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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dez razões para ir à Escola Dominical



1. Por causa da enorme e crescente necessidade do genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus;

2. Porque a EBD é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus;


3. Porque os objetivos da EBD são os mesmo objetivos da Igreja e, se eles forem alcançados na vida dos alunos, tudo se transformará na vida da igreja local;


4. Porque a qualidade da EBD determina a qualidade e o nível espiritual da igreja local;


5. Porque é na EBD que homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças adquirem uma fé mais robusta e madura, e, assim, estarão prontos e mais aptos a desempenharem suas atividades na obra de Deus;

6. Porque a EBD desenvolve a espiritualidade e o caráter dos crentes;


7. Porque a EBD é um dos meios de evangelização que a igreja possui, ou seja, pode-se evangelizar na Escola e através dela. Além disso, é onde o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária;

8. Porque a EBD é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos;



9. Porque a EBD reúne a família: pais e filhos fortalecem o relacionamento, as crianças crescem na disciplina do Senhor e os casais aperfeiçoam a vida conjugal;

10. Porque a EBD é uma fonte de avivamento espiritual para a igreja, pois, onde a Palavra de Deus é ensinada e praticada, o avivamento acontece.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



De segunda a sexta-feira das 18:10 às 19:00, ouça o programa ASSEMBLÉIA DE DEUS EM AÇÃO. ACESSE:www.princesadasmatas.com
ESTA É UMA PROGRAMAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA -ALAGOAS

2ª Lição: A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

TEXTO ÁUREO

“Então os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida, porque a sua oração chegou até à sua santa habitação, aos céus” (2Cr 30.27).

- Depois que o templo foi purificado, os sacerdotes e o povo se santificaram e celebraram por 14 dias a festa da páscoa e dos pães asmos. Após a celebração, o povo saiu para as cidades de Judá e quebrou as imagens, cortou os aseras e derrubou os altos, destruindo toda a idolatria. As turmas de sacerdotes e levitas no templo, responsáveis pelo sacrifício e pela musica, foram novamente estabelecidas por Ezequias. Durante algum tempo, esses serviços haviam sido interrompidos. Foram restaurados e continuaram durante o reinado de Ezequias, mas novamente foram interrompidos no reinado do seu filho Manassés.

VERDADE PRÁTICA

Assim como hoje, a oração no Antigo Testamento era um canal permanente de comunicação entre Deus e o seu povo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1Rs 18.31-39

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Descrever a oração no Pentateuco, e nos livros Proféticos e Poéticos;

- Explicar o desenvolvimento da oração no Antigo Testamento, e

- Conscientizar-se de que a oração é o elo entre Deus e o homem.

PALAVRA-CHAVE

Antigo Testamento:- É a primeira das duas maiores divisões da Bíblia. Nela consta uma biblioteca de 39 livros canônicos.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

A Bíblia inteira exorta o crente a oração. Sem esse recurso valioso e indispensável à vitória contra o mal, é impossível ao crente e a igreja resistirem às investidas das heresias. No mundo antigo, o que caracterizava a existência de uma família era a existência de um lar; um compartimento da casa onde tinham acesso apenas os membros da família e onde havia um altar para culto aos antepassados – os deuses lares (Gn 31.30,34). A oração é um dever de todo cristão, quem o diz é o próprio Jesus com a parábola do juiz iníquo para ilustrar o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lc 18.1). A oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (Mt 6.5). Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes no dia, segundo as leis herdadas dos seus antepassados e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem. Apesar de tanto rigor e respeito às tradições herdadas, eles esqueceram que a oração é como uma via de mão dupla através da qual o crente, com seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro com as respostas – ‘Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes’ (Jr 33.3). Vivemos numa geração que não sabe mais orar. Quando lemos na Bíblia as orações dos grandes servos de Deus, ou quando lemos a biografia dos santos do passado, percebemos o quanto nos distanciamos do ensino bíblico. Não é por acaso que encontramos nas livrarias, prateleiras abarrotadas com diversos escritores ensinando uma visão incorreta da oração e da fé. Ensinam a exigir as bênçãos de Deus, a dar ordens de comando, a usar palavras mágicas para que as coisas aconteçam; para estes, orar é pensar positivamente. Na primeira lição, tivemos a oportunidade de estudar o sentido e o significado da oração. Prosseguindo com o nosso estudo, vamos focalizar mais alguns aspectos que caracterizam a oração genuinamente bíblica. Faremos isso, examinando a oração no Antigo Testamento, o qual apresenta o exemplo dos grandes patriarcas, homens de oração: Abraão, Jacó, Moisés, Davi e os profetas; falavam com Deus como se fala com um amigo, porque Deus, de fato, assim o é. Os Salmos são uma obra mestra de oração dos homens do Antigo Testamento e continuam a ser uma peça fundamental da oração da Igreja. Neles colocavam as suas necessidades e as suas esperanças, nomeadamente a vinda do Salvador, tão anelada e suplicada. Boa Aula!
(II. DESENVOLVIMENTO)

I. A ORAÇÃO NO PENTATEUCO

1. A oração durante o êxodo de Israel. A amargura da escravidão no Egito trouxe para Israel um aprofundamento no seu relacionamento com Deus. YAHWEH deu a si mesmo o nome pessoal: EU SOU O QUE SOU (de onde deriva o hebraico. YAHWEH), uma expressão hebraica que expressa ação. Deus estava efetivamente dizendo a Moisés: ‘Quero ser conhecido como o Deus que está presente e ativo’. Inerente no nome YAHWEH estava a promessa da presença viva do próprio Deus, dia após dia com o seu povo. Este nome expressa seu fiel amor e cuidado e seu desejo de redimir o seu povo e estar em comunhão com ele. Essa verdade corresponde à promessa fundamental do concerto: para te ser a ti por Deus (Gn 17.7; Sl 46). É digno de nota que quando Jesus Cristo nasceu, foi chamado Emanuel, que significa Deus conosco (Mt 1.23); Ele também chamava-se a si mesmo pelo nome Eu sou (Jo 8.58). Os israelitas tinham sido convidados para a terra de Gósen, no Egito, e posteriormente foram escravizados injustamente. Nesse período, oravam por libertação. Assim como Deus estava atento ao sofrimento do seu povo no Egito, Ele também conhece as aflições de todos os outros seus servos. Aos libertar seu povo escolhido, deu-lhes também todo o salário que nunca lhes foi pago, mas não deviam tomar nada à força. Deus faria surgir nos egípcios uma atitude favorável, de tal maneira que quando o povo de Israel pedisse prata, ouro e roupas, os egípcios lhes dariam com abundância. Assim, ao invés de se retirarem furtivamente do Egito, como escravos fugitivos, sairiam então triunfantemente, como um exército vitorioso conduzindo os frutos da vitória. Deus é aquele que está presente e ativo – EU SOU O QUE SOU - Ele ouve o clamor dos aflitos e dos oprimidos. Em tais ocasiões, os santos precisam clamar a Deus para que Ele intervenha com misericórdia em seu favor. Quer nossa opressão provenha das circunstâncias, das pessoas, de Satanás, do pecado, ou do mundo o consolo, graça e ajuda de Deus são plenamente suficientes para satisfazer todas as nossas necessidades (Rm 8.32). No tempo certo, Deus nos livrará (Gn 15.13).

2. A gratidão de Israel a Deus. Deus prometeu aos israelitas que ia lutar por eles, mas eles tinham a obrigação de avançar, pela fé, em direção ao mar. Deus luta em prol dos seus, à medida que estes andam pela fé e em obediência à sua Palavra (Ne 4.20; Sl 35.1). Na epopéia da fuga do Egito, na escuridão, a nuvem milagrosamente protegeu Israel, interpondo-se entre os egípcios e os israelitas. Ao mesmo tempo, a coluna de fogo da parte de Deus, projetava abundante luz sobre o caminho através do mar, de modo que os israelitas pudessem atravessá-lo (Ex 14.24). A travessia do mar Vermelho (Ex 13.18; 14.31), literalmente mar de Juncos (hb. Yam Suph), foi um ato milagroso diretamente da parte de Deus. Os escritores bíblicos posteriores citaram esse evento para relembrar ao povo de Deus a respeito do seu poder e grandeza (Js 24.6,7; Sl 106.7,8; Is 51.15; Jr 31.35; Na 1.3,4). O livramento de Israel através do mar Vermelho confirmou a promessa de Deus: O Senhor pelejará por vós (Ex 14.14). Vendo o pavoroso juízo que Deus executou contra o exército egípcio, o povo temeu ao Senhor; e, vendo o livramento milagroso da parte de Deus, creu no Senhor. Quando temos uma revelação autêntica da majestade de Deus e dos seus juízos contra o pecado, nós nos apegamos a Ele com fé e crescemos no seu temor. ‘Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR…’ (15.1). Este cântico celebrou a vitória de Deus no mar Vermelho contra o poder do Egito. É um hino de louvor e ações de graças a Deus por sua majestade, por seu poderio nas batalhas e pela sua fidelidade ao seu povo. O livramento dos israelitas das mãos dos egípcios prefigura e profetiza a vitória do povo de Deus sobre Satanás e o anticristo nos últimos dias; daí, um dos cânticos dos redimidos ser chamado o ‘cântico de Moisés’ (Ap 15.3).

3. O esquecimento e a ingratidão de Israel. Depois de apenas três dias de viagem (Nm 10.33), o povo começou a murmurar e a queixar-se porque as condições não eram excelentes. Quão rapidamente se esqueceram do livramento da escravidão do Egito e dos atos poderosos de Deus em seu favor! Não quiseram confiar em Deus e deixar com Ele sua vida e seu futuro. Atraíram assim, contra eles, a ira e o juízo divinos. Nós, como crentes do tempo da Graça, nunca devemos deixar de agradecer pela morte sacrificial de Cristo por nós, pela libertação do pecado e pela graciosa provisão divina de orientação e bênção em nossa vida. A conduta de Israel nos ensina acerca do perigo de haver o ‘vulgo’ em nosso meio (Nm 11.4). O termo ‘vulgo’ refere-se aos não-israelitas que se juntaram ao povo de Israel, no êxodo (Êx 12.38). Influenciaram Israel a rebelar-se contra Deus e a desejar os ilusórios prazeres do Egito. O povo queixou-se amargamente da maneira como Deus ia conduzindo os acontecimentos; eram quais crianças mimadas que choram para impor sua própria vontade (Nm 11.1,4-6). Deus deixou-os ter aquilo que queriam, mas ‘fez definhar a sua alma’ (Sl 106.15; cf. Sl 78.29-33). Assim, esse episódio configura uma solene advertência para quem insiste em andar na sua própria vontade e desejos, ao invés de humildemente submeter-se à vontade de Deus e de ser-lhe grato por sua providência. Rejeitar os caminhos de Deus para conosco equivale à incredulidade e à rebelião contra Ele; tal atitude leva ao seu julgamento (cf. Sl 78.17-22). Os israelitas foram alvos da graça de Deus no Êxodo. Foram libertos da escravidão, batizados (1Co 10.2), divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com Cristo (1Co 10.3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a Deus e foram destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e, portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida. Paulo argumenta que, assim como Deus não tolerou a idolatria, pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes da Nova Aliança. O terrível juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus como Israel (1Co 10.7-10), eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste prometida. Assim, a história do julgamento divino do povo de Deus no AT ficou gravada nas Escrituras para bem advertir os crentes do NT contra o pecado e o cair da graça.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A oração durante o êxodo de Israel pode ser dividida em: gratidão a Deus pela libertação da escravidão do Egito e ingratidão e esquecimento por deixar-se contaminar com outros povos.

II. A ORAÇÃO E OS PROFETAS

1. A oração como fator decisivo no ministério Profético. Os profetas foram pessoas que se levantaram em momentos de crise social. Eles surgem em grupos (1Sm 19.20; 1Rs 2.3); viviam em comunidades (2Rs 4.38-41); eram sustentados por esmolas e doações (2 Rs 4.8, 42); cantavam, soltavam gritos e lamentações (1Sm 10.6-9; Mq 1.8), chegavam até a cair por terra, prostrados ou desmaiados (1Sm 19.24; Dn 8.18, 27). Assim como hoje, houve uma classe de profetas profissionais, antropocêntricos, que só pensavam no crescimento do reino humano (Is 42.18-43.2; Jr 29.8,9). Só pregavam Deus apoiando o povo, não lhes importava a aliança, ou a justiça. Sua teologia era de apenas uma ponta, não levava em consideração toda realidade e história do povo. Não eram simplesmente indivíduos perceptivos no sentido político ou social. Eram pessoas que, pela revelação de Deus, tinham conhecimento da importância dos eventos e das necessidades do povo comum. Em seu trabalho eles falavam de acontecimentos futuros, de modo a advertir sobre as conseqüências dos atos presentes (ver Am 1.2), e no geral falavam contra a sociedade em que viviam. […] Havia muito mais profetas do que aqueles que conhecemos pelas profecias registradas ou eventos históricos ‘E falarei aos profetas e multiplicarei a visão; e, pelo ministério dos profetas, proporei símiles’ (Os 12.10). Ninguém poderia alegar ignorância como desculpa, Deus alertava seu povo através de profecias. O Senhor tinha uma acusação contra o povo, por isto os conclama a ouvir-lhe a queixa, e a justificar suas ações iníquas, caso o pudessem. Que direito tinham de rejeitar a seu Deus segundo o concerto, e desobedecer-lhe às leis? As acusações formais contra o povo são alistadas na perícope de Mq 6.9-16. Deus pergunta ao seu povo se Ele os decepcionou de alguma maneira. Seria sua culpa terem eles desobedecido à sua palavra? Deus negligenciara os seus, deixando de amá-los? A resposta é óbvia. Israel não tinha desculpa. Deus havia tratado o seu povo com bondade e paciência no decurso de sua história. Hoje, Deus poderia repetir as mesmas perguntas a todos quantos lhe viram as costas. Se nos tornarmos desleais a Ele e aos seus justos padrões, conformando-nos com o mundo, não será porque Deus nos tem sido infiel. Pelo contrário: será devido aos nossos próprios desejos egoístas e à nossa ingratidão para com a sua graça e amor. Miquéias oferece uma tríplice definição do modelo divino concernente à nossa fidelidade a Deus:

a. agir com justiça, sendo imparciais e honestos em nosso trato com o próximo (cf. Mt 7.12);

b. amar a misericórdia, demonstrando compaixão e misericórdia genuínas aos necessitados;

c. andar com o nosso Deus, humilhando-nos diante dEle todos os dias, com piedoso temor e reverência à sua vontade (cf. Tg 4.6-10; 1 Pe 5.5,6).

O povo de Deus diante dEle orava, adorava, cantava e louvava, mas seus corações não estavam em Deus, nem obedeciam à sua Palavra. Agiam como se a revelação de Deus e seus padrões de santidade não fossem obrigatórios. Ao invés de se deleitarem em Deus e na sua Palavra, levavam o seu tempo em formalidades e tradições religiosas ensinadas por seus dirigentes. Viviam egoisticamente e numa falsa segurança (cf. Jr 4.3,4; 24.7; 31.31-34). Em idêntica condição de perigo destruidor, estão certas igrejas hoje. O povo exalta e louva a Deus com os lábios, mas não lhe tem o mínimo de amor, nem aos seus santos ensinos. Terminado o culto, voltam aos prazeres do pecado e do mundo, para satisfação da carne (Mc 7.6,8). O resultado disso é cegueira e engano espirituais.

2. O profeta Elias. A coragem e a fé patentes em Elias não têm paralelo em toda a história da redenção. Seu desafio ao rei, sua repreensão a todo o Israel e seu confronto com os 450 profetas de Baal (1Rs 18.16- 22) foram embates que ele os enfrentou dispondo apenas das armas da oração e da fé em Deus. Vemos sua confiança em Deus na brevidade e simplicidade da sua oração (41 palavras em hebraico). O propósito de Elias no seu confronto com os profetas de Baal, e a oração que se seguiu, foi revelar a graça de Deus para com o seu povo. Elias queria que o povo se voltasse para Deus. Semelhantemente, João Batista, o ‘Elias’ do NT, tinha como alvo levar muitos a buscarem a Deus como preparação para o advento de Cristo. O Senhor milagrosamente produziu fogo para consumir o sacrifício de Elias (1Cr 21.26; 2Cr 7.1). Esse milagre vindicou Elias como profeta de Deus e comprovou que somente o Senhor de Israel era o Deus vivo, a quem deviam servir. De modo semelhante, o crente deve orar, com fé, pela manifestação divina em seu meio, mediante o Espírito Santo (1Co 12.4-11; 14.1-40).

3. O profeta Eliseu. ‘E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhes abra os olhos, para que veja.’ (2Rs 6.17). Com essa oração, o profeta Eliseu dá uma demonstração a seu moço do poder da oração. Como resposta à oração do profeta, Deus mostrou que existe um mundo espiritual invisível, que consiste nas hostes de anjos ministradores, que estão ativos na vida do povo de Deus (Gn 32.1,2; Sl 91.11; 34.7; Is 63.9). Desse ocorrido podemos assimilar vários princípios:

a. Não somente Deus está a favor do seu povo (Rm 8.31), como também exércitos dos seus anjos estão disponíveis, prontos para defender o crente e o reino de Deus (Sl 34.7);

b. Todos os que crêem na Bíblia devem orar continuamente para Deus livrá-los da cegueira espiritual e abrir os olhos dos seus corações para verem mais claramente a realidade espiritual do reino de Deus (Lc 24.31; Ef 1.18-21) e suas hostes celestiais (Hb 1.14);

c. Os espíritos ministradores de Deus não estão distantes mas, sim, bem perto (Gn 32.1,2), observando os atos e a fé dos filhos de Deus e agindo em favor deles (At 7.55-60; 1 Co 4.9; Ef 3.10; 1 Tm 5.21);

d. A verdadeira batalha no reino de Deus não é contra a carne e o sangue. É uma batalha espiritual ‘contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais’ (Ef 6.12; Ap 12.7-9; Ef 6.11);

e. Há um relacionamento de causa e efeito nas batalhas espirituais; o resultado das batalhas espirituais é determinado parcialmente pela fé e oração dos santos (2Rs 6.16-20; Ef 6.18,19; Mt 9.38).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As vidas dos profetas Elias e Eliseu confirmam a oração como elo entre os profetas do AT e Deus

III. OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO

1. Jó. Não se sabe exatamente em que época viveu e escreveu o autor de Jó, mas o hebraico clássico do prólogo o situa numa data posterior a 1500 a.C. O prólogo descreve a submissão de Jó à vontade divina em meio ao sofrimento. Ali, Jó aparece como um homem bom que confia na bondade do seu Deus. Como pai piedoso, Jó tinha muito zelo pelo bem-estar espiritual de seus filhos. Vivia atento à conduta e modo de vida deles, orando a Deus para que os protegesse do mal e que experimentassem da parte de Deus a salvação e suas bênçãos. Jó exemplifica o pai de coração voltado para os filhos, dedicando-lhes tempo e atenção necessários para mantê-los afastados do pecado

2. Salmos. O nome ‘Salmos’ significa ‘cânticos’ e é proveniente da Septuaginta, a antiga tradução do AT. O NT usa esse nome nas passagens de Lc 20.42; 24.44; At 1.20. A palavra hebraica correspondente, mizmor, ocorre com freqüência nos salmos e significa um cântico vocal ou instrumental. O pai da Reforma Martinho Lutero, denominou o Livro de Salmos de ‘uma pequena Bíblia e o resumo do Antigo Testamento’. E, por mais breves que devamos ser, não podemos omitir o nome de Davi. Se a sua história é marcada por uma vida de oração, as profundas experiências que teve com o Senhor, a quem ele amava de todo o coração, estão relatadas de forma belíssima e imensamente inspirativa nos Salmos. Através dos séculos, o livro dos Salmos tem sido fonte de inspiração pessoal e de fortalecimento espiritual. Enquanto os crentes lidam com as adversidades da vida, muitas vezes ficam frustradas por não serem capazes de expressar adequadamente suas dores emocionais ou angustia mental. Salmos com suas orações penitentes, gritos de dor, expressam habilmente os nossos anseios mais profundos.

3. A experiência de Asafe. Asafe, líder de um dos coros levíticos do Templo nos dias de Davi (1Cr 25.1). Ele reuniu os Sl 73 a 83, mas pode não ter escrito todos eles. Ao escrever o inquietante Salmo 73, Asafe explicou que, até entrar no santuário de Deus, não podia entender a justiça que permitia que o ímpio prosperasse, enquanto o justo suportava o sofrimento. Embora Deus seja soberano e justo, os ímpios geralmente prosperam (vv. 3-12), enquanto quem serve a Deus parece sofrer mais (vv. 13,14). O salmista ficou desanimado ao comparar as suas aflições com a evidente prosperidade e felicidade de muitos ímpios. Porém, Deus restaura a confiança do salmista nEle e nos seus caminhos, ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos. Deus revela ao salmista o destino final dos ímpios. Isso coloca seu problema na perspectiva tanto da eternidade como da suprema bem-aventurança do crente. No final, todos os justos serão felizes e vitoriosos com Deus, ao passo que os ímpios perecerão. Levando em conta a breve duração da nossa vida, se avaliarmos as coisas daqui, tão somente da nossa perspectiva limitada, terrena e humana, é bem possível ficarmos desanimados e frustrados. Precisamos ter a Palavra revelada de Deus e seu Espírito Santo, para completarmos a jornada da vida com fé e confiança na bondade e justiça de Deus. Nesta vida, com tantos problemas, nosso supremo bem é a comunhão íntima com Deus através da oração. Não importa que o ímpio prospere; nossa riqueza, tesouro e vida é o próprio Deus sempre conosco, guiando-nos por sua Palavra e seu Espírito, sustentando-nos pelo seu poder e depois nos recebendo na glória celestial. No dizer do apóstolo Paulo: ‘Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho’ (Fp 1.21) deve ser nosso lema face aos cuidados da vida. Esta atitude leva ao triunfo da fé.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Os livros poéticos de Jó e Salmos mostram o valor da oração e o relacionamento pessoal de Deus com o seu povo respectivamente.

(III. CONCLUSÃO)

Continuando com a nossa atenção voltada para os registros do Antigo Testamento, verificamos que a riqueza de ensinamentos sobre a oração é incontável, destacando-se este ponto: os grandes servos do Senhor, homens e mulheres que, com inteireza de coração amaram a Deus e O serviram, eram pessoas de oração e, por meio dela, tiveram marcantes experiências com Deus. ‘Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz; porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá , nem se esquecerá do pacto que jurou a teus pais.’ (Dt 4.29-31). Que maior incentivo poderíamos receber, senão este? Somos conclamados a buscar ao Senhor. Para isso, recebemos a orientação de como fazê-lo: buscar de todo o coração e de toda a alma. Porém, além de ser uma orientação, esta é também uma condição, reiterada por Deus mesmo que usa o profeta Jeremias para novamente dizer isso ao povo: ‘Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.’ (Jr 29.12,13). Assim fazendo, temos a certeza de que acharemos o Senhor e de que ouviremos a sua voz, porque o nosso Deus é misericordioso e não nos desamparará, diz a Palavra.

APLICAÇÃO PESSOAL

Muitos crentes têm sido ensinados de uma maneira equivocada de que Deus nos dá um cheque em branco e, tudo o que pedirmos, Ele se obriga a conceder. Acreditam que Deus atende as orações de todos independentemente da vida do que suplica e da vontade de Deus. Basta pedir com fé e confessar positivamente, e a pessoa recebe a bênção. Baseados no ensino geral das Escrituras, e lendo a biografia dos grandes homens de Deus do passado, entendemos que precisamos preencher alguns requisitos para que nossas orações sejam ouvidas pelo Senhor:

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS
RUA FREDERICO MAIA, 49, CENTRO
VIÇOSA ALAGOAS
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
PASTOR: DONIZETE INÁCIO DE MELO
SUPERINTENDENTE: PB. EFIGÊNIO HORTÊNCIO DE OLIVEIRA

- A oração aceita por Deus é aquela em que entramos em sua presença profundamente tomada pelo senso da nossa indignidade e incapacidade;

- Consciência de que não se pode agradar a Deus sem fé, sem confiar nEle (Hb 11.6);

- Alguns acreditam que o nome de Jesus é apenas uma fórmula para que nossas orações sejam atendidas Precisamos entender o que isso realmente significa: orar em nome de Jesus é – em obediência ao Seu mandamento e na confiança de Suas promessas – suplicar por misericórdia por Sua causa, não pela mera menção do Seu nome, mas para derivarmos de Cristo e Sua mediação o encorajamento para orar e a nossa ousadia, força e esperança de aceitação em oração.

John Bunyan descreveu a oração como sendo ‘derramar de modo sincero, consciente e afetuoso o coração ou alma diante de Deus, por meio de Cristo, no poder e ajuda do Espírito Santo, buscando as coisas que Deus prometeu, ou que são conforme a Sua Palavra, para o bem da igreja, com submissão, em fé, à vontade de Deus’.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS
RUA FREDERICO MAIA, 49 , CENTRO
VIÇOSA - ALAGOAS
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
PASTOR: DONIZETE INÁCIO DE MELO
SUPERINTENDENTE:Pb. EFIGÊNIO HORTÊNCIO DE OLIVEIRA


Neste trimestre estudaremos a respeito da oração, um assunto extremamente importante e necessário para a igreja e a saúde espiritual de todo cristão. Há quem diga que a relevância que o oxigênio tem para o corpo é a mesma que a oração tem para a alma. As lições serão: 1) o que é oração; 2) a oração no Antigo Testamento; 3) a oração sábia; 4) a oração em o Novo Testamento; 5) orando como Jesus ensinou; 6) importância da oração na vida do crente; 7) oração da igreja e o trabalho do Espírito Santo; a oração sacerdotal de Jesus Cristo; 9) a oração e a vontade de Deus; 10) o ministério da intercessão; 11) a oração que conduz ao perdão; 12) quando o crente não oração e 13) se o meu povo orar. Nesta primeira lição, abordaremos os sentidos bíblico-teológicos da oração.

1. SENTIDOS DA ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
O termo “oração” tem diferentes palavras no Antigo Testamento. Palal é um verbo encontrado em oitenta contextos com o significador predominantes de “orar”. As ocorrências desse verbo dizem respeito às orações que são oferecidas a Deus (Gn. 20.17; Nm. 11.2; Dt. 9.26; I Sm. 1.10; I Rs. 8.28; II Rs. 6.17; II Cr. 6.19; Ne. 2.4; Sl. 5.2; Is. 37.15; Jr. 29.12; Jn. 2.1). Essa palavra também é usada para referir-se ao ato de interceder a Deus (Jr. 7.16; 11.14; 14.11) e como um ato de confissão (Ed. 10.1; Ne. 1.4; Dn. 9.4,20). Outra palavra em hebraico para oração é tephilah, um substantivo derivado de palal, que se encontra em II Sm. 7.27; I Rs. 8.28; Sl. 42.8; Jn. 2.7. Tephilal também ocorre no sentido da oração intercessória em Is. 37.4; Dn. 9.3 e também diz respeito ao templo, enquanto Casa de Oração, em Is. 56.7. O verbo selah, em aramaico, é encontrado em dois lugares: Ed. 6.10; Dn. 6.10, no sentido de oração. O verbo paga apresenta o sentido de “encontro”, ressaltando esse aspecto da oração em Jó. 21.15. Atar é um verbo encontrado em Gn. 25.21; Ex. 8.8 com o significado de “interceder”. Shaal, encontrado aproximadamente 170 vezes no Antigo Testamento, tem como significado primário o ato de “pedir” (Sl. 122.6). Halah é uma palavra com sentidos variados, dentre eles destacamos: a petição (Zc. 7.2; 8.21,22).
2. SENTIDOS DA ORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento também existem palavras distintas para o sentido de oração. Proseuchomai é uma das mais comuns para explicitar o ato de orar ou de oferecer oração. Algumas referências gerais à oração com esse termo se encontram em Mt. 24.20; Mc. 11.24; Lc. 1.10; At. 9.11; 22.17; I Co. 11.4; 14.13. Há passagens em que esse termo é usado em relação à postura da oração (Mt. 6.5; I Tm. 2.8) e para exortar à oração (Mc. 13.18; Ef. 6.18; I Ts. 5.17; Jd. 20), inclusive por aqueles que perseguem os seguidores de Jesus (Mt. 5.44; Lc. 6.28). As ocorrências de proseuchomai aludem à oração por direcionamento (At. 1.24), cura de enfermidade (Tg. 5.13), intercessória (Rm. 8.26; Fp. 1.9; Cl. 1.3,9; 4.3; II Ts. 1.11; 3.1; Hb. 13.8). A oração também deva ser ato de comissão para o ministério, incluindo a imposição de mãos (At. 6.6; 8.15; 15.3; 14.23). Esse termo também é usado por Jesus para reprovar a oração hipócrita em Mt. 23.24; Mc. 12.40; Lc. 20.47. O verbo euchomai ocorre no grego do Novo Testamento com o sentido de orar, desejar, interceder (At. 27.29; II Co. 13.7,9; Tg. 5.16; III Jô. 2). Os termos para suplicar é deomai, geralmente relacionado ao ato intercessório (Mt. 9.38; Lc. 10.2; 21.36; 22.32; At. 4.31; 8.22,24; 10,2; I Ts. 3.10) e deesis, especificamente ao ato da súplica em Ef. 6.18; Fp. 4.6; I Tm. 2.1; 5.5; Tg. 5.6; Hb. 5.7. A relação entre oração e adoração também é explicitada através do substantivo deesis em Lc. 2.37 e à oração ouvida e recebida por Deus em Lc. 1.13; I Pe. 3.12.

3. SENTIDOS DA ORAÇÃO NA TEOLOGIA BÍBLICA
A oração baseia-se na convicção de que o Pai Celeste, que tem providencial cuidados sobre nós (Mt. 6.26,30; 10.29,30), que é cheio de misericórdia (Tg. 5.11), ouvirá e responderá às petições dos seus filhos da maneira e no tempo que Ele julgue melhor. A oração deve, então, ser feita com toda a confiança (Fp. 4.6), embora Deus saiba de tudo aquilo que necessitamos, antes de lhe pedirmos (Mt. 6.8,32). A resposta do Senhor pode ser demorada (Lc. 11.5-10), importuna (Lc. 18.1-8) e repetida (Mt. 26.44), e a resposta pode não ser o que pedimos (II Co. 12.7-9), mas o cristão pode descarregar sua ansiedade em Deus, sabendo que nEle podemos descansar (Fp. 4.6,7). As posições na oração, de acordo com a Bíblia, são as mais diversas: em pé (I Sm. 1.20,26; Lc. 18.11), de joelhos (Dn. 6.10; Lc. 22.41), curvando a cabeça e inclinando-a à terra (Ex. 12.27; 34.8), prostrado (Nm. 16.22; Mt. 26.39), com as mãos estendidas (Ed. 9.5) ou erguidas (Sl. 28.2; I Tm. 2.8). Sobre o lugar, o templo é reconhecido, prioritariamente, como “Casa de Oração” (Lc. 18.10), mas os fieis sempre oraram em lugares diversos, de acordo com a necessidade: dentro de um grande peixe (Jn. 2.1), sobre os montes (I Rs. 18.42; Mt. 14.23), no terraço da casa (At. 10.9), em um quarto interior (Mt. 6.6), na prisão (At. 16.25), na praia (At. 21.5). O lugar e a posição corporal não são dogmáticos em relação à oração, o mais importante, conforme ressaltou o Senhor, em Jo. 4.24, é a disposição espiritual, a fim de não incorrer na hipocrisia dos fariseus (Mt. 6.5).

CONCLUSÃO
Esperamos que o Senhor nos guie ao longo dos estudos sobre a oração neste trimestre. Dispomos de muitos recursos bíblico-teológicos sobre esse assunto que serão úteis à igreja do Senhor. O desafio, porém, é não apenas aprofundar o tema da oração, conhecer exaustivamente sobre o assunto (que tem sua devida importância), mas que sejamos cada vez mais despertados a buscar o Senhor em oração. Que neste trimestre aprendamos bastante sobre a oração, mas, principalmente, que venhamos a orar mais. Assim, “quando a noite chegar, e o mal me cercar, quero estar em constante oração” (HC 296

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

13ª Lição: A Missão Profética da Igreja

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Rua Frederico Maia, 49, Centro
Viçosa - Alagoas
Escola Bíblica Dominical
Pastor: Donizete inácio de Melo
Superintedente; pb. Efigênio Hortencio de Oliveira

TEXTO ÁUREO = “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9).

VERDADE PRATICA = Na adoração, a igreja dirige-se a Deus: no discipulado, dirige-se aos convertidos; na proclamação profética-se ao mundo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Atos 3.18-26

INTRODUÇÃO

A MISSÃO DA IGREJA NO MUNDO = João 20.21

“Missão” vem de uma palavra latina que significa “enviar”. Jesus ordenou aos seus primeiros discípulos, como representantes daqueles que os seguiriam — “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” Jo 20.21; cf. 17.18). Essa missão é ainda válida: a Igreja universal, incluindo cada igreja local e cada cristão, é enviada ao mundo para cumprir uma tarefa especifica.

A tarefa dada à Igreja tem duas partes.

Primeiro e fundamentalmente, é obra de testemunho perante todo o mundo, fazendo discípulos e plantando igrejas (Mt 24.14; 28.1 9-20; Mc 13.10; Lc 24,47-48). A Igreja proclama Jesus Cristo por toda parte, como Deus encarnado, Senhor e Salvador, e anuncia o convite de Deus aos pecadores para que entrem na vida, voltando-se para Custo por meio do arrependimento e da fé (Mt 22.110; At 17,30). O ministério de Paulo como plantador de igrejas e evangelista por todo o mundo, tanto quanto possível, é um modelo para se levar adiante essa tarefa primária ( Rm 1.14; 15.17-29; I Co 9.19-23; CL 1.28-29).

Em segundo lugar, todos os cristãos são chamados para realizar obras de misericórdia e compaixão. Confiando no mandamento de Deus para amar ao próximo, os cristãos devem responder com generosidade e compaixão a todas as formas de necessidades humanas (Mt 25.34-40; LC 10.25-37; Rm 12.20-21). Jesus curou doentes, alimentou famintos e ensinou a ignorantes ( Mt 15.32; 20.34; Mc 1.41; 10.1), e os que são novas criaturas em Cristo devem pôr em prática a mesma compaixão. Ao agirem assim, darão credibilidade ao evangelho que pregam a respeito de um Salvador cujo amor transforma pecadores naqueles que amam a Deus e ao próximo (Mt 5.16; Cf. 1 Pe 2.1 1-12).

Embora Jesus tenha previsto a missão aos gentios (Mt 24.14; Jo 10.16; 12.32), seu um ministério terreno foi dirigido às “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15.24). Paulo, o apóstolo aos gentios, sempre ia primeiro aos judeus, quando pregava (At 13.42-48; 14.1; 17.1-4,10; 16.4-7,19). Porque o direito dos judeus em ouvir primeiro o evangelho era determinação divina (At 3.26; 13.46; Rm 1.16), é importante para os cristãos continuarem testemunhando aos judeus. Como Paulo disse, foi de Israel, segundo a carne, que Cristo veio para ser o Salvador do mundo (Rm 9.5).

1. A PROCLAMAÇÃO PROFÉTICA DA IGREJA PRIMITIVA

A Leitura Bíblica em Classe nos mostra que a pregação do Reino de Deus tinha um sentido profético e missionário na vida da igreja primitiva. Um dos termos originais usado no Novo Testamento para descrever a proclamação da igreja é kerygma, traduzido por “pregação” (Rm 16.25; 1 Co 1.21; 2 Tm 4.1 7; Tt 1 .3), e “proclamação” (Lc 4.18; 1 Ts 2.9—ARA).

1. Demonstrada na revelação do mistério da vontade de Deus. As Sagradas Escrituras descrevem a proclamação das boas- novas e o seu conteúdo doutrinário como a revelação do “mistério que desde os tempos eternos esteve oculto em Deus” (Rm 16.25; 1 Co 2.7; Ef 1.9; 3.3,4,9; 5.32; 6.1 9).

Esse mistério não é descrito apenas como uma mensagem (Rm 1 6.2 5; Ef3.3; 6.19), mas como o Verbo encarnado (Cl 1 .26-28; 2.2,3; 4.3). Este revelou a Deus ( Jo 1.18; 8.16; 10.30), a vontade divina (Mt 7.21; jo 4.34) e a Palavra de Deus ( Jo 14; 24 = 17:6 = 14: 17)

a) O mistério revelado à Igreja. Segundo o Novo Testamento, o mistério foi revelado à Igreja para a glória dos santos (1 Co 2.7; CT 1 .26,27); como está escrito: “descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito” (Ef 1 .9). O mistério revelado da salvação em Cristo deve ser anunciado a todos os homens (Ef 3.9; 6.1 9; CI 4.3; 2.2).

b) O mistério desvendado em Cristo. Deus havia planejado a Igreja antes da fundação do mundo e a sua concretização haveria de acontecer na história da humanidade. Todo o plano de restauração e salvação que estava oculto cumpriu-se em Jesus Cristo (Ef 1 .9,10; Cl 1.27; 2.2) “na plenitude dos tempos” (Cl 4.4; Ef 1.10), quando Deus enviou seu Filho para salvar o homem (Lc 1 9.1 0), e despojar a Satanás e seus anjos, triunfando sobre eles (Cl 2.15; 1 Jo 3.5,8).

Este é o “mistério da piedade” que inclui os fatos da encarnação, morte, ressurreição e triunfo glorioso de Jesus Cristo (1 Tm 3.16).

2. Revelada na missão de anunciar o reino de Deus. Os Evangelhos são enfáticos quanto à mensagem de Cristo e dos seus discípulos no sentido de proclamar o Reino de Deus a todas as gentes (Mt 3.1,2; Mcl .14,15; Lc 18.16,17). A centralidade da mensagem está no Reino de Deus o foco principal da proclamação da Igreja em seus primórdios (At 1.3; 8.12; 14.22; 19.8; 20.25;

28.23,3 1). Quando se diz “é chegado o Reino (Mt 4.17), o sentido é profético, referindo-se tanto à presença do Reino no presente quanto no futuro. A atual manifestação do Reino de Deus implica salvação do poder do pecado, mas quanto ao futuro, a libertação da presença do pecado (1 Co 1 5.20-25,42-57).

II. DIMENSÕES DA MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA

1. A Grande Comissão (Mt 28.18-20). A missão profética da Igreja está implícita na Grande Comissão que lhe foi outorgada por Cristo. Vários textos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos falam da abrangência ilimitada da missão profética da Igreja (Mt 28.1 8-20; Mc 16.1 5-20; Lc 24.46,47; At 1 .8).

Essa missão profética de pregar o evangelho tem seu alicerce na autoridade de Jesus. E função da Igreja proclamar a todos que se arrependam, para que sejam perdoados os seus pecados (Mc 1 .14), e possam ingressar no Reino de Deus.

2. O novo pacto de Deus (Ex 19.1,2; Ef 3.2-5). Da semente de Abraão, Deus suscitou Israel e fez um pacto com esse povo para ser o seu representante na Terra. Israel recebeu de Deus uma missão profética, mas falhou. Então, o Todo-Poderoso elegeu um novo povo constituído de judeus e gentios, estabelecendo através de seu Filho Jesus um novo pacto. Deste modo, as promessas de Deus a Abraão cumprem- se na Igreja (Ef 3.10,11; Hb 8.6).

III. A MENSAGEM PROFÉTICA DA IGREJA (AT 3.18-26)

1. Arrependimento (At 2.38; 3.19; 17.30). O arrependimento requer uma mudança completa na vida de rebelião e pecado do homem contra Deus, para uma nova vida de fé e obediencia ao Senhor Jesus ordenou que em seu nome se pregasse o arrependimento a todas as nações ‘ (Lc 24.47). A mensagem de João Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.1 7) e dos apóstolos (At 2.38) uma veemente chamada ao arrependimento: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1 .1 5). Uma igreja morna perde sua função profética e não prega o arrependimento dos pecados. Todavia, a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.1 5). não se associa ao mundo inconverso e perdido; ao contrário, conclama a todos que se arrependam e se convertam, para que sejam perdoados de seus pecados (At 3.19).

2. A segunda vinda de Cristo (vv.20,21; 1 Ts4.13-18). A pregação do evangelho pelos apóstolos anunciava o retorno triunfante de Cristo à Terra, como cumprimento da palavra profética anunciada pelos santos profetas do Antigo Testamento. A missão profética da Igreja, portanto, inclui a proclamação do retorno triunfante de Cristo como juiz dos vivos e dos mortos (At 1 0.42; 1 7.31), não apenas dos cristãos, mas também dos pecadores.

IV. A IGREJA E SUAS PRIORIDADES

LEITURA = JOÃO 4.21-24

Neste primeiro trimestre do ano, estudaremos uma série de lições voltadas para o novo convertido, visando equipar a Igreja para que torne mais frutífero o seu trabalho na área da integração e do discipulado. Faz parte da estratégia da Comissão da Década da Colheita estudar, agora, o tema, já que nesta época cada igreja local formula seus planos de ação para o ano, e os crentes individualmente renovam os votos de dedicação ao Senhor. Neste primeiro domingo, para situar o assunto, vamos estudar sobre quais são as prioridades absolutas da Igreja.

V. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA ADORAR A DEUS

1. A visão bíblica da adoração. Segundo definição da Bíblia de Estudo Pentecostal, “a adoração se constitui de ações e atitudes que reverenciam e honram a dignidade do grande Deus do céu e da terra. Ela exige uma entrega de fé ao Todo- poderoso e um reconhecimento de que ele é Deus e Senhor”. Essa entrega, no Antigo Testamento, era representada através dos sacrifícios instituídos no Pentateuco, pelos quais o ofertante reconhecia os pecados e se submetia plena e voluntariamente à soberania divina. Mesmo antes das normas dadas por Deus através de Moisés, regularizando o culto divino do povo de Israel, os patriarcas tinham como prática a oferta de holocaustos como testemunho de sua adoração. Ver Gn 12.7,8; 13.4,18; 26.25; 33.20.

No Novo Testamento, a adoração é oferecida mediante o eterno e perfeito sacrifício de Jesus Cristo, que substituiu para sempre o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento e outorgou ao homem o direito de chegar, com ousadia e liberdade, à presença de Deus. Confira Hb 10.19-23. Segundo Romanos 12.1, adoração é a entrega pessoal e incondicional de todo o ser “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Isto implica em que cada ato praticado, mesmo os considerados mais simples, sob a nova aliança, deve trazer em si o propósito de reconhecer e honrar a Deus como o Senhor soberano sobre todas as coisas.

No encontro entre Jesus e a mulher samaritana (Jo 4.20-24), ele definiu a adoração como algo que deve ser feito em “espírito e em verdade”.

“Em espírito”, porque não depende mais de elementos litúrgicos externos que visibilizem o propósito do ofertante. É algo do coração, para ser recebido por Deus, e não visto pelos homens. Não é, portanto, a aparência que determina o valor da adoração. É o conteúdo. “Em verdade”, porque deve ser fruto da sinceridade do pecador que, contrito, reconhece a sua total dependência de Deus, mediante a obra vicária de Cristo na cruz.

Leia Lucas 18.9-14 e descubra, ali, o contraste entre a hipocrisia do fariseu, com a exterioridade de sua adoração, e a sinceridade do publicano, que, humilhado, mas sem qualquer formalismo exterior, dependia unicamente da misericórdia de Deus. Quem foi abençoado?

2. O povo de Israel chamado à adoração. O pacto de Deus com Israel tinha como selo a adoração ao seu nome. A chamada de Deus a Moisés, do meio da sarça, no Monte Sinai, deixa implícita esta verdade.

Em Êxodo 3.12 o Senhor estabelece como sinal do cumprimento de sua promessa de libertação o fato que os israelitas o serviriam no mesmo lugar onde havia chamado Moisés. Servir, aqui, é plena adoração.

Em Êxodo 3.18, ao orientá-lo sobre como dirigir-se a Faraó, ordena que diga: “Deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus”. Sacrificar, aqui, é também plena adoração. Posteriormente, quando Moisés e Arão se apresentam ao monarca, afirmam: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto”. Celebrar uma festa, aqui, é mais uma vez plena adoração. A instituição da primeira páscoa, como símbolo da saída do Egito, teve também o mesmo propósito. Ver Ex 12.14,25.

Um estudo pormenorizado das leis estabelecidas para governar o povo de Israel revelará que o fim último das determinações ali explícitas era o reconhecimento da grandeza, sabedoria e soberania de Deus no governo do mundo. No entanto, só a construção do tabernáculo, e mais tarde do templo, propiciou a formalização da prática regular das festas e rituais previstos para a adoração pública. Ver Lv. 1-7; 23.4-43.

3. A Igreja chamada à adoração. Com a rejeição de Israel ao plano divino, a Igreja deu continuidade ao propósito de Deus. Portanto, uma de suas finalidades é a adoração ao Senhor. Todos os seus atos, diretos ou indiretos, visam reconhecer o governo de Deus sobre ela, através de Jesus Cristo, buscando, em primeiro lugar, a perseverança na comunhão íntima e pessoal com o Altíssimo.

Ver 1 Pe 2.5. Compare, ainda, com Efésios 2.21,22 e veja que a Igreja é “a morada de Deus no Espírito”, o que implica em estar plena de sua presença em glória, majestade e poder, manifestando perfeita sintonia entre o Pai e seus adoradores. Confira Jo 4.23.

VI. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA A COMUNHÃO FRATERNAL

1. O significado da comunhão. A Igreja foi, também, estabelecida para o exercício da comunhão fraternal entre os crentes. Comunhão é uma palavra grega (koinonia) que tem a ver com o relacionamento espiritual, pessoal e social entre os que compõem a comunidade eclesiástica.

Compare 2 Co 13.13; Fp 2.1,2. E muito mais do que simplesmente cumprimentar o irmão e desejar-lhe felicidades. E um intenso compartilhamento de tudo quanto se relaciona à vida cristã. E palmilhar, lado alado, a carreira para a qual os crentes foram chamados. E, no dizer de Paulo, alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram. Ver Rm 12.15. E, sob outro prisma, levar as cargas uns dos outros. Confira GI 6.2.

A igreja primitiva levou a comunhão tão a sério que todos tinham tudo em comum, de modo que não havia nela nenhum necessitado, At 4.32-34. Este é o verdadeiro sentido da comunhão bíblica, que expressa não só mutualidade de sentimentos, mas também compartilha uns com os outros nas suas necessidades. Ver Rm 12.13.

2. A busca da comunhão. Buscar a comunhão com os demais crentes é uma condição básica para o êxito espiritual de cada crente. O salmo 133 expressa essa necessidade e os resultados daí recorrentes: unção, bênção e vida para sempre. A mesma ênfase aparece na oração sacerdotal (Jo 17.20-23).

3. O exercício da comunhão. A comunhão pode ser exercitada no amor ao irmão mais fraco, que depende de ajuda para manter-se de pé (Rm 14.1,13), no companheirismo que honra o próximo ao invés de si mesmo (Rm 12.10), na solidariedade que assiste o irmão necessitado (GI 6.10), na prática da justiça que não toma para si o que é de outrem (Tg 5.4), no uso da misericórdia que aplaca o juízo (Tg 2.13), no cuidado para com os que sofrem (Rm 12.15), na ausência de inveja quanto aos companheiros que galgam patamares mais altos na jornada (Tg 3.14- 16) e na semeadura da paz que elimina os facciosismos e promove a unidade entre todos.

VII. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA A EVANGELIZAÇAO

1. O lugar da evangelização. É comum colocar-se a evangelização como a prioridade número um da Igreja. Em certo sentido, não deixa de estar correto, pois em relação ao mundo esta é a sua principal tarefa. No entanto, neste comentário ela não foi colocada em terceiro lugar por acaso. Há uma razão. É que a evangelização só terá êxito, se os crentes estiverem bem ajustados quanto aos pontos anteriores. Em João 17.23 esta seqüência aparece de maneira clara: “Eu neles, e tu em mim” (comunhão com Deus); “Para que eles sejam perfeitos em unidade” (comunhão uns com os outros), e “para que o mundo conheça que tu me enviaste” (evangelização de resultados).

Uma igreja que não adora a Deus e onde não se exercita a comunhão uns com os outros não terá o brilho da verdadeira luz que atrai os pecadores. Ver Mt 5.14-16. Antes de sair ao mundo para pregar, a Igreja precisa desenvolver seu relacionamento com Deus e a comunhão entre os membros que a compõem. Isto, por si só, bastará para que ela seja afogueada em seu desejo de ganhar as almas.

2. A ordenança da evangelização. A evangelização é uma ordenança bíblica dada por Jesus à sua Igreja. Ver Mc 16.15. Compare com Mateus 28.19 e At 1.8. Deixar de evangelizar é o mesmo que passar ao largo, enquanto pessoas estão morrendo, abandonadas sob os escombros de um incêndio. Imagine a cena e sinta o quão dura ela é. Esta é, todavia, a exata situação de muitas igrejas que estão encasteladas em sua opulência, enquanto à sua volta muitos resvalam para o abismo do fogo eterno.

Uma igreja assim não merece este título e precisa o quanto antes arrepender-se para não ser achada em falta e sofrer o juízo divino. Confira Ap 3.14-18.

3. O imperativo da evangelização. A evangelização é um imperativo porque este é o meio pelo qual os pecadores podem arrepender-se e chegar ao conhecimento da verdade. Ver Jo 6.39,40. Lembre-se que você foi alcançado por ela e, portanto, deve dar continuidade ao processo para que outros sejam também alvos da mesma bênção. Proclamar o nome de Jesus Cristo significa oferecer a única possibilidade de salvação para o perdido. Compare com At 4.12. Se ele não tiver acesso a este nome que salva, estará irremediavelmente condenado.

4. A evangelização e os seus desdobramentos. Finalmente, a evangelização não se esgota no ato de falar de Cristo a alguém. Ali apenas inicia-se o trabalho. A ordem do Mestre é clara: “Fazei discípulos”. E algo que começa com o anúncio das boas novas e continua até que Cristo seja formado em cada novo convertido. Tem os seguintes desdobramentos:

A. A integração. O ato de tomar o novo crente parte natural do Corpo de Cristo.

B. O discipulado. O processo de formação espiritual do novo crente através do ensino bíblico adequado para esta fase. A integração e o discipulado são, portanto, prioridades da Igreja em sua tarefa de trazer os pecadores a Cristo.

VIII. A IGREJA, O GRANDE MISTÉRIO REVELADO = EFÉSIOS 3.1-13

Nos dois primeiros capítulos de Efésios, a Bíblia revela a profundidade do pecado e a sua libertação mediante a obra expiatória de Cristo, destacando a sua obra maravilhosa da formação de um novo povo, derrubadas as diferenças entre judeus e gentios. A Igreja, formada dentre as nações, é o novo povo de Deus. No capítulo 3, o apóstolo se apresenta como despenseiro da graça de Deus na revelação do grande mistério que é a Igreja.

PAULO REVELA A SUA MISSÃO ESPECIAL

Em Efésios 2.22, o apóstolo declara dos crentes: “edificados para habitação de Deus”. Por esta razão, Paulo foi levado a fazer uma segunda oração em favor dos destinatários dessa epístola (3.14-21).

Antes, porém, ele se identificou de modo especial para que o crédito de sua mensagem não causasse dúvida entre os efésios. Paulo começa o capítulo dizendo “por esta causa” para referir-se a tudo quanto havia escrito anteriormente.

1. Paulo, o “prisioneiro de Cristo”(v.l). Na verdade, ao dizer- se prisioneiro, Paulo referia-se a dois lados dessa situação. Primeiro, estava, de fato, encarcerado numa prisão em Roma e, segundo, essa prisão literal lhe dava oportunidade de servir a Cristo como seu “prisioneiro especial”.

A expressão “prisioneiro de Cristo” tinha o sentido de não poder fazer outra coisa, senão, pregar a Cristo como Senhor e Salvador. Além disso, o fato de estar preso permitiu a Deus comunicar ao seu servo as poderosas verdades destinadas a ser a força e a inspiração de sua Igreja. Ele não lamenta a prisão, mas inverte a situação, e torna o seu cativeiro uma oportunidade para melhor servir ao Senhor.

2. Paulo, o mordomo da graça de Deus (vv.2,3). O apóstolo assume o seu papel mais importante na missão que recebeu de Cristo que é o de ser mordomo da graça de Deus. É a tradução do termo original oikonomia, que significa dispensação, administração dos bens de outrem, administração de uma casa, mordomia (no sentido bíblico). Paulo revela que seu ministério recebido da parte de Cristo era o de revelar, dispensar e mostrar o propósito da graça de Deus a todos os homens. Ele faz questão de afirmar que se tornou ministro do evangelho aos gentios, por isso era chamado “após- tola dos gentios” (2 Tm 1.11; 2 Co 10.1; Gl 5.2,3; Cl 1:23).

3. Paulo, o possuidor da revelação do mistério da graça de Deus (vv.3-5). Não era nenhuma presunção do apóstolo frisar que o evangelho aos gentios lhe havia sido revelado especialmente para que fossem partícipes dos privilégios do reino de Deus, tanto quanto os judeus. A designação do seu ministério aos gentios foi revelada por profecia a um discípulo chamado Ananias, quando o Senhor disse: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9.15). No v.9, a palavra “demonstrar” e “mistério” estão intimamente ligadas. Paulo foi o revelador, sob a direção do Espírito Santo, do mistério de Cristo (1 Tm 3.16; 1 Co 12.27; Cl 1.27; Ef 5.32).

4. Paulo, o revelador das bênçãos universais de Deus (vv.5,6). A razão pela qual Paulo enfatizava o direito às bênçãos de Deus em Cristo é porque muitos judeus cristãos tentavam diminuir esses direitos dos gentios. Paulo não aceita as razões sem bases desses judeus e declara que todos, independente, de serem judeus ou gentios, têm os mesmos direitos e privilégios ante a graça de Deus, O apóstolo testifica de modo enfático, que os gentios são “co-herdeiros e co-participantes do mesmo corpo de Cristo”.

Ao ingressarem no reino de Deus, mediante a obra de Cristo no Calvário, os gentios participam igualmente de todas as bênçãos. Eles não são cidadãos de segunda categoria. Eles são participantes das promessas de Cristo e formam um só corpo espiritual com os judeus, resultando na Igreja (1 Co 12.13; Ef 2.13). Os gentios, em Cristo, foram feitos “povo de Deus”, “geração eleita”, “nação santa”, “povo adquirido” juntamente com os judeus.

PAULO, MINISTRO DA REVELAÇÃO DIVINA

No primeiro ponto desta lição estudamos que Paulo declarou a sua missão especial como agente da revelação do mistério da graça de Deus.

Agora, ele se identifica, não apenas como receptor dessa revelação, mas como ministro do evangelho.

1. Paulo, ministro da revelação divina (v.7). As palavras iniciais do v.7 são uma continuação da declaração que Paulo havia feito no v.6, ao afirmar que os gentios eram “co- herdeiros” e “co-participantes” das bênçãos do evangelho. Ele, então, diz “do qual fui feito ministro”. Desse modo, Paulo considerava seu ministério um grande privilégio, porque fora feito ministro, não por qualquer mérito ou dignidade, mas “segundo a operação do seu poder”. Paulo, desde o início do seu ministério sofreu da parte dos judeus e dos gentios, mas superou as dificuldades e manteve-se como aquele que recebeu de Deus a missão de ministrar a graça de Deus aos gentios e, também, aos judeus.

2. A revelação que Paulo menciona (v.8). Diante da magnitude das revelações recebidas de Deus, Paulo se diz “o menor de todos os santos”. A grandeza e alcance dos mistérios de Cristo eram maiores do que ele podia compreender. Quando fala de “riquezas incompreensíveis de Cristo”, ele sabia quão insondáveis eram essas riquezas espirituais. Era algo que superava qualquer conhecimento humano. Tudo que refere-se à gloria de Cristo, sua divindade, sua glória moral e sua glória meritória na cruz do Calvário tem um valor incalculável,”O privilégio de Paulo era pregar aos gentios a Cristo como Salvador, e declará-los incluídos como participantes das bênçãos de Cristo: At 9.15, 22.21; 26.17; Rm 11.13; Rm 15.16-21; Gi 2.7-9.” (Carta aos Efésios, CPAD)

3. A quem mais foi revelado o mistério? (vv.9-11). O mistério da salvação “estava oculto em Deus”. Em sua presciência, Ele estabeleceu o tempo da revelação do mistério da salvação através de Jesus Cristo. O v. 10 declara que “agora” a Igreja se constituiu na proclamadora da revelação, o que indica que ela sempre fez parte do plano divino. A Igreja não foi uma obra acidental de Deus; ela foi criada antes de todos os tempos e manifestada através de Jesus.

Outrossim, essa revelação não ficaria restrita aos homens, pois diz o v.10 que, também, os anjos (“principados e potestades”) teriam conhecimento dessa revelação através da Igreja. O v. 11 afirma que o mistério foi revelado “segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus”. Esse eterno propósito divino, antes de todos os tempos, já tinha Jesus Cristo como a razão de tudo. Tudo quanto foi criado por Deus teve a sua elaboração na eternidade.

4. Três palavras especiais: ou- sadia acesso e confiança (v.12). Essas três palavras tornam possível nossa comunhão mais profunda com Deus. Não há como entrarmos na presença de Deus senão com santa “ousadia”. O “acesso” diz respeito a nossa entrada na presença de Deus (Ef 2.18; Rm 5.2). E, apalavra “confiança” envolve a nossa fé em Deus.

CONCLUSÃO

Segundo o texto de 1 Pe 2.9,10, a igreja deve cumprir plenamente o seu tríplice ministério: real, sacerdotal e profético, para que a sua missão satisfaça o projeto de Deus na Terra.Valorizemos mais o privilégio de sermos a Igreja do Senhor. Desfrutemos das riquezas divinas ao nosso alcance. Mas, não somente isso. Proclamemos ao mundo a salvação que nos alcançou.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Escola Biblica Dominical
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Rua Frederico Maia, 49 - Viçosa Alagoas

I – INTRODUÇÃO:

• Conhecer as profecias messiânicas e verificar que elas se cumprem fielmente à luz do N.T., é, deveras, um estudo bíblico dos mais agradáveis e compensadores. Alguém já disse que o N.T. está para o A.T., assim como a flor está para o seu botão. O N.T. é uma linda rosa cujas pétalas estão engastadas na corola do A.T.. Jesus mesmo disse: - “Examinai as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que de mim testificam” – Jo 5:39.

II – TIPOS HUMANOS DE JESUS CONSTANTES DO A.T.:

II.1 – ADÃO:

• (1) – Como o primeiro homem na história da humanidade, Adão “é a figura daquele que havia de vir” (Rm 5.14c) - Cristo é o primeiro da nova criação. Pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça, o dom abundou por um só homem, Jesus Cristo (Rm 5.15).

• (1.1) - Adão foi feito alma vivente (Gn 2.7). - Jesus Cristo é chamado “o último Adão em espírito vivificante” (l Co 15.45b). Como espírito vivificante, Ele tem poder de dar a vida pelas ovelhas (Jo 10.11).

• (1.2) - Pela desobediência de Adão muitos foram feitos pecadores. - Pela obediência de um, que é Jesus Cristo, muitos serão feitos justos (Rm5.19).

• (1.3) - O pecado de Adão impediu o caminho do paraíso, porque um querubim foi posto ali com uma espada inflamada. - O Senhor Jesus abriu um caminho novo e vivo para o Santuário de Deus (Hb 10.20). Ele é o caminho para o céu.

II.2 – ABEL:

• (2) - Gn 4.1-11 - Quando nasceu Caim, Eva teve uma expressão de alegria que é traduzida assim em nossas Bíblias: “Adquiri um varão com o auxílio de Jeová”. Sendo assim, a expressão de Eva foi: “Adquiri um varão, Jeová”. Pensava ela que Caim era Jeová, o varão prometido como a “semente da mulher” (Gn 3.15), que esmagaria a cabeça da serpente. De qualquer modo, Eva teve uma grande emoção de alegria com a chegada de Caim. Depois teve Abel e o chamou pelo nome de “Vaidade”, coisa sem muita importância. Como se dissesse: - “Já tenho Caim, vem mais este, para quê?”

• (2.1) - Abel foi chamado vaidade. - Jesus era desprezado e o mais indigno entre os homens (Is 53.3).

• (2.2) - Abel foi pastor de ovelhas. - Jesus é o Bom Pastor (Jo 10.11).

• (2.3) - Abel ofereceu maior sacrifício. - Jesus ofereceu Seu próprio sangue, num maior e mais perfeito Tabernáculo (Hb 9.11-12).

• (2.4) - Abel foi invejado. Caim ficou irado contra Abel porque Deus aceitou a oferta dele e não a sua (Gn 4.4-6). - Jesus foi entregue a Pilatos por inveja (Mt 27.18).

• (2.5) - Abel foi morto inocente. - Jesus foi morto sem ter culpa.

• (2.6) - Abel foi chamado justo (Mt 23.35). - Jesus foi chamado o Justo(At 3.14,15).

• (2.7) - O sangue de Abel fala (Gn 4.10). - O sangue de Jesus fala (Hb 12.24).

II.3 – MELQUISEDEQUE:

• (3) – Gn 14.18-20; Sl 110.4; Hb 5.6-10; 7.1-17 - Abraão reconheceu que Melquisedeque era sacerdote de Deus. Deu-lhe o dízimo e foi abençoado por ele.

• (3.1) - Abraão, sendo o pai do povo judeu, foi abençoado por aquele a cuja ordem Jesus pertence.

• (3.2) - A exposição de Hebreus 7 é para provar que Jesus Cristo é superior ao sumo sacerdote Arão, tanto que, antes de Arão, aparece Melquisedeque, um tipo de Jesus.

• (3.3) - É mencionado Melquisedeque, sem pai, sem mãe, sem genealogia. Os judeus davam grande valor à genealogia. Só podia exercer um cargo importante, sendo conhecida a origem familiar.

• (3.4) - Quando voltaram do cativeiro, no tempo de Esdras e Neemias, alguns que não provaram o registro das genealogias foram rejeitados, considerados imundos e proibidos de comerem das coisas sagradas (Ed 2.62-63; Ne 7.64-65).

• (3.5) - Cremos que Melquisedeque era homem descendente de Adão e Noé; sua genealogia era desconhecida e Deus não quer que o identifiquemos. Pela mentalidade dos judeus, não devia ser o sacerdote de Deus. Mas ele foi aceito como tal por Abraão, e da sua ordem vem Jesus.

• (3.6) – Melquisedeque era rei de Salém e rei de paz. Salém quer dizer paz e é o nome de Jerusalém. - Jesus Cristo, depois de destruir o reino do Anticristo, reinará em Jerusalém como Rei de paz.

II.4 – ISAQUE:

• (4) – Foi filho da promessa (Gl 4.23 e 28), e filho único. - Jesus foi o Unigênito (Jo l. 14); foi prometido como “semente da mulher” (Gn 3.15) e como Emanuel, Deus conosco (Is 7.14).

• (4.1) – O nascimento de Isaque foi sobrenatural. Os pais não estavam mais em condições de ter filhos (Rm 4.19). - O nascimento de Jesus foi sobrenatural.

• (4.2) - Isaque foi oferecido em sacrifício e obediente em tudo (Gn 22). - Jesus foi obediente em tudo até a morte e morte de cruz (Fp 2.8).

• (4.3) - No casamento de Isaque, Abraão resolveu providenciar; o servo Eliezer foi buscar e trouxe a noiva (Gn 24.1-67). - No casamento de Jesus Cristo com a Igreja (Ap 19.7-9; Ef 5.22-32), o Pai providenciou tudo com o Seu amor ao mundo; o Espírito Santo veio habitar conosco para convencer, ensinar e santificar a Igreja, que é a noiva, para a realização das bodas (Ap 21.1 -3).

II.5 – JOSÉ:

• (5) - Gn caps. 37 a 50

• (5.1) - Amado pelo pai (Gn 37.3). - Jesus (Mt 3.17).

• (5.2) - Odiado pelos irmãos (Gn 37.4). - Jesus (Jo 15.24).

• (5.3) - Enviado pelo pai (Gn 37.13-24). - Jesus (I Jo 4.14).

• (5.4) - Vendido (Gn 37.28). - Jesus (Mt 26.14-15).

• (5.5) - Tentado e venceu (Gn 39). - Jesus (Mt 4.1-11).

• (5.6) - Preso entre dois criminosos: um salvo; outro, condenado (Gn 40). - Jesus (Lc 23.32-33).

• (5.7) - Levantado e exaltado (Gn 41.14, 43-44). - Jesus (Mt 28.18).

• (5.8) - Com trinta anos, começou o ministério (Gn 41.46). - Jesus (Lc 3.23).

• (5.9) - A noiva não-hebréia (Gn 41.45). - Jesus (Ef 5.25, 27).

• (5.10) - A tribulação obrigou os irmãos a procurá-lo (Gn 42). - Jesus (Mt 24.21; Zc 12.10; Is 26.16).

• (5.11) - Por ele vieram reconciliação e bênção para os irmãos (Gn 45 e 46). - Jesus (Is 11, 12 e 35)

• (5.12) - Todos os povos abençoados por causa dele (Gn 41.57). - Jesus (Is 2.2-4; 11.10).

II.6 – BENJAMIM:

• (6) - Gn 35.16-19 - Quando Jacó chegou perto de Efrata, que é a mesma Belém, cumpriu-se o tempo para o nascimento de seu último filho. Raquel, a esposa amada, teve um parto difícil; como resultado, morreu logo em seguida.

• Pouco antes de morrer, sabendo que o filho estava bem, deu-lhe o nome de Benoni = filho de minha dor. Jacó não concordou; chamou-o Benjamin = filho da minha direita.

• (6.1) - Jesus Cristo nasceu em Belém, como estava profetizado por Miquéias (Mt 2.1, 5-6). Pode ser chamado “filho da minha dor”, uma vez que Simeão disse à Virgem Maria que uma espada transpassaria sua própria alma (Lc 2.34-35). Também para o Pai, contemplá-Lo pregado na cruz levando os pecados do mundo, é tê-Lo como filho da dor.

• (6.2) - Ao mesmo tempo Jesus é como Benjamim, filho da direita, porque “está à direita de Deus intercedendo por nós” (Rm 8.34).

II.7 – MOISÉS:

• (7) – É o personagem referido em maior número de livros da Bíblia. Seu nome aparece em trinta e um dos livros do volume sagrado e em número de 847 vezes. É chamado: servo do Senhor (Êx 14.3); fiel em toda a sua casa (Nm 12.7 e Hb 3.5); homem de Deus (Dt 33.1); profeta que não teve igual (Dt 34.10-11); o escolhido de Deus (Sl 106.23) e outros títulos. Como tipo de Cristo apresenta muitos pontos:

• (7.1) - Ameaçado de morte e preservado por Deus (Êx 2.2-10; Hb 11.23). - Jesus também (Mt213-15).

• (7.2) - Dominou a água do mar (Êx 14.21). - Jesus (Mt 8.26).

• (7.3) - Alimentou uma multidão (Êx 16.15-16; Jo 6.31). - Jesus (Jo 6.11-12).

• (7.4) - Teve seu rosto iluminado (Êx 34.35). - Jesus (Mt 17.1-5).

• (7.5) - Os irmãos estiveram contra ele (Nm 12.1). - Jesus (Jo 7.5).

• (7.6) - Intercedeu pelo povo (Êx 32.32). - Jesus (Jo 17.9).

• (7.7) - Escolheu 70 auxiliares (Nm 11.16). - Jesus (Lc 10.1).

• (7.8) - Esteve a sós com Deus 40 dias, em jejum (Êx 24.18). - Jesus (Mt 4.2).

• (7.9) - Andava com 12 tribos. - Jesus com doze apóstolos.

• (7.10) - Apareceu depois da morte (Mt 17.3). - Jesus (Atos 1.3).

II.8 – BOAZ:

• (8) – Rute caps. 2 a 4 - Os israelitas em sua terra não vendiam a herança. Quando alguém precisava de dinheiro, realizava uma venda provisória, espécie de hipoteca e penhor. Recebia o dinheiro e sua parte de terra ficava para uso de quem fez o negócio, mas só até o ano do jubileu, quando voltava para o primeiro dono.

• Elimeleque, quando foi para Moabe, fez este negócio, porém e os filhos morreram lá. Um deles fora casado com Rute; no entanto não deixou filho.

• Para a terra retornar à família, era necessário que alguém passasse ao credor o valor da terra que ele recebeu de Elimeleque. Além disso, precisava casar com Rute; o primeiro filho deste casamento seria o herdeiro. O parente mais próximo do falecido e que fosse solteiro era o que poderia fazer isto.

• Na história do livro de Rute, havia outro mais próximo do que Boaz. Aquele que devia ser o remidor disse que não podia (Rt 3.12; 4.4-6), por isso Boaz realizou o ato que se chamava redimir; casou-se com Rute, tornando-se um tipo de Jesus porque:

• (8.1) - Era varão valente e poderoso (Rt 2.1). - Jesus (Mt 28.18).

• (8.2) - Era natural de Belém (Rt 2.4). - Jesus nasceu em Belém (Mt 2.1).

• (8.3) - Era da tribo de Judá, a tribo do Rei (Mt 1.3-5). - Jesus é o leão da tribo de Judá (Apc 5:5)

• (8.4) - Teve compaixão de uma moça pobre que precisava de auxílio (Rt 2.8-15). - Jesus teve compaixão dos que formam a sua Igreja.

• (8.5) - Boaz se tornou o remidor e tomou a Rute como esposa (Rt 4.13). - Jesus foi e é o Remidor da Igreja, fazendo-a sua esposa.

II.9 – DAVI:

• (9) – Quando Samuel convocou a reunião dos filhos de Jessé para ungir um rei escolhido por Deus, Jessé não se lembrou de Davi. Esqueceu-se dele ou pensou que não era necessária a sua presença (I Sm 16.10,11). Assim, Davi é semelhante a Jesus:

• (9.1) - E era considerado sem importância para ocasiões espe¬ciais. - Jesus Cristo foi desprezado pelos homens que não fizeram dele caso algum (Is 53.2-3).

• (9.2) - Davi foi ungido por ordem de Deus (l Sm 16.1,12,13). - Jesus foi o Cristo, o Ungido de Deus (Lc 4.18; At 4.27; Hb 1.9).

• (9.3) - Davi enfrentou o gigante Golias, que desafiou o povo de Deus; tomou cinco pedras e, usando uma só, venceu o gigante (I Sm 17.40, 49, 51). - Jesus enfrentou o gigante Satanás, tendo à sua disposição cinco livros do Pentateuco, mas usou só um (o de Deuteronômio) e o Diabo o deixou (Mt 4.1-11).

• (9.4) - Davi era pastor de ovelhas (I Sm 16.11). - Jesus é o Bom Pastor (Jo 10.14) e o Sumo Pastor (I Pe 5.4).

• Uma particularidade digna de atenção é como Davi se identificou bem com o ofício de pastor de ovelhas. Sentia-se responsável pela proteção das ovelhas, enfrentando um leão e um urso. Em tudo isto ele reconhecia a dependência de Deus. Dizia: “O Senhor me livrou da mão do leão, e da do urso…” (I Sm 17.37a). Não confiava em sua força, mas em Deus.

• Pensando no castigo do povo por causa de um erro seu, considera-se pastor diante das ovelhas e pergunta a Deus:” …estas ovelhas que fizeram?…” (II Sm 24.17c).

• Há uma referência profética bem tocante, falando de Davi como pastor. “E levantarei sobre elas um só pastor…o meu servo Davi é que as há de apascentar; ele lhes servirá de pastor” (Ez 34.23).

• A solicitude de Davi pelo rebanho aparece como um exemplo de dedicação às ovelhas e ao pai. Não pensa em seu conforto, porém no bem-estar e na proteção das ovelhas. Por isso teve inspiração para aplicar a ilustração do pastor à proteção e de-pendência de Deus nas palavras do Salmo 23.

II.10 – JONAS:

• (10) – Os escribas e fariseus pediram a Jesus um sinal; Jesus respondeu que não lhes seria dado outro, senão o do profeta Jonas (Mt 12.38-41).

• Há quem diga que a narrativa de Jonas é lenda porque há ali dois pontos inacreditáveis: Jonas ter sido engolido, passando três dias vivo; e uma geração toda mudar de religião com a pregação de um estrangeiro.

• O Espírito Santo já sabia que haveriam de negar estes dois fatos e inspirou os evangelistas a escreverem esta declaração do próprio filho de Deus.

• Jesus afirmou que: - “.. .como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas…” (Mt 12.40-41b).

• Jonas já era profeta em Israel no tempo do rei Jeroboão II (2 Rs 14.25). Desobedeceu quando Deus o enviou a Nínive, não queria que aquele povo inimigo de Israel fosse perdoado. Foi castigado pela desobediência, mas Deus lhe deu uma segunda oportunidade. Ele foi, pregou e toda aquela geração se converteu. Jonas, é um tipo de Jesus, porque:

• (10.1) - Foi enviado a um povo condenado por Deus. - Jesus foi enviado a um mundo condenado.

• (10.2) - Os que se arrependeram com a pregação de Jonas foram perdoados. - Os que se arrependem com a mensagem de Jesus são perdoados.

• (10.3) - Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe. - Jesus esteve três dias e três noites na sepultura.

• (10.4) - Jonas saiu vivo para continuar seu ministério. - Jesus saiu ressuscitado para continuar Sua obra.

• (10.5) - Jonas também é tipo do povo de Israel, escondido entre as nações durante quase 2000 anos, para aparecer num futuro glorioso. O peixe não pôde digerir Jonas. - As nações não destruíram Israel.

III – TIPOS NÃO HUMANOS DE JESUS:

III.1 – A LUZ:

• Gn 1.3-5 - Quando as trevas cobriam a face do abismo, tudo era caos. Deus disse: “Haja luz. E houve luz”. Foi o começo da obra da criação no sentido de preparar o ambiente para a criatura.

• A vinda de Jesus ao mundo foi de modo idêntico. O profeta Isaías teve uma visão, que expressou em forma de narrativa: “O povo que andava em trevas, viu uma grande luz” (Is 9.2a). Cumpriu-se esta profecia em Capernaum, quando Jesus começou a pregar. O evangelista diz: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías”. E em seguida transcreve as palavras do profeta (Mt 4.12-16).

• Estando o mundo em trevas, Deus enviou o seu Filho, que é a luz do mundo (Jo 9.5; 12.35, 46).

• Luz simboliza prosperidade (Is 58.8; Et 8.16) e alegria (Sl 97.11).

• A luz é chamada para a conversão. Paulo viu “…uma luz mais forte que o sol” (At 26.13a).

• A luz é a comunhão com Deus: “…vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz ” (I Pe 2.9b).

• A luz é o conforto e a segurança do crente: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei?…” (Sl 27.1a).

• Agora somos filhos da luz (Jo 12.36) “…no Senhor” (Ef 5.8a).

III.2 – A ARCA DE NOÉ:

• Gn caps. 6, 7 e 8 - “Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face… Faze para ti uma arca de madeira de Gofer… e entrarás na arca tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos…” (Gn 6.13a, 14a, 18b).

• A ruína da humanidade veio pelo pecado, mas Deus preparou um remédio. Quem entrasse na arca escaparia do castigo; quem não entrasse, morreria afogado pelo dilúvio. A arca era o único meio para escapar do castigo. Neste sentido é tipo de Jesus Cristo, único meio de salvação da perdição eterna.

• O amor de Deus se manifesta, dando oportunidade para o perdão. Pedro apresenta a arca como figura de salvação por Jesus “…quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca…Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo” (I Pd 3.20a, 21).

• A porta é Jesus. Quem entrar por Ele estará salvo. Quem não entrar, estará perdido.

• Acerca de sua vinda, Jesus disse: “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem” (Lc 17.26). Os homens vivem descuidados, buscando só as coisas materiais; virá o juízo de Deus sobre eles.

III.3 – O CARNEIRO:

• Gn 22.13 - Deus resolveu submeter Abraão a uma prova e mandou que ele oferecesse seu filho Isaque em holocausto. A finalidade era ensinar ao Seu servo Abraão lições que, de outro modo, não poderia receber. Além disso, era para nos dar o exemplo de fé e obediência na pessoa do velho patriarca.

• Abraão não hesitou, obedeceu em tudo a ordem de Deus. Levou o filho ao lugar indicado, amarrou-o, pôs em ordem a lenha e tomou o cutelo para imolá-lo. Mas o anjo bradou desde os céus:”. ..Não estendas a tua mão sobre o moço…” (Gn 22.12a). Olhando para trás, viu um carneiro, que foi sacrificado em lugar de Isaque, do mesmo modo como Jesus foi crucificado por nós. Na apresentação de João Batista aos seus ouvintes, Jesus é chamado:”… o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo l.29b).

• O ato de Abraão foi aceito por Deus como coisa consumada, porque diz: “Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado… considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. E daí também em figura ele o recobrou” (Hb 11.17-19).

• Quando iam caminhando, Isaque perguntou: “…onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7c). Abraão respondeu: “Deus proverá…” (v.8a). Depois que Deus mostrou o carneiro, que foi imolado, Abraão pode compreender ainda melhor que Deus proverá sempre todas as coisas.

• Aquela cena do sacrifício de Isaque foi no monte Moriá (Gn 22.2). Naquele terreno ficava a eira de Ornã ou Araúna, comprada por Davi (II Sm 24.18-25), onde Salomão construiu o Templo, em Jerusalém (II Cr 3.1). - Em Jerusalém, Jesus foi condenado à morte de cruz para que nós pudéssemos ser salvos.

• A pergunta de Isaque: “Onde está o cordeiro para o holocausto? ” (Gn 22.7c) foi respondida de um modo completo por João Batista em relação a Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”’ (Jo 1.29b, 36c).

III.4 – A ESCADA DE JACÓ:

• Gn 28.10-17 - Jacó ia fugindo da casa do pai, porque, pela sua desonestidade, criara um ambiente de ameaça, provocando a ira do irmão. Apesar de tudo, Deus buscava a Jacó para o abençoar.

• Quando o Senhor Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó…” (Êx 3.6a), trouxe um consolo para os que já andaram em caminhos distantes da vontade de Deus.

• Abraão foi o adulto, amadurecido, que ouviu o chamado de Deus para uma mudança de lugar e de companhia, e ele pron-tamente obedeceu pela fé. O pecador fraco diz: - “Não tenho sido obediente e fiel como Abraão. Deus é Deus de Abraão, não sei se é meu”.

• Isaque é exemplo duma vida inteira de fidelidade a Deus. Na infância e mocidade obediente ao pai, a ponto de ir para o sacrifício. Nos problemas de família, recorrendo a Deus (Gn 25.21). Na vida social tinha prejuízo para não questionar. Se os vizinhos tomavam seu poço, cavava outro e assim por diante (Gn 26.19-22). E na velhice adiantada mantinha toda a fé em Deus para pronunciar a bênção dos filhos segundo a vontade do Senhor.’ ‘Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11:20). A pessoa duvidosa diz: - “Eu não sou perseverante, nem manso, nem obediente como Isaque”.

• Mas Jacó foi ambicioso nas coisas materiais; enganou o pai e o irmão; mentiu para conseguir riquezas. Sua fuga era con-sequência de seus erros. Deus é o Deus de Jacó! Pode ser o Deus de todo aquele que tem errado até hoje, mas quer mudar de vida. Jacó falou assim quando teve a visão: “…Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não sabia” (Gn 28.16b). E fez um voto: “O Senhor será o meu Deus” (Gn 28.21b).

• “…uma escada era posta na terra, cujo topo tocava nos céus: e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela… E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: …eis que estou contigo e te guardarei…” (Gn 28:12-15). Os anjos primeiro subiam, depois é que desciam pela escada. A escada é tipo de Jesus Cristo porque há as seguintes relações de semelhança:

• (4.1) - Pela visão da escada Deus falava com o pecador fazendo-lhe promessas de bênçãos. - Por Jesus Cristo, Deus fala nestes últimos dias (Hb 1.1) aos pecadores, dando-lhes oportunidades de encontrarem o perdão dos pecados, a paz com Deus, a felicidade eterna.

• Nas palavras ditas a Natanael, Jesus prometeu:”…daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem ” (Jo l.51). Exatamente como na escada de Jacó, por onde os anjos subiam e desciam, também os anjos sobem primeiro, depois descem. Anjo tem o sentido de mensageiro ou enviado. A aplicação pode ser feita às nossas orações; são enviadas daqui da terra para Deus por Jesus, e as respostas de Deus vêm por Ele também. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei…” (Jo 14.13).

III.5 – O CORDEIRO PASCOAL:

• Êx 12.3-14 - A palavra de Deus a Moisés trouxe esta ordem: “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses…” (Êx 12.2). O calendário comum continua o seu curso. Mas quem se identifica com Deus começa uma nova contagem de tempo. Por isso Jesus disse a Nicodemos: - “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3.7b). Nesta nova contagem de vida, cada um devia tomar um cordeiro para sua casa (Ex 12.3).

• O sangue do cordeiro era posto nas umbreiras e vergas de cada casa. À meia-noite viria o castigo pela morte dos primogênitos de cada família (Ex 12.12-13, 29). Onde houvesse o sangue na porta, o primogênito permaneceria vivo. O sangue era sinal de obediência a Deus e de que um substituto morreu em lugar do primogênito. - O sangue de Jesus é um refúgio para quem obedece ao Evangelho.

• A carne do cordeiro era assada no fogo (Ex 12.8). - O Salvador para realizar a Sua missão teve de ser tentado, perseguido e maltratado pelos homens.

• Era comido o cordeiro com pães asmos (sinceridade) - (I Co 5.8); e ervas amargas (Ex 12.8), arrependimento. Tinham de estar com os trajes completos, prontos para viajar (Ex 12.11). - O crente tem de estar pronto, esperando a hora de partir para a eternidade. Isto se expressa pela palavra “Vigiai” (Mc 13.37b).

• João mostra Jesus como antítipo da Páscoa, aplicando-Lhe a frase: - “Nenhum osso será quebrado” (Êx 12.46b; Jo 19.36b). “…Porque Cristo, nossa páscoa…” (I Co 5.7b).

III.6 – A COLUNA DE FOGO:

• Êx 13.21 – “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite”’. - Esta coluna representa Jesus Cristo como pastor que vai adiante de suas ovelhas (Jo 10.4) para levá-las aos pastos verdes da abundância e às águas tranquilas da paz verdadeira.

• A influência do Senhor Jesus é mencionada pelo Salmista deste modo: “O sol não te molestará de dia nem a lua de noite” (Sl 121.6).

• Enfrentando o calor no deserto, os israelitas, guiados por Deus, recebiam a proteção da nuvem, porque o Senhor é sombra contra o calor e refúgio contra a tempestade e a chuva (Is 4.6). Feliz o crente que se abriga à sombra do Onipotente (Sl 91.l), não temerá os males, nem os problemas imaginários.

• O fogo pode ser a proteção contra os inimigos, porque Deus é um fogo consumidor (Dt 4.24). O zelo de Deus se manifestava naquela coluna, impedindo que seu povo fosse atacado. Os egípcios marchavam contra Israel, por isso a coluna de fogo da proteção, durante a noite, estava atrás dos israelitas, separando-os dos egípcios. Enquanto servia para alumiar o povo de Deus, formava escuridão para os inimigos, de modo que não puderam chegar um ao outro (Êx 14.19-20).

• A proteção de Deus sobre os que lhe pertencem continua ilustrada por esta mesma figura, “…uma nuvem de dia, e um fumo, e um resplendor de fogo chamejante de noite…” (Is 4.5b). - Se a noite da fraqueza, da dúvida ou da angústia nos alcança, Ele é o fogo, é a luz. Se o calor das responsabilidades e a correria das obrigações querem nos vencer, Ele é a sombra, o repouso. Abrigado “…no esconderijo do Altíssimo …Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia” (Sl 91.la, 5).

• O fogo é a justiça divina. Para impedir que o homem pecador entrasse no Éden, Deus colocou à entrada, um querubim com uma espada de fogo (Gn 3.24).

• A Palavra do Senhor é como o fogo (Jr 23.29). Corrige nossos erros, esclarece nosso caminho, afugenta as tentações.

• A coluna de fogo à frente do povo de Deus é a presença de Jesus e de Sua palavra. Ensino, vitória, paz e abundância.

III.7 – A ROCHA DE HOREBE:

• Êx 17.6 - Na viagem do crente para a eternidade é preciso que venham as várias provações e tentações, para fortalecimento da fé (Tg l.l-2; I Pe l .6-7). Enquanto estivermos nesta carne mortal, enfren¬taremos a correção de Deus.

• O povo de Israel, diante da vitória de Deus sobre os inimigos, cantou louvores ao Senhor (Êx 15.1-21). Três dias depois faltou água e eles se esqueceram das obras de Deus, murmurando contra Moisés (Êx 15.22-25). Deus mandou colocar um lenho nas águas amargas e elas ficaram doces.

• Pouco adiante chegam a Refidim e novamente falta água. Imagine-se a aflição das famílias com crianças e animais, num deserto sem encontrar água. O povo contendeu com Moisés exigindo dele água e perguntando: “…Por que nos fizeste subir ao Egito?…” (Êx 17.3b).

• Moisés renunciou às vantagens do trono do Egito para sofrer com o povo. Foram tirados do Egito os israelitas porque clamaram ao Senhor, não suportando o cativeiro, os açoites e o trabalho. Moisés foi o instrumento de Deus, o guia, o interme¬diário nas bênçãos e instruções vindas do Senhor. Os filhos de Israel eram tão incrédulos que murmuravam contra Deus e tão ingratos que acusavam a Moisés.

• Moisés clamou a Deus. Estava identificado com a direção de cima e entregava o problema a quem podia resolver. “Então disse o Senhor a Moisés: …toma contigo alguns dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio: vai. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá…” (Ex 17.5-6a). - A rocha é o tipo de Jesus Cristo, que foi ferido pelo juízo de Deus para nos dar a água da vida: - “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede…” (Jo 4.14a). Moisés executou a ordem de Deu s e água saiu da rocha ferida. “E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (I Co 10.4).

• Continuou a viagem pelo deserto. Os israelitas, depois de mais de vinte paradas, chegaram a Cades (Nm 33.15-38). Novamente faltou água e o povo, esquecido da providência de Deus, acusa Moisés e Arão. Estes não podem resolver por si mesmos, e se prostaram diante do Senhor, buscando a solução (Nm 20.1-6). Outra vez é a rocha que vai dar de beber aos sedentos, mas a ordem de Deus é diferente: “…e falai à rocha… e dará a sua água…” (Nm 20.8a).

• Em Horebe a pedra foi ferida para fazer o povo beber, como Jesus Cristo foi ferido por nós. Merece atenção a vara que Moisés empunhava, por ordem de Deus: - “Toma a vara, e ajunta a congregação tu e Aarão, teu irmão, e falai à rocha…” (Nm 20.8a). A vara era a autoridade. Com ela Moisés feriu o rio no Egito e a água se transformou em sangue. Com ela Moisés feriu a rocha em Horebe e jorrou a água. Mas a vara já tinha feito sua obra. Agora não devia ser usada. - Jesus Cristo só podia ser ferido uma vez. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus…” (I Pe 3.18a). Para receber a água da vida, a salvação perfeita, só é preciso falar ao Filho de Deus. Moisés, aborrecido com a murmuração do povo, feriu a rocha duas vezes (Nm 20.11), quando Deus mandou falar. Em Horebe era preciso ferir, agora em Cades era só falar.

• Moisés, o homem mais manso da terra (Nm 12.3), se irritou. Às vezes o homem impetuoso se acovarda diante da tentação; aqui o mais manso perdeu a calma. Ninguém pode confiar em seu temperamento.

• Com este ato Moisés destruiu o tipo de Jesus, que só podia padecer uma vez. O castigo de Moisés foi a proibição de entrar na Terra de Canaã (Nm 20.12 e Dt 32.51-52).”…sucedeu mal a Moisés por causa deles; Porque irritaram o seu espírito” (Sl 106.32b, 33a).

III.8 – A SERPENTE DE METAL:

• Nm 21.4-9 - O lugar onde estavam os israelitas no deserto, devia ser perto do golfo de Akaba, onde ainda hoje há serpentes e escorpiões, que atacam quem passa por lá. Naquele tempo, como castigo da murmuração, Deus mesmo mandou serpentes em maior quantidade. Quando murmuravam, vieram serpentes atormentar e matar muita gente. Quando confessaram o pecado, Moisés orou por eles e Deus mandou o livramento, o remédio (Nm 24.7-9). - Sempre que o pecador confessa o seu pecado, recebe a graça de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar…” (I Jo 1.9a).

• Quando o filho pródigo disse: “Pai, pequei contra o céu e perante ti…” (Lc 15.21a), foi recebido com festa pelo pai.

• O publicano da parábola não tinha relatório bom para apresentar a Deus, só disse: “…Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador” (Lc 18.13b). Voltou para casa justificado.

• O malfeitor que morreu ao lado de Jesus, reconheceu que pelos seus feitos só merecia o castigo da cruz. Depois de fazer esta confissão, apelou para Jesus, dizendo: - “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42b). Ouviu a resposta: - “…hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43b).

• No momento em que o povo de Israel disse: “…Havemos pecado…contra o Senhor e contra ti…” (Nm 24.7a), veio a providência de Deus; Moisés recebeu ordem de Deus para fazer uma serpente de metal, e colocá-la numa haste. Quem olhasse para a serpente ficaria curado, seria livre do veneno fatal. Colocada num mastro elevado, poderia ser vista de qualquer parte do acampamento. Seria livre da morte quem olhasse, em obediência ao Senhor que tinha poder para curar.

• Na palestra com Nicodemos, Jesus declarou: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.14-15).

• A humanidade foi atingida pela serpente que tentou Adão e Eva (Gn 3.1-15; Ap 12.9) e está condenada à morte eterna. Só olhando para Jesus pela fé, recebe a vida.

• Aquele que foi levantado na cruz, fazendo-se pecado por nós, é o único meio de salvação, o único caminho para o céu, o único remédio para os males do pecado e da condenação.

• “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

• “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé…” (Hb 12.2a).

• No tempo dos reis, Ezequias, fazendo reformas religiosas e corrigindo os costumes, mandou destruir aquela serpente de metal, porque o povo estava prestando culto a ela (II Reis 18.4). Não tinha valor espiritual, foi só sinal para uma época, um tipo do Filho de Deus crucificado.

III.9 – A ESTRELA:

• Nm 24.17 – “Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel” - É verdade que este pensamento foi pronunciado por Balaão, elemento classificado como profeta mau, rejeitado por Deus (Nm 31.8; II Pe 2.15). O rei dos moabitas chamou Balaão para amaldiçoar o povo de Israel, mas Deus trocou em bênção a maldição (Dt 23.4-5), de modo que as palavras dele são verdadeiras profecias de bênçãos, confirmadas por outras passagens das Escrituras.

• Jesus Cristo: é esta Estrela que procede de Jacó. O versículo citado aqui é em estilo poético. Apresenta um caso muito comum na poesia hebraica, o paralelismo, que consiste em repetição do pensamento em diferentes palavras. “Uma estrela procederá de Jacó” é a mesma ideia de “um cetro subirá de Israel”.

• Estrela, ou cetro na linguagem oriental, significa emblema de rei, de governo, de autoridade. Em Daniel 8.10 as estrelas são reis e governos. O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como Rei dos Judeus. Começa com a genealogia chamando: “…Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 3.1). E logo na terceira geração está o nome de Jacó (Mt 1.1-12).

• Mateus é também o único que narra a história dos magos, que vieram a Jerusalém para adorar “o Rei dos Judeus” e foram avisados por Deus por meio de uma estrela.

• A estrela é Jesus Cristo em sua manifestação aos crentes quando veio buscar sua Igreja. Pedro recomenda a prestar atenção à palavra dos profetas, considerada como luz num lugar escuro “…até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (II Pe 1.19b).

• Quando voltar ao mundo, o Senhor Jesus será para os salvos como estrela da alva, que só é vista pelos que acordam cedo.

• Para julgar os incrédulos, no aparecimento com os seus santos (Jd 14,15), ele será como “…o Sol da Justiça…” (Ml 4.2a).

• No fim da revelação bíblica, Jesus mesmo se apresenta como a estrela da manhã. Depois das visões do juízo, nas admoestações do livro de Apocalipse, o Senhor Jesus Cristo tem uma palavra de conforto, recomendando aos seus servos a santificação: ‘ ‘Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

• Ele é o cetro e a estrela de Números 24.17: - “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas: eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandescente estrela da manhã” (Ap 22.16).

III.10 – URIM E TUMIM:

• Êx 28.30 – “Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Aarão, quando entrar diante do Senhor; assim Aarão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.” - As palavras “Urim” e “Tumim” tem um sentido comum na língua hebraica: Urim significa luzes e Tumim perfeições. Mas como símbolo nos paramentos do sacerdote, não se sabe o que eram num sentido material.

• Os rabinos judeus e os teólogos evangélicos, na sua maioria, concordam que não havia um objeto com nenhum destes nomes. Era uma parte do cerimonial da apresentação do povo a Deus, pelo sacerdote. A única relação que se vê é com as pedras que representavam as doze tribos de Israel.

• Havia duas pedras, cada uma com seis nomes de tribos, que iam no éfode, que era roupa do sacerdote, em alguns de seus ofícios (Êx 28.9-12).

• Também no peitoral, numa peça que o sacerdote colocava sobre o éfode, havia as doze pedras de acordo com as doze tribos (Êx 28.15-21).

• O lugar do “Urim” e “Tumim” é o que vem no texto acima: - “Também porás no peitoral do juízo, Urim e Tumim…” (Êx 28.30).

• Concluímos então que, quando o sacerdote punha todos os paramentos, incluindo o peitoral e as pedras, com os nomes das doze tribos, estava com “Urim” e “Tumim”, apto para interceder pelo povo e representando o juízo de Deus.

• Colocado sobre o coração do sacerdote, estava ele qualificado como juiz e intercessor. Ia ao Santo dos Santos, punha a mão sobre aqueles símbolos, pedia pelo povo e Deus respondia no meio de sua glória.

• Aproveitando as expressões “sobre o coração de Aarão” e “continuamente”, poderemos entender que “Urim” e “Tumim” são tipos de Jesus Cristo: Ele leva os Seus remidos no coração porque “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13.1). E “…permanece eternamente. ..vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.24a, 25b).

• “Urim” e “Tumim”, com seus significados, falam das duas naturezas do Senhor Jesus: Luzes lembram sua divindade, porque Deus é luz; Perfeições expressam sua humanidade sem pecado.

• O fato dos significados destas palavras virem no plural, é a aplicação dos salvos: sendo muitos milhares e cada crente sendo a luz do mundo, os que forem lavados pelo sangue do Cordeiro serão muitos e brilharão como luzes. Do mesmo modo, os crentes de todas as épocas e de todas as nações, transformados pela graça de Deus, purificados do pecado, serão perfeições perante Ele.

• A humanidade perfeita de Jesus quer dizer Seu modo de andar por aqui no mundo. A palavra “Tumim”’ vem algumas vezes no Velho Testamento e pode ajudar a entender seu significado.

• “…Noé era varão justo e reto…” (Gn 6.9b). No hebraico a palavra reto é “Tumim”.

• Deus disse a Abraão: “…anda em minha presença e sê perfeito”. (Hebraico: Tumim- Gn 17:1).

• O cordeiro será sem mancha. (Sem mancha ou “sem mácula” - Hebraico: Tumim, Êx 12.5).

• Uma referência à obra de Deus: - “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita…”. (”Perfeita” - hebraico: Tumim - Dt 32.4a).

• O Senhor Jesus é o Sumo Sacerdote tipificado em “Urim” e “Tumim”, leva-nos sobre o coração com Seu amor eterno, intercedendo por nós perante o Pai. Quando Ele vier, nos levará para si mesmo. Transformados e revestidos de sua glória, os muitos milhares de crentes participarão destas luzes e perfeições. E Ele será glorificado nos seus santos.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Conforme demonstrado, por intermédio de alguns tipos de Jesus, podemos concluir que Jesus é, de fato, o Messias que havia de vir ao mundo. O próprio Jesus disse aos discípulos a caminho de Emaús: - “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo (O Messias) padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras…” – Lc 24:25-27

• Sejamos diligentes para crermos tudo o que os profetas disseram a respeito de Jesus. Isto porque, por detrás e por baixo da Bíblia, acima e além da Bíblia, está o Deus da Bíblia. Ela nos apresenta Jesus Cristo, o