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terça-feira, 17 de março de 2015

12ª lição do 1º trimestre de 2015: NÃO COBIÇARÁS



Texto Base: Êxodo 20:17; 1Rs 21:1-5,9,10,15,16

 
“De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste” (At 20:33)

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos a respeito do Décimo Mandamento: “não cobiçarás...” (Êx 20:17; Dt 5:21). A cobiça é um desejo forte, constante e insaciável; ela pode levar o homem a pisar no seu próximo para subir na vida, chegando a roubar e matar. Deus estabeleceu limites: Adão poderia comer do fruto de todas as árvores, exceto uma (Gn 2:16,17). Quando desejamos o que Deus proibiu, está caracterizada a cobiça. O Décimo Mandamento assevera: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex 20:17).  Portanto, o direito do outro é um dos nossos limites.

I. O DÉCIMO MANDAMENTO

1. Abrangência. Este mandamento inibe a cobiça em geral. Especificamente, proíbe a cobiça da mulher, dos empregados, dos animais e de todos os bens materiais e ideais do próximo. A cobiça é um dos piores pecados, o pecado que não se vê, afirma Esequias Soares.

“Enquanto os mandamentos anteriores referem-se ao comportamento exterior e direto da pessoa, o Décimo Mandamento reporta-se ao comportamento subjetivo, íntimo e interior do indivíduo. Ou seja, este mandamento está relacionado ao que a pessoa pensa e sente quando da sua peregrinação existencial” (Ensinador Cristão).

Segundo pr. Esequias Soares, a subjetividade é a característica distintiva deste mandamento em relação aos outros, pois não é possível ser conhecido. Isso mostra que o Legislador divino é onisciente, pois Ele conhece o mais íntimo do coração humano, nossos desejos e intenções (1Rs 8:39; 1Cr 28:9; Jr 17:10; At 1:24). Deus se interessa não só pelos corretos atos concretos, não apenas pelo cerimonialismo na adoração, mas principalmente pela pureza de um coração sincero. Isso mostra o lado espiritual do Decálogo. A ideia central é não desejar aquilo que pertence ao outro.

O Senhor Jesus disse que é do mais íntimo do ser humano que procede todo o tipo de pecado: "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" (Mc 7:21-23). Essas palavras mostram a dura realidade: o que o ser humano realmente é, isso afeta o que ele diz (Mt 12:34, 35). Toda ação humana começa no seu coração (Tg 1:14, 15), afirma Esequias Soares.

2. Objetivo. “O propósito divino é estabelecer limites à vontade humana, para que haja respeito mútuo entre as pessoas e seus bens”. Quando Deus ordenou: "não cobiçarás" - não pretendia inibir os desejos do coração humano, mas, sim, orientar a nossa conduta para o bem. Aliás, os mandamentos não podem ser vistos como proibições, e sim, normas de vida que facilitam e aperfeiçoam a nossa caminhada.

3. Contexto. Quando Moisés passou as santas instruções do Senhor (Êx 20), ele apresentava um programa orientador para o povo que vivia no deserto e haveria de conquistar a terra prometida. Nesta nova terra, o povo enfrentaria situações novas, gente diferente e problemas diversos. Então, vem a Palavra do Senhor - "não cobiçarás" - como se lhes dissesse: "controlem os seus desejos", principalmente no que envolve os bens do próximo. Isto se aplica, com todas as letras, ao povo de Deus da Nova Aliança.

II. A COBIÇA

1. Significado. Segundo o Rev. Hans Ulrich Reifler, a palavra hebraica bíblica para "cobiça"(chamad), refere-se "aos sentimentos íntimos que revelam como intrigas para se apoderar dos bens do próximo". Já em grego, segundo o mesmo autor, há três palavras diferentes que traduzem a ideia da cobiça. A primeira é pleonexia, que significa o desejo incontrolável de possuir o mundo e seus bens materiais, poder, influência e prestígio. A segunda palavra é philarguria, que significa amor desordenado pelo mundo. Este termo expressa que o mundo é o objeto da cobiça, o ídolo do qual o homem cobiçoso não se pode separar. A terceira palavra grega no Novo Testamento é epithumia, que pode ser traduzida por cobiça, intenção impura, ambição, desejo intenso, desejo ardente, aspiração. Em síntese, estes termos indicam o desejo incontrolável de possuir o mundo e os seus bens materiais, poder, influência e prestígio, ou "o amor desordenado pelo mundo", "intenção impura", "desejo ardente".

O mundo em que vivemos é orientado por um estilo de vida materialista, hedonista e pragmatista, todavia, o Evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.

Gênesis 3:6 descreve as características principais da cobiça. A árvore da vida era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para o entendimento. A cobiça estimula o paladar, influencia a vista e afeta a mente humana. Eva, ao receber esses três estímulos, cedeu à tentação e comeu o fruto proibido, dando-o também ao marido. O primeiro pecado do homem foi resultado da cobiça de Eva, por causa da beleza da árvore da vida.
A história do dilúvio mostra que o problema da multiplicação da maldade está na cobiça que nasce dos maus desígnios do homem – “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração (Gn 6:5).

2. Cobiçar. Originalmente, cobiçar é mais do que simplesmente desejar algo; frequentemente relaciona-se a tomar providências para se apossar de algo, planejando, arquitetando, almejando andar nos caminhos dos outros. É "desejar mais do que é suficiente". É o desejo excessivo de possuir aquilo que pertence a outrem. O Décimo Mandamento termina com as palavras: “nem coisa alguma do teu próximo”.

Existe o desejo legítimo e a cobiça. O primeiro refere-se ao suprimento das necessidades e, em alguns casos, um pouco mais, atingindo o nível do conforto; o segundo vai muito além, alcança o excesso e avança rumo ao proibido. Mas onde está a exata fronteira entre uma e outra coisa?  É difícil dizer onde o desejo correto se transforma em cobiça, assim como não podemos determinar com certeza a exata quantidade de comida que alguém precisa consumir. Cada indivíduo é capaz de reconhecer que a sua necessidade foi suprida e seu apetite saciado. Depois disso, o desejo torna-se cobiça. Disse o sábio Salomão: “Se achaste mel, come somente o que te basta, para que porventura não te fartes dele, e venhas a vomitar” (Pv 25:16).

3. A versão inibidora e crítica do Décimo Mandamento no Antigo e no Novo Testamento, segundo Hans Ulrich Reifler. (*)

a) No Antigo Testamento. Números 11:4 descreve a cobiça dos israelitas como um grande desejo: "E o populacho, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e também disseram: quem nos dará carne a comer?". É incrível como a cobiça pode ser tão forte, a ponto de levar as pessoas ao choro.

A queda moral do rei Davi, relatada em 2Samuel 11:1ss., mostra como o Décimo Mandamento afeta também o Sétimo e o Sexto Mandamentos. A cobiça por Bate-Seba levou o rei Davi ao adultério e ao homicídio premeditado.

O profeta Isaías ensina que a cobiça causa indignação a Deus, fazendo-O ferir o povo e se esconder (Is 57:17a). Infelizmente, o povo escolhido optou pelo caminho da cobiça. Contudo, mesmo mantendo essa rebeldia contra Javé, Ele deseja sará-los, guiá-los, consolá-los (Is 57:17b-18).

Jeremias refere-se às multiformes iniquidades de Jerusalém, que a conduzirão à queda (Jr 6:9ss.). Um desses pecados é a ganância generalizada entre crianças e adultos, e até entre líderes espirituais (profetas, sacerdotes). Novamente, a cobiça é vista em combinação com outros deslizes contra a lei moral de Deus. É a ganância que leva à falsidade (Jr 6:13). Mais tarde, o profeta prediz que, em consequência dessa ganância, as mulheres e os campos serão entregues a outros. Esta profecia trágica cumpriu-se literalmente com a invasão de Nabucodonosor, quando as mulheres judias foram violadas e a terra da promissão foi tomada.

Em Jeremias 22:17, o profeta vê como a ganância leva ao derramamento de sangue inocente, à violência e extorsão. Este círculo vicioso é indicado também por Miquéias, quando escreve que a cobiça leva à usurpação de campos e casas (Mq 2:2).

b) No Novo Testamento. Segundo Hans Ulrich, no Novo Testamento, a palavra predominante para cobiça é pleonexia, o desejo incontrolável de possuir o mundo, poder, influência, bens materiais. O apóstolo Paulo segue a tradição de Jesus (Mc 7:22) e encara a cobiça como um vício.

Além de vício (1Co 5:10,11; 6:10: Ef 5:5), a cobiça ou avareza é encarada também como característica dos gentios (Ef 4:19), idolatria (Cl 3:5) e prática herética (1Ts 2:5). Veja também o mesmo ensino confirmado pelo apóstolo Pedro em 2Pedro 2:3,14.

Jesus adverte repetidas vezes contra a cobiça, haja vista que o homem não vive só de seus bens materiais (Mt 5:28; 16:26; Mc 7:22; Lc 12:15).

Em Romanos 7:7, epithumia é o equivalente para a palavra hebraica chamad, usada no Décimo Mandamento. Parece que, para Paulo, a cobiça ou concupiscência é um pecado particularmente ruim (Rm 7:7,8). Ele também diz que o desejo ardente de comer carne, manifestado pelos israelitas no deserto, é um exemplo clássico de cobiça (compare 1Co 10:6 com Nm 11:4).

Para Tiago, a cobiça nasce no coração do homem e gera o pecado que, por fim, acaba levando à morte (Tg 1:14,15). A cobiça nem sempre leva aos resultados desejados: "Cobiçais, e nada tendes" (Tg 4:2).

III. A VINHA DE NABOTE

1. Proposta recusada. Acabe possuía riqueza e todo tipo de bens materiais, mas dirigiu seus olhos e sua cobiça à propriedade de subsistência de Nabote, seu vizinho. Seu desejo incontido desencadeou uma série de pecados: abuso de autoridade, acusação, falso testemunho, homicídio e roubo (1Rs 21). A proposta que Acabe fez a Nabote parecia justa, generosa e irrecusável, pois oferecia em troca uma outra vinha melhor, ou se desejasse, lhe daria em dinheiro o que ela valia. Acontece que o valor da vinha para Nabote ia para além das questões mercantilistas. Ele considerava aquela propriedade uma herança inegociável, e cuja venda implicaria em transgressão ao mandamento do Senhor (cf Lv 25:13-28 e Nm 36:7,9). Nabote procedeu corretamente. De acordo com o livro de Levitico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 23:23). Assim sendo, Nabote não poderia vender aquilo que lhe fora dado como uma herança do Senhor. Diante da resposta e posicionamento de Nabote, a reação de Acabe foi de desgosto e indignação, pois o seu capricho não fora alcançado, o que desencadeou no rei uma crise emocional (1Rs 21:4). Mas, Acabe queria aquela propriedade a qualquer custo; aquele espaço de terra, era o seu objeto de maior desejo. Por ser rei, imaginava que podia atropelar a lei de Deus e emplacar injustiça social.

2. O direito de propriedade. A principal causa da cobiça de Acabe: o domínio incontrolado do “ter”, de “possuir”, aquilo que é do outro, neste caso a vinha de Nabote. Esta vinha era próxima ao palácio real, isto é, da casa de verão, e, aparentemente, Acabe, levado por um capricho, desejava transformá-la em um jardim.

Porém Nabote disse a Acabe: guarda-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais” (1Rs 21:3). Entendemos pelo texto sagrado que aquela propriedade fora passada a Nabote por herança, o que fortalecia a convicção de Nabote de que ele não deveria vendê-la nem trocá-la por outra propriedade. É provável que Nabote tenha sido criado naquele terreno, dedicando-se com seus pais ao cultivo de uvas. Se Nabote tivesse feita essa venda ou trocada por outra vinha, ele teria transgredido não só uma tradição, como também a sua consciência (cf Lv 25:23-28; Num 36:7ss). Acabe reconhecia isso; ele era cônscio de que Nabote estava religiosamente obrigado a conservar a posse de sua terra e que essa obrigação não poderia ser contrariada. Entretanto, ele ainda assim queria essa área; ele estava totalmente dominado pela cobiça, qual um viciado de drogas; somente a casa de verão não lhe satisfazia, queria agora construir uma horta ao lado dela para que seus desejos pudessem ser realizados; não se importava em quebrar o mandamento divino “não cobiçarás” (Ex 20:17). Desta feita, o que fez Acabe diante da resposta negativa de seu súdito? Ficou entristecido, como uma criança mimada, e não quis se alimentar. O desejo despertado pela cobiça é tão poderoso que acaba por tornar-se ocupação única do cobiçoso. Acabe não desejava mais comer, ou fazer qualquer outra coisa (1Rs 2:4).

3. O pecado de Acabe e Jezabel. Acabe cobiçou a vinha de Nabote com tanta intensidade que não conseguiu mais comer, de tanto desgosto (1Rs 21:1-7). A mesma cobiça inflamou sua mulher Jezabel, causando o assassinato de Nabote (1Rs 23:8-16). Ao observar o estado em que se encontrava Acabe, Jezabel, sua mulher, procurou tomar conhecimento do que havia acontecido, o que lhe foi relatado pelo rei (1Rs 21.5-6). Diante do que ouviu, Jezabel, que já havia em outros episódios demonstrado a sua influência e força no reino, que tomava decisões sem pedir a aprovação do seu manipulável e omisso marido, possuidora de um temperamento difícil e cruel em suas deliberações, toma para si as dores de Acabe e declara: “governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (1Rs 21:7). Jezabel se coloca aqui como aquela que satisfará a cobiça de Acabe. Uma esposa sábia não adota tal postura, antes, aconselha o seu marido sobre os princípios do contentamento. Enfim, o desejo exacerbado e maligno de Acabe resultou no assassinato do obediente Nabote, resultando assim na inobediência a outro mandamento da lei moral de Deus: “não matarás” (Ex 20:13).

Novamente vemos que o pecado da cobiça pode conduzir o homem a atos criminosos. A quebra premeditada do Décimo Mandamento leva, mais cedo ou mais tarde, à quebra de outros mandamentos.

Atualmente, muitos líderes e irmãos caprichosos, que não se contentam com aquilo que possuem, e que acham que seus desejos precisam ser atendidos e satisfeitos por todos, estão dominados pela cobiça. Tenhamos cuidado, pois a cobiça é abominação ao Senhor (Dt 7:25); é a raiz de todos os males (Tg 4:15,15).

4. O fruto da cobiça. O fruto da cobiça de Acabe: assassinato do obediente Nabote. O pecado de Acabe envolveu várias pessoas, inclusive os anciãos e os nobres de Israel (1Rs 21:8), os quais sem temor e piedade co-participaram do plano maligno da esposa de Acabe. Como Acabe não se apossou imediatamente da vinha de Nabote, Jezabel continuou com seu plano diabólico. Sem escrúpulos, sem temor a Deus, sem piedade e sem misericórdia, Jezabel articula um plano onde Nabote seria vitimado por uma terrível calúnia. Usando o nome e o sinete de seu marido, ela escreveu cartas aos anciãos e aos nobres da cidade e que habitavam com Nabote, onde dizia o seguinte: “Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois, levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra. Os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que nela habitavam fizeram como Jezabel lhes ordenara, segundo estava escrito nas cartas que lhes havia mandado. Apregoaram um jejum e trouxeram Nabote para a frente do povo. Então, vieram dois homens malignos, sentaram-se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram, e morreu”.

“O maligno plano de Jezabel se reveste de um caráter espiritual, com direito a proclamação de um jejum e com o argumento de que Nabote teria blasfemado contra Deus (e contra o rei). É possível “espiritualizar” até a cobiça. Em nome de Deus, e com a máscara da falsa espiritualidade, muitas barbáries e injustiças foram e são realizadas sob a influência do “espírito de Jezabel”; muitas cobiças são alimentadas à custa da destruição de vidas, casamento e famílias” (pr. Altair Germano).

Nunca foi exposta a falsa acusação de blasfêmia levantada contra Nabote perante a assembleia dos anciãos e dos nobres. Este sincero israelita foi apedrejado de acordo com a lei (cf Lv 24:13-16), sob o testemunho de duas pessoas (falsas testemunhas, claro) que teriam presenciado a suposta ofensa (cf Dt 17:6,7). Com o assassinato de Nabote, Acabe se apropriou indevidamente da sua vinha.

É curioso ver que pessoas malignas não adoram ao Senhor nem o temem, mas não se furtam de usar o nome do Senhor para perverter o juízo e cometer atrocidades. Mas lembremo-nos de que Deus não se deixa escarnecer nem deixa seu nome ser usado em vão.

4. Consequência da cobiça de Acabe e Jezabel. Acabe e sua mulher Jezabel muito haviam irado o Senhor por causa da intensa idolatria e da quase substituição do Senhor por Baal como deus nacional do reino do norte. Entretanto, a morte de Nabote, planejada covardemente por Jezabel, motivada pela cobiça do rei Acabe, foi a “gota d’água” da ira de Deus. Por causa disto, Deus sentenciou toda a casa de Acabe à morte (1Rs 21; 2Rs 10:1-14). A sentença do julgamento de Acabe e Jezabel foi transmitida por Elias, o profeta:

Então, veio a palavra do SENHOR a Elias, o tisbita, dizendo: Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, aonde tem descido para a possuir. E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo. E também acerca de Jezabel falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão Jezabel junto ao antemuro de Jezreel” (1Rs 21:18,19,23).

Acabe ainda se recusou a admitir seu pecado contra Deus; em vez de fazê-lo, acusou Elias de ser seu inimigo (cf 1Rs 21:20). É quase impossível que os que se tornam cegos pela cobiça e pelo ódio, enxerguem seus próprios erros.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6:7).

CONCLUSÃO

Todo ato de cobiça além de reprovado por Deus, será também duramente punido por Ele. Assim como Nabote, os que são vitimados por causa de sua obediência a Deus, e diante da cobiça alheia, são por Ele devidamente justificados e vingados. Portanto, todos aqueles que de alguma maneira detém o poder e dele abusam para realizar propósitos pessoais e até malignos, sofrerão consequências desastrosas. De Deus ninguém zomba! A quem muito for dado muito será cobrado.  Pense nisso!

Fonte: ebdweb

terça-feira, 3 de março de 2015

10ª lição do 1º trimestre de 2015: NÃO FURTARÁS

 
Texto Base: ÊXODO 20:15; 22:1-9

“Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4:28).

 

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo do Decálogo estudaremos nesta Aula o Oitavo Mandamento: “Não furtarás”.  Este mandamento apresenta nossa obrigação moral para com o próximo no tocante à propriedade; é uma proibição formal contra toda e qualquer forma de furto. Segundo Hans Ulrich Reifler, "não furtar" significa não possuir coisa alguma que não tenha sido obtida por meios lícitos e honestos. Ninguém nasce criminoso ou ladrão. Portanto, o problema principal da natureza do furto está nas atitudes corrompidas que levam a esta prática. Furtar não implica apenas na apropriação indevida de bens alheios, mas também na corrupção do coração do furtador. Por isso Jesus Cristo enfatizou que “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15:19).

I. O OITAVO MANDAMENTO

O Oitavo Mandamento pressupõe o direito individual de adquirir e administrar propriedades, mas visa evitar a subtração oculta do alheio, contra a vontade de seu dono legítimo.

Este Mandamento foi dado a Israel como preceito jurídico e religioso, mas no Novo Testamento o tema é espiritual, pois os ladrões e roubadores não herdarão o Reino de Deus (1Co 6:10).

1. Abrangência. Este mandamento abrange qualquer negócio com vantagem ilícita em detrimento de outrem. As três passagens principais da lei mosaica que tratam da apropriação indevida são: Êxodo 22:1-15, Levítico 19:35-37 e Deuteronômio 25:13-16. Mas o problema do furto é muito mais abrangente. O Antigo Testamento inclui várias modalidades de furto: o negócio frauduloso (Êx 22:9), o uso de duas medidas que talvez tenha sido a modalidade mais praticada (Lv 19:35-37; Dt 25:13-16; Am 8:5), o roubo de animais grandes e pequenos (Êx 22:1) e o arrombamento de casas (Êx 22:2).

Veja outras modalidades de furto: uso de violência para adquirir bens alheios; fraude comercial; medidas comerciais indevidas; negligência e falta de diligência no trabalho; exploração de preços e impostos; adulteração de produtos, preços, medidas e regras comerciais; apropriação indevida de comissões e gorjetas; suborno; desvio de verbas públicas; ágio e qualquer forma de desonestidade pessoal, comercial ou governamental.  O atraso propositado do pagamento do trabalhador bem como o uso de medidas viciadas era considerado como roubo (Lv 19:13; Dt 25:13-16). Diz o texto sagrado: “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até à manhã” (Dt 19:11,13).

Os exemplos históricos mais conhecidos em Israel são o roubo dos ídolos domésticos praticado por Raquel (Gn 31:19,30), a história trágica de Acã (Jz 7:1-26) e a corrupção generalizada nos dias do profeta Oséias (Os 4:1,2).

2. Objetivo do Oitavo Mandamento. O propósito do Oitavo Mandamento é a proteção e o respeito pelos bens alheios e pelo próximo. Ninguém tem o direito de subtrair o que não lhe pertence. Nem mesmo o Estado pode lançar mão da propriedade alheia. O rei Acabe se apoderou ilegitimamente do campo de Nabote e tal atitude deixou Deus irado, por isso mandou o profeta Elias ditar o destino desse monarca com sua esposa Jezabel (1Rs 21:17-19).  

3. Contexto. O Oitavo Mandamento diz respeito a roubo de bens e, provavelmente, a sequestros. A ligação com o tráfico de pessoas se baseia na inferência de Êxodo 21:16: "E quem furtar algum homem e o vender; ou for achado na mão, certamente morrerá". Este preceito reaparece mais adiante, em Dt 24:7, que diz: “Quando se achar alguém que furtar um dentre os seus irmãos dos filhos de Israel, e com ele ganhar, e o vender, o tal ladrão morrerá, e tirarás o mal do meio de ti”. E o verbo hebraico gãnav("roubar, furtar"), que aparece no Oitavo Mandamento "não furtarás", é o mesmo usado nesses dois versículos. O pr. Esequias Soares escreveu: “Pessoas eram roubadas na antiguidade para serem vendidas como escravas, como aconteceu com José do Egito que foi vendido pelos próprios irmãos” (Gn 37:22-28). O próprio José disse: "De fato, fui roubado da terra dos hebreus" (Gn 40:35).

Mas o preceito se refere também a furto de bens materiais. O direito de propriedade é confirmado, e condena-se qualquer tentativa de se conseguir algo de graça. O mandamento combate a filosofia do “o que é seu é meu; logo, vou tomar isso de você”. Segundo Victor P. Hamilton, o antídoto contra o roubo aparece nas palavras de Paulo para a igreja de Filipos: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades” (Fp 4:19), mas tal promessa cobre apenas necessidades, não ganância.

II. A VERSÃO INIBIDORA E CRÍTICA DO OITAVO MANDAMENTO (1)

1. No Antigo Testamento. Para evitar o furto e proteger o dono legítimo, a lei previa uma restituição que variava conforme o valor comercial do objeto ou animal roubado. Quem roubasse e matasse um boi precisava restituir seu valor cinco vezes; se fosse uma ovelha, deveria pagar quatro vezes (Êx 22:1). Se o animal fosse encontrado vivo, exigia-se apenas o dobro de seu valor, porque ele ainda era comerciável (Êx 22:4). A restituição por valores domésticos (roupas e joias) equivalia ao total do valor real (Êx 22:3). Se o criminoso não tivesse como pagar a restituição, ele deveria ser "vendido por seu furto" (Êx 22:3). Casos duvidosos eram levados aos juízes (Dt 22:8,9).

Na sexta visão de Zacarias, consta que outra consequência do furto é a expulsão (Zc 5:1-4); infelizmente, não sabemos a que tipo de expulsão o profeta se referia, mas provavelmente era a expulsão da comunhão viva com Javé, que implicava na morte física.

O furto de Acã foi qualificado por Javé como violação da aliança do Senhor (Js 7:15). O rei Salomão escreveu que "balança enganosa é abominação para o Senhor" (Pv 11:1); também chamou o roubo de pecado e o ladrão de companheiro da destruição (Pv 28:24). O profeta Jeremias também qualificou o furto como abominação (Jr 7:9,10).

2. No Novo Testamento. No encontro com o jovem rico, o Senhor Jesus faz valer a exigência moral do Oitavo Mandamento – “Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho” (Mt 19:18).

O apóstolo Paulo reafirma a versão inibidora deste mandamento para a igreja de Roma: “... não furtarás... (Rm 13:9c). Outro exemplo de versão inibidora do Oitavo Mandamento no Novo Testamento é a exortação paulina aos efésios: "Aquele que furtava, não furte mais" (Ef 4:28a). Em sua carta pessoal a Tito (Tt 2:10), Paulo reafirma que o furto é errado.

O apóstolo Pedro se preocupava com os cristãos da Ásia para que não sofressem por causa da prática do furto – “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão...” (1Pe 4:15).

III. A VERSÃO POSITIVA E CONSTRUTIVA DO OITAVO MANDAMENTO (2)

1. No Antigo Testamento. O Antigo Testamento contém muitas referências bíblicas que mostram a equivalência positiva do Oitavo Mandamento.

a) O respeito às propriedades alheias impede a cobiça descontrolada. Por isso a lei de Moisés diz que não se deve mudar os marcos fixados pelos antigos – “Não mudes os marcos do teu próximo, que os antigos fixaram na tua herança, na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá para a possuíres” (Dt 19:14).

b) A confiança no Senhor. O homem que confia no Senhor e está convicto da suficiência de Deus não se deixa iludir facilmente pela confiança materialista. Isso não significa que o homem que confia no Senhor não trabalha, não se responsabiliza ou não se esforça para obter o sustento adequado com suas próprias mãos, mas, sim, que sua atitude está cheia de fé na justa provisão de Deus, que de fato faz prosperar quem nEle confia (Pv 28:25).

c) A honestidade comercial. Isto evita a apropriação ilegítima de coisas que não nos pertencem (majoração de preços acima do mercado, lucros excessivos, ágio e outras modalidades que prejudicam o consumidor). O peso integral e justo (Dt 25:15) evita o roubo. Comerciantes desonestos correm o risco de abreviar suas vidas, porque podem levar seus fregueses a reações incontroláveis.

d) A honestidade do trabalhador. Isto também contribui para diminuir e evitar furtos e roubos. O trabalho honesto nos sustentará e nos fará felizes e realizados: "Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem" (Sl 128:2). Por isso, os incentivos econômicos do governo devem fortalecer a produção, gerar empregos e evitar a especulação. Os empregados devem ser diligentes e dóceis, mostrando obediência a seus patrões.

e) A justiça trabalhista. Salários humanos e justos não só reduzem a criminalidade urbana, mas também constituem um incentivo indispensável à produção e prosperidade de uma nação. O trabalhador satisfeito fará muito mais por sua empresa do que o funcionário oprimido. Os salários devem ser pagos em dia, no tempo certo (Dt 24:15a). O não cumprimento dessa medida é pecado (Dt 24:15b) e vai contra a justiça trabalhista.

2. No Novo Testamento. O Novo Testamento reafirma as versões positivas do Oitavo Mandamento que se encontram no Antigo Testamento.

a) A confiança na providência do Senhor. Essa versão positiva é salientada em Mateus 6:33, Filipenses 4:19. Essa confiança não é passiva: ela se expressa na busca, petição, oração e fé em Cristo.

b) Honestidade comercial. Em Tito 2:10, a honestidade comercial é qualificada como o contrário do furto e uma forma de ornar a doutrina de Deus - não defraudando; antes, mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador”.

c) O trabalho honesto e assistência ao necessitado. O trabalho honesto como substituto positivo do furto é mencionado em Efésios 4:28: "Aquele que furtava, não furte mais: antes trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado". Parece que o apóstolo Paulo nos fornece aqui uma verdadeira terapia para recuperar um ladrão. Em vez de exigir sua expulsão ou morte, como no Antigo Testamento, Paulo lhe dá uma segunda chance: o trabalho honesto das próprias mãos para o autossustento e para acudir ao necessitado. O trabalho honesto e uma relação concreta com o necessitado formam, então, os dois pilares construtivos que vencem a tentação do furto.

IV. O TRABALHO (3)

Vinculado a Oitavo Mandamento está o trabalho como recurso para que cada um possa obter o sustento de sua família de maneira digna. É geralmente através do labor que se criam condições para adquirir terras, imóveis e móveis, e para movimentar uma conta bancária. "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado" (Ef 4:28). Vamos então verificar como o Antigo e o Novo Testamentos encaram o trabalho.

1. No Antigo Testamento. No Antigo Testamento, o trabalho é um mandato da criação. "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2:15). O homem recebeu a ordem de cultivar e guardar a terra. O cuidado e a proteção do meio-ambiente (a preocupação ecológica) fazem parte do mandato da criação. A exploração econômica (cultivar) e a proteção ecológica (guardar) formam dois pilares fundamentais do trabalho humano dentro dos princípios da criação. Note bem: o que foi maldito não é o trabalho em si, mas a terra.

a) Todos devem trabalhar. "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás, quer na aradura quer na sega" (Êx 34:21). Geralmente, usa-se este versículo para provar que o homem precisa descansar um dia por semana. Mas isso também indica que o homem deve trabalhar durante seis dias. Israel interpretou tal passagem como uma diretriz para o trabalho: a negligência e a preguiça não eram bem vistas (Pv 6:6-8); quem não cuidava de seus familiares era isolado da comunidade.

b) O trabalho traz satisfação. Embora o trabalho humano não esteja isento das consequências da queda (Gn 3:17-19), ele também traz satisfação: "Em todo trabalho há proveito (ou lucro)" (Pv 14:23a); e "pelo que vi não haver cousa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa" (Ec 3:22). Pode-se questionar se esses versículos são aplicáveis numa situação de salários indignos e de opressão contra o trabalhador, mas, no período do Antigo Testamento, o principal trabalho era a lavoura ainda não mecanizada, e a justa distribuição das terras produtivas ajudou a diminuir as discrepâncias sociais em Israel. Tratava-se, portanto, de uma situação ideal. Mas isso não significa que, na intenção de Deus, o trabalho humano não deveria trazer satisfação.

c) Todo trabalho honesto é louvável. O Antigo Testamento menciona o trabalho remunerado (1Rs 5:7-18), o trabalho artístico (Êx 36:1,2), a atividade agrícola (Êx 22:1ss.), o trabalho espiritual (sacerdotes, levitas, profetas e alunos de profetas) e o trabalho musical (1Cr 6:31-48; 15:16; 25:7).

2. No Novo Testamento. O Novo Testamento não anula, mas alarga os princípios mencionados no Antigo Testamento.

a) Uma pessoa normal não pode viver na ociosidade. O trabalho é uma das demonstrações mais eloquentes da dignidade da pessoa humana. Quem, decididamente, se entrega ao ócio, e se deixa dominar pela preguiça, acaba doente. São estas pessoas as frequentadoras contumazes dos divãs dos psicanalistas, e dos consultórios dos psicólogos.

Paulo foi enfático: "Se alguém não quer trabalhar, também não coma" (2Ts 3:10). Dura é esta advertência do apóstolo contra aqueles cristãos de Tessalônica que se julgavam vocacionados para uma tarefa mais sublime do que a de sustentar os próprios familiares. Em 2Ts 3:14, Paulo chega a desaconselhar contatos sociais com pessoas que não querem trabalhar.

Portanto, uma pessoa normal não pode viver sem trabalhar, mesmo não precisando prover sua subsistência. É claro que muitos, embora desejando trabalhar, são impedidos, quer por incapacidade física, mental, ou social. Estes, em sendo necessário, devem ser ajudados pelo Serviço Social da Igreja, ou por algum “irmão”, em particular.

b) Cuide dos familiares. "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o descrente" (1Tm 5.8). De acordo com este versículo, o cuidado pelos familiares prova a sinceridade da fé. Mas é preciso distinguir entre a cobiça e o sustento realmente necessário para a família. O cuidado pelos familiares é uma ordem divina, mas o desejo de possuir cada vez mais, que acaba negligenciando a comunhão viva no lar, é contraproducente e pode causar graves problemas emocionais e sociais.

c) Faça o trabalho com sinceridade. Em Colossenses 3:22, vemos que Paulo deseja que os escravos obedeçam em tudo a seus senhores segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas com singeleza de coração, temendo ao Senhor. Hoje em dia, é impossível exigir que um empregado preste obediência cega a seu patrão, pois nossa situação industrial é totalmente diferente daquela do primeiro século da era cristã. As circunstâncias mudam, mas o princípio da sinceridade no trabalho é uma virtude que faz uma empresa conquistar seu espaço comercial para o bem-estar do empregador e do empregado.

d) Seja um empregador justo. Assim como o empregado tem suas responsabilidades específicas, o empregador é convidado a fazer sua parte a fim de que haja equidade e justiça para todos. Paulo orienta os chefes e os senhores: "... tratai aos servos com justiça e com equidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu" (Cl 4:1). A posição de senhor obriga à justiça e equidade. O motivo para tal atitude é de caráter escatológico: eles também têm sobre si um Senhor que julgará seus atos no dia final.

e) O trabalho secular e as tarefas espirituais são conciliáveis. Jesus era carpinteiro e, ao mesmo tempo, rabino e o Filho do Deus altíssimo. Paulo era fabricante de tendas e apóstolo dos gentios. Pedro era pescador e apóstolo dos judeus. Lídia era vendedora de púrpura e testemunha fiel de Cristo. Conclui-se, portanto, que o Novo Testamento não favorece uma dicotomia inconciliável entre o trabalho secular e as tarefas espirituais.

O cristão não é motivado a trabalhar apenas por razões econômicas: em última análise, tudo o que o cristão faz ele o faz para o Senhor (Cl 3:23). Eis porque ele deve trabalhar com todo o coração.

CONCLUSÃO

“Não haverá paz numa sociedade se não houver proteção da propriedade. Isso inclui o compromisso de cada um na construção de uma sociedade justa e saudável. Deus concedeu a todos os seres humanos o direito de adquirir bens materiais, desde que essa aquisição seja de maneira honesta e envolva o trabalho” (Esequias Soares).

Fonte: ebdweb

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

9º Lição do 1º trimestre de 2015: NÃO ADULTERARÁS

 
Texto Base: Êxodo 20:14; Deuteronômio 22:22-30

01/03/2015

 

 “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:28)

 

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo do trimestre trataremos nesta Aula do Sétimo Mandamento: "Não adulterarás". É um mandamento que consiste em uma proibição absoluta, sem nenhuma concessão. Isto vigora tanto para o homem como para a mulher (Lv 20:10). A finalidade precípua é proteger o matrimônio, instituição sagrada instituída por Deus. É válido ressaltar que a sexualidade, dentro dos padrões morais exarados nas Escrituras Sagradas, é santa. Deus criou o homem como um ser sexuado - “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Deste modo, a atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. O que Deus proíbe é o sexo ilícito, que tem sido um dos grandes problemas do ser humano ao longo da sua existência.

I. O SÉTIMO MANDAMENTO

1. Abrangência. O Sétimo Mandamento envolve sexo e casamento num contexto social contaminado pelo pecado. Em seu sentido mais amplo e específico ele condena qualquer imoralidade sexual, seja a formicação, a prostituição, o adultério, o incesto, o homossexualismo masculino, o lesbianismo ou a sodomia (Lv 20:10-21).

Hoje, no âmbito de uma sociedade, cujos padrões morais absolutos estão danificados, quebrar um voto matrimonial virou algo normal e comum; não há mais vergonha para quebra do Sétimo Mandamento. No passado, o peso da vergonha humilhava todos aqueles que quebravam os votos matrimoniais, mas em nossa sociedade este comportamento mudou. Temos visto pessoas admitirem publicamente, em entrevistas na televisão, os seus relacionamentos extraconjugais. É algo que parece moderno e sofisticado. Apenas os "ultrapassados" ainda creem em fidelidade. A pornografia envia uma mensagem nada sutil à nossa sociedade: enquanto tais relacionamentos forem prazerosos, tenha quantos quiser, com quem desejar, mas "não magoe ninguém". A maior parte das cenas de sexo nos filmes não acontece entre pessoas casadas.

Um escritor de novelas afirmou que seu alvo é fazer as pessoas rirem de felicidade com adultério, homossexualismo e incesto pela televisão. "Se você levar as pessoas a rirem dessas coisas, perderão a resistência a esse tipo de prática", afirmou. Uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos, mostrou que no universo de pessoas casadas metade teve um caso extraconjugal. Uma afronta direta ao sétimo mandamento, que diz: "não adulterarás".

2. Objetivo. O objetivo precípuo do Sétimo Mandamento é a proteção e santificação do matrimônio instituído por Deus. Como bem diz o pr. Esequias Soares, “o mandamento ‘não adulterarás’ veio para proteger o lar e dessa forma estabelecer uma sociedade moral e espiritualmente sadia”. No plano de Deus, a família é uma ordem da criação; foi instituída antes da queda (Gn 1:26-31; 2:18-25) e colocada sob a benção divina (Gn 1:28).

3. Contexto. Segundo o pr. Esequias Soares, “a lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que permitia a poligamia. Nesse contexto social, o adultério na lei de Moisés consistia no fato de um homem se deitar com uma mulher casada com outro homem, independentemente de ser ele casado ou solteiro. Os infratores da lei deviam ser mortos, tanto o homem quanto a mulher (Dt 22:22; Lv 20:10)”.

II. INFIDELIDADE

A infidelidade conjugal destrói casamentos e famílias, trazendo grandes prejuízos sociais, econômicos, emocionais e espirituais. O pior de tudo, afasta a pessoa de Deus. Segundo o sábio bíblico, “só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 6:32). Contudo, ainda que alguns tenham ciência das consequências devastadoras desse ato, pouco se faz com o objetivo de evitá-lo, e não são poucos os que “flertam com o inimigo ao lado”.

1. Adultério. O adultério é a relação sexual entre uma pessoa casada e quem não é seu cônjuge. É grave pecado, que era duramente apenado na lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 22:22).

Aquele que pratica adultério quebra pelo menos cinco dos dez mandamentos. O primeiro diz: "não terás outros deuses diante de mim" - quem adultera está dizendo que existe um relacionamento mais importante do que o relacionamento com Deus. O segundo afirma: "não dirás falso testemunho contra o teu próximo" - além de quebrar os votos matrimoniais, o adúltero geralmente engana para encobrir o seu pecado. O terceiro determina: "não furtarás" - quando Davi pecou com Bate-Seba, o profeta Natã o acusou, principalmente, de roubar a mulher do próximo. O quarto mandamento declara: "não cobiçará". - o adultério começa com a cobiça. O quinto mandamento afirma com bastante clareza: "não adulterarás". Por isso, que o adultério é um pecado tão sério.

Atualmente, o mundo vê o adultério como algo normal, natural e até esperado no casamento (recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível). Entretanto, o adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte (Mt 5:27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus (Pv 6:32-35).

Com certeza, não há prática que cause tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família, célula-máter da sociedade, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas. O adultério é a figura da infidelidade, da própria perdição na Bíblia, tamanho o mal que representa. A Palavra afirma que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (Hb 13:4).

2. Fornicação. A fornicação é a manutenção de relações sexuais, com consentimento mútuo, entre pessoas não casadas.  No Antigo Testamento, uma “moça virgem” que estivesse noiva e praticasse a fornicação seria morta por apedrejamento (Dt 22:24). Deus não tolerava essa prática entre pessoas que estavam já comprometidas ao casamento.

Ao contrário do que determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais, deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na sociedade por ela influenciada. Entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At 15:29; Ef 5:5; 1Tm 1:10; Hb 12:16; Ap 21:8).

As bases do casamento são lançadas no namoro e alicerçadas no noivado. Se essas bases forem lançadas sobre a desobediência a Deus, na prática da fornicação, estão correndo sério risco de não terem a bênção de Deus. Não adiantará uma cerimônia pomposa, com dezenas de testemunhas, vestido de noiva com véu e grinalda, com modelo personalizado, nem uma recepção no melhor clube da cidade. Ter a bênção de Deus no casamento é muito mais importante. Pense nisso!

3. Diferença entre adultério e fornicação, com relação à penalidade. Segundo Victor P. Hamilton, a punição do adultério, para ambos, era a morte (Dt 22:21,22). Para fornicação, não havia pena de morte. Em vez disso, o homem devia pagar uma multa de cinquenta ciclos ao pai da mulher (Dt 22:29). Por essa razão, o homem e a virgem desposada, se coabitarem, são apedrejados até a morte (Dt 22:24), exceto quando se tratar de estupro no campo. A explicação para esta diferença de penalidade é que as Escrituras atribuem maior seriedade e honra ao relacionamento matrimonial. O casal se torna, em verdade, uma só carne. E não se permite que nada abra uma brecha nessa união.

4. Sexo antes do casamento. A atividade sexual não é algo que deva ser desenvolvido sem qualquer critério ou a qualquer momento. Sexo antes do casamento nunca teve aprovação divina. Infelizmente, a erotização tem sido uma constante e tem atacado não mais os adolescentes, apenas, mas as próprias crianças (como estão a mostrar, cada vez mais, os desenhos animados ou a programação dos meios de comunicação voltada para o público infantil). Esta tem sido uma das maiores armas de Satanás nos nossos dias e as consequências têm sido nefastas, a ponto de a idade da primeira gravidez estar, no Brasil, por volta dos 10(dez) anos de idade. Somente no casamento se pode praticar o sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não esta. É com tristeza, aliás, que vemos, cada vez mais, uma tolerância de muitos na igreja com relação a este princípio bíblico, permitindo-se o sexo antes do casamento entre “pessoas já comprometidas”, como se isto fosse possível.

5. Consequências da infidelidade conjugal. Algumas consequências, dentre muitas:

a) Perda da comunhão familiar. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família: Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge; Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo-se com drogas, bebida e prostituição. Quem pratica a infidelidade conjugal está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7:26).

b) Perda da comunhão com Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. Ele divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas. O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida. Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir.

c) Morte espiritual. O adultério leva à morte espiritual, às vezes até à morte física. O mais perigoso é a morte eterna, ou seja, o afastamento eterno de Deus; é a pior consequência da infidelidade conjugal. Alguns minutos de prazer ilícito podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno - “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros... herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:10).

III. VERSÃO POSITIVA DO SÉTIMO MANDAMENTO

Hans Ulrich Reifler, em seu livro “a ética dos Dez Mandamentos” desenvolve a versão positiva do Sétimo Mandamento nos seguintes aspectos:

1. A pureza.  A pureza sexual envolve ações, palavras e pensamentos. O salmista responde à pergunta "de que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?" (Sl 119:9) com as palavras: "Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti" (Sl 119:11). E Jesus Cristo ensinou que os limpos de coração são bem-aventurados porque verão a Deus (Mt 5:8)

O que contamina as ações é aquilo que está dentro do coração: "... do coração procedem maus desígnios" (Mt 15:19). Tiago diz que nossas tentações têm origem na própria cobiça, que atrai e seduz o homem. A cobiça, por sua vez, dá à luz o pecado, e o pecado gera a morte (Tg 3:14,15). A impureza sexual começa nos pensamentos, evolui nas palavras e culmina em ações erradas (pecado), que geram a morte. Para reverter este ciclo, é preciso vigiar para manter puros os pensamentos.

2. A bênção do Matrimônio. O sexo praticado dentro do casamento monogâmico é o modo de satisfazer aquilo que seria concupiscência e levaria à promiscuidade se fosse perpetrado fora do casamento. Em 1Coríntios 7:2, o apóstolo Paulo ensinou: "... por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido". Além dessa recomendação preventiva, Paulo diz também o seguinte: "Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Co 7:9). Finalmente, ele recomenda aos casais: "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência" (1Co 7:5). Nessas três referências, vemos que o funcionamento prático do matrimônio é a prevenção contra a impureza sexual.

O matrimônio é uma união permanente que só pode ser anulada pela morte de um dos cônjuges (Rm 7:1ss.; 1Co 7:39; 1Tm 5:14). "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mt 19:6). É evidente que o caráter perpétuo do casamento exclui qualquer forma de divórcio, que Jesus qualifica como pecado (Mt 19:3-12) e que nunca corresponde à vontade divina para o homem (Mt 19:8). O plano de Deus é sábio e perfeito. Quando o casamento foi instituído, não havia espaço para a separação. O divórcio foi criado pelo homem por causa da dureza de seu coração, e não por causa de Deus.

3. O casamento é uma união de cama e mesa. O casamento não é uma união teórica ou platônica. Um casamento sem relações sexuais é como um carro sem lubrificante nem combustível: não vai muito longe, não vai para lugar nenhum. A função do sexo no casamento é unificar dois seres de sexos opostos. A Bíblia sustenta esta dimensão conjugal com a frase: "Os dois se tornarão uma só carne" (Gn 2:24; Mt 19:5,12; 1Co 6:16; Ef 5:31). Se sob qualquer pretexto, a relação sexual nunca chega a ser concretizada num casamento, este pode ser anulado perante a lei, porque as relações sexuais estão implícitas num casamento verdadeiro.

IV. ALGUNS PRINCÍPIOS DA SEXUALIDADE CRISTÃ APROVADA POR DEUS

1. Benevolência. O marido deve satisfazer sexualmente a mulher, e a mulher satisfazer sexualmente o marido. A mulher não é objeto de satisfação sexual do homem, como também o homem não o é da mulher. Tem de haver satisfação mútua. O marido deve pagar à mulher a devida benevolência, e a mulher ao marido (1Co 7:3). Os ingredientes indispensáveis para a benevolência são: diálogo, honestidade, compreensão e carinho.

2. Submissão. Paulo escreveu em 1Coríntios 7:4 que nenhum dos cônjuges tem poder sobre o seu próprio corpo. Deus colocou limites para frear a brutalidade do homem. Se não fosse isso, o homem trataria a mulher de maneira violenta como sua propriedade. Quem tem a primazia na intimidade é a mulher, e não o homem.

3. Concordância. Paulo disse: “Não vos defraudeis um ao outro senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração” (1Co 7:5). A prática sexual é ativa e deve ser feita no tempo e na medida certa. O sexo é o termômetro do relacionamento conjugal.

Sem o prazer do sexo, sem a união física, o casamento se torna platônico estéril e ilusório. A verdadeira alegria vem somente com a união verdadeira, e a união verdadeira só existe onde há um relacionamento único e permanente entre um homem e uma mulher, que se unem pelos laços do amor.

CONCLUSÃO

O homem e a mulher deve levar em consideração a seguinte exortação em 1Co 6:18-20: "Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vos mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no nosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". Portanto, a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo do Espírito Santo". Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual; haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário, pois evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto. Pense nisso!
 
Fonte: ebdweb

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ASSEMBLÉIA DE DEUS EM VIÇOSA -AL REALIZA 8º CONGRESSO DE JOVENS E ADOLESCENTES





Com base no tema: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...O Leão da tribo de Judá venceu o mundo” ( Jo. 16.33; ap.5.5), a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Viçosa, localizada na Zona da Mata alagoana, sob a liderança do Pastor Donizete Inácio de Melo realizou o 8º Congresso da UJAADEV – União e Jovens e Adolescentes e Adultos da Assembleia de Deus em Viçosa, entre os dias 14 a 17/02.

O povo de Deus nesta cidade foi abençoado ricamente nestes dias. Poderosas mensagens foram transmitidas na unção do Espírito Santo de Deus. O Senhor visitou a igreja de Cristo de forma poderosa.

Quatro preletores transmitiram a mensagem durante o conclave. No sábado(14)  a mensagem foi transmitida pelo Pr. Ezequiel Gomes(SP), no domingo(15) o mensageiro foi o Pr. Moisés Leopoldino (SP), na segunda-feira(16) a mensagem ficou por conta do Pr. Lenilson Santos(ES), na terça-feira(17) Deus nos concedeu um encerramento inesquecível  debaixo do poder de Deus, o mensageiro foi o Pr. Alex Guerra(RS). No decorrer do Congresso aconteceu estudos bíblicos abençoados pela manhã.

Salvação de almas, renovação espiritual e batismo com Espírito Santo marcaram o aludido congresso, que ficará marcado no coração de cada congressista, convidados e visitantes.

O momento de louvor foi abrilhantado pelo departamento Átrios (Capela), UMADEP – União de Mocidade da Asembeleia de Deus em Paripueira, Grupo de Gesto Expressão de Louvor(local), cantor Edmilton Estêvão(local), Grupo de percussão Filhas de Sião(local), Banda Átrios(local), União de Mulheres da Assembeleia de Deus(local).

Tomado de extrema gratidão, o Pr. Donizete Inácio externou total gratidão a Deus, a coordenação do templo Sede, das congregações, a igreja e a todos que fizeram o 8º congresso da UJAADEV acontecer. 

Por Efigênio Hortêncio