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terça-feira, 22 de abril de 2014

4º Lição do 2º trimestre de 2014: DONS DE PODER

 
Texto Base: 1Corintios 12:4,9-11
 
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2:4,5).

INTRODUÇÃO

Nesta aula estudaremos os Dons de Poder – Dom da Fé, Dons de Curar e Dom de Operação de Maravilhas. Aqui, a palavra Poder significa autoridade. Portanto, quando a Bíblia nos diz que o Senhor nos deu Poder, significa que ele nos conferiu autoridade. Assim sendo, os Dons de Poder são aqueles que mostram a Soberania de Deus, a sua Onipotência, a sua Autoridade sobre as forças da natureza, sobre o ser humano, sobre os demônios. Eles são concedidos pelo Espírito Santo à Igreja a fim de auxiliá-la na propagação do evangelho, para que o nome do Senhor seja glorificado. Através dos Dons de Poder a soberania de Deus sobre todas as coisas e a Sua presença no meio da igreja são confirmadas. Jamais devem ser utilizados para a exaltação pessoal.
I.  O DOM DA FÉ (1Co 12:9)
“A outro, no mesmo Espírito, a fé” (1Co 12:9).
1. O que significa Fé? A definição Bíblica de Fé, bastante usual, está na Epístola aos Hebreus 11:1, onde se lê que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não  onde se lê veem” (Hb 11:1). Esta definição mostra a total confiança e dependência que devemos ter em Deus.
A Fé é um elemento fundamental na vida espiritual do crente, a ponto de a Bíblia dizer que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Na caminhada para o Céu, a fé é o combustível e sem esta fé jamais conseguiremos chegar ao destino, ao fim das nossas almas: a salvação eterna. O apóstolo João também diz que a fé é a vitória que vence o mundo (1Jo.5:4), de forma que podemos muito bem inferir que todas as promessas maravilhosas feitas por Jesus à Igreja, constantes das sete cartas às igrejas da Ásia (Ap 2:7,11,17,26;3:5,12,21), estão destinadas somente aos que têm fé, vez que foram dirigidas aos que vencerem e só vence, como explica João, quem tem fé. Por fim, não nos esqueçamos que, como diz Paulo, Deus só requer uma coisa dos crentes: que todos sejam fiéis (1Co.4:2). Aprender sobre a Fé é essencial para quem deseja viver eternamente com o Senhor.

Explicando o que é Fé Natural, Fé Salvadora e Fé Ativa

- Fé Natural. É a chamada fé esperança, fé intelectual. Esta fé nasce com o homem, faz parte da natureza humana. Ela é essencial para a vida sobre a face da Terra.  É a crença baseada na habitualidade ou no raciocínio humano. Assim, quando nos sentamos em uma cadeira, cremos que não iremos cair e que a cadeira nos aguentará, apesar de sermos mais pesados do que ela. Quando estendemos um braço num ponto de ônibus fazendo sinal para que ele pare, cremos que o motorista irá parar e abrir a porta para que entremos e assim por diante.
A Fé Natural dá ao homem motivação para lutar, para progredir, para superar dificuldades. Quando o homem perde a Fé Natural, ele cai no desânimo, perde a vontade de viver, de lutar. É ela que faz com que o homem seja um ser religioso, faz com que ele creia sempre em algo, ou alguém superior a ele. Ouvindo falar de um Deus Criador, ele, com facilidade, crê na sua existência – “Tu crês que há um só Deus? Fazes bem...”(Tg 2:19), ou seja, nisto não há nada de excepcional. E Tiago acrescenta: “... também os demônios o creem e estremecem”. Não ouvindo falar de um Deus Criador, então o homem inventa os seus próprios “deuses”. Ele sente necessidade de crer. Porém, este crer, mesmo que seja no Deus Verdadeiro, através da fé natural, não muda nada em sua vida.
Esta fé nada representa no campo espiritual, é fruto da lógica humana. Os cientistas e filósofos têm chegado à conclusão de que toda atividade intelectual tem uma dose de fé, e esta fé é a fé natural, que, entretanto, não pode ser o critério, o parâmetro a ser seguido pelo servo de Deus. É óbvio que o servo do Senhor também possui esta fé, pois se trata de um ser humano, mas não pode deixar que esta fé seja o seu guia exclusivo. Este, aliás, é o sentido da afirmação de Paulo, de que devemos andar por fé e não por vista (2Co 5:7).
- “Fé Salvífica” ou “Fé Salvadora”. É a crença de que Jesus é o único e suficiente Senhor e Salvador de nossas vidas. Quando alguém dá crédito à pregação do Evangelho, considera-se um pecador e se arrepende dos pecados e crê que Jesus pode perdoá-lo e se submete à vontade de Deus, crendo que Jesus pode dar-lhe a vida eterna e levá-lo ao Céu, age com a “fé salvadora” ou “fé salvífica”. Esta fé não nasce no homem, mas é dom de Deus (Ef 2:8). Através da Palavra de Deus(Rm 10:17), o Espírito Santo convence o homem do pecado, da morte e do juízo (João 16:8-11) e, deste modo, o homem crê e, mediante esta fé, é justificado (Rm 5:1), ou seja, posto numa posição de justo diante de Deus, o que lhe permite ter paz, isto é, comunhão com Deus, sendo vivificado em Cristo. Esta Fé é a que concede salvação para o homem. Logo, não é bíblico orar pedindo fé.  Ou o homem é nascido de novo e já recebeu a fé, ou não é nascido de novo, e não tem fé. Aquele que já tem, não precisa pedir; aquele que não tem, não adianta pedir – “... nós sabemos que Deus não ouve a pecadores...”(João 9:31). Segundo a Bíblia, a fé não vem pelo pedir, mas, pelo ouvir. Não adianta pedir porque não está escrito que a fé vem através da oração, ou pelo pedir, mas, sim “... pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”(Rm 10:17). O que é bíblico é orar pelo crescimento da fé, como pediram os discípulos – “Disseram então os apóstolos ao Senhor: acrescenta-nos a fé”(Lc 17:5). Eles não disseram: “dá-nos fé”, mas, “acrescenta-nos a fé”. Acrescentar significa ajuntar alguma coisa à outra para torná-la maior.
- Fé Ativa. É a confiança absoluta em alguém ou em algo. É precisamente este o significado em que se deve entender fé enquanto Fé Ativa. Esta Fé é exercida diariamente pelo cristão, após ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador. Trata-se da atitude de confiança em Deus, de crédito à sua Palavra, às suas promessas. Somente podemos dizer que temos fé se dermos crédito à Palavra de Deus e dar crédito à Palavra de Deus é fazer o que Ele manda ali. Esta fé é o combustível que nos leva a caminhar em direção à Jerusalém celestial. É o elemento que nos faz superar todos os obstáculos e a enxergar as circunstâncias sob o prisma espiritual. Foi esta Fé que fez com que os antigos vencessem todas as dificuldades, como nos mostra o escritor aos Hebreus no capítulo 11. É esta Fé que nos faz vencer o mundo (1João 5:4).
Portanto, todos os salvos têm Fé Salvadora e Fé Ativa, mas nem todos são contemplados com o Dom da Fé. Este Dom é dado, conforme a vontade do Espírito Santo, para o desenvolvimento e expansão do Reino de Deus, para que seu nome seja glorificado.
2. A Fé como Dom. “A outro, no mesmo Espírito, a fé” (1Co 12:9). O Dom da Fé trata de uma confiança extraordinária, especial, que faz com que pessoas tenham uma crença pontual além dos limites do imaginável e que, mediante esta confiança, realizem coisas que estão além do alcance da imaginação humana. Temos sempre ouvido ações e gestos de servos do Senhor que, tomados pelo Espírito com uma fé excepcional, agem de acordo com a vontade de Deus e servem para a sua glorificação.
Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (Mc 11:22-24) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres.
3. Exemplo bíblico do Dom da Fé. Este Dom só se manifesta quando surge uma necessidade. Foi o que aconteceu com Paulo no navio que o levava a Roma. Ele usou de autoridade para impedir que algum mal se fizesse aos presos e, assim, sendo um simples prisioneiro, dirigir e comandar a própria salvação de todos os que ali estavam (At 27:30-36). Também, o Dom da Fé é visto na operação da cura do coxo na porta do Templo, registrada em Atos 3.
Pedro teve a fé milagrosa para ordenar ao coxo que levantasse e andasse em nome de Jesus. O profeta Elias tinha o Dom da Fé segundo o relato de 2Reis 1:10-12(o fogo do céu consome 100 homens).
Outra demonstração de Fé registrada na Bíblia é episódio ocorrido no Mar Vermelho, logo após a saída do povo de Israel do Egito. Diante daquela situação sem saída, Moisés ergue-se como um gigante da fé ao encorajar o povo a não temer o inimigo que se aproximava vorazmente (Êx 14:13,14).
II. DONS DE CURAR (1Co 12:9)
“E a outro, no mesmo Espírito, dons de curar” (1Co 12.9).
1. O que são os Dons de curar?  São recursos espirituais, de caráter sobrenatural, que atuam na cura das doenças do corpo, da alma e do espírito – tanto dos crentes quanto dos incrédulos (cf. Mt 4:23-25;10:1; At 3:6-8;4:30). Nos primórdios da igreja, esta experiência era constante no ministério dos discípulos. O Espírito Santo concedeu-lhes os Dons de Poder, que confirmaram e fortaleceram a vida cristã.
Não devemos confundir os Dons de Curar com o sinal de cura de enfermos, que se trata de uma operação divina feita para a confirmação da pregação do Evangelho. Os Dons de Curar são repartidos pelo Espírito Santo especificamente a alguns, enquanto que, na operação de cura, Deus se manifesta para confirmar a Sua Palavra.
Observe a expressão bíblica: “dons de curar”. Por está no plural, não deixa dúvidas de que se trata de “dons especiais para casos específicos”; indica diferentes atitudes de curar enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus.
Os Dons de Curar não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (1Co 12:11,30). Todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Jesus disse: “curai os enfermos”(Mt 10:8). Havendo fé, os enfermos são curados. Muitas vezes a cura das enfermidades na igreja é impedida por causa do pecado escondido, não confessado; é o que diz Tiago 5:16: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sarei”. Portanto, os crentes devem confessar seus pecados a Deus e a Igreja (quando esta for ofendida e escandalizada). O pecado na igreja estorva as orações dos crentes e impede a manifestação do poder sanador divino na congregação.

Os “Dons de Cura” são operados juntamente com a Fé do doente?

Em certas ocasiões os doentes eram curados através da fé possuída pelo indivíduo que fazia a oração – veja o caso da cura do coxo no templo formosa; não houve nenhuma iniciativa de fé por parte do doente -, mas a fé por parte da pessoa aflita é importante e algumas vezes essencial. Veja uma situação que ocorreu com Paulo na cidade de Listra, por ocasião de sua primeira viagem missionária: “Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou” (At 14:9-10). Paulo estava exercendo o dom de cura, não obstante sua ordem para que o coxo levantasse foi dada depois de perceber que ele tinha fé para ser curado. Esse fato ocorrido com o apóstolo Paulo em Listra, nos ensina que a pregação da Palavra de Deus é uma forma de incutir fé nas pessoas que nos ouvem: “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus” (Rm 10:17).
Conforme Mateus 13:58, Cristo não curou todos os enfermos por causa da incredulidade do povo - “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles”. Desta feita, deduz-se que quem possui o Dom da cura não tem poder de curar a todos os enfermos; deve, portanto, ser dado lugar à vontade soberana de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.

A Fé do homem é uma condição relativa, não absoluta, para o recebimento da cura divina.

A Fé, seja daquele que vai ser curado ou daquele que intercede por um outro, é a única condição para que a cura seja efetivada (Mt 9:22; At 3:6). Entretanto, a fé do homem é uma condição relativa, não absoluta, para o recebimento da cura divina. Há momentos que a resposta de Deus, em relação à cura, é negativa, e quando isso acontece devemos aprender a lidar com a soberania divina. Mesmo homens de fé, como Moisés e Paulo, deixaram de ter suas orações atendidas (Dt 3:26; 2Co 12:8,9). Deus as ouviu, mas, no caso específico de Paulo, por motivos que estão além da compreensão humana, disse-lhe que sua graça seria suficiente. Paulo fora usado por Deus para que muitas pessoas fossem curadas, no entanto, ao dirigir-se a Timóteo, quanto a uma enfermidade estomacal, recomenda-lhe a ingestão de um pouco de vinho (1Tm 5:23). Fazemos uma ressalva de que essa é uma recomendação particular de Paulo a Timóteo, que não pode ser transformada em doutrina. Do mesmo modo, não podemos pensar que a busca do auxílio médico seja pecado, devido ao exemplo de Asa (2Cr 16:12) - Asa fora reprovado, nesse sentido, porque preferiu depositar sua confiança nos médicos, e não no Senhor. Há bons médicos que podem atuar como instrumentos de Deus para a obtenção da cura das doenças. A esse respeito disse Jesus: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9:12).
2. O Propósito dos “Dons de Curar”. A cura tem sido uma das marcas identificadoras da pregação pentecostal ao redor do mundo. É algo destinado aos que creem; é uma realidade atual e indispensável para que demonstremos a presença de Deus no meio da Igreja, para que o nome do Senhor seja glorificado; mas não devemos nos esquecer de que o propósito da cura divina não é a saúde física de alguém, mas, sim, a glorificação do nome do Senhor (At 4:21), a confirmação da palavra da pregação(Mc 16:20; 1Ts 1:5) e a comprovação da presença de Deus no meio do seu povo(At 10:38; 1Co 2:4,5). Por causa disso, nem sempre Jesus cura, pois a cura tem propósitos que não se confundem com a nossa vontade ou com os nossos caprichos. Por isso é importante sabermos o por quê alguém está doente, a fim de que compreendamos qual o propósito do Senhor nesta doença.
Portanto, aqueles que pregam a cura divina não podem esquecer que o maior milagre continua sendo o perdão dos pecados (Mc 2:10-12). Além disso, é bom saber que nem todos são curados. Há exemplo na Bíblia em que apenas uma pessoa, em meio a uma multidão, recebeu essa dádiva, como é o caso do paralítico do tanque de Betesta(João 5:1-8). Isso porque a cura é um ato eminentemente divino e Deus cura a quem e quando lhe apraz.
3. A necessidade desses Dons. Os Dons de Curar são de grande valor na pregação do Evangelho, por isso a necessidade da atuação desses Dons. É promessa de Jesus à Sua igreja a delegação de poder para curar enfermidades, como parte da missão de pregar o evangelho (Mc 16:15-18). As pessoas em geral são descrentes do poder de Deus, mas quando veem uma cura de impacto, como a cura de câncer, de diabetes, de paralisia, ou de qualquer doença degenerativa, as pessoas são compelidas a ter sua fé despertada para o poder de Deus em suas vidas. Milagres de cura, sem transformação de vidas, pelo poder do evangelho de Cristo, tornam-se apenas elementos de “shows” para glorificação do pregador. Mas, quando as curas contribuem para glorificação a Deus, têm grande valor para a divulgação do evangelho. (1)
O pr. Elinaldo Renovato, citando Stanley Horton, diz “que ninguém pode dizer: Eu tenho o dom de curar, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Infelizmente, o que se vê, em muitos programas de TV, de determinadas igrejas, é o endeusamento do pastor, do bispo ou apóstolo, que ministra curas de maneira cotidiana. Não ousamos dizer que pessoas não são curadas, em tais igrejas. Mas a exaltação do ministrante de curas ofusca a glória que só pertence a Deus”. (1)
4. Os salvos podem adoecer? Claro que os salvos adoecem! Vivemos no mundo sujeito às consequências do pecado, e a Terra foi maldita por causa do pecado do homem (Gn 3:17). Portanto, enquanto estivermos aqui estaremos sujeitos às doenças e à morte. Um dia, os salvos se revestirão de incorruptibilidade (1Co 15:54); por enquanto, embora Jesus tenha poder para nos curar, segundo a sua vontade (1Jo 5:14; Mt 6:9,10), estamos sujeitos às enfermidades. Os pregadores da saúde perfeita sempre “exigem” a cura e dizem que o Senhor cura sempre, pois a saúde é um direito do crente (CIC). Por que, então, Eliseu morreu em decorrência de uma enfermidade (2Rs 13:14)? Por que Timóteo e Trófimo não foram curados (1Tm 5:23; 2Tm 4:20)? Se a saúde é um direito do crente, por que ele fica doente? Em Salmos 41:3, está escrito: “O Senhor o sustentará no leito de enfermidade; tu renovas a sua cama na doença”. O fato de que a saúde faz parte do plano de Deus para a salvação não significa que a doença venha a ser erradicada da vida de todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Assim como o fato de ser salvo não nos livra da morte física, consequência praticamente inevitável do pecado e que acomete tanto os salvos quanto os ímpios, assim também não estamos imunes à doença. Jesus cura os enfermos, este é um sinal de que venceu a morte e o inferno, de que é o Salvador do mundo, mas daí a se dizer que todo salvo não fica doente há uma grande distância.
III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12:10)
1. O Dom de Operação de Maravilhas.e a outro, a operação de maravilhas” (1Co 12:10). São operações de milagres extraordinários e espantosos pelo poder de Deus. São fatos que fogem à explicação das leis naturais. São ocorrências difíceis de explicar, que aparentemente contradizem a ordem natural das coisas. Por isso, os sinais e maravilhas são uma demonstração de que Deus criou o mundo, não se confunde com a sua criação e, além disso, participa desta criação, fazendo intervenções que modificam as leis por Ele mesmo estabelecidas, quando isto é da sua vontade e atende aos seus sublimes propósitos.
2. Exemplos bíblicos. Através deste dom Deus opera: Algo sobrenatural (2Rs 4:1-7 – Eliseu multiplica o azeite da viúva); Algo que vai contra todas as leis da natureza (2Rs 4:32-37 – A ressurreição do filho da sunamita); Algo que vai contra as leis da química e da física (2Rs 6:1-7 – Eliseu faz flutuar o ferro de um machado); Algo que está acima da compreensão e raciocínio humano, capaz até mesmo de mudar toda a ordem universal (Josué 10:12-13 – Josué ora e Deus prolonga a luz do dia).
Mais exemplos: Elias multiplica o azeite da viúva de Sarepta (1Rs 17:13-16); a transformação da água em vinho (João 2:7-11); a ressurreição de Lázaro (João 11.39-44); a multiplicação dos pães(Mt 14:19-21). A ressurreição é um exemplo poderoso de operação de maravilha, não se trata de cura, pois o corpo já está morto. O expelir demônios também é um exemplo de operação de maravilha.
Filipe - A Bíblia diz que pela instrumentalidade de Filipe Deus operava grandes maravilhas (Atos 8:6,13). Paulo - A Bíblia ressalta que “Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas extraordinárias”(Atos 19:11).
3. D diferença entre os Dons de Curar e o Dom de Operação de Maravilhas. Enquanto o primeiro estará sempre relacionado com o restabelecimento da saúde, o segundo atinge a esfera da matéria em geral, sem estar ligado com a saúde de alguém. Embora algumas curas sejam chamadas de maravilhas ou milagres, como por exemplo, a perna de alguém crescer, este milagre manifestou os dons de curar.
4. O cuidado com a supervalorização dos milagres. Conquanto Deus realize sinais e maravilhas através do seu povo santo, os mesmos não devem nortear a vida do crente. Sinais e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para a orientação de Deus às nossas vidas. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatório para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que creem seguem os milagres.
Afirma o pr. Elinaldo Renovato: “O cristão não tem autorização divina para ‘decretar’, ‘determinar’ ou ‘exigir’ a cura de enfermos. A nossa relação com Deus não se dá em forma de barganha”. Diz mais: “Quem opera os sinais e as maravilhas é o Senhor, não o homem. Toda ação decorrente dos dons vem do Espírito Santo e, por isso, não podemos agendar dias nem marcar horários para sua operação”. Concordo com ele.
CONCLUSÃO
Jesus quer continuar a confirmar a sua obra por meio de nós através dos Dons Espirituais de Poder. Estes Dons não cessaram, continuam disponíveis à Igreja, pois a pregação do Evangelho só vai cessar quando o Senhor Jesus voltar. Basta que nos coloquemos diante do altar do Senhor, ou seja, apresentemos nosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; apresentemos uma vida de consagração a Deus, uma vida de santificação. O Senhor nosso Deus usa vasos limpos, ou purificados pelo sangue de Cristo, vasos que não estejam em conformidade com o mundo. Coloque-se na presença do Senhor e deixe que o Espírito de Deus o use. Amém!

Fonte: ebdweb

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