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quinta-feira, 14 de outubro de 2010




Programa Assembleia de Deus em ação
Quadro: Escola Bíblica Dominical em Ação
Acesse:www.princesadasmatas.com.br
Um abraço a todos!!!!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

3ª Lição: A Oração Sábia



Igreja Evangélica Asembleia de Deus
Rua Frederico Maia, 49 - centro
Viçosa - Alagoas
Escola Bíblica Dominical
Pastor: Donizete Inácio de Melo
Superintendente: Pb. Efigênio Hortencio de Oliveira

I – Vivendo a diferença.

1. O Lar de Salomão.

Quero aqui mostrar para as pessoas que tiveram sua infância, conturbada com os mais diversos problemas, que é possível através da oração sábia, da comunhão com o Senhor, do desejo de acertar e não ser igual aos pais ou irmãos que deixaram exemplos maus, ter uma vida sadia, alegre com o Senhor. Salomão viveu no lar conturbado, cheios de problemas morais, como o incesto entre seus irmãos Tamar e Amnom ( 2 Sm 13.1-17); o assassinato de Amnom (13.23-29); a usurpação do trono de Davi por seu filho Absalão (15.1-8); que mais tarde prostituiu-se com as concubinas de seu pai (16.20-23). E muitos outros episódios que marcaram a vida de Salomão, no entanto, enquanto Salomão esteve na presença do Senhor, Deus o abençoou.

Obs. Queridos irmãos, muitos tem sido criados em lares, cheios das mais diversas dificuldades, em comunidades onde a violência tem tomado conta. Mas eu tenho uma ótima notícia para vocês, Deus ainda é o mesmo, suas misericórdias não tem fim, seja fiel ao Seus Deus, busque-o, ame-o e Ele cumprirá o desejo do seu coração.

2. Salomão e o altar de Deus.

As experiências de Salomão com Deus no altar da oração evidenciam que é possível, a qualquer crente, permanecer firme e inabalável na fé, independente do meio no qual esteja, como é o caso de José (Gn 39.7-21), Daniel (Dn 1.8,9), Misael, Hananias e Azarias. Muitos crentes através da história sofreram ao ter de viver a sua fé em ambientes hostis, no entanto, permaneceram fiéis ao Senhor (Hb 11.36-38).

Obs. Sejamos fiéis ao Senhor, independente de onde estamos, pois ainda temos liberdade de servi-lo, adorá-lo sem sermos perseguidos pelo regime político, ou até religioso. Porém essa liberdade pode cessar a qualquer momento, lembremos dos irmãos que vivem em países aonde é proibido falar de Jesus, onde cristãos vivem no mundo hostil, mas que permanecem com sua fé inabalável, e por tem a certeza de sua salvação em Cristo Jesus. Aos amados que vivem no lar aonde só ele ou ela é cristão, fique firme, pois o Senhor é a sua vitória, ele é a sua bandeira, tenha bom ânimo esforça-te e cristo de ajudará.

3. A oração de Salomão na inauguração do Templo.

A oração do Justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16). Josué orou e o sol parou ( Js 10.13); Elias orou e o fogo desceu e consumiu o holocausto (1 Rs 18. 36-38), um homem chamado Jorge Muller, em certa ocasião ao fazer uma viagem para pregar a palavra em outro continente, embarcando ele no navio depois de algum tempo o comandante lhe disse que não era possível chegar no horário marcado pois caíra um grande nevoeiro e estava dificultando a visão, Jorge Muller, respondeu: eu nunca cheguei atrasado a um compromisso com meu Deus, e não será desta vez, convidou o comandante a orar, no porão do navio e aos sair o céu estava limpo sem nenhuma nuvem. Deus ainda responde orações sábias. Nesta oração de Salomão o objetivo foi dar ao Senhor uma Casa (embora Deus não habite em templos feitos por mãos) e ao povo um local para adorar, reconhecendo o que Deus é capaz de fazer por meio da oração. Você reconhece que Deus é o Deus do impossível, e que não há nada que Ele não possa fazer?(Mt 19.26; Mc 10.27) Confiemos em Deus que tudo pode.
II – As características da oração de Salomão

1. Salomão confessou que Deus é único (2 Cr 6.14).

A oração precisa ser objetiva, e toda oração tem início, meio e fim, Se observarmos na oração de Salomão ele inicia exaltando ao Senhor Deus, reconhecendo sua grandeza, seu poderio, que guarda a aliança, ou seja cumpre com suas palavras, Salomão faz um resumo das promessas do Senhor ao seu pai Davi, demonstrando conhecimento da história de Israel, e do que Deus fez pelo seu povo. Que nas nossas orações antes de pedirmos, possamos reconhecer o que Deus fez por nós, trazendo em nossas lembranças os livramentos e benefícios realizados por este Deus, que é digno de honras, glórias e louvores.

2.Salomão proclama a fidelidade de Deus.

Observamos neste tópico algo muito importante que precisa está sempre em nossa mente, independente da situação em que estamos vivendo, estou falando da fidelidade de Deus – [ do heb. Aman; do Gr. Aletheia; do lat. Fidelitatem] Firme compromisso de Deus em manter as cláusulas das alianças que Ele estabeleceu com o seu povo. Sua fidelidade advém de sua natureza moral, absoluta e infinitamente justa ( 2 Ts 3.3), e do exercício de seus atributos incomunicáveis: onipotência, onisciência, onipresença, infinitude etc. Salomão estava vivendo o cumprimento das ricas e infalíveis promessas divinas feitas, antes do seu nascimento, a seu pai Davi. Este reconhecimento é manifesto através de uma oração de gratidão a Deus. No finalzinho deste tópico o comentarista nos chama a atenção para uma vida santa e abundante no Senhor, pois despertará no povo de Deus o desejo de conhecê-lo mais e mais pelas gerações futuras.

2. Salomão era sensível ao bem-estar do seu povo.

Salomão demonstra amor e sua preocupação pelas necessidades sociais e espirituais do povo, observe aqui mais uma característica da oração sábia, não buscar seus próprios interesses, ter em mente o bem-estar da comunidade. Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de servir a comunidade (Ef 4.14), Abraão intercede por Ismael Gn 17.18,20, intercede por Ló 18.23-32, entre vários exemplos de orações em favor de outrem, ou orações intercessoras, que é o que veremos no próximo tópico.

III – A Oração intercessora.

Podemos dizer que esta oração, demonstra o amor que devotamos aos nossos irmãos, a ponto de termos empatia pelo próximo.

Intercessão: Súplica em favor de outrem. A intercessão pressupõe sofrer comos que sofrem; chorar com os que choram; e, tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que nos importamos com o sofrimento do próximo.

1.No antigo testamento.

Salomão demonstrou a mesma sensibilidade espiritual vista em Abraão, quando intercedeu diante de Deus, antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18.22-33) O mesmo sentimento teve Moisés, concernente ao povo de Deus escravizado no Egito. Ele não só orava, mas também sofria pelo povo ( Hb 11.24-26) 1Sm 7.8 diz: Por isso disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR nosso Deus por nós, para que nos livre da mão dos filisteus, Jeremias foi o profeta que mais intercedeu pelos Judeus(Jr 14.11).

2. No período Interbíblico.

O vocábulo interbíblico significa “entre a Bíblia”, ou seja, período entre o antigo e o novo testamento. Sabemos que neste período não houve nenhuma revelação divina escrita, porém, acreditamos que os piedoso servos de Deus deste período oravam, aguardando a vinda do Messias e a redenção em Jerusalém.

3. Em o Novo Testamento

A mais bela de todas as intercessões acha-se em João 17. Nesta passagem, Jesus mostra porque recebeu o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. (Jo 17. 9,11) “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti.

Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós”. Glória a Deus nas maiores alturas, leia toda esta oração do Senhor Jesus.

Fonte:ebdweb
Todaquimta das 18:10 às 19:00 hs
Escola Bíblica Dominical e Ação
acesse: wwww.princesadasmatas.com

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dez razões para ir à Escola Dominical



1. Por causa da enorme e crescente necessidade do genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus;

2. Porque a EBD é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus;


3. Porque os objetivos da EBD são os mesmo objetivos da Igreja e, se eles forem alcançados na vida dos alunos, tudo se transformará na vida da igreja local;


4. Porque a qualidade da EBD determina a qualidade e o nível espiritual da igreja local;


5. Porque é na EBD que homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças adquirem uma fé mais robusta e madura, e, assim, estarão prontos e mais aptos a desempenharem suas atividades na obra de Deus;

6. Porque a EBD desenvolve a espiritualidade e o caráter dos crentes;


7. Porque a EBD é um dos meios de evangelização que a igreja possui, ou seja, pode-se evangelizar na Escola e através dela. Além disso, é onde o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária;

8. Porque a EBD é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos;



9. Porque a EBD reúne a família: pais e filhos fortalecem o relacionamento, as crianças crescem na disciplina do Senhor e os casais aperfeiçoam a vida conjugal;

10. Porque a EBD é uma fonte de avivamento espiritual para a igreja, pois, onde a Palavra de Deus é ensinada e praticada, o avivamento acontece.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



De segunda a sexta-feira das 18:10 às 19:00, ouça o programa ASSEMBLÉIA DE DEUS EM AÇÃO. ACESSE:www.princesadasmatas.com
ESTA É UMA PROGRAMAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA -ALAGOAS

2ª Lição: A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

TEXTO ÁUREO

“Então os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida, porque a sua oração chegou até à sua santa habitação, aos céus” (2Cr 30.27).

- Depois que o templo foi purificado, os sacerdotes e o povo se santificaram e celebraram por 14 dias a festa da páscoa e dos pães asmos. Após a celebração, o povo saiu para as cidades de Judá e quebrou as imagens, cortou os aseras e derrubou os altos, destruindo toda a idolatria. As turmas de sacerdotes e levitas no templo, responsáveis pelo sacrifício e pela musica, foram novamente estabelecidas por Ezequias. Durante algum tempo, esses serviços haviam sido interrompidos. Foram restaurados e continuaram durante o reinado de Ezequias, mas novamente foram interrompidos no reinado do seu filho Manassés.

VERDADE PRÁTICA

Assim como hoje, a oração no Antigo Testamento era um canal permanente de comunicação entre Deus e o seu povo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1Rs 18.31-39

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Descrever a oração no Pentateuco, e nos livros Proféticos e Poéticos;

- Explicar o desenvolvimento da oração no Antigo Testamento, e

- Conscientizar-se de que a oração é o elo entre Deus e o homem.

PALAVRA-CHAVE

Antigo Testamento:- É a primeira das duas maiores divisões da Bíblia. Nela consta uma biblioteca de 39 livros canônicos.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

A Bíblia inteira exorta o crente a oração. Sem esse recurso valioso e indispensável à vitória contra o mal, é impossível ao crente e a igreja resistirem às investidas das heresias. No mundo antigo, o que caracterizava a existência de uma família era a existência de um lar; um compartimento da casa onde tinham acesso apenas os membros da família e onde havia um altar para culto aos antepassados – os deuses lares (Gn 31.30,34). A oração é um dever de todo cristão, quem o diz é o próprio Jesus com a parábola do juiz iníquo para ilustrar o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lc 18.1). A oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (Mt 6.5). Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes no dia, segundo as leis herdadas dos seus antepassados e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem. Apesar de tanto rigor e respeito às tradições herdadas, eles esqueceram que a oração é como uma via de mão dupla através da qual o crente, com seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro com as respostas – ‘Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes’ (Jr 33.3). Vivemos numa geração que não sabe mais orar. Quando lemos na Bíblia as orações dos grandes servos de Deus, ou quando lemos a biografia dos santos do passado, percebemos o quanto nos distanciamos do ensino bíblico. Não é por acaso que encontramos nas livrarias, prateleiras abarrotadas com diversos escritores ensinando uma visão incorreta da oração e da fé. Ensinam a exigir as bênçãos de Deus, a dar ordens de comando, a usar palavras mágicas para que as coisas aconteçam; para estes, orar é pensar positivamente. Na primeira lição, tivemos a oportunidade de estudar o sentido e o significado da oração. Prosseguindo com o nosso estudo, vamos focalizar mais alguns aspectos que caracterizam a oração genuinamente bíblica. Faremos isso, examinando a oração no Antigo Testamento, o qual apresenta o exemplo dos grandes patriarcas, homens de oração: Abraão, Jacó, Moisés, Davi e os profetas; falavam com Deus como se fala com um amigo, porque Deus, de fato, assim o é. Os Salmos são uma obra mestra de oração dos homens do Antigo Testamento e continuam a ser uma peça fundamental da oração da Igreja. Neles colocavam as suas necessidades e as suas esperanças, nomeadamente a vinda do Salvador, tão anelada e suplicada. Boa Aula!
(II. DESENVOLVIMENTO)

I. A ORAÇÃO NO PENTATEUCO

1. A oração durante o êxodo de Israel. A amargura da escravidão no Egito trouxe para Israel um aprofundamento no seu relacionamento com Deus. YAHWEH deu a si mesmo o nome pessoal: EU SOU O QUE SOU (de onde deriva o hebraico. YAHWEH), uma expressão hebraica que expressa ação. Deus estava efetivamente dizendo a Moisés: ‘Quero ser conhecido como o Deus que está presente e ativo’. Inerente no nome YAHWEH estava a promessa da presença viva do próprio Deus, dia após dia com o seu povo. Este nome expressa seu fiel amor e cuidado e seu desejo de redimir o seu povo e estar em comunhão com ele. Essa verdade corresponde à promessa fundamental do concerto: para te ser a ti por Deus (Gn 17.7; Sl 46). É digno de nota que quando Jesus Cristo nasceu, foi chamado Emanuel, que significa Deus conosco (Mt 1.23); Ele também chamava-se a si mesmo pelo nome Eu sou (Jo 8.58). Os israelitas tinham sido convidados para a terra de Gósen, no Egito, e posteriormente foram escravizados injustamente. Nesse período, oravam por libertação. Assim como Deus estava atento ao sofrimento do seu povo no Egito, Ele também conhece as aflições de todos os outros seus servos. Aos libertar seu povo escolhido, deu-lhes também todo o salário que nunca lhes foi pago, mas não deviam tomar nada à força. Deus faria surgir nos egípcios uma atitude favorável, de tal maneira que quando o povo de Israel pedisse prata, ouro e roupas, os egípcios lhes dariam com abundância. Assim, ao invés de se retirarem furtivamente do Egito, como escravos fugitivos, sairiam então triunfantemente, como um exército vitorioso conduzindo os frutos da vitória. Deus é aquele que está presente e ativo – EU SOU O QUE SOU - Ele ouve o clamor dos aflitos e dos oprimidos. Em tais ocasiões, os santos precisam clamar a Deus para que Ele intervenha com misericórdia em seu favor. Quer nossa opressão provenha das circunstâncias, das pessoas, de Satanás, do pecado, ou do mundo o consolo, graça e ajuda de Deus são plenamente suficientes para satisfazer todas as nossas necessidades (Rm 8.32). No tempo certo, Deus nos livrará (Gn 15.13).

2. A gratidão de Israel a Deus. Deus prometeu aos israelitas que ia lutar por eles, mas eles tinham a obrigação de avançar, pela fé, em direção ao mar. Deus luta em prol dos seus, à medida que estes andam pela fé e em obediência à sua Palavra (Ne 4.20; Sl 35.1). Na epopéia da fuga do Egito, na escuridão, a nuvem milagrosamente protegeu Israel, interpondo-se entre os egípcios e os israelitas. Ao mesmo tempo, a coluna de fogo da parte de Deus, projetava abundante luz sobre o caminho através do mar, de modo que os israelitas pudessem atravessá-lo (Ex 14.24). A travessia do mar Vermelho (Ex 13.18; 14.31), literalmente mar de Juncos (hb. Yam Suph), foi um ato milagroso diretamente da parte de Deus. Os escritores bíblicos posteriores citaram esse evento para relembrar ao povo de Deus a respeito do seu poder e grandeza (Js 24.6,7; Sl 106.7,8; Is 51.15; Jr 31.35; Na 1.3,4). O livramento de Israel através do mar Vermelho confirmou a promessa de Deus: O Senhor pelejará por vós (Ex 14.14). Vendo o pavoroso juízo que Deus executou contra o exército egípcio, o povo temeu ao Senhor; e, vendo o livramento milagroso da parte de Deus, creu no Senhor. Quando temos uma revelação autêntica da majestade de Deus e dos seus juízos contra o pecado, nós nos apegamos a Ele com fé e crescemos no seu temor. ‘Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR…’ (15.1). Este cântico celebrou a vitória de Deus no mar Vermelho contra o poder do Egito. É um hino de louvor e ações de graças a Deus por sua majestade, por seu poderio nas batalhas e pela sua fidelidade ao seu povo. O livramento dos israelitas das mãos dos egípcios prefigura e profetiza a vitória do povo de Deus sobre Satanás e o anticristo nos últimos dias; daí, um dos cânticos dos redimidos ser chamado o ‘cântico de Moisés’ (Ap 15.3).

3. O esquecimento e a ingratidão de Israel. Depois de apenas três dias de viagem (Nm 10.33), o povo começou a murmurar e a queixar-se porque as condições não eram excelentes. Quão rapidamente se esqueceram do livramento da escravidão do Egito e dos atos poderosos de Deus em seu favor! Não quiseram confiar em Deus e deixar com Ele sua vida e seu futuro. Atraíram assim, contra eles, a ira e o juízo divinos. Nós, como crentes do tempo da Graça, nunca devemos deixar de agradecer pela morte sacrificial de Cristo por nós, pela libertação do pecado e pela graciosa provisão divina de orientação e bênção em nossa vida. A conduta de Israel nos ensina acerca do perigo de haver o ‘vulgo’ em nosso meio (Nm 11.4). O termo ‘vulgo’ refere-se aos não-israelitas que se juntaram ao povo de Israel, no êxodo (Êx 12.38). Influenciaram Israel a rebelar-se contra Deus e a desejar os ilusórios prazeres do Egito. O povo queixou-se amargamente da maneira como Deus ia conduzindo os acontecimentos; eram quais crianças mimadas que choram para impor sua própria vontade (Nm 11.1,4-6). Deus deixou-os ter aquilo que queriam, mas ‘fez definhar a sua alma’ (Sl 106.15; cf. Sl 78.29-33). Assim, esse episódio configura uma solene advertência para quem insiste em andar na sua própria vontade e desejos, ao invés de humildemente submeter-se à vontade de Deus e de ser-lhe grato por sua providência. Rejeitar os caminhos de Deus para conosco equivale à incredulidade e à rebelião contra Ele; tal atitude leva ao seu julgamento (cf. Sl 78.17-22). Os israelitas foram alvos da graça de Deus no Êxodo. Foram libertos da escravidão, batizados (1Co 10.2), divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com Cristo (1Co 10.3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a Deus e foram destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e, portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida. Paulo argumenta que, assim como Deus não tolerou a idolatria, pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes da Nova Aliança. O terrível juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus como Israel (1Co 10.7-10), eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste prometida. Assim, a história do julgamento divino do povo de Deus no AT ficou gravada nas Escrituras para bem advertir os crentes do NT contra o pecado e o cair da graça.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A oração durante o êxodo de Israel pode ser dividida em: gratidão a Deus pela libertação da escravidão do Egito e ingratidão e esquecimento por deixar-se contaminar com outros povos.

II. A ORAÇÃO E OS PROFETAS

1. A oração como fator decisivo no ministério Profético. Os profetas foram pessoas que se levantaram em momentos de crise social. Eles surgem em grupos (1Sm 19.20; 1Rs 2.3); viviam em comunidades (2Rs 4.38-41); eram sustentados por esmolas e doações (2 Rs 4.8, 42); cantavam, soltavam gritos e lamentações (1Sm 10.6-9; Mq 1.8), chegavam até a cair por terra, prostrados ou desmaiados (1Sm 19.24; Dn 8.18, 27). Assim como hoje, houve uma classe de profetas profissionais, antropocêntricos, que só pensavam no crescimento do reino humano (Is 42.18-43.2; Jr 29.8,9). Só pregavam Deus apoiando o povo, não lhes importava a aliança, ou a justiça. Sua teologia era de apenas uma ponta, não levava em consideração toda realidade e história do povo. Não eram simplesmente indivíduos perceptivos no sentido político ou social. Eram pessoas que, pela revelação de Deus, tinham conhecimento da importância dos eventos e das necessidades do povo comum. Em seu trabalho eles falavam de acontecimentos futuros, de modo a advertir sobre as conseqüências dos atos presentes (ver Am 1.2), e no geral falavam contra a sociedade em que viviam. […] Havia muito mais profetas do que aqueles que conhecemos pelas profecias registradas ou eventos históricos ‘E falarei aos profetas e multiplicarei a visão; e, pelo ministério dos profetas, proporei símiles’ (Os 12.10). Ninguém poderia alegar ignorância como desculpa, Deus alertava seu povo através de profecias. O Senhor tinha uma acusação contra o povo, por isto os conclama a ouvir-lhe a queixa, e a justificar suas ações iníquas, caso o pudessem. Que direito tinham de rejeitar a seu Deus segundo o concerto, e desobedecer-lhe às leis? As acusações formais contra o povo são alistadas na perícope de Mq 6.9-16. Deus pergunta ao seu povo se Ele os decepcionou de alguma maneira. Seria sua culpa terem eles desobedecido à sua palavra? Deus negligenciara os seus, deixando de amá-los? A resposta é óbvia. Israel não tinha desculpa. Deus havia tratado o seu povo com bondade e paciência no decurso de sua história. Hoje, Deus poderia repetir as mesmas perguntas a todos quantos lhe viram as costas. Se nos tornarmos desleais a Ele e aos seus justos padrões, conformando-nos com o mundo, não será porque Deus nos tem sido infiel. Pelo contrário: será devido aos nossos próprios desejos egoístas e à nossa ingratidão para com a sua graça e amor. Miquéias oferece uma tríplice definição do modelo divino concernente à nossa fidelidade a Deus:

a. agir com justiça, sendo imparciais e honestos em nosso trato com o próximo (cf. Mt 7.12);

b. amar a misericórdia, demonstrando compaixão e misericórdia genuínas aos necessitados;

c. andar com o nosso Deus, humilhando-nos diante dEle todos os dias, com piedoso temor e reverência à sua vontade (cf. Tg 4.6-10; 1 Pe 5.5,6).

O povo de Deus diante dEle orava, adorava, cantava e louvava, mas seus corações não estavam em Deus, nem obedeciam à sua Palavra. Agiam como se a revelação de Deus e seus padrões de santidade não fossem obrigatórios. Ao invés de se deleitarem em Deus e na sua Palavra, levavam o seu tempo em formalidades e tradições religiosas ensinadas por seus dirigentes. Viviam egoisticamente e numa falsa segurança (cf. Jr 4.3,4; 24.7; 31.31-34). Em idêntica condição de perigo destruidor, estão certas igrejas hoje. O povo exalta e louva a Deus com os lábios, mas não lhe tem o mínimo de amor, nem aos seus santos ensinos. Terminado o culto, voltam aos prazeres do pecado e do mundo, para satisfação da carne (Mc 7.6,8). O resultado disso é cegueira e engano espirituais.

2. O profeta Elias. A coragem e a fé patentes em Elias não têm paralelo em toda a história da redenção. Seu desafio ao rei, sua repreensão a todo o Israel e seu confronto com os 450 profetas de Baal (1Rs 18.16- 22) foram embates que ele os enfrentou dispondo apenas das armas da oração e da fé em Deus. Vemos sua confiança em Deus na brevidade e simplicidade da sua oração (41 palavras em hebraico). O propósito de Elias no seu confronto com os profetas de Baal, e a oração que se seguiu, foi revelar a graça de Deus para com o seu povo. Elias queria que o povo se voltasse para Deus. Semelhantemente, João Batista, o ‘Elias’ do NT, tinha como alvo levar muitos a buscarem a Deus como preparação para o advento de Cristo. O Senhor milagrosamente produziu fogo para consumir o sacrifício de Elias (1Cr 21.26; 2Cr 7.1). Esse milagre vindicou Elias como profeta de Deus e comprovou que somente o Senhor de Israel era o Deus vivo, a quem deviam servir. De modo semelhante, o crente deve orar, com fé, pela manifestação divina em seu meio, mediante o Espírito Santo (1Co 12.4-11; 14.1-40).

3. O profeta Eliseu. ‘E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhes abra os olhos, para que veja.’ (2Rs 6.17). Com essa oração, o profeta Eliseu dá uma demonstração a seu moço do poder da oração. Como resposta à oração do profeta, Deus mostrou que existe um mundo espiritual invisível, que consiste nas hostes de anjos ministradores, que estão ativos na vida do povo de Deus (Gn 32.1,2; Sl 91.11; 34.7; Is 63.9). Desse ocorrido podemos assimilar vários princípios:

a. Não somente Deus está a favor do seu povo (Rm 8.31), como também exércitos dos seus anjos estão disponíveis, prontos para defender o crente e o reino de Deus (Sl 34.7);

b. Todos os que crêem na Bíblia devem orar continuamente para Deus livrá-los da cegueira espiritual e abrir os olhos dos seus corações para verem mais claramente a realidade espiritual do reino de Deus (Lc 24.31; Ef 1.18-21) e suas hostes celestiais (Hb 1.14);

c. Os espíritos ministradores de Deus não estão distantes mas, sim, bem perto (Gn 32.1,2), observando os atos e a fé dos filhos de Deus e agindo em favor deles (At 7.55-60; 1 Co 4.9; Ef 3.10; 1 Tm 5.21);

d. A verdadeira batalha no reino de Deus não é contra a carne e o sangue. É uma batalha espiritual ‘contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais’ (Ef 6.12; Ap 12.7-9; Ef 6.11);

e. Há um relacionamento de causa e efeito nas batalhas espirituais; o resultado das batalhas espirituais é determinado parcialmente pela fé e oração dos santos (2Rs 6.16-20; Ef 6.18,19; Mt 9.38).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As vidas dos profetas Elias e Eliseu confirmam a oração como elo entre os profetas do AT e Deus

III. OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO

1. Jó. Não se sabe exatamente em que época viveu e escreveu o autor de Jó, mas o hebraico clássico do prólogo o situa numa data posterior a 1500 a.C. O prólogo descreve a submissão de Jó à vontade divina em meio ao sofrimento. Ali, Jó aparece como um homem bom que confia na bondade do seu Deus. Como pai piedoso, Jó tinha muito zelo pelo bem-estar espiritual de seus filhos. Vivia atento à conduta e modo de vida deles, orando a Deus para que os protegesse do mal e que experimentassem da parte de Deus a salvação e suas bênçãos. Jó exemplifica o pai de coração voltado para os filhos, dedicando-lhes tempo e atenção necessários para mantê-los afastados do pecado

2. Salmos. O nome ‘Salmos’ significa ‘cânticos’ e é proveniente da Septuaginta, a antiga tradução do AT. O NT usa esse nome nas passagens de Lc 20.42; 24.44; At 1.20. A palavra hebraica correspondente, mizmor, ocorre com freqüência nos salmos e significa um cântico vocal ou instrumental. O pai da Reforma Martinho Lutero, denominou o Livro de Salmos de ‘uma pequena Bíblia e o resumo do Antigo Testamento’. E, por mais breves que devamos ser, não podemos omitir o nome de Davi. Se a sua história é marcada por uma vida de oração, as profundas experiências que teve com o Senhor, a quem ele amava de todo o coração, estão relatadas de forma belíssima e imensamente inspirativa nos Salmos. Através dos séculos, o livro dos Salmos tem sido fonte de inspiração pessoal e de fortalecimento espiritual. Enquanto os crentes lidam com as adversidades da vida, muitas vezes ficam frustradas por não serem capazes de expressar adequadamente suas dores emocionais ou angustia mental. Salmos com suas orações penitentes, gritos de dor, expressam habilmente os nossos anseios mais profundos.

3. A experiência de Asafe. Asafe, líder de um dos coros levíticos do Templo nos dias de Davi (1Cr 25.1). Ele reuniu os Sl 73 a 83, mas pode não ter escrito todos eles. Ao escrever o inquietante Salmo 73, Asafe explicou que, até entrar no santuário de Deus, não podia entender a justiça que permitia que o ímpio prosperasse, enquanto o justo suportava o sofrimento. Embora Deus seja soberano e justo, os ímpios geralmente prosperam (vv. 3-12), enquanto quem serve a Deus parece sofrer mais (vv. 13,14). O salmista ficou desanimado ao comparar as suas aflições com a evidente prosperidade e felicidade de muitos ímpios. Porém, Deus restaura a confiança do salmista nEle e nos seus caminhos, ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos. Deus revela ao salmista o destino final dos ímpios. Isso coloca seu problema na perspectiva tanto da eternidade como da suprema bem-aventurança do crente. No final, todos os justos serão felizes e vitoriosos com Deus, ao passo que os ímpios perecerão. Levando em conta a breve duração da nossa vida, se avaliarmos as coisas daqui, tão somente da nossa perspectiva limitada, terrena e humana, é bem possível ficarmos desanimados e frustrados. Precisamos ter a Palavra revelada de Deus e seu Espírito Santo, para completarmos a jornada da vida com fé e confiança na bondade e justiça de Deus. Nesta vida, com tantos problemas, nosso supremo bem é a comunhão íntima com Deus através da oração. Não importa que o ímpio prospere; nossa riqueza, tesouro e vida é o próprio Deus sempre conosco, guiando-nos por sua Palavra e seu Espírito, sustentando-nos pelo seu poder e depois nos recebendo na glória celestial. No dizer do apóstolo Paulo: ‘Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho’ (Fp 1.21) deve ser nosso lema face aos cuidados da vida. Esta atitude leva ao triunfo da fé.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Os livros poéticos de Jó e Salmos mostram o valor da oração e o relacionamento pessoal de Deus com o seu povo respectivamente.

(III. CONCLUSÃO)

Continuando com a nossa atenção voltada para os registros do Antigo Testamento, verificamos que a riqueza de ensinamentos sobre a oração é incontável, destacando-se este ponto: os grandes servos do Senhor, homens e mulheres que, com inteireza de coração amaram a Deus e O serviram, eram pessoas de oração e, por meio dela, tiveram marcantes experiências com Deus. ‘Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz; porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá , nem se esquecerá do pacto que jurou a teus pais.’ (Dt 4.29-31). Que maior incentivo poderíamos receber, senão este? Somos conclamados a buscar ao Senhor. Para isso, recebemos a orientação de como fazê-lo: buscar de todo o coração e de toda a alma. Porém, além de ser uma orientação, esta é também uma condição, reiterada por Deus mesmo que usa o profeta Jeremias para novamente dizer isso ao povo: ‘Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.’ (Jr 29.12,13). Assim fazendo, temos a certeza de que acharemos o Senhor e de que ouviremos a sua voz, porque o nosso Deus é misericordioso e não nos desamparará, diz a Palavra.

APLICAÇÃO PESSOAL

Muitos crentes têm sido ensinados de uma maneira equivocada de que Deus nos dá um cheque em branco e, tudo o que pedirmos, Ele se obriga a conceder. Acreditam que Deus atende as orações de todos independentemente da vida do que suplica e da vontade de Deus. Basta pedir com fé e confessar positivamente, e a pessoa recebe a bênção. Baseados no ensino geral das Escrituras, e lendo a biografia dos grandes homens de Deus do passado, entendemos que precisamos preencher alguns requisitos para que nossas orações sejam ouvidas pelo Senhor:

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS
RUA FREDERICO MAIA, 49, CENTRO
VIÇOSA ALAGOAS
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
PASTOR: DONIZETE INÁCIO DE MELO
SUPERINTENDENTE: PB. EFIGÊNIO HORTÊNCIO DE OLIVEIRA

- A oração aceita por Deus é aquela em que entramos em sua presença profundamente tomada pelo senso da nossa indignidade e incapacidade;

- Consciência de que não se pode agradar a Deus sem fé, sem confiar nEle (Hb 11.6);

- Alguns acreditam que o nome de Jesus é apenas uma fórmula para que nossas orações sejam atendidas Precisamos entender o que isso realmente significa: orar em nome de Jesus é – em obediência ao Seu mandamento e na confiança de Suas promessas – suplicar por misericórdia por Sua causa, não pela mera menção do Seu nome, mas para derivarmos de Cristo e Sua mediação o encorajamento para orar e a nossa ousadia, força e esperança de aceitação em oração.

John Bunyan descreveu a oração como sendo ‘derramar de modo sincero, consciente e afetuoso o coração ou alma diante de Deus, por meio de Cristo, no poder e ajuda do Espírito Santo, buscando as coisas que Deus prometeu, ou que são conforme a Sua Palavra, para o bem da igreja, com submissão, em fé, à vontade de Deus’.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS
RUA FREDERICO MAIA, 49 , CENTRO
VIÇOSA - ALAGOAS
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
PASTOR: DONIZETE INÁCIO DE MELO
SUPERINTENDENTE:Pb. EFIGÊNIO HORTÊNCIO DE OLIVEIRA


Neste trimestre estudaremos a respeito da oração, um assunto extremamente importante e necessário para a igreja e a saúde espiritual de todo cristão. Há quem diga que a relevância que o oxigênio tem para o corpo é a mesma que a oração tem para a alma. As lições serão: 1) o que é oração; 2) a oração no Antigo Testamento; 3) a oração sábia; 4) a oração em o Novo Testamento; 5) orando como Jesus ensinou; 6) importância da oração na vida do crente; 7) oração da igreja e o trabalho do Espírito Santo; a oração sacerdotal de Jesus Cristo; 9) a oração e a vontade de Deus; 10) o ministério da intercessão; 11) a oração que conduz ao perdão; 12) quando o crente não oração e 13) se o meu povo orar. Nesta primeira lição, abordaremos os sentidos bíblico-teológicos da oração.

1. SENTIDOS DA ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
O termo “oração” tem diferentes palavras no Antigo Testamento. Palal é um verbo encontrado em oitenta contextos com o significador predominantes de “orar”. As ocorrências desse verbo dizem respeito às orações que são oferecidas a Deus (Gn. 20.17; Nm. 11.2; Dt. 9.26; I Sm. 1.10; I Rs. 8.28; II Rs. 6.17; II Cr. 6.19; Ne. 2.4; Sl. 5.2; Is. 37.15; Jr. 29.12; Jn. 2.1). Essa palavra também é usada para referir-se ao ato de interceder a Deus (Jr. 7.16; 11.14; 14.11) e como um ato de confissão (Ed. 10.1; Ne. 1.4; Dn. 9.4,20). Outra palavra em hebraico para oração é tephilah, um substantivo derivado de palal, que se encontra em II Sm. 7.27; I Rs. 8.28; Sl. 42.8; Jn. 2.7. Tephilal também ocorre no sentido da oração intercessória em Is. 37.4; Dn. 9.3 e também diz respeito ao templo, enquanto Casa de Oração, em Is. 56.7. O verbo selah, em aramaico, é encontrado em dois lugares: Ed. 6.10; Dn. 6.10, no sentido de oração. O verbo paga apresenta o sentido de “encontro”, ressaltando esse aspecto da oração em Jó. 21.15. Atar é um verbo encontrado em Gn. 25.21; Ex. 8.8 com o significado de “interceder”. Shaal, encontrado aproximadamente 170 vezes no Antigo Testamento, tem como significado primário o ato de “pedir” (Sl. 122.6). Halah é uma palavra com sentidos variados, dentre eles destacamos: a petição (Zc. 7.2; 8.21,22).
2. SENTIDOS DA ORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento também existem palavras distintas para o sentido de oração. Proseuchomai é uma das mais comuns para explicitar o ato de orar ou de oferecer oração. Algumas referências gerais à oração com esse termo se encontram em Mt. 24.20; Mc. 11.24; Lc. 1.10; At. 9.11; 22.17; I Co. 11.4; 14.13. Há passagens em que esse termo é usado em relação à postura da oração (Mt. 6.5; I Tm. 2.8) e para exortar à oração (Mc. 13.18; Ef. 6.18; I Ts. 5.17; Jd. 20), inclusive por aqueles que perseguem os seguidores de Jesus (Mt. 5.44; Lc. 6.28). As ocorrências de proseuchomai aludem à oração por direcionamento (At. 1.24), cura de enfermidade (Tg. 5.13), intercessória (Rm. 8.26; Fp. 1.9; Cl. 1.3,9; 4.3; II Ts. 1.11; 3.1; Hb. 13.8). A oração também deva ser ato de comissão para o ministério, incluindo a imposição de mãos (At. 6.6; 8.15; 15.3; 14.23). Esse termo também é usado por Jesus para reprovar a oração hipócrita em Mt. 23.24; Mc. 12.40; Lc. 20.47. O verbo euchomai ocorre no grego do Novo Testamento com o sentido de orar, desejar, interceder (At. 27.29; II Co. 13.7,9; Tg. 5.16; III Jô. 2). Os termos para suplicar é deomai, geralmente relacionado ao ato intercessório (Mt. 9.38; Lc. 10.2; 21.36; 22.32; At. 4.31; 8.22,24; 10,2; I Ts. 3.10) e deesis, especificamente ao ato da súplica em Ef. 6.18; Fp. 4.6; I Tm. 2.1; 5.5; Tg. 5.6; Hb. 5.7. A relação entre oração e adoração também é explicitada através do substantivo deesis em Lc. 2.37 e à oração ouvida e recebida por Deus em Lc. 1.13; I Pe. 3.12.

3. SENTIDOS DA ORAÇÃO NA TEOLOGIA BÍBLICA
A oração baseia-se na convicção de que o Pai Celeste, que tem providencial cuidados sobre nós (Mt. 6.26,30; 10.29,30), que é cheio de misericórdia (Tg. 5.11), ouvirá e responderá às petições dos seus filhos da maneira e no tempo que Ele julgue melhor. A oração deve, então, ser feita com toda a confiança (Fp. 4.6), embora Deus saiba de tudo aquilo que necessitamos, antes de lhe pedirmos (Mt. 6.8,32). A resposta do Senhor pode ser demorada (Lc. 11.5-10), importuna (Lc. 18.1-8) e repetida (Mt. 26.44), e a resposta pode não ser o que pedimos (II Co. 12.7-9), mas o cristão pode descarregar sua ansiedade em Deus, sabendo que nEle podemos descansar (Fp. 4.6,7). As posições na oração, de acordo com a Bíblia, são as mais diversas: em pé (I Sm. 1.20,26; Lc. 18.11), de joelhos (Dn. 6.10; Lc. 22.41), curvando a cabeça e inclinando-a à terra (Ex. 12.27; 34.8), prostrado (Nm. 16.22; Mt. 26.39), com as mãos estendidas (Ed. 9.5) ou erguidas (Sl. 28.2; I Tm. 2.8). Sobre o lugar, o templo é reconhecido, prioritariamente, como “Casa de Oração” (Lc. 18.10), mas os fieis sempre oraram em lugares diversos, de acordo com a necessidade: dentro de um grande peixe (Jn. 2.1), sobre os montes (I Rs. 18.42; Mt. 14.23), no terraço da casa (At. 10.9), em um quarto interior (Mt. 6.6), na prisão (At. 16.25), na praia (At. 21.5). O lugar e a posição corporal não são dogmáticos em relação à oração, o mais importante, conforme ressaltou o Senhor, em Jo. 4.24, é a disposição espiritual, a fim de não incorrer na hipocrisia dos fariseus (Mt. 6.5).

CONCLUSÃO
Esperamos que o Senhor nos guie ao longo dos estudos sobre a oração neste trimestre. Dispomos de muitos recursos bíblico-teológicos sobre esse assunto que serão úteis à igreja do Senhor. O desafio, porém, é não apenas aprofundar o tema da oração, conhecer exaustivamente sobre o assunto (que tem sua devida importância), mas que sejamos cada vez mais despertados a buscar o Senhor em oração. Que neste trimestre aprendamos bastante sobre a oração, mas, principalmente, que venhamos a orar mais. Assim, “quando a noite chegar, e o mal me cercar, quero estar em constante oração” (HC 296

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

13ª Lição: A Missão Profética da Igreja

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Rua Frederico Maia, 49, Centro
Viçosa - Alagoas
Escola Bíblica Dominical
Pastor: Donizete inácio de Melo
Superintedente; pb. Efigênio Hortencio de Oliveira

TEXTO ÁUREO = “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9).

VERDADE PRATICA = Na adoração, a igreja dirige-se a Deus: no discipulado, dirige-se aos convertidos; na proclamação profética-se ao mundo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Atos 3.18-26

INTRODUÇÃO

A MISSÃO DA IGREJA NO MUNDO = João 20.21

“Missão” vem de uma palavra latina que significa “enviar”. Jesus ordenou aos seus primeiros discípulos, como representantes daqueles que os seguiriam — “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” Jo 20.21; cf. 17.18). Essa missão é ainda válida: a Igreja universal, incluindo cada igreja local e cada cristão, é enviada ao mundo para cumprir uma tarefa especifica.

A tarefa dada à Igreja tem duas partes.

Primeiro e fundamentalmente, é obra de testemunho perante todo o mundo, fazendo discípulos e plantando igrejas (Mt 24.14; 28.1 9-20; Mc 13.10; Lc 24,47-48). A Igreja proclama Jesus Cristo por toda parte, como Deus encarnado, Senhor e Salvador, e anuncia o convite de Deus aos pecadores para que entrem na vida, voltando-se para Custo por meio do arrependimento e da fé (Mt 22.110; At 17,30). O ministério de Paulo como plantador de igrejas e evangelista por todo o mundo, tanto quanto possível, é um modelo para se levar adiante essa tarefa primária ( Rm 1.14; 15.17-29; I Co 9.19-23; CL 1.28-29).

Em segundo lugar, todos os cristãos são chamados para realizar obras de misericórdia e compaixão. Confiando no mandamento de Deus para amar ao próximo, os cristãos devem responder com generosidade e compaixão a todas as formas de necessidades humanas (Mt 25.34-40; LC 10.25-37; Rm 12.20-21). Jesus curou doentes, alimentou famintos e ensinou a ignorantes ( Mt 15.32; 20.34; Mc 1.41; 10.1), e os que são novas criaturas em Cristo devem pôr em prática a mesma compaixão. Ao agirem assim, darão credibilidade ao evangelho que pregam a respeito de um Salvador cujo amor transforma pecadores naqueles que amam a Deus e ao próximo (Mt 5.16; Cf. 1 Pe 2.1 1-12).

Embora Jesus tenha previsto a missão aos gentios (Mt 24.14; Jo 10.16; 12.32), seu um ministério terreno foi dirigido às “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15.24). Paulo, o apóstolo aos gentios, sempre ia primeiro aos judeus, quando pregava (At 13.42-48; 14.1; 17.1-4,10; 16.4-7,19). Porque o direito dos judeus em ouvir primeiro o evangelho era determinação divina (At 3.26; 13.46; Rm 1.16), é importante para os cristãos continuarem testemunhando aos judeus. Como Paulo disse, foi de Israel, segundo a carne, que Cristo veio para ser o Salvador do mundo (Rm 9.5).

1. A PROCLAMAÇÃO PROFÉTICA DA IGREJA PRIMITIVA

A Leitura Bíblica em Classe nos mostra que a pregação do Reino de Deus tinha um sentido profético e missionário na vida da igreja primitiva. Um dos termos originais usado no Novo Testamento para descrever a proclamação da igreja é kerygma, traduzido por “pregação” (Rm 16.25; 1 Co 1.21; 2 Tm 4.1 7; Tt 1 .3), e “proclamação” (Lc 4.18; 1 Ts 2.9—ARA).

1. Demonstrada na revelação do mistério da vontade de Deus. As Sagradas Escrituras descrevem a proclamação das boas- novas e o seu conteúdo doutrinário como a revelação do “mistério que desde os tempos eternos esteve oculto em Deus” (Rm 16.25; 1 Co 2.7; Ef 1.9; 3.3,4,9; 5.32; 6.1 9).

Esse mistério não é descrito apenas como uma mensagem (Rm 1 6.2 5; Ef3.3; 6.19), mas como o Verbo encarnado (Cl 1 .26-28; 2.2,3; 4.3). Este revelou a Deus ( Jo 1.18; 8.16; 10.30), a vontade divina (Mt 7.21; jo 4.34) e a Palavra de Deus ( Jo 14; 24 = 17:6 = 14: 17)

a) O mistério revelado à Igreja. Segundo o Novo Testamento, o mistério foi revelado à Igreja para a glória dos santos (1 Co 2.7; CT 1 .26,27); como está escrito: “descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito” (Ef 1 .9). O mistério revelado da salvação em Cristo deve ser anunciado a todos os homens (Ef 3.9; 6.1 9; CI 4.3; 2.2).

b) O mistério desvendado em Cristo. Deus havia planejado a Igreja antes da fundação do mundo e a sua concretização haveria de acontecer na história da humanidade. Todo o plano de restauração e salvação que estava oculto cumpriu-se em Jesus Cristo (Ef 1 .9,10; Cl 1.27; 2.2) “na plenitude dos tempos” (Cl 4.4; Ef 1.10), quando Deus enviou seu Filho para salvar o homem (Lc 1 9.1 0), e despojar a Satanás e seus anjos, triunfando sobre eles (Cl 2.15; 1 Jo 3.5,8).

Este é o “mistério da piedade” que inclui os fatos da encarnação, morte, ressurreição e triunfo glorioso de Jesus Cristo (1 Tm 3.16).

2. Revelada na missão de anunciar o reino de Deus. Os Evangelhos são enfáticos quanto à mensagem de Cristo e dos seus discípulos no sentido de proclamar o Reino de Deus a todas as gentes (Mt 3.1,2; Mcl .14,15; Lc 18.16,17). A centralidade da mensagem está no Reino de Deus o foco principal da proclamação da Igreja em seus primórdios (At 1.3; 8.12; 14.22; 19.8; 20.25;

28.23,3 1). Quando se diz “é chegado o Reino (Mt 4.17), o sentido é profético, referindo-se tanto à presença do Reino no presente quanto no futuro. A atual manifestação do Reino de Deus implica salvação do poder do pecado, mas quanto ao futuro, a libertação da presença do pecado (1 Co 1 5.20-25,42-57).

II. DIMENSÕES DA MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA

1. A Grande Comissão (Mt 28.18-20). A missão profética da Igreja está implícita na Grande Comissão que lhe foi outorgada por Cristo. Vários textos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos falam da abrangência ilimitada da missão profética da Igreja (Mt 28.1 8-20; Mc 16.1 5-20; Lc 24.46,47; At 1 .8).

Essa missão profética de pregar o evangelho tem seu alicerce na autoridade de Jesus. E função da Igreja proclamar a todos que se arrependam, para que sejam perdoados os seus pecados (Mc 1 .14), e possam ingressar no Reino de Deus.

2. O novo pacto de Deus (Ex 19.1,2; Ef 3.2-5). Da semente de Abraão, Deus suscitou Israel e fez um pacto com esse povo para ser o seu representante na Terra. Israel recebeu de Deus uma missão profética, mas falhou. Então, o Todo-Poderoso elegeu um novo povo constituído de judeus e gentios, estabelecendo através de seu Filho Jesus um novo pacto. Deste modo, as promessas de Deus a Abraão cumprem- se na Igreja (Ef 3.10,11; Hb 8.6).

III. A MENSAGEM PROFÉTICA DA IGREJA (AT 3.18-26)

1. Arrependimento (At 2.38; 3.19; 17.30). O arrependimento requer uma mudança completa na vida de rebelião e pecado do homem contra Deus, para uma nova vida de fé e obediencia ao Senhor Jesus ordenou que em seu nome se pregasse o arrependimento a todas as nações ‘ (Lc 24.47). A mensagem de João Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.1 7) e dos apóstolos (At 2.38) uma veemente chamada ao arrependimento: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1 .1 5). Uma igreja morna perde sua função profética e não prega o arrependimento dos pecados. Todavia, a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.1 5). não se associa ao mundo inconverso e perdido; ao contrário, conclama a todos que se arrependam e se convertam, para que sejam perdoados de seus pecados (At 3.19).

2. A segunda vinda de Cristo (vv.20,21; 1 Ts4.13-18). A pregação do evangelho pelos apóstolos anunciava o retorno triunfante de Cristo à Terra, como cumprimento da palavra profética anunciada pelos santos profetas do Antigo Testamento. A missão profética da Igreja, portanto, inclui a proclamação do retorno triunfante de Cristo como juiz dos vivos e dos mortos (At 1 0.42; 1 7.31), não apenas dos cristãos, mas também dos pecadores.

IV. A IGREJA E SUAS PRIORIDADES

LEITURA = JOÃO 4.21-24

Neste primeiro trimestre do ano, estudaremos uma série de lições voltadas para o novo convertido, visando equipar a Igreja para que torne mais frutífero o seu trabalho na área da integração e do discipulado. Faz parte da estratégia da Comissão da Década da Colheita estudar, agora, o tema, já que nesta época cada igreja local formula seus planos de ação para o ano, e os crentes individualmente renovam os votos de dedicação ao Senhor. Neste primeiro domingo, para situar o assunto, vamos estudar sobre quais são as prioridades absolutas da Igreja.

V. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA ADORAR A DEUS

1. A visão bíblica da adoração. Segundo definição da Bíblia de Estudo Pentecostal, “a adoração se constitui de ações e atitudes que reverenciam e honram a dignidade do grande Deus do céu e da terra. Ela exige uma entrega de fé ao Todo- poderoso e um reconhecimento de que ele é Deus e Senhor”. Essa entrega, no Antigo Testamento, era representada através dos sacrifícios instituídos no Pentateuco, pelos quais o ofertante reconhecia os pecados e se submetia plena e voluntariamente à soberania divina. Mesmo antes das normas dadas por Deus através de Moisés, regularizando o culto divino do povo de Israel, os patriarcas tinham como prática a oferta de holocaustos como testemunho de sua adoração. Ver Gn 12.7,8; 13.4,18; 26.25; 33.20.

No Novo Testamento, a adoração é oferecida mediante o eterno e perfeito sacrifício de Jesus Cristo, que substituiu para sempre o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento e outorgou ao homem o direito de chegar, com ousadia e liberdade, à presença de Deus. Confira Hb 10.19-23. Segundo Romanos 12.1, adoração é a entrega pessoal e incondicional de todo o ser “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Isto implica em que cada ato praticado, mesmo os considerados mais simples, sob a nova aliança, deve trazer em si o propósito de reconhecer e honrar a Deus como o Senhor soberano sobre todas as coisas.

No encontro entre Jesus e a mulher samaritana (Jo 4.20-24), ele definiu a adoração como algo que deve ser feito em “espírito e em verdade”.

“Em espírito”, porque não depende mais de elementos litúrgicos externos que visibilizem o propósito do ofertante. É algo do coração, para ser recebido por Deus, e não visto pelos homens. Não é, portanto, a aparência que determina o valor da adoração. É o conteúdo. “Em verdade”, porque deve ser fruto da sinceridade do pecador que, contrito, reconhece a sua total dependência de Deus, mediante a obra vicária de Cristo na cruz.

Leia Lucas 18.9-14 e descubra, ali, o contraste entre a hipocrisia do fariseu, com a exterioridade de sua adoração, e a sinceridade do publicano, que, humilhado, mas sem qualquer formalismo exterior, dependia unicamente da misericórdia de Deus. Quem foi abençoado?

2. O povo de Israel chamado à adoração. O pacto de Deus com Israel tinha como selo a adoração ao seu nome. A chamada de Deus a Moisés, do meio da sarça, no Monte Sinai, deixa implícita esta verdade.

Em Êxodo 3.12 o Senhor estabelece como sinal do cumprimento de sua promessa de libertação o fato que os israelitas o serviriam no mesmo lugar onde havia chamado Moisés. Servir, aqui, é plena adoração.

Em Êxodo 3.18, ao orientá-lo sobre como dirigir-se a Faraó, ordena que diga: “Deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus”. Sacrificar, aqui, é também plena adoração. Posteriormente, quando Moisés e Arão se apresentam ao monarca, afirmam: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto”. Celebrar uma festa, aqui, é mais uma vez plena adoração. A instituição da primeira páscoa, como símbolo da saída do Egito, teve também o mesmo propósito. Ver Ex 12.14,25.

Um estudo pormenorizado das leis estabelecidas para governar o povo de Israel revelará que o fim último das determinações ali explícitas era o reconhecimento da grandeza, sabedoria e soberania de Deus no governo do mundo. No entanto, só a construção do tabernáculo, e mais tarde do templo, propiciou a formalização da prática regular das festas e rituais previstos para a adoração pública. Ver Lv. 1-7; 23.4-43.

3. A Igreja chamada à adoração. Com a rejeição de Israel ao plano divino, a Igreja deu continuidade ao propósito de Deus. Portanto, uma de suas finalidades é a adoração ao Senhor. Todos os seus atos, diretos ou indiretos, visam reconhecer o governo de Deus sobre ela, através de Jesus Cristo, buscando, em primeiro lugar, a perseverança na comunhão íntima e pessoal com o Altíssimo.

Ver 1 Pe 2.5. Compare, ainda, com Efésios 2.21,22 e veja que a Igreja é “a morada de Deus no Espírito”, o que implica em estar plena de sua presença em glória, majestade e poder, manifestando perfeita sintonia entre o Pai e seus adoradores. Confira Jo 4.23.

VI. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA A COMUNHÃO FRATERNAL

1. O significado da comunhão. A Igreja foi, também, estabelecida para o exercício da comunhão fraternal entre os crentes. Comunhão é uma palavra grega (koinonia) que tem a ver com o relacionamento espiritual, pessoal e social entre os que compõem a comunidade eclesiástica.

Compare 2 Co 13.13; Fp 2.1,2. E muito mais do que simplesmente cumprimentar o irmão e desejar-lhe felicidades. E um intenso compartilhamento de tudo quanto se relaciona à vida cristã. E palmilhar, lado alado, a carreira para a qual os crentes foram chamados. E, no dizer de Paulo, alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram. Ver Rm 12.15. E, sob outro prisma, levar as cargas uns dos outros. Confira GI 6.2.

A igreja primitiva levou a comunhão tão a sério que todos tinham tudo em comum, de modo que não havia nela nenhum necessitado, At 4.32-34. Este é o verdadeiro sentido da comunhão bíblica, que expressa não só mutualidade de sentimentos, mas também compartilha uns com os outros nas suas necessidades. Ver Rm 12.13.

2. A busca da comunhão. Buscar a comunhão com os demais crentes é uma condição básica para o êxito espiritual de cada crente. O salmo 133 expressa essa necessidade e os resultados daí recorrentes: unção, bênção e vida para sempre. A mesma ênfase aparece na oração sacerdotal (Jo 17.20-23).

3. O exercício da comunhão. A comunhão pode ser exercitada no amor ao irmão mais fraco, que depende de ajuda para manter-se de pé (Rm 14.1,13), no companheirismo que honra o próximo ao invés de si mesmo (Rm 12.10), na solidariedade que assiste o irmão necessitado (GI 6.10), na prática da justiça que não toma para si o que é de outrem (Tg 5.4), no uso da misericórdia que aplaca o juízo (Tg 2.13), no cuidado para com os que sofrem (Rm 12.15), na ausência de inveja quanto aos companheiros que galgam patamares mais altos na jornada (Tg 3.14- 16) e na semeadura da paz que elimina os facciosismos e promove a unidade entre todos.

VII. A IGREJA FOI ESTABELECIDA PARA A EVANGELIZAÇAO

1. O lugar da evangelização. É comum colocar-se a evangelização como a prioridade número um da Igreja. Em certo sentido, não deixa de estar correto, pois em relação ao mundo esta é a sua principal tarefa. No entanto, neste comentário ela não foi colocada em terceiro lugar por acaso. Há uma razão. É que a evangelização só terá êxito, se os crentes estiverem bem ajustados quanto aos pontos anteriores. Em João 17.23 esta seqüência aparece de maneira clara: “Eu neles, e tu em mim” (comunhão com Deus); “Para que eles sejam perfeitos em unidade” (comunhão uns com os outros), e “para que o mundo conheça que tu me enviaste” (evangelização de resultados).

Uma igreja que não adora a Deus e onde não se exercita a comunhão uns com os outros não terá o brilho da verdadeira luz que atrai os pecadores. Ver Mt 5.14-16. Antes de sair ao mundo para pregar, a Igreja precisa desenvolver seu relacionamento com Deus e a comunhão entre os membros que a compõem. Isto, por si só, bastará para que ela seja afogueada em seu desejo de ganhar as almas.

2. A ordenança da evangelização. A evangelização é uma ordenança bíblica dada por Jesus à sua Igreja. Ver Mc 16.15. Compare com Mateus 28.19 e At 1.8. Deixar de evangelizar é o mesmo que passar ao largo, enquanto pessoas estão morrendo, abandonadas sob os escombros de um incêndio. Imagine a cena e sinta o quão dura ela é. Esta é, todavia, a exata situação de muitas igrejas que estão encasteladas em sua opulência, enquanto à sua volta muitos resvalam para o abismo do fogo eterno.

Uma igreja assim não merece este título e precisa o quanto antes arrepender-se para não ser achada em falta e sofrer o juízo divino. Confira Ap 3.14-18.

3. O imperativo da evangelização. A evangelização é um imperativo porque este é o meio pelo qual os pecadores podem arrepender-se e chegar ao conhecimento da verdade. Ver Jo 6.39,40. Lembre-se que você foi alcançado por ela e, portanto, deve dar continuidade ao processo para que outros sejam também alvos da mesma bênção. Proclamar o nome de Jesus Cristo significa oferecer a única possibilidade de salvação para o perdido. Compare com At 4.12. Se ele não tiver acesso a este nome que salva, estará irremediavelmente condenado.

4. A evangelização e os seus desdobramentos. Finalmente, a evangelização não se esgota no ato de falar de Cristo a alguém. Ali apenas inicia-se o trabalho. A ordem do Mestre é clara: “Fazei discípulos”. E algo que começa com o anúncio das boas novas e continua até que Cristo seja formado em cada novo convertido. Tem os seguintes desdobramentos:

A. A integração. O ato de tomar o novo crente parte natural do Corpo de Cristo.

B. O discipulado. O processo de formação espiritual do novo crente através do ensino bíblico adequado para esta fase. A integração e o discipulado são, portanto, prioridades da Igreja em sua tarefa de trazer os pecadores a Cristo.

VIII. A IGREJA, O GRANDE MISTÉRIO REVELADO = EFÉSIOS 3.1-13

Nos dois primeiros capítulos de Efésios, a Bíblia revela a profundidade do pecado e a sua libertação mediante a obra expiatória de Cristo, destacando a sua obra maravilhosa da formação de um novo povo, derrubadas as diferenças entre judeus e gentios. A Igreja, formada dentre as nações, é o novo povo de Deus. No capítulo 3, o apóstolo se apresenta como despenseiro da graça de Deus na revelação do grande mistério que é a Igreja.

PAULO REVELA A SUA MISSÃO ESPECIAL

Em Efésios 2.22, o apóstolo declara dos crentes: “edificados para habitação de Deus”. Por esta razão, Paulo foi levado a fazer uma segunda oração em favor dos destinatários dessa epístola (3.14-21).

Antes, porém, ele se identificou de modo especial para que o crédito de sua mensagem não causasse dúvida entre os efésios. Paulo começa o capítulo dizendo “por esta causa” para referir-se a tudo quanto havia escrito anteriormente.

1. Paulo, o “prisioneiro de Cristo”(v.l). Na verdade, ao dizer- se prisioneiro, Paulo referia-se a dois lados dessa situação. Primeiro, estava, de fato, encarcerado numa prisão em Roma e, segundo, essa prisão literal lhe dava oportunidade de servir a Cristo como seu “prisioneiro especial”.

A expressão “prisioneiro de Cristo” tinha o sentido de não poder fazer outra coisa, senão, pregar a Cristo como Senhor e Salvador. Além disso, o fato de estar preso permitiu a Deus comunicar ao seu servo as poderosas verdades destinadas a ser a força e a inspiração de sua Igreja. Ele não lamenta a prisão, mas inverte a situação, e torna o seu cativeiro uma oportunidade para melhor servir ao Senhor.

2. Paulo, o mordomo da graça de Deus (vv.2,3). O apóstolo assume o seu papel mais importante na missão que recebeu de Cristo que é o de ser mordomo da graça de Deus. É a tradução do termo original oikonomia, que significa dispensação, administração dos bens de outrem, administração de uma casa, mordomia (no sentido bíblico). Paulo revela que seu ministério recebido da parte de Cristo era o de revelar, dispensar e mostrar o propósito da graça de Deus a todos os homens. Ele faz questão de afirmar que se tornou ministro do evangelho aos gentios, por isso era chamado “após- tola dos gentios” (2 Tm 1.11; 2 Co 10.1; Gl 5.2,3; Cl 1:23).

3. Paulo, o possuidor da revelação do mistério da graça de Deus (vv.3-5). Não era nenhuma presunção do apóstolo frisar que o evangelho aos gentios lhe havia sido revelado especialmente para que fossem partícipes dos privilégios do reino de Deus, tanto quanto os judeus. A designação do seu ministério aos gentios foi revelada por profecia a um discípulo chamado Ananias, quando o Senhor disse: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9.15). No v.9, a palavra “demonstrar” e “mistério” estão intimamente ligadas. Paulo foi o revelador, sob a direção do Espírito Santo, do mistério de Cristo (1 Tm 3.16; 1 Co 12.27; Cl 1.27; Ef 5.32).

4. Paulo, o revelador das bênçãos universais de Deus (vv.5,6). A razão pela qual Paulo enfatizava o direito às bênçãos de Deus em Cristo é porque muitos judeus cristãos tentavam diminuir esses direitos dos gentios. Paulo não aceita as razões sem bases desses judeus e declara que todos, independente, de serem judeus ou gentios, têm os mesmos direitos e privilégios ante a graça de Deus, O apóstolo testifica de modo enfático, que os gentios são “co-herdeiros e co-participantes do mesmo corpo de Cristo”.

Ao ingressarem no reino de Deus, mediante a obra de Cristo no Calvário, os gentios participam igualmente de todas as bênçãos. Eles não são cidadãos de segunda categoria. Eles são participantes das promessas de Cristo e formam um só corpo espiritual com os judeus, resultando na Igreja (1 Co 12.13; Ef 2.13). Os gentios, em Cristo, foram feitos “povo de Deus”, “geração eleita”, “nação santa”, “povo adquirido” juntamente com os judeus.

PAULO, MINISTRO DA REVELAÇÃO DIVINA

No primeiro ponto desta lição estudamos que Paulo declarou a sua missão especial como agente da revelação do mistério da graça de Deus.

Agora, ele se identifica, não apenas como receptor dessa revelação, mas como ministro do evangelho.

1. Paulo, ministro da revelação divina (v.7). As palavras iniciais do v.7 são uma continuação da declaração que Paulo havia feito no v.6, ao afirmar que os gentios eram “co- herdeiros” e “co-participantes” das bênçãos do evangelho. Ele, então, diz “do qual fui feito ministro”. Desse modo, Paulo considerava seu ministério um grande privilégio, porque fora feito ministro, não por qualquer mérito ou dignidade, mas “segundo a operação do seu poder”. Paulo, desde o início do seu ministério sofreu da parte dos judeus e dos gentios, mas superou as dificuldades e manteve-se como aquele que recebeu de Deus a missão de ministrar a graça de Deus aos gentios e, também, aos judeus.

2. A revelação que Paulo menciona (v.8). Diante da magnitude das revelações recebidas de Deus, Paulo se diz “o menor de todos os santos”. A grandeza e alcance dos mistérios de Cristo eram maiores do que ele podia compreender. Quando fala de “riquezas incompreensíveis de Cristo”, ele sabia quão insondáveis eram essas riquezas espirituais. Era algo que superava qualquer conhecimento humano. Tudo que refere-se à gloria de Cristo, sua divindade, sua glória moral e sua glória meritória na cruz do Calvário tem um valor incalculável,”O privilégio de Paulo era pregar aos gentios a Cristo como Salvador, e declará-los incluídos como participantes das bênçãos de Cristo: At 9.15, 22.21; 26.17; Rm 11.13; Rm 15.16-21; Gi 2.7-9.” (Carta aos Efésios, CPAD)

3. A quem mais foi revelado o mistério? (vv.9-11). O mistério da salvação “estava oculto em Deus”. Em sua presciência, Ele estabeleceu o tempo da revelação do mistério da salvação através de Jesus Cristo. O v. 10 declara que “agora” a Igreja se constituiu na proclamadora da revelação, o que indica que ela sempre fez parte do plano divino. A Igreja não foi uma obra acidental de Deus; ela foi criada antes de todos os tempos e manifestada através de Jesus.

Outrossim, essa revelação não ficaria restrita aos homens, pois diz o v.10 que, também, os anjos (“principados e potestades”) teriam conhecimento dessa revelação através da Igreja. O v. 11 afirma que o mistério foi revelado “segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus”. Esse eterno propósito divino, antes de todos os tempos, já tinha Jesus Cristo como a razão de tudo. Tudo quanto foi criado por Deus teve a sua elaboração na eternidade.

4. Três palavras especiais: ou- sadia acesso e confiança (v.12). Essas três palavras tornam possível nossa comunhão mais profunda com Deus. Não há como entrarmos na presença de Deus senão com santa “ousadia”. O “acesso” diz respeito a nossa entrada na presença de Deus (Ef 2.18; Rm 5.2). E, apalavra “confiança” envolve a nossa fé em Deus.

CONCLUSÃO

Segundo o texto de 1 Pe 2.9,10, a igreja deve cumprir plenamente o seu tríplice ministério: real, sacerdotal e profético, para que a sua missão satisfaça o projeto de Deus na Terra.Valorizemos mais o privilégio de sermos a Igreja do Senhor. Desfrutemos das riquezas divinas ao nosso alcance. Mas, não somente isso. Proclamemos ao mundo a salvação que nos alcançou.