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segunda-feira, 27 de maio de 2019

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA REALIZA 10º ENCONTRO DE SENHORES E 11º ANIVERSÁRIO DO CONJUNTO ARAUTOS DO REI.



Com base no tema: Homem! Que ocupação é a tua? extraído do texto bíblico do Livro Jonas 1:8, a Assembleia de Deus em Viçosa, sob a liderança do Pastor João Pedro de Lima, realizou o 10º Encontro de Senhores e o 11º aniversário do Conjunto de Senhores Arautos de Rei.
No sábado(25), os aniversariantes adentraram ao templo  exaltando o nome do Senhor pela tão importante data e vitória concedida aos varões que servem a Deus no campo evangelístico nesta cidade. Esteve louvando ao senhor a União de Senhores de Cajueiro, a União de Senhores aniversariantes, o cantor Paulo Henrique e o cantor Edmilton Estevão.  Deus se fez presente de forma poderosa enquanto os varões louvavam ao Senhor. A mensagem da noite foi transmitida pelo auxiliar Dayvisson Pontes (Maceió). Baseado no texto bíblico de Gn capítulo 12, o preletor trouxe uma forte e edificante mensagem acerca da chamada de Abraão levando os aniversariantes e toda igreja a refletir sobre a ocupação de cada um na causa santa do Senhor. “Deus requer que cada crente em particular e a igreja de Cristo como todo esteja ocupado para o engrandecimento do Reino de Deus na terra” – enfatizou o pregador. Deus falou fortemente com seu povo nessa noite.

No domingo pela manhã foi realizada a escola bíblica  festiva, onde no momento Dayvisson Pontes trouxe um excelente estudo bíblico para os presentes com base no tema do  2º trimestre em apreço.  Domingo a noite estava igreja  mas uma vez reunida para o encerramento das festividades. A igreja foi edificada com uma poderosa mensagem transmitida pelo pastor Bleno Henrique (Pernambuco). A mensagem foi baseada no capítulo 7 de 2º Reis. Deus concedeu uma forte revelação ao pregador. Deus se fez presente de forma poderosa enquanto o servo de Deus explanava  a palavra. No término da explanação, ao fazer o convite, três pessoas aceitaram a Cristo como salvador de suas vidas.  

Ao término, pastor João Pedro agradeceu a todos que com muito esforço de dedicação se envolveram e contribuíram para que o evento pudesse acontecer, tributando ao Senhor a glória, o louvor e toda adoração.
 Ao Senhor seja tributada toda Honra e toda Glória

Por Efigênio Hortêncio













ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA COMEMORA 63 ANOS DO ANIVERSÁRIO DO TEMPLO.


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Viçosa, sob a liderança do Pastor João Pedro de Lima, celebrou a Deus com um culto festivo pela passagem dos 63 anos do templo Sede nesta sexta-feira (24). O templo foi inaugurado em 1956 pelo então pastor José Heleno, sendo pastor presidente Antônio Rêgo Barros segundo relato histórico.  O pastor presidente Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima – Presidente da Assembleia de Deus no estado de Alagoas esteve presente junto à uma comitiva de pastores da capital, bem como vários pastores da região. No momento foram separados para o ministério local os irmãos: Clóvis Soares dos Santos, Geovane Santos da Silva para o presbitério e José Cleyton da Silva e Charles da Silva Santos para o diaconato. Foi uma noite memorável para igreja local. O pastor Orisvaldo transmitiu uma edificante mensagem instrutiva aos candidatos ao santo ministério trazendo uma forte reflexão para todos os obreiros presentes e igreja como todo.

O sábado a tarde foi marcado com inesquecível batismo, onde 41 irmãos desceram às águas batismais. Esteve presente o pastor Juscelino (Cajueiro), cooperando com pastor João Pedro. Segundo relato de  muito irmãos, o momento do batismo foi inesquecível para suas vidas.

Por Efigenio Hortêncio











segunda-feira, 6 de maio de 2019

6ª aula do 2º trimestre de 2019: AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

Texto Base: Êxodo 26:1-14

“Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1Co.10:11).
Êxodo 26:1-14
1-E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada.
2-O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida.
3-Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra.
4-E farás laçadas de pano azul na ponta de uma cortina, na extremidade, na juntura; assim também farás na ponta da extremidade da outra cortina, na segunda juntura.
5-Cinquenta laçadas farás numa cortina e outras cinquenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão travadas uma com a outra.
6-Farás também cinquenta colchetes de ouro e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo.
7-Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás.
8-O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida.
9-E ajuntarás cinco destas cortinas por si e as outras seis cortinas também por si: e dobrarás a sexta cortina diante da tenda.
10-E farás cinquenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinquenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura.
11-Farás também cinquenta colchetes de cobre e meterás os colchetes nas laçadas; e, assim, ajuntarás a tenda para que seja uma.
12-E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobejar, penderá sobre as costas do tabernáculo.
13-E um côvado de um lado e outro côvado de outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo.
14-Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

INTRODUÇÃO

Dando continuidade à nossa caminhada dentro da Casa de Deus – o Tabernáculo -, vamos analisar as Cortinas da Tenda do Tabernáculo.
Já passamos pela Porta, única entrada para chegarmos ao Pátio; caminhamos até o Altar onde o sacrifício substitutivo é aceito; caminhamos até à Pia da purificação, que condicionava os sacerdotes entrar no Lugar Santo, e ali prestar serviços ao glorioso Deus.
Agora, antes de contemplarmos a beleza deste Lugar Santo e sentirmos o clina do sobrenatural de Deus, analisemos a beleza da Cobertura e das Cortinas da Tenda da Congregação. Veremos a relação dessas Cortinas com as verdades espirituais. Elas têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa Obra redentora de Cristo. 
Os tipos das Cortinas e as suas cores têm um significado distinto na montagem do Tabernáculo, apontando para a Pessoa e Obra do Senhor Jesus. Aparentemente, nada havia de muito atrativo que chamasse a atenção; foi assim também quando o Senhor Jesus esteve na Terra, quando nada de especial foi visto nEle. Isaias, assim, profetiza:  “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse...era desprezado, e dele não fizemos caso” (Is.53:2,3).
As nações pagãs circunvizinhas, certamente, não compreendiam por que essa estrutura tão simples era o centro da atração do povo de Israel. Era-lhes impossível entender como dentro daquela construção sem quaisquer atrativos habitasse a Glória de Deus. Da mesma forma, hoje, não é o edifício nem sua suntuosidade nem os esforços naturais do homem que atrairão pessoas à Igreja de Cristo, mas a real presença gloriosa de Deus dentro da Igreja.

I. AS TÁBUAS QUE SUSTENTAVAM A COBERTURA E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

As paredes da Tenda da Congregação (Lugar Santo e Lugar Santíssimo) eram de tábuas, haja vista que o Tabernáculo seria desmontável.
Segundo estudiosos, toda madeira requerida para construção das tábuas (de acácia) foi extraída de inúmeros oásis que circundavam a região do Sinai.
“Farás também de madeira de acácia as tábuas para o tabernáculo, as quais serão colocadas verticalmente. Cada uma das tábuas terá dez côvados de comprimento e côvado e meio de largura. Cobrirás de ouro as tábuas e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas” (Êx.26:15,16,29).

1. As Tábuas e o seu revestimento.

Conforme o texto sagrado, cada tábua media aproximadamente 4,50m por 0,70cm, e todas foram inteiramente revestidas de ouro.
A madeira nos faz lembrar da vida humana e o ouro aponta para a glória de Deus. Para chegarmos à presença santa de Deus é preciso que o velho homem (deformado) seja esculpido, transformado e revestido de uma nova natureza – a natureza de Cristo (Cl.3:9,10).
As tábuas eram cobertas de ouro. Desta feita, todas as marcas anteriores e imperfeições eram totalmente cobertas. O observador não via a tábua de acácia, mas sim o ouro. Como cristãos devemos perguntar-nos: "Quando alguém me observa, o que ele vê?". As marcas e defeitos da vida antiga ainda estão visíveis ou ele vê a graça de Deus em mim? Estarei dando desculpas por minhas fraquezas e fracassos ou ele vê Cristo em mim? Para ser parte do edifício de Deus, uma pessoa não pode mais inventar desculpas para seus pecados e fraquezas. O apóstolo Paulo assim afirmou:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl.2:20).
"Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl.3:3)..
E de forma conclusiva, o apóstolo Paulo informa em 2Corintios 5:17:
“se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo“.
As pessoas não vão mais dizer: "não é um belo pedaço de madeira". Eles verão apenas a beleza do ouro, que é "Cristo em você". A madeira, a natureza humana, não será mais atrativa, não atrairá maior atenção do observador.
Se eu chamar a atenção para mim mesmo em vez de para Cristo, estou perdendo minha razão de ser e não terei mais cobertura de “ouro”. Como é triste quando um crente se torna o foco das atenções, em lugar do Senhor Jesus Cristo!

2. Unidade das Tábuas.

As tábuas eram todas do mesmo tamanho (Êx.26:16). Havia vinte para a parede norte, vinte para a parede sul, seis no terminal oeste, com uma tábua dupla em cada um dos cantos posteriores para reforçá-los (cf. Êx.26:18-24).
As vinte tábuas das laterais eram firmemente ligadas com travessões de madeira de acácia de modo que formassem uma unidade. Para cada parede havia cinco destes travessões. Cinco é o número da Graça. Verdadeiramente é a Graça de Deus que liga os crentes uns aos outros.
A Unidade da parede dava segurança e beleza à construção.
Jesus teve este mesmo desejo para seus seguidores (João 17:20,21):
“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”.
O salmista também expressou a mesma verdade:
“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes”.
Paulo também enfatizou a necessidade de união entre os crentes:
"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos" (Ef.4:3-6).
Que Deus nos conceda toda a "unidade do Espírito" (Ef.4:3) até que "todos cheguemos àunidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus" (Ef.4:13).

3. As Argolas para unir as tábuas e suportar as tempestades no deserto (Êx.26:29).

“Cobrirás de ouro as tábuas e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas”.
Em cada tábua foram fixadas quatro argolas de ouro - duas em cima e duas embaixo - para que se passassem quatro varões folhados a ouro, os quais uniriam as tábuas umas às outras.Esses “varões” simbolizavam comunhão e mutualidade.
As tempestades no deserto eram intensas e sem aviso, de maneira que se as tábuas não estivessem bem presas umas às outras cairiam com facilidade. Assim, também, Deus espera de Sua Igreja: que cada membro apoie o outro nos momentos de crises, de tempestades.

II. AS COBERTURAS E AS CORTINAS DA TENDA DO TABERNÁCULO

“Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima” (Êx.26:14).
“e todo homem que se achou com pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia” (Êx.35:23).
Os israelitas estavam no deserto por ocasião da construção do Tabernáculo. Aquela era uma região extremamente inóspita, difícil de ser habitada e só suportada pela contínua proteção divina.
Durante o dia a temperatura poderia chegar aos 50°C, a umidade relativa do ar não chegava a 5% e as noites eram impiedosamente gélidas, marcando quase 10°C. Graças a Deus pela nuvem que amenizava o calor do dia e a coluna de fogo que os aquecia à noite (cf.Êx.13:21,22). Devido a essas condições adversas, o Tabernáculo precisaria de uma cobertura especial, algo que protegesse, preservasse e mantivesse uma temperatura estável.
Deus mostrou a solução, não com uma, mas com quatro coberturas sobrepostas, a partir das ofertas requeridas:
  • A Primeira Cobertura – ou Cobertura exterior - de peles de animal texugo(Êx.26:14).
  • A Segunda Cobertura – de peles de Carneiro, tingida de vermelho (Êx.25:5; 26:14).
  • A Terceira Cobertura – de peles de Cabra (Êx.26:7-13).
  • A Quarta Cobertura – ou Cobertura interior - de linho fino torcido (Êx.26:1).
Estas coberturas quadriformes eram uma proteção completa e durável para a construção e tudo o que ali se abrigava.

1. Primeira Cobertura – ou Cobertura exterior - de peles de Texugo (Êx.26:14).

“Farás também à tenda uma coberta de peles de ...texugo em cima”.
Esta Cobertura de peles de texugo era a maior e a mais simples e cobria completamente a Tenda.
A pele de texugo está associada a couro forte para as solas de sapato. Veja o que diz Ezequiel: "Também te vesti de bordadura, e te calcei com pele de texugo..." (Ez.16:10). Portanto, seu uso se devia mais à durabilidade que ao aspecto estético, uma vez que deveria suportar os rigores do clima.
Esta Cobertura não mostrava qualquer forma exterior de beleza ou atrativo à construção. Do mesmo modo, a beleza da Igreja não está na decoração externa, mas na presença de Cristo. Isto também nos faz pensar no nascimento de Jesus que, embora fosse Deus, com todo esplendor e glória, veio ao mundo sem ostentação e atrativo algum (Is.53:2). Ele nasceu em um lugar humilde, e poucos perceberam Sua magnífica glória. Seu nascimento aconteceu discretamente.
A Cobertura de peles de texugo nos explica claramente que falta de humildade é o maior obstáculo a uma vida cristã abençoada e frutífera. Não me refiro à humildade que se desfila ante os olhos humanos, quando se quer parecer humilde, mas àquela que se torna parte da nossa natureza através de Cristo.
A pele de texugo nos informa que precisamos aprender a humildade na escola de nosso Senhor, que diz: "... aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração..." (Mt.11:29).
“Que possamos valorizar as pessoas, não pela aparência exterior ou pela status, mas pela beleza interior, pelo caráter, pelo coração”.

2. Segunda Cobertura – de pele de Carneiro, tingida de vermelho (Êx.25:5; 26:14).

“Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho...”.
Esta Cobertura ficava abaixo da primeira, da qual falamos anteriormente. Ela não seria vista por olhares indiscretos ou impenitentes, mas estava ali para simbolizar que para entrar na presença de Deus era preciso haver derramamento de sangue.
O pecado impede que nos aproximemos de Deus e desfrutemos de Sua comunhão. O único meio de nos livrarmos do pecado é o sangue de Cristo, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22).
Jesus derramou Seu precioso sangue na cruz (como Cordeiro de Deus), em nosso favor, a fim de tornar possível nosso acesso à presença de Deus.

3. Terceira Cobertura – peles de Cabra (Êx.26:7-13).

 “Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás. O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida”.
A Cobertura de pele de cabra era bastante diferente das duas primeiras, mencionadas anteriormente. Parece ser uma divisória entre as duas primeiras coberturas e a quarta cobertura. Era feita de onze cortinas de aproximadamente 13,30m por 1.80m.
Esta Cobertura também tem para nós uma mensagem espiritual.
Cinco das Cortinas formam, costuradas, uma só peça; as outras seis são igualmente atadas de modo a, também, se constituírem em uma só peça.
A quinta Cortina da primeira peça tinha cinquenta alças, de igual modo a segunda peça (que consistia de seis cortinas) também possuía cinquenta alças. As peças eram ligadas uma à outra por meio de cinquenta ganchos de bronze, tornando a cobertura inteira.
A peça contendo as cinco Cortinas cobria a área do Santo dos Santos, e a parte com as seis cortinas cobria o Lugar Santo. Uma vez que esta última peça continha uma cortina a mais, a sexta dobrava-se para trás.
Assim, nesta Cobertura, temos o número cinco, que é número da Graça, e na outra extremidade, o número seis, que é o número do homem. Portanto, as cinquenta alças e ganchos que fazem a ligadura das duas peças, significam Deus e o homem unidos pela Graça.
O número cinquenta, também, tem o seguinte significado:
-No Antigo Testamento, havia se passado cinquenta dias da noite de Páscoa de Israel, quando o Senhor voltou a falar-lhes no monte Sinai: "Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim" (Êx.20:2,3). Nessa ocasião, Ele lhes deu os Dez Mandamentos e identificou-se com o seu povo. Foi o tempo em que Deus fez aliança com o homem.
-No Novo Testamento, cinquenta dias após a ressurreição de nosso Senhor veio o Dia de Pentecostes em sua plenitude, quando o Senhor derramou de seu Espírito sobre os que esperavam e oravam reunidos no Cenáculo.

4. Quarta Cobertura – ou Cobertura interior - de linho fino torcido (Êx.26:1).

“E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada”.
Esta era uma Cobertura de grande beleza, que só podia ser apreciada quando se entrasse na Tenda. A beleza não podia ser vista pelo lado de fora. De igual modo, apenas aqueles que entram em relacionamento íntimo e comunhão com o Senhor podem ver e conhecer a maravilha e a beleza de servir a Jesus, nosso Senhor.
Esta quarta Cobertura continha dez cortinas, cada uma com 28 côvados (aproximadamente 14 metros) de comprimento por 4 côvados (aproximadamente 2 metros) de largura (Êx.26:2).
Cinco cortinas eram ligadas umas às outras, bem como as outras cinco, perfazendo duas partes de cerca de 14 por 10 metros (Êx.26:3). Estas duas partes eram ligadas entre si por cinquenta laços de tecido azul na borda de cada última cortina de cada peça, que se encaixavam em cinquenta ganchos de ouro. Estes cinquenta laços e ganchos apontavam para o Pentecostes.
A diferença era que a Cobertura de pele de cabra fazia-se unir com ganchos de bronze. O bronze significa julgamento. Como eu disse anteriormente, a Lei foi dada a Israel cinquenta dias após a Páscoa, e julgava e condenava aqueles que pecavam.
Esta Cobertura interior era unida com cinquenta ganchos de ouro. O ouro tipifica a divindade, ou o Espírito Santo que veio sobre os 120 (cento e vinte) que estavam unidos no Cenáculo, cinquenta dias após a ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Senhor mantém a sua Igreja unida pela presença e o poder do Espírito Santo.
Quando os sacerdotes adentraram o Lugar Santo, uma nova visão descortinou-se ante os seus olhos. Eles viram as paredes cobertas de ouro, o azul, a púrpura, o escarlate, misturados ao linho branco e os querubins tão habilmente bordados de acordo com o padrão pré-estabelecido. Tudo isto revelado pelo brilho de sete lâmpadas sobre o candelabro. Que visão maravilhosa!
Não é de admirar que a reação espontânea do cristão que aprofunda sua caminhada com Deus quase sempre seja: "que coisa maravilhosa é sentir a presença de Deus nesta caminhada rumo ao Céu; é como o Paraíso para mim!".

III. AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO

No Tabernáculo, em especial na Tenda, os materiais utilizados envolviam as mais variadas cores, principalmente as Cortinas preparadas para a Cobertura do Santuário. Quando os sacerdotes entravam na Tenda da Congregação, deparava-se com essas cores, que pregavam uma simbologia bastante significativa. Por meio delas, o povo de Israel percebia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.
Para nós, povo de Deus da Nova Aliança, essas cores apontavam para a Obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a Obra completa da salvação.
As cores predominantes eram:  azul celeste, púrpura, carmesim e o branco (Êx.27:16).
“E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro”.
Analisemos, de forma resumida, cada uma dessas cores.

1. A Cor Azul celeste

O Azul fala do que é celestial, e indica a origem celestial de Cristo em sua divindade. Ele era constituído de duas naturezas, a divina e a humana. Ele veio do céu, mas fez-se homem (João 1:14) para identificar-se com a criatura humana e resgatá-la do pecado.
Enquanto Cristo Jesus esteve na terra, ainda assim viveu uma vida celestial. Depois de Sua ressurreição e de Sua vitória contra a sepultura, foi recebido no Céu para reaver seus atributos e o Seu estado original de divindade (ver Fp.2:5-11; Ef.1:20-23).
Hoje, o Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, está edificando Sua Igreja, exercendo Seu ministério sacerdotal à destra de Deus.
“mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” (Hb.10:12).
“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus” (Hb.9:24).

2. A cor Púrpura (Êx.27:16)

“...haverá uma coberta de vinte côvados...de pano...púrpura...”.
A Púrpura lembra-nos da realeza de Cristo. Não foram muitos que reconheceram a realeza de Jesus enquanto Ele esteve aqui na terra.
  • Pilatos questionou-o com respeito a isto: "... logo tu és rei?". Jesus respondeu: "... Eu para isso nasci..." (João 18:37).
  • cego Bartimeu enxergou melhor do que aqueles que não tinha problema de visão, porque clamou: "... Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Mc.10:47). “Filho de Davi” é uma expressão messiânica.
  • Houve também uma mulher pecadora que, vindo por trás, lavou-lhe os pés com suas lágrimas (Lc.7:44); ela também reconheceu Jesus como Majestade.
  • Os reis magos, também, reconheceram Jesus como Rei: “e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo” (Mt.2:2).
  • Ao governador da Judéia, Jesus confirmou que Ele era rei: “E foi Jesus apresentado ao governador, e o governador o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes” (Mt.27:11).
A Cortina de cor Púrpura também apontava para o futuro, porque a realeza de Cristo será, um Dia, revelada na sua manifestação e vinda no período milenial, onde Ele assumirá o comando da Terra como Rei dos reis e Senhor de todas as coisas (ver Sl.110; Is.9:6; Lc.1.32).
“E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16).
“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (Ap.1:17).

3. A cor Escarlate – Carmesim - (Êx.27:16)

A cor Escarlate (ou Carmesim), fala-nos do sofrimento de Cristo.
O Carmesim é uma cor de sangue, vermelho vivo, que projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da Obra salvífica de Jesus. Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13:
“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.
Por outro lado, o Carmesim aponta para a glória vindoura de seu reinado como "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (ver Zc.14:9; 1Tm.6:14,15; Ap.19:11-16).
“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.
“E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo.
“E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro.
“E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso.
“E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”.

4. A cor Branca do linho torcido

Esta cor era predominante no Tabernáculo, representando pureza, limpidez e graciosidade. Aparecia nas vestes sacerdotais e nas cortinas de linho.
O linho torcido, apontava para o Homem Perfeito, Cristo Jesus. Num sentido especial, o linho torcido é um tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Cristo e o seu sofrimento em nosso lugar. Também lembra que a morte de Jesus se tornou o fundamento da justiça a nosso favor.
Linho torcido lembra justiça, na terra, e Jesus fez-se justiça por toda a humanidade.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21).
“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm.5:18).

CONCLUSÃO

Toda a riqueza de detalhes da Tenda da Congregação não passava de "sombra" (Hb.10:1) em relação a tudo aquilo que realmente Deus teria para nós, povo de Deus da Nova Aliança.
Hoje, podemos nos apresentar perante Ele sem rituais ou mediadores humanos, porque a nós foi aberto um novo e vivo caminho à presença de Deus, por intermédio de Jesus Cristo (nossa Cobertura), e nos foi dada uma nova natureza (Tábuas de ouro) que nos torna aceitáveis perante Ele.
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Fonte: Luciano de Paula Lourenço

segunda-feira, 22 de abril de 2019

4ª lição do 2º trimestre de 2019: O ALTAR DO HOLOCAUSTO

2 Trimestre/2019
Texto Base: Êxodo 27:1,2,6,7
"Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa” (Hb.10:22).
Êxodo 27:1,2,6,7
1-Farás também o altar de madeira de cetim; cinco côvados será o comprimento, e cinco côvados, a largura (será quadrado o altar), e três côvados, a sua altura.
2-E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão uma só peça com o mesmo, e o cobrirás de cobre.
6-Farás também varais para o altar, varais de madeira de cetim, e os cobrirás de cobre.
7-E os varais se meterão nas argolas, de maneira que os varais estejam de ambos os lados do altar quando for levado.

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo sobre o Tabernáculo trataremos nesta Aula do Altar do Holocausto. Ao entrar no Pátio a primeira coisa que se vê é o Altar de holocaustos; é a maior peça do Tabernáculo. Ali, eram oferecidas as ofertas que seriam queimadas.
Quando a oferta para o holocausto era consumida pelo fogo a fumaça exalava um cheiro especial que subia para os ares. O animal sacrificado era totalmente queimado no Altar e a gordura queimada exalava um cheiro que agradava a Deus; era um "cheiro suave, uma oferta queimada ao SENHOR" (Êx.29:18).
Por causa da regularidade e frequência com que aconteciam os sacrifícios de holocaustos, eles eram chamados de "holocausto contínuo" (Êx.29:42). Um animal limpo e sem defeito era oferecido ali em substituição ao pecador.
Do mesmo modo como se tomava o sacrifício e colocava-o sobre o Altar, Jesus também foi levantado, tipologicamente, no altar do Calvário para redimir a nossa alma (ver Lv.1:8,9; João 3:14,15; 12:32,33; Ef.5:2).
No Altar de holocaustos se formou a primeira imagem a respeito da necessidade de redenção dos pecadores. No tempo determinado, Cristo Jesus foi sacrificado no Calvário e o seu sangue derramado para apagar os pecados de toda humanidade. Foi um sacrifício perfeito e irrepetível.

I. O ALTAR DO HOLOCAUSTO

1. O Altar do Holocausto

O primeiro passo para o homem aproximar-se de Deus está simbolizado pelo Altar dos holocaustos, ou seja, a expiação. Sua mensagem é: "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22). Por conseguinte, sem remissão de pecados não há comunhão com Deus. A remissão perfeita e indelével foi efetuada no Calvário, onde Cristo se sacrificou por nossos pecados.
O Altar do Holocausto, também, era o lugar de completa dedicação a Deus, pois ali se ofereciam os sacrifícios de holocaustos que simbolizavam inteira consagração.
Os sacrifícios Levíticos aproximavam o povo de Israel de Deus. Tudo que diz respeito a aproximar-se de Deus estava implícito no sacrifício. Para o culto divino ser aceito por Deus o pecado tinha que ser coberto por meio de sacrifícios.
Não havia culto nem adoração sem sacrifícios; não havia culto sem altar. Os sacrifícios apontavam para aquilo que Cristo iria realizar, de forma vicária, uma vez para sempre, na Cruz do calvário.
Não há culto sem o significado da cruz; não há culto sem Jesus Cristo, que foi imolado, mas que agora vive e reina para todo o sempre, e tem as chaves da morte e do inferno (Ap.1:18).

2. O significado do Altar do Holocausto

O Altar do holocausto significa um “lugar elevado”, ou “lugar de sacrifícios”. Ali, eram oferecidas as ofertas que seriam queimadas.
O termo “holocausto” é formado por duas palavras gregas: holos = "inteiro" + kaumatizo = "queimar". Então, o significado literal é "sacrifício totalmente queimado".
É no Altar que o pecador, com toda a sua carga de pecado, encontra o perdão, a remissão, a redenção e a reconciliação, mediante um sacrifício substitutivo.

3. O modelo do Altar e seus materiais

O Altar era impressionante em sua construção. Como eu disse, era a primeira e maior peça no Pátio do Tabernáculo; media 2,25 metros quadrados por 1,35 metros de altura.
Era confeccionado de madeira de acácia e coberto com bronze. A madeira de acácia simbolizava a humanidade e a natureza de Cristo, enquanto o bronze com o qual o Altar era revestido simbolizava o julgamento correto do pecado. Isto nos fala de justiça divina, não humana que pode errar e causar dano.
O julgamento de Deus é sempre justo e conclusivo - "porque o salário do pecado é a morte..." (Rm.6:23); "... a alma que pecar, essa morrerá" (Ez.18:4).
Quem poderia ser submetido ao juízo de Deus e ser encontrado inculpável? Somente o santo Filho de Deus, o Justo; e o “Altar” sobre o qual Ele ofereceu o sacrifício foi a cruz, e a “vítima” foi Ele mesmo, livrando-nos do juízo vindouro.
"Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (Is.53:4,5).
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rm.3:23,24).
O Altar era quadrado. Isto poderia significar os quatro lados da nossa Salvação:
Ø  Perdão. Não importando o quanto o pecado tenha manchado a alma, Isaías 1:18 diz: "Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã".
Ø  Substituição. Os sacrifícios na Antiga Aliança tinham que ser repetidos a cada dia, e somente cobriam os pecados, não os tiravam, eram temporários (Hb.10:1-4). Mas, o sacrifício do Cordeiro de Deus, no Calvário, foi feito uma só vez para sempre e tirou o pecado do mundo, foi permanente.
“mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” (Hb.10:12).
"mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Is.53:6).
“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus...” (1Pd.3:18).
Ø  Reconciliação. Na cruz, Cristo pagou o preço pago para nos reconciliar com Deus. A cruz é a ponte por onde devemos passar para chegarmos a Deus.
 “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co.5:18,19).
Ø  Redenção. Cristo nos libertou da escravidão do pecado - "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (João 8:36). Jesus pagou o preço da nossa salvação e, por isso, nos comprou a liberdade. Por isso, o apóstolo Pedro nos lembra que não fomos comprados com ouro, mas com o precioso sangue de Jesus (1Pd.1:18,19). Como fomos comprados por Cristo, libertamo-nos do jugo do pecado e, por isso, não mais estamos sob condenação, alcançamos a justificação.
 “nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hb.9:12).

4. Os utensílios do Altar de holocaustos

O Altar possuía alguns utensílios que merecem uma análise. Senão vejamos.
a) O fogo. O fogo que ardia sobre o Altar foi aceso pelo próprio Deus (Lv.9:24). Jamais podia se apagar – “O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará" (Lv.6:13). O fogo é utilizado para representar dois aspectos do caráter e ministério de Deus: purificação e julgamento (1Co.3:11-15; 2Ts.1:7,8).
"E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (1Co.3:12-15).
b) Os varais e as argolas. Davam um aspecto móvel ao altar, revelando que Deus estaria com o povo durante sua peregrinação, mostrando que Deus sempre fez questão e manifestou Seu desejo de andar com Seu povo. Podemos aplicar esta realidade a nós, pois Deus tem interesse em relacionar-se e estar sempre conosco (Mt.28:20; Hb.13:5) – “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb.13:5).
c) Cinzeiros, pás, bacias, garfos e braseiros. Alguns desses utensílios eram utilizados para remoção das cinzas do altar, que era o que restava do sacrifício queimado, indicando que o sacrifício havia sido concluído. Como tipo de Cristo, os utensílios e as cinzas podem ser compreendidos como humilhação de Jesus Cristo (Fp.2:5-11) e como consumação da Sua Obra redentora na cruz (João 19:30).

5. A transitoriedade do Altar do holocausto

No Pátio do Tabernáculo não havia bancos para sentar ou descansar. Era necessário que continuamente se apresentassem novos sacrifícios, pois os seus resultados nunca podiam tirar definitivamente a culpa (Hb.10:11). Quando uma pessoa pecava de novo, ela devia oferecer um novo sacrifício, em antecipação ao verdadeiro Cordeiro sacrificial, que um dia seria morto na cruz. Ele se ofereceu a Si mesmo, de forma irrepetível, para nos conceder perdão, redenção, reconciliação e eterna salvação.
ANTES
AGORA
Sacrifícios de animais.
O Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.
Muitos sacrifícios.
Único sacrifício.
Muitas ofertas recebidas.
Uma só oferta.
Repetível.
Está consumado para sempre.
Apenas cobria o pecado por um tempo.
Remissão completa.
O perdão era temporário.
Perdão total, de uma vez por todas.

II. AS QUATRO PONTAS (CHIFRES) DO ALTAR E O SENTIDO DE REDENÇÃO

O Altar do Holocausto tinha uma base alta e apresentava quatro cantos com quatro pontas em forma de chifres. Deus ordenou a Moisés:
"E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão uma só peça com o mesmo, e o cobrirás de cobre" (Êx.27:2).
Os quatro chifres ajudavam o sacerdote na ministração da cerimônia, pois o animal ficava amarrado em um desses chifres para, em seguida, ser sacrificado (Salmo 118:27).
Tão logo o pecador passasse pela porta principal do Pátio, ele andava alguns metros e chegava ao Altar de holocaustos. Ali, o pecador apresentava ao sacerdote a sua oferta de sacrifício ao Senhor. O sangue do animal sacrificado pelo pecado era aspergido sobre esses chifres (Êx.29:12).
 “Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar”.
Os quatro chifres enfatizam o poder do sangue. Os chifres significavam poder para livrar a pessoa da servidão do pecado, bem como protegê-la por causa da aplicação do sangue (ver Lv.4:1-7). Aqui está a necessidade do pecador e o amor do Salvador em libertar e perdoar.
Os quatro chifres, apontando para as quatro direções, informavam que a salvação alcançaria os confins da terra.
"Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" (Is.45:22).
Os chifres deveriam ser cobertos de sangue por ocasião da consagração dos sacerdotes (Êx.29:1; Lv.8:14,15; 9:9), como também no dia da expiação (Lv.16:18).
Os quatro chifres - chances de misericórdia. Se alguma pessoa era perseguida, podia apegar-se aos chifres do Altar a fim de obter misericórdia e proteção.
-Adonias temeu por sua vida após sua conspiração para usurpar o trono de Salomão e procurou refúgio na Casa do Senhor agarrando-se aos chifres do Altar (1Rs.1:50-53).
-Joabe, o homem de guerra, também foi ao Altar segurar-lhe nos chifres, quando temeu as consequências de seus feitos (cf.1Rs.2:28).
Nenhum dos dois encontrou a ajuda que queria, porque na realidade buscaram misericórdia do homem, não de Deus. Nenhum dos dois trouxe a oferta de expiação pelo pecado prescrita por Deus.
“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jr.17:5)
O que mais o Altar de quatro chifres representa? Representa o lugar da aceitação do nosso sacrifício, que se tornou possível pelas seguintes condições:

1. Pela Propiciação

Propiciação é a ação com que se busca agradar a Deus para obter o seu perdão, seu favor ou boa vontade.
Devido ao seu caráter santo, Deus não pode deixar impune o mal, nem tampouco fingir que o mal não existe, ou que não tem importância.
No Antigo Testamento isto era resolvido com a morte de animais, para quem a ira de Deus era desviada (Lv.4:20; 19:22).
No Novo Testamento Deus satisfaz a Sua justa ira contra o pecado ao desviá-la do pecador e concentrá-la em Jesus Cristo (Hb.2:17; 1João 2:2). Com sua morte, Jesus Cristo se torna propício (favorável) ao pecador (não ao pecado), e como Sumo Sacerdote apresenta a Deus o seu próprio corpo em sacrifício como propiciação pelos pecados do ser humano convertido.
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1João 2:2,10).
Agradeçamos a Deus por prover a nossa salvação. Agradeçamos a Deus pela Sua Obra maravilhosa de substituição, remissão e propiciação.

2. Pela Substituição

Sem trazer uma oferta pelo pecado para oferecer sobre este Altar não se alcançava aceitação de Deus. Só era possível entrar levando uma oferta: um animal perfeito e vivo.
No Pátio, o pecador chegava com sua oferta que seria oferecida pelo sacerdote, em seu lugar, no Altar. O pecador colocava a mão na cabeça do animal (Lv.1:4) e confessava seu pecado. Desta forma, o pecador transferia toda a sua culpa para o animal inocente e recebia para si o valor da sua morte.
Foi exatamente assim que Jesus levou sobre si a nossa culpa, oferecendo-se na cruz em nosso lugar (Is.53:4-6; João 1:29; 1Pd.2:24). Na pessoa de Jesus Cristo, a nossa pena foi cumprida plenamente (1Co.5:7).
Hoje, o pecador tem o privilégio de demonstrar fé na vítima da cruz, Cristo, tendo-o como o seu substituto perante Deus. Cristo morreu por todos os que têm posto suas mãos sobre Ele, o Cordeiro de Deus. Assim, pela fé em Jesus somos salvos, e regenerados (João 1:12,13,29; Hb.9:22).

3. Pela Reconciliação

É no Altar do holocausto que o homem, primeiramente, encontrava-se com Deus. Nele, o pecador, com toda a sua carga de pecado, encontrava o perdão mediante um sacrifício substitutivo. Assim, ele encontrava a reconciliação com o Deus santo.
Deus quis reconciliar-se definitivamente com o homem. Deveria ter partido de nós, a parte ofensora, mas partiu de Deus, a parte ofendida - “E tudo isso provém de Deus...”(2Co.5:18). É a parte ofendida que toma a iniciativa da reconciliação. Deus restaurou o relacionamento entre si mesmo e nós.
O Evangelho não é o homem buscando a Deus, mas Deus buscando o homem. Foi o homem quem caiu, afastou-se e rebelou-se. Mas é Deus quem o busca. É Deus quem corre para abraçar - “Com amor eterno eu te amei e com benignidade eu te atraí”(Jr.31:3).
A cruz de Cristo foi o preço que Deus pagou para nos reconciliar consigo. A cruz de Cristo é a ponte entre a Terra e o Céu. Nenhuma pessoa pode chegar até Deus a não ser por meio dessa ponte. Deus nos amou e nos deu seu Filho (João 3:16). Deus nos amou e Cristo sofreu em nosso lugar. Deus nos amou e Cristo morreu por nós.
Na verdade, não foi a cruz de Cristo que gerou o amor de Deus; foi o amor de Deus que gerou a cruz (Rm.5:8;8:32). A cruz é o maior arauto do amor de Deus por nós. A cruz é a prova cabal de que Deus está de braços abertos para nos receber de volta ao lar.
A nossa reconciliação com Deus, portanto, custou-lhe um preço infinito: a morte do seu próprio Filho. Ele nos comprou não com coisas corruptíveis como prata e ouro, mas com o sangue do seu Filho bendito (1Pd.1:18,19).

4. Pela remissão

Quando ocorria o sacrifício da vítima, sangue era vertido. Ali no Pátio, o pecado do povo era julgado e o pecador, redimido pelo sangue do animal imolado, experimentava a bênção do perdão; ele estava livre do ônus do pecado.
A vítima, com seu sangue derramado em volta do altar, representava Cristo, o Cordeiro que foi morto e derramou o Seu sangue pelos nossos pecados (João 1:29; Is.53:7; 1Pd.1:18-20; 3:18). Está escrito: "Sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22).

III. O ALTAR DO HOLOCAUSTO É UMA IMAGEM DO CALVÁRIO

Já deu para entender que o Altar do holocausto simboliza a cruz do Calvário, lugar onde Cristo, vicariamente, foi crucificado (Hb.9:12-14;25-28; 10:10-14). O que precisava ser realizado Jesus já realizou; basta apenas apresentar-se a Ele como um pecador perdido, reconhecer nossa culpa, confessar nossos pecados, crendo que "ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1João 1:9).

1. No Altar do Holocausto – na Cruz - Deus proveu um Cordeiro imaculado uma vez para sempre em nosso lugar

No Altar dos Holocaustos, as vítimas inocentes eram sacrificadas no lugar dos pecadores. Assim como Deus proveu um cordeiro para substituir Isaque no monte do sacrifício, Ele enviou seu Filho para nos substituir na cruz do Calvário. Jesus, o Cordeiro de Deus, assumiu o castigo que era nosso. Ele tomou sobre si a nossa condenação. O Cordeiro de Deus morreu por nós. Na cruz, Deus materializou o Seu grande amor por toda a humanidade. Afirma Paulo:
“Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Rm.5:6).
“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).
Portanto, a cruz de Cristo não foi um acidente, mas um apontamento de Deus desde a eternidade. Ele foi morto desde a fundação do mundo. Ele nasceu para ser o nosso substituto, representante e fiador. A cruz, sempre esteve encrustrada no coração de Deus, sempre esteve diante dos olhos de Cristo. Ele jamais recuou da cruz. Ele marchou para ela como um rei caminha para a sua coroação.
Portanto, o Amor de Deus não é apenas um sentimento, é uma ação. Não consiste apenas em palavras, é uma dádiva. Não é uma dádiva qualquer, mas uma dádiva de si mesmo. Deus deu seu Filho. Ele deu tudo, deu a si mesmo.
Deus não amou aqueles que nutriam amor por Ele, mas aqueles que lhe viraram as costas. Deus amou aqueles que eram inimigos.
Cristo morreu no momento determinado por Deus e de acordo com seu eterno propósito (João 8:20; 12:27; 17:1; Gl.4:4; Hb.9:26).
Não há como medir o amor de Deus – “Deus amou o mundo de tal maneira...” (João 3:16).

2. No Altar do Holocausto – na Cruz - o sacrifício do Cordeiro Imaculado trouxe-nos Reconciliação com Deus

O sacrifício de Jesus Cristo foi único e definitivo para a nossa reconciliação com Deus (Ef.2:16). Jesus, o Cordeiro de Deus, é o autor e consumador da nossa fé (Hb.12:2). Sem Ele estaríamos perdidos, longe de Deus e condenados para sempre ao inferno.
Temos um Deus que nos ama e que não negou dar o seu Unigênito para que tivéssemos Paz com Deus e a vida eterna.
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades” (Ef.2:14-16).

3. No Altar do Holocausto – na Cruz - o perfeito sacrifício do Cordeiro de Deus trouxe-nos Justificação

Na cruz, Cristo cumpriu a nossa pena, justificando-nos perante o Pai. Ele nos libertou da lei do pecado. Uma vez livres e justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm.5:1). Uma vez livre e justificado a culpa do homem é transferida para Jesus, que já a pagou através de Seu sacrifício expiatório da cruz, e pode cobrir o homem com sua justiça. É por isto que Paulo diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é”.
Portanto, o homem justificado não é um homem “reformado”, mas, é um novo homem. Este novo homem é visto por Deus como se nunca tivesse pecado. A Justificação não deixa resíduos dos pecados dantes cometidos, isto por causa daquele “que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fossemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21).

4. No Altar do Holocausto – na Cruz – o sacrifício de Jesus Cristo trouxe-nos gloriosa Esperança

A esperança é um dos pilares da vida cristã. Em 1Pedro 1:3-4 está escrito:
“bendito seja o Deus e pai de nosso senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós”.
Isto quer dizer que:
  • Além de termos esperança de dias melhores;
  • Além de termos esperança de que Deus vai responder nossas orações;
  • Além de termos esperança de que Deus vai abrir portas em várias questões da vida, nós temos a esperança que um dia todo o sofrimento, toda dor, todo mal, vai ser debelado para sempre, e sempre e sempre.
Portanto, a nossa esperança é superlativa porque a cruz de Cristo nos proporcionou esta preciosa promessa. Em Romanos 8:24 o aposto Paulo se expressa de modo claro e convincente:“porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará?".
Quando o crente é convicto de sua fé ele não titubeia, mas põe a sua confiança, a sua esperança só em Deus. Paulo disse perante o governador Félix:
“tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos”.
Um dia todos nós morreremos, caso o Senhor Jesus não venha antes disso, mas, temos a esperança que ressuscitaremos e viveremos com Ele para sempre – é sem dúvida a nossa maior esperança.

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta Aula que o Altar do Holocausto é o lugar da confissão do pecado, isto é, do arrependimento, de confessar Jesus como o nosso Salvador.
Não precisamos mais fazer sacrifícios, pois tudo está feito. Cristo é a oferta suficiente e eficaz para a expiação completa de nossa culpa. Ele já fez o verdadeiro sacrifício uma vez para sempre em nosso lugar. Nada resta fazer senão ir a Ele e apresentar-nos como pecador perdido. Ir com toda sinceridade, assim como somos e estamos, e colocar, pela fé, a mão sobre o Sacrifício (Jesus Cristo) reconhecendo nossa culpa, confessar nossos pecados, crendo que “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toa injustiça” (1João 1:9).
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Créditos: Luciano de Paula Lourenço