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domingo, 17 de abril de 2011

Os benefícios da oração


 

A oração Produz poder

           
            Pelo modo como Deus nos criou, estamos sempre querendo saber a razão das coisas ou qual o benefício que nos trarão, para que nos sintamos motivados a realizá-las. E embora talvez não gostemos disso, não é fácil mudar essa nossa maneira de ser. Se tivéssemos percepção dos benefícios que a oração pode trazer, estaríamos orando muito.
            O incentivo opera com base no desejo. Para uma pessoa orar, ela precisa aprender a querer orar. Para chegarmos a orar da forma como a Bíblia determina que oremos, temos que cultivar um grande desejo de orar.
            E como se pode cultivar um forte desejo de orar? Precisamos enxergar claramente os benefícios temporais e eternos da oração.
Examinando a Bíblia, encontramos orações poderosas. Vemos Moisés, no seu ministério, um homem que tinha grande poder em oração. E possuía uma forte autoridade para falar não somente aos inimigos de Deus, mas também ao povo dele. Foi pela oração dele que o Egito foi assolado por pragas. Pela sua oração, o mar Vermelho se abriu diante de Israel. E como ele conseguiu esse poder na oração? Ele simplesmente cultivou uma vida de oração.
Josué foi outro que viu a mão de Deus operar poderosamente através dele e de seu ministério. Ele sabia qual era à vontade de Deus e suas estratégias para as batalhas. E foi assim que cidades fortificadas caíram diante de seu exército, um exército todo constituído de homens destreinados. Como Josué conseguiu tanto poder junto a Deus? Ele aprendera a orar. Enquanto Moisés estava no monte, ele passava a noite no sopé da montanha em oração também. E quando Moisés morreu, Deus já contava com um líder treinado, que estava familiarizado com a oração.
Davi também foi um homem dedicado à oração. Quando ele foi ungido rei de Israel, Saul ainda estaca no trono. Ele poderia ter-se desanimado pelo fato de apenas uns poucos o reconhecerem como rei, mas, pela oração, ele manteve sua confiança em Deus. E esperou que o Senhor o colocasse no trono de Israel. Era tão forte o seu relacionamento com Deus, que, numa ocasião em que tinha oportunidade de matar o rei Saul, não o fez. Após a morte deste, seu primeiro ato como rei foi trazer de volta a Arca da Aliança para seu lugar de direito, no centro de cultos de país. Quando analisamos o poder de Davi, na sua vida e governo, vemos que a fone desse poder era a prática da oração.
Elias atuou como profeta de Deus numa das piores épocas da história de Israel. Nessa ocasião, o povo tinha-se voltado para a adoração a Baal. E Elias orava com grande poder, desafiando os profetas de Baal. Sempre que lembramos a história de Elias, pensamos também no grande poder que ele possuía, mas precisamos descobrir qual a origem desse poder. Ele era um homem de oração. Passava horas seguidas em oração, e até mesmo dias. Foi por isso que, quando Elias foi arrebatado numa carruagem de fogo, em meio a um redemoinho, os filhos dos profetas foram procurá-lo no alto dos montes.
Contudo, nenhuma outra pessoa manifestou o poder de Deus, como Jesus Cristo, o Filho de Deus. Antes de iniciar seu ministério público, ele passou muitas horas em oração ao Pai. Sabemos que passava longos períodos a sós com o Pai.está aí a origem de seu poder. Ele não poderia fazer nada, a não ser que o Pai o revelasse a Ele.
Você está cansado das orações sem poder que saem de seus lábios? Está desejoso de que sua igreja inicie um poderoso ministério de oração para que seu bairro, cidade e estado conheçam o poder que há em sua igreja?  Se este é o seu desejo, e se você se dispuser a pagar qualquer preço, então prepare-se para ver Deus operar poderosamente, e modificar sua vida e ministério, introduzindo-o numa nova dimensão de oração.
Não há razão para que não ocorram milagres em nossas igrejas regularmente. Não há motivo para não haver pecadores sendo salvos pelo Espírito Santo. Ouvi contar certa vez sobre a passagem de Charles Finney pela pequena cidade de Houghton, no norte do estado de Nova Iorque. Uma cidadezinha comum, onde um dia, quando Finney passava por ali de trem, o Espírito Santo desceu sobre os não-convertidos. Alguns homens que estavam num bar, sentindo forte convicção de pecados operados pelo Espírito Santo, caíram de joelhos pedindo a Jesus Cristo que os salvasse. E se o Espírito Santo deu a Charles Finney um poder assim, será que não pode dar a nós também um ministério poderoso? Finney raramente falava sobre o segredo de seu poder. Entretanto, certo dia, um repórter resolveu vigiá-lo. Por fim, o jornalista teve que concluir que a origem do poder de Finney eram as longas horas que ele passava em oração.
Estou convencido de que aqui na Coréia estamos presenciando o início do avivamento que Deus nos prometeu. Embora toda a nação tenha conhecimento de que Deus está operando em nossa igreja, ainda não experimentamos o poder de Deus, como veremos futuramente, se permanecermos fiéis.
E o poder de Deus não se manifesta apenas em curas, libertação de espíritos malignos e conversões em massa. Ele pode ser visto também no “ céu aberto “ , que há sobre nosso país. O que quero dizer com isso ? Quando um país tem este “ céu aberto “,  existe liberdade espiritual para se pregar o evangelho. O nível da fé é bastante elevado, e não encontramos uma oposição maligna muito forte. Em alguns países, é difícil pregar, porque existe muita oposição maligna. As forças satânicas que se opõem ao evangelho são muito fortes, e não há muita fé. Isso cria dificuldades para nós que ministramos a Palavra de Deus.
Sinto muita facilidade para pregar na Coréia, mais do que em qualquer outro lugar. Quando exponho a Palavra de Deus, imediatamente os pecadores atendem ao apelo para a salvação. Por que temos esta atmosfera espiritual ? A resposta é a oração.
Mas a oração não gera apenas o poder global, mas também o poder individual. Em meu ministério pessoal, fé aprendi a depender sempre do Espírito Santo. Não é pela nossa força, ou poder pessoal que realizamos grandes coisas para Deus, mas, sim pelo poder do Espírito Santo. E na medida em que ia aprendendo a caminhar sempre na dependência do Espírito Santo, via o poder de Deus. Como eu poderia pastorear uma igreja de quase 400.000 membros. e ainda fazer viagens a diversos lugares do mundo, quase que mensalmente, realizando conferencias sobre o desenvolvimento da igreja? Como poderia ter tempo para um programa de televisão que vai ao ar em três continentes? A resposta é o poder que me vem do Espírito Santo, já que dediquei minha vida à oração.
Constantemente as pessoas vêm ao meu gabinete para que orarmos por elas. Tenho visto aleijados caminharem, cegos enxergarem e paralíticos saltarem de sua cadeira de rodas pelo poder de Deus. Será que tenho alguma coisa de especial? Disse na introdução deste livro que Deus não tem predileção por nenhum filho. Todos nós podemos ter poder através da oração, se nos dispusermos a pagar o preço.
Mas precisamos mudar de atitude, se quisermos ter esse tipo de poder espiritual. No evangelho de Mateus, Jesus faz uma declaração revolucionária com relação à atitude necessária para e gerar poder espiritual. Algumas pessoas foram falar com ele a respeito de João Batista, depois que este fora preso. Jesus falou da posição peculiar de João em seu reino quando disse: “ Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior que João Batista;mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.”( Mateus 11.11.). Como um filho de Deus, que pertence ao reino dos céus, pode tornar-se maior que João Batista? No verso seguinte ele revela qual deve ser a atitude certa para se cultivar poder espiritual: “ Desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.” (Mateus 11.12.).
É preciso esforço, instância na oração para que se tenha o poder de Deus. Essa instância se evidenciará na disciplina pois obter poder pela oração é coisa que exige tempo. Por isso, temos que estabelecer prioridades no uso de nosso tempo. As coisas como que se aglomeram ao nosso redor impedindo-nos de dedicar à oração o tempo necessário para o cultivo do poder espiritual. Mas se tivermos a atitude certa, pela graça de Deus poderemos obter esse prêmio: orar com poder.

david Paul Yonggi Chu


quarta-feira, 13 de abril de 2011

O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO



Introdução
A promessa do Batismo com o Espírito Santo, foi na verdade uma substancial edificação da igreja na terra. O que seria da igreja sem que essa promessa viesse a ser feita pelo nosso amado Jesus. Só com o revestimento de poder que podemos vencer todos os obtáculos que a cada um de nós são propostos. BOA AULA!!!!!!!

- O QUE É O BATISMO
1. Concepções errôneas. O batismo no Espírito não é a mesma coisa que:
a) Salvação. Os discípulos já eram salvos antes do Pentecostes (Lc 22.28; 10.20; J0 13.10; 15.3). Já tinham participado da ceia (Mt 26.26, 27), e sido enviados pelo próprio Senhor Jesus a pregar (Mt 28.18-20). Eles já eram salvos; restava-lhes, porém, serem revestidos do poder do alto. Na casa de Cornélio, os crentes foram batizados no batismo no Espírito no mesmo dia em que receberam a Jesus; porém, tiveram primeiro os seus corações purificados pela fé (At 15.8, 9). Em Éfeso, havia discípulos que já tinham crido, mas que desconheciam a realidade do batismo no Espírito Santo (At 19.1-6). Portanto, a salvação e o batismo no Espírito são experiências distintas entre si.
b) Santificação. Embora o Espírito promova a santificação na vida do crente (Gl 5.16-18, 24-26), isso nada tem a ver com o batismo no Espírito Santo. A pessoa pode ser santificada e cheia do fruto do Espírito (Gl 5.22), e, mesmo assim, não ser batizada no Espírito Santo. A santificação é paulatinamente cultivada e atua de maneira gradual em nossa vida, enquanto que o batismo no Espírito é um dom concedido por Deus; recebemo-lo de uma única vez (At 10.45).
c) Alegria. A salvação traz grande alegria ao coração do ser humano (Rm 14.17). Porém, sentir grande alegria, ou emoção, não significa que o crente é ou haja sido batizado no Espírito: é o resultado da salvação (2 Co 2.2; 6.10). Vejamos, portanto, o que é o batismo no Espírito Santo.
2. A promessa do pai. O batismo no Espírito é assim chamado porque, no Antigo Testamento, o Pai havia prometido o derramamento do Espírito a todos os que lhe invocassem o nome. No AT encontramos muitas promessas sobre a efusão do Espírito. Dessa promessa, falaram: Salomão (Pv 1.23); Isaías (Is 28.11, 12; 44.3); Joel (JI 2.28-32); Zacarias (Zc 12.10) etc. A promessa também foi feita através de João Batista (Mt 3.11) e principalmente por Jesus, o Filho de Deus (Jo 14.16, 17, 26; 16.7, 13; At 1.4, 5, 8).
3. Revestimento de poder. Temos, aqui, uma das expressões bíblicas que definem o derramamento do poder do alto em nossas vidas (Lc 24.49).
Na Bíblia, porém, encontramos outras expressões, como:

a) Batismo no Espírito Santo (Mt 3.11; At 1.5): descreve o mergulho do crente na Plenitude do Espírito Santo (At 2.4; 4.8, 31; 9.17) e é uma referência ao transbordamento desse poder.
b) Unção (1 Jø 2.20, 27; 2 Co 1.19-21): refere-se, figurativamente, à unção que recebiam, no Antigo Testamento, sacerdotes, reis e alguns profetas.
c) Virtude do Espírito Santo (At 1.8): fala do poder sobrenatural recebido por ocasião do batismo no Espírito Santo, e que conduz o crente à vitória (Zc 4.6; 2 Co 4.6) etc.

II. A EVIDÊNCIA INICIAL E FÍSICA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

1. Línguas estranhas. Antes do Pentecostes, o Espírito Santo já havia descido sobre várias pessoas, como João Batista (Lc 1.47), Isabel (Lc 1.41), Zacarias (1.67) e Simeão (Lc 2.52). No entanto, não há nenhum registro de que algum desses personagens haja falado línguas estranhas.
No dia de Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo foi acompanhado por um sinal externo bem evidente e audível: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito Santo concedia que falassem” (At 2.4). A evidência de que os discípulos haviam, de fato, recebido o batismo no Espírito Santo foi o falar em línguas. Esta é a evidência indubitável e clara do batismo no Espírito Santo. Cada um dos que se encontravam no cenáculo teve a sua própria experiência (At 2.2, 3); todos falaram línguas que jamais tinham aprendido.
2. A evidência como padrão. Como já dissemos no tópico anterior, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo, no dia de Pentecostes, foi o falar em línguas estranhas. Esta evidência deixou bem claro que os discípulos haviam recebido a promessa do Pai (At 2.17, 18, 38, 39).
O falar em línguas, pois, serve como padrão para se aferir se alguém foi ou não batizado no Espírito Santo (At 11.15-17). O que se deu no dia de Pentecostes, repetiu-se na casa de Cornélio (At 10.46); em Éfeso (At 19.6); na vida de Paulo (At 9.17, 18; 1 Co 14.18). Em Samaria (At 8.20, 21), embora a Bíblia não o declare, também deve ter havido línguas estranhas por ocasião do avivamento que lá houve nos dias dos apóstolos.

III. A FINALIDADE DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

1. Capacitação para o serviço. “A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1 Co 127). O batismo no Espírito capacita o crente a pregar (At 1.8) com autoridade celestial (At4.13, 20,29,33,34). Através dessa ferramenta indispensável ao serviço cristão (2 Co 10.4,5), o crente produzirá muitas conversões como fruto de seu trabalho evangelístico e missionário (At 11.22-24).
Uma grande mudança operou-se na vida dos discípulos depois de eles terem recebido o poder do alto. Tão logo foram batizados no Espírito Santo, puseram-se de pé para proclamar o Evangelho de Cristo (At 2.2, 14). As portas que até então estavam fechadas (Jo 20.19), abriram-se. E eles saíram às ruas, praças etc, para anunciarem a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
2. Novo dimensionamento espiritual. O batismo no Espírito Santo proporciona aos crentes:
a) Visão dos perdidos. Paulo teve a visão das necessidades dos macedônios (At 16.9) e dos coríntios (At 18.9-11). Que Deus nos desperte a obedecer a visão celestial (At 26.19), pois a seara já está branca para a ceifa (Mt 9.37; Jo 4.35). Conscientizemo-nos desta verdade: não somos enviados apenas para semear, mas também para ceifar.
b) Incentivo para a conquista de outras bênçãos. O batismo no Espírito Santo não é o ponto final de nossas experiências com Deus: é a porta para a conquista de uma infinidade de outras realizações espirituais. Quando Israel entrou na terra prometida, tinha diante de si um território amplo e espaçoso, cuja conquista dependia de um avanço contínuo (Js 1.3; 18.1-4). Por conseguinte, devemos avançar sempre na conquista das “coisas que estão diante de nós” (FI 3.12, 13).
3. Aprofundamento da comunhão com Deus. O “falar em línguas” leva-nos a ter uma comunhão mais íntima com Deus (1 Co 14.2, 28), proporcionando profunda edificação pessoal (1 Co 14.4). É o refrigério prometido por Deus (Is 28.11, 12). E, ainda, uma força extraordinária na oração (1 Co 14.15), pois oramos em espírito (Rm 8.26; Ef 6.18), e, assim, damos “bem as graças” (1 Co 14.17) num tipo de linguagem que Satanás não entende.
IV. COMO RECEBER O BATISMO
O recebimento do batismo no Espírito não está vinculado a mérito, pois é um dom de Deus (At 10.45); nem a métodos, pois o Espírito opera como o vento (Jo 3.8), que sempre toma direções diferentes; nem a datas, pois Jesus, o batizador, é soberano, e batiza quando lhe apraz; nem a locais, pois Ele batiza onde quer; nem a posturas corporais, pois o que vale é a posição do coração (Jr 29.13; Jo 7.38).
O batismo no Espírito Santo é para todos (At 2.3 8). Vejamos algumas condições para recebê-lo:
a) Arrependimento (At 2.38, 39), voltando para Deus, em uma mudança radical de atitude.
b) Obediência (At 5.32), pela qual o Senhor derrama seu Espírito sobre “servos” e “servas” (At 2.18); fé (Mc 16.17; Ef 1.13), pois os que crerem verão a glória de Deus em suas vidas (Jo 11.40; 7.38; Gl 3.2, 5).
c) Busca ardente, com perseverança (Lc 11.9-13; Mt 7.7), “até” receber o poder (Lc 24.49), e também com desejo e sede ardente (SI 143.6; Is 41.17, 18; 44.3).

FONTE: EBDWEB

sábado, 9 de abril de 2011

POMBA: O SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO

        
  Entre  os Símbolos do Espírito Santo, o mais conhecido e  discutido pela igreja, é o símbolo da pomba. Tendo em vista a relevância  do importante assunto,  achei nesse estudo um riquíssimo e relevante  aprendizado . O referido conteúdo foi escrito por Caramuru Afonso, e estarei compartilhando com os amados   leitores. Boa leitura e um ótimo aprendizado. 

Pb. Efigênio Hortêncio de Oliveira 

Símbolo do Espírito Santo é a pomba, cuja forma corpórea Ele assumiu quando do batismo de Jesus por João Batista, instante em que também Jesus foi ungido com o Espírito Santo e virtude (At.10:38) para realizar o Seu ministério terreno (Mt.3:16; Mc.1:10; Lc.3:22; Jo.1:32).
- A pomba é um animal vertebrado, da classe das aves, da ordem dos columbiformes e da família dos columbídeos.
- A pomba principal é a chamada “pomba doméstica”, cujo nome científico é “columba livia”, que, originariamente, era uma espécie selvagem, a chamada “pomba da rocha” ou “pomba brava”, espécie muito abundante, inclusive na Palestina, que tem este nome porque costumava aninhar e se esconder nas fendas das rochas, como hoje faz, nas grandes cidades, nas fendas dos edifícios e prédios construídos pelos homens.
- O fato de a pomba, originariamente, aninhar junto a rochas, esconder-se em rochas, fazendo da rocha a sua habitação, o seu esconderijo, já nos traz uma lição espiritual. O Espírito Santo tem como única missão a glorificação do nome de Jesus (Jo.16:13,14), que é tipificado pela rocha (Ex.17:6 e I Co.10:4). Quem tem o Espírito de Deus, não fala de si mesmo, não se exalta, não se torna o centro das atenções, mas, a exemplo de Felipe, prega a Cristo (At.8:5)
- O comprimento médio de uma pomba é de 30 cm aproximadamente, ou seja, a pomba atinge a sua maturidade, a sua idade adulta, com esta medida. Coincidentemente, Jesus tinha 30 anos quando iniciou o Seu ministério terreno, quando estava ponto e maduro para cumprir a missão que Lhe estava reservada desde o instante em que entrou no mundo (Hb.10:5-7). O Espírito Santo, quando habita o crente, está aqui para, no momento querido por Deus, na forma determinada pelo Senhor, fazer com que a vontade de Deus se cumpra em nós. Jesus recebeu o Espírito quando tomou uma decisão que tinha sentido somente se vista sob o ângulo do cumprimento da justiça divina, da vontade de Deus. O crente deve buscar o reino de Deus e a sua justiça (Mt.6:33). Temos de lavar os nossos pés na bacia de Jesus (Jo.13:8).
- O período de incubação de uma pomba é de 18 dias. Durante 18 dias, a pomba é apenas um embrião, é um ovo, que está em formação, imperceptível aos olhos dos demais seres, inclusive de sua mãe. Do mesmo modo, Jesus passou 18 anos imperceptível aos olhos humanos, fora do conhecimento público, aguardando o momento de Se fazer conhecido. Assim que foi batizado, já no dia seguinte, foi apresentado por João a todos como sendo “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Quem é servo de Deus, sabe aguardar o momento certo de sua manifestação. Mesmo tendo consciência da chamada, mantém o período de incubação, não é precipitado, sabendo aguardar no tempo de Deus.
- Os filhotes das pombas passam um mês no ninho. Durante um mês, as pombinhas vivem na mais completa e absoluta dependência dos seus pais, como veremos logo abaixo, já que é um dos animais que não têm capacidade de se alimentar por si sós, embora não sejam mamíferos. Isto nos mostra que o crescimento espiritual é um processo, não algo instantâneo e imediato. Faz-se preciso aguardar um tempo para que o crente, mesmo tendo nascido de novo, possa andar com as suas próprias pernas, possa ser independente e dirigir a sua vida espiritual. Esta realidade, muitas vezes esquecida na igreja, é apresentada em diversas oportunidades, na Palavra de Deus (Lc.22:32; I Co.3:1,2; I Tm.3:6; Hb.5:12-14).
- A pomba foi um dos primeiros animais a ser domesticado. Há notícia de que, 3.000 anos antes de Cristo, os egípcios já domesticavam as pombas. Isto nos demonstra que a pomba é um animal dócil, que tem uma capacidade de adaptação junto ao homem, que, podemos dizer, “compreende” o homem e seu modo de ser. Assim também é o Espírito Santo, um ser divino que é amigo e companheiro do homem, que o compreende, bem mais do que o próprio homem, a ponto de interceder por nós junto a Deus (Rm.8:26). O Espírito Santo é, a exemplo da pomba, um amigo, um companheiro da humanidade desde as mais priscas eras.

- A pomba é um animal de grande resistência.
 Os pombos-correios, com suas asas grandes, chegam a voar mais de 960 km. Mesmo após a criação da radiodifusão, os pombos continuaram a ser utilizados, durante um bom tempo, pelos exércitos, pois, em meio a tempestades e fenômenos meteorológicos adversos, que interrompiam as comunicações via rádio, os pombos eram capazes de superar todos estes obstáculos e levar a mensagem aos destinatários. De igual modo, o Espírito Santo é o grande resistente deste mundo. Enquanto aqui estiver resistindo, o adversário não conseguirá ter pleno domínio sobre este planeta (II Ts.2:7,8). Quando estamos sob o domínio do Espírito Santo, quando temos comunhão com Ele, resistimos ao diabo e ele foge de nós (Tg.4:7).


- A pomba tem um espantoso senso de direção.
 A pomba é um dos animais que mais senso de direção tem. Com efeito, por causa deste incrível senso de direção, as pombas foram utilizadas, durante séculos, como meio de comunicação, levando mensagens a lugares distantes. Recentemente, até, descobriu-se que as organizações criminosas no Brasil estavam driblando todos os esquemas de segurança dos presídios com o uso de pombos-correios.
- O Espírito Santo é o Ser que deve nos dirigir em todos os aspectos de nossa vida. Jesus, mesmo, dá-nos o exemplo, pois, assim que foi ungido pelo Espírito Santo, foi para o deserto, conduzido pelo Espírito Santo (Mt.4:1). É imperioso que o crente tenha vida em comum com o Espírito de Deus, o que ocorrerá somente se formos sinceros e autênticos filhos de Deus (Rm.8:1, 14-16). O obreiro precisa sempre estar sob a direção do Espírito Santo, mesmo que isto possa parecer um revés num primeiro instante, somente nesta direção se terá vitória (At.16:1-10).

- A pomba passou a ser valorizada pelo sabor da sua carne. As pombas também passaram a ser consideradas, em especial no Oriente, como uma grande iguaria, um prato apreciado. O Espírito Santo, em Seu contacto contínuo com o homem, faz com que o ser humano passe a apreciar o alimento espiritual, que é a Palavra de Deus. Uma vida de comunhão com o Espírito Santo leva o homem a querer, cada vez mais, aprofundar-se no conhecimento das Escrituras, bem ao contrário do que os propagadores do anti-intelectualismo têm dito no meio do povo de Deus. Como o Espírito Santo fala de Jesus, que é a Palavra (Jo.1:1), quando passamos a ter intimidade com Ele, certamente iremos ter disposição e ânimo cada vez maiores para examinar as Escrituras, pois são elas o registro mais fidedigno a respeito do Senhor Jesus (Jo.5:39).
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 A pomba também passou a ser valorizada pela sua beleza decorativa.
Há, atualmente, três tipos de pombas domésticas: as que são criadas para o abate, os pombos-correio e as chamadas pombas ornamentais, criadas por suas qualidades decorativas. As pombas ornamentais são criadas por causa de seu canto, por suas habilidades acrobatas ou de voo, ou pela sua beleza. Bem se vê que, nos últimos tempos, notadamente no Ocidente, onde a pomba não é tão apreciada como alimento, o uso da pomba como decoração é cada vez mais intenso.
- Assim como a pomba serve para embelezar o ambiente em que se está, o Espírito Santo tem uma função de adornar e enfeitar a igreja de Cristo para o dia do arrebatamento, através dos dons espirituais. É em razão deste trabalho do Espírito Santo que a igreja é apresentada como uma noiva ataviada para o seu marido (Ap.21:2). Vivemos, certamente, o período da chuva temporã, aquela chuva que caía na Palestina um pouco antes da colheita, cuja ocasião fazia terminar o ano civil, com a realização da Festa das Trombetas (o Ano Novo Judaico). O Espírito Santo está sendo derramado intensamente desde o final do século XIX e já vivemos o maior período de avivamento da história da igreja, a mostrar que estamos próximos do final do “ano aceitável do Senhor”, de que o término do ano, que é o arrebatamento da Igreja, está bem próximo. Assim, o Espírito Santo tem adornado a igreja, distribuindo, como nunca antes na história do corpo de Cristo, dons espirituais entre os Seus servos, decorando, enfeitando e adornando a Noiva do Cordeiro. Assim como as pombas ornamentais são criadas por seu canto, o Espírito Santo tem desenvolvido, na igreja, a verdadeira música sacra, que enleva a alma do homem e já nos faz sentir na glória, bem como tem mostrado o Seu poder na luta contra o mal, tendo realizado verdadeiras acrobacias e demonstrações de soberania divina no embate diário dos crentes contra as hostes espirituais da maldade.


A pomba é um animal prolífero.
A fêmea dá seis ninhadas por ano, sendo postos dois ovos de cada vez. O Espírito Santo, assim como a pomba, é prolífero, gerando, nos crentes, um fruto todo especial, que é abundante e duradouro (Gl.5:22; Jo.15:16).Quem tem o Espírito Santo, não pode ser infrutífero, pois quem é infrutífero desagrada a Jesus, o que é impossível ocorrer com quem tem intimidade e está sob o domínio do Espírito (Lc.13:6-9; Mt.21:18-22).


- A pomba é um animal simples.
 Esta característica foi apresentada pelo próprio Jesus em Mt.10:16. As pombas não são exigentes, acostumando-se com qualquer ambiente, tanto que, não raras vezes, são o animal doméstico mais abundante em muitas cidades, consideradas por alguns como verdadeiras pragas, dada a sua capacidade de adaptação. Alimentam-se de trigo, cevada, aveia e milho. O Espírito Santo também é simples, embora muitos tentem complicar e tornar Sua atuação como algo extremamente complexo. Entretanto, por anunciar a Cristo, o Espírito Santo não Se aparta da simplicidade que há em Jesus (II Co.11:3). As operações do Espírito Santo são divinas, sobrenaturais, mas nunca deixaram de ser simples. Fujamos de todo e qualquer instante de complexidade, porque isto não vem do Espírito.
- O aparelho digestivo das pombas é um tanto diferente do das demais aves. As pombas não produzem “fel”, ou seja, o líquido do fígado que é responsável pela digestão de alimentos gordurosos, o que faz com que as pombas evitem esta espécie de alimento. O “fel”, que corresponde à nossa bílis, é um líquido amargo e, por não os possuir, as pombas são tidas como símbolo de doçura, ternura e meiguice, daí porque ter se tornado o símbolo da paz. O Espírito Santo é, também, um Ser dócil, terno, meigo, sensível e que traz paz ao homem, pois anuncia e glorifica o Príncipe da Paz. Quem está sob o domínio do Espírito Santo não tem, em si, raiz de amargura, cuja presença fará, certamente, que se perca a graça de Deus na vida (Hb.12:15). Quem está sob o domínio do Espírito Santo, é pacificador, promove a paz, não gerando dissensões, divisões ou contendas.


- Os filhotes das pombas são alimentados com “leite de pomba”.
 Exatamente em virtude da estrutura digestiva das pombas, os filhotes, na sua tenra idade, não podem ser alimentados diretamente como fazem as outras aves. As pombas fêmeas produzem na mandíbula inferior uma substância que é dada aos filhotes, que foi chamada de “leite de pomba”. Trata-se uma substância produzida no próprio interior da mãe, ou seja, o alimento é algo que vem da mãe, não sendo dado nada estranho aos filhotes. Do mesmo modo, o Espírito Santo não alimenta a igreja com fogo estranho, com algo alheio à Palavra de Deus. A igreja é alimentada pelo “leite de pomba”, pelas Escrituras Sagradas, pelo Verbo de Deus, pelo pão da vida (Jo.6:35,48). Um exemplo disso temos no próprio dia de Pentecoste, pois Pedro, assim que batizado, já buscou a autoridade das Escrituras, para explicar o que estava acontecendo. As genuínas manifestações do Espírito de Deus valorizam e trazem a Palavra de Deus ao povo, não o misticismo ou ensinos que contradizem ou menosprezam a Bíblia.

- As pombas são apontadas como símbolo da persistência. Na literatura, a pomba, ao mesmo tempo que é apresentada como símbolo da paz, da ternura e da meiguice, também é vista como símbolo da persistência. No conhecido poema de Raimundo Correia, um dos três principais sonetistas brasileiros, “As Pombas” é feito um paralelo entre a pomba e o sonho humano. Enquanto os sonhos humanos se desfazem, nunca mais retornam, as pombas, diariamente, retornam para os pombais. Este poema traz-nos, também, uma realidade espiritual. Quem está sob o domínio do Espírito Santo, quem nasce da água e do Espírito prevalece, vence o mundo, o pecado e a morte. Quem, porém, não nasceu do Espírito, nasceu da carne, é apenas um iludido, não teve um real encontro com o Senhor, não O conhece e sofrerá a condenação eterna. (Mt.7:22,23). Precisamos ser convencidos pelo Espírito Santo e, assim, gerados de novo, para que sejamos participantes da natureza divina (II Pe.1:4).
- Por fim, as pombas, quando estão em amores, emitem sons que com que pensemos que estão a gemer. São os “gemidos das pombas” (Is.59:11; Ez.17:16; Na.2:7). Também o Espírito Santo, por nos amar, geme com gemidos inexprimíveis, quando estamos em nossas fraquezas, orando conosco e fazendo com que nossa oração possa chegar ao trono da graça (Rm.8:26).
OBS: “…Se bem, é verdade que as pombas parecem que choram quando estão em amores, não nos deve chamar a atenção, que o Espírito Santo queira dar-se a conhecer em forma de pomba, porque Ele intercede por nós com gemidos inefáveis (Rm 8,26). Porém, o Espírito Santo não geme em si mesmo, senão em nós, porque nos faz gemer. O que conhece que vive sob a pressão desta mortalidade terrena, e que está errante longe de Deus, em tanto que geme por isto, geme bem, porque o Espírito Santo lhe ensinou a gemer. Porém há muitos que gemem pelo bem-estar da terra, ou por ver-se abrumados de danos, ou por doença corporal, ou por outra coisa parecida; neste caso não gemem com o gemido da pomba. De que outra maneira ia representar o Espírito Santo para significar a unidade, senão através da pomba? (Ct 6,9) Desta maneira poderia dizer a sua Igreja depois de formada: minha pomba é só uma. E como se devia figurar-se a humildade senão pela ave simples e que geme?…”

Fonte: ebdweb


Pb. Efigênio Hortêncio de Oliveira








sexta-feira, 8 de abril de 2011

Menino Evangélico é poupado de atirador em Realengo

O "garoto" Mateus Moraes, 13 anos, foi talvez o único aluno que teve a clemência do atirador Wellington Menezes, na Escola Municipal Tasso Vieira, em Realengo. Enquanto o criminoso disparava, frio e impassível contra seus colegas, Mateus orava perto do quadro negro, sem ser incomodado, na sala 1801, no primeiro andar do prédio da escola.
“Eu estava em pé e era um dos mais nervosos. Pedi para ele não me matar, e ele disse: ‘Fica tranqüilo que não vou te matar.’ E não atirou em mim”, contou o menino.
Uma possível explicação, acredita Mateus, é o fato de que ele ficou o tempo todo orando. Fiel da Igreja Assembleia de Deus, o menino atribui a uma força superior o fato de ter saído vivo do ataque. “Deus me protegeu.”
O atirador andava calmamente pela sala, disparando contra as crianças, principalmente na cabeça e no tórax.
De acordo com a Polícia Militar, Wellington invadiu a instituição de ensino por volta das 8h e disparou contra alunos. A direção da escola informou que o homem – que era um ex-aluno – se passou por um palestrante para entrar na instituição de ensino. Ao chegar ao local, primeiro ele teria procurado uma professora que já tinha lhe dado aula no passado. Como não a encontrou, subiu para o primeiro andar, foi em duas salas do oitavo ano do Ensino Fundamental e efetuou disparos.
Fonte: IG

Masacre de Realengo: Nossa Solidariedade

      
  Venho transmitir meus votos de pesar  a todos os familiares das vítimas do horrível masacre de Realengo (RJ).  Nosso desejo é que o Deus de toda consolação possa adentrar nos corações de todos que assim necessitam do consolo de Deus. 

       Como Funcionário Público, venho pedir aos amados em Cristo que apresente-nos sempre ao Senhor, afim de que Deus venha nos conceder da sua graça e proteção.

                                           Nossa solidariedade.

domingo, 3 de abril de 2011

EVANGELISMO: DA TEORIA À PRÁTICA

   
      Depois das aulas teóricas da Disciplina EVANGELISMO, conteúdo da grade curricular do  Curso Básico de Teologia da Faculdade de Filosofia Teologia de Alagoas,  os alunos do referido curso do Pólo de Viçosa - AL, saíram a caminho do assentamento São Miguel, distando 30 mininutos do templo-sede. O professor que lecionou a disciplina, sentiu da parte de Deus em concluir a matéria  na prática. 
      
      Os alunos  abraçaram com satisfação a proposta. Confessamos que foi uma manhã maravilhosa na presença do Senhor. As ladeiras, e o sol de 38º não puderam impedir o percurso de meia hora a té o local.  "Com a vontade o desejo de fazer cumprir a citação de Jesus em Mc 16:15, partimos para levar alimento espiritual as ovelhas que estão fora do aprisco", declarou o aluno José Cícero. "Na verdade não me senti apenas um aluno, mas sim, um trabalhador da vinha do Senhor", concluiu. 

     A medida  que alunos transmitiam a substancial mensagem do Senhor,  podíamos ver as pessoas  ouvindo atentamente. "Sou grata a Deus pela manhã maravilhosa que o Senhor nos concedeu, com certeza não iremos esquecer, pois podemos colocar em prática o que apredemos, como também será inesquecível a forma como Deus nos visitou", declarou a aluna Maria de Fátima. O coodenador do Assentamento nos recebeu de uma maneira especial, um homem simples, contudo bem educado e sedento da mensagem salvadora. 
   
    Acompanhada com seu acordeom, a irmã Ana Domingos que serve ao Senhor por muitos anos em Viçosa, louvou ao senhor com muita unção e graça da parte de Deus. A proporção que louvávamos ao Senhor as pessoas presentes ficaram sobremodo admiradas. "Voltamos para casa com lágrimas de alegria  nos olhos", disse a aluna Fransuelly Raimundo, "Concluimos que evagelismo é a verdadeiramente a igreja em ação", disse ela. 

   Glorificamos a Deus por tamanha oportunidade de fazer esse trabalho, agradecemos ao senhor por ter nos visitado no decorrer da reunião, pois podemos sentir a presença do Espírito Santo do senhor naquela simples palhoça. A mensagem final foi transmitida pelo Dc. Marcos Antônio, que ao lançar o convite, sete pessoas, deciram-se para Cristo.

                 Termino usando a frase que foi expressa por várias vezes durante as aulas:
                                      TEOLOGIA É AVIVAMNETO.
                                                                      
                                            Galeria de imagens












                                                                                   


  1.                                            Fotos: Elda Domingos

A VERDADEIRA ADORAÇÃO


  Quando pensamos em adoração a Deus, geralmente imaginamos algo que emana de nós a fim de expressarmos louvor às qualidades de Deus. Seja na música, serviço, oração ou outra forma de expressarmos adoração, pensamos que louvor é próprio de nós. A pergunta é: A adoração verdadeira é produzida pelo homem e dada, com os devidos merecimentos, ao único Deus vivo e verdadeiro? Será essa a verdadeira adoração que Deus deseja receber do homem?

O Espírito do novo Homem e a Adoração Verdadeira

  O homem espiritual (I Cor 2:15; 15:46) é feito espírito vivificado através da obra do último Adão (I Cor 15:45). O último Adão é do céu e é espírito vivificante (I Cor 14:45-47). O pecador arrependido e crente em Cristo pela fé, é feito um homem novo e espiritual. Este homem novo pode adorar o Senhor em espírito verdadeiramente. Pode ser uma nova criatura, este homem novo é adotado na família de Deus, feito filho de Deus (Gal 4:5; I João 3:1,2) amigo (João 15:15) e nunca mais pode ser separado de Deus (Efés 2:14). Este novo homem está com entendimento espiritual (I Cor 2:15), é espiritualmente vivo (João 3:16; 10:28; Efés 2:1) e não pode pecar (I João 5:18). Todas essas bênçãos espirituais nos lugares celestiais estão confirmadas por Jesus Cristo (Efés 1:3; João 3:16). O Espírito de Deus habita no corpo desse homem que foi feito novo (I Cor 6:19; II Cor 6:16) e faz com que ele seja agradável a Deus por Jesus Cristo (Efés 1:6). O cristão, que é vivificado espiritualmente, é chamado um novo homem (Efés 4:24) e tem um homem interior (Rom 7:22). Esse novo homem é criado por Deus em verdadeira justiça e santidade (Efés 4:24; Col. 3:10). É assim que os Cristãos podem adorar a Deus corretamente "em espírito".
O pecador regenerado no seu espírito tem prazer na lei de Deus (Rom 8:22) e anseia ser obediente a Deus, pois é feito conforme a imagem de Cristo que foi obediente em tudo (Rom 8:29; João 17:4; Fil. 2:8). Esta nova criatura é evidenciada pelos desejos santos e ações de obediência. Pela nova natureza feita por Deus, através de Jesus Cristo pelo Espírito Santo, os frutos da santidade serão vistos (Gal 5:22; Efés 4:24). Os frutos desta santidade são separação de tudo o que é imundo (Sal 97:10; 119:104; Prov. 8:13) para viver em obediência à Palavra de Deus (Efés 2:8-10). A adoração verdadeira consiste em uma vida separada do mundo e uma crescente obediência à Palavra de Deus.
Resumo: A adoração "em espírito" é muito mais que um cântico bem cantado, ou uma aparência de santidade, uma concordância de observar uma lista de regras para a vida, ou um sentimento de bem estar. A adoração "em espírito" é um estilo de vida para com Deus, que deseja ser conforme o Seu Filho. Esse estilo de vida espiritual resulta em uma apresentação dos nossos corpos em sacrifício vivo para expressar pública e continuamente uma vida santa e agradável a Deus (Rom. 12:1,2; Gal. 2:20).
Estás com o principal de uma vida espiritual, o Cristo? Somente com Ele seremos agradáveis a Deus. Somente por Ele temos o espírito vivificado pelo qual Deus deseja ser adorado.
Como o Cristão Adora "Em Espírito"
Por ter o Cristão um espírito vivificado e ainda ter o pecado nos seus membros da carne, há conflitos. Uma natureza deseja os prazeres da carne e batalha contra a outra que vive segundo a justiça e santidade (Rom 7:23,24). Tentações vêm ao crente através da sua carne (I Cor 10:13; Tiago 1:13-15). A vitória sobre essas tentações é por Jesus Cristo pelo espírito vivificado (Rom. 7:25; I João 4:4). O crente é justificado eternamente por Jesus Cristo (João 3:16; 10:28,29; Heb 9:12, "eterna redenção"), mas vive confessando seus pecados para ser purificado no seu viver no mundo (I João 1:9; Prov. 4:18).
Só o que é produzido do alto é aceito por Deus, pois o que o homem natural produz é sujo. Para podermos adorar a Deus verdadeiramente, tem que ser "em espírito", pois é este que é movido e feito por Deus no crente. Só aquele que é separado do mundo, é obediente à Palavra de Deus. A adoração, que é baseada nas emoções da carne, e movida pelas maneiras e métodos extra-bíblicos (os métodos inventados pelos homens que não são apoiados pela Bília) ou anti-bíblicos (os métodos inventados pelo homem que são contrários aos princípios da Bíblia), mesmo que sejam dirigidos a Deus, é uma adoração vã e não aceita por Deus, pois não foi produzida por Ele. O que Deus aceita é feito por Ele e é evidenciado pela santidade, silêncio, temor e por uma obediência crescente (Sal 97:10; Hab. 2:20; Mat. 7:21; Rom 8:27; Fil. 1:6; 2:13).
O homem que cultiva uma sensibilidade ao temor de Deus nos seus pensamentos, na fala, na vestimenta, no estudar, no trabalhar e no adorar e é levado a obedecer a Palavra de Deus onde quer que seja, no lar, na sociedade ou na igreja, esse é o homem que adora Deus "em espírito".
A adoração que agrada a Deus não é produto dos esforços do homem natural mas é fruto do Seu Espírito que está no homem novo. Isso é o que significa "adorar em espírito".
Parte II – "Em Verdade"
O que é a Adoração "Em Verdade"?
Mesmo que este estudo sobre a adoração verdadeira seja dividido em dois pontos ("em espírito" e "em verdade") devemos entender que não existe um sem o outro. Importa a Deus que os que O adoram O adorem tanto "em espírito" quanto "em verdade" (João 4:24). Se procuramos adorar o Senhor em só um ponto, estamos adorando incorretamente. Mas estes dois pontos podem, para maior clareza, ser estudados separadamente.
Não Existe Adoração Verdadeira sem a Verdade
O homem sempre precisa de um equilíbrio. Por ter o homem Cristão as duas naturezas, (uma pecaminosa e uma santa, Gal. 5:17), a influência que a natureza pecaminosa pode exercer no crente precisa ser sempre lembrada. Por esta razão existem tantos versículos na Bíblia sobre a necessidade do Cristão ser vigilante e sóbrio (I Tess 5:6; I Ped 5:8), despertado do sono (Rom 13:11-14) e ser espiritual (Mat. 26:41; Gal 5:16,17,24-26; Efés 5:14-21). Também, por ter um inimigo astuto, cheio de ardis (Gên. 3:1; II Cor 2:10,11; Apoc 12:9), incansável (I Ped 5:8), que arma lutas espirituais contra nós (Efés 6:11,12) precisamos de um alicerce forte, o qual possa nos restabelecer nos conflitos espirituais.
A Palavra de Deus é o equilíbrio em que o Cristão precisa. Ela é a verdade que santifica (João 17:17), é mui firme, e, portanto, devemos ser atentos a ela (II Pedro 1:19). As Escrituras Sagradas foram dadas pela inspiração do Espírito Santo e não produzidas por vontade de homem algum (II Pedro 1:20,21) e, por isso, nos preparam perfeitamente para toda a boa obra, inclusive a adoração (II Tim. 3:17). A Palavra de Deus é viva e, portanto, eficaz em todas as épocas e para todos os povos a fim de dirigi-los ao que agrada à Deus (Heb 4:12). O equilíbrio de que o Cristão precisa no meio da mentira e engano sagaz que opera ao redor dele (Heb 12:1; Efés. 6:12) é a Palavra de Deus (Sal 119:105). Ela é o que nos aperfeiçoa para a defesa (Efés 6:13-17), a resistência (I Ped 5:9) contra todas as astutas ciladas do diabo e de todo o engano dos nossos próprios corações (Sal 119:130; I Tim 3:16,17). É pela verdade que os espíritos são provados (I João 4:3; I Tim 4:1) e não pelos pensamentos manipuláveis ou emoções enganadoras da natureza humana. De fato, a Bíblia é a única regra de fé e ordem para o crente e isso vale também para o assunto de adoração. Não há adoração verdadeira quando a Palavra de Deus não é cuidadosamente obedecida, tanto na sua letra quanto no seu espírito.
A Palavra de Deus leva o Cristão à imagem de Cristo para poder adorar "em verdade". O Cristão que adora "em verdade" conforma-se com Cristo, pois Cristo é a própria Verdade (João 14:6). O que Deus produz por Seu Espírito traz a lembrança, tudo o que Cristo ensinou (João 14:26) e que verdadeiramente testifica Cristo (João 15:26). O Espírito do Senhor, pela Palavra de Deus, transforma-nos, de pouco em pouco, EM imagem de Cristo (II Cor. 3:18). A adoração verdadeira nunca pode agir contrária aos ensinamentos de Cristo ou exemplificar outra vida se não a de Cristo. A adoração verdadeira deve ser "em verdade", e Cristo é a verdade. Tudo que agrada a Deus deve ser em conformidade com Seu Filho, pois pelo Filho o Pai é comprazido (Mat. 3:17 ; 17:5). Tanto mais em conformidade à imagem de Cristo, mais perfeita é a nossa adoração. Deus não procura invenções sinceras ou espertas com que o homem qualquer possa se empolgar em manifestar, mas Ele se compraz em Cristo (Mat. 17:4,5). Deus não se contenta nem um pouco com aquela adoração que é movida pelo raciocínio de homens bem intencionados, mas isentos da verdade (João 18:10,11). Deus somente se contenta com aquela adoração que bebe fundo em obediência ao cálice que Ele dá. Deus não é agradado em nenhuma maneira pela compaixão humana que não é dirigida pela verdade da Palavra de Deus. Deus se agrada naquilo que nos torna iguais a Cristo, naquilo que entenda as coisas que são de Deus (Mat. 16:21-23; I Cor. 2:16). Cristo é o alvo e o meio de toda a adoração verdadeira. Você está se tornando mais e mais a imagem de Cristo? Somente assim ação verdadeira.
Não há Espiritualidade sem Obediência
Excluir a obediência à Palavra de Deus ou não ser conforme a imagem de Cristo seria uma abominação para Deus a Quem queremos adorar (Luc 6:46). Substituir as Escrituras Sagradas por algo diferente também é abominação (Mar 7:7; Tito 1:14). Há uma multiplicidade de atrativos para afastar o Cristão de uma adoração verdadeira. Há fábulas ou genealogias intermináveis (I Tim 1:4; 4:7) ofertas vás, incenso, observação de luas novas e sábados (Isa 1:13,14). Mas tudo isso tende a adicionar algo à Palavra de Deus, em vez de seguir a sua pureza (Prov. 30:5). Não devemos procurar melhorar a verdade (Deut 12:32; Apoc 22:18,19) mas devemos apenas observá-la. Uma atenção sensível, um estudo constante, a meditação contínua em conjunto com uma obediência temente à verdade, a Palavra de Deus é essencial para adoração verdadeira. Não podemos separar a adoração espiritual da adoração prática (obediência). O próprio Espírito Santo é chamado o Espírito da verdade (João 14:17; 15:26; 16:13) que nos aponta a Cristo que perfeito e espiritual mostrou a Sua espiritualidade pela Sua obediência (Fil. 2:8; João 14:11). É certo que podemos ser menos espirituais que o próprio Cristo, mas de nenhum modo podemos ser tão espirituais a ponto de tornarmos a minuciosa obediência à verdade uma desnecessidade.
A Obediência Verdadeira é Espiritual
Deve ser enfatizado que podemos ter obediência sem espiritualidade. Os que crucificaram Cristo cumpriram a Palavra de Deus completamente, mas, mesmo sendo obedientes, não operam com desejo de adorar o Senhor por amor (Atos 2:21,22; 4:27,28). Demônios crêem na verdade, mas não adoram o Senhor segundo a operação do Espírito Santo (Tiago 2:19). Os Fariseus obedeceram à lei a risco, mas não entraram no reino de Deus (Mat. 5:20). Se vamos servir ao Senhor, a obediência deve ser segundo o Espírito em amor (Oséias 6:6; Miquéias 6:8; Apoc. 2:4,5).
Deve ser lembrado que podemos ter intenção sem uma obediência completa. Pedro tinha intenção pura, tanto quando cortou a orelha direita do Malco (João 18:10) quando repreendeu o Senhor Jesus Cristo quando Este predisse Sua morte (Mat. 16:21-23). A igreja em Tiratira tinha muito amor, mas era displicente com a obediência e isso trouxe uma dura repreensão do Senhor (Apoc. 2:18-23). Se vamos servir o Senhor, o nosso amor deve ser com obediência.
Pelo estudo feito podemos entender bem melhor que o que Deus deseja é a adoração "em espírito e em verdade", é algo que nunca é produzido pelo homem, mas que vem somente de Deus. É produzida pelo Espírito de Deus e é segundo a Sua Palavra, para trazer os seus à imagem de Cristo (II Cor. 3:18).

 A Adoração Espiritual - I

João 4:15-26
Quando a Bíblia diz que Deus é Espírito, ela quer transmitir que Deus é o somatório de todos os significados do uso da palavra “espírito” na Bíblia, ou seja: substância invisível e ativa que promove ações em Si e nos outros. Inclui o fato que espíritos não têm corpo, são sem tamanho, formato, bitola, ou comprimento de um corpo, completamente separado de algo que é carnal ou de matéria (Charnock, V. I, pág. 181). “Deus é Espírito espiritíssimo, mais espiritual do que todos os anjos ou almas” (ibid, citando Gerhard). Como Ele excede tudo na essência do Seu ser, assim Ele excede tudo na Sua natureza de espírito: não tem nada grosso, pesado, ou de matéria na Sua essência.
Afirmar que “Deus é Espírito”, no contexto de João 4.24, é manifestar verdades sobre a verdadeira adoração do homem para com a Divindade. A própria essência de Deus, e não a vontade de apenas uma das Pessoas da Trindade se agrada com a adoração espiritual: espírito com Espírito.
Não fica isento, nessa adoração espiritual, o uso de lugares específicos e de objetos corporais, pois tudo Ele criou, e ao homem deu-lhe um corpo, este deve dar a Ele o Seu devido louvor (Salmos 150.6). O uso do corpo, com gestos cerimoniais, como os quais Jesus se referia no contexto, os dos fariseus e os dos samaritanos não agradaram, pois eram cerimônias mortas, feitas por tradição e não por um coração com entendimento. Os gestos cerimoniais originalmente apontavam às verdades de Deus. Deus quer que adoremos a Ele de entendimento e não com cerimônias mortas. Jesus está dizendo à mulher Samaritana que ela deve se separar de todos os modos carnais (“Nossos pais adoraram neste monte”, v. 20) e prestar louvor primeiramente nas ações do coração e acondicioná-lo mais corretamente à condição do Objeto adorado, que “é Espírito” (Charnock, V. I, pág. 179).
Creio que podemos aprender da instrução de Cristo sobre a adoração espiritual. Alguém disse: Devemos falar a Deus como Ele é, ou seja, em espírito. Da mesma forma, como Ele é deve modificar a nossa adoração a Ele. Por Deus ser tão excelente em essência, atributos e obras, Ele merece tanto a serenidade das nossas afeições quanto a maior decência das nossas manifestações.
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. A adoração espiritual somente pode ser praticada onde tem um alicerce do conhecimento da espiritualidade de Deus. Por isso Jesus relata à mulher samaritana que “Deus é Espírito” (João 4.24). O começo da adoração correta se descobre no reconhecimento das excelências de Deus. A ignorância não gera a adoração espiritual. Se Deus é adorado, é necessário saber como é esse Deus. Não podemos reverenciá-lO se não houvermos entendimento da Sua natureza e obras.
Os Seus atributos incitam a adoração espiritual. Por Deus ser misericordioso e grande em perdoar, Ele é “temido” (Salmos 130.4), ou seja, Deus foi adorado corretamente pelo reconhecimento do Seu atributo de misericórdia. Por Deus ser um Juiz justo, um fogo consumidor, uma adoração agradável com reverência e piedade a Ele é racional (Hebreus 12.28,29). Quando a profundidade e a riqueza da Sua sabedoria são consideradas, ou quando são contemplados os Seus juízos insondáveis e caminhos inescrutáveis é reconhecido que a Ele deve ser dada a glória (Romanos 11.33-36). Quando a imensidade das obras da mão de Deus é vista, o homem é levado a entender a sua própria baixeza junto com a realização que Deus é gracioso por pensar no homem e visitá-lo (Salmos 8.3,4). A benignidade de Deus para com um mundo em rebeldia contra O Santo deve levar o homem ao arrependimento, que é uma forma de adoração (Romanos 2.4). Como os Seus generosos e santos atributos nos incitam com motivos inumeráveis para adorá-lO, a Sua espiritualidade nos ensina que essa adoração deve ser espiritual, vinda da nossa alma.
Portanto, Aprenda da Palavra de Deus!
Medite na Sua Palavra (Salmos 1.1-3).
Louve Deus pelas Suas grandezas (Mateus. 6-9-13).
Faça que a sua adoração seja em espírito e em verdade
Por Deus ser Espírito, aprendemos também que:
2. A adoração espiritual sempre é agradável a Deus. As maneiras físicas de adoração podem mudar, como podem as montanhas ser mudadas em vales, mas Deus, sendo imutável, e, portanto, sempre Espírito, sempre desejará a adoração espiritual. Deus precisaria deixar de ser Espírito para que a adoração espiritual fosse desagradável a Ele.
Deus perpetuamente deve ser adorado. Por ser Espírito perpetuamente, Deus tem o direito de ser sempre adorado espiritualmente. No Jardim do Éden havia uma maneira de mostrar a adoração, na Lei de Moisés outra, e ainda uma outra maneira no Novo Testamento, mas todos eram unânimes em ensinar que Deus quer ser adorado pelo espírito do homem. No Jardim do Éden era comunhão com a voz de Deus e a obediência à Sua palavra (Gênesis 2.15-17; 3.8). A diferença entre as ofertas de Caim e de Abel foi a diferença na atitude do coração para com Deus (Gênesis 4.7, “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?”). A atitude de Abel foi com uma fé movida pelo amor, e, portanto, adoração espiritual. A atitude de Caim evidentemente não foi de coração pois, para Deus, não foi aceitável, e, portanto sabemos que não foi uma adoração espiritual. A Lei de Moisés, mesmo com uma multidão de ordenanças carnais e lavagens de sacrifícios, essas cerimônias não eram a adoração mais importante. A circuncisão do coração (Deuteronômio 10.16), e a adoração “ao SENHOR teu Deus com todo o seu coração, e com toda a tua alma” (Deuteronômio 30.10) era a principal e melhor adoração ensinada por Moisés, ou seja, adoração espiritual tinha prioridade sobre a observação das cerimônias.
Sempre convém termos um coração singular, reservado apenas para Ele, um coração sempre sensível à Sua vontade, às Suas perfeições, ou seja, um coração temente a Deus (Salmos 139.1- 4, 17, 23, 24).
A espiritualidade de Deus também nos ensina:
3. É dever de todo homem adorar a Deus em espírito tanto quanto é seu dever também temê-lo (João 4.24; Eclesiastes 12.13). A adoração verdadeira nada mais é do que atribuir a Deus a honra que Ele merece. Portanto, a postura correta dos nossos espíritos é importante na adoração. “Deus é Espírito” e, no espírito do homem, a imagem de Deus é mais clara. Portanto, não é racional servir ao nosso Criador somente com aquilo que voltará ao pó, e negar a Ele aquilo que nos faz ser criaturas superiores, o espírito que “volta a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12.7). É racional sermos “sacrifícios vivos” na adoração espiritual, usando o corpo reverentemente de forma mínima, mas, na entrega maior, adorando com o nosso espírito (Romanos 12.1,2). Ser feito segundo a Sua imagem nos obriga a exercitar aquilo em nós que mais parece com Ele, ou seja, o espírito.
Não seja enganado em ser movido a crer que as cerimônias, movimentos ou posições do corpo superam ou igualam a adoração espiritual. Lembre-se que Deus olha para o coração (1 Samuel 16:7, “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.”; Salmos 147.10, 11; I Pedro 3.3, 4).
Lembre-se que Deus abençoou o povo que o louvava com dança e música nos tempos da bíblia, mas devemos entender que não foi pela dança ou pela música, mas pelo que Ele viu no coração que tal louvor foi aceito. Ele é Espírito e quer que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade.
Pela Palavra de Deus, conhecemos Deus como Ele é, e o que O agrada. Você tem ou não tem o conhecimento dEle no seu coração? Deus se revela exclusivamente a nós pelo Seu Filho, Jesus Cristo (João 1. 18, “Deus nunca foi visto por ninguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”). Olhe para Jesus Cristo! Conhecemos Jesus Cristo pela fé. A fé verdadeira é aquela fundada na Verdade (Hebreus 11.1). A Verdade é conhecida pela Palavra de Deus. Portanto, submeta-se ao exame da Palavra de Deus. Preste atenção à sua pregação. Leia a reverentemente em sua casa. Guarde-a no seu coração. Creia no Salvador que ela apresenta: Jesus Cristo.

 A Adoração Espiritual - II

Romanos 1.8-10
Romanos 1.8-10,
v. 9, “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós”
“Deus é Espírito”
Substâncias espirituais são mais excelentes do que as corporais, pois dão vitalidade às corporais; a alma do homem é mais excelente do que os outros animais; anjos são mais excelentes do que os homens (Salmos 8.5; Hebreus 2.7). O superior, na sua própria natureza, contém a dignidade do inferior. Deus deve ter, portanto, uma excelência acima de todos esses e sendo assim, é inteiramente removido das condições de um corpo (Charnock).
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. Ensina-nos que o culto reverente e a adoração apropriada do evangelho de Seu Filho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho de Seu Filho é mais espiritual do que qualquer cerimônia ou oblação da Lei de Moisés. O alvo do evangelho de Seu Filho é a adoração espiritual, através do Espírito Santo que regenera o espírito do homem que está morto no pecado. Na mesma medida e grau em que as ações da observação da lei eram do corpo, o alvo do evangelho de Jesus Cristo é espiritual. Paulo prova que a adoração espiritual é somente possível pela conversão da alma por Jesus Cristo, ou seja, pelo Evangelho. Ele prova isso quando afirma que serve a Deus em seu espírito pelo evangelho do Seu Filho (Romanos 1.9).
Quando o evangelho é proclamado aos que estão espiritualmente mortos, ele vivifica-os espiritualmente para Deus (I Pedro 4.6; Efésios 2.1,4). Deus, pelo Espírito, testifica de Cristo, o único Salvador, aos pecadores através do evangelho (Atos 20.21). Somente depois de o homem ser vivificado no espírito pode ele cultuar a Deus (II Coríntios 2.14-16). Desde que a regeneração do espírito do homem, ou seja, a vivificação do homem novo é uma obra do Espírito Santo, o culto e a adoração do evangelho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho faz a adoração a Deus ser uma adoração mais sublime e espiritual por ser realizada no homem interior que foi vivificado pelo Espírito Santo de Deus.
Em contraste com a adoração do Velho Testamento, pode ser dito que aos adoradores foi dado o pão dos anjos (Salmos 78.25). Todavia, na época do Novo Testamento, temos os próprios anjos servindo a nós (Hebreus 1.14). Nisso percebemos que o evangelho é mais espiritual do que a adoração cerimonial do Velho Testamento.
O evangelho é chamado “culto racional” (Romanos 12.1). É chamado assim, pois, o evangelho é um culto adequado às capacidades racionais da alma. As capacidades racionais do homem Cristão são aperfeiçoadas quando o evangelho é obedecido.
2. Ensina-nos que a essência da adoração verdadeira é espiritual, pois se expressa pelo amor a Deus (I João 4.19; João 14.15), pela fé em Deus (Atos 16.31), e é movida por causa da Sua bondade (Romanos 2.4). A substância da adoração prazerosa é espiritual, pois é comunhão com Ele, que é Espírito (I João 1.3).
Pelo evangelho de Seu Filho, as cerimônias, oblações, holocaustos, e tradições da lei foram removidos e o seu significado moral espiritualizado. Os mandamentos que nos instruíram tanto em nosso dever para com Deus quanto em relação ao nosso dever para com o homem, no evangelho são reduzidos ao seu significado espiritual, ou seja, amor a Deus de todo o nosso coração e amor pelo próximo como amamo-nos a nós mesmos (Marcos 12.30,31; Tiago 2.8). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
3. Ensina-nos que a essência da adoração neotestamentária é melhor do que a adoração da lei. A alma voa mais alto, pois entra no céu. O cheiro das afeições renovadas pelo evangelho de Jesus Cristo é um perfume mais forte do que qualquer cerimônia de religião. O alvo da forma da adoração do evangelho é mais sincero, pois Cristo é conhecido pessoalmente e o Espírito Santo vem habitar no Cristão auxiliando a sua adoração (Gálatas 4.4-6; Romanos 8.9-16). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
4. Ensina-nos que a adoração neotestamentária tem o auxilio do Espírito Santo e, portanto, é mais espiritual do que qualquer adoração anterior. O próprio Espírito Santo é derramado pela proclamação do evangelho de Jesus Cristo (Efésios 1.13; Filipenses 1.27; I Pedro 4.6). No Velho Testamento, o Espírito Santo somente visitava os santos (Números 11.25; Juizes 3.10). No evangelho, o Espírito Santo não somente paira, mas habita no coração do Cristão (Gálatas 4.6; João 7.38,39), fazendo da adoração do evangelho de Jesus Cristo mais espiritual do que a adoração dada pela Lei de Moisés.
Cristo fez que o evangelho fosse apto para um coração espiritual, e o Espírito transformou o coração de carne e adequou-o para o evangelho espiritual.
5. Ensina-nos que por Deus ser espiritual, Ele merece o culto reverente e a adoração espiritual que são dados através do evangelho de Seu Filho. Ele se agrada mais com o espiritual do que com as cerimônias exigentes, as ordenanças custosas e as tradições corporais da Lei de Moisés. Um único Cristão O adorando em culto reverente e na adoração adequada pela obediência de Seu Filho é mais prazeroso a Deus do que milhões de altares fumaçando com as oblações mais custosas. Deus se agrada mais desta adoração que exala do coração de um Cristão espiritual porque Deus é Espírito e importa a Ele que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade (João 4.23.24).
Quando Deus olha para você e para sua adoração, Ele vê o que é mais prazeroso a Ele? Ele recebe de você a adoração espiritual e obediente do homem novo criado pelo Espírito Santo no evangelho do Seu Filho? Não se contente com a mera religião, evangélica ou protestante, nem com as cerimônias de uma adoração mecânica (Mateus 7.21-23). Deus não se contenta com obras de qualquer religião que não emanam de um coração transformado por Seu Espírito (Salmos 51.6, “Eis que amas a verdade no íntimo”; I Pedro 3.4, “Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”). Examine-se a si mesmo se a sua adoração se origina de um espírito quebrantado e de um coração quebrantado e contrito, pois esta adoração Deus não desprezará (Salmos 51.16,17; Mateus 5.3-6). Que lugar tem o arrependimento e a fé em Cristo Jesus na sua adoração? A sua adoração a Deus, que é Espírito, é a adoração do homem novo criado pelo Espírito Santo através do evangelho do Seu Filho Jesus Cristo?

A Adoração Espiritual - III

Salmos 150.6
Salmos 150.6, “Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR”.
Tudo que tem fôlego deve louvar ao SENHOR. Porém toda e qualquer adoração deve ser espiritual, pois Deus é Espírito. A adoração espiritual não é uma adoração sem entendimento, mas, uma que usa o conhecimento da excelência de Deus como motivo do seu louvor. Reconhecer Deus como soberano e regozijar na glória dos Seus atributos manifestos no Redentor é adoração espiritual e são ações do espírito de um homem regenerado. É assim que o Salmista nos instrui: “Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência.” (Salmos 47.7; I Coríntios 14.12-20). A adoração sem entendimento, ou inteligência, não é culto racional, algo que Deus pede (Romanos 12.1,2). Tentativas de adorar ao Senhor somente com as sensações são ações de um bruto. O louvor que usa a razão é adoração de um homem para com seu Deus. A adoração espiritual é louvor que corresponde à natureza nova de um homem regenerado (Romanos 8.5 “os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.”). Portanto, a regeneração deve preceder qualquer possibilidade de adoração espiritual e verdadeira. Importa a Deus que os que O “adoram adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Não procure adorar a Deus se não for regenerado. Busque a Cristo! Cristo é o Salvador do pecador arrependido que crê pela fé nEle. Através de Cristo, um novo homem é gerado, um homem espiritual.
Como temos percebido nos estudos anteriores, a adoração espiritual só pode ser uma atividade do homem interior que nasce do espírito de Deus (João 3.3,5,7). O Cristão precisa do auxílio do Espírito Santo de Deus para adorar corretamente. Não podemos mortificar a concupiscência sem o auxílio do Espírito (Romanos 8.13), e tampouco a nossa adoração é espiritual sem o Seu auxílio (Romanos 8.6 “mas a inclinação do Espírito é vida e paz”; 8.26 “o mesmo Espírito intercede por nós”; Efésios 6.18 “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito”; Judas 20 “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”). Não podemos clamar “Abba, Pai” sem o Espírito Santo nos impelindo a tal adoração espiritual.
A adoração espiritual também deve ser com sinceridade. Quando Paulo diz “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito”, ele não estava se referindo ao auxílio do Espírito Santo que o impele a servir Deus. Ele está expressando que ele serve o Senhor Deus com um coração reverente e sincero (Romanos 1.9). Deus merece o nosso coração. Podemos dar a nossa língua, nossos lábios, ou as nossas mãos, sem o nosso coração, mas o coração não pode ser exercitado em adoração verdadeira sem a atividade da nossa língua, lábios, e mãos santas (I Timóteo 2.8; Provérbios 23.26). As duas pequenas moedas da viúva foram mais valiosas do que as ofertas volumosas dos ricos por serem de um coração sincero em adoração espiritual e verdadeira (Marcos 12.41-44). Portanto, a adoração espiritual envolve a sinceridade que temos, seja na área financeira, ou física.
A adoração corporal não é rejeitada por Deus na adoração espiritual. Mesmo que a adoração espiritual seja mais importante e prazerosa a Deus, não devemos omitir o que foi menos exigido, ou seja, o uso do corpo na adoração (Mateus 23.23; Lucas 11.42). A lei cerimonial tinha a intenção do espiritual, assim o nosso espiritual pode ter a ação do corpo. Contudo, a adoração só pode ser verdadeira se o corpo que adora, adora com um espírito santo. Um corpo moralmente sujo indica um coração pecaminoso. Tal adoração é rejeitada. O culto racional consiste tanto numa mente renovada quanto num corpo santo apresentado a Deus (Romanos 12.1,2; I Timóteo 2.8). Os nossos corpos devem ser sacrifícios vivos. Na adoração espiritual os nossos corpos não devem estar mortos, mas mortificados para o pecado (Romanos 8.13). Um sacrifício vivo se manifesta pela vivência da nova natureza, numa postura santa com as afeições crucificadas para tudo que é da carne ou do mundo. Como a divindade de Cristo foi manifesta pelas Suas ações, assim também a nossa espiritualidade deve ser manifesta nas nossas ações de adoração. “Dar a Deus louvor através do corpo e não da alma é hipocrisia; dar a Deus culto em espírito e não com o corpo é sacrilégio; não dar louvor com o corpo nem com o espírito é ateísmo.” (Citação de Sherman’s Greek in the Temple, pgs. 61,62 por Charnock, pág. 220).
Mas a adoração corporal deve ser espiritual para ser aceita por Deus, que é Espírito. Portanto, ela deve ser limitada àquilo que é reverente, solene, respeitoso e dirigido pela inteligência. Somente dessa maneira pode a adoração correta ser um culto racional e espiritual. A expressão corporal deve ser uma reflexão do homem novo que deleita-se na lei de Deus (Romanos 7.22). Nenhuma carnalidade, sensualidade, ou movimento sugestivo da carne, é reflexo de um homem novo que se deleita na lei de Deus (I Pedro 3.3,4; Efésios 4.22,24 “um novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”; Tiago 3.13-18, “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”). Portanto, a adoração verdadeira usa o corpo, mas, nunca a carne.
Cristo é o nosso exemplo e Ele adorou o Seu Pai da forma mais correta. Ele adorou Deus corporalmente; Ele orou em voz alta, ajoelhou-Se, ergueu Seus olhos ao céu juntamente com Seu espírito quando Ele louvou o Seu Pai pela misericórdia recebida, ou rogou para que os Seus discípulos fossem abençoados (João 11.41; 17.1,11). Os homens santos de Deus têm usado os seus corpos em expressões de adoração espiritual: Abraão se prostrou, o apóstolo Paulo se ajoelhou, estes usaram suas línguas e levantaram suas mãos, mostrando-nos que a adoração espiritual necessita de expressão corporal. E por Deus ser Espírito e também Santo, essas expressões corporais devem espelhar o homem novo regenerado adorando reverentemente.
É verdade que o corpo deve ser usado, segundo o entendimento na adoração espiritual e entendemos isso pelo fato de que Jesus instituiu o Seu tipo de igreja e estabeleceu ordenanças nela que só podem ser observadas empregando o corpo. Deus pede a nossa presença corporal no ajuntamento (Hebreus 11.25; Salmos 122.1). As ordenanças, tanto do batismo, quanto da ceia, pedem a participação do nosso corpo na adoração (Mateus 28.19; I Coríntios 11.23-27). As duas ordenanças manifestam publicamente Cristo e a Sua redenção completa e vitoriosa. Mas, nem por isso, devemos ser dados à gritaria ou à expressão corporal espontânea e sem controle (Efésios 4.31, “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós”; I Coríntios 14.40). O fato do corpo participar na adoração verdadeira não indica que ela deve ser menos espiritual, mas, as ações do corpo também devem expressar reverência e santidade (Habacuque 2.20 “Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.”). A adoração não deve deixar de ser um “culto racional”, ou seja, com entendimento quando há o uso do corpo nela. É sábio notar que as expressões corporais são somente expressões, e não substituem a própria adoração. Orações compridas, cânticos talentosos, ou qualquer outra expressão corporal, são nada sem o amor interior a Deus (I Coríntios 13.1-3). Deus quer para Ele mesmo o nosso coração. As cerimônias religiosas foram instituídas para ajudar-nos quanto a nossa adoração espiritual, não para serem a própria adoração. Um homem que se mostra religioso, mas, sem uma adoração com o espírito é igual a igreja de Sardes que “tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3.1). A adoração usa o corpo para se expressar, mas mesmo assim é necessário que examinemos que ela não deixa de ser espiritual (Lucas 11.39-44).
Por causa do perigo da carne misturar-se à adoração corporal devemos examinar-nos concernente a nossa maneira de adoração. Estamos nos últimos dias e o apóstolo Paulo nos diz: muito terão nestes dias “aparência de piedade, mas negando a eficácia dela” (II Timóteo 3.1,5). Portanto, devemos nos examinar se não é assim conosco. Para ajudar nesse exame particular, considere essas indagações: A nossa diligência é exterior ou interior? Os nossos sacrifícios ao Senhor são sacrifícios vivos e santos, ou sacrifícios de obras mortas da carne? Você se recorda que qualquer carnalidade na adoração não só faz a adoração ser inaceitável, mas abominável a Deus (Apocalipse 3.16; Salmos 66.18)?
Para ter uma adoração espiritual, você deve lembrar-se: vigilância contínua é necessária (Mateus 26.41). Um andar espiritual de dia impedirá a contaminação com a concupiscência na adoração de noite. Lembre-se também que é necessário nutrir um amor para com Deus que nos leve a depender dEle (Provérbios 16.3; Salmos 37.4). Para cultivar uma adoração espiritual, nutra pensamentos corretos a respeito da majestade de Deus na sua mente. Praticar esses conselhos fará com que adoremos ao Senhor em espírito “e em verdade” (João 4.24; Filipenses 4.8). De forma a auxiliar também a adoração espiritual pública devemos cultivar uma comunhão particular com o Senhor (Jeremias 15.16).
Para medir a veracidade da nossa adoração, devemos apenas notar se nos tornamos mais maduros espiritualmente depois do exercício dela. O fruto da adoração espiritual é visto numa obediência maior à Palavra de Deus (Mateus 7.24-27) e num amor aperfeiçoado para com Deus e para com os homens (João 13.35). O homem novo pelo conhecimento de Deus é renovado (Colossenses 3.10). A comunhão que você experimentou na adoração foi uma comunhão com Deus ou um inter-relacionamento com seu próprio ego? Foi algo que lhe edificou ou somente lhe entreteve?

QUE DEUS EM NOS ABENÇOE. QUE ELE VEJA EM CADA UM DE NÓS VERDADEIROS ADORADORES.

ADAPATADO
FONTE DE PESQUISA: A Adoração Verdadeira (Pastor Calvin Gardner)