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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

10º Lição do 4º trimestre de 2013: CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS


Texto Básico: Pv 5:1-5

08/12/2013


“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5:4).

INTRODUÇÃO

Nos capítulos 1 a 4 de Eclesiastes, Salomão já havia tratado praticamente de tudo aquilo que acontece “debaixo do sol”. Reconheceu-se a “vaidade” da terra (Ec 1:2-2:23), considerou-se à luz da vida que Deus nos concede (Ec 2:24-26), e de sua soberania (Ec 3:1-15); falou-se da injustiça (Ec 3:16-22) e várias formas de solidão (Ec 4:1-16) (1).  Salomão mostrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas estultice. Da mesma forma ele mostra que a busca pelo prazer e lazer pode ser simplesmente correr “atrás do vento”, se não tiverem como fim último a adoração a Deus. Agora Salomão, no capítulo 5 de Eclesiastes, expõe uma série de conselhos práticos, onde inicia falando a respeito da vida religiosa e da reverência que é devida na Casa de Deus (Ec 5:1). Os israelitas, desde a infância eram ensinados a reverenciarem o sábado como dia santo e o santuário do Senhor (Lv 19:30; 26:2). Será que nossos filhos sabem da importância de se adorar ao Senhor no seu Templo?

I. OBRIGAÇÕES FRENTE À SANTIDADE DE DEUS

1. Reverência. “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5:1). Vivemos numa época ímpar: a época da irreverência. Nada é considerado sagrado nestes dias pós-modernos: religião, sexo, fé, família; tudo pode ser zombado, satirizado e distorcido. Há uma urgente necessidade de resgatarmos o respeito e reverência para com Deus e Sua palavra. Há os que se dirigem ao Grande, Todo-poderoso e Santo Deus, que habita na luz inacessível, como se dirigissem a um ser humano qualquer ou a um animal. Tais devem lembrar-se de que se acham à vista dAquele a quem serafins adoram, perante quem os anjos velam o rosto.

Não há dúvida de que se amarmos a Deus, teremos reverência, e reverência significa mais do que dar louvores ou ajoelhar-nos quando oramos. O poeta Alemão Goethe declarou: "A alma da religião cristã é a reverência". Certa vez, Jesus entrou no Templo e ficou indignado com a falta de reverência das pessoas. O louvor e a adoração haviam sido substituídos pelo comércio (Mt 21:12). O que se ouvia ali não eram aleluias e glórias ao Todo-Poderoso, mas o grito dos cambistas e dos que comercializavam os pombinhos que eram utilizados nos sacrifícios. O Mestre ficou indignado! Jesus colocou toda aquela "turma" no seu devido lugar. O louvor, a adoração e a oração estavam sendo substituídos.

Na Antiga Aliança, os israelitas para se apresentarem diante de Deus era necessário sacrifícios e a intervenção de um sacerdote.  Hoje temos livre acesso a Deus, não precisamos realizar todo o ritual litúrgico do culto levítico, porém não significa que em nossos cultos não devemos seguir uma liturgia santa, bíblica. Paulo ao ensinar a respeito do culto diz que tudo deve ser feito para a edificação: "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação" (1Co 14:26).

Muitas vezes não experimentamos a graça de Deus porque nossa postura para com ele não é adequada. Alguém descreveu assim o culto: “Cultuar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, devotar a vontade aos propósitos de Deus”. Se não temos uma postura adequada, nada disso acontece num culto, muito pelo contrário, o que acontece pode ser exatamente o oposto de tudo isso. A mente permanece distraída, a imaginação é dominada por futilidades, o coração se fecha e a vontade é que tudo aquilo termine o mais rápido possível.

O culto público é a ocasião onde todos nós, criados à imagem e semelhança de Deus, cumprimos o propósito para o qual fomos criados. É por isso que nenhum de nós comparece ao culto para “assistir” como se fosse espectador, como se estivesse num teatro ou cinema. Todos fomos chamados para adorar e oferecer a Deus um coração compungido, humilde, contrito e grato, que é o coração do adorador.

Portanto, devemos ser reverentes diante de Deus: porque somos criaturas; porque reconhecemos nossa situação pecaminosa; porque apesar de termos pecado, a cruz de Cristo nos alcançou e esse infinito amor nos constrange; porque o nome de Deus representa seu caráter. Como seres humanos nosso dever é: temer e obedecer, para que um dia possamos vê-lo face a face.

2. Obediência. Não podemos reverenciar a Deus sem obedecer-lhe. Muitos aceitam facilmente a Jesus como Salvador, mas nem todos querem aceitá-Lo como o Senhor de suas vidas. O sumário do Livro de Eclesiastes (Ec 12:13) deixa claro qual é o dever do homem: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem”.

Seremos avaliados em termos da nossa obediência aos mandamentos de Deus. A Bíblia diz em Mateus 5:19: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”.

A obediência é um dos resultados de amar a Deus. A Bíblia diz em João 14:15,23: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. … Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”.

O Espírito Santo só será dado àqueles que obedecem a Deus. A Bíblia diz em Atos 5:32: “E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem”.

Jesus obedeceu ao Seu Pai dando-nos um exemplo de como devemos obedecer ao Senhore que a salvação é para os que obedecem. A Bíblia diz em Hebreus 5:8-9: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem (Hb 5:8,9).

II. OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS

Deus é Espírito infinito, sem fronteiras ou limites tanto quanto ao seu Ser como quanto aos seus atributos, e cada aspecto e elemento de sua natureza é infinito. Essa natureza infinita, em relação ao tempo, é chamada eternidade, e em relação ao espaço é chamada onipresença. Em relação ao universo, ela implica tanto em transcendência como em imanência.

Por transcendência de Deus se entende que Ele está separado de toda a sua criação como um Ser independente e auto-existente (Dt 4:15-20). Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra (Ec 5:2b). Ele não está limitado pela natureza, mas existe infinitamente exaltado sobre ela. Até mesmo aquelas passagens das Escrituras que salientam suas manifestações temporais e locais dão ênfase à sua exaltação e onipotência como Ser externo ao mundo, como seu soberano Criador e Juiz(cf Is 40:12-17).

1. Deus, o criador. Para os que aceitam a Bíblia como fonte de inspiração e de respostas às inquietações da alma, Deus é o Ser Supremo, o Criador do Universo, do Homem e de todas as coisas. A grandeza da criação de todas as coisas, a imensidão do universo e, no nosso planeta, de tudo o que foi criado, tem por finalidade mostrar ao homem a glória de Deus (Sl 19:1). A natureza, dizem os estudiosos da doutrina de Deus, é o primeiro livro escrito por Deus ao homem, de tal maneira que a criação, por si só, é suficiente para revelar Deus ao ser humano e torná-lo sem desculpa diante de uma eventual rejeição ao Seu senhorio (Rm 1:20).

2. Homem, a criatura. O homem foi criado por Deus como a coroa da criação. O relato da criação do homem começa em Gn 1:26,27, para se completar no capítulo 2 com a formação da mulher. A criação do homem é vista em Gn 2:7: "Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente". Este versículo mostra que o homem foi feito alma vivente, diferente dos animais pela sua semelhança com Deus. A palavra "formou" dá, no original, a ideia de "manipulação", trabalho com as mãos.

Quando observamos o relato bíblico da criação, de imediato se percebe que o homem foi criado de forma distinta dos demais seres criados na Terra. Enquanto que os demais seres foram criados tão somente pela palavra do Senhor, o homem foi objeto de cuidado especial, tendo Deus deixado bem claro que o ser humano seria um ser diferente, pois seria feito à imagem e semelhança de Deus e que, além disso, seria constituído como superior em relação aos demais. A expressão divina de Gn.1:27 encerra, portanto, todos estes elementos, seja o de uma estrutura diversa e distinta dos demais seres, seja a condição de superior aos demais.

O homem foi criado a partir do pó da terra para demonstrar que é parte da natureza. Ele é a síntese da criação terrena. Recebeu o fôlego de vida diretamente de Deus. O homem interior (alma e espírito), considerada a parte imaterial do homem é sinal da sua relação especial e peculiar para com o seu Criador. A alma é considerada a sede dos sentimentos, do entendimento e vontade – é a marca da individualidade de cada ser humano; Já o espírito é a sede da consciência da existência de uma relação de dependência do homem em relação a Deus – é a ligação do homem com o seu Criador.

Deus criou o homem com o propósito de torná-lo a criatura mais feliz da Terra. A felicidade do homem depende da sua comunhão com Deus. Ele deseja que o homem seja feliz e, por isso, elaborou o plano da salvação.

Esta condição do homem, de ser a “coroa da criação terrena”, é a principal razão de ser dotado de uma dignidade ímpar, que deve ser reconhecida por todos os seres humanos e cujo ataque é o principal objetivo do inimigo de nossas almas. Por isso, quem ama a Deus, ama ao próximo como a si mesmo.

Que o corpo do homem é feito do pó da terra não se pode negar, cientificamente, como não se pode negar que ele volta para o pó. Segundo os estudiosos, eis a constituição do corpo do ser humano:

CONSTITUINTE
% NO CORPO HUMANO
Oxigênio
66,0
Carvão
17,5
Hidrogênio
10,2
Nitrogênio
2,4
Cálcio
1,6
Fósforo
0,9
Potássio
0,4
Sódio
0,9
Cloro
0,3
Magnésio
0,105
Ferro
0,005
Iodo
Idem
Flúor
Idem
Outros elementos
Idem

III. OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

1. Deus está próximo da sua criação.  Deus cuida da sua criação. Isso significa que o nosso Deus não é um Deus distante, que após criar o mundo se ausentou dele, não! Pelo contrário, Ele é um Deus que está presente. Como foi dito acima, cada aspecto e elemento da natureza de Deus é infinito. Essa natureza infinita em relação ao universo, ela implica tanto em transcendência como em imanência. Por imanência de Deus se entende sua presença difundida e seu poder dentro de sua criação. Deus não fica apartado do mundo, como se fosse mero espectador das obras de suas mãos; mas interpenetra cada coisa orgânica e inorgânica, agindo de dentro para fora, do centro de cada átomo e das fontes mais intimas do pensamento da vida e dos sentimentos, uma sequência contínua de causa e efeito. Em Isaias 57:15 temos uma expressão da transcendência de Deus: “o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo”, bem como sua imanência como Aquele que habita “também com o contrito e abatido de espírito”. No capítulo 5 de Eclesiastes, Salomão está falando do culto a Deus e mostra como Ele se identifica com o mesmo, aproximando-o ou reprovando-o: “porque [Deus] não se agrada de todos” (Ec 5:4). Esta mesma verdade é mostrada no Novo Testamento: “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2Co 6:16). “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18:20).

2. O valor das orações e votos. “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues” (Ec 5:4,5). Voto é uma forma de promessa solene diante de Deus, que se deve ser cumprida. É melhor deixar de fazer determinado voto, do que fazer e não cumpri-lo.

No Israel antigo, o voto era geralmente um trato sério, individual com Deus. Temos o voto de Jacó, em Betel, de dar o dízimo se Deus o guardasse na viagem (Gn 28:20) e o voto precipitado de Jefté, que envolveu a filha amada (Jz 11:30,31). E, ainda, o voto de Ana: “E, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”(1Sm 1:10,11). Cumprindo esta solene promessa, Ana separou Samuel para o ministério tão importante de oração, de ensino e do estabelecimento do reino de Israel.

O crente da Nova Aliança ao participar da Ceia do Senhor está também fazendo um voto de viver em santidade e dedicação a Deus. Buscar os prazeres do pecado depois de fazer tal voto a Deus, atrai a si ira e juízo, pois significa que aquele voto era realmente mentiroso. Mentir a Deus pode resultar em castigo severo (veja o exemplo de Ananias e Safira em At 5:1-11).

Os votos num casamento estão intimamente ligados aos votos a Deus, pois são feitos na presença dEle. Estamos cumprindo com esses votos que fizemos?

CONCLUSÃO

As observações de Salomão nunca foram tão relevantes como nos dias de hoje. O culto de muitos virou apenas um show. As orações se tornaram pretenciosas e irreverentes. A Deus se “determina” como se deve atender às orações. Há, infelizmente, muitos cristãos que não “guardam o pé” na hora do culto, isto é, não se comportam com o respeito devido diante daquele que é Santo e Todo-Poderoso, e que nos salvou por amor. O texto é contundente: Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos” (Ec 5:1); “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor” (Salmos 93:5).

Tem você cultuado a Deus na beleza de sua santidade, como a Bíblia o requer? Nós não podemos prestar um culto a Deus por força de nosso hábito, nem por interesse em nosso próprio bem estar pessoal, nem por considerar obter algum ganho diante de Deus. Nós prestamos cultos a Deus porque Deus “nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado” (Cl 1:13b).

Fonte: ebdweb

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