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quinta-feira, 9 de junho de 2011

UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”(Mt 28:19)

INTRODUÇÃOQuais são os requisitos necessários para que uma igreja seja reconhecida como autenticamente pentecostal? Essa é uma pergunta pertinente, pois, em nossos dias, muitas igrejas são abertas com o adjetivo pentecostal. No entanto, nem sempre elas trazem a tradição pentecostal, com seus costumes, liturgia e características inerentes ao verdadeiro pentecostalismo.
Entendemos que uma Igreja autenticamente pentecostal preocupa-se com o bem-estar espiritual ensinando o caminho de Deus, evangelizando, pregando o Evangelho a toda a criatura e encaminhando-a para a comunhão com Deus. Ela cuida da alma e encaminha aqueles que carecem de conforto, orientação e afeto; e cuida do corpo físico, suprindo suas necessidades básicas. Na área social, a igreja genuinamente pentecostal tem um exemplo digno de ser seguido nos primeiros capítulos de Atos dos Apóstolos. O modelo que temos é o da Igreja Primitiva, a qual se estruturou de tal maneira que conseguiu conquistar a confiança e o respeito da sociedade(At 2:42,47; 4:32,35 e 5:13-14). Podemos classificar o perfil da igreja da época dos apóstolos, à luz dos primeiros capítulos do livro de Atos, em três áreas distintas, a saber: a marturia (o testemunho, a orientação espiritual, o evangelismo e a pregação e ensino da palavra); a koinonia (a formação da comunidade social) descrita em Atos 2:42,47; a diaconia (o serviço de atendimento social, descrito em Atos 6:1-10). Observando esse modelo a igreja estará cumprindo a sua missão integral. Assim sendo, crescerá de forma sadia.
I. EVANGELIZAÇÃO, MISSÃO PRIORITÁRIA DA IGREJA PENTECOSTAL

II. A MISSÃO EDUCADORA DA IGREJA PENTECOSTAL

1. Jesus e o ensino da Palavra.

2. O exemplo da igreja em Antioquia.A igreja em Antioquia priorizava a doutrina, o ensino da Palavra de Deus (At.11:22-26). Barnabé, ao verificar que havia conversão autêntica de muitos irmãos naquela igreja, tratou de buscar a Paulo e, durante todo um ano, houve o ensino da Palavra àqueles crentes. O resultado daquele ano de ensino não poderia ser melhor: os convertidos passaram a ter uma vida muito semelhante a de Jesus; passaram a ser diferentes dos demais moradores de Antioquia; passaram a ser provas vivas da transformação que o Evangelho produz nas pessoas.
Após terem sido ensinados na Palavra e terem mudado de vida, os moradores de Antioquia passaram a notar a diferença e, cumprindo o que disse Jesus a respeito do efeito das boas obras dos Seus discípulos, passaram a chamar os discípulos de “cristãos”, isto é, “parecidos com Cristo”, “semelhantes a Cristo” (At 11:26). Eram os homens glorificando ao Pai que está nos céus (Mt 5:16). Era o resultado do ensino da Palavra.
Portanto, não basta que a Igreja pregue o Evangelho, ou seja, proclame a Palavra de Deus, mas é preciso, também, que a Igreja “ensine as nações”, “faça discípulos”, cuidado este que era patente nos tempos apostólicos, a ponto de os apóstolos terem chamado para si esta tarefa, considerando, inclusive, não ser razoável deixar de se dedicar à oração e ao ensino da Palavra (At 6:2,4), sem falar dos conselhos que Paulo dá a Timóteo no sentido de jamais se descuidar com o ensino junto aos crentes (1Tm 4:12-16).
Muita meninice que vemos por aí se deve à ausência do ensino da Palavra de Deus. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas(Ef 4:14,15). Por isso o ensino da Palavra de Deus é importante “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente”(Ef 4:14).
3. A ortodoxia do ensino bíblico.A palavra ortodoxia significa “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina bíblica”. Todo ensino bíblico-doutrinário tem de estar de acordo com a mensagem divina revelada na Bíblia Sagrada. A Bíblia Sagrada é colocada no lugar em que ela tem de estar: como a nossa suprema e inquestionável árbitra em matéria de fé e prática. Se a Bíblia o diz, é a nossa obrigação obedecê-la sem quaisquer questionamentos. Ela é soberana!
O pastor Silas Daniel em seu comentário “Sobre a ortodoxia, meios e fins“, disse: “Um dos sintomas da influência da mentalidade pós-moderna no meio cristão é a aversão que alguns cristãos manifestam hoje em relação à ortodoxia bíblica, isto é, à Verdade. Infelizmente, o cristão pós-moderno tem a tendência de ignorar, e até mesmo criticar, a importância da doutrina correta. O termo “verdade absoluta” causa em muitos arrepios. E a razão é simples: cansados das disputas teológicas intermináveis (a maioria em relação a doutrinas bíblicas secundárias) que marcaram os últimos séculos, muitos cristãos de hoje resolveram tomar uma atitude radical e tola: abraçar a idéia de que o que importa realmente são relacionamentos corretos e não doutrinas corretas. Porém, a idéia de que uma coisa é mais importante do que a outra é uma premissa absolutamente falsa. Ambas - relacionamentos corretos e doutrinas corretas - são importantes. E isso não é uma inferência particular. A própria Bíblia as trata como igualmente importantes, e a experiência da vida corrobora.

Alguém pode ser um primor de ortodoxia, mas um péssimo cristão em termos práticos, em termos de comportamento. Isso porque o fato de saber a verdade não impede a pessoa de errar. Vide o caso do rei Salomão. O homem mais sábio do mundo cometeu uma tolice, pecou absurdamente, mesmo sabendo, mais do que todos, que a sua atitude era reprovável diante de Deus.


Por outro lado, aquele que valoriza o comportamento correto em detrimento da ortodoxia esquece que é impossível termos um comportamento completamente correto se nos falta a compreensão da Verdade. É justamente por isso que, invariavelmente, aqueles que colocam relacionamentos acima de doutrina aceitam e reproduzem, às vezes inconscientemente, posicionamentos e comportamentos absolutamente equivocados.


Ou seja, ortodoxia e ortopraxia se completam. Para que haja real ortopraxia, é preciso ortodoxia; e para que a ortodoxia gere frutos, é necessário que ela seja encarnada na vida, se manifeste nas ações; é necessário que seja algo mais do que mero conhecimento; é necessário que se materialize em ortopraxia. Ortodoxia sem ortopraxia é verdade sem vida; já ortopraxia nem existe em sua plenitude sem ortodoxia, pois não há Vida se ignoramos a Verdade
“.[1]
III. A IGREJA PENTECOSTAL NÃO DEVE DESCUIDAR DO SERVIÇO SOCIAL E DA COMUNHÃO

CONCLUSÃO

Diante do que foi exposto, podemos concluir que uma Igreja autenticamente pentecostal não é caracterizada somente pela manifestação do batismo com Espírito Santo e do falar em línguas estranhas. Ela evangeliza, discipula, ensina, comunga, socorre os necessitados e mantém os seus membros em comunhão, ou seja, cumpre sua missão de forma integral. Que venhamos, como igreja do Senhor, agir no poder do Espírito Santo a fim de cumprir integralmente a missão que nos confiou o Senhor Jesus.
Fonte: EBDWEB
A igreja, na sua dimensão local, é um grupo social. Além de ser um grupo social, foi feita por Deus para ser um grupo social que vive em meio aos demais, que não pode deles se separar. Como “astros no meio de uma geração corrompida e perversa” (Fp 2:15), como “luz do mundo” (Mt 5:14) e como “sal da terra” (Mt 5:13), a igreja local não pode, mesmo, se apartar do convívio com os demais homens, tanto que Jesus disse ao Pai que não pedia que os Seus discípulos fossem tirados do mundo, mas, sim, libertos do mal (João 17:15). Ora, se a igreja local é um grupo social que deve ser mantido, por vontade de Cristo, a cabeça da Igreja (Ef 1:22; 5:23), entre os demais homens, é evidente que deve, enquanto tal, exercer uma “missão social”, ou seja, deve, enquanto grupo, exercer um papel relevante no relacionamento com as demais pessoas da sociedade onde se encontra.
1. O Serviço social.A função de assistência social na Igreja é uma das suas pedras de toque e, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de demonstrarmos ao mundo a nossa diferença e o amor de Deus que está em nossos corações.
Ao efetuar “ação social”, a Igreja mostra ao mundo que é um povo especial, zeloso de boas obras, a agência do reino de Deus na Terra. Comprova, com fatos (e contra fatos, não há argumentos), que Jesus ama e veio salvar a humanidade.
Uma das demonstrações de que a “ação social” da Igreja é uma necessidade é que Ele é a demonstração do próprio “amor ao próximo”, que Jesus considerou como sendo um dos dois mandamentos a que se resumia a lei e os profetas (Mt 22:39,40).
Sendo o amor uma característica indispensável para quem diz ser filho de Deus, é como se fosse o próprio DNA espiritual do cristão sincero e verdadeiro, devemos observar que este amor não é apenas a essência da comunhão entre Deus e o homem, o próprio núcleo da vida espiritual, mas é, como afirma Paulo, o primeiro “gomo” do fruto do Espírito (Gl 5:22), ou seja, necessariamente este amor tem de se traduzir em atitudes, em ações, tem de se manifestar fora do indivíduo.
Logicamente que a ação social da Igreja não se limita apenas ao “serviço social”, nem pode se circunscrever ao aspecto material. Por isso, não é desculpa a falta de recursos materiais para não se praticar atos de ação social. Quem não pode vestir, dar de comer ou dar abrigo a alguém, pode consolar, instruir, confortar, visitar. A bondade não consiste em dar presentes, mas na doçura e na generosidade do espírito.
2. Atender aos necessitados.“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade”(1João 3:17,18).
Ajudar aos necessitados, tanto do ponto-de-vista material quanto espiritual, é um dos elementos do serviço cristão, é uma característica da igreja autenticamente pentecostal. Há quem pense que a assistência social não faz parte da missão da igreja, mas esse é um pensamento equivocado. Deus espera que socorramos os domésticos da fé, de forma que não haja em nosso meio pessoas necessitadas.
Podemos fazer muitas declarações ao Senhor e prometer-lhe obediência e amor. No entanto, é diante do nosso próximo que vamos mostrar se há mesmo amor, benignidade, bondade, etc, em nossos corações. De nada vale o nosso discurso se não há a prática de boas obras palpáveis(Tg 2:14-17). Os irmãos pobres estão na igreja em grande maioria, e Jesus disse que sempre haveria pobres sobre a face da Terra (João 12:8), não fugindo desta realidade nem mesmo aqueles que pertencem à igreja, como nos mostra o episódio que levou à criação do diaconato (At 6:1-3).
Nos textos de Deuteronômio 15:7-11, Deus manda que para os necessitados devamos ser: receptível, sensível, generoso, misericordioso e benigno.
3. Comunhão.A comunhão faz parte das práticas de uma igreja pentecostal. É a principal característica da Igreja. É a sua marca perante a humanidade. É a característica indispensável para que o Senhor possa realizar a sua obra através do seu povo. Pela comunhão, a Igreja mostra-se como um povo perante os demais seres humanos e, graças a ela, pode cumprir todas as tarefas determinadas a ela. Tanto assim é que o relato de Lucas a respeito da igreja primitiva termina com o cumprimento da principal missão da Igreja: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”(At 2:47 ).
A expressão “comunhão” é típica da Igreja, tanto que só é encontrada nas Escrituras Sagradas em o Novo Testamento e, mais especificamente, após a “inauguração” da Igreja a partir do Pentecostes subsequente à ascensão do Senhor Jesus. Seu primeiro aparecimento na Bíblia é em At 2:42, na primeira descrição deste novo povo de Deus, quando se diz que os crentes perseveravam na doutrina dos apóstolos e na “comunhão”. O segredo para o rápido crescimento da Igreja Primitiva, formada por dois povos, judeus e gentios, foi a comunhão entre os crentes. A Igreja somente progrediu mediante a comunhão e unidade de seus membros.
Enfatizando, Comunhão é o sentimento de unidade que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus. Tendo como vínculo o amor, a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais e nacionais. Agora somos um em Cristo. Não basta amar o próximo como a nós mesmos; temos de amá-lo como Jesus nos amou. O amor de Jesus por nós é o exemplo do amor que devemos expressar na comunhão diária com nossos irmãos em Cristo. O amor agápe, manifestado entre os irmão, é mais precioso do que a manifestação do dom profético, da sabedoria ou da fé. Pois somente através do amor é que podemos entender e nos relacionarmos adequadamente uns com os outros.
Lucas, ao sintetizar o ministério terreno de Jesus, no início do livro de Atos dos Apóstolos, disse que Jesus, na Terra, veio “fazer e ensinar” (At 1:1). Prova bíblica de que o ensino foi uma das proeminentes funções de todo o ministério terreno de Cristo(cf Mc 2:1,2; João 3:3-21). Foi Ele quem ordenou aos discípulos: “Ide, ensinai todas as nações […] ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19, 20). Se Seu ministério se resumisse tão somente na pregação, ante a rejeição de Israel (João 1:11), teria havido um fracasso.
Jesus é o Mestre por excelência, é a Pessoa que deveria, como nenhuma outra, trazer conhecimento ao ser humano. Aliás, se houve um título que Jesus sempre aceitou foi o de Mestre (João 13:13), numa clara demonstração de que sempre quis ser reconhecido como tal. Ele ensinava com autoridade deixando a todos atônitos com a singular autoridade de sua doutrina(Mt 7:29).
O crente deve entender que o padrão de doutrina é o ensino de Cristo: “Se alguém ensina outra doutrina e não se conforma com as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina, que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas” (1Tm 6:.3-4). Isso quer dizer que qualquer mensagem que não provém do Senhor Jesus Cristo e que não contém em si um veemente apelo à piedade e à santidade, é um evangelho diferente daquele que é apresentado no Novo Testamento.
Os pentecostais genuínos se dedicam ao ensino, tanto no sentido de pesquisar de forma correta as Sagradas Escrituras quanto no sentido de transmitir o resultado dessas pesquisas de forma didática. Jesus dedicou grande parte de seu ministério ao ensino, e uma igreja pentecostal deve fazer o mesmo.
Quando os cristãos têm consciência que a tarefa primordial da Igreja é a evangelização, passam a entender que sua existência gira em torno desta missão dada a cada crente, que é membro do corpo de Cristo em particular (1Co 12:27). Assim, tudo quanto fizermos nesta vida, em qualquer setor ou aspecto, deve levar em consideração, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33). Todas as nossas ações, todo o nosso cotidiano deve ser criado e executado diante da perspectiva de que somos testemunhas de Cristo Jesus (At 1:8) e que devemos, portanto, testificar do Senhor, mostrar ao mundo, através de nossas boas obras, que Deus é nosso Pai, que somos filhos de Deus e, por meio deste comportamento, levar os homens a glorificar o nosso Pai que está nos céus (Mt 5:16).
1. O que é o Evangelho.Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho.
· O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê - “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê…”(Rm 1:16).
· O Evangelho é a mensagem de fé que pregamos - “Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tuaboca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos”(Rm 10:8).
· O Evangelho é a palavra da cruz, loucura para os que perecem, mas para os que são salvos, poder de Deus - “Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”(1Co 1:18).
· O Evangelhoé a notícia do perdão de Deus oferecido aos pecadores. As boas novas de grande alegria para todo o povo - “O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo”( Lc 2:10).
2. O imperativo da evangelização. Idepor todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura“(Mc 16:15). Depois de ter consumado a obra da redenção do homem no Calvário (João 19:30), sacrifício aceito pelo Pai como nos prova a ressurreição(At 3:25,26; 13:29,20), Jesus, após ter passado quarenta dias dando prova da Sua ressurreição aos discípulos e falado a respeito do reino de Deus (At 1:3), explicitamente determinou qual seria a tarefa principal da Igreja. Mandou que o evangelho fosse pregado por todo o mundo a toda a criatura, uma ordem que estabeleceu um verdadeiro dever a todo cristão, a ponto de o apóstolo Paulo ter exclamado: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!”(2Co 9:16).
Essa ordem de Cristo é conhecida pelos estudiosos da Bíblia como a “Grande Comissão”, pois “comissão” significa “ato de cometer, encarregar, incumbir”. O verbo em Mc 16:15 está no modo imperativo, ou seja, trata-se de uma ordem, de uma determinação, de alguém que se apresenta como Senhor e, portanto, com autoridade de mando, a quem se apresenta como servo, ou seja, como alguém disposto a obedecer. Tanto assim é que o evangelho segundo Marcos termina com a afirmação de que, em cumprimento à ordem, os discípulos foram e pregaram por todas as partes (Mc 16:20).
Portanto, o assunto principal da Igreja é a salvação do homem na pessoa de Jesus Cristo. É para isto que ela existe. Assim sendo, não devemos nos perder em discussões inúteis e que não trazem proveito algum (1Tm 1:4-7; 6:3,5). O Senhor nos mandou pregar o Evangelho e não ficar discutindo filigranas (assuntos sem importância) doutrinário-teológicas ou nos perdendo em interpretações de aspectos absolutamente secundários das Escrituras, quando não de questões relacionadas com a cultura. “Ide, ensinai todas as nações”, diz o Senhor, é esta a função da Igreja, nada mais, nada menos que isto.
A melhor e mais impressionante forma de pregarmos o Evangelho é vivermos de acordo com o Evangelho, é termos uma vida sincera e irrepreensível diante de Deus e dos homens. É necessário que cada um de nós, com nossas vidas, “pregue o Evangelho”, que cada um de nós seja “… uma carta de Cristo e escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração, conhecida e lida de todos os homens” (cf. 2Co 3:2,3).
Portanto, evangelizar não é somente entregar folhetos, bater de porta em porta, levar alguém até uma igreja ou subir em um púlpito ou pregar ao ar livre, não. Evangelizar é tudo isto e muito mais: é viver de acordo com a Palavra de Deus, é desfrutar de uma comunhão sincera e perfeita com o Senhor, a ponto de sermos vasos de honra em todos os lugares em que estivermos ou vivermos (2Tm 2:20,21).
3. O discipulado.Além de evangelizar, a Igreja tem outra tarefa fundamental: a de aperfeiçoar os santos, a de promover o ensino da sã doutrina a tantos quantos chegam aos pés do Senhor. É, também, um imperativo, uma ordem do Senhor(cf Mt 28:,19).
Discipular nada mais é que ensinar a Palavra de Deus aos novos convertidos, àqueles que aceitaram a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador de suas vidas e fazer com que eles, que foram escolhidos por Deus, possam viver de tal maneira que dêem o fruto do Espírito, ou seja, tenham um novo caráter, uma nova maneira de viver que leve as pessoas a glorificar o nosso Pai que está nos céus, ou seja, vivam de tal maneira que suas ações os transformem em testemunhas de Jesus, em prova de que Jesus salva e, por isso, outras pessoas reconheçam o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ou seja, o Evangelho (Rm 1:16).
Foi exatamente isto que Barnabé e Paulo fizeram na igreja de Antioquia, a primeira igreja formada por gentios na história da cristandade. Como estes crentes não partilhavam das promessas de Deus, como os judeus (Rm 9:4,5), havia necessidade de instruí-los nas Escrituras, para que aprendessem o que é servir a Deus. Tinham, sim, se convertido ao Senhor, como pudera ser atestado por Barnabé, que percebeu terem eles, realmente, nascido de novo, terem sido alcançados pela graça de Deus e terem o propósito do coração de permanecer no Senhor (At 11:23). Mas isto era insuficiente para que pudessem transformar o propósito em realidade.
Não basta pregar o Evangelho, é necessário que, uma vez as pessoas se decidindo por Cristo, sejam elas devidamente ensinadas na Palavra do Senhor, tenham conhecimento das Escrituras, sem o que não se tornarão discípulos de Jesus e quem não for discípulo de Jesus não entrará no Céu(vide Lc 14:27,33).
Portanto, o ensino é uma das tarefas principais da igreja, tão importante quanto a tarefa de evangelização, até porque é complemento necessário e indispensável da evangelização.

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