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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

7ª Lição: A Oração da Igreja e o trabalho do Espírito Santo


Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia, Centro
Viçosa Alagoas
Escola Bíblica Dominical
pastor: Donizete Inácio de Melo
Superintendente: Pb.Efigênio Hortêncio de Oliveira
INTRODUÇÃO
A igreja foi fundada na cruz, edificada sobre o alicerce da oração e inaugurada no dia da festa do Pentecostes pelo derramamento do Espírito Santo (A festa de Pentecostes acontecia 50 dias depois da Páscoa, e marcava o final da colheita de grãos. A ideia era que fosse como uma festa de ação de graças, marcada pela oferta de sacrifícios e a doação de contribuições voluntárias da colheita recente (cf. Lv 23.15-22; Nm 28.26-31; Dt 16.9-12). Começou com quase 120 pessoas (At 1:15), que estavam unidas e reunidas, aguardando o cumprimento da promessa do Consolador (o Espírito Santo). O efeito daquela reunião foi o derramamento copioso e efusivo do Espírito Santo, com revestimento de poder a todos os que estavam presentes, proporcionando-lhes habilidade e entusiasmo para pregar o evangelho. O resultado clarividente do trabalho inicial do Espírito Santo após aquela reunião de oração foi a conversão de “quase três mil almas”(Atos 2:41), logo na primeira pregação do Evangelho. A partir daí, a igreja não parou mais de crescer(Atos 2:47), a despeito das intempéries ao longo de sua história, provocadas pelo seu maior algoz (Satanás), no afã de empalidecer o seu brilho espiritual. Mas Jesus foi claro e enfático, que as portas do inverno não prevalecerão contra a sua Igreja (Mt 16:18). O Espírito Santo é o seu guia inseparável na construção e engrandecimento do Reino de Deus.
I. O INÍCIO DA IGREJA CRISTÃ
A Igreja, no seu início, é descrita em Atos 4:32 como tendo um só coração. Sem dúvida, a unidade da igreja, é uma característica do trabalho do Espírito Santo, que trazia unidade àquelas pessoas, motivação para cooperar e a certeza de que estavam agindo conforme os padrões de Deus. Quando se fala de igreja unida não estamos falando de anulação pessoal ou da vontade individual de seus participantes, mas de trabalhar em conjunto sob a bandeira do Reino de Deus, respeitando-se os diversos ministérios ou funções. Uma igreja assim: o Espírito Santo é derramado sobre ela (At 1:4,12-14); o Senhor enche o crente do seu Santo Espírito, equipando-o para o serviço do Reino de Deus; nela há a real evidência da Ação do Espírito Santo(At 2:1-4).
No livro de Atos dos Apóstolos encontramos uma narrativa de como foi o início da igreja de Jesus Cristo aqui na terra, o exemplo deixado pelos apóstolos e um padrão permanente para a igreja. Quem quiser seguir a Cristo deve levar em conta os exemplos dos primeiros cristãos vistos neste livro: exemplos de santidade, ousadia, sofrimento, oração, fraternidade e união. As principais características da igreja primitiva, narrada no livro de Atos dos Apóstolos são:
(1) A igreja estava constantemente em oração (At 1:14;2:42; 6:4). Essa era uma das práticas fundamentais da igreja primitiva e expressava dependência total no Senhor na adoração, direção, preservação e no serviço.
(2) A igreja supria os necessitados. Desde o início da história da igreja, havia aqueles que padeciam de necessidades para sobreviver (cf. At 2:45; 4:34,35). Se é verdade que Deus tem promessa de que o justo não será desamparado e que sua descendência não mendigará o pão (Sl 37:25), isto se deve, em grande parte, ao fato de que o Senhor, na igreja, proporciona aqueles que repartem o que têm com quem tem necessidade. A igreja primitiva compartilhava desta prática largamente (At 4:32-37). A função de assistência social na Igreja é uma das suas pedras de toque e, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de demonstrarmos ao mundo a nossa diferença e o amor de Deus que está em nossos corações.
(3) Curas e maravilhas eram realizadas pelos apóstolos, dando sequência ao que Jesus tinha feito. O Senhor estendeu o ministério da cura divina aos seus seguidores (Mc 16:16-18; Lc 9:2; Mt 10:8). O cumprimento dessa promessa de Jesus é testificado no livro de Atos (At 3:6-10; 14:8-10). Paulo, em suas Epístolas, fala a respeito dos dons de curar (1Co 12:9), e Tiago instrui quanto à atuação dos presbíteros da igreja nesse importante ministério (Tg 5:14-16). Não se pode deixar de valorizar a cura divina nesta caminhada da Igreja, porém, deve ter como meta a glorificação a Deus (Mt 28:19,20), jamais a promoção humana. Deixar de valorizar a cura divina é um extremo, do mesmo modo que, deixar de enfatizar o arrependimento dos pecados, para a salvação. Portanto, aqueles que pregam a cura divina não podem esquecer que o maior milagre continua sendo o perdão dos pecados (Mc 2:10-12). Além disso, é bom saber que nem todos são curados. Há exemplo na Bíblia em que apenas uma pessoa, em meio a uma multidão, recebe essa dádiva, como é o caso do paralítico do tanque de Betesta(João 5:1-8). Isso porque a cura é um ato eminentemente divino e Deus cura a quem e quando lhe apraz.
(4) Diversas citações de batismo com o Espírito Santo. Exemplos: (a) Em Jerusalém – no Cenáculo - A Bíblia informa-nos que, embora tivesse feito a promessa do revestimento de poder, o Senhor determinou aos seus discípulos que aguardassem o cumprimento desta promessa em Jerusalém, não precisando quando nem como ela viria. Os discípulos, diz-nos o texto sagrado, foram, então, para o cenáculo e lá ficaram orando durante dez dias até que, no dia de Pentecostes, foram revestidos de poder. (b) Em Samaria - O batismo com o Espírito Santo somente veio quando os discípulos impuseram as mãos sobre os crentes samaritanos e começaram a orar. Isto mostra, claramente, que foram batizados aqueles que, sabendo da promessa e do intuito da oração dos discípulos, dispuseram-se a orar e a permitir que fossem alvo da imposição de mãos dos apóstolos. (c) Na casa de Cornélio – A operação do Espírito Santo na Casa de Cornélio tinha, da parte de Deus, um propósito de superação de barreiras culturais que poderiam impedir a conversão e reconhecimento daqueles novos crentes por parte da igreja primitiva, mas não é de se desprezar a circunstância de que o texto sagrado nos dá conta de que Cornélio e a sua casa estava ansiosa e toda reunida à espera da chegada de Pedro, numa clara demonstração de que eles buscavam a presença de Deus, ainda que o fizessem, como gentios que eram, na forma do “tatear” (cf At 17:27). (d) Em Éfeso - A mesma disposição vamos presenciar nos discípulos de Éfeso que, após terem sido batizados em água, aceitaram ter a imposição de mãos e, conscientemente, buscaram e obtiveram o batismo com o Espírito Santo.
A concessão do batismo com o Espírito Santo constava no Plano de Deus, segundo afirmou o Profeta Joel: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito”(Joel 2:28-29). Todavia, o batismo com o Espírito Santo tinha um objetivo, no Plano de Deus. O Senhor Jesus definiu qual era esse objetivo, ao declarar: “Mas, recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia, e Samaria, e até os confins da terra”(Atos 1:8). Portanto, seu objetivo principal é, pois, a concessão do Poder de Deus para ser testemunha de Jesus. Daí, o batismo com o Espírito Santo está intimamente ligado à obra missionária.
Cremos poder afirmar que a maioria dos crêem nesta promessa não está observando o sentido e o objetivo desta expressão: “recebereis a virtude do Espírito Santo” e o “ser-me-eis testemunhas”. Esta maioria usa o Batismo com o Espírito Santo apenas para falar em “línguas estranhas”. Isto é bom, é uma bênção! Porém, Paulo afirmou que “… o que fala língua estranha não fala aos homens senão a Deus…”. Afirmou ainda que “o que fala língua estranha edifica-se a si mesmo…”(1Co 14:2-4), ou seja, falar em línguas estranhas é uma forma de fortalecer-se, individualmente. É como uma bateria ligada a um carregador. Mas, essa carga, ou energia acumulada na bateria precisa ser utilizada, do contrário, não faz sentido manter a bateria carregada.
(5) Grande expansão missionária da igreja - “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé”(Rm 1:8). “Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade”(Cl 1:6). A verdade do Evangelho havia chegado em todo o mundo conhecido da época. Não se pode tomar isso no sentido literal e absoluto. Paulo não queria dizer que todos os homens e mulheres do mundo tinham ouvido a mensagem do evangelho. A expressão aqui significa que em cada nação já havia quem tivesse ouvido as boas-novas de salvação.
(6) A ação do Espírito Santo em favor da igreja. Por meio da oração, o Espírito Santo age mesmo em situações aparentemente controversas, como no caso em que a Igreja em Jerusalém soube que os gentios estavam se convertendo ao Senhor, e precisavam de orientações. A liderança da igreja estava acostumada à oração, e agiu com sabedoria, preservando a unidade entre as congregações judaicas e gentias – “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”(At 15:28), foi a resposta daquela situação. O Espírito Santo agiu preservando a unidade da Igreja. Esta é a sua vontade: a Unidade da Igreja. Assim seja!
II. A DISSEMINAÇÃO DA PALAVRA
O assunto principal da Igreja é a salvação do ser humano na pessoa de Jesus Cristo. É para isto que existe a Igreja. Não devemos nos perder em discussões inúteis e que não trazem proveito algum (1Tm 1:4-7; 6:3,5). O Senhor nos mandou pregar o Evangelho e não ficar discutindo filigranas (assuntos sem importância, vão) doutrinário-teológicas ou nos perdendo em interpretações de aspectos absolutamente secundários das Escrituras, quando não de questões relacionadas com a cultura. “Pregai o Evangelho”, diz o Senhor, é esta a função da Igreja, nada mais, nada menos que isto.
Quando os cristãos têm consciência que a tarefa primordial da Igreja é a evangelização, passam a entender que sua existência gira em torno desta missão dada a cada crente, que é membro do corpo de Cristo em particular (1Co 12:27). Assim, tudo quanto fizermos nesta vida, em qualquer setor ou aspecto, deve levar em consideração, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33). Todas as nossas ações, todo o nosso cotidiano deve ser criado e executado diante da perspectiva de que somos testemunhas de Cristo Jesus (At 1:8) e que devemos, portanto, testificar do Senhor, mostrar ao mundo, através de nossas boas obras, que Deus é nosso Pai, que somos filhos de Deus e, por meio deste comportamento, levar os homens a glorificar o nosso Pai que está nos céus (Mt 5:16).
A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi o acontecimento impulsionador da obra missionária da igreja. Pedro cheio do Espírito colocou-se de pé, levantou a sua voz e falou corajosamente do genuíno evangelho. Naquele dia agregaram-se quase três mil almas ao Reino dos céus (At 2:41). A missão atingiria em pouco tempo a escala mundial, visto que naquele dia estavam em Jerusalém pessoas de dezesseis nacionalidades (At 2:5,9-11). Jesus disse aos discípulos que, capacitados pelo poder do Espírito Santo, seriam suas testemunhas até aos confins da terra (At 1:8). O Espírito Santo é quem prepara pregadores, concede intrepidez, escolhe e envia homens para a disseminação da Palavra de Deus no mundo.
Nos dias em que vivemos, até mesmo nos cultos das igrejas locais, o Evangelho não tem mais sido pregado! Perdem-se horas em eventos, em ensaios, em apresentações, em efemérides (notícias) sociais, em discussões relativas a usos e costumes, e se esquece de dizer que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o Céu. Há, mesmo, milhares de cultos diariamente em que nem sequer é feito o convite ao pecador para aceitar a Cristo. Como estamos distantes do objetivo fixado pelo Senhor Jesus: a pregação do Evangelho!
A melhor e mais impressionante forma de pregarmos o Evangelho é vivermos de acordo com o Evangelho, é termos uma vida sincera e irrepreensível diante de Deus e dos homens. Todo cristão precisa, em sua vida, antecipadamente, dizer a toda criatura quem é Jesus e qual é a transformação que Ele faz em todos quantos O aceitam como único Senhor e Salvador. É necessário que cada um de nós, com nossas vidas, “pregue o Evangelho”, que cada um de nós seja “… uma carta de Cristo e escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração, conhecida e lida de todos os homens” (2Co 3:2,3).
Assim, ao contrário do que muitos pensam, ou seja, de que evangelizar é entregar folhetos, bater de porta em porta, levar alguém até uma igreja ou subir em um púlpito ou pregar ao ar livre, evangelizar é tudo isto e muito mais: é viver de acordo com a Palavra de Deus, é desfrutar de uma comunhão sincera e perfeita com o Senhor, a ponto de sermos vasos de honra em todos os lugares em que estivermos ou vivermos (2Tm 2:20,21).
III. O ESPÍRITO E O CRESCIMENTO DA IGREJA
O crescimento da igreja passa pela oração e pelo ministério da Palavra. Os tempos mudaram, mas o método de Deus não. Os apóstolos entenderam essa verdade incontestável e firmaram como prioritários esses dois pilares cruciais: Oração e Palavra (At 6:4).
A igreja é um organismo vivo e não apenas uma organização. Seu crescimento saudável vem através da conversão e não da adesão. Na busca do crescimento da igreja, não podemos nos capitular à numerolatria(a idolatria dos números) nem à numerofobia(o medo dos números). Uma igreja saudável cresce o crescimento que vem de Deus, e isso tanto numérica quanto espiritualmente.
1. A igreja cresce (At 2:41,47). “… E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”(At 2:47b). O crescimento da igreja é uma obra de Deus. Plantamos e regamos, mas só Deus dá o crescimento. Pregamos e evangelizamos, mas só Deus pode abrir o coração. Ensinamos e exortamos, mas só o Espírito Santo pode convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo(João 16:8). Mesmo que usássemos todas as técnicas modernas e todos os recursos da terra, jamais poderíamos converter sequer uma alma.
A igreja cresce na medida em que a Palavra de Deus cresce. Todo registro de crescimento da igreja primitiva no livro de Atos está diretamente ligado à proclamação da Palavra de Deus. A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Cristo. Deus escolheu salvar o homem pela loucura da pregação. No dia de Pentecostes Pedro pregou um sermão Cristocêntrico e cerca de três mil pessoas foram convertidas.
O novo nascimento é uma operação sobrenatural e exclusiva do Espírito Santo. Por isso, somente Deus pode agregar à igreja os que são salvos. Sendo assim, precisamos depender mais dos recursos de Deus do que dos nossos recursos. O poder para realizar a obra de Deus não vem da nossa inteligência, ou dos nossos recursos financeiros, nem mesmo das nossas habilidades pessoais, mas de Deus. É ele quem regenera, chama, justifica e glorifica. A salvação é obra de Deus do começo ao fim. Sabendo disso, a igreja contemporânea deveria orar com mais fervor e com mais intensidade, como o fez a igreja primitiva. O crescimento numérico da igreja primitiva retrata sua vida exuberante de oração. A igreja orava e os resultados apareciam. Os joelhos se dobravam em oração e os corações se derretiam na presença de Deus em sincera conversão. É a oração com um propósito unânime(Atos 1:14; 2:46,47) que deixa a Igreja poderosa nas suas ações.
Hoje podemos até experimentar um crescimento numérico da igreja sem a supremacia da Palavra, mas não um crescimento saudável. Não podemos produzir o crescimento saudável da igreja, mas podemos proclamar a Palavra de Deus com fidelidade e no poder do Espírito Santo, sabendo que a Palavra que sai da sua boca nunca voltará para ele vazia.
2. Crescimento x Perseguição (vide Atos 4:1 – 7:60). A igreja de Jesus Cristo iniciou sofrendo muitas perseguições. O início da perseguição dos judeus contra a igreja se deu quando Pedro e João, em o nome de Jesus, curaram um coxo de nascença que ficava esmolando à “porta do templo chamada Formosa” (At 3.2). Naquele episódio, os apóstolos foram presos (At 4:3), mas muitas pessoas creram, elevando o número dos cristãos a quase cinco mil (At 4:4). A igreja primitiva sofreu muito com as prisões, ameaças e mortes, mas nada disso impossibilitou seu extraordinário crescimento (At 5:19, 29; 6:8-15).
Os apóstolos foram presos, alguns apedrejados, outros mortos e tudo isto porque eles davam testemunho de Jesus Cristo. Eles pregavam que Jesus havia ressuscitado, subido ao céu e que voltaria. Pregavam que era necessário o arrependimento dos pecados e entregar a vida a Jesus Cristo para obter a salvação. A mensagem que Paulo, Pedro, Estevão, João, Tiago e outros pregavam naquela época continua valendo para os nossos dias. Ela não caducou, pelo contrário, continua viva e atual para a igreja contemporânea.
As perseguições contra a Igreja nunca cessaram. Satanás sempre “bateu” de frente com a Igreja, mas perdeu todas. O Senhor Jesus havia dito que “…as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16:18). Hoje, a perseguição é camuflada. Satanás, sutilmente, está usando pessoas de dentro da igreja (falsos mestres e falsos pastores) para persegui-la, com disseminação de falsas doutrinas, falsos ensinos. Peçamos a Deus o dom de discernimento, ele é indispensável nestes últimos dias da Igreja.
A igreja é um projeto exclusivamente divino, concebido, executado e sustentado por Deus. É por isso que podemos ter a certeza, e a história tem demonstrado isto, que nada pode destruir a Igreja. Durante estes quase dois mil anos em que a igreja tem participado da história da humanidade, muitos homens poderosos se levantaram contra a Igreja, tentaram destruí-la e não foram poucas as vezes em que se proclamou que a Igreja estava vencida. No entanto, todos estes homens passaram, mas a Igreja se manteve de pé, vencedora, demonstrando que não se trata de obra humana, mas de algo que é divino e contra o qual todos os poderes das trevas não têm podido prevalecer.
3. A integridade da igreja. Integridade procede do verbo ‘integrar’, que significa ‘tornar unido para formar um todo completo ou perfeito’. Deus deseja que sejamos íntegros em todos os aspectos. Nas finanças, no casamento, no trabalho e nos estudos nossa integridade não apenas agrada a Deus, mas demonstra, para os ímpios, a diferença que Cristo faz em nossas vidas. Andar de forma íntegra atrai a retribuição divina. Ser íntegro é ter padrões bem definidos de certo e errado à Luz da Palavra de Deus.
Desde os primórdios da Igreja, Satanás sempre bateu forte para desfazer as marcas da igreja, sendo uma delas a integridade. Satanás, como pai da mentira, não perdeu tempo para introduzir a sua identidade sórdida no meio dos santos do Senhor. Logo em seu nascedouro, dois membros da igreja foram usados por Satanás para perturbar a ordem e a integridade da igreja, a saber, Ananias e Safira. Quando Deus opera com poder, Satanás aparece para promover a falsidade, a corrupção e as contendas. Contudo, onde há verdadeiro poder espiritual, o engano e a hipocrisia não demoram a ser revelados.
Ananias e Safira parecem ter se impressionado com a generosidade de Barnabé e outros(Atos 4:36,37). Talvez desejassem receber o louvor dos homens por um ato semelhante de bondade. Por essa razão, venderam uma propriedade e deram parte da renda aos apóstolos. O pecados deles foi terem dito que haviam dado tudo quando, na verdade, entregaram apenas parte do dinheiro. Ninguém havia pedido ao casal que vendesse a propriedade. Uma vez fechado o negócio, não era sua obrigação entregar todo o valor. Eles fingiram uma entrega total quando, na realidade, tinham retido uma parte. Por meio do dom de discernimento do Espírito, Pedro percebeu toda a mentira deles e veio um repentino juízo divino sobre o casal. Pedro acusou Ananias e sua esposa de mentir não apenas aos homens, mas também ao Espírito Santo. Ao mentir ao Espírito Santo, Ananias e Safira mentiram a Deus, pois o Espírito Santo é Deus. Quando a igreja ora (At 4.31), Deus aniquila os problemas que podem enfraquecê-la.
As Escrituras nos ensinam que o espírito, a mente e o corpo todos vêm da mão de Deus e, portanto, devem estar unidos, funcionando juntos, como um todo(leia Fp 4:8). Os nossos atos devem ser coerentes com os nossos pensamentos. Precisamos ser a mesma pessoa, pública e privadamente.
CONCLUSÃO
É inegável a existência de uma relação direta entre a atuação do Espírito Santo e as orações da igreja. O Espírito santo nos motiva e ajuda a orar, e por meio das orações, Deus opera na igreja e fora dela. Oramos para que Deus, através da mensagem do Evangelho, salve os pecadores, e o Espírito Santo, assim, os convence do pecado, da justiça e do juízo. Através da oração, Deus escolhe os seus obreiros para levar avante a sua obra local e em outras nações. Nada, portanto, funciona sem a força motivadora da oração.

Fonte: ebdweb

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