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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

11ª lição do 4º trimestre de 2013: A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS


Texto Básico: Eclesiastes 9:1-6

15/12/2013


“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento” (Ec 9:2).



INTRODUÇÃO

Por que os justos sofrem e prosperam os ímpios? Este é um tema recorrente, e é abordado pelo sábio Salomão em Eclesiastes. Asafe, levita, líder dos músicos do Templo, quase que se desviou dos caminhos de Deus porque “tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios” (Sl 73:3). Quando este homem buscou a Deus para entender como é que o ímpio prospera e o justo passa aperto, ele descobriu a seguinte verdade: o ímpio está num lugar escorregadio e que não tem segurança. Diz ele: “então entendi eu o fim deles”; ”certamente tu os pusestes em lugares escorregadios: tu os lanças em destruição”; “como caem na desolação, quase num momento! ficam totalmente consumidos de terrores”; “como faz com um sonho, o que acorda, assim, ó senhor, quando acordares desprezarás a aparência deles” (Sl 73:17-20). Olha o que está falando: eu entendo o fim do ímpio! O ímpio está em lugar escorregadio! Daqui a pouco, foi-se! Daqui a pouco acaba! Daqui a pouco é destruído! Daqui a pouco não se acha mais! A riqueza e o bem-estar dele são momentâneos, são temporais! Ele começa a entender tudo isso! Ele começa a entender a prosperidade do ímpio! Ele começa a entender que a prosperidade do ímpio é ilusória. Ele descobriu, também, que com Deus o justo tem a confiança no futuro. Veja asegunda parte do versículo 24: “guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás em glória”. Com Deus posso crer no amanhã. O ímpio não conhece o amanhã. O ímpio não sabe o que acontece. Paulo diz em Romanos 8:18: “porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. Eu tenho um futuro! O choro pode durar a noite inteira mas a alegria vem ao amanhecer. Há um bom futuro para nós. O nosso momento pode ser de lutas, de adversidades. O nosso momento pode ser de dia mau, mas ele está dizendo aqui: “guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás em glória”. Eu tenho a convicção que o final é glorioso, precioso. Seremos medidos pela régua da eternidade e não pelas contingências da vida.

I. OS PARADOXOS DA VIDA

1. Os justos sofrem injustiças. Muitos que cristãos dizem ser, já perguntaram e ainda perguntam, ainda de forma introspectiva: por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? Às vezes parece que os ímpios levam vantagens em relação aos crentes. Todavia, a prosperidade do ímpio é só nesta vida, enquanto a do justo é eterna. As lutas e dificuldades da vida são para todos, bons ou injustos, fiéis e infiéis. Deus é misericordioso, Ele faz com que o sol nasça para todos, assim como a chuva caia para os justos e ímpios (Mt 5:45). Sabemos que enquanto vivermos em um corpo corruptível, estaremos sujeito às doenças e as intempéries desta vida. Somente estaremos livres, para todo o sempre, da dor e do sofrimento, no dia em que recebermos um corpo glorificado, não mais sujeito à morte (1Co 15:52). Esta é a nossa viva esperança, e o nosso consolo em meio à dor: saber que um dia viveremos eternamente com o Senhor, livres de lágrimas e dores (Ap 21:4).

A “Teologia da Prosperidade” tem pregado que o bem-estar espiritual é irreconciliável com qualquer espécie de sofrimento. Se o crente sofre é porque não é próspero. Todavia, a vida cristã não é uma sala vip; cristianismo não é um parque de diversões, nem uma colônia de férias. Nós não temos imunidades especiais, temos, sim, imanência sobrenatural, temos a presença de Jesus conosco. O profeta Isaias diz: “quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. porque, eu sou o senhor, teu deus, o santo de Israel”(Isaias 43:2-3a). Deus está conosco no vale da dor. Deus está conosco no leito da enfermidade. Deus está conosco nas agruras, nas intempéries, nas vicissitudes, nas tempestades da vida. O sofrimento é o cálice que o povo de Deus precisa beber, enquanto caminha rumo à glória. A cruz vem antes da coroa, o sofrimento antes da recompensa final. Nós entramos no reino de Deus por meio de muitas tribulações (At 14:22).“muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”(Sl 34:19). Amém!

2. Os maus prosperam. “Tudo isso vi nos dias da minha vaidade; há um justo que perece na sua justiça, e há um ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade” (Ec 7:15); “Eis que estes são ímpios; e, todavia, estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas “(Sl 73:12).

Estes textos revelam que os justos sofrem e os maus prosperam. Embora pareça-nos paradoxal, é bíblico. O livro de Jó, por exemplo, detalha a luta de um homem que, à primeira vista, reconhecia apenas o princípio da retribuição. Os amigos de Jó compartilhavam da visão de que se alguém sofre ou passa reveses na vida é porque cometeu algum pecado (Jó 4:8). Todavia, o real propósito do livro não é apenas focalizar o sofrimento humano, mas revelar como Deus se relaciona com seus filhos (Jó 42:3). Concordo com o pr. José Gonçalves: “a espiritualidade de uma pessoa não pode ser mediada pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa ‘ter’, mas ‘ser’”.  Diz mais: “a régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (Sl 73:17,27,28)”.

Um fato deve importar ao homem: Deus faz tudo de acordo com a sua vontade sem se importar se os homens gostam ou não, chamem isso de bom ou mau, de justo ou injusto. Deus favorece alguns e desfavorece outros. Logo, a jornada de uns é diferente da de outros, não por sua própria escolha, mas por determinação divina: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm 9:16).

Ao entrar no santuário de Deus, Asafe pôde entender o fim(Sl 73:17), ou seja, o verdadeiro triunfo, o verdadeiro êxito, que é o de obter a salvação da vida na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (1Pe 1:9). Somente neste fim, diz o profeta Malaquias, veremos a diferença entre o justo e o ímpio (Ml 3:18), entenderemos quem, na verdade, é o exitoso, o triunfante, pois de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8:36).

II. A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO

1. A realidade da morte. “Porque os vivos sabem que hão de morrer...” (Ec 9:5). O homem não sabe o que lhe acontecerá; ninguém sabe, mas sabe que acontecerá. Está convencido de que a morte o aguarda.

A questão da morte é, sem dúvida, uma das maiores questões que todo ser humano enfrenta em sua peregrinação terrena, a ponto de vários filósofos, ditos “existencialistas”, ter resumido toda a trajetória do ser humano sobre a face da Terra sob o signo da chamada “angústia da morte”, visto que o grande paradoxo do homem é, precisamente, o de ter consciência de que irá morrer (Ec 9:5). É este o maior “drama biológico” vivido pelo homem na Terra.

A morte é, sem dúvida, um dos fatos que mais intrigam o ser humano. Registros de todas as comunidades humanas, em todas as épocas e em todos os estágios civilizatórios, mostram que o tema da morte é uma questão com a qual o homem sempre se depara, sem saber como dela cuidar. Esta perplexidade do homem diante deste tema é, aliás, mais uma demonstração de que a morte surge como um elemento intruso, inadequado e indevido na existência humana.

Ainda que seja por causas várias, o fato é que ninguém escapa da morte física, todos quantos nasceram sobre a Terra, morreram fisicamente, sejam ricos ou pobres, doutos ou indoutos, homens ou mulheres, fiéis ou infiéis. A morte física é inevitável, é o resultado de uma sentença dada por Deus a toda a humanidade, através do primeiro casal, algo que somente Cristo mudaria. Um dia todos terão que enfrentar a morte, tanto os ímpios quanto os justos. Porém sabemos que a morte não é o fim para o sofrimento humano. Ela é o fim para um novo começo na eternidade. Para o verdadeiro cristão, é tão somente a passagem para a eternidade com Deus. Aliás, o verdadeiro cristão espera o Arrebatamento, num abrir e fechar de olhos, a qualquer momento. Logo, quando isto ocorrer, brevemente, muitos não provarão a morte. É quando se dirá: “tragada foi a morte na vitória” – “E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Co 15:54). Glórias a Deus!

2. A certeza da vida eterna. “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Ec 9:5). Alguns pregadores, desprovidos da verdade, utilizam com frequência este versículo para ensinar que a alma permanece em estado de dormência após a morte e a consciência deixa de existir. Entretanto, não é possível construir uma doutrina sobre o além baseada apenas nesse ou em qualquer outro versículo de Eclesiastes. Este livro apresenta conclusões fundamentais em raciocínio humano “debaixo do sol”, isto é, em conclusões a que poderíamos chegar por nós mesmos se não tivéssemos a Bíblia como referência. Como bem disse o pr. José Gonçalves, “Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, ‘os mortos não sabem coisa nenhuma’. Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6:9; 2Co 5:8), onde nem mesmo o sol é necessário”(Ap 22:5).

A distinção entre a tristeza do crente e a tristeza do ímpio em ocasiões fúnebres está na esperança que tem o crente de que, além da morte física, existe uma eternidade de delícias com o Senhor, existe uma plenitude da vida eterna que já começamos a gozar aqui. O crente sabe que, com a morte física, há tão somente uma passagem para uma comunhão mais perfeita com o Senhor, é uma etapa a mais na caminhada rumo à glorificação, quando, então, no Dia do arrebatamento da Igreja, tanto mortos quanto vivos, que agora são filhos de Deus, terão manifestado o que haverão de ser, pois, quando Cristo se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim como é O veremos (1Jo 3:2).

Quando estivermos diante de uma ocasião fúnebre de um servo do Senhor, não devemos nos desesperar, como é costumeiro ocorrer quando se trata da morte de ímpios ou da reação de ímpios diante da morte de entes queridos, mas, pelo contrário, ainda que entristecidos, porque humanos somos, temos de nos consolar e nos confortar com a esperança que temos de que Jesus virá buscar a Sua igreja e que, vivos e mortos, serão reunidos nos ares e se encontrarão com o Senhor, para vivermos uma plenitude de comunhão com o Senhor, eternamente.

III. A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA


1. As circunstâncias da vida. “Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos. Que também o homem não conhece o seu tempo; como os peixes que se pescam com a rede maligna e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles” (Ec 9:11,12).

Nestes versículos, o autor conclui que as fases da vida são imprevisíveis. Ricos e pobres, brancos e negros, doutores e analfabetos, justos e injustos, estão sujeitos às vicissitudes da vida. Terremotos, furacões, secas, desempregos, etc., ocorrem não somente em paises habitados por ímpios, mas também por crentes piedosos. Mas, o que parece ser caos, na verdade, tem por trás a vontade divina. Assim, as coisas que parecem caóticas só as são para a mente humana, não no plano divino. Essa conclusão acaba sendo benéfica, pois caminha na contramão da autoconfiança e auto-suficiência do homem. Tudo depende de Deus. A própria sabedoria está sujeita às incertezas da vida e isto responde por que alguns esforços humanos fracassam: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55:8). (1)

Contudo, não podemos nos deixar abalar pelas circunstâncias da vida nem pela prosperidade dos ímpios; precisamos confiar no Deus Todo-Poderoso, pois somente Ele nos fará habitar um Dia nas regiões celestes.

2. Aproveitando a vida. “Vai, pois, come com alegria o teu pão (...) goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste do sol” (Ec 9:7,9, ARA).

Aqui, Salomão, mais do que qualquer outro, sabia que debaixo do sol a vida não era fácil e nem se parecia nem um pouco justa. Mas não a negou nem fugiu da sua realidade. Pelo contrário, aconselhou que em meio às imprevisibilidades da vida devemos nos preocupar em viver aquilo que nos foi tocado como porção. Ele é enfático ao transmitir com autoridade seu conselho sobre como devemos agir em relação às coisas consideradas efêmeras, porém boas e necessárias para uma melhor qualidade de vida: “Vai, pois, come com alegria o teu pão”.

Paulo, na Carta aos Filipenses, declarou: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”(Fp 4:11). Isso significa dizer que nesse contentamento estão envolvidas grandes e pequenas coisas, por isso ele diz: “toda e qualquer situação”. É nessa direção que Salomão segue agora.

O crente deve viver alegremente e satisfeito, desfrutando prazerosamente também das coisas simples da vida, como dádivas de Deus: “pois Deus já aceitou com prazer o que você faz” (Ec 9:7.NTLH). Enquanto o efêmero não passar, desfrutemos também desses momentos não menos importantes da vida. A sabedoria não está em abster-se de coisas boas, ainda que sejam de pouca duração como o próprio alimento que temos à mesa. Por outro lado, a sabedoria não superestima nem supervaloriza irresponsavelmente o que é passageiro. (2)

Não obstante as incertezas, as fatalidades e os demais fatores sombrios que Salomão atribui à vida e a tudo que a ela se relaciona, ele conclui que estar entre os vivos e confiar na bondade de Deus é melhor, pois enquanto há vida há esperança (Ec 9:4).

“Considerando as incertezas do futuro e a certeza da morte, Salomão recomendou que todos desfrutem da vida como um dom de Deus [...] É como se Salomão perguntasse: ‘Afinal, qual  é a sua verdadeira riqueza?’. Pelo fato de o futuro ser tão incerto, devemos desfrutar as dádivas de Deus enquanto podemos!” (Bíblia de Aplicação Pessoal. p. 883).

CONCLUSÃO


Um homem feliz é conhecido por aquilo de que ele foge. Há momentos em que fugir é um sinal de covardia, como foi o caso de Neemais. Ele respondeu aos seus inimigos: "[...] homem como eu fugiria?" (Ne 6:11). Mas em outras ocasiões, fugir é sinônimo de sabedoria e prudência. José do Egito fugiu da mulher de Potifar (Gn 39:12). Davi fugiu quando o rei Saul queria matá-lo (1Sm 19:10). Paulo escreve a Timóteo: "Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas" (1Tm 6:11). Se você se encontra perguntando: Ah!, se eu tivesse isto ou aquilo, se eu tivesse uma casa melhor, um carro mais novo eu seria mais feliz...Fuja! Se você perceber que está olhando a prosperidade do ímpio e dizendo: Ah!, se tivesse o que ele tem eu seria mais feliz... Fuja! Quando você vê uma propaganda, e pensar: Ah!, se eu pudesse comprar esse produto, eu seria mais feliz... Fuja! Sua felicidade não está nas coisas, mas em Deus. A Bíblia diz que "Melhor é um bocado seco e tranquilidade que a casa farta de carnes e contendas" (Pv 17:1). A verdadeira prosperidade é Cristo, nEle repousa todas as riquezas de Deus (Ef 2:7). Com Ele, temos razões para estarmos sempre contentes, trabalhando sempre, com respeito e dignidade (Ef 4:28; 1Ts 2:9; 2Ts 3:8), mas confiando nEle que nos supre do que temos real necessidade (Mt 6:33). Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar a Deus, mesmo que, às vezes, pareça sem sentido e cheia de paradoxos.

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

RESULTADO DA II ELEIÇÃO DOS DIRETORES DE MUNICIPAL ENSINO DE VIÇOSA


          Na Sexta-feira(06) foi realizado em Viçosa a II Eleição em 13(treze) escolas municipais para Diretores Gerais e Diretores Adjuntos da Rede de Ensino da Secretaria Municipal de Educação.  A eleição deu-se das 8 horas às 17 horas, sendo que as escolas  que funciona a EJA - Educação e Jovens e Adultos a votação foi até as 20 horas.

 

Por Efigênio Hortêncio


Resultado: 



Escola Municipal Elias Leite
Maria do Carmo Assunção Ferreira
Escola Municipal Alegria e Esperança
Alba Cléia Vieira Bezerra
Escola Municipal Alza Torres
Luciana Vasconcelos Tenório
Escola Municipal Frei Damião
Andreia Fernandes de Vasconcelos
Escola Municipal Nazaré Batista
Diretora Geral: Maria Marta Pontes Carnaúba Santos Diretora Adjunta: Maria Madalena Fidelis da Costa
Escola Municipal Odilon Gato
Maria Cristina Rodrigues de Oliveira
Escola Municipal Pedro Carnaúba
Diretor Geral: Francisco Terto da Silva  Diretor Adjunto: José Roberto Joventino de Oliveira
Centro de Educação Infantil
Maria Angélica de Oliveira Pereira
Escola Municipal São José
Gláucio Allan da Silva Pinto/ José Elias da Silva
Escola Municipal Sítio Boa Vista
Juliana Tamires Soares Santana
Escola Municipal Pimentel Amorim
Zilda de Lima Nanes
Escola Municipal Manoel Firmino
Diretora Geral: Rilda Ferreira de Queiroz  Diretor Ajunto Adenilson Albuquerque da Silva
Escola Municipal Cônego Jatobá
Francisca Mariana de Melo Balbino

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

10º Lição do 4º trimestre de 2013: CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS


Texto Básico: Pv 5:1-5

08/12/2013


“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5:4).

INTRODUÇÃO

Nos capítulos 1 a 4 de Eclesiastes, Salomão já havia tratado praticamente de tudo aquilo que acontece “debaixo do sol”. Reconheceu-se a “vaidade” da terra (Ec 1:2-2:23), considerou-se à luz da vida que Deus nos concede (Ec 2:24-26), e de sua soberania (Ec 3:1-15); falou-se da injustiça (Ec 3:16-22) e várias formas de solidão (Ec 4:1-16) (1).  Salomão mostrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas estultice. Da mesma forma ele mostra que a busca pelo prazer e lazer pode ser simplesmente correr “atrás do vento”, se não tiverem como fim último a adoração a Deus. Agora Salomão, no capítulo 5 de Eclesiastes, expõe uma série de conselhos práticos, onde inicia falando a respeito da vida religiosa e da reverência que é devida na Casa de Deus (Ec 5:1). Os israelitas, desde a infância eram ensinados a reverenciarem o sábado como dia santo e o santuário do Senhor (Lv 19:30; 26:2). Será que nossos filhos sabem da importância de se adorar ao Senhor no seu Templo?

I. OBRIGAÇÕES FRENTE À SANTIDADE DE DEUS

1. Reverência. “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5:1). Vivemos numa época ímpar: a época da irreverência. Nada é considerado sagrado nestes dias pós-modernos: religião, sexo, fé, família; tudo pode ser zombado, satirizado e distorcido. Há uma urgente necessidade de resgatarmos o respeito e reverência para com Deus e Sua palavra. Há os que se dirigem ao Grande, Todo-poderoso e Santo Deus, que habita na luz inacessível, como se dirigissem a um ser humano qualquer ou a um animal. Tais devem lembrar-se de que se acham à vista dAquele a quem serafins adoram, perante quem os anjos velam o rosto.

Não há dúvida de que se amarmos a Deus, teremos reverência, e reverência significa mais do que dar louvores ou ajoelhar-nos quando oramos. O poeta Alemão Goethe declarou: "A alma da religião cristã é a reverência". Certa vez, Jesus entrou no Templo e ficou indignado com a falta de reverência das pessoas. O louvor e a adoração haviam sido substituídos pelo comércio (Mt 21:12). O que se ouvia ali não eram aleluias e glórias ao Todo-Poderoso, mas o grito dos cambistas e dos que comercializavam os pombinhos que eram utilizados nos sacrifícios. O Mestre ficou indignado! Jesus colocou toda aquela "turma" no seu devido lugar. O louvor, a adoração e a oração estavam sendo substituídos.

Na Antiga Aliança, os israelitas para se apresentarem diante de Deus era necessário sacrifícios e a intervenção de um sacerdote.  Hoje temos livre acesso a Deus, não precisamos realizar todo o ritual litúrgico do culto levítico, porém não significa que em nossos cultos não devemos seguir uma liturgia santa, bíblica. Paulo ao ensinar a respeito do culto diz que tudo deve ser feito para a edificação: "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação" (1Co 14:26).

Muitas vezes não experimentamos a graça de Deus porque nossa postura para com ele não é adequada. Alguém descreveu assim o culto: “Cultuar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, devotar a vontade aos propósitos de Deus”. Se não temos uma postura adequada, nada disso acontece num culto, muito pelo contrário, o que acontece pode ser exatamente o oposto de tudo isso. A mente permanece distraída, a imaginação é dominada por futilidades, o coração se fecha e a vontade é que tudo aquilo termine o mais rápido possível.

O culto público é a ocasião onde todos nós, criados à imagem e semelhança de Deus, cumprimos o propósito para o qual fomos criados. É por isso que nenhum de nós comparece ao culto para “assistir” como se fosse espectador, como se estivesse num teatro ou cinema. Todos fomos chamados para adorar e oferecer a Deus um coração compungido, humilde, contrito e grato, que é o coração do adorador.

Portanto, devemos ser reverentes diante de Deus: porque somos criaturas; porque reconhecemos nossa situação pecaminosa; porque apesar de termos pecado, a cruz de Cristo nos alcançou e esse infinito amor nos constrange; porque o nome de Deus representa seu caráter. Como seres humanos nosso dever é: temer e obedecer, para que um dia possamos vê-lo face a face.

2. Obediência. Não podemos reverenciar a Deus sem obedecer-lhe. Muitos aceitam facilmente a Jesus como Salvador, mas nem todos querem aceitá-Lo como o Senhor de suas vidas. O sumário do Livro de Eclesiastes (Ec 12:13) deixa claro qual é o dever do homem: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem”.

Seremos avaliados em termos da nossa obediência aos mandamentos de Deus. A Bíblia diz em Mateus 5:19: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”.

A obediência é um dos resultados de amar a Deus. A Bíblia diz em João 14:15,23: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. … Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”.

O Espírito Santo só será dado àqueles que obedecem a Deus. A Bíblia diz em Atos 5:32: “E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem”.

Jesus obedeceu ao Seu Pai dando-nos um exemplo de como devemos obedecer ao Senhor, e que a salvação é para os que obedecem. A Bíblia diz em Hebreus 5:8-9: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5:8,9).

II. OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS

Deus é Espírito infinito, sem fronteiras ou limites tanto quanto ao seu Ser como quanto aos seus atributos, e cada aspecto e elemento de sua natureza é infinito. Essa natureza infinita, em relação ao tempo, é chamada eternidade, e em relação ao espaço é chamada onipresença. Em relação ao universo, ela implica tanto em transcendência como em imanência.

Por transcendência de Deus se entende que Ele está separado de toda a sua criação como um Ser independente e auto-existente (Dt 4:15-20). Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra (Ec 5:2b). Ele não está limitado pela natureza, mas existe infinitamente exaltado sobre ela. Até mesmo aquelas passagens das Escrituras que salientam suas manifestações temporais e locais dão ênfase à sua exaltação e onipotência como Ser externo ao mundo, como seu soberano Criador e Juiz(cf Is 40:12-17).

1. Deus, o criador. Para os que aceitam a Bíblia como fonte de inspiração e de respostas às inquietações da alma, Deus é o Ser Supremo, o Criador do Universo, do Homem e de todas as coisas. A grandeza da criação de todas as coisas, a imensidão do universo e, no nosso planeta, de tudo o que foi criado, tem por finalidade mostrar ao homem a glória de Deus (Sl 19:1). A natureza, dizem os estudiosos da doutrina de Deus, é o primeiro livro escrito por Deus ao homem, de tal maneira que a criação, por si só, é suficiente para revelar Deus ao ser humano e torná-lo sem desculpa diante de uma eventual rejeição ao Seu senhorio (Rm 1:20).

2. Homem, a criatura. O homem foi criado por Deus como a coroa da criação. O relato da criação do homem começa em Gn 1:26,27, para se completar no capítulo 2 com a formação da mulher. A criação do homem é vista em Gn 2:7: "Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente". Este versículo mostra que o homem foi feito alma vivente, diferente dos animais pela sua semelhança com Deus. A palavra "formou" dá, no original, a ideia de "manipulação", trabalho com as mãos.

Quando observamos o relato bíblico da criação, de imediato se percebe que o homem foi criado de forma distinta dos demais seres criados na Terra. Enquanto que os demais seres foram criados tão somente pela palavra do Senhor, o homem foi objeto de cuidado especial, tendo Deus deixado bem claro que o ser humano seria um ser diferente, pois seria feito à imagem e semelhança de Deus e que, além disso, seria constituído como superior em relação aos demais. A expressão divina de Gn.1:27 encerra, portanto, todos estes elementos, seja o de uma estrutura diversa e distinta dos demais seres, seja a condição de superior aos demais.

O homem foi criado a partir do pó da terra para demonstrar que é parte da natureza. Ele é a síntese da criação terrena. Recebeu o fôlego de vida diretamente de Deus. O homem interior (alma e espírito), considerada a parte imaterial do homem é sinal da sua relação especial e peculiar para com o seu Criador. A alma é considerada a sede dos sentimentos, do entendimento e vontade – é a marca da individualidade de cada ser humano; Já o espírito é a sede da consciência da existência de uma relação de dependência do homem em relação a Deus – é a ligação do homem com o seu Criador.

Deus criou o homem com o propósito de torná-lo a criatura mais feliz da Terra. A felicidade do homem depende da sua comunhão com Deus. Ele deseja que o homem seja feliz e, por isso, elaborou o plano da salvação.

Esta condição do homem, de ser a “coroa da criação terrena”, é a principal razão de ser dotado de uma dignidade ímpar, que deve ser reconhecida por todos os seres humanos e cujo ataque é o principal objetivo do inimigo de nossas almas. Por isso, quem ama a Deus, ama ao próximo como a si mesmo.

Que o corpo do homem é feito do pó da terra não se pode negar, cientificamente, como não se pode negar que ele volta para o pó. Segundo os estudiosos, eis a constituição do corpo do ser humano:

CONSTITUINTE
% NO CORPO HUMANO
Oxigênio
66,0
Carvão
17,5
Hidrogênio
10,2
Nitrogênio
2,4
Cálcio
1,6
Fósforo
0,9
Potássio
0,4
Sódio
0,9
Cloro
0,3
Magnésio
0,105
Ferro
0,005
Iodo
Idem
Flúor
Idem
Outros elementos
Idem

III. OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

1. Deus está próximo da sua criação.  Deus cuida da sua criação. Isso significa que o nosso Deus não é um Deus distante, que após criar o mundo se ausentou dele, não! Pelo contrário, Ele é um Deus que está presente. Como foi dito acima, cada aspecto e elemento da natureza de Deus é infinito. Essa natureza infinita em relação ao universo, ela implica tanto em transcendência como em imanência. Por imanência de Deus se entende sua presença difundida e seu poder dentro de sua criação. Deus não fica apartado do mundo, como se fosse mero espectador das obras de suas mãos; mas interpenetra cada coisa orgânica e inorgânica, agindo de dentro para fora, do centro de cada átomo e das fontes mais intimas do pensamento da vida e dos sentimentos, uma sequência contínua de causa e efeito. Em Isaias 57:15 temos uma expressão da transcendência de Deus: “o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo”, bem como sua imanência como Aquele que habita “também com o contrito e abatido de espírito”. No capítulo 5 de Eclesiastes, Salomão está falando do culto a Deus e mostra como Ele se identifica com o mesmo, aproximando-o ou reprovando-o: “porque [Deus] não se agrada de todos” (Ec 5:4). Esta mesma verdade é mostrada no Novo Testamento: “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2Co 6:16). “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18:20).

2. O valor das orações e votos. “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues” (Ec 5:4,5). Voto é uma forma de promessa solene diante de Deus, que se deve ser cumprida. É melhor deixar de fazer determinado voto, do que fazer e não cumpri-lo.

No Israel antigo, o voto era geralmente um trato sério, individual com Deus. Temos o voto de Jacó, em Betel, de dar o dízimo se Deus o guardasse na viagem (Gn 28:20) e o voto precipitado de Jefté, que envolveu a filha amada (Jz 11:30,31). E, ainda, o voto de Ana: “E, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”(1Sm 1:10,11). Cumprindo esta solene promessa, Ana separou Samuel para o ministério tão importante de oração, de ensino e do estabelecimento do reino de Israel.

O crente da Nova Aliança ao participar da Ceia do Senhor está também fazendo um voto de viver em santidade e dedicação a Deus. Buscar os prazeres do pecado depois de fazer tal voto a Deus, atrai a si ira e juízo, pois significa que aquele voto era realmente mentiroso. Mentir a Deus pode resultar em castigo severo (veja o exemplo de Ananias e Safira em At 5:1-11).

Os votos num casamento estão intimamente ligados aos votos a Deus, pois são feitos na presença dEle. Estamos cumprindo com esses votos que fizemos?

CONCLUSÃO

As observações de Salomão nunca foram tão relevantes como nos dias de hoje. O culto de muitos virou apenas um show. As orações se tornaram pretenciosas e irreverentes. A Deus se “determina” como se deve atender às orações. Há, infelizmente, muitos cristãos que não “guardam o pé” na hora do culto, isto é, não se comportam com o respeito devido diante daquele que é Santo e Todo-Poderoso, e que nos salvou por amor. O texto é contundente: “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos” (Ec 5:1); “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor” (Salmos 93:5).

Tem você cultuado a Deus na beleza de sua santidade, como a Bíblia o requer? Nós não podemos prestar um culto a Deus por força de nosso hábito, nem por interesse em nosso próprio bem estar pessoal, nem por considerar obter algum ganho diante de Deus. Nós prestamos cultos a Deus porque Deus “nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado” (Cl 1:13b).

Fonte: ebdweb