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terça-feira, 2 de abril de 2013

1ª LIÇÃO DO 2º TRIMESTRE/2013: FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS


Primeira lição do 2º trimestre de 2013

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18).


INTRODUÇÃO



O primeiro grupo social a que uma pessoa pertence é a Família, grupo criado pelo próprio Deus (Gn 2:23,24) e que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas do ser humano. A função da Família é, precisamente, impedir que haja o sentimento de solidão, que caracterizava Adão antes da formação da mulher (Gn 2:20).


A Igreja, principalmente a Igreja Local, é formada pela soma de suas Famílias. A Igreja é o reflexo das Famílias. Famílias bem estruturadas formam Igrejas bem estruturadas. Isto é verdade, e Satanás sabe disto! Por esta razão, de forma mais acentuada nestes “últimos dias”, ele tem investido, pesadamente, contra a estrutura familiar, de forma especial, através da televisão, usando, principalmente, suas novelas: desmoralizando o casamento, incentivando as uniões ilícitas, incentivando o homossexualismo, enaltecendo a liberdade sexual, quebrando a hierarquia familiar, retirando ou coibindo a autoridade dos pais, e coisas correlatas. O objetivo de Satanás é enfraquecer, desmoralizar, acabar com a estrutura familiar. Porém, seu alvo principal é a Igreja. Ele sabe que combatendo a Família, está prejudicando a Igreja.


Certamente que o assunto deste Trimestre – Família Cristã no século XXI(protegendo seu lar dos ataques do inimigo) -, é oportuno e será de grande proveito para cada crente em Cristo, em particular, e para a Igreja, no seu todo.


Nesta Aula inaugural, o assunto proposto é “A Família, criação de Deus”. Veremos, portanto, a Família tal como foi planejada por Deus, sem entrar nos detalhes das atribuições - responsabilidades e deveres de seus membros, os quais serão vistos nas Aulas posteriores.


I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO



Deus, o criador da Família



De todas as coisas que Deus criou, apenas uma, no seu julgamento, não estava boa – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só...”. Esta constatação foi feita por Deus logo após o homem ter conhecido e nomeado cada uma de todas as espécies animais - “Havendo pois o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus; e a todo o animal do campo..”(Gn 2:19).


Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18). Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste principio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado!


E Deus criou a mulher – “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn 2:22). Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”.


Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher. Qualquer distorção a este principio viola a decisão de Deus.


O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn 1:17).


O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal.


A Primeira Família



A primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como principio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn 1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas três funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos.


Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um Homem e de uma Mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn 2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este principio estabelecido por Deus, é contrária à Bíblia Sagrada.


O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este principio declarando: “Porém, desde o principio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc 10:6-8).


Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos. Os filhos são um complemento da Família, porém, a família pode subsistir sem eles.


O propósito de Deus ao criar a Família



a) Proporcionar ao ser humano abrigo e relacionamento. O texto bíblico de Gênesis 2:18 mostra isso: “Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele”. Segundo o pr. Elinaldo Renovato, “atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros”. Jesus mesmo nos alertou que isso aconteceria nos últimos dias - “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12). Devemos fazer de tudo para que este amor não seja esfriado no âmbito familiar. Quando o amor fenece o relacionamento sadio e tolerável também se esvai, e é isso que o inimigo das nossas almas deseja. Um família sadia significa uma igreja sadia. Esforcemos, pois, em investirmos no bom relacionamento familiar.


b) Um dos propósitos de Deus ao instituir a Família foi a propagação da raça humana. O plano de Deus foi fazer da Família um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seria, espalhadas sobre toda a Terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gn 1:28). Assim, a união de dois homens, ou de duas mulheres, contraria este propósito de Deus. Portanto, qualquer tentativa de formar uma Família através da união de duas pessoas do mesmo sexo, não procede de Deus e não pode ter a concordância de Sua Igreja.


Jesus e a Família



Nosso Senhor Jesus Cristo valorizou a Família. Veio ao mundo através de uma Família. Além de pais, teve irmãos e irmãs (Mt 13:55-57). Teve seu crescimento físico, social, intelectual e espiritual no seio da Família (Lc 2:52). No seu ministério, não costumava a hospedar-se em hotéis, mas desfrutava da hospitalidade de um lar (Mt 8:14; Lc 10:38-42). Em muitos milagres, demonstrou seu cuidado para com a Família (Mt 8:14-15; Lc 7:12-16). Seu primeiro milagre foi realizado numa festa de casamento (João 2:12). Ensinou-nos a orar, chamando Deus de "Pai Nosso" (Mt 6:9). Enfatizou o quarto mandamento, mandando honrar pai e mãe (Mt 15:3-6; Mc 7:10-13). Teve um trato especial com as crianças, abençoando-as (Mc 10:13-16).


II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUENCIAS PARA A FAMÍLIA



1. O ataque do inimigo. A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana. A essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado. A tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou a desobedecer à ordem de Deus. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.


A sutileza é a marca registrada do diabo (João 8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele.


Observamos, no relato da queda do primeiro casal, que o diabo surge como uma serpente, ou seja, de forma quase imperceptível, quase sem ser notada, apresentando-se à mulher de repente, de surpresa, num momento em que a mulher não esperava e que, o texto nos leva a crer, estava solitária, sem a companhia de seu marido, diríamos que num instante de distração. O diabo apareceu como uma serpente no Éden e, ante à distração do primeiro casal, conseguiu entrar no Jardim para efetuar a sua tarefa destruidora.


A distração, o “cochilo espiritual”, são fatais para a saúde espiritual da Igreja. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir. Eva, porém, estava distraída e, por causa disto, o diabo pôde se aproximar e iniciar um diálogo com a mulher, lançando-a no campo da dúvida: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3:1b). Diante de tanta amabilidade, Eva aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois, em sua resposta não correspondeu aquilo que, de fato, Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso.


Falseando a Palavra, Eva respondeu: “...do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. Percebe-se que a mulher demonstrou desconhecimento da Palavra de Deus. Enquanto a ordem divina era para que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (cf. Gn 2:16,17), a mulher respondeu à serpente que a ordem era a proibição de se comer e se tocar na árvore que estava no meio do jardim (Gn 3:3). Vemos aqui, portanto, que a mulher alterou em dois pontos a ordem divina, a saber: a) árvore da ciência do bem e do mal por árvore que está no meio do jardim; b) não comereis por não comereis nem tocareis. Agora Satanás estava em condições de contraditar o próprio Deus, pois, sentiu que já tinha o controle sobre a mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à veracidade da Palavra do próprio Deus - “...certamente não morrereis”. Uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.


Não tendo havido nenhuma reação por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com maior sutileza deu sua cartada final despertando, agora, a soberba e o desejo de ser como Deus: Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”(Gn 3:1-5).


Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar – pensou que seria como Deus. Olhou – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos”; Desejou – “...árvore desejável para dar entendimento...”; Tomou – “...tomou-lhe do fruto...”; Comeu - “...comeu...”; Morreu A Palavra de Deus era verdadeira – “...no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn 2:17).


O diabo mentiu, pôs em descrédito os ditos do Senhor e criou fantasias nas quais o primeiro casal acreditou e que foram a sua derrocada. Assim também trabalha ainda hoje. Uma vez se desprendendo das Escrituras, os homens são iludidos com falsas promessas e fantasias (que as Escrituras denominam de “fábulas”, ou seja, “contos da carochinha” (1Tm 1:4; 4:7; 2Tm 4:4; 2Pe 1:16), falsidades que a seu tempo se revelarão e que, infelizmente, para muitos, significarão a morte eterna.


2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar


Em primeiro lugar, a rebelião. Adão acusou a mulher por lhe ter oferecido o fruto proibido - “a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3:12). Daí já se percebe que o relacionamento entre o casal já não era como dantes.


A rebelião de Adão e Eva encerrou o relacionamento íntimo que eles haviam desfrutado com Deus. A natureza de sua rebelião foi tal que rompeu a sua maneira de se relacionar não só com Deus mas também um com o outro. Em vez do mútuo amor e compromisso, sua rebelião contra Deus resultou em vergonha mútua (Gn 3:7). Seu relacionamento interpessoal não era mais harmonioso. Essa rebelião resultou, acima de tudo, na separação de Deus e na percepção de que Deus era Alguém a quem temer, Alguém de quem eles precisavam se esconder (Gn 3:8-10). Deus e os seres humanos não estavam mais unidos em amor e harmonia. O que era necessário era um ato de reconciliação.


Em segundo lugar, a desigualdade de gênero, ou seja, a diferença de tratamento entre o homem e a mulher. Feitos para serem iguais diante de Deus, pois, para Deus, não há acepção de pessoas (Dt 10:17), homem e mulher, por causa do pecado, passaram a ter posições diferenciadas no relacionamento entre si, tendo o Senhor determinado o domínio do homem sobre a mulher (Gn 3:16). Este domínio não é desejo divino, mas reação divina ao pecado cometido. O pecado é gerador de desigualdade, pois é iniquidade e, em virtude disto, a humanidade sob o pecado é um triste quadro de injustiças, de desigualdades e de dominações. Entre tais desigualdades, destaca-se a “desigualdade de gênero”.


Em terceiro lugar, a contaminação da vida familiar. O pecado, ao trazer a desigualdade de gênero, já tornou tensas as relações entre marido e mulher, mas, logo em seguida, com o primeiro homicídio, bem demonstrou que vinha a atacar de forma direta a própria Família. Desde então, o pecado tem transtornado muitíssimo a vida familiar, vida esta que se encontra, nos nossos dias, em frangalhos, por causa, precisamente, do pecado. O pecado gera a destruição da vida familiar, pois desfaz a pureza e a estabilidade entre marido e mulher, retirando assim a necessária autoridade moral indispensável para o relacionamento entre pais e filhos, gerando milhares e milhares de vidas sem afeto e sem amor.


3. A vida familiar depois da Queda. Quando Deus criou a Família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A Família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano de divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.


A queda, como registrada em Gênesis, trouxe transtornos e males irreparáveis para a Família e, por conseguinte, para toda raça humana(Gn 3:17-19; Gl 3:21). Toda natureza passou a sofrer as consequências do pecado, que introduziu a morte no mundo e destituiu o homem de sua perfeita comunhão com o Criador (Gn 3:16-19). Entenda-se morte, aqui, não apenas como a separação física dos entes queridos, mas, sobretudo, a separação espiritual e eterna de Deus (Rm 5:12). Esse é o efeito mais dramático da desobediência de nossos primeiros pais, já que Deus não os criou para morte, mas para a vida. É tanto que a luta pela sobrevivência é algo inato em qualquer ser humano. Sua expulsão do jardim do Éden, todavia, é o símbolo perfeito dessa perda (Gn 3:22-24). A enfermidade física é um fato incontestável, e a Escritura afirma que o primeiro motivo deste terrível mal sobre a humanidade foi a queda de Adão e Eva.


Mas, o inimigo ainda não parou a sua investida contra a Família. Por ser de origem divina, o inimigo tem atacado a Família de maneira implacável. As tentações aos pais de família, principalmente na área do sexo e do mau relacionamento com os filhos tem sido constante; os ataques aos filhos, lançando-os contra os pais; dos pais contra os filhos; o problema das drogas, do sexo ilícito, da pornografia, de outros vícios, do homossexualismo. Estamos vendo isso com muita intensidade nestes últimos dias da Igreja na Terra. Satanás sabe que ele já está julgado e quer levar o maior número de pessoas com ele parta o Inferno (ler Salmo 9:17).


O domínio do pecado sobre o homem faz com que sejam praticadas as chamadas “obras da carne” (Gl 5:19-21), que prejudicam grandemente a própria convivência e sobrevivência da humanidade. O pecado, a começar da Família, dilapida a estrutura social e instala a barbárie e o egoísmo como modos de sobrevivência e de permanência no convívio social. Por mais tecnologicamente civilizados que estejam os homens, o aumento do pecado produz cada vez mais pecado, cada vez mais maldade, cada vez mais selvageria. Santifiquemo-nos ainda mais, pois Jesus está voltando!


III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS



1. Modelos de Famílias surgidas ao longo dos séculos. A Família está inserida dentro de um contexto social, e portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt 24:35). Ao longo dos séculos o modelo familiar teve várias mudanças. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:


a) Família patriarcal, quando o homem tem pelo menos duas esposas. Neste modelo, o pai(pater) era visto como o senhor da casa e da Família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, a partir de Lameque(descendente de Caim) – Gênesis 4:19 – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá”. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn 2:22-24). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família.


b) Famílias monoparenterais, quando há somente a presença de um dos pais, como é o caso de Agar e Ismael, depois de serem expulsos por Sara.


c) Família de solteiros, como parece ser o caso de Marta, Maria e Lázaro.


d) Famílias nucleares (monogâmica), que são aquelas Famílias compostas de pai, mãe e filhos, como é o caso da Família formada por José, Maria, Jesus e seus irmãos. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2:24; Mt 19:5).


e) Família conjugal, que é aquela cujo casal ainda não tem filhos ou que não teve filhos, como é o caso de Áquila e Priscila.


f) Família ampliada, que á aquela em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos, como é o caso de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.


g) Famílias unipessoais, onde só uma pessoa mora numa casa, podendo ser um pessoa solteira, uma viúva, ou uma divorciada, muito comum nos nossos dias, e não muito difícil de encontrar em nossas igrejas.


Portanto, sendo a Família uma instituição criada pelo próprio Deus, ao homem é indispensável que mantenha o modelo previsto pelo Senhor, pois só assim poderá cumprir o seu papel na ordem universal e se apresentar como alguém submisso ao senhorio de Deus. Como crentes, não podemos jamais querer ser tidos como verdadeiros e autênticos servos do Senhor, se não estivermos vivendo uma vida familiar de acordo com a vontade do Senhor, que é o modelo estampado na Sua Santa Palavra.


2. A Família na atualidade. Temos ouvido nesses últimos anos uma frase que parece que a cada dia que passa, tem mais simpatizantes, ei-la: “A Família é uma instituição falida”. Este é o conceito de Família para a maioria das pessoas do mundo moderno, e de fato, esta instituição formada por Deus, apresenta assustadoras estatísticas de sua desintegração. Eis alguns dos sintomas de degeneração familiar que se nos apresentam nesses dias: crises, desencantos e desilusões nos casamentos; separações e divórcios; crianças abandonadas; filhos irreverentes e indiferentes aos pais; brigas constantes entre os casais; etc. Como inverter este triste quadro e transformar meu lar em um exemplo mais vívido dos propósitos e objetivos de Deus?


Para a sua estabilidade a Família necessita urgentemente de um motivo espiritual. Não será com o conforto dos lares modernos que iremos construir lares felizes. A Família é um projeto divino, nasceu no coração e na mente de Deus, não é um acidente histórico ou uma necessidade social, ou ainda, um sistema para funcionar – A Família é ideia de Deus.


Sem a Família não pode o homem atingir o propósito estabelecido por Deus quando de sua criação. Não há como o homem atender ao que lhe é exigido pelo seu Criador sem que exista a Família.


Sem a Família o homem não pode sequer ser considerado um homem no sentido estrito da Palavra e as consequências que têm vindo à sociedade moderna em virtude do intenso e progressivo processo de desintegração familiar que temos contemplado é uma prova do que estamos a dizer. Via de regra, os criminosos mais hediondos que têm surgido, que nem sequer se portam como seres humanos, tamanha a sua bestialidade, são pessoas que foram vítimas da ausência da instituição familiar no histórico de suas vidas. A destruição da instituição familiar representa, assim, a própria destruição da humanidade, da imagem e semelhança de Deus na vida dos seres humanos e é por isso que o adversário de nossas almas, que nos odeia e nos detesta, tem investido tanto na destruição desta instituição. Destrua-se a Família e estarão destruídos os seres humanos e, por conseguinte, toda a sociedade.


CONCLUSÃO



Ao criar a primeira Família, Deus constituiu, nos limites do Jardim do Éden, o seu espaço de habitação (Gn 2: 7-15). O lar em que os primeiros cônjuges viveriam um para o outro, teriam filhos e juntos desfrutariam de tudo quanto Deus lhes preparara. Era um lugar de bênçãos que cumpriria as verdadeiras funções do lar. Esse foi e continua sendo o propósito de Deus para a Família.


Podemos fazer do lugar em que habitamos, com a ajuda de Deus, um abrigo de paz contra as tempestades que nos cercam, onde pais e filhos possam dar-se as mãos numa vida de permanente celebração da glória de Deus e alcançarem, por fim, uma velhice feliz e vitoriosa. Amém!!


Fonte: ebdweb

segunda-feira, 25 de março de 2013

A MORTE DE DE ELISEU

Texto Básico: 2Reis 13:14-21




13ª LIÇÃO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2013

“E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés(2Rs 13:21).



INTRODUÇÃO





Esta é a última lição do trimestre. Nela estudaremos os derradeiros dias do profeta Eliseu. Ele foi um homem fiel ao Senhor até o fim dos seus dias. Ele começou bem seu ministério profético e o encerrou também com excelência. Como homem natural que era teve que enfrentar a morte física. Esta é a situação mais difícil que o ser humano pode enfrentar. A morte é o terrível legado que herdamos dos nossos primeiros pais, que desobedeceram ao Criador no Éden (Gn 2:15-17; 3:19; Rm 5:12). É o pagamento indesejado que recebemos por ter pecado (Rm 6:23). É o fim para o qual caminhamos a passos largos (Ec 12:1-7). Mais do que isso, é o inimigo implacável que vem em nosso encalço para, no inevitável dia do encontro, nos deixar prostrados (Lc 12:20). É o último inimigo a ser aniquilado(1Co 15:26). Contudo, ela não nos assusta; para o verdadeiro cristão, a morte é “lucro”, que o diga o apóstolo Paulo: ”Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Fp 1:21). Para ele, morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor(Fp 1:23). Ele desejava, preferencialmente, estar com o Senhor: “Desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor”(2Co 5:8). Somente aqueles que têm o Espírito Santo como penhor(2Co 5:5) podem ter essa confiança do além-túmulo. Para o servo de Deus, a morte não é o fim da existência, muito pelo contrário, é apenas o início da eternidade(ler Lc 16:22,23). Do outro lado da sepultura, há uma eternidade de gozo ou sofrimento, de bem-aventurança ou tormento. Depois da morte, há dois destinos eternos: Céu ou Inferno. Podemos descrer ou negar isso, mas não invalidar essa verdade.





I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU





1. A Velhice de Eliseu. A velhice faz parte do processo evolutivo do ser humano. Todos nós envelheceremos um dia. Esta é uma realidade da qual ninguém pode fugir. As pessoas que conseguem superar o medo de envelhecer encaram a terceira idade como qualquer outra fase da vida, repleta de desafios a serem enfrentados. Certamente, isto aconteceu com Eliseu.





O texto de 2Reis 9:1-4 denota que Eliseu já não tinha mais forças físicas para percorrer longas distancias; ele estava velho e doente. Fora um grande homem de Deus e ainda o era, com tudo isso era um homem. Em seu pleno vigor físico, Ele não pediria que outro fosse cumprir uma missão que Deus tinha ordenado. Apesar disso, mesmo em sua velhice não foi omisso nem ocioso. Para a Bíblia, ser velho ou idoso, não significa ser inútil, incapaz, e descartável. “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano... Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes”(Sl 92:12-14).





Os homens justos na velhice ainda darão frutos. Embora os velhos, ou idosos, possam ser vistos pelas pessoas jovens e viris, com um certo preconceito, às vezes, até com desprezo, contudo, a Bíblia Sagrada afirma que os homens justos “na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes”(Sl 92:14). Moisés, Calebe e Arão confirmam esta verdade bíblica. Calebe, aos oitenta e cinco anos, considerava-se em plena forma para fazer a obra de Deus, segundo sua própria declaração (vide Josué 14:10-11).





Não importa sua idade, você pode ser um instrumento de bênção para muitos. Deus quer isto de você. A Bíblia Sagrada afirma que os crentes fiéis “Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes”. Portanto, para Deus, ser velho, ou ser idoso, não significa ser inútil, incapaz e descartável.











2. O sofrimento de Eliseu. “E Eliseu estava doente da sua doença de que morreu; e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre os seu rosto, e disse: Meu pai, meu, carros de Israel e seus cavalheiros!” (2Rs 13:14). Este texto mostra que a doença de Eliseu causava-lhe grande sofrimento. A saudação do rei Jeoás: “Meu pai, meu, carros de Israel e seus cavalheiros!”, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2Rs 2:12). O fato de Jeoás utilizar esta expressão é uma indicação do visível sofrimento de Eliseu e de que ele reconhecia a proximidade da sua morte.





A doença e o sofrimento de Eliseu vai de encontro à falaciosa teologia da confissão positiva, que ensina que o crente não pode ficar doente, e se estiver doente, é porque não tem fé ou está em pecado. Eliseu era um homem de Deus. Era um homem de fé. Realizou muitos milagres. Mas quando chegou sua hora de partir, esse momento ocorreu porque o profeta ficara doente e a doença o levou. Entende-se que Eliseu já era um homem de idade avançada, e que naturalmente seu organismo, como o de outras pessoas dessa faixa etária, ficou propenso a fraquezas e doenças. Foi um fato natural. Isso nos faz entender os seguintes princípios: a) Se Deus quiser curar o seu servo Ele cura; Se Ele não quiser, Ele não cura. O que temos de fazer é somente orar e respeitar a sua soberania (ler 1João 5:14); b) Em sua soberania, Deus pode permitir que nossa partida para estar com Ele se dê de diversas formas, inclusive por meio de doenças com sofrimento. Ainda que isso ocorra, não podemos pensar que a morte, para o cristão, é uma punição, mas sim uma promoção para estar lado a lado com o Senhor. Deus tem uma forma de tratar com cada pessoa. Elias foi levado ao céu, vivo; Eliseu passou pela morte, mas ambos estão com o Senhor.





Entretanto, o que mais chama atenção não é a doença e o sofrimento do profeta Eliseu, e sim como Deus tratou-o nesse momento de sua vida e como ele respondeu a isso. Mesmo debilitado por causa da idade avançada, Eliseu continuava com o mesmo vigor espiritual de antes. Possuía ainda a mesma visão da obra de Deus. Em nada a doença, o sofrimento ou quaisquer outras coisas impediu-o de continuar sendo uma voz profética. Veja a disposição desse valoroso servo de Deus ao falar com o rei Jeoás: “E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas. Então, disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as mãos do rei. E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então, disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os siros; porque ferirás os siros em Afeca, até os consumir. E disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então, disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes e cessou. Então, o homem de Deus se indignou muito contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, feririas os siros até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os siros” (2Rs 13:15-19). Se estivéssemos na mesma situação física de Eliseu, teríamos a mesma disposição espiritual? Ou estaríamos reclamando da vida, murmurando e questionando a Deus? São nos momentos difíceis da vida, nos desertos da vida, nos vales, que saberemos se somos ou não fiéis a Deus e confiamos piamente nEle.





II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU





1. A ação de Deus na profecia. Escutamos frequentemente o seguinte jargão, principalmente por aqueles que se dizem “profeta de Deus”: “Eu profetizo sobre a tua vida””. A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: “... porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo”(2Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: “Assim veio a mim a palavra do Senhor...” (Jr 1:4); “Assim diz o Senhor...” (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); “Ouví a palavra do Senhor...” (Jr 2:4); “E veio a mim a palavra do Senhor”(Jr 2:1; 16:1); (...) “disse o Espírito Santo...” (At 13:2); “... Isto diz o Espírito Santo...” (At 21:11); “Mas o Espírito expressamente diz...” (1Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina.





O profeta Eliseu não se utilizou deste jargão. Ele sabia que era apenas um porta voz de Deus. As suas mensagens proféticas sempre estavam precedidas pela expressão: “Assim diz o Senhor” (cf 2Rs 2:21;3:16). No texto de 2Rs 13:17, a expressão “flecha do livramento do Senhor” era semelhante a expressão “Assim diz o Senhor”. O verdadeiro profeta de Deus sabe que a profecia tem sua origem em Deus e não nele. Eliseu não profetizou para depois se inspirar, mas foi primeiramente inspirado para depois profetizar (cf 2Rs 3:15).





2. A participação humana na profecia (2Rs 13:15-19). Não era costumeiro Deus se utilizar de terceiros para auxiliar os seus porta-vozes, os profetas, na transmissão de suas mensagens. No caso específico de Jeoás, rei de Israel, Deus permitiu que houvesse a participação daquele. Só que a falta de discernimento por parte de Jeoás e sua pequena familiaridade com o sobrenatural de Deus fez com que Israel não prevalecesse de forma perene sobre os siros. Quando foi dito a Jeoás que atirasse as flechas contra a terra, ele o fez de modo indiferente. A sua vitória seria do tamanho da resposta que ele desse ao profeta; deveria ter ferido a terra cinco ou seis vezes, mas fez apenas três. Como resultado, Eliseu disse ao rei que sua vitória sobre a Síria não seria completa. De alguma maneira, Jeoás deixou de perceber o sentido interior do que o profeta o estava exortando a fazer. Eliseu considerou que Jeoás era claramente culpado pela sua falta de entusiasmo. Para que possamos receber os completos benefícios do plano de Deus para a nossa vida, devemos obedecer completamente os Seus mandamentos. Se não seguirmos completamente as instruções do Senhor, não deveremos nos surpreender se seus benefícios e bênçãos completos não vierem à nossa vida.





III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU





1. A eternidade e fidelidade de Deus. O último milagre de Eliseu deu-se após a sua morte (2Rs 13:20,21), mesmo que isso venha se contrapor a lógica humana. Humanamente falando, é inconcebível que ossos de um defunto tenha poder para ressuscitar alguém. Mas, é bom estar consciente de que não foram os ossos de Eliseu que ressuscitou o morto e, sim, o Deus de Eliseu. Deus ali manifestou a sua eternidade e sua fidelidade, isto é, Ele não morre quando morre um homem de Deus, nem tampouco deixa de cumprir a sua Palavra quando as circunstâncias parecem dizer o contrário. Mesmo lá na sepultura, Deus deu testemunho do caráter de Eliseu como o profeta que vivifica. Esse milagre sugere que a influência de uma pessoa que anda com Deus não cessa automaticamente com a sua morte, mas que depois disso poderá ser uma manancial de vida espiritual para com os outros.





2. A honra de Eliseu. Ao longo de sua vida, Eliseu teve contato direto com a escola de profetas em seus dias. Foi um homem que viu milagres em seu ministério, trouxe orientações a governantes e gozava da honra de outros profetas. Ele morreu, porém sua influência permaneceu, ao realizar até um milagre de ressurreição. Isto demonstrou que ele foi, na verdade, um profeta de Deus. Também atestou o poder do Senhor – não dos ídolos pagãos que jamais ressuscitaram alguém dentre os mortos. Também, esse miraculoso poder associado aos ossos de Eliseu(2Rs 13:20,21) tinha a finalidade de mostrar a Jeoás que o poder do Deus de Israel seria manifestado na vitória sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta. Isso deixa patente que, mesmo morto, o nome de Eliseu continuaria a ser lembrado como um autêntico homem de Deus. A Bíblia fala de outros homens, cujas ações continuam falando mesmo depois de haverem morridos (Hb 11:4).





IV. O LEGADO DE ELISEU





O legado de Eliseu nos fascina e nos mobiliza a nos posicionarmos como autênticos servos de Deus, diante de uma sociedade cada vez mais degradante moral e espiritualmente. Passaram-se 2.800 anos, mas ele ainda continua inspirando milhões de pessoas em todo o mundo. Qual, então, o legado de Eliseu?











1. Foi um homem que abraçou o ministério sem olhar para trás (1Rs 19:19-21). Eliseu atendeu prontamente o chamado de Deus por meio de Elias. Fez um churrasco dos bois, dizendo: Agora, só existe o daqui para frente; eu não tenho possibilidade de voltar atrás; nada de retrocessos. Eliseu desembaraçou-se de qualquer impedimento. Jesus disse: “Quem lança mão do arado e olha para trás não é apto para o reino de Deus”.





2. Foi um homem gregário. Ele teve uma participação ativa na vida espiritual, moral e social da nação de Israel. Enquanto Elias era um profeta eremita, Eliseu teve uma atuação mais urbana. Ele tinha acesso aos reis e comandantes militares, e possuía influência suficiente para deles pedir algum favor (cf 2Rs 4:13). Assim deve ser o proceder do cristão. Viver isolado das demais pessoas, em clausura, não coaduna com o grande imperativo de Jesus Cristo: “ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”(Mt 20:19,20). Não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para fazer o bem a outras pessoas e mostrar a elas o grande amor de Deus.





3. Foi um homem santo em seu proceder(2Rs 4:9). (a) Era conhecido por todos como um santo homem de Deus: homens, mulheres, crianças, os reis de Israel e de Judá, e do estrangeiro, os escravos, os discípulos dos profetas e os generais o consideravam como profeta do Senhor; (b) Era humilde (1Rs 19.21 e 2Rs 3.11b): ele servia a Elias; ele deitava água nas mãos de Elias. Quem não é humilde para aprender, jamais será grande; (c) Possuía uma integridade incorruptível (2Rs 5.16): não fazia do ministério um negócio; não trabalhava por dinheiro; não se deixava subornar nem se corrompia.





4. Foi um homem que procurava meios para abençoar as pessoas (2Rs 3:13,14). Há uma extensa lista de obras e milagres operados através do profeta Eliseu. Todos os seus milagres foram para ajudar e nunca para demonstrar poder: (a) A mulher sunamita – Eliseu dá a ela um filho (felicidade familiar); (b) Cura das águas amargas de Jericó – saúde para o povo (2Rs 2:19-22); (c) Multiplica o azeite da viúva pobre – ajuda ao necessitado (2Rs 4:1-7); (d) Cura de Naamã – um homem estrangeiro (2Rs 5:1); (e) Remove a morte da panela – cuidado espiritual com o povo de Deus (2Rs 4:38-41); (f) Tinha uma escola de profetas – em tempo de apostasia, ele forma obreiros para pregar a verdade.





5. Foi um homem que teve discernimento espiritual(2Rs 6:17): (a) Compreendeu a aflição da sunamita (2Rs 4:17); (b) Discerniu a necessidade de Naamã se humilhar (por isso mandou-o tirar a armadura e mergulhar no Jordão sete vezes, além de não falar com ele pessoalmente). Eliseu entendeu que não adiantava curar a carne de Naamã da lepra se o seu coração estava chagado de orgulho; (c) Discerniu a presença dos cavalos e carros de fogo, ou seja, dos anjos de Deus ao seu redor. Levou os soldados sírios a Samaria para ensinar a eles o poder de Deus; (d) Discerniu a ganância de Geazi (2Rs 5:25-27); (e) Vivia no espírito da vitória, quando afirmou: “Mais são aqueles que estão conosco do que os estão com eles” (2Rs 6:15,16).





6. Foi um homem que morreu vitoriosamente e exerceu maravilhosa influência póstuma (2Rs 13:14-19,20,21): (a) Quando Eliseu ficou doente, ele não questionou a Deus; não ficou amargurado, deprimido. Continuou profetizando vitória e abençoando o povo. Ele não se enclausurou; (b) Ele viveu 60 anos com um ministério abençoado. Ele foi um homem cheio do Espírito. Sua vida foi uma bênção para a nação. Começou bem e terminou bem; (c) Mesmo depois de morto comunicou vida. Quando jogaram um cadáver na sua sepultura e tocou em seus ossos, o cadáver reviveu. Alguém que tocar em nossa história viveria? Se a igreja local onde nos congregamos deixasse de existir faria falta? Quando Deus chamar você, as pessoas sentirão sua falta? Quem ouvir sua história reviverá? Pense nisso!





CONCLUSÃO





Eliseu, qual o seu pai espiritual Elias, não foi um profeta literário, todavia, os seus atos o colocam na galeria dos maiores profetas bíblicos de todos os tempos. Começou de forma humilde e submissa - pondo água nas mãos de Elias (2Rs 3:11), um gesto claro de sua presteza em servir -, e foi exaltado por Deus.





A Morte do justo é de grande valor para Deus. É a ocasião em que é libertado de todo o mal, e levado vitoriosamente desta vida ao Céu. Para os salvos, a morte não é o fim da vida, mas um novo começo. Neste caso, ela não é um terror (1Co 15:55-57), mas um meio de transição para uma vida plena de felicidade eterna. Para o salvo, morrer é ser liberto das aflições deste mundo (2Co 4:17) e do corpo terreno, para ser revestido da vida e glória celestiais (2Co 5:1-5). “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”(Salmo 116:15).


Fonte: ebdweb

sábado, 23 de março de 2013

LIÇÃO DO 2º TRIMESTRE DE 2013

       Você que ama a sua família e é amante de escola bíblica, não deixe de frequentar a EBD neste trimestre. Nos últimos dias a família tem sido atacada verazmente pelo inimigo das nossas almas. Assim sendo a CPAD nos proporciona um tema por demais que relevante. Creio que vai ser muito proveitoso o tema em apreço.
 
Um ótimo trimestre a todos!!!!!!
Pb. Efigênio Hortêncio

 
Sumário
1 - Família, Criação de Deus
2 - O Casamento Bíblico
3 - As Bases do Casamento Cristão
4 - A Família Sob Ataque
5 - Conflitos na Família
6 - A Infidelidade Conjugal
7 - O Divórcio
8 - A Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
9 - A Família e a Sexualidade
10 - A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico
11 - A Família e a Escola Dominical
12 - A Família e a Igreja
13 - Eu e minha Casa Serviremos ao Senhor

 
  

segunda-feira, 18 de março de 2013

ELIAS E A ESCOLA DE PROFETAS

12ª Lição do 1º trimestre de 2013
 Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2Tm 2:1,2).

 
1- INTRODUÇÂO
        
       Nos dias de Elias, a apostasia e a vergonhosa idolatria haviam se alastrado entre o povo de Deus, impulsionadas pelos devaneios de Acabe e Jezabel. O povo de Israel havia trocado a glória de seu Deus pela fútil veneração ao falso deus Baal, considerado pelos desviados e apóstatas como o “senhor da chuva e das tempestades”. Mas, o assombroso confronto no Monte Carmelo entre Elias e os falsos profetas de Baal e Aserá bem como os fenomenais prodígios de Eliseu começaram a reverter a triste situação. Aqueles que antes se escondiam pelo temor de Jezabel passaram a manifestar publicamente a sua fé. O despertamente foi tamanho que, por toda parte, surgiram “escolas teológicas” formando novos mensageiros de Jeová. Haviam grupos de estudantes em Ramá, Gibeá, Gilgal e Jericó (2Rs 2:3,5,7,15; 4:1,38; 9:1,2). Por diversas vezes, em algumas passagens nos livros dos Reis, vemos aparecer a expressão “filhos dos profetas”, mas pelo contexto destas passagens percebe-se que tem a mesma significação que “escola de profetas”. Ressalta-se que as “escolas de profetas” não tinham como propósito ensinar a profetizar, isso é uma atribuição divina; era um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado distante do Antigo Testamento, preocupava-se em passar às gerações mais novas sua experiência cultural e espiritual.


Neste subsidio à lição 12, quero esclarecer um pouco mais dessas “escolas”, seu cotidiano, seus objetivos e sua relevância.


2. A instituição das “escolas de profetas”. Nem todos os profetas do passado tiveram uma formação teológica convencional. Amós, por exemplo, saiu diretamente do agreste judaico para as ruas de Samaria (capital de Israel – Reino do Norte), proclamando sua mensagem profética da única maneira que sabia: “cantando”. Miquéias, à semelhança de Amós, era homem do campo, e provinha de família humilde, mas ergueu a voz para denunciar os pecados de Jerusalém e os esquemas de corrupção no palácio, no poder judiciário e nos corredores do Templo. A maioria dos profetas, no entanto, até mesmo aqueles que nos são desconhecidos, receberam uma formação teológica mais “especializada”. Por serem uma escola - tipo um seminário -, entende-se que possuía uma certa estrutura física e uma organização mínima para funcionamento a contento, e estavam sob uma liderança que oferecia a devida orientação adequada. No texto de 2Reis 6:1, verificamos que Eliseu era o líder maior dos discípulos dos profetas, e era com ele que buscavam instrução. À época do profeta Samuel essas escolas já existiam; tudo indica que ele tenha sido o primeiro a tomar a iniciativa de organizar esse tipo de “ensino teológico” (cf 1Sm 10:5,10; 19:23). Geralmente os estudantes moravam juntos em uma casa ou em pequenas comunidades, onde o ensino era ministrado (2Rs 6:1,2). Alguns “seminaristas” eram casados e mantinham seus próprios lares (2Rs 4:1).


3. Objetivos das “escolas de profetas”: treinamento e encorajamento.


- Com relação ao treinamento, além da teoria, a execução de determinadas tarefas, sob permissão do instrutor, eram permitidas, como se observa no ocorrido de 2Reis 2:15-17: “Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro e se prostraram diante dele em terra. E disseram-lhe: Eis que, com teus servos, há cinqüenta homens valentes; ora, deixa-os ir para buscar teu senhor; pode ser que o elevasse o Espírito do Senhor e o lançasse em algum dos montes ou em algum dos vales. Porém ele disse: Não os envieis. Mas eles apertaram com ele, até se enfastiar; e disse-lhes: Enviai. E enviaram cinqüenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam”. Esse processo interativo entre o líder e o liderado, entre o educador e o educando, é vital para produção do conhecimento. Em outras situações observamos que os filhos de profetas, quando já treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1Rs 20:35).


- Com relação ao encorajamento, os alunos eram encorajados a buscarem uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não há objetivo maior para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.


4. Currículo das “escolas de profetas”. A formação acadêmica dos “discípulos de profetas” consistia no estudo das Escrituras (os livros históricos e os poéticos) e das leis mosaicas. Havia espaço ainda para a instrução na música sacra e na poesia (1Sm 10:5). O “professor”, um profeta mais experiente, transmitia o ensino com seu exemplo de vida e seu trabalho, e eram eles mesmos que consagravam os novos obreiros à missão de reconduzir o rebanho desgarrado de Israel ao aprisco do Senhor, o pastor de nossa alma (Sl 23).


5. Aprendendo na provação. A vida diária nas escolas de profetas não era nada cômoda. Os estudos eram exaustivos, as acomodações eram precárias (2Rs 6:1), a falta de recursos era uma constante (2Rs 4:1), o trabalho era árduo e, se não bastasse isso tudo, a comida era escassa, geralmente produzida por eles mesmos, em hortas comunitárias. As coisas ficaram ainda piores quando Deus enviou uma estiagem que durou sete anos (cf. 2Rs 8:1). Se a nação toda padeceu, quanto mais aqueles que deixaram tudo pelo ministério!


Foi exatamente nesse contexto de crise que Eliseu, o “homem de Deus”, chegou no seminário de Gilgal para uma “série de conferências”. A receptividade foi calorosa, mas a despensa estava vazia. Eliseu enviou um dos alunos ao campo para colher frutos e raízes comestíveis, a fim de preparar um sopão para todos. Mas algo saiu errado: um dos ingredientes estragou a sopa, tornando-a amarga e venenosa. A “colocíntida” (2Rs 4:39), uma espécie de pepino selvagem, em pequenas quantidades era usada para fins medicinais, mas em grande quantidade tornava-se tóxica e extremamente amarga.


Uma das coisas admiráveis neste texto é que, embora o gosto estivesse horrível, todos comeram sem reclamar. O único comentário que surgiu foi quando atinaram para o perigo de conter algo venenoso. Essa é uma boa lição de educação, respeito e ética. Interessante também é notar que Deus permitiu tal acontecimento para mostrar o Seu cuidado aos que a Ele se consagram. Deus usa o homem, e o homem usa o que tem à mão. Eliseu usou farinha, e esse ingrediente anulou o veneno. O milagre aconteceu, não por causa da farinha, mas pela fé de Eliseu. Ele poderia ter usado cevada, hortelã, pão ou qualquer outro ingrediente, e o resultado seria o mesmo.


Aprendemos com esses seminaristas que: Deus cuida de Seus servos, geralmente usando o que eles têm à mão aliado à quantidade de sua fé. A viúva do profeta (2Rs 4:1-7) colocou perante Deus, o pouquinho que tinha, e no que é que deu? Da mesma forma, se usarmos aquilo que temos, ainda que seja pouco, e usarmos com fé, grandes coisas Deus fará por nós.


6. Ensinando através do exemplo. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Citamos dois exemplos:


- Primeiro exemplo: Certa feita, um homem da cidade vizinha (Baal-Salisa) veio à “casa de profetas” trazer uma oferta em mantimentos para o sustento de Eliseu, conforme prescrevia a Lei de Moisés (Nm 18:13; Lv 23:10; Dt 18:4). A oferta era generosa para um só homem “professor”, mas insuficientemente para cem alunos (2Rs 4:43). Era um direito de Eliseu reter a oferta só para si, pois “digno é trabalhador do seu salário” (Lc 10:7), contudo, preferiu repartir aquela bênção com os demais colegas de ministério, e Deus abençoou a sua decisão: “todos comeram e ainda sobrou” (2Rs 4:43). Eliseu demonstrou a principal virtude de um homem de Deus: amor ao próximo. Este exemplo que Eliseu manifestou certamente foi um grande ensino para aqueles discípulos. Ele demonstrou o seguinte modo de viver: o que é meu também é teu. Aquele que reparte de bom grado as suas dádivas sempre as terá em abundância – “Daí, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também “ ( Lc 6:38).


- Segundo exemplo: Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu. Nessa ocasião, vendo Geazi que Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe uma história piedosa:


E foi Geazi em alcance de Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo e disse-lhe: Vai tudo bem? E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de vestes. E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de vestes; e pô-las sobre dois dos seus moços, os quais os levaram diante dele. E, chegando ele à altura, tomou-os das suas mãos e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se” (2Rs 5:21-24).


Mas, Deus julgou severamente o cobiçoso e materialista Geazi:


“Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve” (2Rs 5:25-27).


Porque Deus julgou Geazi de forma tão severa? Primeiro, porque ele foi um homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque mentiu para obter os presentes que Naamã daria a Eliseu. Quarto, não podemos usar os dons que Deus nos concede para lucrar de forma pessoal.


Que essas observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus por conta de tais manifestações de infidelidade.


CONCLUSÃO



As Escolas de profetas na época de Elias e de Eliseu eram dedicadas ao ensino formal da Palavra de Deus e ao comportamento ético do futuro profeta. A preocupação com o aspecto espiritual do povo de Israel era sua principal bandeira esses líderes. Esses futuros profetas seriam mais tarde líderes que teriam de confrontar as falsas teologias e a idolatria que os maus reis obrigavam o povo a aceitar. Assim como era importante o estudo da Palavra de Deus naquela época, também o é atualmente. Infelizmente, os tempos mudaram e os seminários teológicos se “conformaram com o mundo” – procuram parecenças com as faculdades seculares e, por isso, buscam reconhecimento do MEC -, mas o prejuízo tem sido enorme, pois a teologia liberal tem predominado sobremaneira na maioria dos seminários com prejuízos incalculáveis à ortodoxia das Escrituras Sagradas.


Em qualquer época, sejam tempos de fartura ou tempos de escassez, de paz ou de guerra, de bonança ou de tempestade, a Igreja tem a responsabilidade de salvaguardar a verdadeira e original doutrina bíblica que se acha nas Escrituras Sagradas, e transmiti-las aos fiéis - “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2Tm 2:1,2).
 
FONTE: EBDWEB




segunda-feira, 4 de março de 2013

HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA

FAIXA4

10ª lição do 1º trimestre de 2013

Texto Básico:2Reis 4:1-7

“Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio”(2Rs 4:4).

 

INTRODUÇÃO

Milagre é toda alteração da natureza criada por Deus, feita pelo próprio Deus e para a glória de Deus! Nesta Aula, trataremos acerca do milagre ocorrido na casa de uma viúva de um dos profetas, que falecera e deixou uma grande dívida. Achando-se incapaz de saldar a dívida, enfrentou a possibilidade do credor tomar seus dois filhos para um período de escravidão. O texto em Levítico 25:39-42 determina que se o devedor não pudesse pagar a sua dívida, ele era obrigado a servir ao credor como escravo até o ano do jubileu. Deus, porém, interveio e concedeu-lhe a provisão suficiente para atender a necessidade urgente dela e de seus dois filhos. De acordo com o historiador Flavo Josefo, “a viúva desta história era a esposa de Obadias, o mordomo de Acabe em 1Reis 18. O motivo de a família estar endividada era que Obadias havia sustentado os 100 profetas do Senhor que ele escondera de Acabe e Jezabel”. Essa história é muito conhecida no meio cristão tradicional e é um exemplo importantíssimo de como a provisão de Deus funciona na nossa vida. O texto base que relata essa história está em 2Reis 4:1-7. Sem dúvida, esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas para aqueles que creem que para o Senhor não há causa impossível. Esse milagre nos ensina que a o pouco com Deus torna-se muito e a escassez pode converter-se em abundância. O Deus de Elizeu é também o nosso Deus. Ele é imutável - “Porque eu, o Senhor, não mudo...”(Ml 1:17). Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje e eternamente”(Hb 13:8) -, e mediante sua graça continua a alcançar os corações daqueles que estão desesperados por um milagre em sua casa.

 

I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE

1. A necessidade humana. A sociedade de Israel era sobremodo injusta em relação às mulheres e crianças, vetando-lhes até mesmo os direitos e privilégios garantidos por Deus ao seu povo. Mesmo em tempos de avivamento espiritual, elas eram vistas como seres inferiores, impedidas de participar dos cultos, das assembleias e das festividades religiosas. Imaginem, então, numa época de apostasia, em que o temor de Deus havia desaparecido; numa época em que cada um fazia o que queria, ignorando por completo as leis de Deus!

Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeitados. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”(Tg 1:27).

Foi naquele difícil contexto que a esposa de um seminarista ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos.

Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise. Ela sabia que o profeta Eliseu era um homem de Deus, por isso recorreu a ele (2Rs 4:1). As Escrituras Sagradas mostram que o Senhor socorre o necessitado: “Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia...”(Is 25:4); “Porque o Senhor ouve os necessitados....”(Sl 69:33); “Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor; pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores” (Jr 20:13); “Eu sou pobre necessitado; mas o Senhor cuida de mim; tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus” (Sl 40:17).

Os contemporâneos de Eliseu abusavam das crianças necessitadas, tolhendo-lhes o direito, o respeito e a dignidade. E os nossos contemporâneos, não têm feito o mesmo? Nossas crianças têm sido comercializadas; sua inocência tem dado lucro a muita gente; seu corpo angelical tornou-se um objeto de desejo; suas mãos delicadas se transformaram em “mão-de-obra barata”; a formação do caráter e personalidade de milhares de crianças inocentes e indefesas tem sido colocada à mercê de casais homossexuais, com educação moral e espiritual totalmente desviada do padrão judaico-cristão. Não podemos nos calar, nem fingir que tudo isso não acontece.

2. A misericórdia divina. Diante do clamor daquela viúva (1Rs 4:1), Eliseu ficou sensibilizado e não hesitou em atendê-la. Tal como Elias fizera em Sarepta (1Reis 17), usou do pouco que ela tinha para resolver o problema. Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora e interveio na sua causa. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânime – “Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia” (Sl 116:5). “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22). Há grande suprimento para toda necessidade quando Deus intervém. Coloque tudo o que tem nas mãos de Deus e, ainda que seja pouco, se fará mais que suficiente.

 

II. A DINÂMICA DO MILAGRE

1. Um pouco de azeite. Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”(2Rs 4:2). Eliseu havia compreendido o que Deus podia fazer usando um simples vaso com azeite, a princípio insignificante, e então disse à mulher e a seus filhos para pedir emprestado aos vizinhos a maior quantidade de frascos vazios que pudessem (cf. 2Rs 4:3-5). O azeite era uma mercadoria muito apreciada em Israel, servindo como alimento, medicamento, cosmético, combustível e para fins religiosos. Aquela mulher demonstrou o seu calor por meio da fé e por meio de um especial empenho para vender rapidamente o produto e saldar sua dívidas.

Muitas vezes, nos sentimos como aquela viúva quando percebemos que o que nos resta parece algo absolutamente insignificante, de modo que nem cogitamos que aquilo possa ser usado por Deus a nosso favor. Contudo, essa história nos mostra que Deus tem poder para transformar em muito aquilo que nos parece pouco.

2. Uma fé obediente. A viúva e seus filhos olharam para todos os vasos cheios do azeite que viera de sua pequena botija. Eliseu disse para ela vender o azeite e pagar a dívida deixada por seu marido. Com o dinheiro que sobrasse, ela e seus filhos poderiam viver por muito tempo. Aquilo foi realmente um milagre! Deus trouxe àquela família Sua provisão de maneira extraordinária. A partir de um único vaso de azeite que a viúva possuía, Deus foi capaz de multiplicar a quantidade de óleo de modo a atender a necessidade urgente da família.

A fé que aquela mulher tinha no Senhor tornou possível que ela saísse daquela situação crítica; permitiu que ela apresentasse seu problema a Deus e confiasse nele para orientá-la no sentido de encontrar a solução. Deus também deseja que você creia e busque em Sua Palavra a orientação sobre o que esperar dele e sobre como agir com sabedoria nos momentos de escassez.

Um detalhe importante no texto é a ordem de Eliseu para a mulher: “fecha a porta” (2Rs 4:4). O que se percebe aqui é que o homem de Deus, Eliseu, não buscou notoriedade no milagre. Ele tinha plena certeza que Deus era quem estava operando aquele grande milagre. Então a glória pertencia a Deus e não ao profeta. Segundo o pr. José Gonçalves, é possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade. Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12:15). Deixam a porta aberta para serem vistos!

3. Deus age com o que você tem. Quando o profeta Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta da mulher vem em um tom desanimador: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. Ora, se para Deus o nada já é muita coisa, quanto mais uma botija de azeite. A provisão milagrosa lhe veio mediante o que ela já tinha: um vaso de azeite. A provisão foi dada na medida da fé que a mulher tinha e da sua capacidade de armazenamento. Deus usou o que ela possuía para multiplicar-lhe os recursos e realizar o milagre de que ela precisava. Para Deus operar um milagre a quantidade não faz nenhuma diferença. Vejamos:

· Moisés – tinha uma vara: “… e os filhos de Israel passaram pelo meio do mar em seco…” (Êx 14:16,21, 22).

· Sansão – tinha uma queixada de um jumento: “… e feriu com ela mil homens.” (Jz 15:15).

· Davi – tinha uma funda e cinco pedras: “E assim… prevaleceu contra o gigante filisteu…” (1Sm 17:40,50).

· A viúva de Sarepta – tinha farinha na panela e azeite na botija: “… e assim comeu ela… e a sua casa muitos dias” (1Rs 17:12,14,15).

· Elias – tinha uma capa: “… e passaram ambos (Elias e Eliseu) o rio Jordão em seco.” (2Rs 2:8).

· Os discípulos – tinham cinco pães e dois peixinhos: “… e deram de comer a quase cinco mil pessoas.” (Mc 6:37-44).

· O apóstolo Pedro – tinha unção e poder e disse ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.” (At 3:6).

· A mulher do profeta – tinha apenas uma botija de azeite. E foi a partir desta botija de azeite que Deus operou o milagre: “E sucedeu que, todos os vasos foram cheios…” (2Rs 4:2,6,7).

O milagre, portanto, depende do que se têm. O que é que você tem em casa? Diante da pergunta, você poderia responder: “Não tenho nada”. Não seja tão pessimista para enxergar o quão é suficiente para Deus para fazer um grande milagre através daquilo que você considera não ser nada. Um martelo é suficiente para transformar você num homem de grandes negócios. Deus irá operar o milagre em sua vida a partir do que você tem. Se nada oferecemos a Deus, Ele nada terá para usar. Mas Ele pode usar o pouco que temos e transformá-lo em muito. “Sem fé é impossível agradar a Deus”.

Nós podemos nem ter tudo, e, contudo, podemos ter conosco alguma coisa que Deus é capaz de abençoar abundantemente - “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3:20).

Não perca a esperança! “O pouco pode ser transformado em muito se for colocado nas mãos do Senhor e por Ele abençoado” (Mc 6:30-44). Creia!

III. OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE: OBEDIÊNCIA, FÉ E AÇÃO

Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos. Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio. Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia” (2Rs 4:3-5). A mulher obedeceu à orientação do servo de Deus, usando o que ela tinha em suas mãos, e o milagre da multiplicação do azeite aconteceu. A orientação do profeta Eliseu foi simples e objetiva:

1. “...pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos”. Às vezes temos que fazer algo que esteja ao nosso alcance para receber o que Deus nos quer dar.

2. “...fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos...”. A mulher devia fechar a porta, ficar a sós com seus filhos e trabalhar. Nem sempre as bênçãos de Deus acontecem no meio de muita gente. Neste sentido, Jesus orientou assim: “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mt 6:6).

3. “...fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia”. A mulher foi ajudada por seus filhos. A participação de nossos filhos na obra de Deus é a resposta às orações e à orientação dos pais. Isso é uma bênção!

4. A viúva recebeu mais do precisava - “...E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou “(2Rs 4:6). A viúva recebeu do Senhor mais do que pedira. Seu pedido fora apenas que seus filhos ficassem livres de viver na escravidão. Mas em sua pobreza, ela ainda tinha muitas outras necessidades. Deus Se dispôs a suprir essas necessidades. Ele constantemente dá aos seres humanos bênçãos muito maiores do que eles pedem para si mesmos.

5. “ vivei do resto”(2Rs 4:7). O milagre da multiplicação do azeite, além de resolver o problema da dívida deixada pelo marido, proveu o sustento dela e dos filhos por muito tempo. Às vezes Deus quer dar bênçãos duradouras e a pessoa quer apenas as temporárias. Salvação é bênção duradoura. Cura de alguma enfermidade é temporária.

Portanto, precisamos agir com fé, pois a fé sem obras, sem atitudes, sem ação, é morta. A mulher pegou as vasilhas e começou a enchê-las a partir da botija de azeite que ela tinha em sua casa. Ela foi quem encheu as vasilhas e não o profeta. Este somente deu a orientação. Da mesma forma, Deus nos orienta, conforme as nossas forças e os nossos recursos, a agirmos e buscarmos a solução para os nossos problemas. Mas, nós é que devemos que correr atrás, que buscar, que agir.

Prezado irmão e amigo, você está aguardando no Senhor algum milagre em sua casa, em sua vida? Você tem passado por provações na vida semelhante às desta viúva? Você é temente a Deus como essa viúva? Você tem buscado em Deus a solução de seus problemas ou apenas tem comentado com os outros o que você está passando? Faça como a viúva em comento: seja obediente aos mandamentos de Deus, tenha fé e aja com ousadia e determinação.

 

IV. O OBJETIVO DO MILAGRE

1. Uma resposta ao sofrimento. Conforme disse o pr. José Gonçalves, todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2Rs 4:1-38;5:1-19; 6:1-7). O poder de Deus, manifestado através de Eliseu, aumentou o pequeno suprimento do azeite da viúva até uma quantidade que seria suficiente para saldar a dívida, e ainda sobrar para atender à sua família.

Jesus Cristo realizou inúmeros milagres. Ele libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano. Veja dois exemplos dos milagres de Jesus em resposta ao sofrimento do ser humano:

- Jesus se compadece de uma mulher enferma e a cura:E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. E impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus. E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa?” (Lc 13:10-16).

- Cura de um leproso: “E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Mc 1:40-42).

2. Glorificar a Deus. Os milagres exarados nas Escrituras objetivam a glorificar a Deus. A maioria deles é uma resposta de Deus ao sofrimento do ser humano, todavia, não se concentra no ser humano, mas em Deus. Diferentemente do que acontece hoje em muitos segmentos cristãos, principalmente aqueles que se expõem na mídia, os profetas do Antigo Testamento bem como os discípulos de Cristo nunca buscaram chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirar proveitos deles. No Novo Testamento, os milagres estão diretamente ligados com a obra salvífica de Cristo e tem a função de confirmar a palavra que é pregada pelos mensageiros do Senhor.

O milagre não tem por objetivo criar um espetáculo. Observe que os milagres não davam testemunho dos apóstolos e sim do Senhor Jesus e da sua mensagem. Somente os que buscam a própria gloria transformam os milagres em um show (é o que estamos vendo hoje em muitas igrejas). Para esses, Jesus tem um recado: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”(Mt 7:22,23).

3. Mostrar aos homens que a salvação é feita mediante a fé. O milagre é uma forma perceptível de demonstração de que a fé é o meio pelo qual alguém obtém os benefícios da parte de Deus, notadamente o do estabelecimento de uma comunhão com Ele por meio do perdão dos pecados. O maior milagre do ministério de Jesus, qual seja, a ressurreição de Lázaro, é uma comprovação de que um dos intuitos dos milagres era despertar a fé salvadora no povo, pois as Escrituras registram que muitos creram que Jesus era o Messias ao verem Lázaro ressuscitado depois de quatro dias em que esteve sepultado (João 12:11,12).

4. Autenticar a mensagem de Cristo. Após sua ressurreição e subida aos Céus, seus discípulos deram prosseguimento à proclamação do Reino de Deus e, sem dúvida, os milagres tiveram uma participação ativa nessa proclamação. Marcos, ao fim do seu Evangelho, conta que quando os discípulos pregavam, o Senhor cooperava com eles realizando milagres e dando validade à pregação, pois o poder de Deus era demonstrado junto com as palavras - “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”(Mc 16:20).

5. O cuidado com a supervalorização dos milagres. Conquanto Deus realize sinais e maravilhas através do seu povo santo, os mesmos não devem nortear a vida do crente. Sinais e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para a orientação de Deus às nossas vidas. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatório para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que creem seguem os milagres.

 

CONCLUSÃO

No benevolente milagre que Eliseu realizou na casa da viúva, vemos a lição de “muitos vasos...vazios”: (a) Havia um urgente senso de necessidade – 2Rs 4:1; (b) Foi usado o que estava disponível, uma vaso de azeite - 2Rs 4:2; (c) A medida da fé e da expectativa tornou-se a medida da benção - 2Rs 4:4-6; (d) A necessidade foi atendida através da generosidade e do milagre de Deus - 2Rs 4:7.

É necessário obedecer aos princípios de Deus exarados nas Escrituras Sagradas para alcançar a vitória sobre a escassez. De nada adianta deixar-se dominar pela emoção, chorar e demonstrar sua necessidade de forma aparente. É necessário que você obedeça aos princípios divinos contidos nas Escrituras Sagradas. É necessário as orientações do Senhor para que haja um milagre em sua casa, para que haja fartura e bênção na sua vida. Deus espera que sigamos suas orientações sempre. Não basta saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dele é revelada. Em certos casos, mesmo tendo a providencia de Deus, é preciso sabedoria para tratar dos problemas. Aquela viúva viu o milagre em sua casa, mas parece que ainda não tivera ideia de como agir com toda aquela bênção. Ela retornou ao profeta Eliseu para lhe dar a nova, e ouviu o profeta: “Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto”(2Rs 4:7).

“O Senhor é meu Pastor; de nada terei falta” (Sl 23:1,NVI). Deus, o Pastor do Salmo 23, é Aquele que detém todas as coisas em Suas mãos, e faz com que nada falte aos Seus. Restaura a saúde, proporciona tranquilidade, segurança, proteção, prosperidade e fartura. Sua bondade e fidelidade acompanham seus filhos por toda a vida. Creia nisso!

Fonte ebdweb