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segunda-feira, 29 de março de 2010

1ª Lição: Jeremias, o Profeta da esperança

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Fredrico maia - 49
Viçoca - Alagoas
Segundo Trimestre de 2010


I - INTRODUÇÃO:

Desde o ventre materno, Jeremias foi escolhido por Deus para ser profeta. Portanto, o que ele falou, mesmo em desacordo com a vontade do povo, foi a mensagem divina contra a idolatria judaica. Perseguido e preso, persistiu no propósito de combater o erro, a fim de que a nação se arrependesse e fosse salva do cativeiro. O ministério de Jeremias durou cerca de 40 anos e se estendeu pelo reinado dos cinco últimos reis de Judá, quais sejam:

(1) - Josias - O soberano por meio do qual aconteceu o último despertamento espiritual de Judá - II Cr 34 e 35;

(2) - Jeoacaz, também chamado Salum, o qual, após três meses de governo, foi deposto e levado para o Egito - Jr 22:11-12; II Cr 36:1-4;

(3) - Jeoiaquim, também chamado Eliaquim, irmão de Jeoacaz - II Cr 36:4-8 - Rei idólatra e mau, que foi duramente repreendido por Jeremias - II Rs 23:7; Jr 22:13-19;

(4) - Joaquim, também chamado de Conias ou Jeconias - Jr 22:24; 24:1 - reinou por um período de três meses; e

(5) - Zedequias, também chamado de Matanias. Era o tio do rei Joaquim e, portanto, filho do rei Josias - II Rs 24:17 - Foi um rei fraco, vacilante e joguete nas mãos dos políticos de sua época. Não se humilhou perante o profeta Jeremias que lhe falava da parte do Senhor. Por sua desobediência à Palavra de Deus, pagou muito caro - II Cr 36:12; II Rs 25:5-7.

Só nas mãos de Jeová seria possível a um jovem, nascido numa aldeia de um país insignificante na arena política do mundo, chegar a influenciar o destino das nações. Mas foi isto que Deus propôs ao jovem Jeremias. Não é de admirar que sua reação tenha sido: “SOU UM MENINO”.

Deus, entretanto, não precisa tanto de homens experimentados quanto de homens dedicados; o Senhor dá a capacidade e experiência necessárias para que Sua obra seja executada; tudo para Sua honra e glória.

II - A IGREJA E O PODER POLÍTICO NO BRASIL:

- Pelo livro do Profeta Jeremias vemos que não é possível unir a vida política com a religiosa. A maioria dos reis de Judá perseguiu o Profeta Jeremias, não dando ouvidos às advertências de Deus.

- Nos últimos tempos em nosso País, principalmente por ocasião das eleições, podemos ouvir com bastante freqüência e fervor muitos pregadores e líderes evangélicos afirmando que a Igreja deve conquistar o poder político no Brasil e impor sobre a sociedade um governo baseado na Bíblia Sagrada.

- Multiplicam-se as vozes a favor do domínio da Igreja sobre as instituições sociais e políticas da nação. Surgiram há alguns anos as seguintes frases:

- (1) - “O Brasil é do Senhor Jesus! Povo de Deus, declare isso!”

- (2) - “A solução dos problemas do Brasil está na Igreja!”

- (3) - “Chegou a hora de a Igreja ocupar os postos de liderança desta nação!”

- (4) - “O caos social, político e econômico do Brasil é decorrência, numa primeira instância, das maldições espirituais que repousam sobre o nosso país!”

- (5) - “Já somos 35 milhões de evangélico no Brasil e está na hora de assumirmos o governo deste País!”

- No entanto, a situação política, social e econômica do Brasil não é decorrência apenas da situação espiritual. Se assim o fosse, o Japão não seria uma das maiores potências do mundo. Ora, o que predomina lá é o Budismo, o Xintoísmo e o culto aos antepassados. Logo, os problemas do Brasil são bastante complexos e não serão resolvidos apenas com a eleição de alguns evangélicos ou de um Presidente da República cristão.

- Para piorar a situação, podemos constatar, ao longo dos anos, que o envolvimento de muitos evangélicos com a política tem produzido resultados desanimadores, um vexame para a Igreja do Senhor. Muitos evangélicos, depois de eleitos, perceberam que legislar não é a mesma coisa que contar histórias bíblicas ou dar gritos de “glória Deus e aleluia!”

III - BASE BÍBLICA USADA PELOS ADEPTOS DA TEOLOGIA DO DOMÍNIO:

III.1 - Gn 1:26-28

- REFUTAÇÃO - A ordem original que Deus deu ao homem era o domínio sobre o ambiente e não sobre os seus semelhantes;

III.2 - Mt 28:18-20

- REFUTAÇÃO - Fazer discípulos de todas as nações não significa ensinar princípios bíblicos às instituições políticas do mundo.
- De fato, o N.T. usa “nações” para referir-se a entidades políticas (Mc 13:8; At 2:11). Mas também (e com maior frequencia) para grupos de pessoas, especialmente gentios (Mt 6:32; Gl 2:9; Ef 2:11). Além disso, batizam-se e ensinam-se à pessoas e não à instituições civis!

IV - EXEMPLOS BÍBLICOS DA VIDA POLÍTICA EM DESARMONIA COM A RELIGIOSA:

IV.1 - I Sm 13:8-14:

Acumular os atributos dos sacerdotes com os do rei era proibido aos judeus. Saul foi desobediente ao porta-voz de Deus. Ao invés de esperar por Samuel, ofereceu um holocausto para unir o povo e prepará-lo para a guerra. Preferiu adorar a ética situacionista, em vez da ética bíblica e, depois, ofereceu desculpas para sua conduta. Saul tentou se justificar ao invés de confessar seu pecado (Lv 14:19-20).

IV.2 - I Rs 21:17-29; II Rs 1:1-17:

- Em atenção à humildade do terceiro capitão, Elias recebeu ordem do Anjo do Senhor para descer. Mas não recebeu ordem de alterar a mensagem que Deus tinha para aquele rei!

IV.3 - II Cr 26:16-21:

- Homens de firmeza - sua firmeza e sua coragem provinham do hábito de respeitarem mais a Deus do que aos homens. Deus julgou Uzias acometendo-o de lepra por ter usurpado prerrogativas que cabiam aos sacerdotes (Ex 30:1-10).

- Aqueles sacerdotes resistiram ao rei. O rei não podia reger fora do alcance de sua autoridade. A lei considerava todos os leprosos como cerimonialmente imundo, INCLUSIVE O REI.

- Uzias não se separou do pecado e para o Senhor. Por isso, Deus o separou dos amigos, da sua família, do seu trono e do santo Templo, que pertence ao Santo Deus.

IV.4 - Jo 18:28-38:

- Ainda que o reino de Cristo não seja reino político, tem ministros leais. Não sendo deste mundo, sua realidade celestial se demonstra na persuasão do amor e não nas armas. O rei é Cristo que reina pela força da verdade (Sl 91:4; 93:1-2, 5)

IV.5 - Dn 4:17-18, 24-27; 5:1-29:

- Daniel tinha plena consciência da sua alta missão profética. Não era hora de levantar interpretação que agradassem à casa real, nem de considerar a autoridade humana, e, portanto, as honras carnais eram desprezadas, pois bem sabia Daniel de quão pouco valiam. Daniel não poupou a família real.

IV.6 - Ne 6:10-14:

- Semaías alegou ter recebido uma revelação especial sobre um atentado contra a vida de Neemias e sugeriu que o lugar santo no Templo em Jerusalém era o único lugar seguro para Neemias. Tal sugestão, todavia, desmascarou a traição de Semaías, uma vez que somente os sacerdotes podiam entrar no lugar santo (Nm 18:7)

IV.7 - Jo 6:9-15; Mt 4:8-10:

- Jesus não aceitou tornar-se um líder político e ainda resistiu e desprezou a oferta de Satanás, não caindo, portanto, em tentação.

V - SOMOS UM POVO SACERDOTAL E PROFÉTICO:

Jr 1:1 - Sendo de família sacerdotal, ou seja, da Tribo de Levi, descendente de Arão, Jeremias também é sacerdote por hereditariedade, mas Deus lhe deu a missão de PROFETA, isto é, “ALGUÉM QUE FALA”, “UM PORTA-VOZ” da mensagem de Jeová.

II Pe 2:9 - “Mas vós sois… o sacerdócio real… para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou…”
Diante do quadro caótico na política, será que estamos em condições de executarmos um ministério idêntico ao de Jeremias? Ou seja, de exercermos as funções de sacerdotes e de profetas? Meditemos:

V.1 - OS SERVIÇOS DOS SACERDOTES:

(1) - Tomar conta do tabernáculo - Nm 18:1, 5, 7 - Tenhamos zelo pela Casa do Senhor;

(2) - Acender e conservar em ordem as lâmpadas do santuário - Ex 27:20-21; Lv 24:3-4 - Sejamos cheios da Palavra (lâmpada) e da presença de Cristo, a Luz do mundo;

(3) - Conservar sempre aceso o fogo do altar - Lv 6:12-13 - Estejamos sempre na presença de Deus, em santificação;

(4) - Queimar incenso - Ex 30:7-8; Lc 1:9 - Oremos sem cessar;

(5) - Colocar e remover os pães da proposição - Lv 24:5-9 - Tenhamos sempre comunhão uns com os outros;

(6) - Abençoar o povo - Nm 6:23-27 - Na autoridade do nome de Jesus, ministremos as bênçãos celestiais ao povo de Deus;

(7) - Purificar os imundos - Lv 15:30-31 - Oremos para que Deus perdoe nossos pecados;

(8) - Decidir os casos de ciúmes - Nm 5:14-15 - Não fiquemos enciumados por aquele (a) que o Senhor tem usado em Sua obra: Deus usa quem Ele quer, como quer e quando quer;

(9) - Decidir casos de lepra - Lv 13:1-59; 14:34-35 - Não brinquemos com o pecado; onde ele habitar, a santidade será extinta;

(10) - Julgar os casos de controvérsia - Dt 17:8-13; 21:5 - Nossa palavra seja sim, sim e não, não;

(11) - Ensinar a lei - Dt 33:8-10; Ml 2:7 - Estudemos com afinco a Palavra do Senhor, pois não podemos ensinar o que não sabemos;

(12) - Transportar a arca - Js 3:6, 17; 6:12 - Onde pisarmos a planta dos nossos pés, a presença de Deus estará conosco;

(13) - Encorajar o povo a ir à guerra - Dt 20:1-4 - Que os covardes e medrosos voltem para casa;

(14) - Tocar as trombetas em várias ocasiões - Nm 10:1-10; Js 6:3-4 - Não nos calemos diante do pecado; clamemos contra ele, em nome de Jesus;

(15) - Não podiam casar-se com mulheres divorciadas ou impróprias - Lv 21:7 - Não esqueçamos: Deus odeia o repúdio, o divórcio - Ml 2:16;

(16) - Não podiam beber vinho - Lv 10:9; Ez 44:21 - Não vos embriagueis com vinho em que há contendas, mas enchei-vos do Espírito Santo;

(17) - Enquanto estivessem imundos, não podiam realizar qualquer serviço - Lv 22:1-2 cf Nm 19:6-7 - Enquanto estivermos em pecado, estaremos desqualificados para fazermos a obra do Senhor;

(18) - Enquanto estivessem imundos, não podiam comer das coisas santas - Lv 22:3-7 - Enquanto estivermos em pecado, não poderemos manter comunhão com Deus e a Sua Igreja; o pecado faz separação entre nós e Deus.

V.2 - OITO CARACTERÍSTICAS DO PROFETA:

(1) - Tem estreito relacionamento com Deus e se torna confidente do Senhor (Am 3.7).

(2) - Não somente ouve a voz de Deus, como também sente Seu coração (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).

(3) - À semelhança de Deus, o profeta ama profundamente o povo (Ez 18.23). Por isso, suas mensagens são cheias não somente advertências, como também palavras de esperança e consolo.

(4) - O profeta busca o sumo bem do povo, isto é, total confiança em Deus e lealdade a Ele; eis porque advertia contra a confiança na sabedoria, riqueza, poder humanos e nos falsos deuses (Jr 8.9,10; Os 10.13, 14; Am 6.8).

(5) - O profeta tem profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13,19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8).

(6) - O profeta desafia constantemente a santidade superficial e oca do povo, procurando desesperadamente encorajar a obediência sincera às palavras que Deus revelou na Lei - Jr 22:21 cf 29:10;

(7) - O profeta tem uma visão do futuro, revelada em condenação e destruição (Is 63.1-6; Jr 11.22,23; 13.15-21; Ez 14.12-21; Am 5.16-20,27), bem como em restauração e renovação (Is 65.17-66.24; Jr 33; Ez 37).

(8) - Finalmente, o profeta é, via de regra, um homem solitário e triste (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 7.10-13; Jn 3- 4), perseguido pelos falsos profetas que predizem paz, prosperidade e segurança para o povo que se acha em pecado diante de Deus (Jr 15.15; 20.1-6; 26.8-11; Am 5. 10 cf. Mt 23.29-36; At 7.51-53). Ao mesmo tempo, o profeta verdadeiro é reconhecido como homem Deus, não havendo, pois, como ignorar o seu caráter e a sua mensagem.

VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Sempre que um cristão tiver a oportunidade de exercer um cargo público (O QUE NÃO É NENHUM PECADO), deve fazê-lo com justiça e com ética cristã, tendo em mente que terá que prestar contas a Deus dos privilégios e responsabilidades que lhe forem atribuídas.

No entanto, a ética cristã na Igreja evangélica brasileira está tão comprometida hoje, que o risco de votar em crente é muito maior do que votar no descrente. Porque, pelo menos, o descrente não trará escândalo para o Evangelho e a Igreja de Deus.

Por isso, é muito difícil um obreiro, o qual tem a chamada divina para o ministério, conciliar a obra de Deus e a política, pois uma é eterna e a outra terrena. Deve, por isso, dedicar-se somente à primeira, da qual dará conta na eternidade.

Um obreiro realmente chamado por Deus e em plena atividade ministerial, não deve jamais trocar sua chamada por qualquer outra coisa. Caso venha fazê-lo, que deixe o exercício do ministério. Além disso, não podemos esquecer que a missão principal da Igreja antes da volta do Senhor é o evangelismo e o discipulado, e não formar cruzadas para tomar o poder ou conquistar o domínio político numa nação ou no mundo.

Finalizando: Uma das perguntas básicas neste assunto é:
- “Lá no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras dos Vereadores tem ministração da Santa Ceia? Tem oração? Tem pregação e estudo da Palavra de Deus? Podemos orar e falarmos em mistérios com Deus?…” -
Não???!!!….

Então, homem e mulher de Deus, em nome de Jesus:
- “… ATENTA PARA O MINISTÉRIO QUE RECEBESTE NO SENHOR, PARA QUE O CUMPRAS” - Cl 4:17

Amém.

terça-feira, 23 de março de 2010

13ª Lição: Solenes Advertências Pastorais

Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49 - Viçosa - Alagoas
Escola Bíblica Dominical

LIÇÃO 13 SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS

INTRODUÇÃO

Nesta lição, Paulo conclui a sua defesa e a sua autoridade apostólica com importantes advertências a igreja de Corinto. O objetivo de Paulo é de edificação e moralidade na vida daquela comunidade eclesiástica. ” Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” (II Co 13: 5)

I - PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO

O apóstolo Paulo tinha algumas preocupações com a igreja de Corinto devido alguns fatores que surgiram no seio da igreja. A preocupação de Paulo era maior para com os coríntios do que para consigo mesmo. Ele já havia expressado esta preocupação quando da possibilidade de que alguns poderiam não ter se arrependido. Ele fez uma série de advertências, dentre elas estão:

1.1- A defesa do seu apostolado- Ele se preocupava com o estado de sua reputação entre os homens, bem como desejava receber confiança e amor da parte deles. Nenhum homem pode recomendar-se a si mesmo; e mesmo que venha a convencer a outros acerca de sua retidão, nem por isso pode sentir-se aprovado. Somente Deus pode outorgar-se a verdadeira aprovação. “Cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação.” ( II Co 12:19)

1.2- “…em Cristo…” Em outras palavras, Paulo tinha falado como alguém que se encontra em união vital com o Senhor Jesus .

“Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo.” (I Co 1:4) Esta expressão significa mais do que “como um cristão”, porquanto fala da união vital que identifica um remido com Jesus Cristo.

Aquele vínculo com Cristo impedia Paulo de ser realmente aquilo que seus detratores o acusavam de ser, isto é, “astuto”, “hipócrita” e ” desonesto”.

1.3 - “…perante Deus…” Como quem agia sob a observação dos olhos de Deus, como quem levava em conta a avaliação divina, como quem se sujeitava ao julgamento do Senhor. A Deus é que Paulo se sentia responsável, e não perante os crentes coríntios. Paulo deixa aqui entendido que, na realidade, ele não tinha necessidade de defender-se. A sua vida em Cristo, perante Deus, era a sua real defesa aos homens, para provar qualquer coisa. Não obstante, Paulo apresentara aquela apologia visando o bem dos crentes coríntios, e não a sua própria vantagem ( II Co 2:17; I Co 4:3,4; 1:18,23; 4:2; 5:11;7:12; 11:11,31; Rm1:8; 9:1; Fil 1:8; I Tes. 2:5:10).

1.4- “…Desculpando convosco…” No grego, temos a palavra “apologeomai”, que significa “fazer a defesa”, e não “apresentar desculpas”, que é o sentido da palavra moderna ” apologia”. Na realidade, Paulo não estava falando aqui em pedir desculpas e nem expressava alguma forma de tristeza por causa de alguma ação ou palavra sua. Pelo contrário, Paulo asseverava que não tinha nenhuma necessidade autêntica de defender-se perante os crentes coríntios. No entanto, expusera tal defesa, visando edificação deles (I Co 9:3; Fil 1:7; II Tm 4:16)

TEMAS ENCONTRADOS NA II CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

PROVAS Paulo experimentou: sofrimento, perseguição e oposiçãoem seu ministério ( II Tm 3:11;II Co 12:10; I Pe 1:11). Deus é quem nos ajuda nas dificuldades (Rm8:35-37).
DISCIPLINA Paulo defende o seu papel na disciplina da igreja.Imoralidade e falsos ensinos eram combatidos (Hb 12:8). A disciplina na igreja serve de correção, nãode vingança. O amor deve reinar nas nossas

ações de correção (I Tm 5:20).

ESPERANÇA Paulo encorajou os coríntios em meio as lutas. Esperançade um novo corpo glorificado (II Co 10:15;II Co 1:7, Rm

5:2; II Tes1:10).
Receberemos novos corpos. A fidelidade aDeus resultará em triunfo ( II Tes 1:12; I Pe

4:11).

SÃ DOUTRINA Houve desafios da parte dos falsos mestres, porém Paulo sepreocupou com as pessoas em defesa da doutrina (Jo

7:17;II Tm 4:3; Ef.4:14).
Nossa motivação está em ensinar a Palavrade Deus (I Tm 4:13; I Tm 6:2).

II - O PROPÓSITO DA DISCIPLINA DA IGREJA POR PAULO

Paulo tinha um propósito específico para a igreja de Corinto: fortalecer o caráter, consolidar a fé dos coríntios e evitar transtornos entre os crentes daquela época.(Col 2:23, Hb 12:8) A disciplina tem o objetivo de edificar moral e espiritualmente os crentes e não de destruí-las. A exortação mediante o amor fraternal deve permear nesta recomendação pastoral. “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”. (II Co 12:19)

2.1 “… Receio que… o meu Deus me humilhe no meio de vós…” Por ocasião de sua segunda visita a Corinto, Paulo fora ultrajado, tendo-se sentido humilhado em face das condições que encontrou naquela comunidade cristã. E agora temia que, na terceira visita que ali planejava fazer, não encontrasse condições melhoradas, tendo de passar novamente pela mesma forma de humilhação, vendo seus filhos espirituais tão vendidos pelo pecado, ao egoísmo e à carnalidade.

Paulo emprega três termos similares e que entrecruzam, a fim de expressar o pecado constante dos crentes coríntios, que eram a prática sexual ilícita, a imoralidade e a falta de arrependimento.

2.2- Promover harmonia e arrependimento - Os coríntios precisavam harmonizar e se arrepender de seus atos pecaminosos ( II Co 7:10; II Tm 2:25; Hb 6:1,6).

2.3 - Fortalecer o caráter dos crentes- Caráter do grego, “Kharackter”, significa marca, sinal de distinção, natureza básica do ser humano que o torna responsável pelos seus atos tanto diante de Deus como diante de seus semelhantes(I Pe 5:10, Rm14:4; Hb 12:17). O caráter moral tem como ressonância elementar a consciência que, com voz secreta que temos na alma, aprova ou nos reprova as ações.

2.4 - Consolidar a fé dos coríntios- Eles precisavam crescer e amadurecer a sua espiritualidade. Paulo desejava que todas as divisões entre eles fossem curadas, que não houvesse entre eles contendas e iras. Era preciso evitar pendências, invejas, detratações, mexericos e outros inimigos da paz. (I Co 1:8; II Co 12:20; Gl 5:21; I Tm 6:4; I Pe 2:1)

2.5 - Orientações paulina sobre a disciplina - Paulo dá orientações a respeito da disciplina de forma exortativa para o bem estar e o crescimento espiritual dos corintios. (II Co 2 :5-10) ” Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade”(Hb 12:10). A disciplina na igreja tem o objetivo de buscar restauração na vida do crente.

III - ALGUMAS RECOMENDAÇÕES FINAIS

O apóstolo Paulo encerra sua carta fazendo as últimas recomendações, aconselhando os cristãos daquela época fazerem um auto-exame de suas vidas. O propósito de Paulo nestas recomendações finais era de mostrar que os coríntios podiam reconhecer o relacionamento sincero e a fidelidade dos crentes em Cristo. “Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição.” (II Co 13:9)

Paulo alegrava-se em estar fraco, se isso significava que os coríntios estão fortes (II Co 12:7-10; Ef. 6:10) Ele já havia dito que a sua meta era edificá-los, construí-los (II Co 10:8). Sua oração era pela perfeição deles, ou seja, que fossem completos pelo treinamento, pela aprendizagem disciplinada (Ef.4:12; Hb 6:1). Deus lhe deu autoridade para edificar os crentes e não para destruí-los ou desanima-los na caminhada.

CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos a preocupação de Paulo com os crentes de Corinto pelas recomendações finais desta epístola, onde o apóstolo, através de advertências da disciplina, maturidade cristã, encorajamento e mudança de comportamento. Paulo gastou o seu tempo para melhor desenvolvimento ministerial. ” Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.” (II Co 12:15)

terça-feira, 16 de março de 2010

12ª Lição: Visões e revelações do Senhor

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas


Leitura Bíblica em Classe

2 Co 12.1-4,7-10,12

Introdução

I. A glória passageira de sua biografia (vv.11-33)

II. A glória das revelações e visões espirituais (12.1-4)

III. A glória dos sofrimentos por causa de Cristo (12.7-10)

Conclusão

Tema do Subsídio

Perspectivas bíblicas e teológicas para o problema do sofrimento

A Bíblia Sagrada, Palavra de Deus, declara que o sofrimento humano é consequência da queda de Adão. A representação humana, por Adão, no jardim do Éden, trouxe a condenação a todos os homens. Esse ato não surgiu da volição de Deus, mas da vontade humana.
Na Escritura Sacra a questão não é “Se Deus é Justo?”, mas “como podemos (nós os humanos) justificarmos?” A queda foi resultado da rebelião de Adão. O pecado fez o homem cair, denotando as catástrofes de natureza cosmológica (Rm 8.20,22). Logo a natureza do sofrimento humano precisa ser vista sobre o ponto de vista bíblico antropológico, ou seja, as consequências das ações do homem.

O servo sofredor e a expiação de Cristo

O Evangelho de Cristo é integral, tanto corresponde a esfera material (corpo) quanto a esfera imaterial (alma/espírito). Em Isaías 53, é estabelecido o sofrimento do Servo Sofredor como pressuposto para a cura divina na expiação. O evangelista Mateus afirma exatamente o caráter curador físico da expiação. Isso é totalmente relevante porque os ensinos bíblicos da salvação e a natureza humana acham-se interligados, já que o ser humano não é uma associação desorganizada de corpo, alma e espírito. O ser humano é uma unidade e a salvação se aplica a todas as facetas da existência humana. “O Evangelho inteiro para a pessoa inteira” é um tema genuinamente bíblico que precisa ser reiterado a cada dia.

Reflexão:

“Se a raça humana foi criada por Deus para desfrutar integralmente de tudo, e esta era mesmo a sua intenção é razoável deduzir pelas evidências bíblicas que a cura (pelo menos num sentido limitado) faz parte da obra salvífica de Deus em Cristo.”

HORTON, Stanley M., Ed. Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 1996, p. 512.

Problemas Doutrinários sobre o sofrimento e o caráter limitado da restauração humana

A concepção triunfalista da extinção do sofrimento não é amparada pelos pressupostos bíblicos. O desejo de Deus é abençoar a sua criação e jamais amaldiçoá-la (Gn 12.3; Tg 1.17), porém, isso não significa que no tempo presente estamos livres de todo e qualquer tipo de sofrimento.
A conhecida fórmula da fé, baseada nas confissões humanas, tem sido o maior empecilho para compreender e viver de fato as benesses do Evangelho genuíno. Há vários problemas relacionados a esse movimento da fórmula da fé. Para eles é vergonhoso o crente está enfermo, porque há promessa da libertação total do sofrimento físico, riquezas e glórias são o que esperam os crentes. A confissão positiva mascara a realidade óbvia da vida, ou seja, o estabelecimento de um novo pensamento que nega a realidade do mundo físico é uma fuga da realidade.
Todos esses pressupostos são contraditórios aos ensinos das Escrituras. O apóstolo Paulo se refere aos sofrimentos da vida (físicos) que serão completamente removidos na redenção futura desse corpo físico, quando então os crentes a semelhança do Cristo ressuscitado terão seus corpos transformados. Em Romanos 8.18-27 fica explícita a condição presente da vida humana, totalmente envolvida em aflição e gemidos, denotando o caráter limitado da restauração humana no tempo presente, ou seja, a completa restauração do homem ainda estar por vir (Rm 8.18; 1 Co 15.42-47,50-55; 1 Jo 3.2).

Reflexão:

“O erro da teologia da fé é atribuir à cura divina [ou ausência de sofrimento] poderes que somente irão se manifestar nos fins dos tempos” (HORTON, Stanley M., Ed. Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 1996, p. 527).

Paulo e o sofrimento

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.19b,20).

Para os cristãos judeus a autoridade apostólica era sinônimo de transportações de experiências espirituais portentosas. Paulo, porém, afirma que estas experiências não são evidência de autoridade apostólica e nem são de proveito para a congregação. Evidentemente, Paulo não nega o valor do dom de revelação dado pelo Espírito Santo (1Co 14.6,26,30), mas ele está lhe dando com os argumentos dos falsos apóstolos e em relação ao apostolado ele afirma que não está abaixo de ninguém, porque a experiência dada pelo Espírito Santo foi tão portentosa que para ele não se envaidecer, como os falsos apóstolos, foi-lhe dado um espinho na carne. A humildade de Paulo é tão clara, que ele narra o acontecimento na terceira pessoa, sendo honesto com a natureza da experiência, ou seja, ele não sabia se a visão fora dada dentro ou fora do corpo, “Deus o sabe” (v.3).
Fraqueza, limitações e sofrimentos eram características presentes na vida de Paulo. Não há certeza o que era o espinho na carne de Paulo, mas o Eterno por vontade soberana decretou a Graça consoladora em sua vida dando refrigério e paz. A expiação de Cristo propicia cura mediante a vontade soberana de Deus, “Paulo, no entanto, não foi curado. Alguns sustentam que Deus responderá a qualquer oração basta que acreditemos. Paulo não carecia de fé, mas não foi curado. Esta e outras passagens do Novo Testamento, como Filipenses 2.25-27, nos lembram que os cristãos podem sofrer em decorrência de uma saúde precária, além de outras dificuldades, sem que isso represente pecado ou falta de fé. Ao permitir os sofrimentos de Paulo, Deus tinha um propósito para sua vida [não se ensoberbecer]. Como é bom estarmos confiantes em duas situações: Quando sofremos, Deus tem em mente uma boa razão. Quando estamos fracos, podemos aguardar até que Deus nos mostre seu poder em, e através de nós”.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia, uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro, CPAD, p. 784

Prezado professor, nesta lição enfatize ao seu aluno a importância de reconhecermos que mesmo em meio ao sofrimento podemos ser aprovados por Deus e desfrutar das maiores e mais sublimes experiências espirituais.

Reflexão:

“A garantia de Cristo de que sua graça é suficiente e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza nos motiva hoje. Em vez de tentar controlar nosso próprio destino, temos de nos submeter à vontade de Deus. Sempre que nos sentirmos impotentes, [quer física, relacional, financeira ou estruturalmente], podemos dizer: ‘Não se faça a minha vontade, mas a tua’ (Lc 22.42). Então, a medida que obedecemos o Senhor ativamente, poderemos reivindicar sua suficiente graça e experimentar seu poder, que ‘se aperfeiçoa na fraqueza’”.

segunda-feira, 8 de março de 2010

11ª Lição; Características de Autêntico Líder

Esola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas
LIÇÃO 11 - DIA 14/03/2010

TÍTULO: “CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER”

TEXTO ÁUREO - II Cor 11:2

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 10:12-16; 11:2-3, 4-5


1-INTRODUÇÃO:

A liderança exige seguidores de confiança. A fé, no bom juízo e visão do cabeça de uma organização, durará somente enquanto o líder estiver dando à seus seguidores razões para nele confiar. A confiança tem suas raízes no caráter. É por isso que o caráter é central na liderança efetiva e autêntica. Os líderes autênticos que apresentam os mais nobres traços de caráter não precisam se manter no poder por força bruta ou engano.
II - TRAÇOS DO CARÁTER NO QUE DIZ RESPEITO A UM LÍDER AUTÊNTICO:

Inicialmente, vejamos os significados das palavras CARÁTER e COMPORTAMENTO:
CARÁTER = DISTINTIVO; MARCA. Às vezes, é entendido como a própria personalidade, o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo. Vejamos no caso do cristão (I Pe 2:11-17 cf Mt 5:16).
COMPORTAMENTO - É o conjunto de ações que identifica o homem com a vontade de Deus e o faz ser reconhecido como uma pessoa que traz benefícios ao seu próximo (I Cor 10:31-33; Cl 3:12-17).
Posto isto, meditemos em algumas das características de um autêntico líder:
(1) - SANTIDADE:

Lv 11.44; 19.2 - O alicerce da santidade do líder está no caráter do Deus que ele está representando. Se a descrição “homem de Deus” falha em representar a pessoa em comando, a organização cristã que ele lidera se sentirá mais livre para andar nas trevas.
Is 6:1-5 - É improvável que Isaías usara uma linguagem mais violenta, impura ou blasfema do que seus contemporâneos. Porém, um sentimento de culpa tomou conta dele no ambiente santo que enchera o templo. Deus preparou Isaías para liderar, fazendo-o completamente miserável diante de sua natureza pecaminosa.
I Pe 2:12 - A santidade, do ponto de vista humano, coincide com boa reputação. A importância da boa reputação de um líder é algo de conhecimento geral. Confiança é algo tão crucial, especialmente na liderança, que uma reputação manchada criará sérios problemas. Os apóstolos alistaram uma boa reputação como a primeira exigência para aqueles que haveriam de ocupar a função de liderança - At 6.3 cf I Tm 3:2; Tt 1:6 cf At 20.17-35.
O líder autêntico precisa ser sensível ao pecado que outros possivelmente consideram aceitável, posto que o comportamento não apropriado para um líder torna a nova natureza dos filhos da luz em uma farsa (Ef 5.8).
(2) - CHEIO DO ESPÍRITO SANTO:

At 6:3 - Este foi o segundo traço de caráter que os apóstolos solicitaram dos líderes que cuidavam da distribuição diária.
Há alguma controvérsia com relação ao significado dessa frase: “Cheio do Espírito Santo”. Mas é razoavelmente claro que significa três coisas:
(A) - O LÍDER TORNOU-SE CORAJOSO E VALENTE - At 2 cf 4:8, 31; 7:54-60 - Liderança e um “espírito de medo” não se casam; timidez em um líder não é um sinal saudável - II Tm 1.7.
(B) - O LÍDER TORNOU-SE ZELOSO E COM PODER EVANGELÍSTICO - At 8:6-7 - Filipe proclamava o nome Cristo com unção; demônios eram expulsos e milagres de curas eram realizados.
Atualmente, não precisamos exigir dos líderes que realizem milagres, mas que tenham zelo por Deus, que é evidência clara da presença do Espírito.
(C) - O LÍDER NÃO ESTÁ SOZINHO; TEM UM “ASSISTENTE DIVINO” - At 8:26-31; 13:7-10 - Sem o Espírito, será que Filipe deixaria o ministério frutífero em Samaria e viajaria à Gaza para falar de Cristo a uma só pessoa?! Ou será que Paulo teria exercido a coragem e o entendimento de desafiar Elimas para que o procônsul cresse no Senhor? Permanece de importância máxima que o líder saiba a mente do Senhor, antes de tomar decisões que afetem sua vida e a de outras pessoas.
(3) - SABEDORIA:

At 6:1 - Os apóstolos reconheceram a importância de manter o amor mútuo e a unidade na Igreja. Consequentemente, eles formaram a base para um segundo nível de liderança: a “diaconia”. A sabedoria é a chave virtuosa entre as qualidades que os sete homens precisavam.
Sabedoria significa mais do que mera inteligência. Enquanto esta refere-se à habilidade de resolver problemas de forma correta pelo uso da razão e experiência, aquela refere-se à inteligência divina.
Isso explica a descrição de “sabedoria” que Tiago chama de terrena e natural - Tg 3.15 - que produz um “sentimento faccioso”, o qual normalmente cria “inveja amargurada”.
Tg 3.17 cf I Cor 1:19-25 - A sabedoria lá do alto, por outro lado,…
(1) - é “pura”, livre de contaminação facciosa;
(2) - produz paz, em vez de contenda e disputa;
(3) - é “gentil”, ou seja, preocupada com o sentimento dos outros;
(4) - é “razoável”, disposta a ceder e a negociar.
(5) - é “plena de misericórdia”, mostrando seu amor a outros.
(6) - “Bons frutos” caracterizam o resultado dessa sabedoria em ação.
Enfim, sabedoria significa prontidão e perseverança, além da ausência de hipocrisia. Onde a “sabedoria” é usada, ações generosas e boas serão certamente encontradas.
Um líder autêntico certamente demonstrará a sabedoria lá do alto, concedida pelo Espírito Santo de Deus àqueles que a buscam para si.
(4) - FÉ:

At 6:5 - A “fé” não é alistada entre as qualidades daqueles que cuidariam do fundo de distribuição das viúvas. Porém, Estêvão é descrito como um “homem cheio de fé”.
At 7 - A fé de Estêvão excedera na forma que interpretou a história da salvação de Israel. Cada evento é entendido à luz da intervenção e do soberano controle do Senhor sobre os eventos passados; ele pode ver a glória de Deus independentemente dos planos assassinos dos judeus. Ele também pode ver Jesus assentado à direita de Deus e ter certeza que derrotas na Terra são vitórias no Céu.
II Cor 1:8-9 - Paulo também não interpreta os eventos recentes em sua vida como marcas dos golpes vencedores do diabo. O apóstolo via a realidade pela lente da fé.
Hb 11:6 - Deus nunca pode agradar-se de um líder que exerce autoridade em Seu Reino que não seja um homem de fé.
(5) - AMOR:

Lc 9:23-24 - O “salvar a vida” por meio de “perdê-la” por Cristo e pelos necessitados não é mais algo popular, embora seja o ponto central daquilo que Jesus exige de Seus seguidores. O amor é mais importante no Novo Testamento do que os dons espirituais ou o conhecimento - I Cor 8:1; 13.
Uma liderança sem amor é como um corpo sem o coração: Morta e sem sentido; ela promove vaidade, em vez de maturidade cristã - II Cor 5.14.
(6) - SERVILISMO:

At 6:2 - Lembremos que para liberar os apóstolos para exercerem somente o trabalho espiritual, direcionou-se a busca por homens para “servirem às mesas”.
Um termo que Paulo usa constantemente para descrever sua própria função é “diácono” (servo). Em suas cartas, nenhum de seus companheiros é chamado de profeta, professor ou pastor, muito menos, ancião ou bispo.
I Cor 3.5, 9; 16:15-16; II Cor 6.1, 4 - As designações mais usadas são: “cooperador”, “irmão”, “servo” e “apóstolo”. Paulo usa diáconos (servos) em próxima relação à “obreiros” e “ministros”. Paulo usa o termo “ministro (servo)” para enfatizar essa atitude humilde (I Cor 4:1). Desta forma, os obreiros e os ministros são aqueles que tem se dedicado ao serviço dos santos.
Ef 4:11-12 - Os dons de apostolado, profecia, evangelista, pastor e mestre são distribuídos para a promoção e o treinamento de cristãos para o trabalho do ministério. Isso significa que nenhuma função na Igreja deve ser exercida sem um “espírito de serventia”.
Esse é o tipo de liderança que precisamos hoje mais do que nunca: Um líder-servidor!
III - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Apc 2:5 - Os efésios perderam seu primeiro amor devido à liderança defeituosa;
Apc 3:1-3 - O estado moribundo da Igreja de Sardes foi a conseqüência da liderança pobre;
Apc 3:13-20 - A condição morna da Igreja de Laodicéia foi o efeito natural de líderes orgulhosos e auto-suficientes que contagiaram a Igreja com o vírus mortal do mundanismo
O caráter carnal da igreja de Corinto pode ser facilmente explicado pelo orgulho dos líderes da Igreja que substituíram Paulo, um servo humilde do Senhor. Seu exemplo e alertas foram insuficientes para implantar naquele lugar um espírito servil.
Assim, nenhuma virtude bíblica deve ser premiada mais em um líder autêntico do que a vida santa, a sabedoria com discernimento, a plenitude do Espírito, o amor e um senso de servilidade equilibrado. Deus usa homens com esses perfis. Igrejas e organizações que notam que essas qualidades estão em falta em seu meio, necessitam clamar ao Senhor por avivamento.

terça-feira, 2 de março de 2010

10ª Lição; A defesa da Autoridade Apostólica de Paulo

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49
Viçosa - Alagoas
LIÇÃO 10 A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

INTRODUÇÃO

Durante este trimestre estamos estudando as motivações que levaram o apóstolo Paulo a escrever sua segunda epístola, destinada aos crentes da cidade de Corinto. Sendo assim, na primeira lição estudamos a defesa do apostolado de Paulo. Nesta décima lição, estudaremos o texto de (II Co 10.1-8,17-18), onde o apostolo traz à tona uma defesa da sua autoridade apostólica.

I - PAULO RESPONDE AOS SEUS ADVERSÁRIOS

Embora fosse evidente que a maioria dos crentes corintios davam total apoio ao apóstolo Paulo, também é notório que uma pequena minoria ainda mostrava muita resistência em reconhecer sua autoridade apostólica; sendo assim, Paulo inicia o capítulo 10 da epístola em apreço, com uma mudança radical de tonalidade; pois, vimos nos capítulos iniciais um tom de alívio, conforto e confiança em Deus; agora, Paulo usa de um tom severo, que soa como um suave ataque a alguns judaizantes, que se infiltraram na igreja e agora influenciavam a congregação.

1.1 Uma resposta à altura. “Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo.” ( II Co 10. 1 a ). Paulo, com muita habilidade faz um apelo aos irmãos corintios, buscando recorrer a sentimentos nobres que existiam em Cristo (MANSIDÃO E BENIGNIDADE).

Mansidão: no original grego é “PRAUTES”, que significa “gentileza”, “suavidade”, “humildade”, “consideração”, qualidade que caracterizava a pessoa de Cristo. Esta qualidade aparece na lista dos diversos aspectos do fruto do Espirito. (Gl 5. 22, 23).

Benignidade: no grego, é “EPIEIKIA”, que quer dizer”condescendência”, “cessão”. Paulo menciona essas qualidades de Cristo como aquelas que o crente também deve possuir, e que ele mesmo, possuía.

1.2 Uma resposta direta. “Rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns”. ( II Co 10. 2 a). Paulo era capaz de usar de firmeza se isso se tornasse necessário, a despeito de suas tendências naturais para as maneiras humildes. Contudo, preferia não agir assim; pelo que também implorou aos crentes coríntios que modificassem suas maneiras e atitudes para com ele. Acerca desse assunto, ele também escreve aos efésios, dizendo: ” Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”. (Ef 4. 1-3).

1.3 Uma resposta divina. “ Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.” ( II Co 10. 3). Mesmo estando na condição de homem mortal e sujeito as limitações terrenas, Paulo insistia no fato de estar combatendo o bom combate da fé, fazendo oposição aos inimigos certos, dando sim, apoio as causas certas e buscando obter sua vitoria em Deus. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” ( I Co 15. 57).

II - INIMIGOS E ARMAS ESPIRITUAIS DO APOSTOLADO

Assim como Paulo, somos seres humanos frágeis, mas não é por esta causa que devemos usar planos e métodos terrenos para ganhar nossas batalhas. Paulo nos assegura que as poderosas armas de Deus estão disponíveis a nós quando lutamos contra as “fortalezas” do Diabo. “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6. 10-11). Nesta batalha, o cristão deve sempre escolher o método de Deus, prescritos nas sagradas escrituras. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” Tm 2. 4-5).

Vejamos algumas características dos inimigos de Paulo.

2.1.1 Inimigos inesperados.

Havia, de certa forma, uma decepção por parte do apóstolo Paulo, no tocante as notícias que ele recebera da situação em que se encontrava a igreja em Corinto. “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?” . ( II Co 3. 1 ).

O apostolo jamais esperava que uma igreja que ele mesmo fundara, estivesse embriagada com argumentos de alguns judaizantes que se opunham ao seu apostolado; e o que era pior, alguns crentes coríntios, já se encontravam convencidos de que Paulo, embora ousado e corajoso em suas cartas, não dispunha de nenhuma autoridade apostólica.

2.1.2 Inimigos astuciosos.

Estes inimigos eram judeus cristãos, que astuciosamente se apresentavam como apóstolos de Cristo, e usavam de um discurso eloqüente e com muitas demostrações de autoridade, pregando assim, um evangelho diferente daquele pregado pelo apóstolo. (Co 1. 19a). “Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim.” Sendo assim eles usavam palavras persuasiva no seu discurso, tentando tornar o “cristianismo” numa forma de “judaísmo”; Também é provável que faziam Moisés mais importante que Jesus.

2.2 As armas espirituais do apóstolo.

A fim de comprovar que não está empenhado numa guerra “segundo a carne”, Paulo se expressa da seguinte maneira: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas”. (II Co 10. 4a). Nesta passagem, Paulo não identifica suas armas; todavia, podemos entender, mediante outras declarações do apóstolo, que tais armas consistiam da proclamação do evangelho, mediante a qual o poder divino é liberado. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Rm 1. 16). “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”. “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”. ” Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. ( I Co 1. 17, 24,25 ).

III - A PERSPECTIVA DE PAULO SOBRE AUTORIDADE

No dicionário Aurélio da língua portuguesa, a palavra “perspectiva”, significa: “aspecto sob o qual uma coisa se apresenta”; “ponto de vista”.

Sendo assim, vejamos, sob qual ponto de vista o apóstolo trabalhava seu entendimento daquilo que vinha a ser “autoridade”.

3.1 Uma perspectiva totalmente espiritual.

Havia uma firme convicção em Paulo, naquilo que se referia ao campo de batalha. O apóstolo sabia que embora “aparentemente” estivesse enfrentado seres humanos, a verdadeira guerra estava sendo travada na esfera espiritual; vejamos o que ele diz neste texto. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” ( Ef 6 .12 ). Sendo assim, podemos então entender juntamente com Paulo que o motivo de suas armas serem poderosas em Deus era justamente pelo fato de que estavam destinadas à destruição das fortalezas, dos conselhos e de toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus.

IV - CONVICÇÃO DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

Seria muito comum, se o apóstolo diante de tais acusações e calunias não encontrasse mais forças para continuar empenhado na causa do Senhor. Porém ardia no coração de Paulo, a certeza de que mesmo não fazendo parte inicialmente dos doze apóstolos, sua chamada ministerial não provinha da vontade do homem e sim única e exclusiva de Deus.

Vejamos algumas de suas declarações: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. ( Rm 1. 1). ” Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus”. ( II Co 1. 1a ) . “Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. ( Gl 1. 1).

CONCLUSÃO

“A melhor defesa é sempre um bom ataque”. Mesmo sabendo que poderia recorrer a meios legais, em busca da defesa de sua autoridade apostólica, Paulo usa de uma estrategia totalmente audaciosa, ele recorre a uma forte arma; seu testemunho de vida, não existiria nada, nem ninguém que pudesse se opor ao histórico desse homem de Deus.

“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. ( II Co 3.1-2).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

8ª Lição: Exortação à Santidade

Escola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia nº 49 - Viçosa - Algoas

PROMESSAS CONDICIONADAS A SANTIFICAÇÃO

1. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA PRESENÇA DIVINA

Evitando associações com os incrédulos - 2 Co 6.14 Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Tg 3.11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Evitando concordância com os incrédulos - 2 Co 6.15 E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Is 59.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
Evitando compartilhar com os idólatras - 2 Co 6.16 E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. I Co 10.14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
2. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA FILIAÇÃO DIVINA

É preciso obediência para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17a Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; I Pe 1.14 Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
É preciso santidade para fazer parte da família divina - 2 Co 6.17b E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; 2 Co 7.1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
É preciso dedicação para fazer parte da família divina - 2 Co 6.18 E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. Ef 2.19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.
3. COM SANTIFICAÇÃO TEMOS A PROMESSA DA COMUNHÃO DIVINA

A comunhão envolve um coração receptivo a exortação - 2 Co 7.8 Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido por ver que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. Hb 12.5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;
A comunhão envolve um coração acessível a contrição - 2 Co 7.9 Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. I Pe 1.6 Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
A comunhão envolve um coração inclinado a salvação - 2 Co 7.10 Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. I Ts 5.8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

7ª Liçao: Paulo, um modelo de Líder-servidor

Esola Bíblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia - 49 - Viçosa - AL

TEXTO ÁUREO

“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão” (2 Co 6.1).

VERDADE PRÁTICA

O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 2 Co 3.1

Paulo, um líder recomendável

Terça - 2 Co 4.2

Paulo, um líder exemplar

Quarta - Mt 20.26

Paulo, um líder servo

Quinta - Rm 5.3

Paulo, um líder paciente

Sexta - 2 Co 4.5

Paulo, um líder que pregava somente a mensagem de Cristo

Sábado - At 14.22

Paulo, um líder provado pelas adversidades

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 6.1-10.

1 - E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão

2 - (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.);

3 - não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.

4 - Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,

5 - nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,

6 - na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,

7 - na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,

8 - por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;

9 - como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos;

10 - como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.

INTERAÇÃO

Professor, você é um cooperador de Cristo? Atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre e a Sua Igreja. Jesus, enquanto homem perfeito, é o nosso exemplo de líder-servidor. Certa vez, Ele declarou que não veio a esse mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). Paulo foi um homem que seguiu as pisadas do Mestre.

Ele procurou servir a Jesus em todo o tempo. Mesmo sofrendo retaliação e rejeição de alguns, Paulo amou, liderou e serviu a igreja em Corinto.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério.
Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, sugerimos que você reproduza em uma cartolina o diagrama abaixo. Leve o cartaz para a sala de aula e fixe-o em um local onde todos possam ver. Explique aos seus alunos que todo líder cristão, a exemplo de Paulo, deve ter um método de trabalho, além de observar alguns princípios bíblicos para que sua liderança seja bem-sucedida. Diga que Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina porque procurou seguir os princípios relacionados.

PRINCÍPIOS REFERÊNCIAS
Seja firme e corajoso em toda e qualquer situação 2 Co 7.9; 10.2
Seja preciso e honesto 2Co 7:14; 8:21
Seja amável depois de ser firme 2Co 7:15; 13.11-13
Procure utilizar palavras que reflitam a mensagem de Cristo, e não as suas próprias ideias. 2 Co 10.3; 10.12,13; 12.19

Use a disciplina somente quando todos os outros métodos falharem.
2 Co 13.2

Desenvolva um amor incondicional.
1 Co 13

Procure manter a unidade.
Jo 17.23

Tenha uma vida de oração
Ef 6.18

Viva aquilo que prega.
Tg 1.22

Busque adquirir conhecimento, sabedoria.
Pv 4.7

Não faça tudo sozinho.
1 Co 3.6


COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Líder-servidor: Indivíduo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.

Neste capítulo, Paulo ainda continua sua defesa, dando provas e descrevendo seu ministério de reconciliação, no qual ele atuava como embaixador de Cristo, representando os interesses do Reino de Deus na terra. Sua liderança é demonstrada em serviço, e ele até se identifica em algumas de suas cartas como servo (Rm 1.1; 2 Co 4.5; Tt 1.1). Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1).

Paulo era um homem que se dedicava na obra de modo que seus irmãos o admiravam e acabavam o imitando para a honra e glória do Senhor Jesus, ou seja, todos coperavam de boa vontade para o crescimento da obra pois viam um apóstolo que fazia o mesmo

I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)

1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). A organização dos capítulos da Bíblia (não somente das epístolas paulinas) muitas vezes não obedece à estrutura lógica dos versículos. Os dois primeiros versículos do capítulo 6 são um complemento do capítulo cinco. Quando Paulo usa o plural e “nós, cooperando também com ele”, refere-se ao Senhor Jesus que realizou a obra expiatória, pois o Pai o fez pecado por nós (5.21), a fim de pagar a dívida da humanidade, reconciliando-nos com o Criador.

Ao tornar conhecida a obra da redenção, Paulo afirma que estamos cooperando com Jesus Cristo. Deus não depende de ninguém para fazer o que precisa ser feito, mas Ele deseja uma relação de comunhão e serviço em conjunto com o homem, para que este tenha o privilégio de participar do ministério da reconciliação.

Essa sublime tarefa que os crentes fiéis têm os anjos queriam executar mas não podem, por isso vamos nos aperfeiçoar (IPe 1:12) cada dia mais para que a obra seja feita de uma maneira excelente, pois aí daquele que faz a obra relaxadamente(Jr 48:10).

O apóstolo Paulo foi o exemplo de um homem que abjurou a qualquer recompensa e entregou-se como escravo de Deus. Ele disse na 1ª Carta aos Coríntios 9.14-18:

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta esta obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! E, por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo”. Adiante, no v. 19, ele completa: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais”. Como vemos, a recompensa esperada por Paulo é ver o seu trabalho bem realizado e frutificante, de maneira que, ao final, satisfeito, ele disse a Timóteo, na 2ª Carta 4.7 e 8: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada”.

2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).

Jesus quando interrogado por quem haveria de ser o maior no Reino dos Céus disse que aquele que fosse o menor este sim é o maior.

O modelo de líder servidor de Paulo, que foi inspirado em Jesus, também vemos sendo aplicado e exemplificado em homens e mulheres de Deus de hoje. Obreiros que muitas vezes abdicam de horas de lazer para servirem suas ovelhas necessitadas. Também se inclui a este grupo os itinerantes que muitas vezes ficam dias e dias longe de casa para levarem a preciosa Palavra seja pregada ou cantada até os confins da terra.

3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). O versículo dois é uma citação de Isaías 49.8. Neste vaticínio do profeta messiânico, surge o Servo do Senhor (que é o Cristo profetizado), com a promessa de ajuda no dia em que a salvação for manifestada aos gentios. Paulo usa a profecia para anunciar que o tempo aceitável (favorável) é agora, o dia da salvação é hoje, e a proclamação do Evangelho que pregava está no presente. O tempo aceitável por Deus e pelos homens é agora, e todos podem participar livremente da reconciliação oferecida em Cristo. A parte final do versículo dois evidencia a preocupação paulina com os coríntios em relação à graça de Deus. A graça salvadora é para “agora”, porque este é o momento oportuno de sua aceitação.

Mais um motivo para anunciarmos o evangelho, Jesus quando estava na cruz do calvário disse para um dos ladrões que estava ao seu e reconheceu a sua messianidade:..”Ainda hoje estarás comigo no paraíso”…( Lucas 23:43) Ele não disse amanhã nem daqui a um ano mas hoje. Jesus é mesmo ontem hoje eternamente Ele tem salvação hoje para aqueles que o aceitarem.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.

II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)

1. O cuidado de um líder-servidor. Paulo volta a descrever as agruras do seu ministério apostólico, a fim de fortalecer o fato de que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: “não dando nós escândalo em coisa alguma” (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer “mau testemunho”, para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados.

Um verdadeiro líder servidor de vê ser um exemplo a ser seguido pelos seus liderados, ou seja, deve sempre dar bom testemunho em todos os lugares.

Há frases no dito popular que ilustram essa idéia. Uma delas é que o “exemplo arrasta” a outra é que um pregador pode pregar muitos minutos e até horas mas a sua vida é que prega 24 hs por dia.

2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). Nos versículos 4 a 6, Paulo descreve seu ministério apostólico apresentando uma série de seis tribulações e aflições experimentadas por ele. Didaticamente, ele separa esses acontecimentos em três conjuntos, contendo três “experiências” cada. Nos versículos 4 e 5, ele menciona: “aflições, necessidades e angústias” e “açoites, prisões e tumultos”. O primeiro e segundo conjuntos descrevem as várias situações de sofrimento, que causaram danos físicos e materiais ao apóstolo Paulo. Ainda no versículo cinco, ele menciona “trabalhos, vigílias e jejuns”, referindo-se às dificuldades enfrentadas em seu ministério. Porém, apesar de tudo isso, Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.

Por mais árduo que seja o trabalho na obra do Senhor deve se ter em mente que nossa recompensa não é aqui e Deus tem preparado galardões para presentear os seus dedicados servos.

3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às seis dificuldades mencionadas acima, no versículo seis, Paulo apresenta outros seis “elementos” que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: “pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)”.

A “pureza”, que é o primeiro elemento, tem a ver com a atitude de um coração íntegro e mãos limpas para realizar a obra de Deus. Ao citar “ciência”, Paulo referia-se ao conhecimento da Palavra de Deus. “Longanimidade” fala da capacidade de suportar injúrias e desprezos, sem nutrir ressentimentos. A “benignidade”, traduzida às vezes por bondade, possibilita o líder cristão a não agir com revanche ou desforra. Fazer algo no Espírito Santo significa reconhecer a sua direção em todas as decisões da nossa vida. Por último, Paulo fala do “amor”, que deve este ser a nossa maior motivação para o exercício ministerial. Todos esses elementos positivos têm sua fonte no Espírito Santo (v.6), o qual produz o amor não fingido.

Jesus se importa conosco a despeito do que o mundo pensa a nosso respeito. Os cristãos não devem ceder á opinião e á pressão do público. Paulo se manteve fiel a Deus, quer o povo o louvasse quer o caluniasse. Ele permanecia alegre e contente nas mais sérias dificuldades. Não deixe que as circunstâncias ou a expectativa das pessoas o controlem. Seja firme, mantenha-se verdadeiro para com Deus e se recuse a ser indulgente em relações aos padrões de vida mundanos. (Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD)

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.

III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR

1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Quando usa a metáfora de “armas”, a mente de Paulo parece transferir-se para um campo de batalha. Como embaixador de Cristo, sente-se também como “um soldado” preparado para a luta. Suas armas não são materiais ou exteriores; são espirituais (Ef 6.11-17; 1 Ts 5.8). Sua força interior é o “poder de Deus” que o capacita a enfrentar as adversidades sem se render ou transigir em sua integridade moral e espiritual.

Realizando uma análise rápida da armadura descrita por Paulo em sua carta aos Efésios podemos nota-se algumas armas totalmente necessárias na vida do crente:

- Lombos com a verdade: Devemos sempre falar a verdade, o pai da mentira é o diabo, Micaías falou a verdade mesmo desagradando ao rei, porém Deus o honrou como profeta.

- Couraça da Justiça: Devemos em todo o tempo procurarmos ser justos, em todas as atividades, um exemplo disso foi Davi que mesmo tendo a oportunidade de matar seu maior inimigo, viu que estaria transgredindo contra Deus e cometendo assim uma injustiça.

- Calçar os pés na preparação do Evangelho da Paz: Pregar a Palavra a tempo e em fora de tempo, como Paulo, Jonas, Micaías, endemoniado Gadareno, Elias e a Mulher Samaritana. Devemos fazer a vontade de Deus que é cumprir o Ide de Jesus.

- Escudo da Fé: A fé apaga os dardos inflamados do maligno. Devemos ter fé, como Davi ao enfrentar o gigante Golias, como José que falou para o povo não enterrar os seus ossos no Egito, pois o Senhor iria cumprir a sua promessa.

- Capacete da Salvação: Nossa mente deve estar cheia de Salvação, Daniel e seus amigo utilizaram esse capacete, pois não se contaminaram com os manjares do rei.

Espada do Espírito que é a Palavra de Deus: Devemos saber manejar bem a Palavra de Deus, Paulo aconselhou Timóteo quanto a isso. A palavra liberta, alimenta, e aviva, Jesus venceu através da palavra o inimigo (mat. Cap 4 - Luc cap 4)

- Oração: Josué e Ana, são exemplos de pessoas que venceram através da oração

2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Nos versículos 8 a 10, o texto mostra alguns paradoxos da experiência de Paulo como servo do Senhor. O Comentário Bíblico Pentecostal da CPAD afirma que Paulo “experimentou louvor e vergonha; foi elogiado e caluniado, visto como um genuíno servo de Deus e como uma fraude enganosa; foi tratado como uma celebridade e também ignorado” (p.1099). Ora, em todas essas ocasiões, Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Essas experiências deram-lhe condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da inefável riqueza celestial.

Devemos estar com intima comunhão com o Senhor, para que os obstáculos da vida nos ensine e nos dêem forças para sermos vencedores

3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). “Como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo”. Paulo fala literalmente de pobreza material. Não há nada metafórico nessa frase. Ele fortalece o conceito de que a possessão material não é símbolo de riqueza espiritual. Por isso, a riqueza que Paulo podia oferecer era proveniente do Evangelho de Cristo. Dessa forma, o apóstolo demonstra que a pobreza terrena não significa nada, e que ninguém precisa tornar-se pobre para obter riquezas espirituais. A questão aqui é: Qual a nossa prioridade - Deus ou o dinheiro? Pois ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).

Devemos ter cuidado para que as riquezas materiais não nos afastem do Senhor, pois o Jovem Rico apesar de ter muitos patrimônios e ter um comportamento moral exemplar não conseguiu seguir Jesus , por causa do seu apego as riquezas .

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.

CONCLUSÃO

Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45).

O evangelho é uma palavra de graça que soa em nossos ouvidos. O dia do Evangelho é um dia de salvação, o meio de graça é o meio de salvação, o oferecimento do Evangelho é a oferta da salvação, e a época presente é o tempo apropriado para aceitar tais ofertas. O amanhã não nos pertence: não sabemos o que acontecerá amanhã, nem onde estaremos. Hoje desfrutamos um dia de graça; então sejamos cuidadosos para não rejeitá-lo. Os ministros do evangelho devem considerar-se como servos de Deus, e em tudo agir de forma conveniente a este caráter. O apóstolo agiu assim por muita paciência nas aflições, atuando sobre a base de bons princípios, e com o devido caráter e conduta. Os crentes deste mundo necessitam da graça de Deus para armarem-se contra as tentações, suportarem a boa opinião do homem sem se ensoberbecerem, e sofrer com paciência as censuras. Eles não têm nada em si mesmos, mas possuem todas as coisas em Cristo.

A vida do cristão é feita de tais diferenças, e através de tal variedade de condições e informações é nosso caminho ao céu; devemos ter cuidado para apresentarmo-nos diante de Deus aprovados em todos os aspectos. O evangelho melhora a condição do homem mais miserável, quando é pregado fielmente e recebido por completo. Eles economizam o que antes gastavam imprudentemente, e empregam o tempo com diligência em propósitos úteis. Eles economizam e ganham pela religião, e deste modo são enriquecidos para mundo vindouro e para este, quando comparados com o estado pecador e dissipado que tinham antes que recebessem o Evangelho.