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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

11ª lição do 3º trimestre de 2021: O REINADO DE EZEQUIAS

 


3º Trimestre/2021


Texto Base: 2 Reis 18:1-3,13,28,29; 19:1,5-7,15,16,20,21

 

“No Senhor, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (2Rs.18:5).

V.P.: “Deus sempre ouve e guarda os sinceros de coração, que o obedecem e procuram agradá-lo”.

2 Reis 18:

1.E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.

2.Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias.

3.E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.

13.Porém, no ano décimo-quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortes de Judá e as tomou.

28.Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e falou, e disse: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.

29.Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão;

2 Reis 19:

1.E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco, e entrou na Casa do SENHOR.

5.E os servos do rei Ezequias vieram a Isaías.

6.E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.

7.Eis que meterei nele um espírito e ele ouvirá um ruído e voltará para a sua terra; à espada o farei cair na sua terra.

15.E orou Ezequias perante o SENHOR e disse: Ó SENHOR, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.

16.Inclina, SENHOR, o teu ouvido e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos e olha: e ouve as palavras de Senaqueribe, que ele enviou para afrontar o Deus vivo.

20.Então, Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, eu o ouvi.

21.Esta é a palavra que o SENHOR falou dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos do rei Ezequias, o 13º rei de Judá (715 a.C.), e do seu reinado, que foi um dos mais notáveis de Judá; segundo a Bíblia, ele agiu de modo aprovado diante do Eterno, tal como havia procedido o rei Davi (2Reis 18:1-3). Seu nome em hebraico significa “Jeová fortalece”. Ele começou a reinar quando o rei Oséias, último rei de Israel, estava no seu terceiro ano de reinado. Ele era filho do rei Acaz. Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e governou vinte e nove anos em Jerusalém (cf.2Cr.29:1). Judá teve apenas seis reis cujos nomes passaram para história como “bons reis”, e Ezequias estava nessa escassa lista que contava ainda com o rei Asa, Josafá, Joás, Jotão e Josias.

As Escrituras Sagradas declaram que Ezequias reformou o culto e a adoração a Deus, destruiu todos os ídolos, determinou o retorno da comemoração das festas determinadas na Lei, principalmente a festa da Páscoa, o que culminou num grande avivamento no povo de Deus. Por ter sido fiel ao Senhor até o fim de seu reinado, Deus honrou a sua fé e lhe deu grandes vitórias nos momentos mais cruentos do seu reinado. Somos honrados pelo Senhor sempre que permanecemos fiéis e temente a Ele. A história de Ezequias tem muito a nos ensinar, é o que vamos estudar nesta Aula.

I. O JUSTO REINADO DE EZEQUIAS

1. Um rei reformista

Quando o pai de Ezequias, o rei Acaz, recebeu o trono, ele manteve uma política pró-Assíria, com uma posição de amizade ou submissão à Assíria; enquanto outros reinos como a Síria e Israel (reino do Norte) acabaram conquistados pelos assírios. Mas a aliança com a Assíria trouxe influência pagã para dentro de Judá; isso levou a uma contaminação da vida religiosa da nação que passou a ser marcada por práticas que confrontavam a vontade de Deus. Então Ezequias, logo que assumiu o trono, tentou corrigir essa questão; ele sabia que a queda do reino do Norte tinha a ver diretamente com a desobediência à Lei de Deus. Então rapidamente ele reuniu os líderes religiosos – os sacerdotes e os demais levitas - para refletir e reconhecer o verdadeiro estado pecaminoso da nação, e lhe propôs uma reconciliação imediata com Deus (2Cr.29:4-11), e esta reconciliação deveria ser notória e prática, com a instauração de uma reforma radical no comportamento religioso e na espiritualidade do povo. Ele deu ordem para destruir os altares pagãos, reabrir as portas do Templo, restabelecer os ritos do culto, reativar os ofícios sacerdotais e, ainda, celebrar a Páscoa, que há muito tempo não era praticada em Jerusalém.

O rei Ezequias, realmente, propôs em seu coração fazer a vontade de Deus e guardar os seus mandamentos. A Bíblia diz que “no SENHOR, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele; porque se chegou ao SENHOR, não se apartou de após ele e guardou os mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés” (2Rs.18:5,6). O capítulo 31 de 2Crônicas termina dizendo que tudo o que Ezequias fazia para Deus era de todo o coração – “E em toda obra que começou no serviço da Casa de Deus, e na lei, e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, com todo o seu coração o fez e prosperou” (2Cr.31:31).

Mas, ninguém é perfeito. Embora tenha demonstrado um coração sincero e fiel a Deus, e tenha sido o líder de um grande avivamento espiritual em Jerusalém, mostrou pouco interesse ou sabedoria em relação a planejar para o futuro e a proteger a herança espiritual que desfrutou, em benefício das futuras gerações. Imprudentemente ele mostrou toda a sua riqueza aos mensageiros da Babilônia. Quando Isaías informou Ezequias a respeito da tolice de seu ato, a resposta do rei mostrou sua persistente falta de percepção – ficou grato pelo adiamento das consequências ruins para um período posterior à sua morte. E as vidas de três reis que o sucederam – Manassés, Amom e Josias – foram profundamente afetadas, tanto pelas conquistas de Ezequias como por suas fraquezas.

O passado afeta as nossas decisões e ações de hoje. E estas, por sua vez, afetam o futuro. Há lições que devem ser aprendidas e erros que devem ser evitados, para que não mais se repitam. Lembremo-nos de que parte do sucesso de nosso passado será medido pelo que nós fazemos com ele agora e pela maneira que o utilizamos para se preparar para o futuro. As reformas de limpeza têm vida curta quando poucas atitudes são tomadas para preservá-las para o futuro. A obediência a Deus no passado não remove a possibilidade de desobediência no presente.

2. A purificação dos lugares sagrados

No primeiro ano de seu reinado, Ezequias levou o povo à purificação do Templo, à extinção de todos os altares edificados aos deuses pagãos (2Cr.29:3-5). Os levitas purificaram os átrios do templo por oito dias e o templo propriamente dito por oito dias (2Cr.29:17,18). Organizaram os utensílios para o serviço na Casa do Senhor e informaram o rei Ezequias de que tudo fora executado segundo suas instruções. Ele apresentou uma oferta pelo pecado a favor do reino, e o sangue da oferta e do holocausto foi usado para purificar o altar (cf.2Cr.29:12-24).

O despertamento espiritual é uma necessidade fundamental na vida do crente ao longo de sua existência; desta feita, cada servo de Deus precisa estar sempre em estado de renovação espiritual, pois, como nos ensina o apóstolo Paulo, o homem interior deve se renovar dia a dia (2Co.4:16); o profeta Habacuque afirmou que a obra do Senhor precisava ser avivada continuadamente ao longo dos anos (Hc.3:2). Todavia, não há como se ter um despertamento espiritual se não se voltar para o Senhor; para isto, primeiramente é necessário extinguir toda e qualquer forma de idolatria e renovar o Altar de culto e adoração ao Senhor. Foi exatamente o que fez o povo de Judá - retiraram e jogaram fora todas as coisas impuras que estavam no Templo e restabeleceram o culto e os sacrifícios, conforme a Lei de Moisés (2Cr.29:18-21).

3. A adoração nacional

A disposição de Ezequias em servir ao Senhor de todo o coração, de eliminar toda e qualquer idolatria e fazer a vontade do Senhor como fez Davi, despertou no povo um grande avivamento, considerado por muitos estudiosos como um dos maiores avivamentos do Antigo Testamento. O povo purificou o Templo e extinguiu todos os altares edificados aos deuses pagãos. A cidade foi purificada de toda contaminação pagã, e todo vestígio de idolatria foi lançado no vale de Cedrom (2Cr.30:13-15).

O Avivamento levou à reparação do Altar. Quando os sacerdotes sacrificaram sobre o Altar santificado, começou um novo cântico na casa de Deus (2Cr.29:27,28) - “E pôs os levitas na casa do Senhor com címbalos, com alaúdes e com harpas, conforme o mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã, porque este mandado veio do Senhor, por mão de seus profetas” (2Cr.29:25). “E Ezequias e todo o povo se alegraram por causa daquilo que Deus tinha preparado para o povo” (2Cr.29:36). O povo buscou o Senhor com fervor, temor e tremor. Esse avivamento levou o povo, que estava desviado, novamente aos pés do Senhor. Houve um impacto espiritual tão grande que, ao voltar para a casa, o povo destruiu as estátuas dos falsos deuses, rompendo com a idolatria. Agora, uma nação inteira se prostrava e adorava Àquele que é digno de toda honra, glória e louvor. Que cenário maravilhoso! Urge um avivamento como este no povo de Deus da Nova Aliança!

Esse acontecimento foi apenas o começo das reformas de Ezequias. Logo em seguida, ele mandou reativar a festa da Páscoa, que não era observada devidamente desde antes da divisão do reino (2Cr.8:13). O capítulo 30 de 2Crônicas é inteiramente dedicado à reinstituição da Páscoa. No primeiro mês, o rei purificou o templo e restabeleceu os cultos. No segundo mês, fez os preparativos para celebrar a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos. Uma vez que que se tratava de uma comemoração nacional, era necessário convidar todo o povo. Logo, o rei enviou mensageiros por todo o Israel e Judá a fim de convocar a população para ir a Jerusalém. Na época, Israel era uma província da Assíria, e a maior parte dos habitantes havia sido levada para o cativeiro. Apesar disso, o rei conseguiu convidar os israelitas restantes sem oposição dos assírios. Infelizmente, a maioria dos israelitas zombaram dos mensageiros que os exortaram a voltar ao Senhor; porém, um pequeno remanescente se arrependeu e foi a Jerusalém observar a Páscoa no primeiro ano do reinado de Ezequias (2Cr.30:6-12).

Entretanto, para celebrar a Ceia do Senhor (a Páscoa), o povo precisava estar purificado diante do Senhor, e muitos não estavam purificados (2Cr.30:17,18). Então, conforme 2Cr.30:18,19, os levitas ajudaram aqueles que se encontravam cerimonialmente impuros, e Ezequias orou ao Senhor pedindo que relevasse as irregularidades e aceitasse a atitude do coração do povo - “E ouviu o SENHOR a Ezequias e sarou o povo” (2Cr.30:20).

O povo ficou tão alegre com a Festa dos Pães Asmos que decidiram celebrar por mais sete dias (2Cr.30:23). O rei e os líderes forneceram os animais para dar continuidade à festa e houve grande alegria em Jerusalém. Toda a congregação foi abençoada; as coisas voltaram a ser como nos tempos áureos de Israel, e, mais uma vez, as orações dos sacerdotes de Jeová foram ouvidas nos Céus (2Cr.30:24-27). Oro a Deus para que Ele levante, nestes últimos dias da Igreja na terra, líderes que promovam verdadeiras reformas e grandes avivamentos espirituais. É urgente e essencial que isto aconteça.

II. SENAQUERIBE INVADE JUDÁ

1. As ameaças de Senaqueribe

A história de Senaqueribe é amplamente documentada na Bíblia e em outras fontes históricas. Ele foi rei do Império Assírio entre 705 e 681 a.C.; ele sucedeu Sargão II, seu pai. Senaqueribe foi um habilidoso guerreiro, mas também ficou conhecido por ser um homem cruel e orgulhoso; seu comportamento inconsequente muitas vezes prejudicou a política de seu governo.

Depois de levarem as tribos do Norte para o cativeiro (2Rs.18:11,12), os assírios ameaçaram fazer o mesmo com Judá. Ezequias havia pagado tributo anteriormente a Senaqueribe (2Rs.18:13-16) e se viu pressionado pela Assíria a entregar todo o reino (2Cr.32:1-8). Durante o cerco a Jerusalém, Senaqueribe, por meio de seus oficiais, usou como estratégia intimidativa a difamação de Ezequias e o afrontamento da grandeza de seu Deus (2Cr.32:10-15). Ezequias vendo as ameaças insistentes e intimidadoras ao povo de Judá e ao Deus de Israel, Ezequias não se rendeu, e mandou cortar o abastecimento de água fora da cidade, fez reparos no muro de Jerusalém, providenciou armas e oficiais de guerra e incentivou o povo a olhar para Jeová, não para o poderio bélico do exército assírio; disse Ezequias: “Com ele está o braço de carne, mas conosco está o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear as nossas guerras. O povo se animou com as palavras de Ezequias, rei de Judá” (2Cr.32:8). Quando o crente se volta piedosamente a fazer a vontade de Deus e confiar somente nEle, não teme a nenhuma ameaça, mesmo que o seu inimigo demonstre ser humanamente superior e invencível. Veja o exemplo de Davi diante de Golias.

2. O temor do rei Ezequias

As ameaças insistentes de Senaqueribe e a sua manipulação psicológica foi tão intensa que pasmaram o povo e o próprio Ezequias; toda a corte foi dominada pelo medo (2Rs.18:37; 19:1). Mas, Ezequias tinha um grande escape: o braço poderoso de Deus para proteger o seu povo. Diante daquelas ameaças e insultos ao Deus de Israel, Ezequias consultou o Senhor e pediu o seu socorro:

“E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco, e entrou na Casa do Senhor. Então, enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e aos anciãos dos sacerdotes cobertos de pano de saco, ao profeta Isaías, filho de Amoz; os quais disseram-lhe: Assim diz Ezequias: este dia é dia de angústia, e de vituperação, e de blasfêmia; porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para os ter” (2Rs.19:1-3).

Quais dos servos de Deus piedosos e obedientes ao Senhor, que nunca teve medo? O medo é um incentivo para buscarmos com fervor e de forma contrita o socorro do Senho; pois, como disse o salmista, “o nosso socorro vem do Senhor, que fez o Céu e a terra” (Sl.121:2). Nosso inimigo não tem nenhum poder sobre nós quando o Senhor está conosco; todas as suas pretensões passam pelo crivo e aprovação do Senhor. Concordo com o pr. Claiton quando afirma que “a obediência a Deus não é sinônimo da ausência de problemas e enfrentamentos. Entretanto, a mão protetora do Altíssimo nunca deixa seu povo desamparado”. Isto serve de lição para todos nós.

III. A ORAÇÃO DO REI E O LIVRAMENTO DO SENHOR

1. A oração confiante de Ezequias

As investidas de Senaqueribe contra as cidades de Judá foram devastadoras. Os historiadores afirmam, com base nos registros de Senaqueribe, que ele tomou 46 cidades fortificadas e incontáveis aldeias de Judá. Os historiadores afirmam, com base nos registros assírios, que mais de duzentas mil pessoas foram levadas cativas e muito despojo foi tomado.

Uma das principais cidades judaicas fortificadas que foram tomadas por Senaqueribe foi Laquis (2Cr.32:9); esta cidade tinha um papel importante na economia do reino de Judá e também protegia a estrada que levava ao lado sul de Jerusalém. Tento tomado a maior parte do território de Judá, o exército assírio cercou Jerusalém. As crônicas de Senaqueribe dizem que “ele enjaulou Ezequias em Jerusalém como uma ave numa gaiola”. De fato, Ezequias ficou encurralado em Jerusalém; ele até tentou convencer Senaqueribe a desistir de invadir Jerusalém lhe oferecendo um tributo muito grande. Para pagar o tributo a Senaqueribe, Ezequias usou os tesouros do Templo e do palácio em Jerusalém (2Reis 18:14-16).

Mas Senaqueribe, através de seu enviado Rabsaqué, afrontou a Ezequias e ao Senhor. Ele enviou cartas atrevidas e ameaçadoras ao rei Ezequias (2Cr.32:17); a mensagem exigia a rendição incondicional de Jerusalém; ele afirmou que assim como os deuses das cidades que ele havia conquistado não puderam impedi-lo, o Deus de Israel também não poderia impedir que ele tomasse Jerusalém (2Reis 18:19-37; Isaías 36:4-22).

“Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei da Assíria. Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar. Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no SENHOR, dizendo: Infalivelmente, nos livrará o SENHOR, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não deis ouvidos a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria: Aliai-vos comigo e saí a mim, e coma cada um da sua vide e da sua figueira e beba cada um da água da sua cisterna, até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas. Não vos engane Ezequias, dizendo: O SENHOR nos livrará. Porventura, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Porventura, livraram eles a Samaria das minhas mãos? Quais são eles, dentre todos os deuses desses países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o SENHOR livrasse a Jerusalém das minhas mãos? Mas eles calaram-se e não lhe responderam palavra, porque havia mandado do rei, dizendo: Não lhe respondereis. Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o chanceler, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué” (Is.36:13-22).

Ezequias apresentou diante do Senhor as cartas ameaçadoras de Senaqueribe, e orou fervorosamente (Is.37:14-20). Ezequias confiou no Senhor e apresentou diante dEle em oração aquela situação tenebrosa, e clamou por Sua misericórdia. Assim está escrito:

“Recebendo, pois, Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à Casa do SENHOR; e Ezequias as estendeu perante o SENHOR. E orou Ezequias ao SENHOR, dizendo: Ó SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu és o Deus, tu somente, de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. Inclina, ó SENHOR, os ouvidos e ouve; abre, SENHOR, os olhos e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele mandou para afrontar o Deus vivo. Verdade é, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram todos os países e suas terras. E lançaram no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram. Agora, pois, ó SENHOR, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra conheçam que só tu és o SENHOR”.

Nesta oração Ezequias agradeceu a Deus e declarou Sua soberania sobre tudo e todos. Então o Senhor lhe respondeu através do profeta Isaías e prometeu livrar o Seu povo e julgar a Assíria (Isaías 37:21-38).

2. Deus conforta o rei Ezequias

A ofensiva Assíria, primeiro contra o Reino do Norte e depois contra o Reino do Sul, fez parte do julgamento de Deus por causa do pecado de seu povo. A Assíria foi um instrumento nas mãos de Deus para cumprir os Seus planos (cf. Is.10:5-11; 37:26-28). Entretanto, a Assíria ultrapassou a linha vermelha, ela foi além dos planos de Deus; arrogantemente, perseguiu o seu desejo por conquistas, confrontou o Deus Todo-Poderoso e zombou dEle; então, Deus enviou juízo severo sobre o rei da Assíria e seus exércitos (Is.37:29).

Senaqueribe acreditava que seu reinado crescera por causa de seus próprios esforços. Na verdade, o Senhor disse que este rei somente fora bem-sucedido por causa daquilo que Ele permitiu que fosse realizado. É arrogante pensar que somos os únicos responsáveis por nossas realizações. Deus, como Criador, governa as nações e as pessoas. É Ele quem está no controle de tudo. O próprio rei Nabucodonosor afirmou isto: “Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?” (Daniel 4:34,35).

O rei Ezequias orou de forma contrita e com humildade suplicando a misericórdia do Senhor, e o Senhor ouviu a sua oração a respeito do atrevimento de Senaqueribe, e mandou um recado ao rei por intermédio do profeta Isaías:

“Isaías lhes disse: Assim diz o Senhor: Não temas por causa das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria blasfemaram contra mim. Eis que meterei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para a sua terra; e nela eu o farei cair morto à espada” (Is.37:6,7).

Através do profeta Isaías, Deus anunciou a derrota do exército assírio; ele disse: “Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu até os meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz, e o meu freio, na sua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste” (Is.37:29). Esta foi uma explicita declaração da soberania de Deus contra os assírios, pois estes tinham por costume construir monumentos em que seus cativos eram representados presos com anzóis e argolas.

Senaqueribe, porém, desprezou a mensagem do profeta e blasfemou contra o Senhor; então, o Senhor puniu o rei da Assíria com forte mão; só precisou apenas de um anjo para desfazer o exército da arrogante Assíria. A Bíblia diz “que naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. Então, Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e foi; e voltou e ficou em Nínive” (2Reis 19:35,36).

Senaqueribe, humilhado, voltou para a sua terra, e, anos depois, foi morto por seus próprios filhos no santuário de seu falso deus Nisroque (2Reis 19:37). Aquele que ousa afrontar o Senhor Deus Todo-Poderoso é severamente castigado.

“Assim livrou o Senhor a Ezequias e aos moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos; e de todos os lados os guiou. E muitos traziam presentes a Jerusalém, ao Senhor, e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que, depois disso, foi exaltado perante os olhos de todas as nações” (2Cr.32:22,23).

CONCLUSÃO

O reinado de Ezequias foi muito diferente da maioria dos reis de Judá, pois ele foi temente ao Senhor e confiou nEle nos momentos mais difíceis de seu reinado. A Bíblia o descreve como um rei que teve um íntimo relacionamento com Deus.

Como um reformador, Ezequias estava mais preocupado com a obediência no presente. Judá estava cheia de lembranças visuais da falta de confiança do povo de Deus, e Ezequias corajosamente limpou a nação da idolatria. Altares, ídolos e templos pagãos foram destruídos. Até mesmo a serpente de bronze que Moisés havia feito no deserto não foi poupada porque esta havia parado de direcionar o povo a Deus e se tornado também um ídolo, chamado Neustã (2Reis 18:4).

Como vimos, o Templo em Jerusalém, cujas portas haviam sido lacradas pelo próprio pai de Ezequias, foi totalmente limpo e reaberto. A Páscoa foi restituída como um feriado nacional, e houve um reavivamento em Judá. No momento de maior aflição e da prova, como foi a ameaça do rei da Assíria, ele buscou o Senhor e confiou no seu livramento. A sua oração é um modelo para nós. Não devemos ter medo de nos aproximar do Senhor em oração, mas precisamos nos unir a Ele com respeito por quem Ele é e pelo que pode fazer em nosso benefício. Glórias sejam dadas a Ele, o Senhor dos exércitos.

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Fonte: Luciano de Paula Lourenço 

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