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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

7º lição do 1º trimestre de 2020: A QUEDA DO SER HUMANO – Subsídio


1º Trimestre/2020
Texto Base: Gênesis 3:1-7

“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm.5:12).
Gênesis 3:
1.Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2.E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3.mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4.Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5.Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
6.E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7.Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da Queda de Adão, o primeiro ser humano. Este trágico acontecimento é apresentado, literalmente, na Bíblia Sagrada. Não é um relato teórico ou figurativo, mas um relato históricoDeus deu um mandamento a Adão, e Satanás o instigou a desobedecer esse mandamento, e as consequências foram fatais (cf. Gênesis 3:14-24), para ele e para sua posteridade, chegando até nós. Portanto, a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade.
O pecado de Adão e Eva foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia estabelecido. Deus concedeu ao ser humano o livre-arbítrio, mas estabeleceu uma linha divisória entre o certo e o errado; ultrapassar esse limite estabelecido por Deus é considerado um erro gravíssimo, e isto trará consequências danosas, que poderá repercutir por toda a eternidade; o apóstolo Paulo advertiu: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl.6:7).

I. LIVRE-ARBÍTRIO DO SER HUMANO

1. O Livre-arbítrio

Livre-Arbítrio é a faculdade mediante a qual o homem é dotado de poder para agir sem coações externas, e de acordo com sua própria vontade ou escolha. Como um livre agente, o ser humano tem a capacidade e a liberdade de escolha, inclusive a de desobedecer a Deus(Dt.30:11-20 e Js.24:15). Isso, por si só, é suficiente para que ele seja responsável pelas consequências de seus atos.
Deus fez o homem com poder de servi-lo ou não e, por isso, nós, simples seres humanos, não podemos querer obrigar as pessoas a servir a Deus. Quem cerceia, pois, a liberdade de opção da pessoa em servir, ou não, a Deus, algo que, infelizmente, muitas vezes foi praticado em nome do Senhor, atenta, antes de mais nada, contra a própria ordem estabelecida por Deus, o qual foi quem criou o homem com esta faculdade.
O livre-arbítrio é o maior patrimônio de Deus ao homem, mas a liberdade que Deus lhe deu tem uma correspondência: a responsabilidade. Paulo advertiu aos crentes de Gálatas: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne...” (Gl.5:13).
A contrapartida do poder dado ao homem para escolher entre o bem e o mal é a de que deve responder diante de Deus pela escolha feita, arcando com as consequências de sua opção. O preço de uma má escolha, que fere os ditames da Palavra de Deus, trará consequências danosas, que poderá repercutir por toda a eternidade. Paulo adverte aos que usam da “liberdade para dar ocasião à carne”: “...os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl.5:21).
A Bíblia contém uma série de textos em que o direito humano de escolha fica claro:
-Adão e Eva, no jardim do Éden. Eles podiam escolher o fruto que quisessem comer, menos o proibido; escolheram a desobediência e foram castigados. Se estivessem predestinados a pecar, Deus não os condenaria.
-Caim e seu rancor. Deus deixou claro para Caim que, se ele mudasse sua atitude, sua oferta poderia ser aceita (Gn.4.7); por outro lado, havia a opção pelo pecado; ele escolheu matar o seu próprio irmão. Caim estava morto espiritualmente, mas isso não significava incapacidade de ouvir a voz de Deus, crer e decidir.
-Josué escolheu servir a Deus, porém, os israelitas escolheram servir aos deuses cananeus.
“Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24.15). 
“E os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do SENHOR, e se esqueceram do SENHOR, seu Deus, e serviram aos baalins e a Astarote” (Jz.3:7).
-Moisés colou diante dos israelitas duas opções para que eles escolhessem: a bênção e a maldição, e esta advertência ainda ecoa em nossos dias:
“O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt.30.19).

2. A soberania divina

Sendo um dos seus atributos (aquilo que lhe é próprio, qualidade), a soberania de Deus é uma autoridade inquestionável que o Senhor detém sobre o Universo, pelo fato óbvio de que Ele é o Criador de todas as coisas (Is.44:6;45:6; Ap.11:17).
“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Is.44:6).
-Por ser soberano, Deus decidiu criar todas as coisas e, por isso, o mundo foi criado, pois, em Deus, o simples desejo já é efetuar (Fp.2:13).
-Por ser soberano, Deus quis criar o ser humano com o livre-arbítrio, ou seja, com liberdade para escolher entre o bem e o mal.
-Por ser soberano, Ele estabeleceu a única maneira de o ser humano alcançar a salvação, Jesus Cristo (João 14:6).
Entretanto, a soberania divina não interfere na liberdade do homem, porque a soberania diz respeito a Deus, que está além de toda a criação; é algo imputável somente a Ele, faz parte da sua própria natureza e, por isso, não podemos querer transferir a soberania divina para algo que diz respeito apenas ao homem.
Vemos, pois, que o fato de Deus ser soberano, tem, logicamente, implicações no plano estabelecido para a salvação do homem. Este plano só existe porque Deus é soberano e quis criar uma forma de o homem se livrar do pecado.

3. A responsabilidade humana

Como eu disse, o livre-arbítrio, a liberdade humana, é uma manifestação da vontade divina. Deus quis que o ser humano tivesse esta liberdade e, por isso, não cabe a nós querer estabelecer limites ou objeções ao Senhor por causa desta liberdade. Mas, a liberdade que Deus deu ao ser humano, tem uma contrapartida: a responsabilidade.
Ao verificarmos o texto sagrado de Gn.2:16,17, notamos que Deus deu uma ordem ao homem no sentido de que ele comesse livremente de todas as árvores do jardim do Éden, com exceção da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que dela comesse, certamente morreria. O homem poderia escolher entre o bem e o mal, mas, no dia em que desobedecesse a Deus, em que escolhesse o mal, adviria uma penalidade, qual seja, a morte, a separação entre o homem e Deus - “certamente morrereis”. A contrapartida do poder dado ao homem para escolher entre o bem e o mal era a de que deveria responder diante de Deus pela escolha feita, arcando com as consequências de sua opção.
Esta ideia de responsabilidade mostra, claramente, duas coisas, a saber:
ü  Não existe liberdade sem responsabilidade. O homem não faz o que quer sem qualquer consequência, uma vez que a sua liberdade não é o direito de ditar as regras para si, mas de optar entre seguir, ou não, as regras estabelecidas por Deus. Liberdade não se confunde, pois, com libertinagem, como, infelizmente, tem sido propagandeado pelo mundo ao longo dos séculos e, muito intensamente, nos dias em que vivemos.
ü  A liberdade humana não altera a soberania divina. O uso da liberdade pelo homem deverá ser objeto de prestação de contas diante de Deus, que é o soberano, a máxima autoridade. O plano da salvação, pois, não elide nem sequer diminui a soberania divina.
Como, então, conciliar o direito de liberdade do homem com a soberania divina? Deus é Onipotente, Onipresente e Onisciente, e, em virtude destes atributos, é soberano, visto que tem todo o poder, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo e sabe de todas as coisas. Sem tais atributos, com os quais se relaciona com o mundo, não poderia ser soberano, não teria a autoridade suprema sobre tudo e sobre todos. Esta soberania é tanta que permitiu que seres – humanos e anjos - fossem criados com o atributo chamado livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de escolher entre servir, ou não, a Deus.
O Senhor não quis criar seres autômatos, verdadeiros “robôs”, mas, na sua soberania, quis que fossem criados seres que, assim como Ele, pudessem saber o que é o bem e o que é o mal, e, portanto, tivessem liberdade para escolher fazer o bem, seguindo, assim, as determinações divinas ou de fazer o mal, ou seja, escolherem ter uma vida em que estivessem distantes de Deus.
Essa liberdade de escolha aparece já nos primórdios de Gênesis, na aurora da raça humana, quando o primeiro casal dá ouvidos à serpente e comete por sua livre vontade a primeira transgressão contra Deus(Gn.3:1-13). Este livre-arbítrio é a maior prova de que Deus é soberano, pois está tão acima dos seres criados que lhes permite, inclusive, dar as costas para Ele.
O fato de Deus permitir que seres humanos possam não lhe obedecer, isto não representa qualquer fragilidade ou diminuição na autoridade de Deus sobre tudo, antes, porém, demonstra a reafirmação desta autoridade, pois o fato de o ser humano poder desobedecer a Deus não retira o fato de que Deus mantém o controle sobre tudo, tanto que tais seres humanos serão responsabilizados pela desobediência no tempo, modo e lugar, já previamente determinado pelo Senhor.
Portanto, a liberdade tem, como contrapartida indispensável, a responsabilidade. Deus nos criou com o poder de escolha, com o poder de decidir o que iremos fazer ou não, mas prestaremos contas de todas estas escolhas e decisões perante Ele, com quem haveremos de tratar um dia (Hb.4:13).
“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”.

II. A QUEDA, UM EVENTO HISTÓRICO E LITERAL

Para muitos, o capítulo 3 de Gênesis não passa de lenda, mito, fábula, alegoria ou um simples fato isolado na história antiga. Se essa narrativa bíblica não corresponde a um fato histórico com implicações históricas universais até a época presente, então, esse capítulo não deve ser levado a sério e ninguém precisa se preocupar com a ideia de pecado nem aguardar algum tipo de solução ou intervenção divina. Com base nessa interpretação das Escrituras Sagradas é que diversas teorias apostam no homem como a solução para si e para o mundo. Entretanto, para os que confiam na autoridade da Bíblia, os fatos e as consequências da história, que estão narradas em Gênesis 3:14-24, foram e são reais. Acreditar na Queda do homem implica acreditar numa catástrofe que tem afetado todo o curso da humanidade - a minha e a sua vida.

1. A possibilidade da Queda

A Queda do homem foi uma catástrofe que afetou toda a criação, cujo reflexo se perenizou na história da humanidade, chegando até os dias atuais, ainda com grande intensidade.
Alguém pode indagar:
-“Deus tinha conhecimento de que o homem ia cair, isto é, pecar?”. Sim, tinha. Nós já afirmamos que um dos atributos de Deus é a Onisciência. Seu conhecimento é absoluto: Ele conhece o passado, o presente e o futuro. Conhece tão bem o eterno passado como o futuro eterno. Se Deus não conhecesse o eterno futuro, Ele não seria Deus. Só conhecemos Deus como aquele ser que tem todo o poder no Céu, o Universo, e na Terra.
-“Se Deus sabia que o homem ia pecar, por que o criou?”. O autor do livro “A Bíblia responde. CPAD”, dá a seguinte resposta a esta pergunta:
“Apesar de saber disso, Deus criou o homem por causa de seu imensurável amor para com aqueles que haveriam de herdar a salvação.
“Por causa dos que não quiseram no passado, dos que rejeitam no presente e dos que recusarão no futuro a graça oferecida por Deus, esse Deus de amor não poderia deixar de mostrar sua inefável bondade para com aqueles que no passado aceitaram, para com os que no presente estão recebendo, e para com os que no futuro aceitarão com corações transbordando de alegria o eternal plano de salvação.
“Estas verdades sublimes, que não podem ser contraditadas, estão reveladas na Palavra inspirada do apóstolo Pedro: ‘eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência…’ (1Pd.1:2). Não aceitamos uma predestinação arbitrária que permite uma vida desregrada para os ‘contemplados’ porque isso ofende a santidade de Deus. Mas cremos numa eleição em santificação do Espírito para a obediência. Foi para isso que Deus nos chamou, e isso glorifica o Seu nome”.
Ao criar Adão e Eva, Deus conferiu ao este casal a liberdade de manutenção (ou não) do seu estado de inocência original. Essa possibilidade dependia da maneira como eles usariam a liberdade.
Lemos em Gênesis 2:16,17 que, após a criação de Adão, Deus lhe deu uma ordem de natureza positiva e negativa. A positiva dizia: “de toda a árvore do jardim comerás livremente”; e a negativa: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. A partir desse exato momento, Adão se viu num teste, no qual poderia se alimentar do fruto de qualquer árvore do jardim, exceto de uma árvore em particular. O teste pode ser visto sob duas perspectivas: Provação e Tentação.
-Com a Provação, Deus estava aplicando um teste de obediência à Sua vontade. É claro que Deus não precisava de algum tipo de instrumento para conhecer as livres reações humanas no futuro, pois Ele é Onisciente (Sl.139:1-6). O alvo do teste na perspectiva divina era o sucesso de Adão e Eva, o qual dependia do alinhamento do coração, alma e entendimento deles (fator interno) à vontade e ao caráter de Deus (fator externo).
-Com a Tentação, Satanás pressionou o primeiro casal a uma atitude de rebelião contra a vontade de Deus. Como uma criatura “caída” que se rebelou contra Deus (Is.14:13,14; Ex.28:11-19), Satanás tentava convencer Adão e Eva a seguirem os passos dele. O alvo do teste na perspectiva diabólica era o fracasso dos dois, o qual dependia do alinhamento do coração, alma e entendimento deles (fator interno) à vontade e ao caráter do diabo (fator externo).
Portanto, a possibilidade da Queda foi um período de teste. Não sabemos quanto tempo durou tal teste. Sabemos que ele passou a ter validade no momento em que foi instituído.

2. A realidade da tentação

Observamos no relato da queda do primeiro casal, que o diabo surge como uma serpente, ou seja, de forma quase imperceptível, quase sem ser notado, apresentando-se à mulher de repente, de surpresa, num momento em que a mulher não esperava, diríamos que num instante de distração. Ante à distração da mulher, Eva, o diabo conseguiu entrar no Jardim para efetuar a sua tarefa destruidora.
A distração, o “cochilo espiritual”, é fatal à saúde espiritual do crente. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras Sagradas, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir.
Observe os passos que levaram a Queda do ser humano:
a) Satanás instigou dúvida em relação à Palavra de Deus: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim? ” (Gn.3:1b). Eva estava distraída e, por causa disto, o diabo pôde se aproximar e iniciar um diálogo com ela, lançando-a no campo da dúvida. Diante de tanta amabilidade, Eva aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois a sua resposta não correspondeu aquilo que, de fato, Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso e com uma vantagem enorme para atuar.
b) Eva demonstrou desconhecimento da Palavra de Deus. Ela declarou (falando sobre a árvore do conhecimento do bem e do mal): “... do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”.
Dá para perceber que a mulher demonstrou desconhecimento da Palavra de Deus. Enquanto a ordem divina era para que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (cf. Gn.2:16,17), a mulher respondeu à serpente que a ordem era a proibição de comer e tocar na árvore que estava no meio do jardim (Gn.3:3). Vemos aqui, portanto, que a mulher alterou em dois pontos a ordem divina, a saber: (a) árvore da ciência do bem e do mal por árvore que está no meio do jardim; (b) não comereis por não comereis nem tocareis.
c) Satanás contradita o próprio Deus. Face o desconhecimento da Palavra de Deus, agora Satanás estava em condições de contraditar o próprio Deus, pois sentiu que já tinha o controle sobre a mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à veracidade da Palavra do próprio Deus - “... certamente não morrereis”, uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.
Satanás deturpou o mandamento do Senhor ao sugerir que Deus tinha ocultado algo benéfico para Adão e Eva. Satanás se atreveu a negar as consequências da desobediência, como fazem até hoje seus seguidores, ao continuarem negando a existência do inferno e a punição eterna.
d) Satanás desperta na mulher a soberba e o desejo de ser como Deus. Não tendo havido nenhuma reação por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com maior sutileza deu sua cartada final, despertando, agora, a soberba e o desejo de ser como Deus: “Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn.3:5).
Satanás utilizou-se de um motivo sincero para testar Eva: “sereis como Deus”. Eva não estava errada em querer ser como Deus; tornar-se mais parecido com Deus é o maior objetivo da humanidade. Deveríamos ser assim.
Mas, Satanás enganou Eva no que diz respeito ao modo de alcançar esse objetivo. Ele alegou que ela poderia parecer-se com Deus desafiando a autoridade dele, tomando o seu lugar e decidindo por si mesma o que era melhor para a sua vida. Na verdade, ele a instruiu a ser seu próprio deus.
Entretanto, parecer-se com Deus não é o mesmo que querer ser Deus; ao contrário, é refletir nas características de Deus e reconhecer a autoridade dele sobre a vida de cada pessoa.
Assim como Eva, possuímos um objetivo valioso, mas tentamos alcançá-lo de forma errada. Agimos como um candidato político que usa de suborno para ser “eleito”; ao fazer isto, servir a comunidade já não é mais seu objetivo.
A exaltação própria conduz à rebelião contra Deus. Logo que começamos a retirar Deus de nossos planos, colocamo-nos acima dele. E é exatamente isto o que Satanás deseja. O humanismo secular tem perpetuado a mentira de Satanás: “você será igual a Deus”.
e) A derrocada de Adão e Eva. O diabo mentiu, pôs em descrédito os ditos do Senhor e criou fantasias nas quais o primeiro casal acreditou, e isto determinou a sua derrocada. Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar – pensou que seria como Deus. Veja a linha sequencial da derrocada de Adão e Eva:
  • Olhou – “vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos”.
  • Desejou – “... árvore desejável para dar entendimento...”.
  • Tomou – “... tomou-lhe do fruto...”.
  • Comeu - “... comeu...”.
  • Morreu - morte espiritual instantânea e morte física gradativa. A punição por transgredir o mandamento era a morte - “... no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn.2:17).
Uma vez se desprendendo das Escrituras, as pessoas são iludidas com falsas promessas e fantasias - que as Escrituras denominam de “fábulas”, ou seja, “contos da carochinha” (1Tm.1:4; 4:7; 2Tm.4:4; 2Pd.1:16), falsidades que a seu tempo se revelarão e que, infelizmente, para muitos, significarão a morte eterna. Paulo, profeticamente, advertiu o povo de Deus acerca disso:
“Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2Tm.4:4).
“Adão e Eva tiveram o que queriam: um conhecimento profundo do bem e do mal. Mas isto eles conseguiram cometendo pecado e os resultados foram, portanto, desastrosos. Algumas vezes, temos a ilusão de que “liberdade” é fazer o que queremos. Mas Deus diz que a verdadeira liberdade vem da obediência e da consciência do que não deve fazer. As restrições impostas por Ele são para o nosso bem, para ajudar-nos a evitar o mal. Temos a liberdade de andar em frente a um carro em alta velocidade, mas não precisamos ser atropelados para perceber quão tolo isto seria. Não dê ouvidos às tentações de Satanás. Você não precisa fazer o mal para adquirir mais experiências e aprender mais sobre a vida” (Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal).
No Jardim do Éden, Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal como forma de testar a obediência do ser humano. A única razão para não comerem daquele fruto era o fato de Deus assim haver ordenado. De muitas maneiras, tal fruto ainda se encontra em nosso meio nos dias de hoje.

3. A historicidade da Queda

A Queda do ser humano, como já disse no introito deste tópico, é uma realidade indubitável, deve ser aceita tal como foi narrada no capítulo 3 de Gênesis. Argumenta o Pr. Claudionor de Andrade que “a narrativa da Queda do ser humano tem de ser acolhida de forma literal, pois o Livro de Gênesis não é uma coleção de parábolas mitológicas, mas um relato histórico confiável (2Co.11:3; Rm.15:4) ”.
Argumenta, ainda, o Pr. Claudionor de Andrade: “a hermenêutica pós-moderna, manejando ferramentas e armas forjadas do inferno, ataca impiedosa e malignamente os 11 primeiros capítulos de Gênesis, como se tais passagens fossem meras parábolas morais. E, dessa forma, em repetidos e monótonos golpes, intenta destruir as bases, as colunas e o majestoso edifício da soteriologia bíblica. O que esses pretensos exegetas e hermeneutas não sabem é que a Doutrina da Salvação, qual penha de comprovada solidez, jamais será desgastada por seus martelos. Antes, como já tem ocorrido tantas vezes, são estes a se agastarem, e não aquela, porquanto o Calvário, apesar desses dois milênios já decorridos, continua tão firme hoje quanto na tarde em que o Filho de Deus, entregando o Espirito ao Pai, exclamou: ‘está consumado’”.
Portanto, se não aceitarmos a historicidade e a literalidade do Livro de Gênesis, não teremos condições de entender o restante das Escrituras Sagradas.

III. AS CONSEQUENCIAS DA QUEDA DE ADÃO

Deus fez o homem com o poder de escolher entre o bem e o mal, sendo real a possibilidade da escolha do mal, só que, uma vez feita a escolha pelo mal, o homem sofreria as consequências de sua opção. Ao criar o homem com liberdade, Deus também estabeleceu que o homem responderia diante dEle sobre o uso desta liberdade.

1. Adão e Eva conheceram pessoalmente o mal: seus olhos "foram abertos" (Gn.3:7)

“Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”.
Adão e Eva chegaram a assemelhar-se a Deus, distinguindo entre o bem e o mal, porém, seu conhecimento se diferencia do conhecimento de Deus em que o conhecimento deles foi o da experiência pecaminosa e contaminada. Deus, ao contrário, conhece o mal como um médico conhece o câncer, porém, o homem caído conhece o mal como o paciente conhece sua enfermidade. A consciência deles despertou para um sentimento de culpa e vergo­nha.

2. Perderam a comunhão com Deus – foram expulsos do Paraíso (Gn.3:23,24)

O pecado sempre despoja a alma da pureza e do gozo da comunhão com Deus. A vida no jardim do Éden era como a vida no Céu. Tudo era perfeito e, se Adão e Eva tivessem obedecido a Deus, eles poderiam ter vivido ali para sempre. Mas, após desobedecerem, Adão e Eva não mais mereceriam o Paraiso, e Deus os expulsou dali, onde, diariamente, conversavam com o Senhor (Gn.3:8).
“o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado. E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.
Se continuassem a viver no Jardim e a comer da árvore da vida, viveriam para sempre, mas seu estado de pecado significaria a tentativa de esconder-se de Deus por toda a eternidade. A partir daí o ser humano, para reatar a comunhão com Deus, deve ter a presença de um intermediador, Jesus Cristo, que nos atende pela fé que depositamos nEle (Hb.11:6). O apóstolo Paulo enfatizou isto: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).             Ele é o único mediador entre Deus e o homem (1Tm.2:5).

3. A natureza humana corrompeu-se e o homem adquiriu a tendência para pecar

O ser humano, agora, já não era inocente como uma criança, mas sua mente se havia sujado e ele sentia vergonha de seu corpo (Gn.3:7). Outra prova da sua natureza corrompida: ele lançou a culpa sobre sua mulher.
Adão chegou a insinuar que Deus era o culpado: "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi" (Gn.3:12). Isto é uma demonstração clara da natureza decaída do homem.

4. A transmissão do pecado à espécie humana

Somos herdeiros da corrupção moral de Adão. Seu pecado nos foi imputado. Como filhos de Adão, todos os seres humanos nascem em pecado. Adão se posicionou na porta de entrada da história e por meio dele o pecado entrou no mundo. Agora todos estão em estado de depravação total. Todos os seres humanos depois de Adão carregam a sua imagem. Vários textos bíblicos indicam este fato, mas destacaremos apenas dois textos que Paulo escreveu:
"Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm.5.12).
"Pela ofensa de um só, a morte reinou" (Rm.5:17).

5. A mulher sofreria dores no parto e estaria sujeita a seu marido(Gn.3:16).

“E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”.
Estar sujeita ao esposo é maldição? Não deve ter a família uma cabeça? Além do mais, não está aí uma figura da relação entre Cristo e a Igreja? (Ef.5:22,23). O mal consiste em que a natureza decaída do homem torna-o propenso a abusar de sua autoridade sobre a mulher; do mesmo modo que a autoridade do marido sobre a mulher pode trazer sofrimento, o desejo feminino a respeito de seu esposo pode ser motivo de angústia. O desejo da mulher não se limita à esfera física, mas abrange todas as suas aspirações de esposa, mãe e dona-de-casa. Se o casamento fracassa, a mulher fica desolada.

6. O homem foi sentenciado a obter alimento de uma terra amaldiçoada com espinhos e cardos (Gn.3:17-19)

“E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás”.
Isto significa que o homem teria de trabalhar o resto da vida em fadigas e com suor do rosto até retornar ao pó.
Devemos observar que o trabalho não é uma maldição. Em geral, o trabalho é uma bênção. A maldição está mais ligada à tristeza, à frustração, ao suor e ao cansaço que acompanham o trabalho.
Toda a raça humana e a própria natureza ainda continuam sofrendo como consequência do juízo pronunciado sobre o primeiro pecado. O apóstolo Paulo fala poeticamente de uma criação que "geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm.8:22).
Todavia, quando Jesus implantar o seu Reino Milenial, logo após a Grande Tribulação, o planeta será plenamente restaurado e haverá perfeito gozo, justiça, paz, fartura, harmonia, perfeita saúde (Is.35). Vem logo, Senhor Jesus!

7. A morte – espiritual, física e eterna

A desobediência de Adão e Eva trouxe maldições a toda criação, cuja maior penalidade foi a morte.
-Em primeiro lugar, morreram espiritualmente, pois perderam seu estado de inocência e foram dominados pelo pecado; por conseguinte, perderam a comunhão com Deus. Alguns exemplos de seus descendentes mostram que o ser humano perdeu a inocência: ira e rancor (Gn.4:5), homicídio (Gn.4:8), poligamia (Gn.4:19), etc.
-Em Segundo lugar, o casal também morreu fisicamente, não naquele momento após a queda, mas ali foi iniciado o processo de morte gradual. Muito embora a morte de Abel tenha sido a primeira na história humana, não foi “natural”, mas provocada. A partir da Queda, qualquer pessoa volta ao pó da terra (Gn.3:19). O capítulo 5 de Gênesis serve de quadro nítido dessa realidade. Lemos em Gênesis 5:5 que Adão viveu 930 anos e morreu. A expressão “morreu” é repetida como um fúnebre refrão por todo capitulo (cf. Gn.5:11,14,17,27,31). De fato, esse refrão ainda hoje é entoado na história humana com muito mais frequência.
-Em terceiro lugar, a Queda reservou ao ser humano, que vive no pecado e que rejeita a salvação providenciada por Cristo na cruz do Calvário, a pior de todas as mortes: a morte eterna, isto é, a separação eterna de Deus. A Bíblia declara que os pecadores são “réus do fogo do inferno” (Mt.5:22). Está escrito que “os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl.9:17). Aliás, Jesus foi bem claro em afirmar que não devemos temer quem tenha o poder de matar o nosso corpo, mas, sim, aquele que pode nos lançar no fogo do inferno (Mt.10:28). “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap.20:14,15).

8. A promessa de um juízo redentivo (Gn.3:15)

“E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Este versículo é conhecido como protoevangelho, isto é, “o primeiro evangelho”. Esta é a mais gloriosa promessa de redenção, de soerguimento do homem da condenação. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes e condenatórios sobre o casal, Deus, o justo Juiz, abriu um espaço para a redenção. Observe a bondade de Deus ao prometer a vinda do Messias antes mesmo de decretar a sentença de juízo condenatório ao homem e a mulher.
Este texto anuncia a inimizade perpétua entre Satanás e a mulher (que representa toda a humanidade), e entre a descendência de Satanás (seus representantes) e o seu descendente (o descendente da mulher, o Messias).
O descendente da mulher feriria a cabeça de Satanás. Essa ferida foi conferida no Calvário, quando o Salvador triunfou sobre Satanás. Este, por sua vez, feriria o calcanhar do Messias. Essa ferida se refere ao sofrimento (incluindo morte física), mas não à derrota final. Cristo sofreu na cruz e morreu, mas ressuscitou dentre os mortos, vitorioso sobre o pecado, o inferno e Satanás (Ap.1:18).
“e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno”.

CONCLUSÃO

A Queda levou o mundo ao caos, consequência do pecado cometido pelo primeiro casal. Entretanto, a pesar da Queda, Deus não abandonou o ser humano e provou esse cuidado oferecendo Jesus para religar o pecador a Si. Portanto, há uma esperança para o pecador, em Cristo Jesus. Através de Cristo, Deus Pai provê-nos eterna e suficiente redenção, dispensando-nos um tratamento mui especial. O homem enquanto vive neste mundo, antes da morte física, ele tem a escolha de aceitar ou não o amor de Cristo. Se ele o aceitar, estará aceitando ir morar com Cristo, estar ao lado dEle para sempre (João 3:16-21; 14:1-3; 17:24).
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Fonte: Luciano de Paula Lourenço

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

6ª lição do 1º trimestre de 2020: A SEXUALIDADE HUMANA – Subsídio


1º Trimestre/2020

09/02/2020

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?" (Mt.19:4,5).

Mateus 19:

1-E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Galileia e dirigiu-se aos confins da Judeia, além do Jordão.
2-E seguiram-no muitas gentes e curou-as ali.
3-Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4-Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea
5-e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
6-Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
7-Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8-Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim.
9-Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
10-Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.
11-Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.
12-Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso, que o receba.

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da sexualidade humana. Tudo que Deus criou é bom, e isto inclui o sexo, que foi estabelecido por Deus para ser desfrutado no casamento heterossexual (Gn.2:21-25). Qualquer relação sexual humana que subverta esta premissa defronta-se contra a originalidade divina. Aquele que criou o universo, também criou nosso corpo e nossos órgãos sexuais. A vida sexual saudável dentro do casamento tem a bênção de Deus, além de dar alegria e prazer ao ser humano; além disso, o sexo tem o objetivo biológico para a procriação, ou seja, a perpetuação da espécie humana.

I. DEUS CRIOU APENAS DOIS SEXOS

Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada - macho e fêmea -, isto é, sexo masculino e sexo feminino, segundo seus propósitos. Está escrito: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). O sexo, portanto, não é algo mau, porquanto criado por Deus; entretanto, com o pecado, este princípio divino foi desvirtuado, e é preciso distinguir entre o sexo divinamente estabelecido e as aberrações resultantes do pecado e do mal.

1. Definição de sexo

Em matéria de biologia, o sexo se refere a uma condição de tipo orgânica que diferencia o macho da fêmea, o homem da mulher, seja em seres humanos, plantas e animais. Logo, o sexo não é o resultado de uma engenharia social e política, como o querem os ideólogos do gênero. Ou se nasce homem, ou se nasce mulher; é o que mostra a Bíblia Sagrada (cf.Gn.4:1; 30:21) e a ciência.
Na linguagem corrente, quando se menciona a palavra sexo também pode referir-se a outras questões: ao conjunto dos seres pertencentes ao mesmo sexo; aos próprios órgãos genitais propriamente ditos, por isso é que muitas vezes se usa a palavra como sinônimo de genital; ou a prática de atividades sexuais.
Segundo os estudiosos deste assunto, o sexo de um organismo é definido pelos gametas que produzem; gametas são células sexuais que permitem a reprodução sexual dos seres vivos. O sexo masculino produz gametas masculinos conhecidos como “espermatozóides”, enquanto o sexo feminino produz gametas femininos conhecidos como “óvulos”. Da combinação de ambos os gametas resultará a descendência que possuem as características genéticas pertencentes aos pais. Os cromossomos serão transmitidos de uma geração a outra em um processo de combinação de gametas. Cada uma das células terá a metade de cromossomos correspondentes ao pai e outra metade à mãe. As características genéticas estão contidas no DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos cromossomos.

2. Deus criou o sexo

A Bíblia Sagrada afirma que o sexo foi obra da criação de Deus que, ao criar o homem, fê-lo sexuado (Gn.1:28). Este ponto distingue o homem dos anjos, por exemplo, que foram criados assexuados (Mc.12:25), logo não se reproduzem; continuam a mesma quantidade desde que foram criados por Deus. Quando Deus criou Adão e Eva, logo em seguida proferiu a “bênção” sobre o casal; após isto, ambos “se tornaram uma só carne” (Gn.1:27,28; 2:21-24), e através deles vieram a existir todas as nações, línguas e povos que, hoje, conhecemos, conforme o apóstolo Paulo argumentou (cf. Atos 17:26). O sexo faz parte da perfeita criação de Deus qualificada como sendo “muito bom” (cf. Gn.1:31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o que Deus fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito.

3. Os dois sexos

No ato da criação humana, Deus fez o homem e a mulher sexualmente diferentes: "macho e fêmea os criou" (Gn.1:27). Ou seja, Deus criou o sexo masculino e o sexo feminino, ambos com constituição anatômica e fisiológica diferentes, para procriação e perpetuação da raça humana. Sem esta possibilidade, o mundo ainda estaria vazio de seres humanos. Mesmo que haja a intenção maligna de, exteriormente, transmudar-se, jamais essa pseuda mudança alterará a essência criativa de Deus. Como bem diz, o pr. Claudionor de Andrade, o homossexualismo e outras práticas igualmente contrárias às Escrituras Sagradas jamais conseguirão mudar o que Deus criou. Aliás, o homossexualismo é uma expressão de rebeldia contra Deus (Rm.1:21-28; Lv.18:22).
Sendo criação divina, portanto, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente. A atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. Sendo assim, não podemos admitir que o sexo seja algo antinatural, ou seja, contrário à natureza do homem, ruim, imoral ou danoso para o ser humano, como alguns têm defendido. O desejo de Deus é que o homem e a mulher sejam felizes no casamento.

II. OBJETIVOS DA SEXUALIDADE HUMANA

A sexualidade humana implica comportamentos e práticas instintivos que estão intimamente associados aos processos biológicos que ocorrem no corpo, ou seja, se manifestam neles. A tendência sexual normal, biblicamente aceitável, é a atração entre o sexo feminino e seu oposto masculino, chamada de relação heterossexual. Nesta condição, a sexualidade está relacionada com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie. Deus criou a sexualidade no homem e na mulher para despertar neles a vontade de unir os seus corpos e satisfazer os seus desejos mais íntimos (1Co.7:32-34).
A atração sexual, portanto, é algo natural e que revela a própria natureza sexuada do ser humano, devendo, porém, o instinto sexual ser dirigido com equilíbrio para que se faça a vontade de Deus que é a de que o sexo seja efetuado no casamento, com o cônjuge, com objetivos bem delimitados, a saber: procriação (Gn.1:27,28); união conjugal (1Tm.4:3,4; Ct.1:2,3,15-17) e; ajustamento do casal (Gn.2:24).

1. Procriação

O objetivo primordial do ato sexual refere-se à procriação. A união sexual e a reprodução, pela instituição do casamento, fazem parte da criação e foi ordenada por Deus desde o princípio. Deus abençoou o primeiro casal e disse-lhe: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn.1:28). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: "E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn.9:1). Portanto, a frutificação e multiplicação da raça humana foi ordem de Deus (Gn.1:28), o que se dá somente pela atividade sexual entre um homem e uma mulher.
Aqueles que dizem que o relacionamento sexual foi o pecado de Adão e Eva desconhecem totalmente as Escrituras Sagradas. A ordem de procriação concedida ao homem era ponto definido; jamais o Senhor ousaria ordenar-lhe uma coisa e depois castigá-lo por obedecer a essa ordem. Nunca devemos confundir o fruto do conhecimento do bem e do mal com o ato conjugal, permitido e ordenado pelo Senhor. Portanto, sexo não é pecado; o pecado está na depravação sexual que contraria os princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas.

2. União conjugal

O sexo é uma das expressões pelas quais se traduz a união conjugal - “e serão ambos uma carne” (Gn.2:24). É uma das principais expressões do amor conjugal. Com efeito, é através do sexo que um cônjuge se entrega ao outro, que um cônjuge procura agradar ao outro. O amor conjugal não se confunde com o sexo, como propala erroneamente o mundo imerso no pecado, mas tem uma de suas expressões no sexo.
O sexo praticado no modelo bíblico revela o verdadeiro amor, pois não é egoísta, tanto que a Palavra de Deus diz que o corpo do cônjuge está sob o domínio do outro (1Co.7:4). A fase de união conjugal é tão importante que a lei de Moisés dispensava, durante um ano, o homem casado dos seus deveres cívicos, inclusive o de ir à guerra (Dt.24:5).

3. Prazer e satisfação dos cônjuges

A Bíblia se refere ao sexo como algo prazeroso e satisfatório entre o marido e a sua esposa: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade..." (Pv.5:18,19); e ainda: "Goza a vida com a mulher que amas"(Ec.9:9). Mas, a busca do prazer e da satisfação não deve ser egoísta, transformando-se o parceiro sexual (que será, necessariamente, o cônjuge) em um mero objeto, mas, bem ao contrário, a Palavra de Deus estabelece que se busque sempre a satisfação do outro (1Co.7:3-5). É neste equilíbrio e altruísmo que o sexo de acordo com a Palavra de Deus se distingue das aberrações e das práticas mundanas que têm substituído, entre os ímpios, o princípio divino da sexualidade. A bestialidade sexual está sempre relacionada com o egoísmo e o total aviltamento do parceiro sexual (Gn.19:4-11; Jz.19:22-30; 2Sm.13:11-17).
Portanto, o ato conjugal deve ser um prazer, e nunca um tormento ou sofrimento. Os dois, marido e mulher, devem sentir-se satisfeitos e alegres de se completarem neste ato. Na satisfação sexual o casal sempre renova a união, recriando o vínculo matrimonial. Assim, na união conjugal, como também ensina o Novo Testamento, o homem e a sua mulher devem buscar a satisfação sexual (1Co.7:5). Caso esta satisfação sexual e prazer conjugal não seja constante, a tendência é que o casamento se acabe. Nisto percebemos que os casais precisam sempre se recrear, dando continuidade à união que um dia foi iniciada.

III. DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE

Paulo ensina que o sexo é uma bênção, mas pode se tornar uma maldição. Ele é uma benção dentro do casamento, mas um sério problema fora dele. Somente no casamento monogâmico e heterossexual (1Co.7:9) se pode praticar sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não seja esta. Portanto, toda prática sexual realizada fora destes moldes constitui-se em sexo ilícito.
Vejamos, a seguir, algumas distorções da sexualidade mais acintosas, praticadas pela sociedade ímpia:

1. A fornicação

A fornicação é um abominável pecado contra Deus (Ef.5:5; Ap.21:8). Ela é geralmente entendida como a atividade heterossexual entre pessoas solteiras ou entre casado e solteiro. É uma atitude errada porque concentra-se no prazer e não na convivência legal; é instantânea e inconstante, não tem compromissos e não assume responsabilidades familiares.
Ao contrário do que determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais, deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na sociedade por ela influenciada; entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra de Deus é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At.15:29; Ef.5:5; 1Tm.1:10; Hb.12:16; Ap.21:8).

2. O adultério

O adultério é a relação sexual extraconjungal. A Bíblia tem fortes admoestações contra quem comete o pecado de adultério (Êx.20:14; Lv.18:20; 1Co.6:10; Hb.13:4). O mundo vê o adultério como algo normal, natural e até esperado no casamento. Recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível. Entretanto, o adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte (Mt.5:27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus (Pv.6:32) – “O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz”.
Com certeza, não há prática que cause tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família - célula principal da Igreja -, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas.
O adultério é a figura da infidelidade. Na Bíblia, a prática do adultério é punida com a morte eterna, tamanho o mal que representa (cf.1Co.6:9). As Escrituras Sagradas afirmam que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (cf. Hb.13:4). A Palavra de Deus permanece para sempre e ela continua a nos ensinar que ficarão de fora os adúlteros e os fornicários (Ap.21:8; 22:15).

3. O homossexualismo

É a pratica das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Pode ser masculino ou feminino. O homossexualismo e o lesbianismo são uma aberração e, salvo os poucos casos em que há distúrbios de saúde física e/ou mental, é uma expressão de rebeldia contra Deus (Rm.1:21-28). É conhecido na Bíblia como o pecado de Sodoma e Gomorra (Dt.23:18; 1Co.6:9,10; 1Tm.1:10).
O Antigo Testamento condena explicitamente a união homossexual, considerando-a "abominação" a Deus (Lv.18:22; 20:13). O Novo Testamento confirma essa condenação, reprovando a homossexualidade de modo não menos incisivo: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus" (1Co.6:10)
Não podemos concordar com a bandeira levantada pelos ativistas Gay’s, quando afirmam que o homossexualismo é uma opção normal e que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma união de amor que deve ser chancelada pela lei de Deus e dos homens. Ao descrever o homossexualismo, Paulo aponta sete características desse pecado abominável: (a) imundícia (Rm.1:24); (b) desonra para o corpo (Rm.1:24); (c) paixão infame (Rm.1:26); (d) antinaturalidade (Rm.1:26); (e) contrariedade à natureza (Rm.1:26); (f) torpeza (Rm.1:28) e; (g) erro (Rm.1:28).
Portanto, o homossexualismo e o lesbianismo são uma negação total do mundo natural; refuta qualquer possibilidade de continuidade e ameaça a identidade da pessoa como fruto do relacionamento de um pai e uma mãe.

4. Transsexualidade

É um "transtorno de identidade de gênero" ou "disforia de gênero", segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse transtorno, a pessoa sente-se desconfortável com o sexo biológico com que nasceu. Um homem "sente-se mulher", uma mulher "sente-se homem", e a pessoa deseja "mudar de sexo". Só que isso é absolutamente impossível. Jamais alguém poderá mudar de sexo. Essa distorção da identidade humana está associada à falsa e perversa "ideologia de gênero", que prega que a pessoa não nasce com gênero definido, mas com "gênero neutro". Quando cresce, depois da puberdade, "escolhe" o gênero com que se identifica. Essa ideologia é, no entanto, falsa, tendenciosa e perversa, e de origem satânica, pois pretende destruir o plano de Deus para a sexualidade e a identidade biológica do homem, além de não ter a mínima base científica.
O Colégio Americano de Pediatria desmascarou essa falsa ideologia em 2017 e recomendou a educadores e a legisladores para não ensinarem essa aberração a crianças, pois isso provocará uma tremenda confusão na mente delas.
O Pr. Elinaldo Renovato diz que a transsexualidade “é uma terrível afronta à sacralidade do corpo humano, que foi criado por Deus, com sua identidade binária: ‘macho e fêmea os criou’ (Gn.1:27). A igreja cristã deve rejeitar peremptoriamente toda argumentação a favor da falsa ideologia de gênero e da transsexualidade, ou a falsa ‘mudança de sexo’" (Elinaldo Renovato de Lima. Tempos, Bens e Talentos).

5. A ideologia de gênero

A Ideologia de Género, ou melhor dizendo, a ideologia da ausência de sexo, é uma abstração filosófica segundo a qual os dois sexos - masculino e feminino - são consideradas construções culturais e sociais. Ela defende que nós nascemos sem sexualidade psicológica definida. A diferenciação sexual do corpo seria apenas um acidente anatômico que “convencionalmente” é apresentado como masculino ou feminino. Ou seja, nossa “suposta” identidade sexual é, para tal teoria, uma mera imposição do ambiente em que fomos educados.
Esta corrente ideológica procura encobrir o fato de que os seres humanos se dividem em dois sexos. Afirma que as diferenças entre homem e mulher, além das evidentes implicações anatômicas não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos de uma cultura, de um país ou de uma época. Ensina que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres. Desta forma, a referida ideologia legitima propostas estranhas como o banheiro unissex para meninos e meninas nas escolas e universidades. Ensina que os papéis entre homens e mulheres, dentro do contexto do matrimônio e da família, devem ser substituídos por relações sexuais física e psicologicamente versáteis e que não obedecem uma ordem da natureza e dignidade que lhes é própria.
Segundo essa teoria ideológica, os dois sexos – masculino e feminino – são considerados construções culturais e sociais, de modo que, embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero) quando quiser. Seus adeptos e defensores querem ensinar às crianças que elas, socialmente falando, não são homens ou mulheres, mas podem escolher qualquer opção sexual que quiserem. Para esses defensores, quando a criança nasce ela não deve ser considerada do sexo masculino ou feminino, mas somente uma pessoa do gênero humano, que depois fará a escolha do seu próprio sexo. 
A Ideologia de Gênero pretende obrigar a aceitar com naturalidade aquilo que é antinatural. Tal ideologia distingue o sexo - que é um dado biológico e natural - do gênero - que é uma mera construção social. Dizem: se as meninas brincam de boneca, não é porque tenham vocação natural à maternidade, mas por simples convenção social.
Embora só as mulheres possam ficar grávidas e amamentar as crianças, e embora o choro do recém-nascido estimule a produção do leite materno, a ideologia de gênero insiste em dizer que a função de cuidar de bebês foi arbitrariamente atribuída às mulheres.
E mais, se as mulheres só se casam com homens e os homens só se casam com mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas a uma imposição da sociedade (a “heteronormatividade”).
O papel de mãe e esposa que a sociedade impôs à mulher pode ser “desconstruído” quando ela decide, por exemplo, fazer um aborto ou “casar-se” com outra mulher. 
A Ideologia de Gênero prega que a pessoa pode mudar de sexo quando bem quiser. Só que a impossibilidade de mudar o sexo com que se nasceu não contraria somente a realidade biológica, ela vai, sobretudo, contra a vontade de Deus.
Ninguém nasce homem ou mulher por mero acaso, mas em virtude dos inescrutáveis desígnios da Divina Providência, conforme os seguintes textos bíblicos: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Salmos 139:14-16); “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia” (Jr.1:5).
Segundo os cientistas entendidos neste assunto, “é impossível fisiologicamente mudar o sexo de uma pessoa, uma vez que o sexo de cada um está codificado em seus genes: XX para a mulher, XY para o homem. A cirurgia pode somente criar uma aparência do outro sexo, pois a identidade sexual está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada por meio do teste do DNA, não podendo ser mudada”.
Ir contra os desígnios divinos é um ato de revolta contra o Criador: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a” (Gn.1:27,28).

CONCLUSÃO

A sexualidade humana é uma atividade autorizada por Deus, porém, o próprio Deus determinou os limites dessa atividade humana. A primeira observação que temos é que ela deve ser realizada entre um homem e uma mulher; jamais entre pessoas do mesmo sexo. Quaisquer comprometimentos sexuais ilícitos — a formicação, o adultério, o homossexualismo, o lesbianismo — são duramente condenados por Deus, e quem pratica tais coisas receberá dEle o justo juízo. Deus quer que seus filhos tenham vida sexual ilibada, não apenas por causa do testemunho, mas também por sermos o templo do seu Espírito.
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Fonte: Luciano de Paula Lourenço