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quinta-feira, 16 de junho de 2011

CULTO DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS NA AD - VIÇOSA - AL


       
 Desde  que Deus propôs no coração do Pr. Donizete, realizar o culto das causas impossíveis, maravilhas o Senhor tem proporcionado aos crentes que fazem a Assembleia de Deus em Viçosa Alagoas. Curas divinas, batismo com Espírito Santo, renovação, restauração conjugal,   causas na justiça e muitas outras bênçãos tem sido dispensado aos irmãos da parte do Senhor. Nesta quinta-feira (16), o Senhor nos proporcionou mais um culto na sua presença. O momento de louvor ficou por conta dos Departamnetos locais:   Porta Voz da Esperança ( senhoras), Cântico de Davi (Infatil), Dptº Jovem Vencendo com Deus (Jovens e adolescentes) e Filhas de Sião ( Percussão). A mensagem da noite foi transmitida pelo preletor  Mateus vindo Rio de Janeiro. O pregador faz uso do texto do livro de Jz 6: 1,12, que no momento edificante mensagem o Senhor concedeu ao servo de Deus, o qual transmitiu a igreja de Cristo. A amada igreja do Senhor foi agraciada pela substancial mensagem transmitida pelo preletor. Resta-nos tão somente render graças ao Senhor Jesus, prestar a ele toda honra e glória, e agradecer ao Pr. Donizete e aos  mensageiros que Deus tem usado para nos trazer tamanhas bênçãos da parte do nosso Deus.

HONRA, GLÓRIA, LOUVOR E ADORAÇÃO, SEJAM DADOS AO REI DOS REIS.     

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Rua Frederico Maia 49, - Viçosa Alagoas
Pastor Local: Pr. Donizete Inácio de Melo    
                                          
                                             Conjunto Filhas de Sião




quarta-feira, 15 de junho de 2011

15 anos de Aline

Aline
Aline Oliveira


A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

Parabénsssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!










Parabéns para Miss viçosense.

         A rainha da beleza  viçosense e eterna miss,  Camila Brandão, está completando mas um ano de vida neste dia. Nossas felicitações nesse dia todo especial. 


Feliz aniversário

Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes. 
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.  
 É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
 É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
                                                         Parabéns a você nesse dia tão grandioso.

C








terça-feira, 14 de junho de 2011

Assembleia de Deus em Maceió batiza cerca de 2 mil pessoas na praia de Pajuçara


Um trecho da costa da praia de Pajuçara, em Maceió, foi completamente tomado por pessoas vestidas com batas brancas na manhã deste domingo ensolarado. Eram cerca de 2 mil assembleianos (número exato o portal AD Alagoas vai publicar durante a semana) que se preparavam ansiosamente para dar o mergulho que lhes confirmava o desejo de ‘morrer’ definitivamente para o mundo de pecado e nascer de novo com Cristo. O batismo em Alagoas que comemorava o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil levou uma verdadeira multidão para a orla marítima da capital.




Sob os olhares de outros milhares de obreiros, membros e também de curiosos, os candidatos se empolgaram com a grande oportunidade que tiveram de serem batizados no mar, fato que só acontece em algumas cidades litorâneas do Estado. Na capital, a atividade é dividida por regiões e é realizada no conhecido Tanque Betesda, localizado no bairro do Feitosa.



Quem foi à praia não conteve a emoção de presenciar tantas pessoas tomarem a mesma atitude ao mesmo tempo. O batismo refrescou a memória de quem viveu épocas em que os candidatos se alegravam no Senhor nas águas do mar. Hoje, foram adolescentes, jovens, adultos e idosos – um deles, Manoel Bento Correia, de 98 anos, que aceitou Jesus há dois anos – que se batizaram. Vieram candidatos de Maceió inteira e de algumas cidades próximas.



Na hora do tradicional mergulho, vários dirigentes se posicionaram na superfície da praia e receberam as suas ovelhas. A alegria tanto para quem era batizado como os batizadores era grande. Muitos deixaram a água sentindo a presença e o poder de Deus.



Culto teve conversões



Antes de irem ao mar, os candidatos participaram de um culto celebrado pelo pastor-presidente da igreja, José Antonio dos Santos e que aconteceu na praça de Multieventos. Várias pessoas não-evangélicas que acompanhavam a atividade se renderam aos pés do Senhor. O convite aos pecadores foi feito pelo pastor Jairo Teixeira Rodrigues, integrante da Mesa Diretora da Convenção dos Ministros da Assembleia de Deus em Alagoas e líder do campo em Matriz de Camaragibe.



O pastor-presidente discursou evidenciando a celebração do aniversário de 100 anos da igreja no País e sobre a intenção do batismo nas águas, sempre com fundamento na Bíblia. O líder também fez questão de enfatizar, na rápida mensagem que pregou, sobre o lema da Assembleia de Deus: “Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará!”. Além disso, apelou a Deus para que a igreja se mantenha firme no propósito de ganhar almas para Jesus e em ritmo de crescimento.



Na ministração do louvor estavam a banda de música Louvores de Sião (Farol), a cantora Míria Mical (Matriz de Camaragibe) e outros levitas da capital.



Grande estrutura



A Assembleia de Deus em Alagoas preparou uma megaestrutura física de palco, som e de vestiários – além de diversos banheiros químicos – para os candidatos ao batismo. Várias tendas em formato de estandes cobertos foram armadas na Praça de Multieventos da Pajuçara. Isso facilitou – e muito – os novos membros para a troca da roupa molhada pela enxuta. Os obreiros que batizaram também utilizaram estes espaços. Quem esteve no local elogiou a organização.



Desde as primeiras horas da manhã que a movimentação foi intensa neste trecho da orla marítima da capital. Os estacionamentos estavam lotados e a cada instante chegavam as caravanas – em ônibus e vans – com os irmãos que iriam se batizar nas águas.



Agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) controlaram o tráfego de veículos que foi intenso, durante a manhã inteira, neste trecho da Pajuçara. Militares do Corpo de Bombeiros a pé e no helicóptero vigiaram a atividade dos assembleianos. Como medida de segurança, eles estavam de prontidão para qualquer ocorrência fora e dentro d’água.



Por conta da grandiosidade, o evento não despertou somente a atenção dos que passavam pela orla da Pajuçara. Uma equipe da TV Gazeta fez a cobertura do batismo e deve exibir a reportagem na manhã desta segunda-feira (13). O Portal AD Alagoas igualmente registrou tudo o que aconteceu por meio de matérias jornalísticas, fotografias e imagens que foram transmitidas ao vivo pelo link da TV AD Alagoas.


 Fonte: Portal ADALAGOAS





segunda-feira, 13 de junho de 2011

AD EM VIÇOSA REALIZA BATISMO DO CENTENÁRIO


   Enquanto em Maceió a Assembleia de Deus batizava cerca de duas mil pessoas no mar da Pajuçara, as cidades mais distantes da capital organizaram a celebração na sua região. Um exemplo é a igreja em Viçosa, a 96km da capital. O templo central na cidade ficou lotado hoje pela manhã. A AD em Chã Preta, cidade vizinha, liderada pelo pastor José de Oliveira, se juntou a de Viçosa na cerimônia batismal.

Após a celebração do culto, com louvores e adoração, a ministração da Palavra de Deus ficou com o Pr. Donizete Inácio, dirigente em Viçosa. O obreiro entregou uma mensagem baseado em Rm 6.1-9. “A alegria era contagiante em cada crente e também nos candidatos”, disse o pastor Donizete.
A AD em Viçosa batizou 33 pessoas, enquanto a de Chã Preta levou 19 novos crentes para o batismo. “A igreja do Senhor em Viçosa se sente feliz por fazer parte da geração do centenário e estar participando deste momento histórico das Assembleias de Deus no Brasil”, concluiu o Pr. Donizete Ináci
Fonte: Portal ADALAGOAS


Jônatas Edwards: Um Instrumento de Deus



Há dois séculos que o mundo fala do famoso sermão: Pecadores nas mãos de um Deus irado e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. Esse fato foi, apenas, um dos muitos que acontece­ram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para eles contemplarem as glórias do Céu e a realidade do castigo que está bem perto daqueles que estão afastados de Deus.
Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, que se intitulava O grande desperta­mento. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos. Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas tam­bém de todo o entendimento. "Sua mente prodigiosa apo­derava-se das verdades mais profundas". Contudo, "sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo". Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.
Os crentes atuais devem a esse herói, graças à sua per­severança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e práticas da igreja primitiva. Grande é o fruto da dedicação do lar em que Edwards nas­ceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinqüenta anos.
Dez das irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas. "Muitas foram as orações que os pais ofereceram a Deus, para que o único e amado filho fos­se cheio do Espírito Santo, e que se tornasse grande peran­te o Senhor. Não somente oravam assim, fervorosa e cons­tantemente, mas mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As orações, à volta da lareira, os estimu­laram a se esforçarem, e seus esforços redobrados os moti­varam a orarem mais fervorosamente... O ensino religioso e permanente resultou em Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança".
Quando Jônatas tinha sete ou oito anos, houve um despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar ou­tros da sua idade para orarem com ele.
Citamos aqui as suas palavras sobre esse assunto: "A primeira experiência, de que me lembro, de sentir no ínti­mo a delícia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as pala­vras de 1 Timóteo 1.7: 'Ora, ao Rei dos séculos, imortal, in­visível; ao único Deus seja honra e glória para todo o sem­pre. Amém'. Sentia a presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo olhando para a lua e, de dia, a contemplar as nuvens e os céus. Passava muito tempo ob­servando a glória de Deus, revelada na natureza e cantan­do as minhas contemplações do Criador e Redentor... An­tes me sentia demasiado assombrado ao ver os relâmpagos e ouvir a troar do trovão. Porém mais tarde eu me regozija­va ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na trovoada". Antes de completar treze anos, iniciou seu curso em Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente a fa­mosa obra de Locke: Ensaio sobre o entendimento huma­no. Vê-se, nas suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande desenvolvimento intelectual do moço: "Achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento, em ajuntar gran­des quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos".
Edwards, antes de completar dezessete anos, diplo­mou-se no Yale College com as maiores honras. Sempre es­tudava com esmero, mas também conseguia tempo para estudar a Bíblia, diariamente. Depois de. diplomar-se, con­tinuou seus estudos em Yale, durante dois. anos e foi então separado para o ministério.
Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e exami­nar-se a si mesmo.
Acerca da sua consagração, com idade de vinte anos, Edwards escreveu: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direi­tos de forma alguma... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida".
Alguém assim se referiu a Jônatas: "Sua constante e solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante, palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados por seriedade, gravidade e solenidade".
Aos vinte e quatro anos casou-se com Sara Pierrepont, filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do pai de Edwards, onze filhos.
Ao lado de Jônatas Edwards, no Grande Despertamento, estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em tudo. Como seu marido, ela nos serve como exemplo de rara intelectualidade. Profundamente estudio­sa, inteiramente entregue ao serviço de Deus, ela era co­nhecida por sua santa dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia que praticava, movida pelas palavras de Cristo: "Para que nada se perca". Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram conhecidos por suas experiências em oração. Faz-se menção destacada es­pecialmente dum período de três anos, durante o qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes sem forças, por causa das revelações do Céu. A sua vida in­teira foi de intenso gozo no Senhor.
Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os dias, estudando e orando. Sua esposa, também, diaria­mente o acompanhava na oração. Depois da última refei­ção, ele deixava toda a lida, a fim de passar uma hora com a família.
- Mas, quais as doutrinas de que a igreja havia esqueci­do e quais as que Edwards começou a ensinar e a observar de novo, com manifestações tão sublimes?
Basta uma leitura superficial para descobrir que a dou­trina, à qual deu mais ênfase, foi a do novo nascimento, como sendo uma experiência certa e definida, em contras­te com a idéia da Igreja Romana e de várias denominações.
O evento que marcou o começo do Grande Despertamento foi uma série de sermões feitos por Edwards sobre a doutrina da justificação pela fé, que fez os ouvintes senti­rem a verdade das Escrituras, de que toda a boca ficará fe­chada no dia de juízo, e que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no Inferno, senão o bel prazer de Deus".
É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derrama­do para despertar milhares de almas, para a salvação, sem primeiro nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra, e do mundo inteiro, nessa época. Quem, até hoje, não se admira do heroísmo dos puritanos que co­lonizaram as florestas da Nova Inglaterra? Passara, po­rém, essa glória e a igreja, indiferente e cheia de pecado, se encontrava face com o maior desastre. Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos, obra que existiu unicamente para sua glória. Por isso, no mesmo grau que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre seus filhos, perplexidade e confusão. Se não pudessem alcan­çar, de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos céus.O famoso sermão de Edwards, ''Pecadores nas mãos de um Deus irado", merece menção especial.
O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito le­viano, e mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregado­res que estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar. Era homem de dois metros de altura; seu ros­to tinha aspecto quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o manuscrito na outra mão, falava em voz monótona. Discursou sobre o texto de Deuteronômio 32.35: "Ao tempo em que resvalar o seu pé".
Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no In­ferno, a não ser a própria vontade de Deus; que Deus esta­va mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no Inferno; que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade do Deus indig­nado os guardava da morte instantânea.
Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório: "Aí está o Inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o Inferno existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nu­vens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, serieis des­truídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do Inferno, mais ou me­nos como o homem segura uma aranha ou outro inseto no­jento sobre o fogo, durante um momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de ama­nhã..."
O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da posição em que estavam. Nessa altura o sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé, ou caídos no chão. Foi como se um furacão soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em quase todas as casas, o clamor das almas que, até aquela hora, confiavam na sua própria justiça. Esperavam que, a qualquer momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles havia.
Tais vitórias, contra o reino das trevas, foram ganhas de joelhos. Edwards não abandonara, nem deixara de go­zar os privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice. Continuou a freqüentar, também, os lugares so­litários na floresta onde podia ter comunhão com Deus. Como um exemplo citamos a sua experiência com a idade de trinta e quatro anos, quando entrou na floresta, a cava­lo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.
Como era de esperar, o Maligno tentou anular a obra gloriosa do Espírito Santo no "Grande Despertamento", atribuindo tudo ao fanatismo. Em sua defesa Edwards es­creveu : "Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraor­dinárias. Há motivos para crer, pelas profecias da Bíblia, que sua obra mais maravilhosa seria feita nas últimas épo­cas do mundo. Nada se pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos, gritos, convulsões, falta de for­ças... De fato, é natural esperar, ao lembrarmo-nos da re­lação entre o corpo e o espírito, que tais coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do Salmista que ex­clamou, sob a convicção do pecado: 'Envelheceram os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo' (Salmo 32.3); dos discípulos, que, na tempestade do lago, clama­ram de medo; da Noiva, do Cântico dos Cânticos, que fi­cou vencida, pelo amor de Cristo, até desfalecer..."
Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igual­mente certo que este movimento se iniciou, não com os ser­mões célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste, de que há uma "obra direta que o Espírito divino faz na alma humana". Note-se bem: Não foram seus sermões mo­nótonos, nem a eloqüência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefield, mas, sim, a obra do Espírito Santo no co­ração dos mortos espiritualmente, que, "começando em Northampton, espalhou-se por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte, chegando até a Escó­cia e a Inglaterra". De uma época de maior decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da Nova Ingla­terra, despertou e foram arrebatadas de trinta a cinqüenta mil almas do Inferno durante um período de dois a três anos.
No meio das suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de Jônatas Edwards foi tirada da Terra. Apareceu a varíola em Princeton e um hábil médico foi chamado de Filadélfia para inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas foram também vacinados. Na febre que resul­tou, as forças de nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois, faleceu.
Assim diz um de seus biógrafos: "Em todo o mundo onde se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho".
Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculda­des intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvol­vamos, sob a direção do Espírito Santo, e que as entregue­mos desinteressadamente para o seu uso.

Heróis da Fé - Orlando Boyer

domingo, 12 de junho de 2011

LUTA, SE QUISERES VIVER




Que esperais encontrar na estrada da vida cristã? Flores? Glória? Honra? Riqueza? Bem estar? Acaso pensais que, na frente de batalha há perene alegria e banquetes sem fim? Não sabeis que os cristãos são sol­dados do Senhor, e que como soldados tem que lutar para viver? Quem vos apontou este mundo como recanto de paz? Se ainda não percebestes a vossa condição desper­tai e vede que estais em pleno campo de luta espiritual, onde se fere a gigantesca batalha entre as forças do mal e os exércitos do Senhor, e que a única alternativa é lutar a tempo e fora de tempo para alcançar a coroa da vida.
Lutar para viver, aceitar o desafio com altivez e enfrentar os perigos da jornada foi a tarefa imposta à Igreja do Senhor em todos os tempos. Lembrai-vos de que o povo de Deus nos primeiros séculos teve as cata­cumbas por moradas, a fim de poder sobreviver. Acei­tou o desafio dos inimigos, não capitulou ao primeiro decreto de um rei ímpio.  Guardou a fé.  Preferiu carregar a cruz da perseguição a fazer negócios de Judas. Escolheu a senda espinhosa e agreste do desprezo, a um conluio ímpio e satânico. Corajosamente atirou-se à luta para vencer e, vencendo, viveu.
Acaso o Evangelho não declara quão grandes são os perigos, as desvantagens materiais e os sofrimentos a que estão expostos os seguidores de Jesus? Que pro­meteu Jesus aos discípulos que desejassem segui-lo? Ace­nou-lhes com vantagens ou apontou-lhes a cruz?
Percorrei a história da verdadeira Igreja e vereis, a cada passo, que os santos jamais tiveram tréguas pro­longadas. O mundo, o Diabo e a carne jamais oferecem armistício aos salvos. Entrai nas Catacumbas e tereis uma visão clara do que foi a tremenda batalha da fé; parai diante dos sarcófagos e sentireis que ali repousam heróis que lutaram e venceram; sentai-vos nas salas sub­terrâneas em que se reunia esse povo e respirareis san­tidade que ficou por herança. Se tocardes qualquer ob­jeto que haja pertencido a esses heróis, sentir-vos-eis ins­pirados a imitá-los, a lutar para viver como cristãos dignos da vocação que recebestes.
Mas não foi somente nos dias da primitiva Igreja que a fé brilhou, valorosa e robusta, impondo admira­ção ante as ameaças dos poderes apóstatas!
Ao tempo da Reforma, quando um gesto ou uma palavra a favor do verdadeiro Cristianismo represen­tava ser encarcerado, condenado à morte, desterrado, ou ser destituído de cargos de confiança, tratando-se de go­vernadores de Estados, Condados ou Províncias, nesse período, Deus também teve testemunhas que não dobraram seus joelhos diante de Baal.
Entre os muitos casos em que a fé agigantou-se, brilhou e ateou fogo nos corações, citemos apenas como se portaram alguns Príncipes cristãos: O imperador Car­los V dominava a Alemanha e grande parte da Europa, e era por todos temido e obedecido, pois linha o apoio do papa. Vários Príncipes alemães haviam abraçado a Reforma, creram na pureza do Evangelho e na suficiência de Cristo como Salvador.
Isto não agradava ao imperador e seus aliados, que tudo fazia para impedir a luz do Evangelho. Certo dia o imperador recebeu os Príncipes protestantes numa con­ferência particular e pediu-lhes que impusessem silên­cio aos capelães evangélicos que celebravam cultos pú­blicos. Dentre os Príncipes, levantou-se o velho Mal-grave de Brandenburg que avançou alguns passos para o imperador, e num gesto que denotava disposição e ener­gia, levou as mãos ao pescoço, e, inclinando-se, disse: "Era mais fácil a minha cabeça rolar aos pés de Vossa Majestade do que eu privar-me da Palavra de Deus e negar a meu Senhor".
Imaginai o efeito que tiveram estas palavras diante do imperador e de outros Príncipes. Conclui quanta co­ragem o Espírito Santo dá ao coração que se dispõe a lutar pelo céu. Homens desta tempera que amam a Deus mais do que a própria vida, que não se acomodam ante os interesses nem se acobardam diante dos, poderosos, são os que lutam e vencem. Qualquer que não colocar sua vida no altar do sacrifício e da renúncia, para ser oferecida, se necessário for, não alcançará as píncaros alcandorados da graça, onde se preparam os guerreiros que lutam para viver e vencer.
A Reforma deu-nos grande número desses homens. Pena é que a sua história não seja conhecida em todo o mundo evangélico, pois são páginas de heroísmo que arrebatam e atos de amor que sensibilizam.
Outro Príncipe contemporâneo da Reforma, o Elei­tor da Saxônia, o qual abraçou a fé evangélica, foi aconselhado a não assinar a Confissão, para evitar atritos e desgostos aos amigos. Porém o nobre Príncipe, foi nobre também na resposta, quando afirmou: "Estou disposto a fazer o que for justo, sem me importar com a minha coroa. Estou decidido a adorar, a honrar e a ser­vir ao Senhor. Para mim, o Senhor vale mais do que todas as coroas da Europa. Deixarei atrás de mim, tal­vez, ondas de minha humanidade, porém uma coisa é certa:  A graça «de Jesus Cristo me levará ao céu."
Quando a vida espiritual está em contato com Deus e luta com Deus e para Deus, não há inimigos fortes. Até os demônios fogem espavoridos, ante a decisão da alma que prometeu fidelidade a Jeová. O que acima es­crevemos sobre a decisão nobre e corajosa do Eleitor da Saxonia, foi completada pela seguinte declaração, ao assinar o documento, quando afirmou perante todos: "Vou assinar este documento na presença dos represen­tantes do Império. Se meu Deus. requer isto de mim, estou disposto a deixar tudo para alcançar uma coroa imortal. Renunciaria a meus súditos e perderia meu Es­tado; preferia ganhar a vida limpando sapatos de es­tranhos a deixar de assinar este documento que contém os fundamentos da salvação para todos."
Qual o inimigo que não vacila e não teme ante declaração tão positiva é tão enfática de lutar confiado em Quem fez vitoriosas os santos quando enfrentaram as feras, os reis, os tiranos e os demônios?
Mais um fato para tornar ainda mais claro o as­sunto: todos os estudiosos sabem como os Huguenotes (o povo evangélico) foram tratados na França e não desconhecem a culminância da perseguição,   na célebre noite de São Bartolomeu quando, no dizer de Sully, pri­meiro ministro de Henrique IV, foram massacrados, só em Paris, cerca de 70 mil protestantes.
Quando a conspiração havia alcançado o clímax, sendo já público e notório que o povo de Deus estava à mercê de um governo de homens ímpios, o Almirante Colingy, líder dos protestantes, foi convidado a ir à Côrte.
Seus amigos rogaram-lhe que não fosse, pois ir, equi­valia a entregar-se às mãos dos inimigos. Mas Coligny tinha consigo o Deus de Jacó e assim respondeu: "Prefiro morrer mil vezes a, por urna indevida solicitude pela minha vida, dar ocasião a que se avente uma suspeita em todo o reino''.
Com caracteres deste quilate, Deus pode fazer mui­to sobre a terra; com homens armados com esta fé, o cristianismo será honrado. Com soldados como este, o inferno tem muito a perder e o céu muito a ganhar.

Fonte: Nos domínios da fé - Emílio Conde