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segunda-feira, 10 de junho de 2019

lição 11 de de 16 de junho de 2019: O SACERDÓCIO DE CRISTO E O LEVÍTICO

Texto Base: Êxodo 28.1; Levítico 8.22; Hebreus 7.23-28; 1 Pedro 2.9
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (Hb.7:26).

Êxodo 28
1-Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Levítico 8
22-Depois, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;
Hebreus 7
23-E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer;
24-mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
25-Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
26-Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27-que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
28-Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
1Pedro 2
9-Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

INTRODUÇÃO

Na Aula anterior vimos que o sistema de sacrifícios levítico apontava para o sacrifício do Calvário. Nesta Aula veremos que o ofício sacerdotal levítico apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo Jesus.
Todos os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes apontavam para Cristo. Tudo era sombra da plena realidade que se cumpriu em Cristo. Ele foi o sacerdote perfeito. Ele ofereceu o sacrifício perfeito. Seu sangue nos purifica de todo pecado. Sua morte foi substitutiva. Ele abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus. Por meio de sua morte, fomos reconciliados com Deus, e através de Sua preciosa graça temos o maior Dom: a Salvação eterna.
No interior do Tabernáculo, o personagem mais importante era o sumo sacerdote. Somente ele estava autorizado a entrar no Lugar Santíssimo, com o sangue do sacrifício, uma vez por ano, para expiar os pecados do povo de Israel. Esse personagem era símbolo do sacerdócio eterno de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote eterno do povo de Deus da Nova Aliança, que uma vez para sempre, entrou na presença de Deus e satisfez a justiça de Deus e expiou os pecados de todos aqueles que nele creem.
O sumo sacerdócio de Cristo é a sua mais completa descrição com respeito a sua obra redentora. Enquanto o levítico foi estabelecido em Arão, o do Novo Testamento foi estabelecido em Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb.5:10) - “Sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque”.
Melquisedeque era rei e sacerdote. Somente em Jesus Cristo e em Melquisedeque é que esses dois cargos são unidos em uma só pessoa. Jesus Cristo é Rei e Sumo Sacerdote. Ele é o Sumo Sacerdote entronizado.

I. A ESCOLHA DOS SACERDOTES (Êx.28:1-5)

“Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx.28:1).
O ministério sacerdotal surgiu como uma necessidade para que houvesse o devido relacionamento entre Deus e os homens. Deus ordenou a Moisés que separasse a Arão e seus filhos para este tão grande e sublime mister. Essa escolha divina foi confirmada mediante a unção, que seguiu um rito todo especial, determinado pelo próprio Deus (cf. Levítico cap. 8).
No ministério cristão, por meio do Espírito Santo, Deus é quem elege líderes para a sua Igreja (At.13:2).

1. Os sacerdotes pertenciam à tribo de Levi.

O sacerdote era um mediador que ensinava a lei, mas principalmente oficiava os cultos religiosos dos israelitas. Eles só podiam vir da tribo de Levi (Êx.28:1).  No entanto, o simples fato de alguém ser levita não fazia dele um sacerdote.
Para atuar como sacerdote era necessário o chamado de Deus (Hb.5:4) -  "Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão"
Então, ser sacerdote era uma honra especial, e os que desempenhavam essa função eram diretamente chamados por Deus. Os demais levitas, embora desempenhassem trabalhos importantes na vida religiosa de Israel, não eram sacerdotes.
Os sacerdotes da ordem levítica, da casa de Arão, eram consagrados ou separados por Deus para esse trabalho especial (Êx.28:1-4). Isso significa que eram santos, não devendo ser consideradas pessoas comuns. Eles tinham uma posição proeminente entre as demais tribos de Israel (Nm.1:52,53).
“E os filhos de Israel assentarão as suas tendas, cada um no seu esquadrão e cada um junto à sua bandeira, segundo os seus exércitos. Mas os levitas assentarão as suas tendas ao redor do tabernáculo do Testemunho, para que não haja indignação sobre a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do Testemunho”.
Além disso, para que um homem fosse sacerdote, ele precisava não só ser da tribo de Levi, ser chamada por Deus para o trabalho e ser consagrada, mas tinha de estar isenta de deformidades físicas e de outras contaminações (veja Levítico 21). Ainda que uma pessoa preenchesse todos os requisitos, se fosse cega, coxa ou de algum modo deformada, não podia atuar como sacerdote. Então, vemos que os que eram sacerdotes no sistema levítico eram especiais, santos e sem deficiências. Isso apontava para a perfeição do Sumo Sacerdote da Nova Aliança, Jesus Cristo (Hb.6:20).
“a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.6:19,20).

2. Características especiais dos levitas.

Os levitas possuíam duas características especiais:
a) eram os ajudantes dos sacerdotes. Por haverem sido resgatados da morte, na noite da páscoa, os primogênitos das famílias hebraicas pertenciam a Deus, mas os levitas, por seu zelo espiritual, foram escolhidos divinamente como substitutos dos filhos mais velhos de cada família (Nm.3:5-13; 8:17-19). Os levitas assistiam os sacerdotes em seus deveres e transportavam o tabernáculo e cuidavam dele.
“5.E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
6.Faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam,
7.e tenham cuidado da sua guarda e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo,
8.e tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo.
9.Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhes são dados em dádiva.
10.Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que guardem o seu sacerdócio, e o estranho que se chegar morrerá.
12.E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus.
13.Porque todo primogênito meu é; desde o dia em que feri a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; meus serão; eu sou o SENHOR” (Nm.3:5-13).
b) havia unidade neles. Os levitas tinham unidade e não uniformidade. Unidade vem de dentro, é uma graça espiritual; enquanto uniformidade é o resultado de uma pressão de fora. Esta unidade não é externa nem mecânica, porém interna e orgânica. Paulo usa a figura do corpo para descrever a unidade da Igreja. A Igreja – A Universal Assembleia dos Santos - é o Corpo de Cristo (Ef.4:4-6).
“há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos”.
Ø  Um só corpo”. Só existe uma igreja verdadeira, o corpo de Cristo, formada de judeus e gentios. Uma pessoa só começa a fazer parte desse corpo quando é convertida e batizada pelo Espírito nesse corpo (1Co.12:13).
Ø  “Um só Espírito”. É o mesmo Espírito que habita na vida de cada crente.
Ø  “Uma só Esperança”. É a esperança da volta de Jesus para reinar com a sua Igreja.
Ø  “Um só Senhor”. Este é o nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós, vive por nós, e um dia virá para nós. É difícil crer que dois crentes que dizem obedecer ao mesmo Senhor sejam incapazes de andar juntos em unidade. Confessar o senhorio de Cristo é um grande passo na direção da unidade entre o seu povo.
Ø  “Uma só Fé’. Esta fé tanto é o conteúdo da verdade em que cremos (Jd.3; 2Tm.2:2), como é a nossa confiança pessoal em Cristo como Senhor e Salvador.
Ø  “Um só Batismo”. Este é o batismo pelo Espírito no corpo de Cristo (1Co.12:13). Não confundir com o batismo no Espírito Santo (Atos 2:2-4).
Ø  “Um só Deus e Pai”. Deus é o Pai de todos aqueles que receberam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (João 1:12).
A unidade da igreja, portanto, não é construída pelo homem, mas pelo Deus triúno. Ela existe por obra de Deus e não do homem. Portanto, ecumenismo não possui amparo na Palavra de Deus.

3. A consagração sacerdotal tinha um só propósito.

Em uma cerimônia impressionante e muito bem preparada, Arão e seus filhos foram consagrados ao sacerdócio. Eles tinham de estar devidamente limpos e ataviados e deviam ter expiado seus pecados antes de assumir os deveres sacerdotais.
O Deus vivo não é uma imagem impotente à qual os homens prestam culto segundo suas ideias. Somente Ele é quem determina os requisitos segundo os quais lhe é possível habitar com o seu povo.
Os sacerdotes foram consagrados para servir no Tabernáculo. Eles não podiam executar outra atividade que fugisse a esse propósito (Nm.1:50; 3:12).
“mas, tu, põe os levitas sobre o tabernáculo do Testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre tudo o que lhe pertence; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; e eles o administrarão e assentarão o seu arraial ao redor do tabernáculo” (Nm.1:50).
Hoje, todos os crentes são sacerdotes, pois o Novo Nascimento nos inclui neste privilégio de compromisso espiritual (1Pd.2:9). O Novo Testamento dá base para que o crente considere a Cristo o seu Sumo Sacerdote.
“Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb.3:1).
Assim como os sacerdotes da Antiga Aliança, os ministros de Cristo da Nova Aliança precisam ser consagrados ao Senhor, ser purificados de toda culpa, ungidos com o Espirito Santo, afim de que o culto tenha a qualidade desejada pelo Senhor, sendo, assim, aceitável diante dEle. Além disso, a vida do ministro deve ser coerente com o culto ou serviço que prestam a Deus.
O ministro do Senhor Jesus, nos dias de hoje, também deve observar o chamado divino para a sua vida, a santificação e a unção de Deus para exercer o seu ministério, o princípio da submissão no seu dia a dia e a necessidade de exercer o seu ministério conforme a vontade de Deus (leia 1Tm.3:1-7; 6:11,12; Tt.1:7-9; 1Pd.5:1-4).
Ainda, o ministro deve se lembrar de que sua função no reino de Cristo não é simplesmente um cargo ou uma forma de se alcançar status ou se locupletar. Pense nisso!

II. VESTIMENTA SACERDOTAL PARA O SERVIÇO

A vestimenta era um símbolo da autoridade sacerdotal. Além de despertar a atenção do povo, marcava o caráter divino do serviço.
O capítulo 28 de Êxodo descreve a vestimenta sacerdotal para o serviço no Tabernáculo.
 “E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento. Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal. Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal” (Êx.28:2-4).

1. As vestes do Sacerdote

Os sacerdotes, quando estivessem ocupados com as funções sacerdotais deviam usar “vestes santas” (Êx.28:3). Essas vestes eram feitas do melhor linho fino, que era um símbolo de pureza.
Os materiais para fazer as vestes sacerdotais eram os mesmos das cortinas e do véu do Tabernáculo (Êx.26:1,31,32;28:5,6). Eram obras primorosas para que os sacerdotes estivessem vestidos com dignidade e formosura. Eles não poderiam apresentar-se diante do Senhor de qualquer maneira.
Havia quatro vestes prescritas por Deus aos sacerdotes:
a)   Os calções de linho, que serviam para cobrir as partes íntimas e as coxas do sacerdote (Êx.28:42).
b)   O manto ou túnica de linho fino e branco (Êx.28:39,40). Isto lhe recordava seu dever de viver uma vida pura e santa. Também, apontava para a pureza, perfeição e justiça de Cristo.
c)    O cinturão de linho, com bordado e usado para prender as roupas (Êx.28:39,40).
d)   As tiras para a cabeça, isto é, para o turbante ou mitra (Êx.28:37,40).

2. As vestes do Sumo Sacerdote

Além das quatro peças básicas anteriormente citadas, havia outras que eram usadas apenas pelo sumo sacerdote.
As vestimentas manifestavam a dignidade da mediação sacerdotal e lembrava ao intercessor que ele deveria se comportar com o devido decoro, bem como levava o povo a se comportar em santa reverência diante de Deus. Não deveria ser assim hoje nas igrejas locais?
a) Lâmina de ouro na testa (Êx.28:36-38). Esta peça era usada na frente da mitra sacerdotal, isto é, do turbante (Êx.28:37) com as seguintes palavras gravas sobre ela: “Santidade ao Senhor” (Êx.28:36). Isto proclamava que a santidade é a essência da natureza de Deus e indispensável a todo o verdadeiro culto prestado a Ele. O sumo sacerdote era a personificação de Israel e sempre era seu dever trazer à memória do povo a santidade de Deus.
Ao povo da Nova Aliança é exigido santidade, quando nos apresentamos ao Senhor para prestar-lhe culto. Como nós somos templos do Espirito Santo (1Co.6:19), logo a santidade deve ser buscada constantemente. Está escrito: “Sede santos em toda a vossa maneira de viver”(1Pd.1:15).
Assim como as vestes sujas do sumo sacerdote Josué, na visão do profeta Zacarias, representavam a sua iniquidade (Zc.3:3,4), as vestes santas do sumo sacerdote representavam a pureza e a perfeição de Cristo como o nosso Sumo Sacerdote definitivo e por excelência (Hb.7:26).
Matthew Henry disse que “o nosso adorno agora, sob o evangelho, tanto o dos ministros quanto o de todos os cristãos, não deve ser de ouro ou pérolas, nem custoso, mas deve ser composto das vestes da salvação e do manto da justiça” (Is.61:10; Sl.132:9,16).
“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas joias” (Is.61:10).
b) O Manto azul (Êx.28:31-35). Esta peça era usada sobre a túnica branca. Ela se estendia do pescoço até abaixo dos joelhos. As orlas do Manto eram adornadas com campainhas de ouro e romãs azuis que se alternavam. Como a romã tem muitas sementes, é considerada símbolo de uma vida frutífera. As campainhas de ouro anunciavam os movimentos do sumo sacerdote à congregação no interior da Tenda no Dia da Expiação. Desse modo, sabiam que ele não havia morrido ao entrar no Lugar Santíssimo, mas que sua mediação havia sido aceita.
Alguns estudiosos da Bíblia têm visto igualmente aí uma verdade espiritual para o cristão. Segundo eles, as campainhas podem representear o testemunho verbal, e as romãs, o fruto do Espírito. Ambos andam juntos e devem ser de igual importância para o cristão.
c) O Éfode (Êx.28:6-14). Ele consistia em um colete com as partes da frente e de trás unidas por tiras sobre cada ombro e por um cinturão à altura da cintura. Era feito de linho nas cores dourado, azul, púrpura e escarlate. Nas tiras sobre os ombros, havia duas pedras sardônicas, uma de cada lado, trazendo o nome das doze tribos de Israel – seis nomes em cada pedra (Êx.28:9,10). O texto bíblico diz que a ordem dos nomes era “segundo as suas gerações” (Êx.28:10), o que significa dizer que a disposição dos nomes nas pedras obedecia à ordem de nascimento dos doze filhos de Israel que davam nome às tribos.
O fato de o sumo sacerdote levar o nome das doze tribos nos ombros tinha um significado claro: ele, como intercessor entre o povo e Deus, levava em seus ombros todo o povo de Israel. O propósito divino era que, cada vez que o sumo sacerdote vestisse o Éfode, se lembrasse disso (Êx.28:12).
d) O Peitoral do juízo (Êx.28:15-30). Esta peça era colocada sobre o Éfode, na frente. Era uma bolsa quadrada de aproximadamente vinte centímetros. Era a parte mais magnífica e mística das vestes sacerdotais. Tinha na frente doze pedras de diferentes tipos e cores; cada pedra preciosa tinha o nome de uma das tribos de Israel (Ex.28:21). O significado aqui é claro:
Ø  No Éfode, o sumo sacerdote levava os nomes das tribos de Israel sobre os ombros, a parte do corpo que representa a força.
Ø  No peitoral, sobre seu coração, o órgão representativo da reflexão e do amor.
O Sumo-sacerdote não somente representava Israel diante de Deus, mas também intercedia em favor da nação. A verdadeira intercessão brota do coração e se realiza com todo o vigor. Ele é, sobretudo, uma imagem de nosso grande Intercessor no Céu, em cujas mãos estão gravados nossos nomes (Is.49:16) – “Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim”.
e) Urim e Tumim. O sumo sacerdote usava dentro do peitoral o Urim e o Tumim, que significavam “luzes e perfeições”. Eram empregados para consultar ao Senhor.
Segundo se crê, era duas pedrinhas, uma indicando resposta negativa e a outra, resposta positiva. Não se sabe como eram usadas, mas é provável que, em situações difíceis, fossem retiradas de algum lugar ou lançadas ao acaso, ao fazer-se uma consulta propondo uma alternativa: “farei isto ou aquilo?”. Ao retirar a pedra, interpretava-se a resposta, segundo a vontade de Deus (Êx.29:10; Nm.16:40; 27:21; Ed.2:63; 1Sm.14:36-42; 2Sm.5:19).

III. O SACERDÓCIO DE CRISTO (Hb.7:23-28)

Na Antiga Aliança, a função sacerdotal restringia-se à tribo de Levi, da casa de Arão. Na Nova Aliança, porém, o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, ergue-se de uma ordem superior à ordem de Arão. Ele é da ordem de Melquisedeque (Hb.6:20). Aquele era temporário; este, permanente (Hb.7:24). Aquele, pecador (Hb.7:27); este, imaculado (Hb.7:26). Aquele, imperfeito; este, perfeito.

1. Um novo e perfeito sacerdócio

O sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio levítico porque Jesus jamais pecou e, por isso, pôde oferecer um sacrifício perfeito, único e que não apenas cobriu, mas tirou o pecado do mundo (João 1:29).
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb.4:15).
O sacerdócio levítico estava sujeito ao pecado (Lv.10:1,2; 9:7,8; Hb.8:3; 9:6,7), oferecia sacrifícios contínuos (Ex.29:38,41,42; 30:10; Nm.28:1-3) e o efeito da expiação era temporário (Hb.10:1-4; 9:9,10).
Já o sacerdócio de Cristo é muito superior, pois nele está a plenitude sacerdotal (Hb.4:14,15; 7:26,27; At.5:30,31). Ele fez uma única oblação (Hb.7:27; 9:24,25,28; 10:14; 1Pd.3:18) e Seu sacrifício foi eficaz (1Pd.1:18,19; Hb.5:9; 9:14,15,24).
“Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb.10:14).
“assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb.9:28).
Os sacerdotes da ordem levítica não eram apenas imperfeitos, mas também tinham seu ministério interrompido pela morte. Nenhum sacerdote em Israel viveu para sempre. Uma geração de sacerdotes dava lugar à próxima geração. Enquanto novos sacerdotes entravam, os mais antigos estavam se aposentando ou morrendo. Permanecia o sacerdócio, mas não havia um sacerdote específico de quem se pudesse depender o tempo todo.
O ministério de Cristo, porém, é perfeito e dura para sempre, pois Ele morreu pelos nossos pecados, venceu a morte, ressuscitou para a nossa justificação, voltou ao Céu e está à destra do Pai intercedendo por nós. Ele vive para sempre. Isto quer dizer que, quando nos aproximamos de Deus por meio dele, Ele está sempre presente, sempre à disposição e jamais se ausenta. Aleluia!
Jesus não é apenas o Sacerdote perfeito, mas ofereceu o sacrifício perfeito. Ele é a própria oferta. Ele é o próprio sacrifício. Ele entregou a si mesmo, como oferta pelos nossos pecados. Sua oferta foi perfeita, completa e eficaz. Resta afirmar, portanto, que, sendo Jesus Cristo o nosso Sumo Sacerdote, nunca haverá um tempo em que, ao nos aproximarmos de Deus, seremos rejeitados.
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre” (Hb.7:26-28).

2. Jesus trouxe salvação perfeita (Hb.7:25)

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
O sacerdócio levítico não podia aperfeiçoar o pecador, mas Jesus pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus. A morte de Jesus foi vicária, substitutiva. Ele morreu em nosso lugar, como nosso substituto, para nos salvar.
Nossa salvação foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo.
A salvação não é uma conquista das obras, mas uma oferta da graça (Ef.2:8). Não somos salvos por aquilo que fazemos para Deus, mas pelo que Cristo fez por nós. Ele e só Ele pode salvar completamente.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef.2:8).
O apóstolo Paulo, em todas as suas Epístolas, enfatiza repetidas vezes que a salvação não é por obras, mas por fé no Senhor Jesus Cristo. Ou melhor, a salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé no Senhor Jesus. Diz a Palavra de Deus: ”Pela Graça sois salvos, mediante a fé...”(Ef.2:8). Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça.
A Fé em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação. A Fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt.4:19; 16:24; Lc.9:23-25; João 10:4, 27; 12:26; Ap.14:4).
A Fé, em si mesma, não salva - quem salva é Jesus. A Fé, em si mesma, não cura - quem cura é Jesus.
A Fé é o meio, é o mover do homem, é como uma mão que se estende para tomar posse da bênção. Se essa mão não se estender a bênção não é entregue, automaticamente.

3. Jesus, o mediador de uma melhor Aliança (Hb.7:25b)

“vivendo sempre para interceder por eles”.
Jesus, como nosso Sumo Sacerdote, vive permanentemente intercedendo por nós. Sua morte vicária foi consumada na cruz, mas seu ministério sacerdotal continua no Céu. Ele é o Advogado, o Justo (1João 2:1).
Nenhuma condenação prospera contra aquele que está em Cristo, pois ele morreu, ressuscitou e está à destra de Deus, de onde intercede por nós (Rm.8:1,34,35).
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm.8:1).
“Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm.8:34,35).
Jesus, como Sumo Sacerdote Perfeito, e de uma ordem superior e perfeita, é capaz de condoer-se e socorrer os que a Ele recorrem. Não há ninguém melhor que Ele para compreender nossas fraquezas e debilidades. Ele é o nosso mediador perfeito.
“porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5,6).
Com base nesse fato, o autor aos Hebreus encoraja os cristãos da seguinte forma:
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb.4:16).
“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb.7:11).

CONCLUSÃO

A ordem levítica encerrou sua atividade. Era sombra da realidade que veio em Cristo. Um sacrifício perfeito e cabal foi realizado. O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, foi imolado. Agora, uma nova ordem perpétua foi inaugurada. Cristo é Sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque. Ele morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras. Foi sepultado e ressuscitou segundo as Escrituras (1Co.15:3). Sua morte não foi um acidente nem sua ressurreição foi uma surpresa. Ele está no Céu intercedendo por nós, por isso pode salvar-nos totalmente (Hb.7:25).
O sacerdócio de Jesus é para sempre porque nunca poderá ficar melhor do que já é. Sendo perfeito, nunca chega a ponto de ceder lugar a um melhor. Por ser da ordem de Melquisedeque, não tem sucessão como tinha a ordem de Arão. Glórias sejam dadas a Ele!
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Fonte: Luciano de Paula Lourenço

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA REALIZA 10º ENCONTRO DE SENHORES E 11º ANIVERSÁRIO DO CONJUNTO ARAUTOS DO REI.



Com base no tema: Homem! Que ocupação é a tua? extraído do texto bíblico do Livro Jonas 1:8, a Assembleia de Deus em Viçosa, sob a liderança do Pastor João Pedro de Lima, realizou o 10º Encontro de Senhores e o 11º aniversário do Conjunto de Senhores Arautos de Rei.
No sábado(25), os aniversariantes adentraram ao templo  exaltando o nome do Senhor pela tão importante data e vitória concedida aos varões que servem a Deus no campo evangelístico nesta cidade. Esteve louvando ao senhor a União de Senhores de Cajueiro, a União de Senhores aniversariantes, o cantor Paulo Henrique e o cantor Edmilton Estevão.  Deus se fez presente de forma poderosa enquanto os varões louvavam ao Senhor. A mensagem da noite foi transmitida pelo auxiliar Dayvisson Pontes (Maceió). Baseado no texto bíblico de Gn capítulo 12, o preletor trouxe uma forte e edificante mensagem acerca da chamada de Abraão levando os aniversariantes e toda igreja a refletir sobre a ocupação de cada um na causa santa do Senhor. “Deus requer que cada crente em particular e a igreja de Cristo como todo esteja ocupado para o engrandecimento do Reino de Deus na terra” – enfatizou o pregador. Deus falou fortemente com seu povo nessa noite.

No domingo pela manhã foi realizada a escola bíblica  festiva, onde no momento Dayvisson Pontes trouxe um excelente estudo bíblico para os presentes com base no tema do  2º trimestre em apreço.  Domingo a noite estava igreja  mas uma vez reunida para o encerramento das festividades. A igreja foi edificada com uma poderosa mensagem transmitida pelo pastor Bleno Henrique (Pernambuco). A mensagem foi baseada no capítulo 7 de 2º Reis. Deus concedeu uma forte revelação ao pregador. Deus se fez presente de forma poderosa enquanto o servo de Deus explanava  a palavra. No término da explanação, ao fazer o convite, três pessoas aceitaram a Cristo como salvador de suas vidas.  

Ao término, pastor João Pedro agradeceu a todos que com muito esforço de dedicação se envolveram e contribuíram para que o evento pudesse acontecer, tributando ao Senhor a glória, o louvor e toda adoração.
 Ao Senhor seja tributada toda Honra e toda Glória

Por Efigênio Hortêncio













ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA COMEMORA 63 ANOS DO ANIVERSÁRIO DO TEMPLO.


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Viçosa, sob a liderança do Pastor João Pedro de Lima, celebrou a Deus com um culto festivo pela passagem dos 63 anos do templo Sede nesta sexta-feira (24). O templo foi inaugurado em 1956 pelo então pastor José Heleno, sendo pastor presidente Antônio Rêgo Barros segundo relato histórico.  O pastor presidente Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima – Presidente da Assembleia de Deus no estado de Alagoas esteve presente junto à uma comitiva de pastores da capital, bem como vários pastores da região. No momento foram separados para o ministério local os irmãos: Clóvis Soares dos Santos, Geovane Santos da Silva para o presbitério e José Cleyton da Silva e Charles da Silva Santos para o diaconato. Foi uma noite memorável para igreja local. O pastor Orisvaldo transmitiu uma edificante mensagem instrutiva aos candidatos ao santo ministério trazendo uma forte reflexão para todos os obreiros presentes e igreja como todo.

O sábado a tarde foi marcado com inesquecível batismo, onde 41 irmãos desceram às águas batismais. Esteve presente o pastor Juscelino (Cajueiro), cooperando com pastor João Pedro. Segundo relato de  muito irmãos, o momento do batismo foi inesquecível para suas vidas.

Por Efigenio Hortêncio











segunda-feira, 6 de maio de 2019

6ª aula do 2º trimestre de 2019: AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

Texto Base: Êxodo 26:1-14

“Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1Co.10:11).
Êxodo 26:1-14
1-E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada.
2-O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida.
3-Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra.
4-E farás laçadas de pano azul na ponta de uma cortina, na extremidade, na juntura; assim também farás na ponta da extremidade da outra cortina, na segunda juntura.
5-Cinquenta laçadas farás numa cortina e outras cinquenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão travadas uma com a outra.
6-Farás também cinquenta colchetes de ouro e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo.
7-Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás.
8-O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida.
9-E ajuntarás cinco destas cortinas por si e as outras seis cortinas também por si: e dobrarás a sexta cortina diante da tenda.
10-E farás cinquenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinquenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura.
11-Farás também cinquenta colchetes de cobre e meterás os colchetes nas laçadas; e, assim, ajuntarás a tenda para que seja uma.
12-E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobejar, penderá sobre as costas do tabernáculo.
13-E um côvado de um lado e outro côvado de outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo.
14-Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

INTRODUÇÃO

Dando continuidade à nossa caminhada dentro da Casa de Deus – o Tabernáculo -, vamos analisar as Cortinas da Tenda do Tabernáculo.
Já passamos pela Porta, única entrada para chegarmos ao Pátio; caminhamos até o Altar onde o sacrifício substitutivo é aceito; caminhamos até à Pia da purificação, que condicionava os sacerdotes entrar no Lugar Santo, e ali prestar serviços ao glorioso Deus.
Agora, antes de contemplarmos a beleza deste Lugar Santo e sentirmos o clina do sobrenatural de Deus, analisemos a beleza da Cobertura e das Cortinas da Tenda da Congregação. Veremos a relação dessas Cortinas com as verdades espirituais. Elas têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa Obra redentora de Cristo. 
Os tipos das Cortinas e as suas cores têm um significado distinto na montagem do Tabernáculo, apontando para a Pessoa e Obra do Senhor Jesus. Aparentemente, nada havia de muito atrativo que chamasse a atenção; foi assim também quando o Senhor Jesus esteve na Terra, quando nada de especial foi visto nEle. Isaias, assim, profetiza:  “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse...era desprezado, e dele não fizemos caso” (Is.53:2,3).
As nações pagãs circunvizinhas, certamente, não compreendiam por que essa estrutura tão simples era o centro da atração do povo de Israel. Era-lhes impossível entender como dentro daquela construção sem quaisquer atrativos habitasse a Glória de Deus. Da mesma forma, hoje, não é o edifício nem sua suntuosidade nem os esforços naturais do homem que atrairão pessoas à Igreja de Cristo, mas a real presença gloriosa de Deus dentro da Igreja.

I. AS TÁBUAS QUE SUSTENTAVAM A COBERTURA E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

As paredes da Tenda da Congregação (Lugar Santo e Lugar Santíssimo) eram de tábuas, haja vista que o Tabernáculo seria desmontável.
Segundo estudiosos, toda madeira requerida para construção das tábuas (de acácia) foi extraída de inúmeros oásis que circundavam a região do Sinai.
“Farás também de madeira de acácia as tábuas para o tabernáculo, as quais serão colocadas verticalmente. Cada uma das tábuas terá dez côvados de comprimento e côvado e meio de largura. Cobrirás de ouro as tábuas e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas” (Êx.26:15,16,29).

1. As Tábuas e o seu revestimento.

Conforme o texto sagrado, cada tábua media aproximadamente 4,50m por 0,70cm, e todas foram inteiramente revestidas de ouro.
A madeira nos faz lembrar da vida humana e o ouro aponta para a glória de Deus. Para chegarmos à presença santa de Deus é preciso que o velho homem (deformado) seja esculpido, transformado e revestido de uma nova natureza – a natureza de Cristo (Cl.3:9,10).
As tábuas eram cobertas de ouro. Desta feita, todas as marcas anteriores e imperfeições eram totalmente cobertas. O observador não via a tábua de acácia, mas sim o ouro. Como cristãos devemos perguntar-nos: "Quando alguém me observa, o que ele vê?". As marcas e defeitos da vida antiga ainda estão visíveis ou ele vê a graça de Deus em mim? Estarei dando desculpas por minhas fraquezas e fracassos ou ele vê Cristo em mim? Para ser parte do edifício de Deus, uma pessoa não pode mais inventar desculpas para seus pecados e fraquezas. O apóstolo Paulo assim afirmou:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl.2:20).
"Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl.3:3)..
E de forma conclusiva, o apóstolo Paulo informa em 2Corintios 5:17:
“se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo“.
As pessoas não vão mais dizer: "não é um belo pedaço de madeira". Eles verão apenas a beleza do ouro, que é "Cristo em você". A madeira, a natureza humana, não será mais atrativa, não atrairá maior atenção do observador.
Se eu chamar a atenção para mim mesmo em vez de para Cristo, estou perdendo minha razão de ser e não terei mais cobertura de “ouro”. Como é triste quando um crente se torna o foco das atenções, em lugar do Senhor Jesus Cristo!

2. Unidade das Tábuas.

As tábuas eram todas do mesmo tamanho (Êx.26:16). Havia vinte para a parede norte, vinte para a parede sul, seis no terminal oeste, com uma tábua dupla em cada um dos cantos posteriores para reforçá-los (cf. Êx.26:18-24).
As vinte tábuas das laterais eram firmemente ligadas com travessões de madeira de acácia de modo que formassem uma unidade. Para cada parede havia cinco destes travessões. Cinco é o número da Graça. Verdadeiramente é a Graça de Deus que liga os crentes uns aos outros.
A Unidade da parede dava segurança e beleza à construção.
Jesus teve este mesmo desejo para seus seguidores (João 17:20,21):
“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”.
O salmista também expressou a mesma verdade:
“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes”.
Paulo também enfatizou a necessidade de união entre os crentes:
"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos" (Ef.4:3-6).
Que Deus nos conceda toda a "unidade do Espírito" (Ef.4:3) até que "todos cheguemos àunidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus" (Ef.4:13).

3. As Argolas para unir as tábuas e suportar as tempestades no deserto (Êx.26:29).

“Cobrirás de ouro as tábuas e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas”.
Em cada tábua foram fixadas quatro argolas de ouro - duas em cima e duas embaixo - para que se passassem quatro varões folhados a ouro, os quais uniriam as tábuas umas às outras.Esses “varões” simbolizavam comunhão e mutualidade.
As tempestades no deserto eram intensas e sem aviso, de maneira que se as tábuas não estivessem bem presas umas às outras cairiam com facilidade. Assim, também, Deus espera de Sua Igreja: que cada membro apoie o outro nos momentos de crises, de tempestades.

II. AS COBERTURAS E AS CORTINAS DA TENDA DO TABERNÁCULO

“Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima” (Êx.26:14).
“e todo homem que se achou com pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia” (Êx.35:23).
Os israelitas estavam no deserto por ocasião da construção do Tabernáculo. Aquela era uma região extremamente inóspita, difícil de ser habitada e só suportada pela contínua proteção divina.
Durante o dia a temperatura poderia chegar aos 50°C, a umidade relativa do ar não chegava a 5% e as noites eram impiedosamente gélidas, marcando quase 10°C. Graças a Deus pela nuvem que amenizava o calor do dia e a coluna de fogo que os aquecia à noite (cf.Êx.13:21,22). Devido a essas condições adversas, o Tabernáculo precisaria de uma cobertura especial, algo que protegesse, preservasse e mantivesse uma temperatura estável.
Deus mostrou a solução, não com uma, mas com quatro coberturas sobrepostas, a partir das ofertas requeridas:
  • A Primeira Cobertura – ou Cobertura exterior - de peles de animal texugo(Êx.26:14).
  • A Segunda Cobertura – de peles de Carneiro, tingida de vermelho (Êx.25:5; 26:14).
  • A Terceira Cobertura – de peles de Cabra (Êx.26:7-13).
  • A Quarta Cobertura – ou Cobertura interior - de linho fino torcido (Êx.26:1).
Estas coberturas quadriformes eram uma proteção completa e durável para a construção e tudo o que ali se abrigava.

1. Primeira Cobertura – ou Cobertura exterior - de peles de Texugo (Êx.26:14).

“Farás também à tenda uma coberta de peles de ...texugo em cima”.
Esta Cobertura de peles de texugo era a maior e a mais simples e cobria completamente a Tenda.
A pele de texugo está associada a couro forte para as solas de sapato. Veja o que diz Ezequiel: "Também te vesti de bordadura, e te calcei com pele de texugo..." (Ez.16:10). Portanto, seu uso se devia mais à durabilidade que ao aspecto estético, uma vez que deveria suportar os rigores do clima.
Esta Cobertura não mostrava qualquer forma exterior de beleza ou atrativo à construção. Do mesmo modo, a beleza da Igreja não está na decoração externa, mas na presença de Cristo. Isto também nos faz pensar no nascimento de Jesus que, embora fosse Deus, com todo esplendor e glória, veio ao mundo sem ostentação e atrativo algum (Is.53:2). Ele nasceu em um lugar humilde, e poucos perceberam Sua magnífica glória. Seu nascimento aconteceu discretamente.
A Cobertura de peles de texugo nos explica claramente que falta de humildade é o maior obstáculo a uma vida cristã abençoada e frutífera. Não me refiro à humildade que se desfila ante os olhos humanos, quando se quer parecer humilde, mas àquela que se torna parte da nossa natureza através de Cristo.
A pele de texugo nos informa que precisamos aprender a humildade na escola de nosso Senhor, que diz: "... aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração..." (Mt.11:29).
“Que possamos valorizar as pessoas, não pela aparência exterior ou pela status, mas pela beleza interior, pelo caráter, pelo coração”.

2. Segunda Cobertura – de pele de Carneiro, tingida de vermelho (Êx.25:5; 26:14).

“Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho...”.
Esta Cobertura ficava abaixo da primeira, da qual falamos anteriormente. Ela não seria vista por olhares indiscretos ou impenitentes, mas estava ali para simbolizar que para entrar na presença de Deus era preciso haver derramamento de sangue.
O pecado impede que nos aproximemos de Deus e desfrutemos de Sua comunhão. O único meio de nos livrarmos do pecado é o sangue de Cristo, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22).
Jesus derramou Seu precioso sangue na cruz (como Cordeiro de Deus), em nosso favor, a fim de tornar possível nosso acesso à presença de Deus.

3. Terceira Cobertura – peles de Cabra (Êx.26:7-13).

 “Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás. O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida”.
A Cobertura de pele de cabra era bastante diferente das duas primeiras, mencionadas anteriormente. Parece ser uma divisória entre as duas primeiras coberturas e a quarta cobertura. Era feita de onze cortinas de aproximadamente 13,30m por 1.80m.
Esta Cobertura também tem para nós uma mensagem espiritual.
Cinco das Cortinas formam, costuradas, uma só peça; as outras seis são igualmente atadas de modo a, também, se constituírem em uma só peça.
A quinta Cortina da primeira peça tinha cinquenta alças, de igual modo a segunda peça (que consistia de seis cortinas) também possuía cinquenta alças. As peças eram ligadas uma à outra por meio de cinquenta ganchos de bronze, tornando a cobertura inteira.
A peça contendo as cinco Cortinas cobria a área do Santo dos Santos, e a parte com as seis cortinas cobria o Lugar Santo. Uma vez que esta última peça continha uma cortina a mais, a sexta dobrava-se para trás.
Assim, nesta Cobertura, temos o número cinco, que é número da Graça, e na outra extremidade, o número seis, que é o número do homem. Portanto, as cinquenta alças e ganchos que fazem a ligadura das duas peças, significam Deus e o homem unidos pela Graça.
O número cinquenta, também, tem o seguinte significado:
-No Antigo Testamento, havia se passado cinquenta dias da noite de Páscoa de Israel, quando o Senhor voltou a falar-lhes no monte Sinai: "Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim" (Êx.20:2,3). Nessa ocasião, Ele lhes deu os Dez Mandamentos e identificou-se com o seu povo. Foi o tempo em que Deus fez aliança com o homem.
-No Novo Testamento, cinquenta dias após a ressurreição de nosso Senhor veio o Dia de Pentecostes em sua plenitude, quando o Senhor derramou de seu Espírito sobre os que esperavam e oravam reunidos no Cenáculo.

4. Quarta Cobertura – ou Cobertura interior - de linho fino torcido (Êx.26:1).

“E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada”.
Esta era uma Cobertura de grande beleza, que só podia ser apreciada quando se entrasse na Tenda. A beleza não podia ser vista pelo lado de fora. De igual modo, apenas aqueles que entram em relacionamento íntimo e comunhão com o Senhor podem ver e conhecer a maravilha e a beleza de servir a Jesus, nosso Senhor.
Esta quarta Cobertura continha dez cortinas, cada uma com 28 côvados (aproximadamente 14 metros) de comprimento por 4 côvados (aproximadamente 2 metros) de largura (Êx.26:2).
Cinco cortinas eram ligadas umas às outras, bem como as outras cinco, perfazendo duas partes de cerca de 14 por 10 metros (Êx.26:3). Estas duas partes eram ligadas entre si por cinquenta laços de tecido azul na borda de cada última cortina de cada peça, que se encaixavam em cinquenta ganchos de ouro. Estes cinquenta laços e ganchos apontavam para o Pentecostes.
A diferença era que a Cobertura de pele de cabra fazia-se unir com ganchos de bronze. O bronze significa julgamento. Como eu disse anteriormente, a Lei foi dada a Israel cinquenta dias após a Páscoa, e julgava e condenava aqueles que pecavam.
Esta Cobertura interior era unida com cinquenta ganchos de ouro. O ouro tipifica a divindade, ou o Espírito Santo que veio sobre os 120 (cento e vinte) que estavam unidos no Cenáculo, cinquenta dias após a ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Senhor mantém a sua Igreja unida pela presença e o poder do Espírito Santo.
Quando os sacerdotes adentraram o Lugar Santo, uma nova visão descortinou-se ante os seus olhos. Eles viram as paredes cobertas de ouro, o azul, a púrpura, o escarlate, misturados ao linho branco e os querubins tão habilmente bordados de acordo com o padrão pré-estabelecido. Tudo isto revelado pelo brilho de sete lâmpadas sobre o candelabro. Que visão maravilhosa!
Não é de admirar que a reação espontânea do cristão que aprofunda sua caminhada com Deus quase sempre seja: "que coisa maravilhosa é sentir a presença de Deus nesta caminhada rumo ao Céu; é como o Paraíso para mim!".

III. AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO

No Tabernáculo, em especial na Tenda, os materiais utilizados envolviam as mais variadas cores, principalmente as Cortinas preparadas para a Cobertura do Santuário. Quando os sacerdotes entravam na Tenda da Congregação, deparava-se com essas cores, que pregavam uma simbologia bastante significativa. Por meio delas, o povo de Israel percebia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.
Para nós, povo de Deus da Nova Aliança, essas cores apontavam para a Obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a Obra completa da salvação.
As cores predominantes eram:  azul celeste, púrpura, carmesim e o branco (Êx.27:16).
“E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro”.
Analisemos, de forma resumida, cada uma dessas cores.

1. A Cor Azul celeste

O Azul fala do que é celestial, e indica a origem celestial de Cristo em sua divindade. Ele era constituído de duas naturezas, a divina e a humana. Ele veio do céu, mas fez-se homem (João 1:14) para identificar-se com a criatura humana e resgatá-la do pecado.
Enquanto Cristo Jesus esteve na terra, ainda assim viveu uma vida celestial. Depois de Sua ressurreição e de Sua vitória contra a sepultura, foi recebido no Céu para reaver seus atributos e o Seu estado original de divindade (ver Fp.2:5-11; Ef.1:20-23).
Hoje, o Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, está edificando Sua Igreja, exercendo Seu ministério sacerdotal à destra de Deus.
“mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” (Hb.10:12).
“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus” (Hb.9:24).

2. A cor Púrpura (Êx.27:16)

“...haverá uma coberta de vinte côvados...de pano...púrpura...”.
A Púrpura lembra-nos da realeza de Cristo. Não foram muitos que reconheceram a realeza de Jesus enquanto Ele esteve aqui na terra.
  • Pilatos questionou-o com respeito a isto: "... logo tu és rei?". Jesus respondeu: "... Eu para isso nasci..." (João 18:37).
  • cego Bartimeu enxergou melhor do que aqueles que não tinha problema de visão, porque clamou: "... Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Mc.10:47). “Filho de Davi” é uma expressão messiânica.
  • Houve também uma mulher pecadora que, vindo por trás, lavou-lhe os pés com suas lágrimas (Lc.7:44); ela também reconheceu Jesus como Majestade.
  • Os reis magos, também, reconheceram Jesus como Rei: “e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo” (Mt.2:2).
  • Ao governador da Judéia, Jesus confirmou que Ele era rei: “E foi Jesus apresentado ao governador, e o governador o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes” (Mt.27:11).
A Cortina de cor Púrpura também apontava para o futuro, porque a realeza de Cristo será, um Dia, revelada na sua manifestação e vinda no período milenial, onde Ele assumirá o comando da Terra como Rei dos reis e Senhor de todas as coisas (ver Sl.110; Is.9:6; Lc.1.32).
“E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16).
“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (Ap.1:17).

3. A cor Escarlate – Carmesim - (Êx.27:16)

A cor Escarlate (ou Carmesim), fala-nos do sofrimento de Cristo.
O Carmesim é uma cor de sangue, vermelho vivo, que projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da Obra salvífica de Jesus. Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13:
“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.
Por outro lado, o Carmesim aponta para a glória vindoura de seu reinado como "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (ver Zc.14:9; 1Tm.6:14,15; Ap.19:11-16).
“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.
“E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo.
“E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro.
“E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso.
“E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”.

4. A cor Branca do linho torcido

Esta cor era predominante no Tabernáculo, representando pureza, limpidez e graciosidade. Aparecia nas vestes sacerdotais e nas cortinas de linho.
O linho torcido, apontava para o Homem Perfeito, Cristo Jesus. Num sentido especial, o linho torcido é um tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Cristo e o seu sofrimento em nosso lugar. Também lembra que a morte de Jesus se tornou o fundamento da justiça a nosso favor.
Linho torcido lembra justiça, na terra, e Jesus fez-se justiça por toda a humanidade.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21).
“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm.5:18).

CONCLUSÃO

Toda a riqueza de detalhes da Tenda da Congregação não passava de "sombra" (Hb.10:1) em relação a tudo aquilo que realmente Deus teria para nós, povo de Deus da Nova Aliança.
Hoje, podemos nos apresentar perante Ele sem rituais ou mediadores humanos, porque a nós foi aberto um novo e vivo caminho à presença de Deus, por intermédio de Jesus Cristo (nossa Cobertura), e nos foi dada uma nova natureza (Tábuas de ouro) que nos torna aceitáveis perante Ele.
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Fonte: Luciano de Paula Lourenço