Seguidores

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

1º TRIMESTRE DE 2012. 1ª LIÇÃO: O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


INTRODUÇÃO


Testemunhamos, nessas últimas décadas, a expansão de um movimento teológico denominado de Teologia da Prosperidade. Ao longo deste trimestre estudaremos a respeito da prosperidade, a partir de uma perspectiva bíblica, diferentemente daquela apregoada por essa que poderia muito bem ser referida como Teologia da Ganância. Nesta aula, definiremos esse movimento, em seguida, apontaremos seus fundamentos, e, ao final, destacaremos alguns dos seus ensinamentos.

1. TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: CONTEXTUALIZAÇÃO

A teologia, em si mesma, não é negativa, na verdade, todo discurso sobre Deus é uma teologia, é justamente essa a etimologia da palavra: Theos - Deus, e Logia - Discurso, portanto, toda discussão que trata a respeito de Deus, seja ela bíblica ou não é uma teologia. Em sentido amplo, qualquer pessoa pode muito bem ser considerado teóloga ou teólogo. Uma teologia bíblica, isto é, fundamentada na revelação, consoante ao exposto na Escritura, pode contribuir para a edificação da igreja. A teologia serve à evangelização e às missões, a fim de que possamos levar corretamente a mensagem da salvação, à apologética, a fim de confrontar os ensinamentos contrários à Palavra de Deus, à edificação do Corpo de Cristo, na medida em que esse cresce na doutrina, no conhecimento e na graça do Senhor Jesus. Mas nem toda teologia é bíblica, existem muitos movimentos teológicos heterodoxos, que não se coadunam com os princípios bíblicos. A teologia bíblica parte do pressuposto de que Deus se revelou (Hb. 1.1,2) e que o Verbo se fez carne (Jo. 1.1,14), por esse motivo, podemos conhecê-LO. Para tanto, precisamos reconhecer que a Bíblia não é de particular interpretação (II Pe. 1.20) e que não pode ser lida sem que se atente para determinados princípios hermenêuticos. A Teologia da Prosperidade (ou Teologia da Ganância) utiliza a Bíblia para reforçar os interesses dos líderes, por isso, não se trata de uma teologia exegética (que busca o sentido no texto), mas eisegética (que leva o sentido para o texto). A Teologia da Prosperidade utiliza textos isolados e descontextualizados da Bíblia para defender que os filhos do Rei não podem passar por sofrimento ou privação financeira. Seus adeptos argumentam que os sofredores e os pobres são infiéis, e que não estão determinando ou requerendo de Deus o que lhes é de direito. A espiritualidade do cristão costuma ser atrelada aos bens materiais que consegue adquirir, por outro lado, a ausência deles costuma ser associada à infidelidade na doação de ofertas, na maioria das vezes, exigidas acima da capacidade financeira das pessoas que frequentam suas igrejas.

2. OS FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

O avô da Teologia da Prosperidade foi Emanuel Swedenborg (1688-1772), um importante cientista sueco. Em 1973 ele publicou um livro intitulado Infinite [Infinito], posterioremente, lançou outro com o título de Heavenly Secrets [Segredos Celestiais], no qual advoga ser o único revelador do Senhor. Ele defendia que havia dialogado um ano com Paulo e conversado várias vezes com Lutero, como se isso não fosse bastante, que havia estado com Moisés. Muitos dos seus escritos foram distribuídos e amplamente lidos nos Estados Unidos, e acabaram influenciando pessoas como Ralph Waldo Trine, Warren Felt Evans e outros que fundaram o movimento Novo Pensamento. O mentor intelectual desse movimento foi Phineas Quimby (1802-1866), que, através da hipnose, desenvolveu a ideia de curas através da mente. A base da sua teoria era a de que a mente tem poder e habilidade para criar e influenciar, desse argumento surgiria a Confissão Positiva, isto é, a teologia da determinação, e a crença de que as palavras têm poder para realizar o que bem se deseja. Um dos seguidores de Quimby foi Warren Felt Evans (1817-1889), que se tornou o escritor responsável pela divulgação da ideias de Quimby através dos seus livros. O mais representativo escritor desse movimento, no entanto, seria Ralph Waldo Trine (1866-1958), através do qual o Novo Pensamento adquiriu popularidade. Alguns cristãos acabaram incorporando à doutrina bíblica aos pressupostos do Novo Pensamento, dentre eles, Norman Vicent Peale (1898-1993), pastor da Marble Collegiate Church, em Nova Iorque. Ele ficou conhecido pelo seu livro The Power of Positive Thinking [O Poder do Pensamento Positivo]. Mas a Teologia da Prosperidade, como a conhecemos atualmente, ganhou força através do Pastor E. W. Kenyon (1867-1948), sendo esse o responsável pela relação entre o Novo Pensamento e a Teologia da Prosperidade. Ele aderiu à Confissão Positiva, colocou o ser humano em posição elevada e passou a defender a Teologia da Prosperidade e da Saúde. Posteriormente, Kenneth Hagin (1917-2003) assumiu o posto de principal evangelista da Teologia da Prosperidade. Ele é o pai do movimento Palavra da Fé, movimento difundido no Brasil, por vários líderes eclesiásiticos, entre eles Valnice Milhomens. Alguns líderes neopentecostais (ou pseudopentecostais) aderiram a esse movimento, dentre eles, Edir Macedo, R. R. Soares e Valdomiro Santiago os quais, através da utilização da mídia, principalmente a televisiva, massificaram a Teologia da Prosperidade no país.

3. OS ENSINAMENTOS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

A Teologia da Prosperidade, conforme se depreende desse relato histórico, foi importada dos Estados Unidos, e ainda é bastante popular naquele país. Atualmente é defendida por líderes como Joel Osteen, T. D. Jakes e Joyce Meyer. Muitas pessoas assistem pela TV os ensinamentos dessa teologia, mas não sabem o quanto ela destoa da ortodoxia bíblica. Trata-se também de um movimento bastante heterogêneo, isso porque cada pastor-celebridade apresenta determinadas especificidades em relação ao movimento. Os lideres da Teologia da Prosperidade costumam, em geral, têm uma visão deturpada de Deus. Alguns deles negam a doutrina da trindade, outros exageram, tal como Benny Hinn, que, a partir de uma suposta revelação, passou a defender que cada pessoa da divindade é triuna, resultando em nove pessoas distintas. A visão predominante de Deus na Teologia da Prosperidade é a de uma divindade sem soberania, isso porque seus líderes colocam o ser humano em primazia. Para eles o poder não está em Deus, mas no próprio ser humano, este, através do poder da confissão positiva, deve determinar, obrigar Deus a fazer o que deseja. A Teologia da Prosperidade acaba por supervalorizar o ser humano em detrimento de Deus. Ela inverte o papel do Criador e da Criatura, os seres humanos, e não Deus, é o centro do universo. Alguns deles, como Paul Crouch e Kenneth Copeland, advogam que o ser humano é deus ou que têm um deus dentro de si. A ênfase é posta na saúde e na riqueza, como explicita Oral Roberts, em um de seus livros, que Jesus nunca foi pobre, e , por conseguinte, nenhum cristão pode aceitar a pobreza. Robert Tilton vai mais além, argumentando que ser pobre é pecado, já que Deus promete prosperidade. Para incentivar os adeptos a alcançarem a prosperidade, eles os desafiam a darem bastante, às vezes, tudo o que têm, com promessas de que serão recompensados por Deus, em uma espécie de barganha. A visão de salvação deles também é equivocada, tendo em vista que o pecado é a pobreza, a redenção acontece quando alguém consegue enriquecer, negando, assim, a condição de pecado apresentada na Bíblia, e a necessidade de um Salvador. A morte de Jesus perde a razão de ser, por esse motivo, pouco se fala em arrependimento e novo nascimento, bem como em ser uma nova criatura.

CONCLUSÃO
A Teologia da Prosperidade ou da Ganância tem causado estragos ao movimento evangélico brasileiro. Isso porque muitos se fizeram pastores, outros por acharem pouco, se dizem bispos e apóstolos com o objetivo de extorquir os incautos. O culto às personalidades se tornou uma prática recorrente, as mesmas caras estão sempre na televisão, fazendo apelos, determinando e prometendo saúde e prosperidade. Eles negam a mensagem da cruz de Cristo, e, com ela, a possibilidade do cristão sofrer. A generalização da mídia acaba causando deturpações, pois as pessoas pensam que todos os evangélicos são iguais. Oramos ao Soberano Deus para que, através das próximas lições, possamos assumir uma posição apologética contra essa famigerada teologia, que nada tem de bíblica e que se opõe ao genuíno evangelho de Jesus de Cristo.

Fonte: EBDWEB

sábado, 24 de dezembro de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA REALIZA CANTATA DE NATAL EM PRÉDIO PÚBLICO


NATAL - momento de celebração no mundo cristão. Nesse espírito de gratidão a  a Deus, pelo nascimento do do seu filho Jesus Cristo, a Assembleia de Deus de Viçosa-AL, em parceira com a prefeitura deste município, realizou uma linda cantata, sob o título "A excelência do Natal". 

    A apresentação foi realizada na Praça Apolinário Rebelo da  no dia 23, às 20h30, nos janelões do prédio histórico da antiga Secretaria de Saúde, hoje funcionando o LAC (Laboratório de Aprendizagem Central). Como não havia sido realizado em viçosa esse momento, A Igreja e um expressivo número de pessoas se aglomeraram ao redor do patrimônio público a fim de prestigiar o evento. Diversas autoridades se fizeram presentes: O ex-prefeito da cidade Flaubert Torres  e sua esposa Salete Pedrosa Torres, o atual prefeito Sr Flaubert Filho e a primeira dama da cidade Ana Paula Calazans  (também Secretária de Educação), o vice prefeito Manoel dos Passos (Vô), além de vários  secretários e vereadores.

    A cantata começou com uma rápida mensagem de boas vindas pelo Pr. Donizete Inácio e em seguida intercalada com vídeos foram apresentados vários hinos contando a história do Natal, sob a regência do jovem David Kenneth, filho do pastor, e da irmã Jeane Brandão. 
    
   O coral foi formado por crianças, adolescentes e jovens da igreja, que de forma vibrante lotaram os janelões do formoso prédio, louvando assim  ao Senhor com muita graça, ao tempo em que o público  assistia atentamente.

  No final das apresentações o Pr. Donizete entregou uma mensagem e com toda a igreja fez uma fervorosa oração pela cidade e seus governantes. Foi cedida a palavra ao Prefeito que muito emocionado elogiou o trabalho realizado e falou que nos próximos anos esta parceria continua, pois "com a cantata de hoje foi dado oficialmente a abertura das comemorações do Natal em Viçosa", enfatizou o prefeito. A primeira Dama do município, fazendo uso da palavra demonstrou sua emoção por tudo que viu e ouviu e agradeceu pelo trabalho que a Assembléia de Deus vem realizando na cidade através dos seus  membros.

A Deus seja a glória e o louvor para sempre

 








sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CÂMARA MUNICIPAL DE VIÇOSA-AL, HOMENAGEIA PASTOR DONIZETE

    
Numa seção solene realizada nesta quinta-feira(15) na câmara Municipal de Viçosa, cidade localizada na Zona da mata alagoana, foi conferido o título de cidadão honorário viçosense ao pastor Donizete Inácio de Melo, líder da igreja Evangélica Assembléia de Deus deste município. 

  O pastor esteve ladeado pela secretária de Educação do município Ana Paula Calazans Torres, Giselda Tenório, Maria José Duarte e do Sr. João Maviel da Silva que juntamente receberam o honroso título.

    Ao usar a tribuna da casa legislativa, o vereador Elias de Albuquerque Brandão, autor do requerimento do reverendíssimo, externou para os presentes a imensa honra de conferir o honroso título ao líder religioso. Depois de fazer a leitura da biografia do homenageado, tomado por tamanha emoção declarou o Vereador: “ Sinto-me realizado e honrado do requerimento que solicitei a esta casa, em apresentar o digníssimo pastor à receber o título de cidadão viçosense, homem que durante quatro anos neta cidade muito tem feito, dedicando sua vida, usando dos seus talentos e habilidades em prol da edificação de seus liderados e da comunidade como todo viçosense como todo”, ressaltou. Esta foi a primeira proposta que fiz desde que aqui estou, minha homenagem não diz respeito tão somente por ser meu pastor, mas pelo relevante serviço prestado a nossa comunidade", finalizou o parlamentar.

    Facultada a oportunidade aos homenageados, todos externaram toda a sua gratidão pelo título recebido. “Não podemos esconder a emoção num momento como este  de tão elevada respeitabilidade dos munícipes para comigo”, ressaltou o pastor tomado de emoção, “Aqui cheguei em 2007, fui bem recebido pelo um povo ordeiro, respeitador, festeiro e receptivo. No momento elevo toda minha gratidão ao Supremo e Eterno Deus, ao Vereador Elias Brandão pelo requerimento a mim conferido, a minha família, a igreja Assembleia de Deus em Viçosa, ao pastor presidente da Assembleia de Deus em Alagoas José Antônio dos Santos e a todos que de maneira direta e indireta tem contribuído para tamnha honra. Sou pernambucano de nascença, alagoano de registro e viçosense de coração”, comemorou o líder assembeiano.

     Ao término da solenidade, o prefeito do município Flaubert Filho, parabenizou a todos os homenageados do dia, aos requerentes e a todoss os presentes desejando um feliz natal e um ano novo cheio de realizações.









Discurso na íntegra
“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém”. (Palavras ditas pelo Apóstolo Paulo aos Rm 11.36).


Exmo. Sr. Presidente da Câmera de Vereadores de Viçosa JOSÉ REINALDO PEDROSA CHAGAS e demais vereadores, Exmo. Sr. Prefeito Municipal FLAUBERT TORRES FILHO e demais autoridades políticas, militares, civis e religiosas aqui presentes, Ilustríssimo autor da indicação para o título de Cidadão de Honra: Vereador Elias de Albuquerque Brandão e um cumprimento muito especial aos caros conterrâneos, já que a partir deste instante sou oficialmente um Viçosense.

É Difícil conter a emoção ao ser contemplado com tão honroso título que me está sendo concedido hoje por Viçosa. É grande a surpresa e alegria que me acometeu ao ser contemplado por tal honraria, embora saiba, desde sempre, da generosidade de que é pródigo este chão, e que tem nos ilustres vereadores desta Augusta Casa como representantes políticos de nossa cidade.

Diga-se a propósito, que para falar sobre os eminentes homens públicos da nossa gloriosa Viçosa precisaria certamente encontrar palavras, palavras que me faltariam, pois toda esta cidade sabe do vosso profícuo trabalho e empenho frente a esta casa de leis municipais. Não poderia, fugir, assim, de início, ao agradecimento bem mais do que formal à Câmara Municipal e aos vereadores que votaram em meu nome para receber tal honraria. Consigno, em especial, minha eterna gratidão ao vereador Elias Brandão por ter apresentado o projeto de Decreto Legislativo que me concede este título.

Sou Pernambucano de nascimento, Alagoano de registro e Viçosense de coração. Aqui cheguei em 20 de novembro do ano de 2007, quando por ocasião fui empossado pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e nesta cidade encontrei um povo amigo, ordeiro, respeitador, festeiro e receptivo. Fui agraciado com uma Igreja abençoada e abençoadora que sabe amar, respeitar e considerar os seus pastores e esta honraria da qual sou hoje participante é de um filho desta terra, membro honrado da nossa Igreja e um vereador atuante desta casa.

Nobre Vereador Elias Brandão e demais vereadores, saibam Vossas Senhorias que o Senhor Jesus, certa vez, disse: “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10. 40, 42).

Meus caros conterrâneos, notem que os homenageados que acabam de ser acolhidos como cidadãos Viçosenses nunca se omitiram, seguindo o ensinamento de Martin Luther King quando afirmou: “Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos”.

Meus modestos serviços prestados a esta cidade, conforme histórico apresentado nada mais, nada menos é do que um dever da minha parte, pois aqui chegando tive o cuidado de arregaçar as mangas e fazer aquilo que sei e o que posso, conforme palavras sempre ditas pelo meu pastor presidente.

Neste lugar, já sorri, já chorei, já discursei e preguei a Palavra de Deus em praticamente todos os bairros e em vários povoados na defesa do que considero ser de interesse da nossa população, que é a cidadania e sobre tudo a salvação em Jesus Cristo.

Quero nesta ocasião dedicar este título, em primeiro lugar ao meu Deus, pois sem ele nada faríamos e nem sequer existiríamos. Quero dividir tal honraria com a minha família: meus pais, meus irmãos consanguíneos, minha esposa Sulamita Helena e meus três filhos. Como muito prazer também divido a alegria deste dia com a Igreja Evangélica Assembléia de Deus, na pessoa do meu Pr. Presidente José Antonio dos Santos, aos companheiros de ministério e toda membresia viçosense.

À todos os senhores e senhoras, meus conterrâneos viçosenses, “Obrigado”.


Donizete Inácio de Melo
       PASTOR
Igreja Evangélica Assembléia de Deus -Viçosa-AL



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AS CONSEQUÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL


INTRODUÇÃO



O casamento não é um contrato social. É a união divinamente dirigida, de um homem com uma mulher, com o objetivo de constituir família e servir e adorar a Deus. Essa união deve ser entendida no sentido amplo e abrangente; trata-se de uma união, ao mesmo tempo, espiritual, física e social.

O casamento é a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus quem instituiu o matrimônio. Na Bíblia, vemos o casamento elevado a um nível bem alto, como observamos na Epístola aos Hebreus 13.4: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros Deus os julgará”.

Nesta aula estudaremos acerca do casamento misto; veremos como o cristão deve encarar o casamento, e compreender que as uniões mistas prejudicam o povo de Deus. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os outros povos. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel; a Bíblia chama isso de jugo desigual. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Diz a Bíblia: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Os 3:3).

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Não é de hoje que o assunto “casamento misto” vem sendo apresentado nas Escrituras como um dos grandes perigos ao Reino de Deus, desde a fundação de Israel até os dias da Igreja. Há pessoas que pensam que Deus tem em mente, proibindo os casamentos mistos, tirar a alegria de um casal que pretende se unir pelos laços do matrimônio. O que o Senhor deseja é ver preservada a comunhão com Ele. O Senhor mesmo instituiu o casamento como uma regra, mas deixou claro uma exceção: a união entre quem pertence ao povo de Deus com uma pessoa que não pertence ao povo de Deus. Deuteronômio 7:3,4 deixa claro a forma com que os israelitas deveriam se portar quando entrassem na terra prometida: não deveriam realizar pactos de paz com as nações que lá existiam, e principalmente não aparentar-se com elas. O princípio ordenado por Deus aos israelitas é que eles reconheçam o Senhor como único e verdadeiro Deus.

1. A natureza do casamento. O casamento tem por objetivo não somente a necessidade do homem de procriação e de companhia, mas também de satisfazer suas necessidades sexuais. Na cidade de Corinto a imoralidade sexual era descomedida e sem limite. E os cristãos daquela igreja, principalmente os incautos e os solteiros, corriam sério perigo em sua vida espiritual e no padrão moral familiar. Tal como era naquela cidade, acontece hoje. Por isso a recomendação de Paulo sobre a necessidade do casamento é bastante clínica: “mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido“(1Co 7:2). Este versículo mostra que o casamento trata de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher(Gn 1:26,27; 2:18; 3:16). Portanto, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus(ler Lv 18:22).

Também, o texto de 1Corintios 7:2 estabelece o princípio de que a ordem de Deus para seu povo permanece como sempre foi, a saber, que cada pessoa deve ter apenas um cônjuge - é o princípio da monogamia; a afirmação de que cada homem deve ter a sua própria mulher implica monogamia.

O escritor aos Hebreus diz que devemos respeitar o casamento e que este deve ser constituído “sem mácula“, ou seja, sem mancha (Hb 13:4). Qual seria a mancha deste casamento? O mesmo texto que nos manda respeitar o casamento responde: a prostituição, ou seja, a impureza sexual (que envolve toda e qualquer prática sexual antes do casamento) e o adultério (que é a prática sexual de um casado com quem não é seu cônjuge).

O casamento entre o homem e uma mulher quando é realizado com amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família.

O casamento é uma aliança, um pacto, então não deve ser quebrado. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança. Lemos em Malaquias 2:16: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio…”.

Precisamos compreender o texto de Mateus 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mateus 19:7? Jesus responde em Mateus 19:9: “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…”. Note bem que a única razão para o divórcio conforme Jesus é o adultério, e isto para proteger a parte inocente, e não para dar às pessoas uma maneira fácil de cair fora de um relacionamento desagradável. Fora do adultério, o casamento só pode ser dissolvido pela morte. Divórcio é o atestado do pecado humano.

2. Casamentos proibidos. O povo de Israel recebeu advertências enérgicas de não se misturar com as nações pagãs e idólatras que habitavam em Canaã (Dt 7:1-5). Deus havia escolhido Israel para ser o seu povo próprio, separado para Ele(ler Dt 7:6-11). Não desejava que fosse como as outras nações. Não o escolheu por ser mais numeroso (era o menor de todos os povos). Escolheu-o simplesmente porque o amava e desejava que lhe obedecesse em todas as coisas, inclusive não promovendo matrimônios com pessoas fora da sua linhagem.

Neemias usou como exemplo os erros de Salomão para ensinar o seu povo (Ne 13:26). Se um dos maiores reis de Israel caiu por causa da influência dos incrédulos, outras pessoas também poderiam cair. Neemias enxergou este principio no exemplo de Salomão. Seus dons e pontos fortes não terão beneficio algum se você falhar em lidar com suas fraquezas. Embora Salomão tenha sido um grande rei, seus casamentos com mulheres estrangeiras trouxeram uma grande tragédia para todo o seu reino (ler 1Reis cap. 11). Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, Salomão construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (ler 1Rs 11:6-8). Uma propensão ao pecado deve ser rapidamente reconhecida e tratada; caso contrario, ela pode nos dominar e derrubar. Portanto, devemos ter cuidado com as uniões que vão de encontro aos princípios estabelecidos por Deus ao seu povo, exarados na Bíblia Sagrada.

II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro. Não sabemos o motivo dos casamentos mistos entre os israelitas, mas sabemos que Deus se desagradara deles, e que exigia uma mudança urgente daquela situação. Neemias relata que houve consenso entre os filhos de Israel, de não entregarem suas filhas para os povos da terra, nem desses povos tomarem esposas para seus filhos (Ne 10:30). Mas quando do seu retorno à Jerusalém, constatou que havia irregularidades em muitos casamentos, até mesmo na linhagem sacerdotal (Ne 13:28); o mesmo erro que levou Salomão à queda espiritual(Ne 13:26; veja 1Rs 11:5). Ele disse: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdonitas, amonitas e moabitas“(Ne 13:23). Agora, deveriam se separar dos seus cônjuges estrangeiros (Ne 13:30). Deve ter sido uma situação muito difícil para aqueles homens. Não é fácil cortar laços familiares antigos, mas Deus o exigiu, a fim de que o povo pudesse ser abençoado e cumprisse os mandamentos do Senhor. É claro que para a Igreja isso não seria aplicável (ler 1Co 7:12,13). O compêndio doutrinário da Igreja é o Novo Testamento; não estamos mais debaixo da lei, mas da Graça de Deus (cf Rm 6:14). Todavia, a admoestação do apóstolo Paulo é que os crentes devem casar “no Senhor” (cf 1Co 7:39). Isso significa, em primeiro lugar, que a pessoa cristã deve casar-se com uma pessoa, também, cristã, desde que seja “no Senhor“, ou seja, “segundo a vontade do Senhor“. Em outras palavras, a pessoa cristã pode casar-se com uma pessoa, também, cristã e, ainda assim, estar fora da vontade do Senhor. A pessoa deve buscar a orientação de Deus nessa importante questão e casar-se com a pessoa que Deus preparou para ela.

Entre as diversas formas com que Deus pode ser esquecido como único e verdadeiro Deus é justamente quando um de seus filhos ou filhas resolve se unir com quem não é filho dEle. Esse tipo de convivência tende a suprimir a fé de um dos cônjuges, e afastá-lo de suas crenças e culto. Essa é uma forma de se negar a Deus, e começa justamente pelos sentimentos que um(a) crente nutre por um(a) não-crente. Isto pode parecer radical para algumas pessoas hoje, mas Deus deixa claro o motivo: “pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses”(Dt 7:4). Portanto, Deus, em sua sabedoria, determinou que o povo fosse preservado em sua fé também a partir do matrimonio.

2. As consequências do casamento misto. O casamento misto sempre foi um problema na história do povo de Deus. O dilúvio foi provocado quando os filhos de Deus se casaram com as filhas dos homens, ou seja, quando houve casamentos entre aqueles que serviam a Deus com aqueles que não O serviam (Gn 6:1-3). Mais tarde, quando o povo de Israel entrou na Terra Prometida, o casamento misto foi uma das causas da apostasia espiritual da nação, desaguando no cativeiro babilônico (Êx 34:16). Ao tirar Israel do Egito, Deus ordenou-lhe, de modo claro e veemente, que não se misturasse com outros povos (cf Ex 34:12,16).

O casamento misto pode provocar: conflitos conjugais, desmoronamento do lar, perda das referencias culturais e espirituais (Ne 13:23-29). Veja o que Neemias diz: “E seus filhos falavam meio asdonita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua do povo“(Ne 13:24). O que Neemais quis dizer aqui? Perda de referencias culturais e, também, espirituais. Os filhos desses casamentos mistos não conseguiam falar a língua de Israel de forma correta, mas falavam a língua dos países dos quais um de seus pais era oriundo; isto significava que elas não estava sendo educadas no caminho de Deus(Lv 20:7), mas educadas na cultura pagã e, sem dúvida, nos seus ritos pagãos. Isso deixou Neemias bastante irritado, a ponto de agir de forma violenta contra alguns deles (Ne 13:25).

Não é muito diferente na igreja hoje. Há jovens em nossas congregações que se enamoram não crentes, imaginando que no relacionamento poderão ganhá-los para Jesus, como se o namoro fosse uma forma adequada de evangelismo. Essa “estratégia” não tem o apoio do Senhor, até porque o nosso testemunho fala mais alto quando obedecemos a Deus, e não quando o desobedecemos em assuntos tão importantes como esse.

Portanto, o motivo para proibirem o casamento misto não era racial, mas espiritual. A questão não era preconceito racial, mas pureza doutrinária. A mistura de credos levaria ao afrouxamento das relações com Deus. Esdras (Ed 9:1-3), Neemias (13:23- 29) e Malaquias (Ml 2:10-16) confrontaram esse problema de forma firme depois do cativeiro babilônico.

Os casamentos mistos foram tão sérios em Israel que até filhos de sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10:18; cf Ne 13:28). Isto quase atingiu fatalmente o coração da religião judaica. Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, casou-se com uma filha de Sambalate, o grande inimigo dos judeus (cf Ne 13:28).

Portanto, o princípio espiritual de se evitar o casamento misto é lealdade a Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros pagãos eram condenadas pela lei (Ex 34:12-16; Dt 7:3; Ed 9:12,14), mas era permitida quando o estrangeiro era convertido a Deus. Rute, por exemplo, sendo moabita, casou-se com Boaz e tornou-se membro da família genealógica do Messias.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO


1. O jugo desigual. O povo de Israel havia prometido não permitir que seus filhos se casassem com pagãos (Ne 10:30). Mas na ausência de Neemias o povo havia se casado com pagãos, desobedecendo, ostensivamente, a aliança que havia previamente firmada com Deus. Neemias ficou indignado com a desobediência do povo. A reação de Neemias foi bastante enérgica e contundente (Ne 13:25). Ele adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério. Ele sabia que o povo jamais teria a benção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras. O severo tratamento aplicado por Neemias aos israelitas que quebraram o pacto com Deus contrasta sua profunda fidelidade a Deus e a negligencia, desobediência e infidelidade do povo (ver também Esdras 10:3). O jugo desigual não era e nem é permitido.

Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. O apostolo Paulo, escrevendo sob a influência e inspiração do Espírito Santo, diz que precisamos nos separar dos incrédulos e não nos envolvermos em alianças ou sociedades com eles. Ele admoesta: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?“(2Co 6:14).

A palavra “jugo” refere-se à canga, um implemento de madeira, utilizado para prender uma junta de bois pelo pescoço e ligá-los à carroça ou ao arado. Se alguém tentasse prender um boi com uma mula por meio do jugo, o resultado seria desastroso, pois eles não trabalhariam bem em conjunto (ler Dt 22:10). Dois bois ou duas mulas seriam bons, mas as diferenças de temperamento e de tamanho entre bois e mulas não permite combinar os dois. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui exemplos como namoro, casamento, sociedades nos negócios, associações voluntárias (clubes, etc.) por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. As amizades íntimas com as pessoas erradas também devem ser evitadas.

2. As consequências do jugo desigual. O casamento é considerado um pacto entre duas pessoas e Deus (Pv 2:17; Ml 2:14). Assim, o casamento misto(jugo desigual) corrói a própria base do casamento. O lar deve ser a base da sociedade, a estrutura sobre a qual uma nação se constrói. O Novo Testamento testemunha contra o casamento de cristãos com incrédulos. Como já frisei acima, Paulo pede aos cristãos que se casem “somente no Senhor“(1Co 7:39). Hoje, porém, como em outras épocas, alguns cristãos tentam apresentar boas justificativas, imaginando que conseguirão levar o cônjuge incrédulo a Cristo. Todavia, isso raramente acontece, e os filhos tendem a seguir o caminho do cônjuge não regenerado, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, que não possuíam quaisquer referencias espirituais. E muitos, que no inicio era cristão, com o decorrer do tempo se tornam apóstatas por influencia do outro cônjuge descrente.

Querido irmão, tudo aquilo que não contribui em coisa alguma para nossa aproximação com Deus deve ser evitado. Portanto, quando formos meditar sobre esta ou aquela conduta, lembremo-nos que o que está em jogo é o nosso relacionamento com Deus e que Deus quer que nós nos santifiquemos.

3. Uma recomendação sempre atual. Com relação ao casamento misto, o rev. Hernandes Dias Lopes aponta três possibilidades: (1) o cônjuge incrédulo não se converter; (2) o cônjuge incrédulo converter-se; (3) o cônjuge crente afastar-se da igreja. Setenta e cinco por cento dos casamentos mistos tornam-se experiências amargas para o cônjuge crente. Você teria coragem de pegar um vôo para determinado destino sabendo que naquela rota 75% dos vôos estão caindo? Você se aventuraria num casamento misto, sabendo que 75% por cento deles estão naufragando ou enfrentando sérios problemas?

Os jovens precisam se acautelar nessa área vital da vida. Creio que todo jovem crente precisa observar alguns aspectos antes de dizer sim no altar. A pessoa com quem vai se casar já nasceu de novo? É uma pessoa que tem caráter aprovado? Ela possui valores familiares sólidos? É uma pessoa que respeita os pais? Ela respeita você? Essa pessoa ama você e demonstra isso em palavras e atitudes? Seus pais apóiam esse relacionamento? As pessoas que acompanham você testificam positivamente acerca desse relacionamento? Pense nisso!

Sejamos cautelosos e prudentes ao tomarmos decisões que influenciarão as nossas vidas para sempre. A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe que venha abençoar e purificar o seu povo(Ne 13:29)!

CONCLUSÃO


Água e óleo não se misturam, porque são substancias heterogêneas. Com os casamentos mistos acontece a mesma coisa, ou seja, humanamente pode haver uma ligeira impressão de unidade, mas Deus não vê assim. Isto significa que casamentos, cujos cônjuges professam fé diferente e que não tem a Bíblia como regra de fé e pratica é como água e óleo num mesmo recipiente, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos,a ordem do Senhor de não contrair matrimonio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele. Amém?




Fonte: ebdweb

domingo, 11 de dezembro de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA ALAGOAS COMEMORA DIA DA BÍBLIA

    A Assembléia de Deus em Viçosa localizada no zona da Mata do Estado de alagoas, igreja liderada pelo pastor Donizete Inácio de Melo, realizou na tarde de domingo(11) uma brilhante concentração em comemoração ao dia da Bíblia.

     Foi uma tarde marcante para a igreja na cidade, e um presente para os moradores do conjunto Residencial Cidade de Deus especificamente. Depois de realizar uma distribuição de folhetos em massa, foi realizada uma belíssima concentração na “praça da carvalhada” assim denominada. Os departamentos de adolescentes, jovens e senhoras abrilhantaram a tarde de domingo louvando ao Senhor acompanhados pelo som do acordeon tocado pela irmã Ana Domingos.
  
    Um riquíssimo e emocionante histórico da Bíblia foi lido pelo jovem Cícero Ferreira, ao tempo que todos ouviam com intensa atenção. Lido o referido histórico, alguns irmãos fizeram uso da mensagem salvadora. Ao término, o pastor Donizete inspirado por Deus, convocou a todos à fazer uma oração especial pela cidade. Em forma de círculo e de mãos estendidas  os crentes em Jesus intercederam fervorosamente ao Senhor em prol da cidade Viçosa, a bela Princesa das Matas assim conhecida. Glorificamos a Deus por duas senhoras que ao ouvir atentamente a mensagem salvadora,  aceitaram a Cristo como Salvador e Senhor  de suas vidas.

TODA HONRA, GLÓRIA LOUVOR E ADORAÇÃO SEJA TRIBUTADO AO SENHOR DOS SENHORES.

O sol causticante não impediu a juventude

Pai, mãe e filho na percussão

Momento da intercessão

Senhoras louvando ao Senhor

Pastor Donizete pregando a Palavra


Jovens e adolescentes louvando ao Senhor

Hora da intercessão
Dc. Marcos pregando
Ouvinte atento ao folheto

Edmilton, o sonoplasta a AD-Viçosa




 



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em nota Papa Bento XVI , defende a criação de um governo único mundial. Cristãos acreditam ser o sinal do anticristo



O Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano publicou uma nota abordando o tema da crise financeira mundial, intitulada “Para uma reforma do sistema financeiro e monetário internacional na perspectiva de uma autoridade pública de competência universal”.

Nessa nota, sob argumentos humanitários, o Vaticano propõe que todos os países do mundo avancem nos estudos de estabelecer uma autoridade mundial, para assuntos financeiros e bélicos. Segundo a nota, “ninguém, conscientemente, pode aceitar o desenvolvimento de alguns países em desvantagem de outros”. Para o Vaticano, “o caminho rumo à construção de uma família humana mais fraterna e justa e, antes ainda, de um renovado humanismo aberto à transcendência, parece ainda muito atual”.

Ressaltando a Carta encílica “Pacem in Terris”, (termo em latim que pode ser traduzido como Paz na Terra), escrita em 1963 por João XXVIII e que previa uma unificação cada vez maior do mundo, a nota afirma que desde aquela época, se reconhecia o fato de que, na comunidade humana, faltava uma correspondência entre a organização política, ‘no plano mundial, e as exigências objetivas do bem comum universal’. Por conseguinte, desejava que um dia se pudesse criar ‘uma Autoridade pública mundial”, afirma a nota.

O processo de globalização do mundo e dependência mútua cada vez maior dos países é classificada pela Igreja Católica como um fato previsto pelo Papa João XVIII em sua carta, e apoiada pelo Papa atual, Bento XVI. “Face à unificação do mundo, favorecida pelo complexo fenômeno da globalização; perante a importância de garantir, para além dos demais bens coletivos, o bem representado por um sistema econômico-financeiro mundial livre, estável e ao serviço da econômica real, hoje o ensinamento da Pacem in terris parece ainda mais vital e digno de urgente concretização. O próprio Bento XVI, no sulco traçado pela Pacem in Terris, manifestou a necessidade de constituir uma Autoridade política mundial”.

O comunicado explica os motivos, classificados pela igreja católica como humanitários, de se apoiar um governo único, proposta que é entendida por teólogos como parte do surgimento do Anticristo, previsto nas profecias do Apocalipse. O Vaticano propõe uma reflexão na luta pelo desarmamento dos países: “Pensemos, por exemplo, na paz e na segurança; no desarmamento e no controle dos armamentos; na promoção e na tutela dos direitos fundamentais do homem; no governo da economia e nas políticas de desenvolvimento; na gestão dos fluxos migratórios e na segurança alimentar; e na salvaguarda do meio ambiente. Em todos estes âmbitos, é cada vez mais evidente a crescente interdependência entre Estados e regiões do mundo, e a necessidade de respostas, não apenas setoriais e isoladas, mas sistemáticas e integradas, inspiradas pela solidariedade e pela subsidiariedade, e orientadas para o bem comum universal.”

O Pastor Antônio Mesquita, do blog “Fronteira Final” entende que sob o argumento de ações humanistas, o Vaticano acaba protagonizando uma profecia bíblica sobre o assunto: “Analise a semelhança com o alerta bíblico a respeito do acordo entre o Anticristo e os judeus. O texto de 1 Tessalonicenses 5:1-5 diz: ‘Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas”, opina o Pastor.

Em determinado trecho da nota, o Vaticano afirma que essa “Autoridade Mundial” deve surgir de um processo em que todos os países a reconheçam e aceitem. “A autoridade supranacional deve possuir uma delineação realista e ser realizada gradualmente, com o objetivo de favorecer também a existência de sistemas monetários e financeiros eficientes e eficazes, ou seja, mercados livres e estáveis, disciplinados por um adequado quadro jurídico, funcionais para o desenvolvimento sustentável e para o progresso social de todos, inspirados nos valores da caridade na verdade”.
Para o Pastor Mesquita, as ideias propostas pelo Vaticano se aproximam muito do que as Escrituras Sagradas dizem a respeito desse tema, com perseguição aos cristãos: “A Bíblia diz o seguinte, sobre o Governo Único: ‘E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se a ele poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça’.

FONTE: GOSPEL +

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR


INTRODUÇÃO
Após doze anos de serviço em Jerusalém, Neemias retornou à Babilônia em 433 a.C., onde permaneceu por algum tempo antes de obter permissão para retornar a Jerusalém. Ao chegar de regresso a Jerusalém, Neemias descobriu que os judeus tinham negligenciado a sua dedicação moral e espiritual a Deus. Com maior desvelo, tratou dos abusos cometidos em sua ausência. O capitulo 13 registra vários desses fracassos espirituais.
Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos já perderam o temor e a reverencia ao Todo-Poderoso; onde muitos líderes, tal qual o sumo sacerdote Eliasibe, estão tratando da obra do Senhor e da administração da Sua Casa sem temor e tremor, e com interesses escusos. O caráter desses líderes e seus comportamentos acabam maculando e prejudicando a Igreja do Senhor Jesus Cristo. O nosso serviço para Deus deve ser feito com muito desvelo, amor, alegria, temor e santidade, porque Deus não se deixa escarnecer.

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO


No capítulo 10 de Neemias estudamos sobre o compromisso que o povo de Israel, juntamente com os seus lideres, fizeram de cumprir os mandamentos do Senhor(Ne 10:28-33). O compromisso foi público e notório; e o fizeram por escrito (9:38). Mas no capítulo 13, vemos esse compromisso sendo quebrado. Só foi Neemias deixar por algum tempo a liderança que o povo desprezou o compromisso firmado. A tolerância com o mal foi a causa da quebra da aliança firmada. Com a ausência de Neemias por algum tempo, o sacerdote Eliasibe, que sempre fora um opositor velado, abusivamente usou seu posto para desviar o povo de Deus. Sem nenhum remorso, contaminou a Casa do Senhor. Possivelmente, nesse tempo, o profeta Malaquias denunciou a corrupção do sacerdócio de Jerusalém (Ml 2:1-9). A mistura com os pagãos era palpável e repugnante.
O ecumenismo é uma mistura proibida por Deus(Ne 13:1-3). O alerta de Neemias é que a mistura com aqueles que adoram outros deuses corrompe a teologia, o culto e a moral. Deus nunca ordenou ao seu povo a se unir com os pagãos com o fim de ganhá-los. A ordem de Deus é sempre: “Retirai-vos do meio deles…” (2Co 6:17). “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices de seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Ap 18:4).
Neemias diz que o povo, ao ouvir a Palavra de Deus, apartou de Israel todo elemento misto (Ne 13:3). Foi a leitura pública das Escrituras que tornou Israel consciente das suas obrigações diante de Deus como Seu povo. Há muita coisa do mundo entrando na Igreja que precisa ser tirado. Alguém, apropriadamente, já disse: “Procurei a igreja e a encontrei no mundo; procurei o mundo e o achei na igreja”.
Infelizmente, por dolo de uns e conivência de outros, existem doutrinas falsas entrando nos seminários, nos púlpitos, nas igrejas. Precisamos nos acautelar. Muitas igrejas que um dia professaram uma fé genuína em Deus e adotaram doutrinas evangélicas ortodoxas estão hoje de braços dados com seitas heréticas. Com isso, essas igrejas perderam sua mensagem e sua autoridade como embaixadora de Deus.
O líder autêntico, que tem compromisso com a Obra de Deus, não se cansa; nada poderá impedi-lo de restaurar os “muros caídos”. Então, Neemias põe-se, com afinco e destemor, de forma aguerrida, a restaurar novamente a aliança quebrada. A restauração recomeçou quando o livro de Moisés foi aberto. Sem profecia o povo se corrompe. Sem a Palavra de Deus, o povo perde o caminho. Não há reforma sem volta às Escrituras. Precisamos de uma nova reforma na vida da Igreja. Hoje a maior necessidade da igreja evangélica é uma volta profunda à Palavra. Carregamos a Bíblia, estudamo-la, mas não a colocamos em prática.
1. O sacerdote aparentado com o ímpio. Eliasibe, o sacerdote, se aparentou com Tobias, o amonita. Ele se tornou aliado do inimigo, fez aliança com o próprio adversário e corrompeu o sacerdócio. O neto do sacerdote tornou-se genro de Sambalate, o arquiinimigo de Israel (Ne 13.28). Formaram uma aliança espúria e perigosa. Quando Neemias expulsou esse sacerdote, diz Flávio Josefo, Sambalate construiu para ele um templo em Gerisim e aí começou o culto pagão dos samaritanos. Como diz o pr. Elinaldo Renovato, “se nos associarmos ao mundo, em breve estaremos descartando a ética cristã como algo de somenos importância em nossa vida. Assim, perderemos nossas propriedades de luz do mundo e sal da terra”.
2. Privilégios abusivos (Ne 13:5-9). Um líder religioso sem piedade é um desastre. Charles Spurgeon diz que o maior instrumento de Satanás dentro da igreja é um líder sem piedade. Se não bastasse o parentesco com o inimigo, agora Eliasibe levou Tobias para dentro do Templo. Ele pôs o inimigo dentro da Casa de Deus. Ele fez uma câmara grande para Tobias exatamente no lugar onde eram depositados os dízimos e ofertas para os sacerdotes, levitas e cantores (13:5). Neemias diz que ele fizera isso para beneficiar Tobias (13:7). Certamente ele substituiu os sacerdotes e levitas que cuidavam da Casa de Deus por um homem vil, que perseguira tão tenazmente o povo de Deus. Os dízimos e as ofertas para o sacerdócio foram desviados para Tobias. Por isso, os obreiros da Casa de Deus, por falta de sustento, precisaram fugir (tudo indica, por causa de perseguição) para os campos, e o inimigo instalou-se dentro da Casa de Deus e a profanou (13:10). Não há maior corrupção do que essa, de tirar da Casa de Deus os obreiros fiéis e colocar no lugar o próprio inimigo. [1]
Eliasibe usou de forma repulsiva sua liderança
e aproveitou a ausência de Neemias para destruir a obra de Deus. Ele era o grande líder religioso, mas em vez de usar sua influência para abençoar o povo, usou-a para minar a fé do povo. A parcialidade já era um grave pecado, mas o favorecimento daqueles que são inimigos do povo de Deus tornou-se uma declarada apostasia.
3. O desprezo pelas coisas do Senhor e o indiferentismo são uma demonstração clara da falta de temor e amor a Deus. Quando passamos a desprezar as coisas do Senhor, a desviar nossas atenções e desejos para algo que não é o compromisso que firmamos com o Senhor, passamos a ser sacerdotes desprezíveis e abomináveis ao Senhor (Ml 2:9). Com efeito, quando amamos a Deus, servimo-lo e, em consequência, temos prazer na Sua lei e nela meditamos de dia e de noite(Sl 1:2).
Quando amamos a Deus, buscamo-lo de todo o coração e, por isso, não nos desviamos dos Seus mandamentos(Sl 119:10). O desvio caracteriza-se por deixarmos o caminho traçado pela Palavra de Deus(Is 30:21). Quando começa a faltar o amor a Deus, vemos o surgimento e acolhimento de outras doutrinas, de outros princípios que não os estabelecidos pelo Senhor(Cl 2:22; 1Tm 4:1; 2Tm 4:3).
Quando nos tornamos indiferentes a Deus, não temos mais amor a Ele, não mais procuramos ter uma vida de santidade e, como é a Palavra de Deus uma das fontes de nossa santificação(João 17:17), passamos, naturalmente, a questionar o contido nas Escrituras e a termos uma vida em desacordo com os mandamentos do Senhor.

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS

Não foi à toa que Neemias irritou-se com o sacerdote Eliasibe, que aproveitara da sua ausência para beneficiar Tobias, o amonita, dando a ele uma das salas anexas do santuário para servir de morada. Tobias casara-se com uma mulher de família sacerdotal aparentada com Eliasibe, o sumo sacerdote, e em consideração, o próprio Eliasibe remodelou e mobiliou uma grande moradia na área do Templo para Tobias. Conforme a Lei de Moisés, os amonitas jamais deveriam se aproximar do Templo do Senhor (Dt 23:3). Em uma ocasião anterior, Tobias, juntamente com Sambalate, o governador de Samaria, tinha zombado dos judeus, quando da edificação dos muros de Jerusalém(Ne 2:10,19).
Não só havia acontecido uma utilização errada das câmaras do santuário - caso da ocupação de Tobias - como em muitas ocasiões as ofertas não haviam sido recebidas. Consequentemente, os levitas e até os cantores tinham sido obrigados a voltar ao campo e ganhar a vida na agricultura. Isso significa que, apesar das cuidadosas providências que haviam sido tomadas por Neemias há muito pouco tempo (12:44-47), os serviços do Templo haviam sido negligenciados. Os diversos deveres que eram de responsabilidade dos levitas não estavam sendo executados.
Quando Neemias viu essa profanação, ardeu com justa indignação e jogou fora os pertences de Tobias e os móveis luxuosos que Eliasibe colocara ali para ele. Neemias estava indignado porque tal profanação da casa de Deus era uma afronta à santidade de Deus. Foi uma atitude radical para uma desobediência radical. Após, ordenou a purificação daquele espaço e colocou de volta os utensílios dedicados ao culto ao Senhor(cf Ne 13:9).
A coragem de Neemias ao rejeitar dessa maneira a autoridade do sumo sacerdote, e defender firmemente o que acreditava ser a vontade de Deus, não deixa de ser digna de louvor. Essa medida ousada e enérgica fez que o povo recobrasse o ânimo e voltasse a contribuir com mais amor e liberalidade: “Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros”(Ne 13:12).
Eliasibe poderia ter entrado para a história com uma narrativa diferente, mas foi descrito como um sacerdote que fez prevalecer os interesses pessoais. O povo de Deus espera que os seus líderes sejam realmente íntegros, transparentes e comprometidos com os negócios do Reino.
Em nossos dias, os líderes do povo de Deus devem vigiar, para que interesses pessoais não se sobreponham aos interesses do Senhor. À semelhança de Neemias, jamais devem abusar da autoridade que os confiou o Senhor Jesus, mas ajam com toda sabedoria e prudência (Rm 12:8; 1Pe 5:1-4).

III. HONESTIDADE E TRANSPARENCIA NA ADMINISTRAÇÃO


Na obra do Senhor, o Ministro é considerado um mordomo, um despenseiro (1Co 4:1) da despensa do Senhor (o seu rebanho, os recursos financeiros destinados a Obra de Deus, etc). Especificamente, despenseiro é o guardião da propriedade alheia, administrador de bens que pertencem a outrem, mordomo, gerente ou superintendente de uma casa. O que se espera do despenseiro? Espera-se que seja rigorosamente leal e honesto por uma razão especial: terá acesso irrestrito aos bens e valores de seu Senhor. Essa responsabilidade de cuidar das propriedades de seu patrão não pode ser assumida sem que o despenseiro seja fiel. Aos bispos, Paulo enfatiza que sejam responsáveis e irreprováveis como despenseiros de Deus(Tt 1:7).
Por não receber auxílio financeiro do governo, as igrejas evangélicas precisam sustentar a si próprias financeiramente. Se por um lado a Constituição Federal do Brasil permite o culto de qualquer fé, por outro lado, deixa claro que o Estado é laico, ou seja, não se envolve em assuntos religiosos nem se deixa ser influenciado por eles. Portanto, não podemos esperar que o Estado nos permita cultuar e ao mesmo tempo preste subsídios financeiros aos templos.
Precisamos entender que sustentar financeiramente a igreja é uma das funções da própria igreja, por meio de seus congregados. Para esse fim, como organização, a igreja depende dos dízimos e ofertas para saldar seus compromissos e suas obrigações, principalmente cumprir a “Grande Comissão”(Mt 28:19) e o serviço social(Tg 1:27). Assim, a Igreja local, no desempenho de suas atividades, tem de se servir de recursos materiais, sem o que não tem como realizar as suas tarefas que, embora sejam espirituais, demandam o uso de recursos materiais, inclusive financeiros.
Lembremo-nos que, para ajudar os necessitados, Jesus, que tinha todo o poder, também se valeu de recursos financeiros, tanto que tinha uma bolsa para os pobres e contribuintes para a realização de sua obra (Lc 8:3). Não há como fugir da dimensão financeira no desenvolvimento da obra de Deus, sendo hipocrisia e mentira toda e qualquer afirmação no sentido contrário, ou seja, de que não há que se lidar com dinheiro no desempenho da atividade da Igreja.
Todavia, não se pode esquecer que, na administração dos recursos financeiros arrecadados, os líderes do povo de Deus têm de agir com fidelidade, lealdade, sinceridade, responsabilidade, honestidade e transparência (ler Tt 1:7). Os dízimos e ofertas não são para ser administrados de forma irresponsável, mas sempre levando em consideração que são contribuições dedicadas ao Senhor, que tem por objetivo o adimplemento das obrigações relacionadas ao culto (como, por exemplo, energia elétrica, aquisição de mobiliário e sua manutenção); aquisição de material para escola dominical e evangelização; assistência social, entre outros.
Os gestores do santuário devem sempre se lembrar desse detalhe. Se um objeto é dedicado ao Senhor, ele não deve ser alvo de má utilização, ou de utilização irresponsável, pois Deus há de cobrar contas da forma com que os recursos dos santos estão sendo utilizados.
 
CONCLUSÃO


A função do mordomo, do administrador, do despenseiro, não é ser popular aos olhos dos homens, mas fiel aos olhos de Deus - “mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1Ts 2:4). O apóstolo Paulo e seus companheiros não se consideravam donos da obra de Deus, mas simplesmente despenseiros (1Co 4:1).
Certa feita, Jesus contou a parábola do bom servo a quem ele deu uma séria incumbência: alimentar a todos de sua casa: “E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração (porção medida de semente ou comida)?” - Lc 12:42. “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento (alimento, nutrimento) a seu tempo?”(Mt 24:45). Em ambos os textos, Jesus alerta que o servo mau e infiel, achando que seu senhor iria demorar a voltar, começou a espancar os criados e criadas, a comer e beber e embriagar-se. Estes figuram servos que não cuidam das pessoas, não as amam, não as respeitam. Só se importam de cuidar de si mesmos; desprezam a distribuição adequada do alimento de Deus (Jesus, o evangelho, as riquezas da Palavra); apropriam-se, indevidamente, dos recursos financeiros destinados a Obra de Deus. Em suma, o exercício ministerial na casa de Deus é reprovável. Estes serão surpreendidos com a volta do Senhor que lhes punirá juntamente com os hipócritas e infiéis. Certamente, os que agem desta maneira irresponsável não serão reconhecidos pelos homens como ministros de Cristo nem despenseiros de Deus. “Tomemos, pois, o exemplo de Neemias. Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas. E o nome de Cristo será exaltado em nossa vida”. Pense nisso!

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

3º ENCONTRO INFANTIL NA AD- VIÇOSA ALAGOAS

     
"Celebrai com Júbilo ao Senhor todos os moradores das terra"... Salmos 100.1. Embasado no sugestivo tema, a Igreja Assembléia de Deus em Viçosa localizada na Zona da Mata de Alagoas, realizou neste final de semana o 3º Encontro Infantil.



   No sábado (19), foi realizada a cerimônia de abertura. O templo-sede, ornamentado à caráter infantil encantou as crianças e chamou a atenção dos adultos. Pouco mais de cem crianças adentraram ao templo com sorriso irradiante, estampando na blusa de cor azul o tema da festividade, ao tempo que a "Tia Fátima" recitava um belíssimo texto expondo o valor dos pequeninos na igreja, e na sociedade como todo. Foi por demais emocionante a abertura do evento.
   O conjunto Infantil Cântico de Davi (Capela-AL), abrilhantou o primeiro dia da festa, todos vestidos de soldadinhos louvaram ao Senhor com muita coragem, e unção. Trazendo a historinha da ovelha perdida, a Tia Graça transmitiu com muita propriedade e unção, que atentamente cada um dos pequenos absorvia o conteúdo da riquíssima história.


    No domingo pela manhã , as coordenadoras programaram um marcante momento de diversão para a criançada. O Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Joaquim Diégues foi tomado pelo brilho no rosto da garotada. Dinâmicas, cama elástica, pipoca, algodão doce, sorvetes, pirulitos e tantas outras atrações irradiaram as crianças. Os adolescentes, jovens e adultos também tornaram-se crianças no momento. Acompanhado da animação do Dc. Flávio ( O tio pipoquinha- Maceió-AL).A ALEGRIA foi tamanha no Ginásio, "nunca vamos esquecer esse momento" essa era a expressão que podia-se ouvir por muitas crianças.

  Depois da diversão proporciona aos pequenos, todos estavam de volta ao templo às 19:00 horas para o encerramento do evento. O momento de louvor ficou por conta o Conjunto Infantil Brilho Celeste ( Cajueiro) e dos aniversariantes. Depois de louvarem ao Senhor com as tias, o “ Tio Pipoquinha” ministrou a palavra expondo o nascimento de João Batista. O preletor foi usado poderosamente pelo Senhor no momento em que ministrava a história.

    Logo em seguida as coordenadoras louvaram ao Senhor com as crianças com o hino oficial do Encontro emocionando assim toda igreja. Externando sua sua gratidão ao Senhor, declarou a tia Fátima: " Sinto-me reealizada na realização deste evento, sabendo de que ficará marcado na vida de cada pequeno, enfatizou. Meu maior regozijo é saber que tudo fizemos para vermos cada rosto brilhando de alegria. finalizou a coordenadora. 

   Toda nossa gratidão a Deus, toda equipe da coordenação, ao pastor Donizete, aos visitantes e convidados, a igreja de Creisto em Viçosa e todos que de bom grado contribuíram para alegria de cada criança.

AO SENHOR SEJA DADA TODA HONRA, GLÓRIA, LOUVOR E ADORAÇÃO.




















terça-feira, 15 de novembro de 2011

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS


INTRODUÇÃO



   O avivamento, conforme temos estudado nestas últimas lições, traz implicações duradouras. Na aula de hoje, atentaremos para os resultados de um compromisso com a Palavra de Deus. A princípio, destacaremos a necessidade de um compromisso incondicional com a Palavra de Deus. Em seguida, apontaremos a consolidação da obra de Deus através da Sua Palavra. Por fim, ressaltaremos algumas verdades bíblicas que devam ser consideradas. Uma boa aula!!!!

 

1. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS


     Ainda que tenhamos estudado a respeito em lições anteriores, mesmo assim vale a pena repetir: não existe avivamento autêntico sem a intervenção direta da Palavra de Deus por meio da qual o Espírito Santo atua (II Tm. 3.16,17). Nos tempos de Esdras e Neemias tudo começou quando o povo de Israel se reuniu para buscar a Palavra de Deus (Ne. 8.1), não há possibilidade de reforma genuína sem a ministração bíblica (Ne. 8.13,18). Ela é o fundamento e os limites da reforma. Não podemos pôr outra base além daquela que recebemos de Deus (Ne. 10.29). Existem muitos movimentos evangélicos nos dias atuais que querem impor seus modismos, baseados em modelos de administração mundana, mas não podemos esquecer que os parâmetros a serem seguidos foram estabelecidos pelo Senhor em Sua Palavra. Depois que a Palavra é exposta, aqueles que a ouvem devem sair da zona de conforto, buscar a obediência ao Senhor, demonstrar compromisso diante da Palavra (Ne. 9.38). A liderança exerce papel primordial nesse aspecto, pois o exemplo deve partir daqueles que estão à frente do trabalho (Ne. 9.38; 10.1-27). Neemias foi um dos primeiros a assinar o documento (Ne. 10.1), dando o exemplo a ser observados pelos demais, os sacerdotes (Ne. 10.2-8), os levitas (10.9-13), chefes de famílias (Ne. 10.14-27), e o povo em geral (Ne. 10.28). Nesses dias de crise, os líderes evangélicos precisam voltar ao compromisso com a Palavra de Deus. Ainda que implique em falta de popularidade, ou perseguições daqueles que desconhecem a Bíblia. Carecermos de uma liderança totalmente consagrada a Deus, que não faça concessão com o pecado (Ne. 10.28), que coloque a Palavra de Deus em primeiro plano (Ne. 10.29), que se oponha à mistura do evangelho com as práticas mundanas (Ne. 10.30).

2. A CONSOLIDAÇÃO DA OBRA PELA PALAVRA DE DEUS


A obra de Deus é consolidada através da Palavra de Deus, e essa privilegia pessoas, não estruturas. Existem obreiros que se preocupam demasiadamente com construções, transformam edificações de tijolos no alvo principal. Neemias sabia da necessidade da reparação dos muros, mas seu objetivo era o desenvolvimento das pessoas. A cidade fora reconstruída para as pessoas, não as pessoas por causa das cidades. Do mesmo modo, os templos existem para as pessoas, não as pessoas por causa dos templos. Depois da cidade erguida, os líderes decidiram nela habitar (Ne. 11.1,2), resolveram abrir mão da prosperidade financeira, e viverem uma vida mais simples, juntamente com o povo. Paulo nos lembra que a piedade com contentamento é grande fonte de lucro (I Tm. 6.6). Templos são erguidos todos os dias nas igrejas evangélicas no Brasil, mas eles precisam ser freqüentados. Eles não devem servir apenas de adorno para as cidades, é preciso que a Palavra seja ali exposta, e os crentes não podem abandonar a congregação como é costume de alguns (Hb. 10.25). Nesta era de internet e televisão, há aqueles que não mais querem ir às igrejas, são os chamados desigrejados. Ainda que seja uma expressão da moda, e muitos o estejam fazendo, não podemos esquecer que somos partes de um todo, membros do corpo de Cristo, portanto, precisamos uns dos outros (I Co. 12). Não existem igrejas perfeitas, todas elas têm seus entraves, é necessário agir com tolerância em relação aos outros. A normalidade na igreja é justamente a anormalidade, somos todos cristãos incompletos, em um processo de construção, caminhando para a glória de Deus. Do mesmo modo que fomos alcançados pela graça de Deus, devemos ser graciosos no tratamento com os irmãos da igreja (Ef. 2.8,9).

3. AS VERDADES DA PALAVRA DE DEUS


Consoante ao exposto, devemos atentar para a Palavra de Deus. Como ponto de partida, devemos renovar nosso pacto, e permanecermos em contato com o Senhor e com o povo a quem Ele denominou de igreja (Mt. 16.18). Para tanto, precisamos perseguir a vontade de Deus (Ne. 10.30), separemo-nos, portanto, do pecado (Ne. 10.28) e estejamos dispostos a viver para Deus. A observância do Dia do Senhor também deva ser levada em consideração (Ne. 10.31). Os cristãos não dependem da guarda de dias para serem salvos, nem mesmo do Sábado (Cl. 2.16,17), considerando que este foi feito por causa do homem e não o homem por causa dele (Mc. 2.27). Por outro lado, o mercantilismo e a ganância estão transformando as pessoas em máquinas. Em busca de lucro desenfreado, as pessoas trabalham dia e noite, não separam tempo necessário para ir à igreja e para se congregarem com os irmãos. A natureza, criação de Deus, também tem sido desrespeitada (Ne. 10.31). Alguns crentes se utilizam de passagens descontextualizadas das Escrituras para propagarem a destruição ao meio ambiente. Aguardamos a volta do Senhor a qualquer momento, e essa é a bendita esperança da igreja, mas não sabemos quando ela acontecerá (I Ts. 4.13-17). Por isso, sejamos mordomos da criação de Deus, estejamos envolvidos no processo de redenção da natureza, que geme (Rm. 8.22). Em meio a essa sociedade controlada pelo lucro e o dinheiro, não podemos nos deixar conduzir pela lógica de Mamon (Mt. 6.24). Aprendamos, pois a exercer a generosidade (II Co. 8.4; 9.13; I Tm. 6.18), as dívidas não podem continuar, para sempre, sendo um jugo sobre as pessoas (Ne. 10.31), ainda que o cristão deva ser prudente ao contrair dívidas, ser parcimonioso em suas compras (Rm. 13.8). Não esqueçamos de contribuir para o desenvolvimento da obra do Senhor, a casa de Deus precisa ser mantida (Ne. 10.32-39), para isso servem os dízimos e as ofertas (Ml. 3.10).


CONCLUSÃO



A crise evangélica se revela no descaso em relação à Palavra de Deus. Precisamos resgatar o compromisso com a Bíblia, necessitamos de uma liderança firme, que não faça concessões ao pecado e que não se distancie dos princípios da Sagrada Escritura. Os crentes também devam ser admoestados a abandonarem seus pecados, a viverem em santificação para Deus. A “graça barata”, para usar uma expressão de Bonhoeffer, está formando uma geração de “crentes baratos”, que não mais carregam a cruz do discipulado, e que não levam a sério a radicalidade do cristianismo (Mt. 16.24).

Fonte:ebdweb