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sábado, 1 de janeiro de 2011

AD- de Viçosa Alagoas inaugura Centro Educacional






                                                      Irmã Relma e Jesiel no ato inaugural
          

      Visando a qualidade do ensino da Escola Bíblica e a boa acomodação dos alunos, o Pr. Donizete Inácio, inaugurou o Centro Educacional Geremias Fretas Amaro. A Escola Bíblica Dominical em Viçosa inicia ano de 2011 com muito motivo para comemorar, tendo em vista uma maravilhosa obra nesse patamar. Todos os que fazem a EBD em Viçosa glorica a Deus ao mesmo tempo em que agradece ao Pastor Donizete pela visão e a significante iniciativa de tamanha obra. O Centro Educacional irá atender o Departamento Infanto juvenil.

VIDA CHEIA DO ESPÍRITO



O que vem ser isso?
Os apóstolos e irmãos, no dia de pentecoste, receberam-no. Mas o que receberam? Que poder exerceram depois daquele acontecimento?
Receberam poderoso batismo do Espírito Santo, vasto incremento da iluminação divina. Esse batismo proporcionou grande diversidade de dons que foram usados para a realização da obra. Abrangia evidentemente os seguintes aspectos: o poder de uma vida santa; o poder de uma vida de abnegação (essas manifestações hão de ter tido grande influência sobre aqueles a quem proclamavam o evangelho); o poder da vida de quem leva a cruz; o poder de grande mansidão, que esse batismo os capacitou a evidenciar por toda parte; o poder do amor na proclamação do evangelho; o poder de ensinar: o poder de uma fé viva e cheia de amor; o dom de línguas; maior poder para operar milagres; o dom da inspiração, ou seja, a revelação de muitas verdades que antes não reconheciam; o poder da coragem moral para proclamar o evangelho e cumprir as recomendações de Cristo, custasse o que custasse.
Nas circunstâncias em que os discípulos se achavam, todos esses poderes eram indispensáveis para seu sucesso. Contudo, nem separadamente nem todos em conjunto constituíam aquele poder do alto que Cristo prometera, e que eles evidentemente receberam. O que manifestamente lhes sobreveio, como meio supremo e de suprema importância para o sucesso, foi o poder para vencer e convencer, junto de Deus e dos homens: o poder de fixar impressões salvadoras na mente dos homens.
Esse último é que foi sem dúvida o que eles entenderam que Cristo Ihes prometera. Ele encarregara a Igreja da missão de converter o mundo à sua Pessoa. Tudo que acima citei foram apenas os meios que jamais poderiam colimar o fim em vista, a não ser que fossem vivificados e se tornassem eficientes pelo poder de Deus. Os apóstolos, sem dúvida, entendiam isso, e, depondo a si mesmos e a tudo que possuíam sobre o altar. puseram cerco ao trono da graça no espírito de inteira consagração à obra.
Receberam, de fato, os dons acima citados; mas, principalmente, esse poder de impressionar os homens para a salvação. Ele manifestou-se logo em seguida: começaram a dirigir-se à multidão e --maravilha das maravilhas! -- três mil converteram-se na mesma hora. Note-se, porém, que não foi manifestado por eles nenhum novo poder nessa ocasião, exceto o dom de línguas. Não operaram dessa feita nenhum milagre, e mesmo as línguas, usaram-nas simplesmente como meio de se fazerem entender.
Note-se que ainda não tinham tido tempo para revelar dons do Espírito, além dos que mencionamos acima. Não tiveram naquela hora a oportunidade de mostrar uma vida santa, nem algumas das poderosas graças e dons do Espírito. O que foi dito na ocasião, conforme o registro bíblico, não podia ter causado a impressão que causou, se não fosse dito por eles com novo poder, a fim de produzir no povo uma impressão salvadora. Não se tratava do poder da inspiração, pois estavam apenas declarando certos fatos que eram de seu conhecimento. Não foi o poder da erudição e cultura humana, pois disso tinham muito pouco. Não foi o poder da eloqüência humana, pois disso tambêm não parece ter havido muito.
Foi Deus falando neles e por meio deles. Foi o poder vindo do alto, sim, Deus neles, causando uma impressão salvadora naqueles a quem se dirigiam. Esse poder de impressionar os homens para a salvação permanecia com eles e sobre eles. Foi essa, sem dúvida, a promessa principal feita por Cristo e recebida pelos apóstolos e cristãos primitivos. Em maior ou menor medida, permanece na Igreja desde então. Trata-se de um fenônemo misterioso que muitas vezes se manifesta de modo surpreendente. Às vezes uma simples frase, uma palavra, um gesto, ou mesmo um olhar, transmite esse poder de maneira vitoriosa.
Para honra exclusiva de Deus, contarei um pouco da minha própria experiência no assunto. Fui poderosamente convertido na manhã do dia 10 de outubro. À noitinha do mesmo dia, e na manhã do dia seguinte, recebi batismos irresistíveis do Espírito Santo, que me traspassaram, segundo me pareceu, corpo e alma. Imediatamente me achei revestido de tal poder do alto, que umas poucas palavras ditas aqui e ali a indivíduos provocavam a sua conversão imediata.
Parecia que minhas palavras se fixavam como flechas farpadas na alma dos homens. Cortavam como espada; partiam como martelo os corações. Multidões podem confirmar isso. Muitas vezes uma palavra proferida, sem que disso eu me lembrasse, trazia convicção, resultando, em muitos casos, na conversão quase imediata. Algumas vezes me achava vazio desse poder: saía a fazer visitas e verificava que não causava nenhuma impressão salvadora. Exortava e orava, com o mesmo resultado. Separava então um dia para jejum e oração, temendo que o poder me houvesse deixado e indagando ansiosamente pela razão desse estado de vazio. Após ter-me humilhado e clamado por auxílio, o poder voltava sobre mim em todo o seu vigor. Tem sido essa a experiência da minha vida.
Poderia encher um volume com a história da minha própria experiência e observação com respeito a esse poder do alto. É um fato que se pode perceber e observar, mas é um grande mistério. Tenho dito que, às vezes, um olhar encerra em si o poder de Deus. Muitas vezes o tenho presenciado. O seguinte fato serve de ilustração.
Pregava pela primeira vez em uma vila manufatureira. Na manhã seguinte entrei em uma das fábricas para vê-la funcionar. Ao entrar no departamento de tecelagem, vi um grande número de moças e notei que algumas me olhavam, depois umas às outras, de um modo que indicava espírito frívolo e que me conheciam. Eu, porém, não conhecia nenhuma delas. Ao aproximar-me mais das que me tinham reconhecido, parecia que aumentavam suas manifestações de mente leviana. Sua leviandade impressionou-me; senti-a no íntimo. Parei e olhei-as, não sei de que maneira, pois minha mente estava absorta com o senso da sua culpa e do perigo que representavam.
Ao firmar o olhar nas jovens, observei que uma delas se tornou muita agitada. Um fio partiu-se; ela tentou emendá-lo, porém suas mãos tremiam de tal forma que não pôde fazê-lo. Vi imediatamente que aquela sensação se espalhava, tornando-se geral entre aquele grupo. Olhei-as firmemente, até que uma após outras, entregavam-se e não davam mais atenção aos teares. Caíram de joelhos, e a influência se espalhou por todo o departamento. Eu não tinha proferido uma palavra sequer e, mesmo que o tivesse, o ruído dos teares não teria deixado que a ouvíssemos. Dentro de poucos minutos o trabalho ficou abandonado. Lágrimas e lamentações por todos os lados. Nesse instante entrou o dono da fábrica, que era incrédulo, acompanhado, creio, pelo superintendente, que professava a fé. Quando o dono viu o estado de cousas, disse ao superintendente: "Mande parar a fábrica".
"É mais importante", acrescentou rapidamente, "a salvação dessas almas do que o funcionamento da fábrica". Assim que cessou o troar das máquinas, o dono perguntou; "Como faremos? Precisamos de um lugar de reunião, onde possamos receber instrução". O superintendente respondeu: "0 salão de fiação serve". Os fusos foram levantados para desocupar o lugar e toda a fábrica avisada para se reunir naquele salão. Tivemos uma reunião maravilhosa. Orei com eles e dei as instruções que na ocasião eram cabíveis. A palavra foi corn poder. Muitos manifestaram esperança naquele mesmo dia, e dentro de poucos dias. segundo fui informado, quase todos os trabalhadores daquele grande estabelecimento, inclusive o dono, criam em Cristo.
Esse poder é uma grande maravilha! Muitas vezes já vi pessoas incapazes de suportar a palavra. As declarações mais simples e comuns cortavam os homens como espada, onde se achavam sentados, tirando-lhes a força física e tornando-os desamparados como mortos. Várias vezes já fiquei impossibilitado de levantar a voz, ou de falar em oração ou exortar a não ser de modo bem suave, sem dominar inteiramente os presentes. Não que eu pregasse de modo a aterrorizar o povo: os mais doces sons do evangelho os submergiam. Parece que às vezes esse poder permeia o ambiente das pessoas que o possuem. Muitas vezes em uma comunidade grande número de pessoas é revestido desse poder, e então toda a atmosfera do lugar parece ficar impregnada com a vida de Deus. Os estranhos que ali chegam de fora, de passagem pelo lugar, são, de repente, tomados de convicção de pecado e, em muitos casos, se convertem a Cristo.
Quando os cristãos se humilham e consagram novamente a Cristo tudo o que possuem, pedindo então esse poder, recebem muitas vezes esse batismo e se tornam instrumentos da conversão de mais almas em um dia do que em toda a sua vida até então. Enquanto os crentes permanecem humildes bastante para continuar de posse desse poder, a obra da conversão prossegue até que comunidades e mesmo regiões inteiras se convertem a Cristo. O mesmo acontece com pastores. Mas este artigo já está bastante Iongo. Se me permitirem. terei mais que dizer sobre o assunto.

Fonte: Uma vida cheia do Espírito - Charles Finney

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

GANHAR ALMAS: QUE OBRA É ESSA?



1. Não é profissão. Deus nunca quer que a obra mais elevada e santa, a de ganhar almas, se torne uma profissão. Mas o amor à fama, o amor ao salário e o amor de governar leva muitos a vestirem-se com trajes eclesiásticos e aceitar títulos de oficio. Na história da Igreja, as grandes colheitas de almas foram sempre fruto daqueles que trabalhavam sem idéia de profissionalismo, anunciando a Palavra por toda parte, à sua própria custa.

2. Não é dar esmola. Muitos crentes estão deixando mais e mais de anunciar a mensagem que dá vida à alma, para dar comida e roupa aos pobres. Que a Igreja, deve compadecer-se dos pobres e dar, é certo, mas não será o número total de Paes distribuídos que o Juiz quer ver no último dia, mas o número de almas salvas. Pães e roupas não podem estancar a sede da alma: “Todo o que bebe desta água, tornará a ter sede.”

3. Ganhar almas não é reformá-las. Não se deve pensar nem dar a entender ao perdido, que a salvação é adquirida pelo fato de alguém levantar a mão, deixar de fumar, recusar a bebida forte, e abandonar todos os vícios. Se o homem pudesse salvar-se, só exercer o poder da vontade, Deus não teria dado Seu Filho para sofrer a agonia do Getsêmani e do Calvário.

4. Ganhar almas não é magnetizá-las. A alma atraída pela personalidade ou eloqüência do pregador permanece fiel só durante o tempo que o pregador fica com ele. “Meu ensino e a minha pregação não foram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se baseie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”. (1 Cor 2. 4-5). O grande número de almas que Paulo ganhou para Cristo, não foi atraída pela personalidade de apóstolo. “Sua presença corporal é fraca” (2 Cor 10.10). Diz-se Jônatas Edwards, poderoso em ganhar almas, em tempos passados, escrevia seus sermões por extenso; lia-os em voz monótona, página por página, segurando o manuscrito perto dos olhos porque era míope; e, apesar disto, algumas vezes os do auditório agarravam-se aos bancos com medo de cair no inferno dos pecadores, tão vividamente representadas em palavras de fogo, e de tal forma, que multidões foram conquistadas para Deus. Era a Palavra do Senhor que os atraía e não a personalidade do homem.
5. Ganhar almas é pescar. “Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens” (Mat

4.19). “Eu vos farei!” Então, os pescadores de homens são feitos por Cristo. Todos os dons necessários, Ele lhes concede.
“Serás pescador de homens” (Luc 5.10). A palavra nesta passagem no original traduzida literalmente, quer dizer: “Apanhar homens vivos”, dando a idéia de salvá-los completamente do perigo mais horrível. Encontra-se esta palavra só uma vez nas Escrituras, em 2 Tim 2.26: “E se livrem do loco do Diabo tendo sido feitos cativos, (apanhados vivos) por ele”. Satanás também apanha almas vivas! Que hoste grande de cativos ele está conduzindo para o inferno! Alguns dos nossos queridos estão na procissão, e nós permanecemos inativos?

5. Ganhar almas é ceifar. “Rogai pois, ao Senhor da seara, que envie trabalhadores para a Sua seara” (Mat 9.38). Não é o dinheiro, nem os crentes, que envia o ceifeiro para suportar o calor, e o labor do dia inteiro, mas, sim, “o Senhor da seara”. “Aqueles que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão. Embora alguém saia chorando, levando a semente para semear, tornará a vir com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126. 5-6)

6. Ganhar almas é procurar o que se havia perdido. Toda a circunvizinhança comove-se ao saber que uma criancinha se perdeu no deserto. O pastor fiel não pode descansar, nem provar comida, a noite inteira, se não achar a ovelha perdida. Leia o capítulo 15 de Lucas e peça a Cristo que lhe dê a Sua compaixão abrasadora para com um mundo pródigo, e lhe ensine a procurar almas perdidas.

7. Ganhar almas é privilégio supremo do crente. Nem a Gabriel, nem a Miguel, nem a qualquer dos anjos dos céus, é permitido participar desse gozo de ganhar almas.
Um dos mais conhecidos missionários na Turquia foi convidado a assumir o cargo de cônsul, numa das maiores cidades daquele país, com salário de príncipe, mas não aceitou. “Por que não aceitou? Perguntou-lhe um moço, admirado. “Porque recuso rebaixar-me a ser embaixador ou cônsul”, foi a resposta calma.
“Os que forem sábios, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas para todo o sempre” (Dan 12.3).

8. Ganhar almas é levá-las a ter contato com Cristo. Diz-se Jônatas Goforth: “O alvo da sua vida foi levar homens a Cristo até à hora da sua morte”.
Quantas vezes estamos satisfeitos quando o perdido vem somente para orar. O nosso dever é levá-lo a ter contato com o Cristo vivo.
Não devemos abandoná-lo depois de salvo, mas levá-lo a continuar perante o Senhor. Saulo, salvo no caminho de Damasco, estava pronto a começar a trabalhar para Cristo. Mas foi enviado à cidade, esperando, nas trevas, durante três dias, que Cristo fosse formado nele (compare Gal 4.19).
Não há estória mais gloriosa, entre todos os missionários, do que a de Carlos de Foucald. Nasceu-se e criou-se no seio de uma família nobre, com toda pompa e luxo. Não zombava da religião, mas o seu único interesse era divertir-se. Ocupava um lugar de honra no exército, quando, na casa de parentes, em Paris, encontrou Ruvelin. Quis entrar em polêmica com o pregador, mas este, depois de olhar para ele por alguns momentos, pediu-lhe que se ajoelhasse e orasse, confessando seus pecados. O moço não o quis fazer, dizendo que não viera pra confessar seus pecados. Contudo, o homem de Deus insistiu em que se ajoelhasse. Admirado, de Foucauld obedeceu e foi compungido em sua alma, a confessar a Deus, as faltas de uma vida desperdiçada, da qual antes não fora despertado. Não houve qualquer argumento entre os dois, nem troca de idéias, mas o contrito, Carlos de Foucauld, desde aquele dia não olhou para trás. Nunca houve alguém que abandonasse a velha vida mais sinceramente do que ele. Renunciou a todas as riquezas materiais e confortos da vida, para levar os silvícolas ao Salvador. No lugar onde o Senhor o colocou, foi fiel até a morte, morte de mártir.
O segredo da vida vitoriosa deste missionário estava em ter contato com o Salvador vivo, contato que nunca perdeu.

Fonte:Livro: esforça-te para ganhar almas ( Orlando Boyer)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A DÉCIMA PERSEGUIÇÃO DA IGREJA: "SANGUE QUE FALA"



Fazendo parte da série: "Os Mártires: Sangue que fala", chegamos a décima e ultima perseguição da igreja. Boa leitura e boa reflexão.
A décima perseguição, sob Diocleciano, 303 d.C.
Sob os imperadores romanos, a comumente chamada Era dos Mártires, foi ocasionada em parte pelo aumento no número dos cristãos e por suas crescentes riquezas, e pelo ódio de Galério, o filho adotivo de Diocleciano, quem, estimulado por sua mãe, uma fanática pagã, nunca deixou de empurrar o imperador para que iniciasse esta perseguição até lograr seu propósito.
O dia fatal fixado para o começo da sangrenta obra era o 23 de fevereiro de 303, o dia em que se celebrava a Terminalia, e no qual, como se jactavam os cruéis pagãos, esperavam acabar com o cristianismo. No dia indicado começou a perseguição em Nicomédia, na manhã da qual o prefeito da cidade acudiu, com grande número de oficiais e xerifes, até a igreja dos cristãos onde, forçando as portas, tomaram todos os livros sagrados e os lançaram às chamas.
Toda esta ação teve lugar em presença de Diocleciano e Galério, os quais, não satisfeitos com queimar os livros, fizeram derruir a igreja sem deixar rasto. Isto foi seguido por um severo édito, ordenando a destruição de todas as outras igrejas e livros dos cristãos; pronto seguiu uma ordem, para proscrever os cristãos de todas as denominações.
A publicação deste édito ocasionou um martírio imediato, porque um atrevido cristão não só o arrancou do lugar onde estava colocado, senão que execrou o nome do imperador por esta injustiça. Uma provocação assim foi suficiente para atrair sobre si a vingança pagã; foi então arrestado, severamente torturado, e finalmente queimado vivo.
Todos os cristãos foram presos e encarcerados; Galério ordenou em privado que o palácio imperial fosse incendiado, para que os cristãos fossem acusados de incendiários, dando assim uma plausível razão para levar a cabo a perseguição com a maior das severidades. Começou um sacrifício geral, o que ocasionou vários martírios. Não se fazia distinção de idade nem de sexo; o nome de cristão era tão odioso para os pagãos que todos imediatamente caíram vítimas de suas opiniões. Muitas casas foram incendiadas, e famílias cristãs inteiras pereceram nas chamas; a outros foram amarradas pedras no pescoço, e amarrados juntos foram lançados no mar. A perseguição se fez geral em todas as províncias romanas, mas principalmente no leste. Por quanto durou dez anos, é impossível determinar o número de mártires, nem enumerar as várias formas de martírio.
Potros, chicotes, espadas, adagas, cruzes, veneno e fome se empregaram nos diversos lugares para dar morte aos cristãos; e se esgotou a imaginação no esforço de inventar torturas contra pessoas que não tinham cometido crime algum, senão que pensavam de modo distinto dos seguidores da superstição.
Uma cidade de Frigia, totalmente povoada por cristãos, foi queimada, e todos os moradores pereceram nas chamas.
Cansados da matança, finalmente, vários governadores apresentaram ante a corte imperial o inapropriado de tal conduta. Por isso muitos dos cristãos foram eximidos de serem executados mas, embora não eram mortos, se fazia de tudo para fazê-lhes a vida miserável; a muitos cortaram as orelhas, os narizes, tiravam o olho direito, inutilizavam seus membros mediante terríveis deslocações, e queimavam suas carnes em lugares visíveis com ferros candentes.
É necessário agora indicar de maneira particular as pessoas mais destacadas que deram sua vida em mártir nesta sangrenta perseguição.
Sebastião, um célebre mártir, tinha nascido em Narbona, nas Gálias, e depois chegou a ser oficial da guarda do imperador em Roma. Permaneceu um verdadeiro cristão em meio da idolatria. Sem deixar-se seduzir pelos esplendores da corte, sem manchar-se pelos maus exemplos, e incontaminado por esperanças de ascensão. Recusando cair no paganismo, o imperador o fez levar a um campo perto da cidade, chamado Campo de Marte, e que ali o matassem com flechas; executada a sentença, alguns piedosos cristãos acudiram ao lugar da execução, para dar sepultura ao corpo, e perceberam então que havia ainda sinais de vida em seu corpo; levaram-no de imediato para um lugar seguro, e em pouco tempo recuperou-se, preparando-se para um segundo martírio, pois tão pronto com pôde sair se colocou intencionalmente no caminho do imperador quando este subia rumo ao templo, e o repreendeu pelas muitas crueldades e irrazoáveis prejuízos contra o cristianismo. Diocleciano, quando pôde recuperar-se de seu assombro, ordenou que Sebastião fosse apreendido e levado a um lugar perto do palácio, e ali espancado até morrer; e para que os cristãos não conseguissem nem recuperar nem sepultar seu corpo, ordenou que fosse lançado no esgoto. Não obstante, uma dama cristã chamada Lucina achou o modo de tirá-lo dali e de sepultá-lo nas catacumbas, ou nichos dos mortos.
Para este tempo os cristãos, depois de uma séria consideração, pensaram que era ilegítimo portar armas sob as ordens de um imperador pagão. Maximiliano, o filho de Fábio Vitor, foi o primeiro decapitado sob esta norma.
Vito, siciliano de uma família de alta linhagem, foi educado como contudo; ao aumentar suas virtudes com o passar dos anos, sua constância através de todas as aflições e sua fé foi superior aos maiores perigos. Seu pai Hylas, que era pagão, ao descobrir que seu filho tinha sido instruído nos princípios do cristianismo pela ama-de-leite que o havia criado, empregou todos seus esforços para voltá-lo ao paganismo, e no final sacrificou seu filho aos ídolos, o 14 de junho de 303 d.C.
Vitor era um cristão de boa família em Marselha, na França; passava grande parte da noite visitando os aflitos e confirmando os fracos; esta piedosa obra não podia ser levada a cabo durante o dia de maneira consoante com sua própria segurança; gastou uma fortuna em aliviar as angústias dos cristãos pobres. Finalmente, porém, foi arrestado por édito do imperador Maximiano, que ordenou que fosse amarrado e arrastado pelas ruas. Durante o cumprimento desta ordem foi tratado com todo tipo de crueldades, e indignidades pelo enfurecido populacho. Continuando inflexível, seu valor foi considerado como obstinação. Se ordenou que fosse colcado no potro, e ele voltou seus olhos para o céu, orando a Deus que lhe desse paciência, trás o qual sofreu as torturas com a mas admirável inteireza. Cansados os carrascos de atormentá-lo, foi levado a uma masmorra. Neste encerro converteu seus carcereiros, chamados Alexandre, Feliciano e Longino. Sabendo o imperador disto, ordenou que fossem executados de imediato, e os carcereiros foram por isso decapitados. Vitor foi novamente colocado no potro, espancado com varas sem misericórdia, e de novo lançado na prisão. Ao ser interrogado pela terceira vez acerca de sua religião, perseverou em seus princípios; trouxeram então um pequeno altar e lhe ordenaram de imediato oferecer incenso sobre ele. Inflamado de indignação ante tal petição, adiantou-se valorosamente, e com um chute derrubou o altar e o ídolo. Isto enfureceu de tal modo a Maximiano, que estava presente, que ordenou que o pé que tinha batido o altar fosse de imediato amputado; depois Vitor foi lançado num moinho, e destrocado pelas pás no 303 d.C.
Estando Máximo, governador da Cilícia, em Tarso, fizeram comparecer perante ele três cristãos; seus nomes eram Taraco, um ancião, Probo e Andrônico. Depois de repetidas tortutas e exortações para que se retratassem, foram finalmente levados à sua execução.
Conduzidos ao anfiteatro, soltaram várias feras, mas nenhum dos animais, embora faminto, quis tocá-los. Inteira o imperador tirou um grande urso, que naquele mesmo dia tinha destruído três homens; porém tanto este voraz animal como uma selvagem leoa recusaram tocar nos prisioneiros. Ao ver impossibilitado seu desígnio por meio das feras, Máximo ordenou sua morte por espada, o 11 de outubro de 303 d.C.
Romano, natural da Palestina, era diácono da igreja de Cesaréia na época do começo da perseguição de Diocleciano. Condenado por sua fé em Antioquia, foi flagelado, colocado no potro, seu corpo foi desgarrado com ganchos, sua carne cortada com facas, seu rosto marcado; tiraram-lhe os dentes a golpes, e arrancaram-lhe o cabelo desde as raízes. Pouco depois ordenaram que fosse estrangulado. Era o 17 de novembro de 303.
Susana, sobrinha de Caio, bispo de Roma, foi pressionada pelo imperador Diocleciano para casar com um nobre pagão, que era um parente próximo do imperador. Recusando a honra que lhe era proposta, foi decapitada por ordem do imperador.
Dorotéu, o grande mordomo da casa de Diocleciano, era cristão, e se esforçou muito por ganhar convertidos. Em seu trabalho religioso foi ajudado por Gorgônio, outro cristão, que pertencia ao palácio. Foram primeiro torturados e logo estrangulados.
Pedro, um eunuco que pertencia ao imperador, era um cristão de uma singular modéstia e humildade. Foi colocado numa grelha e assado a fogo lento até expirar.
Cipriano, conhecido como O Mágico, para distingui-lo do Cipriano bispo de Cartago, era natural de Antioquia. Recebeu uma educação acadêmica em sua juventude, e se aplicou de maneira particular à astrologia; depois disso, viajou para ampliar conhecimentos, indo pela Grécia, o Egito, a índia, etc. com o passar do tempo conheceu a Justina, uma jovem dama de Antioquia, cujo nascimento, beleza e qualidades suscitavam a admiração de todos os que a conheciam. Um cavaleiro pagão pediu a Cipriano que o ajudasse a conseguir o amor da bela Justina; empreendendo ele esta tarefa, pronto foi, apesar de tudo, convertido, queimou seus livros de astrologia e mágica, recebeu o batismo e sentiu-se animado pelo poderoso espírito da graça. A conversão de Cipriano exerceu um grande efeito sobre o cavaleiro pagão que lhe pagava suas gestões com Justina, e pronto ele mesmo abraçou o cristianismo. Durante as perseguições de Diocleciano, Cipriano e Justina foram apressados como cristãos; o primeiro foi desgarrado com pinças e a segunda, açoitada; depois de sofrer outros tormentos, ambos foram decapitados.
Eulália, uma dama espanhola de família cristã, era notável em sua juventude por eu gentil temperamento, e por sua solidez de entendimento, poucas vezes achado nos caprichos dos anos juvenis. Apressada como cristã, o magistrado tentou das maneiras mais suaves ganhá-la para o paganismo, mas ela ridicularizou as deidades pagãs com tanta aspereza que o juiz, enfurecido por sua conduta, ordenou que fosse torturada. Assim, seus costados foram desgarrados com ganchos, e seus peitos queimados do modo mais espantoso, até que expirou devido à violência das chamas; isto aconteceu em dezembro de 303.
No ano 304, quando a perseguição alcançou a Espanha, Daciano, governador de Tarragona, ordenou que Valério, o bispo, e Vicente, o diácono, foram apressados, acorrentados e encarcerados. Ao manter-se firmes os presos em sua resolução, Valério foi desterrado, e Vicente colocado no potro, deslocando seus membros, desgarrando a carne com ganchos, e sendo colocado sobre uma grelha, não só colocando fogo embaixo dele, senão também ferroes acima, que atravessavam a carne. Ao não destruí-lo estes tormentos, nem fazê-lo mudar de atitude,foi devolvido à prisão, confinado numa pequena e imunda masmorra, semeada de pedras de sílex aguçadas e de cacos de vidro, onde morreu o 22 de janeiro de 304. seu corpo foi lançado no rio.
A perseguição de Diocleciano, começou a endurecer-se de modo particular no ano 304, quando muitos cristãos foram torturados de maneira cruel e mortos com as mortes mais penosas e ignominiosas. Deles enumeraremos os mais eminentes e destacados.
Saturnino, um sacerdote de Albitina, cidade da África, foi, depois de sua tortura, enviado de novo na prisão, onde foi deixado para morrer de fome. seus quatro filhos, depois de terem sido atormentados de várias formas, partilharam a mesma sorte com seu pai.
Dativas, um nobre senador romano; Telico, um piedoso cristão; Vitória, uma jovem dama de uma família de alta estirpe e fortuna, com alguns outros de classes sociais mais humildes, todos eles discípulos de Saturnino, foram torturados de forma similar, e pereceram do mesmo modo.
Ágape, Quiônia e Irene, três irmãs, foram encarceradas em Tessalônica, quando a perseguição de Diocleciano chegou à Grécia. Foram queimadas, e receberam nas chamas a coroa do martírio o 25 de março de 304. o governador, ao ver que não podia causar impressão alguma sobre Irene, ordenou que fosse exposta nua pelas ruas, e quando esta vergonhosa ordem foi executada, se acendeu um fogo perto da muralha da cidade, entre cujas chamas subiu seu espírito, indo além da crueldade humana.
Agato, homem de piedosa mente, e Cassice, Felipa e Eutíquia, foram todos martirizados na mesma época; mas os detalhes não nos foram transmitidos.
Marcelino, bispo de Roma, que sucedeu a Caio naquela sede, tendo-se oposto intensamente a que se dessem honras divinas a Diocleciano, sofreu o martírio, mediante uma variedade de torturas, no ano 304, consolando sua alma até expirar com a perspectiva daqueles gloriosos galardões que receberia pelas torturas experimentadas no corpo.
Vitório, Caorpoforo, Severo e Seveano eram irmãos, e os quatro estavam empregados em cargos de grande confiança e honra na cidade de Roma. Tendo-se manifestado contra o culto dos ídolos, foram arrestados e açoitados com a plumetx, ou açoite que em seu extremo levavam bolas de chumbo. Este castigo foi aplicado com tão excesso de crueldade que os piedosos irmãos caíram mártires sob sua dureza.
Timóteo, diácono de Mauritânia, e sua mulher Maura, não tinham estado unidos mais de três semanas pelo vínculo do matrimônio, quando se viram separados um do outro pela perseguição. Timóteo, apressado por cristão, foi levado ante Arriano, governador de Tebas, que sabendo que guardava as Sagradas Escrituras, mandou que as entregasse para queimá-las. A isto ele respondeu: "Se eu tiver filhos, antes tos daria para que fossem sacrificados, que separar-me da Palavra de Deus". o governador, irado em grande maneira antes esta contestação, ordenou que lhe foram arrancados os olhos com ferros candentes, dizendo: "Pelo menos os livros não te serão de utilidade, porque não voltarás a lê-los". Sua paciência ante esta ação foi tão grade que o governador se exasperou mais e mais; por isso, a fim de quebrantar sua fortaleza, ordenou que o pendurassem dos pés, com um peso amarrado no pescoço, e uma mordaça na boca. Neste estado, Maura o urgiu docemente para que se retratasse, por causa dela; porém ele, quando tiraram a mordaça de sua boca, em vez de aceder aos rogos de sua mulher, a censurou intensamente por seu desviado amor, e declarou sua resolução de morrer pela sua fé. A conseqüência disso foi que Maura decidiu imitar seu valor e fidelidade, e ou bem acompanhá-lo, ou então segui-lo na glória. O governador, trás tentar em vão que mudasse de atitude, ordenou que fosse torturada, o que foi executado com grande severidade. Depois disso, Timóteo e Maura foram crucificados perto um do outro, o 304 d.C.
A Sabino, bispo de Assis, foi-lhe cortada a mão por ordem do governador de Toscana, por recusar sacrificar a Júpiter, e por empurrar o ídolo diante dele. Estando no cárcere, converteu o governador e sua família, os quais sofreram o martírio pela fé. Pouco depois da execução deles, o próprio Sabino foi flagelado até morrer, em dezembro de 304.
Cansado da farsa Deus estado e dos negócios públicos, o imperador Diocleciano abdicou à coroa imperial e foi sucedido por Constâncio e Galério; o primeiro era um príncipe de uma disposição sumamente gentil e humana, e o segundo igualmente destacável pela sua crueldade e tirania. Estes se dividiram o império em dois governos iguais, reinando Galério no oriente e Constâncio no ocidente; e os povos sob ambos governos sentiram os efeitos das disposições dos dois imperadores, porque os de ocidente eram governados da maneira mais gentil, enquanto que os que residiam em oriente sentiam todas as misérias da opressão e de torturas dilatadas.
Entre os muitos martirizados por ordem de Galério, mencionaremos os mais eminentes.
Anfiano era um cavaleiro proeminente em Lúcia, e estudante de Eusébio; Julita, uma mulher licaônia de régia linhagem, porém mais célebre por suas virtudes que por sua sangue nobre. Enquanto estava no potro, deram morte a seu filho diante dela. Julita, de Capadócia, era uma dama de distinguida capacidade, grande virtude e insólito valor. Para completar sua execução, derramaram breu fervente sobre seus pés, desgarraram seus lados com ganchos e recebeu a culminação de seu martírio sendo decapitada o 16 de abril de 305.
Hermolaos, um cristão piedoso e venerável, muito ancião, e grande amigo de Pantaleão, sofreu o martírio pela fé no mesmo dia e da mesma forma que aquele.
Eustrátio, secretário do governador de Armina, foi lançado num forno de fogo por exortar alguns cristãos que tinham sido apresados a perseverarem na fé.
Nicander e Marciano, dois destacados oficiais militares romanos, foram encarcerados por sua fé. Como eram ambos homens de grande valia em sua profissão, se empregaram todos os médios imagináveis para persuadi-los a renunciar ao cristianismo; porém, ao encontrar-se ineficazes estes médios, foram decapitados.
No reino de Nápoles tiveram lugar vários martírios, em particular Januaries, bispo de Beneventum; Sósio, diácono de Misene; Próculo que também era diácono; Eutico e Acutio, homens de Pueblo; Festo, diácono, e Desidério, leitor, todos eles foram, por serem cristãos, condenados pelo governador de Campânia a serem devorados pelas feras. Mas os selvagens animais não queriam tocá-los, pelo que foram decapitados.
Quirínio, bispo de Siscia, levado perante o governador Matênio, recebeu a ordem de sacrificar às deidades pagãs, em conformidade com as ordens de vários imperadores romanos. O governador, ao ver sua decisão contrária, o enviou a prisão, acorrentado, dizendo-se que as durezas de uma masmorra, alguns tormentos ocasionais e o peso das correntes poderiam quebrantar sua resolução. Mas decidido em seus princípios, foi enviado a Amâncio, o principal governador de Panonia, hoje na Hungria, que o carregou de correntes e o arrastou pelas principais cidades do Danúbio, expondo-o à zombaria popular por onde quer que passava. Chegando finalmente a Sabária, e vendo que Quirino não renunciaria a sua fé, ordenou lançá-lo no rio, com uma pedra amarrada no pescoço. Ao executar-se esta sentença, Quirino flutuou durante certo tempo, exortando o povo nos termos mais piedosos, e concluindo suas admoestações com esta oração: "Não é nada novo para ti, oh, Todo Poderoso Jesus, deter os cursos dos rios, nem fazer que alguém caminhe sobre as águas, como fizeste com teu servo Pedro; o povo já tem visto uma prova de teu poder em mim; concede-me agora que dê minha vida por tua causa, oh, meu Deus". ao pronunciar estas últimas palavras afundou de imediato, e morreu, no 4 de junho de 308. seu corpo foi depois resgatado e sepultado por alguns piedosos cristãos.
Pânfilo, natural de Fenícia, de uma família de estirpe, foi um homem de tão grande erudição que foi chamado um segundo Orígenes. Foi recebido no corpo do clero em Cesaréia, onde estabeleceu uma biblioteca pública e dedicou seu tempo à prática de toda virtude cristã. Copiou a maior parte das obras de Orígenes de seu próprio punho e letra, e ajudado por Eusébio, deu uma cópia correta do Antigo Testamento, que tinha sofrido muito pela ignorância ou negligência dos anteriores transcriptores. No ano 307 foi apreendido e sofreu tortura e martírio.
Marcelo, bispo e Roma, ao ser desterrado por sua fé, caiu mártir das desgraças que sofreu no exílio, o 16 de janeiro de 310.
Pedro, o décimo sexto bispo de Alexandria, foi martirizado o 25 de novembro de 311, por ordem de Máximo César, que reinava no leste.
Inês, uma donzela de só treze anos, foi decapitada por ser cristã; também o foi Serena, a esposa imperatriz de Diocleciano. Valentino, seu sacerdote, sofreu a mandamentos sorte em Roma; e Erasmo, bispo, foi martirizado na Campânia.
Pouco depois disto, a perseguição diminuiu nas zonas centrais do império, assim como no ocidente; e a Providência começou finalmente a manifestar vingança contra os perseguidores. Maximiano tentou corromper sua filha Fausta para dar morte a seu marido Constantino; ela o revelou a este, e Constantino obrigou-o a escolher sua própria morte, com o que Maximiano decidiu-se pela ignomínia de ser pendurado depois de ter sido imperador quase vinte anos.
Constantino era o bom e virtuoso filho de um pai também bom e virtuoso, e nasceu na Grã Bretanha. Sua mãe se chamava Helena, filha do rei Coilo. Era um príncipe muito generoso e gentil, tendo o desejo de cuidar da educação e das belas artes, e freqüentemente ele mesmo lia, escrevia e estudava. Teve um maravilhoso êxito e prosperidade em tudo quanto empreendeu, o que supus que provinha disto (o que assim era com certeza): que era um grande favorecedor da fé cristã. Fé que, quando abraçou, o fez com a mais devota e religiosa reverência.
Assim Constantino, suficientemente dotado de forças humanas, mas especialmente dotado por Deus, empreendeu caminho a Itália durante o último ano da perseguição, o 313 d.C. Majêncio, ao saber da chegada de Constantino, e confiando mais em sua diabólica arte mágica que na boa vontade de seus súbditos —vontade que bem pouco merecia—, não ousou mostrar-se fora da cidade nem se enfrentar com ele em campo aberto, senão que emboscou varias guarnições ocultas em diversos lugares estreitos por onde aquele deveria passar, com as quais Constantino se bateu em diversas escaramuças, vencendo-as pelo poder de Deus.
Não obstante, Constantino não estava ainda em paz, senão com grandes ansiedades e temor em sua mente (aproximando-se agora de Roma), devido aos encantamentos e feitiçarias de Majêncio, com as que havia vencido contra Severo, a quem Galério tinha enviado contra ele. Por isso, estando em grande dúvidas e perplexidade em si mesmo, e dando voltas a muitas coisas em sua mente, acerca de que ajuda poderia ter contra as operações de sua mágica, Constantino, aproximando-se em sua viagem à cidade, e elevando muitas vezes os olhos para o céu, viu no sul, quando o sol estava se pondo, um grande resplendor no céu, que parecia uma cruz, dando esta inscrição: "In hoc vince", ou seja: "Vence por meio disto".
Eusébio Pânfilo dá testemunho de que ele ouvu o próprio Constantino repetir várias vezes, e também jurar que era coisa verdadeira e certa o que tinha visto com seus próprios olhos no céu, e também os soldados com ele. Ao ver aquilo ficou grandemente atônito, e consultando com seus homens acerca do significado disso, então se apareceu a ele Cristo, convidando-o a tomá-la como sinal, e a levá-la em suas guerras diante dele, e que assim obteria a vitória.
Constantino estabeleceu de tal modo a paz da Igreja que pelo espaço de mil anos não lemos de nenhuma perseguição contra os cristãos, até o tempo de John Wickliffe.
Tão feliz, tão gloriosa foi a vitória de Constantino, de sobrenome o Grande! Pelo gozo e a alegria da qual os cidadãos que antes tinham mandado prendê-lo, o buscaram para levá-lo em grande triunfo na cidade de Roma, onde foi recebido com grandes honras e celebrado por sete dias seguidos; além disso, fez levantar no mercado sua imagem, sustentando na destra o sinal da cruz, com esta inscrição: "Com este sinal de saúde, o verdadeiro signo de fortaleza, resgatei e libertei vossa cidade do jugo do tirano".
Terminaremos nosso relato da décima e última perseguição geral com a morte de são Jorge, o santo titular e patrono da Inglaterra. São Jorge nasceu em Capadócia, de pais cristãos, e, dando prova de seu valor, foi ascendido no exército do imperador Diocleciano. Durante a perseguição, são Jorge abandonou sua comissão, foi valentemente até o senado e manifestou abertamente sua condição de cristão, aproveitando a ocasião para protestar contra o paganismo, e para indicar o absoluto de dar culto a ídolos. Esta liberdade provocou de tal modo o senado que deram ordem de torturar a Jorge, o qual foi, por ordem do imperador, arrastado pelas ruas e decapitado no dia seguinte.
A lenda do dragar, associada com este martírio, é usualmente ilustrada representando a são Jorge sentado sobre um cavalo lançado ao ataque, traspassando o mostro com sua lança. Este dragão ardente simboliza o diabo, que foi vencido pela firme fé de são Jorge em Cristo, que permaneceu imutável a pesar do tormento e da morte.


Fonte: O Livro da Mártires- ( John Fox)

LIÇÃO 09 - A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS



IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS
RUA FREDERICO MAIA ,49 - VIÇOSA - ALAGOAS
PASTR: DONIZETE INÁCIO DE MELO
SUPERINTENDENTE: PB. EFIGÊNIO HORTENCIO E OLIVEIRA


INTRODUÇÃO

Como já estudamos em lições anteriores, a oração é o meio pelo qual nos comunicarmos com Deus. No entanto, nem sempre os nossos desejos estão de acordo com a vontade de Deus. Como podemos, então, conciliar os nossos desejos com a vontade Deus ou como saber se a nossa vontade está de acordo com a vontade dEle? Nesta lição, nós vamos aprender que somente com uma vida de intimidade com Senhor, seguida através do estudo de Sua Palavra e de um viver diário de oração, é que podemos não somente conhecer, mas também estar no centro da perfeita vontade de Deus.

I - A VONTADE DE DEUS

Deus, tem propósitos eternos e absolutos que Ele estabeleceu pelo seu próprio poder. Esta vontade está registrada na Bíblia e faz parte de seus planos para esta humanidade. Podemos assim chamar esta vontade de Deus de geral ou absoluta. Já a vontade de Deus em relação a pessoa do homem em particular está condicionada a obediência que esse homem prestará ao Senhor. A Bíblia refere-se a vontade de Deus de três formas distintas: como Lei, como o querer Dele, e como aquilo que Ele permite que aconteça.

1.1 Como Lei. “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” ( Sl 40:8). Neste paralelismo, observe que o salmista Davi identifica a vontade de Deus com a Lei. Todas as leis, tanto naturais como a que está escrita na Bíblia corresponde a vontade de Deus. Nelas podemos ver o seu caráter santo e amoroso com a humanidade.

1.2 O Querer de Deus. O Senhor, na Sua perfeição, é único, absoluto e imutável, e o seu querer pode ser designado como “a Perfeita Vontade” (1Tm 2.4; 2 Pe 3.9). Aquilo quo Senhor estabelece pelo seu poder ninguém pode invalidar (At 1.7; Jó 42.2).

1.3 Como aquilo que Ele permite que aconteça. A vontade absoluta não se contradiz com o aquilo que Deus permite que aconteça. Observe, por exemplo, a experiência do profeta Jonas: era a vontade de Deus que a mensagem chegasse a Nínive por intermédio do profeta; no entanto, Jonas não queria ir àquela cidade. Assim, Deus decidiu trabalhar na vida do profeta, revelando o seu amor peos moradores de Nínive e provendo meios para que o profeta ali chegasse. Tudo está no comando do Senhor.!

II - BUSCANDO A VONTADE DE DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO

“Portanto, vós orareis assim: …Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu…” (Mt 6:10).
Quando os discípulos de Jesus pediram para lhes ensinarem a orar, o Senhor lhes ensinou a oração do Pai Nosso. Esta oração é composta por sete petições: três são para glória de Deus (SANTIFICADO SEJA O TEU NOME; VENHA O TEU REINO; FAÇA-SE A TUA VONTADE), três pela nossa alma (E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS; NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO; LIVRA-NOS DO MAL; ) e uma pelo pão ( O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE).

Observe que os discípulos foram orientados busca a vontade de Deus através a oração. O “faça-se a tua vontade” mostra o desprendimento do eu e o grau de renuncia que ele deveriam ter e a dependência de Deus que deveriam possuir. O povo de Deus é exortado da mesma forma (Mt.6.10; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15). Por meio da oração conseguimos uma intimidade maior com o Senhor, sendo assim conhecer a Deus, é sinônimo de conhecer a sua vontade (Rm.2.17.18).

Logo, quando agimos assim na oração, com desejo, sinceridade e temor afim que o Senhor realize a sua perfeita vontade, Ele cuidará de nós (At.18.21; Ico.4.19; 16.7).

III - REQUISITOS PARA ORARMOS DENTRO DA VONTADE DE DEUSPara orar dentro da vontade de Deus, precisamos:

3.1. Ser filho de Deus - A oração do Pai Nosso nos ensina que ela só poderá ser realizada dentro da vontade de Deus quando há uma relação estabelecida entre quem ora e a quem é dirigida a oração.

Neste caso, é preciso ser filho para podermos chamá-lo de Pai (Jo 1:12,13; Rm 8:15, 23; 9:4; Ef. 1:15; Gl 4:1-5).

3.2. Reconhecer a Soberania de Deus - para declarar “(…)Seja feita a tua vontade(…)” requer reconhecimento da soberania e Senhorio de Deus e que nesta relação de Pai e filhos adotivos, a sua vontade sempre será a melhor, logo, a oração é a realização da vontade de Deus em nossas vidas e não o resultado de nossos pedidos egoístas (Rm 1:10;15:32; Tg 4:15);

3.3. Invocar o nome do Senhor ( 2 Cr 7:14) - A oração deve ser dirigida ao Senhor. Jesus informou que o acesso ao Pai é realizado por meio de Seu nome (Jo 14.13,14; Jo 15.16; Jo 16.23).

3.4. Atitude de humilhação (2 Cr 7:14) - A humilhação é uma atitude de reconhecimento de nossas limitações e dependência divina para realizarmos Sua vontade (Mc 5:22,-24, 41,42; Tg. 4:10; 1 Pe 5:6).

3.5. Atitude de arrependimento - A oração nos leva a reflexão que em todos os momentos precisamos estar em comunhão com Deus e com o próximo (Mt 6:12; Lc 11:4).

3.6. Atitude de adoração e louvor a Deus - A oração é o momento sublime onde nos colocamos na presença do Rei para adorá-lo na beleza de sua santidade (2 Cr 1:7-10; 1 Rs 18:36-39; Sl 51:1-17; Mt 6:2; Lc 11:2)

CONCLUSÃO

Estudamos na lição de hoje, que para orar na vontade de Deus, devemos não somente conhecer a sua vontade absoluta e específica para os seus servos, mas devemos está dentro da vontade Dele, que é perfeita e boa para os seus Filhos (Rm 12.2). Para que a nossa oração esteja em correspondência com a vontade do Senhor devemos atentar para os requisitos estudados: fé genuína, em nome de Jesus, na vontade dele, perseverante e coração sincero. Somente assim, alcançaremos as respostas das nossas orações. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).
FNOE: WBDWEB

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

IMPOSTÔMETRO!!!!!!!!!!!!



1,1 TRILHÃO DE REIAS DE IMPOSTOS PAGOS. Brasileiros já pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos no ano, diz associação

Marca já supera o total registrado em todo o ano passado. Previsão da ACSP é que impostos somem R$ 1,2 trilhão até o fim do ano

G1

Os impostos pagos pelos brasileiros desde o início do ano alcançaram o valor recorde de R$ 1,1 trilhão às 12h10 desta segunda-feira (22). A marca foi registrada pelo Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo.

A previsão da ACSP é que, até o final do ano, o “termômetro” que inclui impostos federais, estaduais e municipais chegue a R$ 1,2 trilhão – R$ 200 bilhões a mais do que em 2009.

domingo, 21 de novembro de 2010

NONA PERSEGUIÇÃO DA IGREJA "SANGUE QUE FALA"



Fazendo parte do tema: "Os Mártires, Sangue que fala" chegamos a nona perseguição da igreja primitiva. bom proveito e reflexão.
A nona perseguição sob Aureliano, 274 d.C.
Os principais que padeceram nesta foram: Felix, bispo de Roma. Este prelado acedeu à sede de Roma em 274 . foi o primeiro mártir da petulância de Aureliano, sendo decapitado no 22 de dezembro aquele mesmo ano.
Agapito, um jovem cavaleiro, que tinha vendido suas possessões e entregado o dinheiro aos pobres, foi arrestado como cristão, torturado e depois decapitado em Praeneste, uma cidade a um dia de viagem de Roma.
Estes são os únicos mártires registrados durante este reinado, que pronto viu seu fim, ao ser o imperador assassinado em Bizâncio por seus próprios criados.
Aureliano foi sucedido por Tácito, que foi seguido por Probo, e este por Caro; ao ser morto este imperador por um raio, seus filhos Camio e Numeriano o sucederam, e durante todos estes reinados a igreja teve paz.
Diocleciano acedeu ao trono imperial em 284 d.C. ao princípio mostrou grande favor aos cristãos. No ano 286 associou consigo no império a Maximiano. Alguns cristãos foram mortos antes que de desatasse nenhuma perseguição geral. Entre estes estavam Feliciano e Primo, que eram irmãos.
Marco e Marceliano eram gêmeos, naturais de Roma, e de linhagem nobre. Seus pais eram pagãos, mas os tutores, aos quais tinha sido encomendada a educação dos filhos, os criaram como cristãos. Sua constância aplacou finalmente os que desejavam que se convertessem em pagãos, e seus pais e toda a família se converteram a uma fé que antes reprovavam. Foram martirizados sendo amarrados a estacas, com os pés traspassados por pregos. Depois de permanecer nesta situação um dia e uma noite, seus sofrimentos foram terminados com umas lanças que traspassaram seus corpos.
Zoe, a mulher do carcereiro, que teve a seu cuidado os mártires acabados de mencionar, foi também convertida por eles, e foi pendurada numa árvore, com um fogo de palha aceso embaixo dela. Quando seu corpo foi descido, foi lançado num rio, com uma grande pedra amarrada a ele, a fim de afundar.
No ano 286 de Cristo teve lugar um fato além de notável. Uma legião de soldados, que consistia seis mil setecentos e seis homens, estava totalmente constituída por cristãos. Esta legião era chamada a Legião Tebana, porque os homens tinham sido recrutados de Tebas; estiveram aquartelados no oriente até que o imperador Maximiano ordenou que se dirigissem às Gálias, para que ajudassem contra os rebeldes de Borgofia. Passaram os Alpes, entrando nas Gálias, sob as ordens de Mauricio, Cândido e Exupernio, seus dignos comandantes, e no fim se reuniram com o imperador. Maximiano, para este tempo, ordenou um sacrifício geral, ao que devia assistir todo o exército; também ordenou que se devia tomar juramento de lealdade e ao mesmo tempo que se devia jurar ajudar à extirpação do cristianismo nas Gálias. Alarmados ante as ordens, cada um dos componentes da Legião Tebana recusou de maneira absoluta a tomar os juramentos prescritos. Isto enfureceu de tal modo a Maximiano que ordenou que toda a legião fosse dizimada, isto é, que se selecionasse um de cada dez homens, e matá-lo a espada. Tendo executado esta sanguinária ordem, o resto permaneceu inflexível, tendo lugar uma segunda dizimação, e um de cada dez homens dos que sobravam foi também morto a espada. Este segundo castigo não teve mais efeito que o primeiro; os soldados se mantiveram firmes em sua decisão e em seus princípios, mas por conselho de seus oficiais fizeram um protesto de fidelidade a seu imperador. Poderia pensar-se que isso suavizaria o imperador, mas teve o efeito contrário, porque, encolerizado ante a perseverança e unanimidade que demonstravam, ordenou que toda a legião fosse morta, o que foi efetivamente executado pelas outras tropas, que os despedaçaram com suas espadas, o 22 de setembro de 286.
Alban, de quem recebeu seu nome St. Alban's, em Henfordshire, foi o primeiro mártir britânico. Grã Bretanha tinha recebido o Evangelho de Cristo mediante Lúcio, o primeiro rei cristão, mas não sofreu a ira da perseguição até muitos anos depois. Alban era originalmente pagão, porém convertido por um clérigo cristão, chamado Anfíbalo, a quem deu hospitalidade a causa de sua religião. Os inimigos de Anfíbalo, sabendo do lugar onde estava escondido, chegaram à casa de Alban, o qual, a fim de facilitar sua fuga, apresentou-se como a pessoa a qual procuravam. Ao descobrir-se o engano, o governador ordenou que o açoitaram, e depois foi sentenciado a ser decapitado, o 22 de junho de 287.
Nos assegura o venerável Beda que, nesta ocasião, o carrasco se converteu subitamente ao cristianismo e pediu permissão para morrer por Alban, ou com ele. Obtendo sua segunda petição, foram ambos decapitados por um soldado, que assumiu voluntariamente o papel de carrasco. Isto aconteceu no 22 de junho de 287 em Verulam, agora St. Alban's, em Henfordshire, onde se levantou uma magnífica igreja em sua memória para o tempo de Constantino o Grande. O edifício, destruído nas guerras saxonas, foi reconstruído por Offa, rei de Mercia, e junto dele se levantou um mosteiro, sendo ainda visíveis algumas de suas ruínas; a igreja é um nobre edifício gótico.
Fé, uma mulher cristã da Aquitânia, França, foi assada sobre a grelha, e logo decapitada, em 287 d.C.
Quintino era um cristão natural de Roma, mas decidiu empreender a propagação do Evangelho nas Gálias, com um tal Luciano, e predicaram juntos em Amiens; depois disso, Luciano foi para Beaumaris, ode foi martirizado. Quintino permaneceu na Picardia, e mostrou grande zelo em seu ministério. Arrestado como cristão, foi estirado com polias até que se deslocaram seus membros; seu corpo foi desgarrado com chicotes de arames, e derramaram óleo e breu fervendo sobre sua carne nua; foram aplicadas tochas acesas a seus lados e axilas; depois de ter sido torturado deste modo, foi enviado de volta para a masmorra, onde morreu no 31 de outubro de 287 pelas atrocidades que tinham-lhe infligido. Seu corpo foi lançado ao Somme.


o Livro dos Mártires - ( John Fox)