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segunda-feira, 7 de março de 2016

11ª lição do 1º trimestre de 2016: O JUÍZO FINAL

 
Texto Básico: João 3:18,19; Apocalipse  20:11-15
 

“E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20:11).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, estudaremos a respeito do Juízo Final, ou seja, do julgamento do Grande Trono Branco. Ele simboliza o poder ilimitado de Deus e a perfeição da execução de seus atos de justiça. É grande por causa das questões envolvidas, e é branco devido a perfeição e pureza dos veredictos que ali serão dados. Os ímpios, os incrédulos, aqueles que morreram sem Cristo, de todas as épocas, os grandes e os pequenos, estarão postos em pé diante do Juiz para serem julgados. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20:15). É o desejo de Deus que toda a humanidade seja salva (João 3:16,17; 2Pd 3:9), mas, infelizmente, isso não ocorrerá por causa da incredulidade contumaz da maioria dos seres humanos. Os que não creem no Unigênito Filho de Deus serão julgados e condenados no Juízo Final, no julgamento do Grande Trono Branco, que determinará a condenação eterna de todos os perdidos, de todos os tempos. Está escrito: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). Nenhum crente em Jesus Cristo será julgado perante o Grande Trono Branco.

I. EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL

1. A última revolta de Satanás. Quando o Senhor Jesus retornar fisicamente à Terra em sua Segunda Vinda, Ele destruirá os exércitos do Anticristo e o Falso profeta, e lançará os dois lideres no lago de fogo. Então Deus prenderá Satanás no abismo por mil anos (Ap 20:2). No final deste período, Deus soltará Satanás por um curto período de tempo, durante o qual este enganará as nações e liderará uma revolta contra Deus (Ap 20:7-9).

“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou”.

Todavia, Deus destruirá Satanás e os seus seguidores com fogo do céu, e Satanás finalmente encontrará o seu destino eterno: o lago de fogo e enxofre, que é o Inferno no seu stricto sensu(Ap 20:10).

2. A prisão eterna de Satanás (Ap 20:10) – “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”.

O Diabo, Satanás, aquele que será libertado da prisão e enganará novamente todas as nações, receberá o seu justo castigo: ele será lançado no lago de fogo e enxofre, onde estará a Besta e o Falso profeta (Ap 20:10). O poder de Satanás não é eterno, ele encontrará a sua perdição. Ele começou o seu trabalho do mal em meio à humanidade, desde o início (Gn 3:1-6), e continua agindo da mesma forma ainda hoje, mas ele será preso definitivamente no lago de fogo e enxofre, e nunca mais será uma ameaça para ninguém. Ali, a trindade satânica enfrentará tormentos de dia e dia noite, para todo o sempre (Ap 20:10).

Haja vista a eterna prisão de Satanás, no lago de fogo e enxofre, cessará o tempo histórico e será instalado o Grande Tribunal, também conhecido como o Grande Trono Branco, a ser presidido por nosso Senhor Jesus Cristo - “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros”(Ap 20:11,12).

II. O JUÍZO FINAL

Deus pronunciou juízos, nos tempos antigos, contra Israel, e também contra as nações; e ainda o fará no final da Grande Tribulação. No fim dos tempos, após o Milênio, não vai ser diferente. Todo ser humano devia se preocupar com o Juízo Final, pois fora da Salvação em Cristo, indubitavelmente, enfrentará esse momento que, infelizmente, nele só haverá um veredicto: a condenação eterna (Ap 20:15).

1. O que é e quando se dará o Juízo Final? O “Juízo Final” será o julgamento a que serão submetidos os incrédulos de todas as eras, que foram ressuscitados, na consumação de todas as coisas (Ap 20:5). É chamado também de “Juízo do Trono Branco”, porque a narrativa bíblica se inicia com a visão de um “Grande Trono Branco”. Ocorrerá depois do término do Reino milenial de Cristo, depois da condenação definitiva do Diabo e suas hostes. Na Bíblia, esse julgamento é explicitamente mencionado pela primeira vez por Daniel (Dn 7:9,10). Portanto, era e é algo de pleno conhecimento dos judeus, como mostra Marta, irmã de Lázaro, ao se dirigir ao Senhor, quando este chegou a Betânia quatro dias após a morte de seu amigo(João 11:24). Terá como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras(Ap 20:11-15). A Igreja - a Universal Assembleia dos Santos (Hb 12:23) - não será submetida ao Juízo Final, por haver crida na eficácia da morte e da ressurreição do Filho de Deus.

O Novo Testamento menciona cinco categorias de Julgamentos definitivos:

a) Julgamento da Igreja (2Co 5:10). O julgamento da Igreja é o chamado “Tribunal de Cristo”, que ocorrerá logo após o Arrebatamento, antes das Bodas do Cordeiro. Acontecerá nas regiões celestiais. Nesse tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm 14:10; 2Co 5:10). Esse julgamento não envolve salvação ou perdição, pois todos os crentes que forem arrebatados estarão salvos, mas serão julgadas as obras com vistas à entrega de recompensas, do “galardão”. Nessa oportunidade, muitos serão surpreendidos, pois Deus conhece o coração do homem (1Sm 16:7) e sabe a qualidade de tudo o que está sendo feito em Sua obra, não atentando para a aparência. Diante disto, muitos que, aparentemente, terão feito muito pela obra do Senhor, nada receberão, porquanto suas obras serão consideradas como palha, como madeira, sem condição de resistir ao crivo divino; e outros, que, aparentemente, nada teriam feito pelo Senhor, receberão galardões, pois trabalharam em silêncio, sem alarde, mas com dedicação e real devoção. Os critérios do julgamento e o seu tratamento são descritos em 1Co 3:12-15.

b) Julgamento de Israel (Ez 20:34-38;Ml 3:2-5). A Grande Tribulação será o instante em que Deus tratará com a nação israelita e, ao término da Grande Tribulação, Deus terá provado este povo e só o remanescente será salvo. Aqui, de imediato, vemos uma diferença entre quem fez parte do Arrebatamento e quem não fez. Enquanto que o julgamento da Igreja não envolve salvação ou condenação eterna, os demais julgamentos têm em vista o destino eterno dos indivíduos. Na Igreja vitoriosa e glorificada, os crentes não correm risco de perder a vida eterna, conquistada pela fé em Cristo Jesus, mas, tanto em Israel quanto entre os gentios incrédulos, o julgamento divino envolve a possibilidade concreta e bem provável de se viver eternamente sem Deus e sem salvação. É o remanescente que será salvo (Rm 9:27), porque se arrependerão de seus pecados e aclamarão a Jesus como o Messias (Zc 12:10).

c) Julgamento das Nações (Mt 25:31-46). Esse julgamento acontecerá na terra sobre aqueles que sobreviveram ao Armagedom. Serão julgados com base no tratamento dado a mensagem do Reino, aos seus mensageiros e ao modo como trataram a nação de Israel. Este julgamento terá como finalidade apartar os “bodes” das “ovelhas”, ou seja, decidir quem passará com Cristo o seu Reino milenial e quem não passará o Milênio, ficando a aguardar o Julgamento Final e definitivo. Nesse julgamento serão ressuscitados apenas aqueles que desfrutarão o Milênio com Cristo, os bem-aventurados que completam o número daqueles que tomam parte da Primeira Ressurreição (Ap 20:6). Os demais indivíduos, com exceção do Anticristo e do Falso Profeta, que já terão sido lançados, vivos, no lago de fogo e de enxofre, que será inaugurado naquela oportunidade(Ap 19:20), aguardarão o julgamento que ocorrerá somente após o Milênio.

d) Julgamento dos anjos maus (1Co 6:3;Jd 6). Judas revela o fato de que anjos serão trazidos a julgamento: “e aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao Juízo daquele grande Dia” (Jd 6). Serão julgados e condenados ao lago de fogo juntamente com o Diabo, logo após o Milênio e antes do juízo do Trono Branco (Mt 25:41).

e) Julgamento do Trono Branco (Ap 20:11-15). Este é o chamado “Julgamento Final” ou “Juízo Final” ou, ainda, o “Juízo do Trono Branco”, que terá lugar depois do término do reino milenial de Cristo. Logo após os rebeldes serem devorados pelo fogo do céu que cairá sobre os exércitos que estarão a cercar o lugar santo em Israel, terá findado a história humana. O tempo deixará de existir e Deus chamará à sua presença todos os seres humanos que ainda não tinham sido julgados até então, ou seja, todo ser humano que não pertence nem à Igreja, nem ao Israel salvo e nem ao grupo dos mártires da Grande Tribulação, que já terão sido julgados. Estes outros seres humanos são os que serão levados a julgamento neste último Grande Tribunal da história.

Não se deve confundir o Trono de Apocalipse 4:2,3,5 com o do Apocalipse 20:11-15.

- O Trono do Capítulo 4 – “E do trono saíam relâmpagos, e trovões, vozes...” (Ap 4:5). Este “trono” “estava posto no céu” e prenunciava juízo sobre a terra. “Relâmpagos, trovões e vozes” falam de juízo. Este juízo será executado durante a Grande Tribulação.

- O Trono do capítulo 20. Este refere-se àquele, do qual, ou do “que estava assentado sobre ele” fugiu tanto a Terra, como também o céu - “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20:11).

Porém, a diferença fundamental que queremos ressaltar é a presença do arco-íris no Trono, visto no Céu - “... e o arco celeste estava ao redor do trono e era semelhante à esmeralda” (Ap 4:3). A presença do arco-íris sempre lembra a misericórdia de Deus e o seu compromisso de não destruir a raça humana.

Na Grande Tribulação haverá misericórdia de Deus. O Juízo de Deus vai ser derramado sobre a Terra durante o período da Grande Tribulação, quando “...haverá, então grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais” (Mt 24:21). Todavia, a presença do “arco-celeste... ao redor do trono”, lá no céu, é uma garantia da misericórdia de Deus. Por isto, no momento certo, Deus intervirá com seu amor. Por isto o Senhor Jesus afirmou: “... se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias” (Mt 24:22). Até mesmo na Grande Tribulação, conhecida como o Grande e Terrível Dia do Senhor, haverá misericórdia.

No Juízo do Grande Trono Branco não haverá misericórdia por parte do Juiz. Ao redor do Grande Trono Branco, João não viu o “arco-celeste”. Isto significa que no Julgamento Final Deus não tem nenhum compromisso com aqueles que serão julgados. Deus não os conhecerá, porque também eles nunca conheceram a Deus. Entre Deus e os ímpios que serão julgados, não há nenhuma Aliança, ou Concerto que possa limitar o juízo de Deus. As Alianças, ou Consertos, sempre ofereceram garantias de limites à operação de Deus. Deus, contudo, não tem compromisso com os ímpios - “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia...” (Tiago 2:13). Até mesmo a própria Terra e o Céu terão medo de estar na presença de um Deus despido de misericórdia. É o que o texto sagrado afirma: “... de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20:11). Foi por isto que João viu “um Grande Trono Branco”. Este simboliza o poder ilimitado de Deus e a perfeição da execução de seus atos de justiça.

2. Quem será o Juiz? Certamente será o Senhor Jesus Cristo, conforme Ele mesmo declarou: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”(João 5:22); “E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem” (João 5:27).

O Apóstolo Pedro confirmou que o Senhor Jesus é o Juiz: “E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (Atos 10:42).

O Apóstolo Paulo ratificou o que Jesus e Pedro disseram. Escrevendo aos crentes, da cidade de Roma, disse: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho”(Rm 2:16). Em Atenas, falando aos filósofos da Grécia, no Areópago, Paulo declarou: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (Atos 17:31). Paulo não tinha dúvidas de que aquele que hoje é o nosso Advogado (1João 2:1), amanhã será o Juiz que se assentará no Grande Trono Branco - “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino”(2Tm 4:1).

Portanto, podemos afirmar, com segurança, que o Juiz que presidirá o Julgamento Final, também conhecido como Julgamento do Trono Branco, será o Senhor Jesus Cristo, aquele “... que Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:9-11).

Todos aqueles que, nesta vida, não dobrou seus joelhos diante de Deus, terá que dobar naquele Dia. Não foi sem razão que o Senhor Jesus advertiu, dizendo: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10:28).

3. Quem terá de prestar contas ao justo Juiz? O Apóstolo João responde, dizendo: “e vi os mortos, grandes e pequenos... E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia...” (Ap 20:12,13). Não há nenhuma referência aos vivos. Assim, podemos afirmar que no banco dos réus, no Julgamento Final diante do Grande Trono Branco, estarão todos os mortos ímpios de todos os tempos. Não importa quando, onde, ou como tenham morrido – os que foram queimados, cremados, devorados pelos peixes ou qualquer animal marinho, terrestre, ou pelos micro-organismos -, ninguém será esquecido na terra, no mar, no Hades, em lugar nenhum. Conforme afirmou o Senhor Jesus: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:29).

- Serão todos aqueles chamados de “outros mortos” - “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...” (Ap 20:5). Estes, ao ressuscitarem, receberão um corpo dotado de vida eterna, porém, não será um corpo de glória como os que receberão os salvos. Será um corpo sem glória, conforme afirmou o profeta Daniel - “... para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12:2).

- Serão os mortos, “grandes e pequenos” - “E vi os mortos, grandes e pequenos...”. Certamente que a expressão “grandes e pequenos” nada tem a ver com a idade, ou com a estatura física. Não se trata, também, de adultos e crianças. Grandes e pequenos  diz respeito ao que esses mortos tinham sido, quando vivos, aqui na Terra. Diz respeito à posição, ao prestigio, à importância que representaram em sua época. Deus não faz acepção de pessoas, conforme afirmou Pedro: “E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um...” (1Pd 1:17). Entre os grandes certamente que estarão milhares de milhões de reis, imperadores, nobres, presidentes, ditadores, generais, cientistas, milionários, etc.. Entre os pequenos estarão escravos, mendigos, analfabetos, operários, etc. Não é verdade que ninguém vai para o inferno por ser rico, sábio, nobre; como também não é verdade que ninguém vai para o céu por ser pobre mendigo, analfabeto. Grandes e pequenos, de todas as camadas sociais que morreram sem salvação, estarão, naquele Dia, diante do Trono Branco. Creia nisto!

4. O local e o tempo do Julgamento Final. Pela Bíblia sabemos o local e o tempo dos outros Julgamentos. Sabemos que o Julgamento dos nossos pecados foi realizado na Cruz do Calvário. O Julgamento de nossas obras será realizado nos ares, diante do Tribunal de Cristo, imediatamente após o Arrebatamento da Igreja. O Julgamento da nação de Israel será realizado na Terra, durante a Grande Tribulação. O Julgamento das nações (Mt 25:31-46) será realizado na terra, no término da Grande Tribulação e antes do Milênio. Todavia, ninguém pode determinar o local em que será realizado o Julgamento Final. Não será no céu nem será na terra, pois, estes fugiram da presença daquele que estava assentado sobre o Trono Branco - “... e não se achou lugar para eles”. Sabe-se, somente, que será depois do Milênio.

III. AS BASES DO JUIZO FINAL

1. A Base do julgamento: as obras praticadas  - “[...] e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20:12).

Sabemos, pela Bíblia, que no Livro da Vida só serão escritos os nomes dos santos - “E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas, só os que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro”(Ap 21:27).

Paulo confirmou esta verdade: “e peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajude essas mulheres que trabalham comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão escritos no livro da vida”(Fp 4:3).

Moisés tinha consciência de que seu nome estava inscrito nesse Livro, quando intercedeu diante de Deus, pelo povo, dizendo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, do teu livro, que tens escrito”(Ex 32:32).

O Senhor Deus deixou claro a possibilidade de um nome ser riscado do Seu Livro: “Então, disse o Senhor a Moisés: aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”(Ex 32:33).

Assim, o Livro da Vida será aberto como testemunha que os que estão sendo julgados não fazem parte da família de Deus. Deus não tem nenhuma aliança celebrada com os réus, nenhum compromisso com eles.

Alguém pode indagar: “e aqueles que nunca ouviram o evangelho?” Paulo afirma que o ser humano, mesmo não tendo conhecido a Palavra de Deus, é inescusável, ou seja, não tem desculpas, não tem como justificar suas obras más. Deus revelou-se através da criação e deu aos homens condições de poder entender e conhecer o Criador (cf. Rm 1:19-21; ler Rm 2:14-16).

2. Livros serão abertos. “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida...”(Ap 20:12).

Nessa ocasião, vários livros serão abertos e tudo o que está gravado no coração dos seres humanos, na parte mais profunda de seu ser, virá à tona. Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os segredos de cada um (Rm 2:16). Os mortos serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20:12). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139:16; Ml 3:16; Sl 56:8; Mc 4:22). E aquele cujo nome não constar no Livro da Vida será lançado no Lago de Fogo e Enxofre (Ap 20:15).

Veja a explicação do pr. Ciro Sanches Zibordi, em sua participação no livro “Teologia Sistemática Pentecostal”, pulicado pelo CPAD.

O Livro da Vida é o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12:1; Ap 13:8; 21:27), “desde a fundação do mundo” (Ap 17:8). Os outros livros contêm um registro detalhado das obras dos incrédulos. Nenhum dos presentes no julgamento do Grande Trono Branco encontra-se registrado no Livro da Vida.

De acordo com a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do Livro da Vida do Cordeiro (Ap 3:5). Em Êxodo 32:32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moisés pelo povo: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro".

Alguns, ainda, afirmam que “Deus relacionou toda a humanidade no Livro da Vida e só risca quem não recebe a Cristo como Salvador”. Não obstante, a promessa "de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida" (Ap 3:5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados no Céu ao receberem a Cristo, precisam perseverar até ao fim (Mt 24:13).

Em Filipenses 4:3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores "cujos nomes estão no Livro da Vida", porém antes ele asseverara: "estai sempre firmes no Senhor, amados" (Fp 4:1). Não foi por acaso que os pastores das sete igrejas da Ásia ouviram do Senhor a mensagem: "Quem vencer" (Ap 2-3). A manutenção no nome de alguém no Livro da Vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3:5). Somos filhos de Deus hoje (João 1:11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21:7: "Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho".

3. Qual será a sentença. A sentença desse Julgamento está bem claro em Apocalipse 20:14,15: “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.

O “lago de fogo” é uma prisão eterna, pois, segundo informou o Senhor Jesus, foi o lugar preparado para Satanás viver, na eternidade - “... Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(Mt 25:41); é o Inferno propriamente dito. Será nesse lugar tenebroso onde serão lançados os ímpios condenados no Julgamento Final, diante do Trono Branco, onde já estarão o Anticristo, o Falso profeta e Satanás (Ap 20:15). “... de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”(Ap 20:10).

Segundo expressou Timothy J. Demy, atualmente, não há ninguém no “lago de fogo”. A localização de todos os ímpios mortos desde o inicio da criação é, no Antigo Testamento, “Seol” e, no Novo Testamento, “Hades” ou Inferno. Segundo Lucas 16, este lugar é bastante parecido com o lago de fogo, mas não igual. Depois do julgamento do Grande Trono Branco, todos os anjos caídos e a humanidade incrédula passarão a eternidade no lago de fogo. Os crentes, porém, entrarão no Céu e viverão eternamente na presença de Deus (Timothy J.Demy. Enciclopédia Popular de Profecia bíblica. p. 302. CPAD. 2015).

Portanto, a eterna separação de Deus é o destino eterno dos incrédulos. É o que a Bíblia considera de segunda morte (Ap 20:14). “Aqueles que forem lançados no ‘lago de fogo’ passarão pela ‘segunda morte’ (Ap 2:11; 21:8), que não é igual à primeira que é física e temporal. A primeira morte é apenas a interrupção da existência na Terra, mas a segunda não traz nenhuma interrupção. Aqueles que rejeitam o chamado de Deus, cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida, enfrentarão um terrível julgamento e um futuro ainda mais funesto. ‘Se o Céu é, em muitos graus, mais maravilhoso do que sua descrição em Apocalipse 21:1-22:5, também a condenação eterna é, em muitos graus, mais terrível do que se retrato aqui’ (Ap 20:13-15)” (Timothy J.Demy. Enciclopédia Popular de Profecia bíblica. p. 302.CPAD.2015).

Observe que, nesse último grande Juízo, não serão proferidas duas sentenças, como ocorreu no Julgamento das Nações (Mt 25:46). Haverá uma única condenação para os ímpios (Ap 20:15).

Alguns dizem que os salvos também hão de ser julgados, mas isso contraria o que Jesus afirmou, em João 5:24: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida" (ARA). Portanto, o salvo em Cristo tem a vida eterna hoje e não será julgado mais quanto ao pecado (cf. Rm 8:1,33,34), a menos que se desvie do caminho da justiça (2Pe 2:20-22; Mt 24:13; Ap 3:5).

CONCLUSÃO

Como vimos nesta Aula, o resultado do Juízo Final será o Inferno, a separação eterna de Deus - “o lago de fogo e enxofre”. Esta advertência não pode passar despercebida. Está bem claro que o visto de entrada para o Céu é ter o nosso nome escrito no Livro da Vida. Para isso é preciso, hoje, que a pessoa aceite Jesus, enquanto ainda Ele é o Salvador e Advogado (1João 2:1). No Juízo Final não haverá nenhuma chance para alguém se salvar ou ter seus pecados perdoados. Naquele grande Tribunal Jesus será Juiz e não mais Salvador e nem Advogado (2Tm 4:1).

Conta-se que um fazendeiro, muito rico, cometeu um crime, um homicídio. Para defendê-lo contratou um famoso advogado. Este, usando seu prestigio e capacidade, foi adiando sempre o julgamento, enquanto seu cliente permanecia respondendo o processo, em liberdade. O advogado, contudo, nesse ínterim, prestou concurso para a magistratura e foi empossado como juiz. O fazendeiro, quando soube, ficou muito feliz. Enviou uma carta felicitando o juiz e manifestando sua confiança e certeza na sua absolvição. O juiz ao enviar seu agradecimento, fez, contudo, constar o seguinte: "Eu era o seu advogado. Fiz tudo para defendê-lo. Agora, porém, eu sou o seu juiz e vou julgá-lo com justiça”. O Senhor Jesus é, hoje, nosso Advogado. Certamente que o seu desejo é o de justificar o pecador, diante do Pai. Porém, a partir do momento em que o homem partir para a eternidade, sem salvação, o mesmo Jesus passa a ser o seu Juiz, Aquele que, no Grande Trono Branco, julgará, com justiça - “...Ele é o que por Deus foi constituído Juiz dos vivos e dos mortos”(Atos 10:41).  Pense Nisso!
 
Fonte: ebd web - Luciano de Paula Lourenço

terça-feira, 1 de março de 2016

10ª lição do 1º trimestre de 2016: O MILÊNIO – UM TEMPO GLORIOSO PARA A TERRA


Texto Base: Apocalipse 20:1-6

“[...]que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20:4).

 

INTRODUÇÃO

O Milênio refere-se ao período de mil anos em que Jesus Cristo reinará sobre toda a Terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Será o cumprimento das profecias preditas por intermédio dos profetas nas Escrituras do Antigo Testamento (Is 11:4-9; 60:1-22; 65:8-25; Zc 14:6-9; 16-21). Será o melhor período da história de toda a humanidade. Na Plenitude do Reino haverá uma renovação de toda a criação, que atualmente geme esperando por este ditoso Dia (Rm 8:19-21). Durante todo esse período, Satanás estará preso (Ap 20:2) e o mundo gozará de uma genuína Paz que nunca houve até então; haverá a perfeita justiça, “e o efeito da justiça será paz; e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre”(Is 32:17); “... a justiça e a paz se beijaram”(Sl 85:10). Nossa esperança é a efetivação do Reino de Jesus Cristo, que terá seu inicio na vinda de Cristo em glória, após a Grande Tribulação. O Senhor Jesus, na Oração Dominical, ensinou aos seus discípulos a orar assim: ”Venha o teu Reino”(Mt 6:10). A resposta desta oração será plenamente respondida quando o Senhor Jesus vier estabelecer o seu Reino Milenar, aqui na Terra, juntamente com os seus santos (a Igreja glorificada – Ap 5:10).

I. O REINO MILENIAL

Todos os textos que se referem ao reino de Cristo falam de que, já nos primeiros dias da Igreja, esse reino era esperado com ansiedade. Pois eles deveriam esperar a vinda e o reino de Cristo como um lavrador aguarda o precioso fruto da terra (Tg 5:7,8). Portanto, é bem patente nas Escrituras que o Milênio é prometido aos judeus e, depois, aos que viverem fisicamente naquela época, quando tudo será abundante(Zc 8:4-12; Ez 47:9-12; Jr 31,13; Is 65:21-23).

1. A restauração da Terra. O planeta Terra foi dado por Deus "aos filhos dos homens" (Sl 115:16). No princípio, "tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar" (Gn 2:15). Além de cuidar do planeta, o homem teria o domínio da Terra, com autoridade delegada pelo Criador sobre todos os reinos naturais (Gn 1:28). Era o plano original de Deus que o homem, feito à sua imagem e semelhança, o representasse, cuidando do planeta. Todavia, o homem fracassou em cuidar de si mesmo e da Terra. Com a entrada do pecado no mundo e a Queda do homem, toda a natureza foi perturbada e atingida pelos nefastos efeitos do rompimento da comunhão do homem com o Criador (Gn 3:17,18). Diz Paulo: "Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm 8:20-22). A Terra ou a criação aguarda a gloriosa redenção do homem e da própria natureza, quando Cristo assumir o Reino Milenial – “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8:23).

2. A Terra será governada por Jesus (Zc 14:9) - “E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o SENHOR, e um será o seu nome”.

A Terra será regida, não por monarquia, nem por democracia, nem por autocracia, mas sim por uma teocracia, isto é, o próprio Deus regerá o mundo na pessoa do Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo (Lc 1:32,33; Dn 7:13,14). Todas as formas de governo que já existiram e as que existem são falhas, umas mais, outras menos. Mostrando assim que elas não são perfeitas. Mas Cristo quando reinar será diferente, pois este será um período de completa glória divina no Seu domínio, governo, justiça e reino (Is 9:6; Is 11:4; Dt 18:18,19; Is 33:21,22; At 3:22). O Espírito Santo de Deus revelou aos profetas Miquéias e Isaías os detalhes de como será este governo milenar de Jesus Cristo:

Miquéias 4:3

"E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra."

Isaías 2:4

"E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear."

É muito importante ressaltar que esse será o único e verdadeiro governo de paz e justiça mundial, cujo Rei será Jesus Cristo. O que estamos vendo hoje são governantes mundiais prometendo falsas promessas de paz com o objetivo de se autopromoverem.

Os judeus serão a cabeça federativa desse governo. A sede do governo milenial será em Israel e Jerusalém será a capital do mundo. O domínio de Cristo será universal (Is 2:2-4; 4:2,3; Jl 3:17-20; Mq 4:2).

3. Jerusalém será a capital do mundo (Is 24:23) - “...quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte de Sião e em Jerusalém”. Estas palavras se coadunam com as do anjo que anunciou a Maria o nascimento de Jesus: “... O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. E reinará eternamente na casa de Jacó...”(Lc 1:32,33). Aqui, a casa de Jacó é a terra que Deus deu por herança eterna aos seus descendentes, o povo de Israel. E o trono de Davi é em Jerusalém, que foi a cidade onde Davi se fortaleceu e manteve o seu trono. Jesus Cristo é descendente de Jacó e de Davi(Mt 1:1,2). O anjo afirmou que o Filho de Deus reinará em Jerusalém, e seu reino não terá fim. De Jerusalém sairão diretrizes religiosas, leis civis e principalmente a Lei do Senhor. Para ela afluirão todas as nações: “E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do SENHOR no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações” (Is 2:2). “E irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém” (Mq 4:2).

II. O GOVERNO DE JESUS CRISTO

1. Jesus governará com os seus servos. Será uma Teocracia. Cristo reinará diretamente através de seus representantes. A profecia inicial disto está em Gn 49:10 - “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos”. Outras referências: Isaias 1:25,26; Daniel 7:27. Todos os reinos da Terra estarão sob o senhorio de Cristo. Cumprir-se-á em sua plenitude Filipenses 2:10,11: ”Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”. Será realmente uma Nova Era na Terra e verdadeiramente aqueles que amam a Jesus serão sacerdotes de Deus com Ele, confirmando ainda mais sua herança em Deus e co-herança em Cristo - " E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados" (Rm 8:17).

Os judeus serão a cabeça federativa do governo. Daniel obteve esta mesma revelação, por parte do Espírito Santo de Deus (Dn 7:22, 27): "Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do [Deus] Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão”.

2. A Igreja reinará com Cristo (1Co 6:2; Ap 5:10) – “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?...”; “e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”.

Não sabemos os detalhes de que forma a Igreja participará do Reino de Cristo no Milênio, sabemos apenas aquilo que o Senhor nos revelou em sua Palavra, a saber: teremos um corpo glorioso; espiritual; incorruptível; imortal (1Co 15:42-44; 53,54), e reinaremos com Cristo (Ap 5:10). Sabemos também que o Senhor Jesus, após a sua ressurreição, passou quarenta dias na Terra e apareceu aos seus discípulos e a vários irmãos (1Co 15:1-8); andou com seus discípulos (Lc 24:15); apareceu repentinamente dentre eles estando as portas fechadas (João 20:19,20); foi tocado (Mt 28:9; Lc 24:36-40) e; comeu com eles (Lc 24:41-43). Teremos igualmente um corpo glorioso (Rm 8:29,30; 1Co 15:49; 1João 3:2), sem limitações e superior a matéria (Lc 24:15,30,31,36-43; João 20:19,26,27; João 21:4-14; Fp 3:21).

Não podemos querer descobrir detalhes os quais Deus não nos revelou; para isso devemos saber apenas que existem realidades que a nossa mente jamais poderá imaginar por serem coisas sublimes e inexistentes nesta vida, as quais homem algum ou a nossa própria experiência pôde vivenciar ou ao menos ver(Dt 29:29).

3. A Nova Jerusalém. A Nova Jerusalém é a cidade celestial que foi feita para ser o local onde Deus habitará juntamente com os homens que lhe foram fiéis e aceitaram a sua oferta de submissão e obediência à sua Palavra.  É o local que substituirá o Éden como morada de Deus com os homens. Ela é explicitamente mencionada e revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, mas, antes da visão do apóstolo João, já havia referências a ela nas Escrituras. O próprio Jesus já havia mencionado existir um lugar que seria por Ele preparado para que os seus servos nele habitassem para sempre com o Senhor (João 14:1-3). O objetivo de Deus é fazer com que tenhamos, novamente, um lugar onde possamos habitar com Deus, e a Nova Jerusalém é este local. Ela é “... a cidade que tem fundamento, da qual a artífice e construtor é Deus”(Hb 11:10), na qual Abraão, pela fé, esperava morar (Hb 11:10). Ela é a cidade desejada por Paulo, quando disse: “Mas a nossa cidade está nos céus...”(Fp 3:20). Ela é “... o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus”(Ap 21:3).

A Nova Jerusalém foi vista por João descendo do Céu – “E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a Santa Jerusalém, que de Deus descia do céu”(Ap 21:10). Isto, por certo, deverá acontecer no inicio do Milênio. Ao descer do Céu, ela não tocará a Terra, mas, como um Satélite, ficará entre o céu e a terra, sobre a Jerusalém terrestre, de onde poderá ser vista, quando, durante o Milênio, as nações e os reis da Terra subirem à Jerusalém para adorar a Deus, conforme declara Zacarias 14:16: “E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos Exércitos...”.

Da Jerusalém terrestre, acreditamos que levantarão seus olhos e verão, de longe, a Formosa Jerusalém Celestial, pois, “... não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro”(Ap 21:27).

III. ASPECTOS RELEVANTES DO MILÊNIO

O que vou citar aqui são apenas alguns exemplos do que ocorrerá no glorioso Reino milenial de Cristo.

1. Quem vai participar desse Reino. No Reino milenial de Cristo haverá dois grupos distintos de pessoas: a Igreja glorificada e os povos naturais.

a) Os crentes glorificados. São os constituídos dos santos do Antigo e do Novo Testamento, e dos santos advindos da Grande Tribulação. Estes estarão reinando com Cristo durante todo o Seu reinado aqui na terra. No estado glorificado os salvos não estarão limitados à Terra. Terão o constante privilégio de acesso ao trono do Pai, no Céu. Seus corpos ressurretos não estarão limitados pelas coisas físicas como os mortais. Serão como os anjos, que por terem corpos espirituais não são limitados pela matéria. Nossos corpos serão apropriados para estarmos na Terra e no Céu. Veja o exemplo de Jesus: quando apareceu aos discípulos; quando Ele foi reconhecido por Maria Madalena; estando entre os homens Seu corpo era tão semelhante ao de um homem comum que dois de seus discípulos, no caminho de Emaús, nada de mais notaram até o momento em que Ele desapareceu da presença deles.

b) Os povos naturais: judeus e gentios. Estes estarão em estado físico normal, vivendo na Terra. Os Judeus e gentios vivos que entrarem no Milênio, estarão no mesmo corpo que temos hoje, ou seja, não estarão em um corpo glorioso, logo, poderão multiplicar e encher a Terra novamente.

- Os judeus. Entre a família de nações milenares, a nação de Israel ocupará o lugar central (Dt 32:8-10). O anjo revelou a Maria, mãe de Jesus, que Ele estava destinado, como o Messias prometido, a reinar sobre o trono de Davi (Lc 1:32,33). É verdade que a Igreja recebeu as bênçãos espirituais dadas primeiramente aos judeus (Ef 1:18; 3:6; 1Pe 2:9,10), mas esse fato não muda o propósito de Deus para aquele povo (Is 61:1-62:4; 66:7-24; Jr 31:31-40; Rm 11:13-28). Assim, com respeito ao Milênio, as promessas divinas aos judeus são irrevogáveis, e eles as estão aguardando. Israel acolherá a Jesus como Senhor e Messias, Rei dos reis e Senhor dos senhores (Zc 12:10; 13:6; 14:8,9,16,20,21). Será a nação líder e Jerusalém será a capital do mundo, conforme texto sagrado a seguir.

·     “E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR” (Is 2:3).

·     “Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas vestes formosas, ó Jerusalém, cidade santa; porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo. Sacode o pó, levanta-te e assenta-te, ó Jerusalém; solta-te das ataduras de teu pescoço, ó cativa filha de Sião” (Is 52:1,2).

·     “Assim virão muitos povos, e poderosas nações, buscar em Jerusalém o Senhor dos Exércitos, e suplicar a benção do Senhor” (Zc 8:22).

A sede do culto ao Senhor na Terra será Jerusalém. Os cultos não terão a finalidade de sacrifícios para bênçãos ou como tipos visando profecias futuras, e sim, como memoriais. É como se fosse a Santa Ceia para nós hoje.

É válido ressaltar que o Antigo Testamento traz mais detalhes sobre o Milênio do que o Novo Testamento, isto se deve ao fato do Milênio ser uma promessa referente a Israel e as bênçãos do Milênio se estenderão sobre as nações da Terra partindo do governo de Jesus em Israel.

- Os gentios. Na volta triunfal de Cristo, haverá um juízo das nações gentias, citados por Mateus como as nações “ovelhas” e as nações “bodes” (Mt 25:31-36). As nações “ovelhas” serão julgadas aptas para a bênção do reino com base no tratamento dos “irmãos” (Israel) do Senhor. Alguns textos bíblicos deixam claro que haverá gentios no Milênio (Ap 20:7,8; Is 2:1-5; 11:5-10; 60:1-5; Zc 14:16-21). Na visão do profeta Daniel foi revelado que o Cristo teria domínio sobre um reino que abrangeria todas as nações (Dn 7:13,14).

Outrossim, os gentios que participarão do Milênio serão pessoas que terão se negado a adorar a Besta durante a Grande Tribulação, por força da pregação do evangelho nesse período tenebroso. Assim, por sua fidelidade, muitos gentios não morrerão com as pragas da consumação da ira divina nem na batalha do Armagedom (Ap 14:9,10). Por isso muitos gentios entrarão no Milênio.

2. Haverá um grande derramamento do Espírito Santo. Sendo o Milênio o Reino do Messias, e sendo o Espírito Santo aquele que glorifica a Cristo (João 16:14), é de se esperar um sublime e incomparável derramamento do Espírito Santo. O profeta Zacarias enfatizou muito bem o dia em que o Espírito Santo será derramado em toda a sua plenitude sobre o povo de Israel:

“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito”(Zc 12:10).

Esse derramamento do Espírito será no momento mais cruciante da história de Israel, será quando os israelitas se virem cercados pelas nações da Terra (o exército do Anticristo e os advindos do Oriente) para destruí-los, e neste instante, sabendo que não escaparão da destruição fatal, clamarão ao Senhor por socorro. Nessa ocasião crucial, Jesus haverá de se manifestar com grande poder e majestade sobre Jerusalém e, juntamente com a sua Igreja glorificada, livrará Israel da certeira destruição. Israel pranteará, humilhado e arrependido, aceitando o Senhor Jesus, a quem rejeitaram na sua primeira vinda(Ap 1:7, Is 66:15,16; Zc 12:9,10)..

O derreamento do Espírito Santo se estenderá por todo o Milênio (Ez 36:27; 39:29). Deus disse, por meio de Ezequiel:

- “E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ez 36:27).

- “Nem esconderei mais a minha face deles, quando eu houver derramado o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor JEOVÁ” (Ez 39:29).

3. Haverá um conhecimento universal de Deus (Is 11:9; 54:13; Mt 24:14). Haverá abundância de salvação (Is 33:6). Os judeus serão os mensageiros do Rei (Mq 4:1-3). Eles realizarão um grande movimento missionário (Is 52:7). “... a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”(Is 11:9b). Com a difusão do conhecimento do Senhor, muitas pessoas se converterão. A evangelização será de fato uma das atividades primordiais dos seguidores de Cristo, como vaticinou o profeta Isaias: “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52:7). 

Haverá um avivamento mundial – “Assim, virão muitos povos e poderosas nações buscar, em Jerusalém, o SENHOR dos Exércitos e suplicar a bênção do SENHOR. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco (Zc 8:22,23).

4. Haverá paz e justiça na Terra. No governo humano, sob a orientação e influência de Satanás a Terra nunca conheceu a paz e nunca foi governada com justiça. No Milênio haverá paz e justiça, na Terra - “... a justiça e a paz se beijaram”(Sl 85:10).

- Haverá paz. Haverá paz porque um dos nomes de Jesus é “Príncipe da Paz”(Is 9:6). “... e ele anunciará a paz às nações...”(Zc 9:10). “... e converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem o espante...”(Mq 4:3,4).

Não apenas entre as nações, não apenas entre os homens, em particular, mas haverá paz, também, entre os próprios animais - “E morará o lobo com o cordeiro, o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão, e a nédia ovelha viverão juntas, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e os seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspede, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade...”(Is 11:6-9).

- Haverá justiça. “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins”(Is 11:5). O pecado gerou uma situação de injustiça, de desigualdade entre os homens. Como explica a Bíblia, todo pecado é iniquidade (1João 5:17) e, por causa do pecado, foi gerada uma situação de domínio egoístico entre os homens. Portanto, para que Jesus desfaça todas as obras do diabo, é necessário que se instale, ainda nesta Terra, um governo de justiça, de equidade, um governo onde não haja dominação egoística e exploradora de homens sobre homens. Por isso é necessário que haja o Milênio, para instaurar, nesta Terra onde vivemos, a justiça entre os homens.

5. A natureza será transformada. Um dos objetivos do Milênio é promover a redenção da natureza, que geme desde que o pecado entrou no mundo por força da desobediência do primeiro casal. E a situação vai piorar muito no decurso da Grande Tribulação. A situação ecológica do mundo estará, após a batalha do Armagedom, em situação de calamidade total. O governo desumano, belicista e ganancioso do Anticristo e as pragas divinas lançadas durante a Grande Tribulação causarão um enorme transtorno em toda a natureza, mas isto será a preparação para a redenção que se operará durante o reino milenial de Cristo. Assim como a mulher sofre dores antes de dar à luz um filho, assim, também, antes de promover a restauração da natureza, esta gemerá como nunca por causa do pecado e da rebeldia do ser humano.

Um dos grandes problemas na atualidade e que se intensificará como nunca na Grande Tribulação é o da água. Se hoje já começa a faltar água para a humanidade, a Bíblia diz que, na Grande Tribulação, a água dos mares e dos rios tornar-se-á imprestável para uso, notadamente após o derramamento das taças da consumação da ira de Deus. Mas, no Milênio, a Bíblia diz que haverá abundância de água (Is 30:25) e simplesmente desaparecerão os desertos (Is 35:1,2,7). Tudo isto contribuirá muitíssimo para a fertilidade do solo e o desaparecimento da fome.

Mas não será apenas a natureza sem vida que será restaurada. Também os seres vivos irracionais serão alcançados pela restauração da criação a ser promovida no Milênio. Além dos vegetais, que, com as mudanças climáticas, terão melhores condições de vida e não sofrerão mais o ataque depredador do homem, pois que a produção será voltada para a alimentação e a satisfação das necessidades, sem ganância, o que fará com que seja respeitado naturalmente o equilíbrio ecológico, os animais todos serão, como eram no princípio, herbívoros e será retirada a ferocidade atualmente existente, que nada mais é que a reação da natureza ao homem que a violenta diariamente e a violentou permitindo o ingresso do pecado no mundo. A Bíblia fala-nos que, durante o Milênio, o lobo e o cordeiro pastarão juntamente, o leão comerá palha como o boi (Is 65:25), assim como o leopardo se deitará com o cabrito e um menino pequeno guiará tanto o bezerro, quanto a ovelha e o filhote de leão (Is 11:6) e os animais jamais farão qualquer dano ao ser humano (Is 11:9; 65:25). Será, enfim, um ambiente de perfeita harmonia e paz entre o homem e a natureza.

6. Os judeus possuirão toda a Terra Prometida. Esse território vai do Mediterrâneo ao rio Eufrates (Gn 15:18;17:8; Ex 23:31). Atualmente a maior parte da terra de Israel é um deserto seco e estéril. A fim de restaurá-lo, Deus fará fluir de sob o templo milenar um volumoso rio (Ez 47:1-12) – o mar morto será local de muitos peixes (Ez 47:10) -, o qual, juntamente com as copiosas chuvas que cairão, fará esse deserto florescer (Is 35:1).

7. A saúde será perfeita, por isso a vida humana será prolongada como no princípio da história humana (ler Is 65:20,22 e Zc 8:4). Haverá abundância de saúde para todos (Is 33:24). Isto em muito contribuirá para prolongar a vida. Não haverá deformado, nem paralíticos, nem aleijados (Is 35:5,6). Haverá muito mais luz(Is 30:26), e isto resultará em benefícios em muitos sentidos: influenciará no clima e na vegetação. Haverá um elevado índice de natalidade (Zc 8:5;10:8). Com o prolongamento da vida e muita saúde, será elevado o índice de natalidade e a população da Terra durante o Milênio será restaurada da redução que sofreu durante a Grande Tribulação (Zc 10:8).

8. Os velhos terão prazer (Is 65:20-22) – “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice”.

9. Não haverá déficit habitacional – todos terão moradia (Is 65:21,22): ”E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice”. Haverá, portanto, um vasto programa de reconstrução (Ez 36:33-36).

10. A morte será apenas em caráter punitivo pela desobediência e rebeldia. Durante o Milênio ainda haverá morte na Terra. Isto ocorrerá porque os seus habitantes não estarão em corpo glorioso; entretanto, a morte será exceção e não regra e terá um caráter punitivo pela desobediência e rebeldia - “E sairão e verão os corpos mortos dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror para toda a carne” (Is 66:24).

Diante de tudo isso que ocorrerá no Milênio eclode em nosso coração um desejo superlativo pela volta do Senhor. “Vem Senhor Jesus!”.

CONCLUSÃO

Como vimos, o Milênio será o período mais espetacular e glorioso da história humana. Será um tempo de paz, justiça, prosperidade e harmonia jamais vistos. Nele, o mundo experimentará um governo perfeito, conforme está escrito nas Escrituras Sagradas - “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23:5). Este “Renovo justo” será o próprio Jesus. Então, é certo que todos os problemas hoje existentes, e que nenhum governante pode e nem poderá resolver, o Rei Jesus terá para todos e para cada um a necessária solução - “Porque o Senhor consolará a Sião; consolará todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do Senhor; gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia” (Is 51:3). Acima de tudo, será um Reino de justiça, onde Cristo será o Rei e governará com absoluta retidão (Is 11:3-5). Vale a pena ser crente! Vale a pena ser um seguidor fiel de Cristo!

Fonte: ebdweb - Luciano de Paula Lourenço