura de alagoas. Tempos depois ergueu uma capelinha de madeira no ponto onde foi celebrada a missa (hoje Igreja do Rosário).

             Com o passar do tempo várias casas foram construídas ao lado esquerdo da igrejinha todas elas de madeira. De diversos pontos do município, sobretudo no Sabalangá e da Mata Escura. Esses moradores eram representados pelos descendentes paulistas, pelos negros dos quilombos e pelos índios que tinham vindo com mestre de campo Domingos Jorge Velho. Primeiros Habitantes: Os índios Cambembes. Esses índios viviam no cultivo do algodão e nos engenhos dos proprietários de terra.
EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE VIÇOSA
           Viçosa pertencia à Atalaia, com o passar do tempo desenvolveu-se pela agricultura. O povoado foi crescendo e não dava mais para ser dependente de outro município.
           Viçosa ficou livre de Atalaia por decreto Lei assinado por D. Pedro II, no dia 13 de outubro de 1831, a povoação do Riacho do Meio foi levada à categoria de Vila, pelo Decreto Imperial que a desligou de Atalaia, compreendendo as seguintes povoações: Riacho do Meio, Lourenço, Passagem, Quebrangulo, Caçamba e Limoeiro.
NOMES QUE VIÇOSA RECEBEU:
Riacho do Meio
Nova Assembleia
Vila Nova da Assembleia
Viçosa
PREFEITOS DE VIÇOSA
No Império (1832 a 1889):
01.    Luciano Pereira de Lyra – 1832 – 1834;
02.    Manoel De Farias Cabral – 1834 – 1835;
03.    Luciano Pereira de Lyra – 1836 – 1837;
04.    Antonio Holanda Cavalcante – 1837 – 1840;
05.    Manoel de Farias Cabral e outros – 1846 – 1856;
06.    Capitão José Frutuoso – 1856 – 1860;
07.    Capitão Inácio Moura – 1860 – 1864;
08.    Apolinário Rebelo Torres – 1864;
09.    Teotônio Santa Cruz Oliveira;
10.    Epaminondas Hipólito Gracindo;
11.    Teotônio Torquatro Brandão;
12.    Padre Francisco de Borges Loureiro – 1886;
13.    Desconhecido - 1886 - 1889
Na República (1889 a Atualidade):
01.    Manoel Joaquim de Siqueira Sá – 1889 – 1890;
02.    Coronel Apolinário Rebello Pereira Torres – 1890 – 1891;
03.    Manoel Gracindo Rebello - 1891;
04.    Coronel Apolinário Rebello Pereira Torres – 1891-1892;
05.    Francisco de Holanda Cavalcante – 1892;
06.    Vicente de Paula Braennand – 1892;
07.    Alípio Coelho de Barros Lima - 1892 – 1894;
08.    Tenente-coronel Antônio Correia da Silva Bonfim – 1894 – 1895;
09.    Frederico Neto Rebelo Maia – 1896;
10.    Frederico Neto Rebelo Maia – 1897 – 1898;
11.    João Leite dos Passos – 1899 – 1900;
12.    Manoel Fernandes da Costa - 1901;
13.    José Leite de Araújo e Silva - 1901 – 1902;
14.    Coronel Ismael Elpídio Brandão - 1902 – 1903;
15.    Joaquim Pinto da Motta Lima – 1903;
16.    Manoel Gracindo Rebello – 1903 – 1904;
17.    Padre Manoel Firmino Pinheiro – 1905;
18.    João Manoel de Figueiredo e Silva (Joca) – 1905 – 1907;
19.    Joaquim Estevam dos Passos Vilela (Quincas) – 1907;
20.    Frederico Netto Rebello Maia – 1907 – 1908;
21.    João Barreto Falcão – 1908 – 1909;
22.    Sebastião Ramos de Oliveira – 1909 – 1910;
23.    Narciso Teixeira de Vasconcelos – 1910 – 1911;
24.    Pedro Teixeira de Vasconcelos – 1911;
25.    Dr..João Barreto Falcão – 1912 – 1913;
26.    Major Saturnino da Rocha Accioly – 1913 – 1914;
27.    Eduardo Rebello Maia – 1915 – 1916;
28.    Frederico Maia Sobrinho – 1917 – 1918;
29.    Aureliano Tavares de Menezes – 1918 – 1919;
30.    Coronel Othon Odilon de Barros Correia – 1919;
31.    Aureliano Tavares de Menezes – 1919 – 1921;
32.    José Maria Rosa e Silva – 1921 – 1922;
33.    Serzedello Maia de Barros Correia – 1923 – 1924;
34.    Sátyro de Oliveira Valença – 1925;
35.    Manoel Brandão Villela – 1925;
36.    Major Saturnino da Rocha Accioly – 1925 – 1928;
37.    Manoel Brandão Villela – 1928 – 1930;
38.    João Mauricio da Rocha – 1930;
39.    Pedro José Carnaúba – 1930 -1931;
40.    José Danglard Jucá – 1931;
41.    José Evilásio Torres – 1931 – 1932;
42.    Francisco Alves Mata – 1932;
43.    João Barreto Falcão – 1932;
44.    Fernando Allain – 1932 – 1933;
45.    Narciso Teixeira de Vasconcelos – 1933 – 1935;
46.    Arnaldo de Vasconcelos Correia Murta – 1935 – 1936;
47.    Sátyro de Oliveira Valença – 1936 – 1940;
48.    Pedro Aleixo de Barros Correia – 1940 ;
49.    José Maria de Melo – 1940 – 1945;
50.    José Evilásio Torres – 1945 – 1947;
51.    Manoel Firmino Teixeira de Vasconcelos – 1948 – 1951;
52.    José Pimentel Santos – 1951 – 1955;
53.    José Tenório Neto – 1956;
54.    José Maria de Melo – 1956;
55.    José Tenório Neto - 1956;
56.    Émerson Loureiro Jatobá – 1957 - 1960;
57.    Antônio Ferreira Freire – 1961 - 1964;
58.    Aloísio de Almeida Vasconcelos – 1965 - 1969;
59.    Paulo José Brandão - 1969 - 1971;
60.    Flavius Flaubert Pimentel Torres – 1971 - 1972;
61.    Aloísio de Almeida Vasconcelos - 1973 - 1976;
62.    José Manoel da Silva (Dinha) - 1977 - 1982;
63.    Flavius Flaubert Pimentel Torres – 1983 - 1988;
64.    Nivaldo Soares de Vasconcelos – 1989 - 1992;
65.    Flavius Flaubert Pimentel Torres – 1993 - 1996;
66.    Cícero Ezequiel Da Silva (Biquinho) - 1997 - 1999;
67.    José Francisco Ferreira de Morais (Deda) – 1999 - 2000;
68.    Flavius Flaubert Pimentel Torres – 2001 - 2004;
69.    Péricles Vasconcelos Brandão de Almeida (Peri)  - 2005 - 2008;
70.    Flaubert Torres Filho - 2009 - 2012
71.    Flaubert Torres Filho - 2013 - 2016
72.    Davi Daniel Vasconcelos Brandão de Almeida - 2017
73.   João Vitor Calheiros Amorim Santos - 2020
VIÇOSA, BERÇO DA CULTURA ALAGOANA
              No mundo intelectual, Viçosa foi considerada a “Atenas de Alagoas” pela quantidade de professores, doutores, historiadores e poetas. Viçosa tinha um ensino significativo que embasava e contribuía para a formação de alunos.
              Viçosa é sede da 4ª Coordenadoria Regional de Ensino (estadual) com jurisdição além de Viçosa, sobre Paulo Jacinto, Atalaia, Capela, Mar Vermelho, Cajueiro, Pindoba e Chã Preta.
Vários são os escritores viçosenses que merecem destaque com livros publicados: José Maria de Melo (Os Canoés), Otávio Brandão, José Aragão, Denis de Melo, José Aloísio Vilela, José Pimentel, Théo Vilela, Tibúrcio Nemésio, Sidney Wanderley, Manoel Brandão Vilela, Isa Loureiro, Alfredo Brandão, além de tantos outros.
          No que diz respeito à cultura popular, ou seja, no folclore, muitos são os ilustres viçosenses que contribuíram para que nossa terra fosse denominada de Terra do Folclore.
Entre os muitos podemos citar Synfrônio Vilela, Théo Brandão, José Aloísio Vilela, José Maria de Melo, José Pimentel Amorim, Pedro Teixeira, Mestre Osório Tavares, Vivaldo Vilela e tantos mais.
           O jornalismo em Viçosa teve destaque no meio cultural de Alagoas. A edição de jornais escritos e editados aqui na terra Atenas de Alagoas contribuíram para o nosso desenvolvimento cultural. Ainda hoje vemos pessoas abnegadas fazendo jornalismo amador, escrevendo em jornais estudantis.

HINO DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA (ALAGOAS)
Letra: Manoel Brandão Vilela
Melodia: Maria Nazareth Batista

O meu solo é feliz e ditoso,
os meus vales são mui verdejantes,
o teu rio desliza formoso,
os meus campos são fertilizantes.

As florestas me dão formosura,
minhas flores são lindas, cheirosas,
no meu seio, só mora a ternura,
só desfere canções amorosas.

Bela princesa das matas,
opulenta e populosa,
a todos amas e acatas,
florida e verde Viçosa.
BRASÃO DE VIÇOSA (Crédito internet)


BANDEIRA DE VIÇOSA (Crédito internet)


SUBIDA DA MATRIZ EM 1921 (Crédito internet)


AVENIDA FIRMINO MAIA COM VISTA DO BAR DO RELÓGIO
(Crédito Internet)


ANTIGA ESTAÇÃO (Crédito Internet)

ANTIGA ESTAÇÃO (Crédito Internet)

LADEIRA DA MATRIZ (Crédito Internet)

ANTIGA PRAÇA APOLINÁRIO REBELO (Crédito Internet)


ANTIGA ESTAÇÃO (Crédito Internet)






Adaptado

BANDEIRA DE VIÇOSA
 
BRASÃO DE VIÇOSA


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

6ª Lição do 3º trimestre de 2013: A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR


Texto Básico: Filipenses 2:19-30


“Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação” (Fp 2:19 –ARA)

INTRODUÇÃO

Na Aula 04, vimos Paulo apresentar o Senhor Jesus como o exemplo, o modelo de supremo de humildade. Mas alguém poderia argumentar: “Sim, mas Jesus era Deus e nós somos simples mortais”. Por isso, na Carta aos Filipenses, Paulo dá três exemplos de homens que manifestavam essa mesma atitude de Cristo: ele mesmo (Paulo – Fp 2:17,18), Timóteo e Epafrodito(Fp 2:19-30). Se compararmos Cristo ao Sol, esses três homens de Deus são luas refletindo a glória do Sol. São luzeiros num mundo em trevas. É bom nos conscientizarmos que, conquanto sejamos luz do mundo, não temos luz própria. Nós somos apenas como a lua, refletimos a luz do Sol (Jesus Cristo).
Nesta Aula, cabe uma reflexão do pastorado contemporâneo à luz do contexto evangélico atual. A cada ano a igreja evangélica se torna mais forte, midiática, política e numerosa. A tentação de homens desejarem o "episcopado" pela motivação errada é enorme. Não há outro caminho a ser feito para evitar as motivações erradas que o da humilhação, voluntariedade e simplicidade. Por isso todo candidato ao Ministério Eclesiástico precisa mergulhar profundamente no compêndio doutrinário da Igreja, o Novo Testamento, e vivenciar a vida daqueles que deram tudo de si para o engrandecimento do Reino de Cristo. Trataremos, à luz de Filipenses 2:19-30, da dedicação e fidelidade de Paulo, Timóteo e Epafrodito, homens que não mediram esforços para que a Obra de Cristo fosse plenamente exitosa.

I. A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA

O apóstolo Paulo era um verdadeiro pastor: provado e aprovado por Cristo. Um líder comprometido com o pastorado. Um líder que amava a Igreja de Cristo. Um líder que valorizava as pessoas. Embora estivesse tão distante, cerca de mil e cem quilômetros, tinha o seu coração inclinado para os cristãos de Filipos. Ele era um líder que amava a igreja e se preocupava com ela. Sem dúvida, estas são características basilares de um verdadeiro pastor. São as mesmas que vivenciava o seu Líder-mor, Jesus. Ele chegou a dizer que: "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11). Não há dúvidas que esta era a disposição do apóstolo Paulo. Somente dá a vida por alguém aquele que compreende o real valor do outro. Para o apóstolo o valor de uma vida era incalculável. Por isso, mesmo preso, Paulo informa o seu plano de enviar Timóteo a Filipos e a ida de Epafrodito, levando informações escritas, a saber, a Epístola de Filipenses, para assegurar aos cristãos daquela comunidade do bem-estar de Paulo. Estes obreiros, os quais foram preparados por Paulo, eram pessoas da sua maior confiança. Eles haviam aprendido o modelo paulino de liderança. Eles sabiam que o exercício do ministério de serviço (pastorado) deve levar em conta a humildade, a disposição e o amor pelas pessoas que constituem o rebanho.
A preocupação de Paulo com a igreja é demonstrada neste conselho contundente e bastante contemporâneo, ao pastor Timóteo: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido" (2Tm 3:14). Este era o grande desafio para os obreiros de Filipos. Por ser uma igreja nova na fé o perigo de os seus obreiros desviarem-se do alvo era iminente. Falsos ensinadores, os gnósticos e judaizantes, se multiplicavam nas cercanias da igreja filipense.
O ministério pastoral nunca pode ser encarado numa perspectiva dominadora; mas, servidora, espontânea e voluntária. Deve ser manifestada no mesmo "espírito" de Pedro: "apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente [...] nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1Pe 5:2,3).
II. O ENVIO DE TIMÓTEO A FILIPOS (Fp 2:19-24)
Timóteo estava com Paulo em Roma quando o apóstolo escreveu a carta aos Filipenses. Ele tinha viajado com Paulo em sua segunda viagem missionário, quando a igreja em Filipos ainda estava no início, de modo que os filipenses conheciam Timóteo. Paulo não podia visitar os filipenses, de maneira que ele esperava enviar Timóteo em seu nome. Timóteo tinha visitado várias igrejas como representante de Paulo em outras ocasiões (cf 1Co 4:17; 15:10; 1Ts 3:2).
Veja algumas qualidades especiais de Timóteo que o credenciaram como um Obreiro de confiança do apóstolo Paulo para a missão especial à Igreja de Filipos(Adaptado do livro Filipenses – Rev. Hernandes Dias Lopes):
1. Timóteo, um obreiro de bons Antecedentes. Sua mãe e sua avó eram crentes (2Tm 1:5). Ele conhecia a Palavra de Deus desde a infância (2Tm 3:15). Converteu-se na primeira viagem missionária de Paulo e cresceu espiritualmente, pois passou a ter bom testemunho em sua cidade antes de unir-se ao apóstolo em sua segunda viagem missionária (At 16:1,2). Timóteo era filho de Paulo na fé (1Tm 1:2), cooperador de Paulo (Rm 16:21), e mensageiro de Paulo às igrejas (1Ts 3:6; 1Co 4:17; 16:10,11; Fp 2:19). Ele esteve preso com Paulo em Roma (Fp 1:1; Hb 13:23). Ele tinha um caráter provado (Fp 2:22) e cuidava dos interesses de Cristo (Fp 2:21) e dos interesses da Igreja de Cristo (Fp 2:20). Esteve presente quando a igreja de Filipos foi estabelecida (At 16:11-40; 1Ts 2:2) e, ainda, subsequentemente também os visitou, mais de uma vez (At 19:21,22; 20:3-6; 1Co 1:1). Portanto, ele era o obreiro indicado para ser enviada novamente à igreja de Filipos.
2. Timóteo, um homem singular (Fp 2:20a). Ele era um homem singular pela sua obediência e submissão a Cristo e ao apóstolo Paulo como um filho a um pai.  Havia muitos cooperadores de Paulo, mas Timóteo ocupava um lugar especial no coração do veterano apóstolo.
3. Timóteo, um homem que cuidava dos interesses dos outros (Fp 2:20b). Ele aprendeu o princípio ensinado por Paulo de cuidar dos interesses dos outros (Fp 2:4), princípio esse exemplificado por Cristo (Fp 2:5) e pelo próprio apóstolo (Fp 2:17).
Timóteo vivia de forma altruísta, pois o centro da sua atenção não estava em si mesmo, mas na Igreja de Deus. Ele não buscava riqueza, nem promoção pessoal. Ele não estava no ministério em busca de vantagens; ele tinha um alvo: cuidar dos interesses da igreja.
4. Timóteo, um homem que cuidava dos interesses de Cristo (Fp 2:21). Só existem dois estilos de vida: daqueles que vivem para si mesmos (Fp 2:21) e daqueles que vivem para Cristo (Fp 1:21). Timóteo queria cuidar dos interesses de Cristo, e não dos seus próprios. Sua vida estava centrada em Cristo (Fp 2:21) e nos irmãos (Fp 2:20b), e não no seu próprio eu (Fp 2:21). Embora alguns em Roma pregassem o evangelho "por amor" (Fp 1:16), de todos quantos estavam disponíveis perante Paulo, nenhum era tão destituído de egoísmo quanto Timóteo. Para Timóteo, como para Paulo, a causa de Cristo Jesus envolvia o bem-estar de seu povo.
5. Timóteo, um homem de caráter provado (Fp 2:22). Timóteo desfrutava de um bom testemunho antes de ser missionário (At 16:1,2), e agora, quando Paulo está para lhe passar o bastão, como continuador da sua obra, dá testemunho de que ele continua tendo um caráter provado (Fp 2:22).
É lamentável que muitos líderes religiosos que são grandes em fama e riqueza sejam anões no caráter. Vivemos uma crise avassaladora de integridade no meio evangélico brasileiro. Precisamos urgentemente de homens íntegros, provados, que sejam modelo do rebanho.
III. EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (Fp 2:25-30)
25. Julguei, contudo, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades;
26. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27. E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28. Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
29. “Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse”;
30. Porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço.
O apóstolo Paulo agora se volta de Timóteo para Epafrodito. Este valoroso e dedicado obreiro só é citado na Carta aos Filipenses, no capítulo 2:25-30 e no capítulo 4:18, mas é o suficiente para compreendermos seu profundo amor por Jesus e pela Igreja.
Não sabemos se ele é o Epafras de Colossenses 4:12. Não há como afirmar isso com certeza. Em todo caso, sabemos que morava em Filipos, era um gentil, e que pode ter sido um presbítero da igreja.
Vejamos, em resumo, uma análise do texto de Fp 2:25-30.
“... por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades” (Fp 2:25).
- “por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas”. Paulo queria que os filipenses soubessem o quanto ele estimava Epafrodito, de modo que ele o caracterizou através de três nomes (cf Fp 2:25):
·   meu irmão, significando um irmão em Cristo.  Se nós estamos em Cristo, há um elo de amor fraternal que nos une uns aos outros. Essa é uma palavra que destaca a relação de família.
·   meu cooperador, que significa que ele também estava trabalhando para o Reino de Deus.Epafrodito era um trabalhador na obra de Cristo e um ajudador de Paulo.
·   meu companheiro nos combates, referindo-se à solidariedade entre os crentes que estão lutando na mesma batalha. A vida cristã não é um parque de diversões, uma colônia de férias, mas um campo de guerra. Epafrodito estava no meio desse campo de lutas com o apóstolo Paulo. Epafrodito era um homem que sabia trabalhar com os outros, qualidade essencial na vida cristã e no serviço do Senhor. Sejamos “cooperadores e companheiros de lutas”, para o bem da obra do Senhor.
- “por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades”. Paulo declara ser Epafrodito um “enviado”, ou seja, um mensageiro para prover as suas necessidades. Percebemos nisso, outra indicação importante de sua personalidade. Aqui, Paulo descreve Epafrodito de duas maneiras em relação ao seu serviço à igreja:
·   Primeiro, ele é descrito como um “enviado”, ou seja, um mensageiro, um “apóstolo” da igreja. Aqui a palavra "apóstolo" tem o sentido "daquele que é enviado com um recado". A missão de Epafrodito não foi apenas a de trazer a Paulo o donativo da igreja filipense, mas também a de servir a Paulo de qualquer forma que fosse requerida. Portanto, Epafrodito fora “enviado” tanto para levar uma oferta quanto para ser uma oferta dos filipenses a Paulo.
·   Segundo, ele é descrito como “auxiliar” da igreja para ajudar Paulo. Paulo quer nos ensinar que o crente é um sacerdote que ministra um culto a Deus enquanto atende às necessidades dos outros. Epafrodito fazia do seu serviço prestado à igreja uma “liturgia” e um culto a Deus. Epafrodito tinha ido a Roma não apenas para levar recursos financeiros para Paulo, mas também para ministrar às necessidades espirituais de Paulo, sem prazo determinado para voltar.
Esse dedicado obreiro colocou as necessidades dos outros acima de suas próprias. Ele estava sempre pronto a fazer os trabalhos mais comuns e menos honrosos. Hoje, são muitos os interessados em trabalhos agradáveis e visíveis. Deve-se reconhecer e agradecer a Deus a vida daqueles que fazem trabalho rotineiro, sem alarde e sem visibilidade. Por fazer o trabalho árduo, Epafrodito se humilhou. Deus, porém, o exaltou, registrando seu fiel serviço no capítulo 2 da Carta aos Filipenses, para conhecimento das gerações vindouras.
“Porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2:26,27).
A igreja de Filipos enviou Epafrodito a uma distância de pelo menos mil e cem quilômetros para prestar ajuda a Paulo. O fiel mensageiro adoeceu como resultado disso, pouco faltando para morrer. Essa situação deixou Epafrodito preocupado – não com sua doença, mas pelo receio de que os santos de Filipos viessem a saber disso e se culpassem por tê-lo enviado naquela viagem, pondo sua vida em risco. Vemos em Epafrodito verdadeiramente “um coração despreocupado quanto a si mesmo”.
Estes versículos são muito importantes para esclarecer sobre o assunto da cura divina:
- Em primeiro lugar, a doença nem sempre é consequência de pecado na vida. Epafrodito adoeceu por ser fiel no cumprimento de suas responsabilidades - cf. v.30 -: “pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte”.
- Em segundo lugar, nem sempre é da vontade de Deus a cura instantânea e miraculosa da pessoa. Pelo que se vê, a doença de Epafrodito se prolongou, e sua recuperação foi lenta (cf. também 2Tm 4:20; 3João 2).
- Em terceiro lugar, a cura é pela misericórdia de Deus, e não coisa que possamos exigir dEle como nosso direito. A cura de Epafrodito foi um ato da misericórdia de Deus. Não há aqui qualquer palavra de Paulo acerca da cura pela fé. Simplesmente o apóstolo afirma que Deus teve misericórdia dele e de Epafrodito. Portanto, precisamos nos acautelar acerca dos embusteiros que enganam os incautos com falsos milagres e se enriquecem com promessas vazias.
“Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza”(Fp 2:28).  
Depois que Epafrodito se recuperou, Paulo se apressou em mandá-lo para casa. Epafrodito pode ter sido enviado a Roma para permanecer com Paulo indefinidamente, ministrando e encorajando o apóstolo, que estava preso. Como Timóteo, ele colocava a necessidade de outro à frente da sua (veja Fp 2:4). Todavia, depois de sua severa enfermidade (Fp 2:26), Paulo achou necessário enviá-lo de volta a Filipos. Epafrodito tinha feito o seu trabalho tão bem, que poderia voltar a Filipos levando consigo uma Carta de agradecimento e estímulo de Paulo.
“Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse”(Fp 2:29 - ARA).
Os filipenses não deviam apenas receber Epafrodito com alegria, mas também honrar esse querido homem de Deus. O mundo honra aqueles que são inteligentes, belos, ricos e poderosos. Que tipo de pessoa a igreja deve honrar? Epafrodito foi chamado de irmão, cooperador, companheiro de lutas, mensageiro e auxiliar. Esses são os emblemas da honra. Paulo nos encoraja a honrar aqueles que arriscam a própria vida por amor de Cristo e o cuidado dos outros, indo onde não podemos ir por nós mesmos.
“Porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço” (Fp 2:30).
A viagem, de Filipos a Roma, era uma longa e árdua jornada de mais de mil quilômetros. Associar-se a um homem acusado, preso e na iminência de ser condenado também constituía um risco sério. Entretanto, Epafrodito se dispôs a enfrentar todas essas dificuldades pela obra de Cristo a favor da assistência material e espiritual a Paulo na prisão. Na verdade, Epafrodito jogou sua própria vida pela causa de Jesus Cristo arriscando-a temerariamente. A sua doença estava intimamente ligada ao seu incansável trabalho para Cristo. Isso é algo precioso aos olhos do Senhor. Isso é digno de ser imitado.
Observe os termos: “para suprir para comigo a falta do vosso serviço”. Acredita-se que esses termos se refiram à impossibilidade de os filipenses visitarem Paulo pessoalmente e assim ajudá-lo, por causa da distância entre Filipos e Roma. O apóstolo, portanto, não os está repreendendo, mas apenas afirmando o que Epafrodito fez como representante deles, suprindo o que eles não podiam fazer em pessoa.
Diante do exposto, há dúvida de que Epafrodito foi um obreiro dedicado à Obra de Cristo? Creio que não!

CONCLUSÃO

Paulo era um imitador de Cristo. E Cristo deixou a glória para vir ao mundo morrer em nosso lugar. Cristo viveu para os outros, deu a Sua vida pelos outros (João 3:16) e nos ensinou a fazer o mesmo (1João 3:16), como o fizeram Paulo, Timóteo e Epafrodito.

FONTE: EBDWEB


Escola Bíblica Dominical
Assembleia de Deus - Viçosa - AL

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