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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12ª lição do 4º trimestre de 2016: SABEDORIA DIVINA PARA TOMADA DE DECISÕES


Texto Base: 1Rs 4:29-34

"Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento" (Pv.2:6)

 
INTRODUÇÃO

Nesta Aula, estudaremos os últimos dias do reinado de Davi e a tumultuada escolha de seu sucessor. Como nessa vida tudo é passageiro, chegou o momento de o rei apresentar o seu sucessor; o “homem segundo o coração de Deus” devia passar o bastão da liderança do reino de Israel. Precisou da direção divina para tomar esta decisão. Foi um momento difícil, pois envolveu muitos interesses. O poder sempre fascinou o homem e não seria agora que este estigma da personalidade humana deixaria de manifestar-se naqueles que são obcecados pelo poder e o querem a qualquer custo. Salomão foi o sucessor de Davi no trono, à revelia de muitos, como, por exemplo, Adonias (o filho de Davi), Joabe (comandante do exército), Abiatar (um dos principais conselheiros de Davi) e vários outros. Era um tempo de forte crise na família de Davi, mas Deus abençoou o novo rei, concedendo-lhe sabedoria para reinar com justiça e equidade. Seu reino foi um dos mais prósperos e abençoados de Israel.

I. CRISE FAMILIAR NO REINO DAVÍDICO

1. A velhice do rei (1Rs.1:1-4). O rei Davi havia envelhecido, estava no fim da sua vida, e Israel ainda não sabia quem lhe sucederia no trono; essa demora gerou uma crise entre os filhos de Davi e no reino. Adonias, seu filho indisciplinado, considerava a si mesmo como o herdeiro legítimo do trono. Cheio de orgulho, dizia ao povo: “depois de meu pai, eu serei o rei”. Diante da fragilidade de Davi, Adonias intitulou-se rei (1Rs.1:5) antes mesmo do seu pai falecer, e à revelia de muitos.

Para tudo tem o seu tempo determinado, inclusive de passar o bastão do reino. Como bem diz o pastor Elienai Cabral, “a hora de encerrar uma carreira é tão importante quanto o seu começo; é preciso saber escolher e formar sucessores”. O Senhor já tinha dito a Davi quem seria o seu sucessor, talvez isso o tivesse deixado tranquilo para tomar essa decisão no momento certo (cf. 1Cr.22:9).

Devido ao tumulto que Adonias causara, Davi designou seu filho Salomão como seu sucessor no trono. Não sei se essa era a vontade de Davi, mas teve que cumprir a vontade do Senhor. O reino de Israel pertencia ao Senhor, não a Davi ou a qualquer outro. Por essa razão, o rei de Israel era um representante de Deus, que tinha como tarefa realizar a sua vontade para com a nação. Deste modo, Deus pôde escolher a pessoa que Ele mesmo quis estabelecer como rei, sem seguir as linhas habituais de sucessão. Davi não era herdeiro de Saul, e Salomão não era o filho mais velho de Davi. Mas isso não importou para serem escolhidos por Deus. Portanto, Salomão não chegou ao trono por uma simples indicação de Davi, mas por uma escolha divina, e mesmo, antes de apresentá-lo ao povo, Davi já sabia dessa revelação divina.

2. Adonias e os valentes de Davi. A indicação de Salomão à sucessão do trono de Israel não se deu de forma amistosa e pacífica. Muitos interesses foram manifestados de forma vergonhosa e desrespeitosa. Os filhos mais velhos de Davi - Amnom e Absalão - haviam morrido, e Quileabe, provavelmente, também não era mais vivo. Adonias, vendo que seu pai demorava em indicar o seu sucessor, quis usurpar o trono, sabendo ele que era o imediato na linha sucessória. O problema é que Deus já havia escolhido Salomão, e já tinha orientado Davi a respeito da sucessão (1Cr.22:9,10). Contudo, Adonias seguiu o caminho do seu irmão, Absalão, e engendrou um golpe, através do qual passaria à frente de Salomão e reclamaria o trono para si. Aproveitando-se da enfermidade do pai, Adonias apoderou-se do trono pela violência, induzindo Joabe (comandante do exército) e Abiatar (um dos principais conselheiros de Davi) a conspirar contra a vontade do rei. Estes dois homens se renderam à busca por interesses próprios, após uma vida inteira de lealdade a Davi. De fato, o que observamos eram homens insubmissos, ávidos pelo poder e que desejavam sentar-se no trono a qualquer custo. Mas, o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e os valentes de Davi não apoiaram a atitude de Adonias, pois ele estava desrespeitando o rei publicamente e usurpando o trono. Certamente, eles já sabiam quem seria o sucessor de Davi, pois este, em algum momento, já os tinha mencionado que Salomão lhe sucederia no trono de Israel. Era Deus quem estava no comando de Israel; Ele era e é o legítimo rei e dono dessa nação. Portanto, a competência para escolher o sucessor de Davi pertencia a Deus. Davi apenas indicou Salomão a Israel como seu sucessor, mas foi Deus quem o escolheu (1Cr.22:9).

3. A atitude de uma mãe em meio à crise. Diante do movimento subversivo iniciado por Adonias, o profeta Natã foi até a mãe de Salomão e contou-lhe o que estava acontecendo. Ciente disso, ela relata a Davi sobre as pretensões de Adonias. Ao ouvir as notícias, Davi ordenou todos os preparativos para a entronização de Salomão, e proclamou-o rei sobre todo o Israel. A tentativa de golpe de Adonias fracassou e os seus seguidores espalharam-se. Adonias teve que reconhecer que Salomão era o rei e ele deveria submeter-se ao seu reinado.

O primeiro erro de Adonias foi tentar antecipar um título que não lhe pertencia: “Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendoEu reinarei. E preparou carros e cavalheiros e cinquenta homens que corressem adiante dele” (1Rs.1:5). O texto deixa bem claro o desejo de Adonias em usurpar o trono de seu pai, Davi. Ele seguiu os mesmos passos de Absalão, seu irmão. Mas Davi tomou ciência do fato e constituiu Salomão rei, acabando assim com a rebelião de Adonias. Desta forma, Davi cumpre a vontade de Deus, quando confirma Salomão no trono: “E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu Ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel. E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai. E estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje” (1Cr.28:5-7).

Salomão foi o escolhido de Deus para dar continuidade a linhagem davídica, de onde, séculos depois, viria o Senhor Jesus. Portanto, Salomão chegou ao trono por uma escolha divina, e esta escolha fora feita antes mesmo de Salomão nascer, e Davi era cônscio disso (1Cr.22:8,9).

Quando Salomão assumiu o trono, seu pai ainda estava vivo. Adonias, sentindo-se rejeitado e sem entender a direção de Deus, continuou a conspirar contra Salomão. Por causa da sua traição, ele poderia ser morto. Mas, apavorado com a possibilidade de morrer, correu para o Santuário e, chegando lá, "agarrou-se às pontas do altar", lugar dos sacrifícios a Deus. Era um lugar em que ninguém ousaria cometer uma violência. Por isso, Adonias "pegou das pontas do altar". A simbologia desse altar é a misericórdia e a justiça de Deus.

O altar, que tinha quatro pontas (ou chifres) e era feito com madeira de cetim e coberto com cobre, ficava no pátio onde eram feitos os sacrifícios. Foi nas pontas desse altar que Adonias, no desespero para não morrer, agarrou-se. O texto da Bíblia, na versão Almeida Revista e Corrigida, diz que Adonias foi "e pegou das pontas do altar" (1Rs.1:50) e assim sua vida foi salva da morte.

Adonias tornou-se reincidente na sua ambição pelo trono, mesmo tendo sido liberto da morte ao "agarrar-se nas pontas do altar". Logo em seguida, continuou conspirando contra Salomão e acabou sendo morto (1Rs.2:25,32).

Fazendo um paralelo entre essa experiência do reino de Israel e a situação do rei Davi, enfermo e enfraquecido no seu reino, com o contexto da igreja de Cristo hoje, ficaremos absortos diante do que acontece. Líderes que envelhecem e perdem a força de governo na igreja acabam criando situações de conflito para a sucessão pastoral. Nossos líderes, às vezes, perdem a noção do seu papel na Igreja, e pessoas com intenção egoísticas formam grupos que traem a confiança pastoral gerando mal-estar no seio da igreja. Que o Senhor nos guarde dessas atitudes e que nossos líderes saibam o tempo de passar o bastão para o seu legítimo sucessor.

Antes de morrer, Davi tomou duas providências que visavam o futuro tanto de seu filho, Salomão, como de toda a nação de Israel (1Rs.2:1-12):

·    Reuniu todo o povo e os homens do governo para entregar a seu filho a autoridade real e explicar ao povo o que estava acontecendo; e

·    Aconselhou Salomão a guardar a Lei de Moisés, andando nos caminhos de Deus, e livrar-se de todos aqueles que representavam algum tipo de ameaça à unidade e à integridade da nação de Israel. Certamente não queria que este cometesse os mesmos erros que ele cometeu. Depois de aconselhar Salomão, Davi partiu a estar com o Senhor, deixando um legado exemplar e basilar.

II. SALOMÃO BUSCA SABEDORIA PARA REINAR

1. O novo rei (1R.3:3,4). Morto Davi, Salomão tornou-se rei de Israel. Reinou entre 970 e 930 a.C. Ele começou seu reinado com fé no Senhor e amor a Ele. Procurou obedecer aos estatutos do Senhor e a lei de Moisés (1Rs.3:3). Como uma demonstração de gratidão e de seu caráter piedoso, ele foi a Gibeão para lá sacrificar ao Senhor, e sacrificou mil holocaustos (1Rs.3:4). Ele demonstrou não estar preocupado em obter poder, riquezas ou fama; ele buscou, antes de tudo, a presença de Deus. Procurou também adquirir sabedoria para governar o seu povo com equidade e justiça. Foi no reinado de Salomão que Israel chegou ao apogeu da sua glória. Sua época foi marcada por justiça, paz, prosperidade e prestígio internacional.

2. Salomão pede sabedoria a Deus (1Rs.3:5-14). Em Gibeão, apareceu-lhe o Senhor de noite, em sonho, e disse-lhe: "[...] Pede o que quiseres que te dê" (1Rs.3:5). Diante dessa oportunidade inigualável, Salomão proferiu uma das mais belas orações da Bíblia, uma oração que agradou a Deus. Ele orou pedindo sabedoria e um coração entendido, isto é, capacidade para tomar decisões coerentes com a verdade revelada na Lei de Moisés.

“E disse Salomão: De grande beneficência usaste tu com teu servo Davi, meu pai, como também ele andou contigo em verdade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; e guardaste-lhe esta grande beneficência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia. Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; e sou ainda menino pequeno, nem sei como sair, nem como entrar. E teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão. A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?” (1Rs.3:6-9).

Com esse pedido, Salomão demonstrou reconhecer três verdades importantíssimas: (a) ele era humanamente incapaz de governar Israel; (b) seu sucesso dependia única e exclusivamente do favor de Deus e; (c) o povo de Israel não era propriedade sua, e sim do próprio Jeová, Deus de Israel.

Deus se agradou de seu pedido (1Rs.3:10) e atendeu sua oração (1Rs.3:11-14). Todavia, o dom da sabedoria que Deus deu a Salomão não era uma garantia de que ele sempre andaria em retidão. Por essa razão, Deus acentuou que a vida longa de Salomão dependeria de “andares nos meus caminhos”(1Rs.3:14). Posteriormente, a infidelidade de Salomão impediu a realização integral da vontade de Deus na sua vida (1Rs.11:1-8).

Concordo com o Pr. Elienai Cabral, quando diz que “o melhor bem que podemos receber de Deus é a sabedoria; ela ajuda-nos a enfrentar as crises de forma correta”. Todavia, não adianta ter sabedoria de Deus e não andar em seus caminhos. Poderemos ter sucesso nesta vida, mas corremos o risco de perdermos a vida eterna, que é insubstituível.

3. O desejo de construir um Templo para Deus (2Sm.7:1-3). Davi desejou construir o Templo - “E sucedeu que, estando o rei Davi em sua casa, e que o Senhor lhe tinha dado descanso de todos os seus inimigos em redor; disse o rei ao profeta Natã: ora, olha, eu moro em casa de cedros e a Arca de Deus mora dentro de cortinas...”(2Sm.7:1-2).

Porém, Deus não permitiu que Davi construísse o Templo - “Mas sucedeu, na mesma noite, que a palavra do Senhor veio a Natã, dizendo: vai e dize a Davi meu servo: Assim diz o Senhor: Tu me não edificarás uma casa para morar...” (1Cr.17:3-4).

Motivo: Davi havia matado muita gente em batalhas – “... Por isso você não construirá um templo em honra do meu nome, pois derramou muito sangue na terra, diante de mim” (1Cr.22:8).

Por decisão de Deus, Salomão construiria o Templo. Disse Deus a Davi - “E há de ser que, quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, suscitarei a tua semente depois de ti, a qual será dos teus filhos, e confirmarei o seu reino. Este me edificará casa; e eu confirmarei o seu Reino” (1Cr.17:11). Coube, pois, a Salomão a bênção e o privilégio de construir o primeiro, o mais rico, e o mais belo dos Templos (cf.1Reis 5 a 8 e 2Cr.2 a 7). Construir um Templo era uma necessidade e iria contribuir para a união das famílias e o fortalecimento do reino de Israel.

III. SABEDORIA PARA EDIFICAR O TEMPLO

1. Salomão faz aliança com Hirão (1Rs.5:1-12). Salomão não quer saber de guerras, quer alianças; seu reino é de paz. Ele fez aliança com Hirão, o rei gentio de Tiro, que controlava as amplas reservas de madeira do Líbano. Hirão havia mantido um relacionamento amistoso com Davi, e desejava fazer o mesmo com Salomão. Prontificou-se, portanto, a fornecer madeira para Salomão edificar o Templo para o Senhor. Salomão enviaria trabalhadores ao norte do Líbano para ajudar a cortar as árvores. As toras seriam levadas ao mar Mediterrâneo e transportadas em jangadas até algum ponto próximo a cidade de Jope e, de lá, carregadas para Jerusalém. Como pagamento pela madeira, Salomão forneceria mantimentos à casa de Hirão de ano em ano.

2. A construção do Templo. A construção foi realizada em sete anos e meio - entre o quarto até o décimo primeiro ano do reinado de Salomão (1Rs.6:37,38). Davi passou para o seu filho as plantas do Templo, conforme o Senhor lhe dera (1Cr.28:11-19). Todo o material – como a prata, o ouro e as pedras preciosas -, o projeto, bem como toda a liturgia da vida religiosa foram providenciados por Davi e entregues a Salomão.

Quando o Templo ficou todo pronto, Salomão convocou todo o Israel para uma grande festa de dedicação. Ele convocou os principais líderes do povo e todo o povo, e ordenou o translado da Arca da Aliança para o Templo. No dia do cortejo, que foi feito com grande pompa, em que todos os sacerdotes e levitas cantavam salmos e o povo festejava, foi imolado um imenso número de ovelhas e bois em sacrifício.

Na nova Aliança, não há mais uma obrigatoriedade do templo para que haja a manifestação da presença de Deus, pois agora o corpo do salvo é o templo do Espírito Santo, conforme diz o apóstolo Paulo: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co.6:19,20).

Sendo, portanto, o corpo do salvo, templo, é algo que é sagrado, algo que se encontra dedicado para o serviço de Deus. Nosso corpo é morada do Espírito Santo, é a Sua habitação. Sendo assim, devemos manter o nosso corpo em perfeita santidade, porque Deus é santo.

Não só não podemos usar nosso corpo como instrumento do pecado, porque isto é comportamento de quem não alcançou a salvação (Rm.6:12,13), como também devemos ter o corpo pronto para ser oferecido em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm.12:1).

Assim, quando Paulo nos afirma que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, está nos dizendo que o corpo deve ser uma parte do homem que deve ser destinada a agradar ao Senhor. O corpo é um local onde devemos adorar a Deus, um lugar onde devemos demonstrar a pureza de nosso interior, um lugar que deve demonstrar o perdão dos nossos pecados, um lugar onde tudo o que façamos tenha por objetivo agradar a Deus. Muito ao contrário dos que defendem a falsa doutrina de que “Deus só quer o coração", o que a Bíblia nos ensina, através desta figura, é que o corpo é o lugar em que devemos adorar a Deus, ou seja, servi-lo. É através do corpo que estaremos comprovando se, realmente, fomos santificados, fomos perdoados, fomos purificados e se, realmente, estamos agradando a Deus.

3. A Arca da Aliança. A Arca da Aliança representava a presença de Deus entre o seu povo. Salomão trouxe-a do Tabernáculo antigo para o local onde ela haveria de ficar, no santuário do Templo, de forma definitiva (2Cr.5:2-7). Ela foi colocada no local chamado de Santo dos Santos, sendo que aí somente uma vez por ano era permitida a entrada do sumo sacerdote.

Depois que os sacerdotes saíram do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor (2Cr.5:11-14). Os sacerdotes não puderam ficar de pé, para ministrar, tamanha era a glória de Deus naquele lugar. “Então, disse Salomão: O SENHOR tem dito que habitaria nas trevas. E eu te tenho edificado uma casa para morada e um lugar para a tua eterna habitação. Então, o rei virou o rosto e abençoou a toda a congregação de Israel, e toda a congregação de Israel estava em pé” (2Cr.6:1-3). Depois de um breve discurso (2Cr.6:1-11), Salomão se dirigiu a Deus, com uma das mais belas orações da Bíblia (2Cr.6:14-42).

Depois da dedicação do Templo, o Senhor apareceu mais uma vez a Salomão e ordenou que ele obedecesse à Lei e conduzisse o povo à obediência, com a promessa de que, sob estas condições, os olhos do Senhor estariam sempre sobre aquele lugar, mas caso Israel desobedecesse, seria submetido à severa disciplina (1Rs.9:1-9; 2Cr.7:11-22). O Templo era muito grande e muito bonito, conforme contam as Sagradas Escrituras. Com o passar do tempo, ele se tornou o referencial maior para o povo de Israel. Infelizmente, o Templo de Salomão foi destruído no ano 586 a.C., pelos exércitos da Babilônia, quando, então, o Reino do Sul foi levado cativo.

CONCLUSÃO

A Bíblia não oferece respostas específicas para as inúmeras questões que surgem ao longo da vida; não resolve os problemas de forma explícita, mas nos fornece os princípios gerais. Precisamos de sabedoria para aplicá-los aos desafios da vida diária. Durante o reinado de Salomão, a riqueza e o poder de Israel foram incomparáveis. Os quarenta anos do seu reinado foram de glória crescente para Israel. Deus também deseja dar a todos nós sabedoria para vivermos uma vida santa e vencer as crises que surgirem em sua caminhada. “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada” (Tg.1:5). "Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento" (Pv.2:6)

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Fonte: ebdweb - Luciano de Paula Lourenço

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