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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

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Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada”(1Rs 18:21).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula veremos um dos embates mais espetaculares que as Escrituras Sagradas registram: o confronto entre o deus Baal e o Deus de Israel, ou seja, entre a mentira e a verdade, entre o falso e o verdadeiro. O Deus de Israel exporia Baal, Aserá e os falsos profetas destes falsos deuses, para deixá-los exatamente como eram: menos do que nada. E isto aconteceria em uma competição entre Elias e os “profetas” de Baal no monte Carmelo (1Rs 18:19). Assim como Elias foi chamado para mostrar que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus, todos nós que pertencemos ao novo concerto somos chamados a defender o evangelho de Cristo contra distorções, transigência com o mal e desvio doutrinário, e que somente Jesus Cristo é o “Caminho, a Verdade e a Vida, e que ninguém vai ao Pai, senão por Ele”(João 14:6), e que “há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”(1Tm 2:5).

I. CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES

A diferença entre o Deus Criador de todas as coisas, o Deus da Bíblia, e os falsos deuses é tremendamente gritante. Primeiro, porque o Deus da Bíblia é o Deus vivo e eterno, criador de todas as coisas – “Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno"(Jr 10:10). Segundo, os falsos deuses, são apenas imaginação do homem sem Deus, logo eles são inacessíveis, porque não existem.

Uma das características fundamentais do Deus da Bíblia, que o difere dos falsos deuses, é o fato de Ele sempre procurar se comunicar com suas criaturas. O Deus da Bíblia, em sua transcendência, sempre quis e quer comunicar-se com o ser humano, de forma imanente, para demonstrar seu amor e seu cuidado, visando à sua salvação. Os deuses, criados pela imaginação humana, sempre se mostraram inacessíveis ao relacionamento com seus adoradores, porque eles simplesmente não existem. Veja o caso do profeta Elias no Monte Carmelo, quando do embate que teve com os 850 “profetas” dos falsos deuses Baal e Aserá (1Rs 18:19).

- Os seguidores do falso deus Baal:E, tomando o novilho que se lhes dera, prepararam-no, e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: Ah Baal, responde-nos! Porém não houve voz; ninguém respondeu. E saltavam em volta do altar que tinham feito. Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem. E eles clamavam em altas vozes e, conforme o seu costume, se retalhavam com facas e com lancetas, até correr o sangue sobre eles. Também sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde. Porém não houve voz; ninguém respondeu, nem atendeu”(1Rs 18:26-29).

- Elias, o seguidor do Deus vivo:Sucedeu, pois que, sendo já hora de se oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego”(1Rs 18:36-38).

Perceberam a diferença? Os falsos deuses são apenas imaginação humana, eles não existem. O Deus da Bíblia é vivo e verdadeiro e ouve a nossa oração e se comunica com o seu povo. Hoje, através de Jesus Cristo, único mediador entre Deus e os homens, o ser humano tem acesso ao Soberano Senhor do universo e de todas as coisas.

1. Conhecendo o falso deus Baal. Era o deus supremo dos cananeus. Em hebraico, Baal significa senhor. Seus adoradores acreditavam que o ídolo fosse o responsável pela abundância da terra e pela fertilidade do ventre. Sendo o deus da fertilidade, seu culto era marcado pela crueldade e por uma devassidão que envergonharia até Sodoma e Gomorra. Em suas cerimônias havia sacrifícios de vítimas humanas, orgias e os mais inimagináveis desregramentos; e, logicamente, louvores a Baal.

- O Moderno culto a Baal. O velho Baal continua o mesmo; tudo faz para induzir os santos à impureza. Seus profetas e adoradores também não mudaram. Vejamos, a seguir, alguns exemplos, como os seus cultos manifestam-se em nossos dias:

a) Pornografia. Não são poucos os filhos de Deus que se acham arruinados espiritualmente em consequência de revistas, filmes, vídeos pornográficos, internet e a maioria das novelas. O Senhor não atura tais coisas; são abomináveis aos seus olhos. Ele é Santo! E de seus filhos exige vida santa e irrepreensível – “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1:15; veja ainda: Lv 20:7; Ex 19:6).

b) Diversões carnais. Infelizmente, somos obrigados a mencionar os shows promovidos em nossos púlpitos. Cantores e artistas, dizendo-se evangélicos, mas flagrantemente divorciados da graça de Deus, além de nos roubarem todo o tempo da Palavra, arrastam nossos jovens a uma vida leviana e descompromissada com Deus. A Igreja do Senhor não necessita de artistas e animadores em seus cultos, mas de homens e mulheres comprovadamente santos. Cheios do Espírito Santo, hão de adorar ao Pai em espírito e em verdade (João 4:23,24).

c) Infidelidade conjugal. Numa sociedade permissiva e erotizada como a nossa, o adultério não é visto mais como algo reprovável. É toleravelmente aceito; é socialmente incentivado; é legalmente ignorado. A Bíblia não mudou! Adultério é adultério. Pecado é pecado. Ainda que busquemos justificativas teológicas a tais comportamentos, a verdade bíblica não será alterada (Ex 20:14; Mt 5:28).

2. Identificando a falsa divindade Aserá. Aserá era uma falsa deusa cananéia muito antiga. Uma inscrição suméria datando de 1750 a.C. se refere a ela como a esposa de El, o deus pai do panteão cananeu. Como o símbolo astrológico de Baal era o Sol, Aserá é frequentemente associada com a Lua, mas seu símbolo era o planeta Vênus.

Na época do profeta Jeremias as mulheres hebréias e canaanitas amassavam pães com sua figura e eram benditos e comidos ritualmente. Pode-se constatar isso em Jeremias 7:18 – “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”.

Os cananeus, povo que vivia entre os israelitas, adoravam Aserá como deusa da fertilidade, talvez mesmo como deusa da sexualidade. Os misteriosos “postes-ídolos” associados aos ritos de adoração a deusa eram aparentemente troncos de árvores sem galhos. A função exata desses postes-ídolos – muitas vezes ligados à prostituição masculina e feminina – não é clara. Sabe-se somente que os profetas os consideravam repulsivos e ordenavam aos reis de Israel que os derrubassem onde quer que estivessem erigidos. O profeta Jeremias refere-se a Aserá quando menciona a "rainha dos céus" nos capítulos 7:18 e 44:17,19.

Em cada escavação arqueológica importante na Palestina são encontradas figuras femininas, datadas entre 2.000 a.C até 600 a.C. É possível que as mulheres usassem estas diminutas imagens para pedir a Aserá sua ajuda no parto ou para que lhes concedesse fertilidade.

Aserá foi a deusa de Tiro e de Sidom em épocas longínquas, ao menos desde 1200 a.C, e foi provavelmente uma esposa sidônia de Salomão quem a introduziu na corte deste rei de Israel. No reinado de Roboão, filho de Salomão, se adorava Aserá (1Rs 14:23); e isto persistiu em vários reinados de Judá (cf. 1Rs 15:13; 2Cr 15:16), num claro ato de sincretismo religioso, provocando à ira o Senhor Jeová.

No reino do Norte, o rei Acabe de Israel se casou com Jezabel, filha de um rei da Sidônia, e o culto a Aserá e ao seu filho Baal foi estabelecido na corte. O culto à Aserá em Israel, persistiu até 722 a.C., mas permaneceu em Betel, pois lemos que Josias, rei de Judá, destruiu os altares que haviam sido erigidos por Jeroboão e como destruiu os postes-ídolos de Aserá – “Demais disto também Josias tirou todas as casas dos altos que havia nas cidades de Samaria, e que os reis de Israel tinham feito para provocarem à ira o Senhor; e lhes fez conforme todos os atos que tinha feito em Betel” (2Rs 23:19)

Em fim, a repugnante e falsa deusa Aserá exerceu uma influência negativa muito grande em Israel e em Judá (Jz 2:13; 3:7; 1Rs 11:33), o que serviu de laço para o desvio espiritual destes dois reinos, e o desvirtuamento do verdadeiro culto ao Senhor Jeová. Por isso a persistência tão exaustiva dos profetas em combater a esta maligna idolatria.

II. CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS

Numa impressionante demonstração de coragem e fé, Elias desafiou 850 falsos profetas, que eram sustentados pela esposa do rei, a enfrentá-lo no Monte Carmelo. Eles aceitaram o desafio, e o povo de Israel foi testemunhar a grande disputa. Este era o mesmo povo que Elias procurava converter. Ele queria mostrar-lhe a grande diferença entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses que o rei deles adorava - "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o" (1Reis 18:21).

Os israelitas, tão acostumados a seguir cegamente seus chefes religiosos, não responderam. Seus sentimentos estavam tão embotados por gerações de tradições pecaminosas que eram praticamente incapazes de distinguir o certo do errado.

Deus mostrou ao povo a diferença. Elias e os profetas de Baal prepararam dois sacrifícios. Construíram altares, puseram lenha neles e prepararam seus sacrifícios de novilhos. Elias convidou os profetas de Baal a serem os primeiros a oferecer seus sacrifícios, exceto que eles não acenderiam o fogo. Eles deveriam orar ao seu deus para que mandasse fogo para consumir o sacrifício. Elias sabia que Deus podia fazer isto, porque já tinha consumido outros sacrifícios em gerações anteriores. Mas, e Baal? Poderia produzir fogo? Seus profetas oraram, dançaram, e até se feriram para obter sua atenção, mas Baal não respondeu. Elias escarneceu-os, sugerindo que deveriam gritar mais alto para acordar seu deus. Eles berraram com mais força, mas o impotente Baal nada fez.

Elias preparou seu sacrifício. Para ter certeza de que ninguém pudesse reclamar que ele tivesse usado de alguma trapaça, ele pediu que fosse trazida água para molhar totalmente o sacrifício, a madeira e o altar. Eles trouxeram tanta água que o rego que ele tinha escavado em volta do altar encheu-se. Somente a ação de Deus poderia incendiar este sacrifício! E foi exatamente isto que aconteceu. Elias orou: "Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles" (1Reis 18:37). Deus não deixou dúvida. "Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" (1Reis 18:38-39). Os falsos profetas de Baal que tinham enganado o povo foram mortos.

III. CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO

Elias pediu que o povo, os profetas de Baal e de Aserá se apresentassem num lugar determinado por ele. O povo se reuniu e Elias, sem medo, apresentou-se ao povo, exigindo dele uma definição resoluta - “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o e, se é Baal, segui-o” (1Rs 18:21). Apesar da grande demonstração do poder de Deus, numa seca que já durava três anos e seis meses, numa clara prova de que Baal não era deus algum, não detinha controle algum sobre a natureza, o povo ainda estava coxeando entre dois pensamentos, preferindo as benesses do poder oferecidas por Jezabel no culto a Baal, bem como as seduções deste culto, que era um culto sensual, depravado e repleto de tudo aquilo que agradava a natureza pecaminosa do homem. Dinheiro, prazer, posição social eram ofertados pelos baalins e, assim, muitos, apesar de todas as evidências do poder do Senhor, continuavam titubeantes e, neste duvidar, acabavam sendo arrastados para a idolatria.

Elias desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou a Baal. Os israelitas achavam que podiam adorar o Deus verdadeiro e também Baal. O pecado deles era o de terem o coração dividido, querendo servir a dois senhores. O próprio Cristo advertiu contra essa atitude fatal (Mt 6:24; combine com Dt 30:19). O desafio de Elias foi apresentado: o Deus verdadeiro deveria responder com fogo a aceitação do sacrifício que lhe fosse dado. Elias tinha experimentado o pleno domínio de Deus sobre a natureza e tinha, assim, portanto, convicção de que somente Deus responderia com fogo a um sacrifício. Os profetas de Baal e de Asera, num total de oitocentos e cinquenta (1Rs 18:19), tentaram, durante toda a manhã, resposta de seus deuses para o sacrifício, sem resultado.

Elias, então, depois que havia deixado tempo suficiente para que Baal respondesse ao sacrifício, oferece o seu sacrifício diante de Deus. Como Deus não é Deus de confusão (1Co 14:33), reparou o altar, que estava quebrado, bem como pôs água abundante para que não houvesse qualquer dúvida de que era Deus quem iria operar. Este cuidado do profeta é um exemplo a seguirmos na atualidade: a operação de Deus é algo de que devemos ter certeza e convicção. Por isso, nada deve ser feito sem a devida preparação espiritual, a devida santificação (o reparo do altar), como também tudo deve ser feito às claras diante do povo, com transparência, decência e ordem (1Co 14:40). Quantos altares desmantelados na atualidade têm buscado o “fogo divino”! e, como Deus não opera em lugares assim, recorrem a subterfúgios, a astuciosos estratagemas para impressionar o povo. Entretanto, não nos iludamos, Deus não é Deus de confusão.

Mas, além de ter reparado o altar e não deixado margem a qualquer dúvida, Elias fez uma oração. Elias não “determinou” coisa alguma a Deus, pois sua “determinação” era a disposição firme de servir a Deus, não qualquer exigência que devesse ser feita, como muitos iludidos atrevem-se a fazer em os nossos dias. Elias fez uma oração, um pedido a Deus, reconhecendo a Sua soberania, o Seu senhorio – “e que eu sou teu servo”(1Rs 18:36). Ele poderia chamar Deus de Senhor, porque havia experimentado o controle de Deus sobre todas as coisas: o corvo, a panela da viúva, a vida do filho da viúva. Relembrou ao povo, que o escutava, que Deus era o Deus do pacto feito com os patriarcas, o Deus que havia formado a nação de Israel e que ele, Elias, era tão somente um servo dEle. Mal acabou a oração, o Senhor consumiu tudo com o fogo e o povo não teve mais dúvida alguma: só o Senhor é Deus! (1Rs 18:36-39).

A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles, transvestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça. É bom ressaltar que Deus não procura somente adoração, Ele procura verdadeiros adoradores (João 4:24).

IV. CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL

1. O perigo do sincretismo religioso. Sincretismo é a fusão de doutrinas de diversas origens, seja na esfera das crenças religiosas, seja nas filosóficas. Na história das religiões, o sincretismo é uma fusão de concepções religiosas diferentes, ou, a influência exercida por uma religião nas práticas de uma outra.

O sincretismo que apresentamos aqui como elemento condenável, refere-se aquele que de uma forma muito direta desobedecia e afrontava os padrões morais estabelecidos para o povo de Israel, e o próprio Senhor Deus; falando especificamente do culto sensual - aonde eram incluídas imoralidade sexual religiosa, tendo para isso prostitutas cultuais -, e da adoração a outros deuses, conhecendo a verdade existencial do Deus verdadeiro que se revelou às nações por meio de Israel. Essa prática sem dúvida atraia muitos israelitas. Deus, por sua vez, exigia padrões morais para o seu povo, vida de consagração, adoração com reverência. Em Israel, à época de Acabe e Jezabel, a adoração verdadeira ao Deus verdadeiro havia se misturado com a falsa, ao deus Baal, e o resultado não podia ser mais desastroso.

Não há uma precisão da época em que começou o sincretismo entre os israelitas. Os registros bíblicos relacionam ao período da saída do povo de Israel do Egito e entrada na terra de Canaã. Israel viveu 430 anos sob o domínio egípcio e sob a influência de suas religiões. O povo egípcio sempre foi politeísta, adorava os deuses (deus do sol), Toth (sabedoria, conhecimento, representante da Lua), Hórus (céu), Osiris (vida após a morte), Isis (amor, magia), Ged (terra), entre outros. Os filhos de Israel certamente se envolveram com estas divindades e seu culto, conforme comprova Josué: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor” (Js 24:23).

Com base nisto, é possível afirmar que Israel começou a praticar o sincretismo já no Egito, pois também eram conhecedores do Deus dos patriarcas de Israel. O primeiro caso que a Bíblia apresenta da prática do sincretismo pelos israelitas, depois da saída do Egito, foi quando Moisés subiu ao monte para falar com Deus no início da caminhada pelo deserto do Sinai. O povo vendo que ele tardava em descer pediu a Arão que fizesse um deus para eles. Isto demonstra que a adoração a outros deuses além do Deus criador, não era algo novo entre os filhos de Israel. Mas, este sincretismo sempre acarretou consequências drásticas aos israelitas, pois eram recorrentemente julgados por Deus por causa disso. Israel deveria ser modelo de obediência a Deus para outras nações, porém desobedeceu e foi infiel à Aliança. As muitas derrotas em batalhas, destruição do Reino do Norte e até o cativeiro Babilônico são tidos como consequências do sincretismo.

Principalmente no reino do Norte, o sincretismo religioso estatal era insistente e ameaçador. Apesar dos profetas, dia e noite, terem alertados sobre perigo do sincretismo, os reis não absorveram as mensagens transmitidas pelos profetas do Senhor. O reino de Acabe foi o mais danoso ao povo de Israel. A adoração verdadeira havia se misturado com a falsa e o resultado não podia ser mais desastroso.

A fidelidade a Jeová e à sua aliança era a condição necessária para que o rei e a nação tivessem a bênção do Senhor; se o rei fosse infiel, ele e o povo sofreriam as consequências. Quando Israel entrou em Canaã lhe foi dito “(…) não vos mistureis com estas nações que restaram entre vós. Não façais menção dos nomes dos seus deuses, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem os adoreis” (Josué 23:7). Antes, misturaram-se com eles e adoraram os seus deuses, fizeram tudo o que lhes ordenara que não fizessem.

O sincretismo foi combatido por séculos, mediante profetas que instavam com Jerusalém e com Samaria, para que não se misturassem com as nações que o Senhor desarraigava de diante deles. Eles deveriam destruir tudo, e sequer mencionar os seus deuses, não aprender a sua cultura, nem vivenciar a comunhão e intercâmbio de elementos. Porém, o povo de Israel não atendeu o clamor dos profetas, pelo contrário, desprezou-os. E isto lhe custou muito caro: foi desterrado da terra que o Senhor lhe dera. Deus usou a Assíria para punir ferozmente o povo de Israel por causa dos pecados continuados, da idolatria, das práticas pagãs, da desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas.

2. A resposta divina ao sincretismo. Seguir a falsos deuses é abandonar o Deus vivo e isto constitui em um terrível pecado, passível de punição. O texto sagrado diz que logo após o Senhor ter respondido com fogo a oração de Elias (1Rs 18:38), o profeta deu a seguinte instrução ao povo: "Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou" (1Rs 18:40). A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dada pelo Senhor a Moisés: “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20:3); “O que sacrificar aos deuses e não só ao SENHOR será morto” (Ex 22:20).

O culto é bíblico ou anátema. Deus não quer sacrifício, Ele requer obediência (1Sm 15:22,23). Não podemos sacrificar a verdade para atrair as pessoas à igreja, nem podemos acrescentar coisa alguma aos preceitos de Deus. O pragmatismo se interessa pelo que dá certo, e não pelo que é certo. Ele busca o que dá resultados, e não o que é verdade. Ele tem como objetivo agradar o homem, e não a Deus.

Hoje vemos florescer o sincretismo religioso nas igrejas ditas evangélicas, principalmente promovidas pelo segmento dito neopentecostalismo. Práticas pagãs são assimiladas nas igrejas para atrair as pessoas. Cerimônias e ritos totalmente estranhos à Palavra de Deus são introduzidos no culto para agradar o gosto dos adoradores. O sincretismo está na moda. Mas ele ainda continua provocando a ira de Deus!

O culto a Deus é composto de proclamação da palavra, explicação da mesma, louvores ao Senhor, orações e intercessões e comunhão – “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14:26). Portanto, não há lugar para palhaçada e feitiçaria na igreja. Atos como esses não passam de sensualidade e libertinagem, vasão à carne e oportunidade ao pecado, criancice espiritual e brechas para Satanás agir e roubar a atenção, e difundir mal testemunho e confusão.

Afirmou Deus a Israel algo que plenamente se aplica à Igreja: "Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás. Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus" (Dt 8:19-20). Pense nisso!

CONCLUSÃO

Do mesmo modo que Israel foi punido pela adoração e misturas de praticas religiosas de outras divindades, também qualquer povo será assim tratado a partir do momento em que se voltar a uma prática religiosa a outros deuses, depois de terem conhecido o Deus verdadeiro.

Fonte: Web

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