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terça-feira, 16 de abril de 2013

3ª LIÇÃO DO 2º TRIMESTRE DE 2013: AS BASES DO CASAMENTO BÍBLICO


"Vós, maridos, amai vossas mulheres* como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Et 5:25).

INTRODUÇÃO


Sendo uma instituição criada por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. O padrão para o matrimonio bíblico é que seja realizado entre um homem e uma mulher. E dentro dessa única e correta perspectiva, há mandamentos diretos para ambos os cônjuges.

A História tem demonstrada de forma inequívoca, principalmente neste século, que o casamento é um dos alvos preferenciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e "avanços sociais", novas formas de união tem sido inventadas e aceitas pela sociedade sem Deus. A cada dia, o império do mal cresce, com o apoio dos governantes, dos representantes políticos do povo e dos representantes do poder judiciário, que aprovam leis e normas que contrariam a Lei de Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar o matrimônio monogâmico e heterossexual, como uma bênção de Deus para a humanidade. Um Dia, todos serão julgados no plano espiritual segundo suas decisões e escolhas. O juízo Final aguarda, com sentença já definida, a sorte dos ímpios (Sl 9:17).

I. A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO


1. Que marido e mulher estabeleçam uma comunhão de vida. Aliás, é o sentido do casamento. Ao estabelecer o casamento, o texto sagrado diz que “serão ambos uma só carne” (Gn 2:24), expressão que é muito mais do que uma indicação da permissão de relacionamento sexual entre os cônjuges, mas que denotam a necessidade que os cônjuges têm de, a partir da decisão de se casarem, passarem a viver um em função do outro, de construírem uma vida em comum.

O individualismo e egoísmo reinantes neste mundo sem Deus e sem salvação têm sido um dos fatores primordiais para o fracasso dos casamentos, casamentos, aliás, cada vez mais raros. As pessoas não querem viver em função de alguém, mesmo tendo afeição por este alguém. Desejam ter uma companhia que, entretanto, não prejudique seus projetos pessoais, onde só cabe uma pessoa. São “amantes de si mesmo” e não titubeiam em descartar o companheiro se ele se tornar um obstáculo para seus planos egoístas. Não é esta, porém, a vontade de Deus para o casamento.

2. Que o casamento seja heterossexual e monogâmico. Após realizar o primeiro matrimônio, o Criador disse: “deixará o homem [macho] o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher [fêmea], e serão ambos uma carne” (Gn 2:24). Desta forma, jamais estará obedecendo aos princípios divinos quem defender ou constituir uma união homossexual, algo que, lamentavelmente, vem se alastrando nos países de todo o mundo, bem como aqui no Brasil, a despeito de ser considerado, hegemonicamente, um país cristão. A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que é, como se vê claramente em Gn 2:24, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possam constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida. Sem dúvida, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus(ler Lv 18:22). Também, no mesmo texto de Genesis 2:24, Deus indica que a vontade dele é que o casamento seja monogâmico, assunto já estudado na Aula anterior.

3. Que haja tratamento imparcial e respeito mútuo entre o homem e a mulher. Ao contrário do que se propaga pela mídia, a Bíblia jamais defendeu a supremacia do homem sobre a mulher, pois, para Deus, não há acepção de pessoas (Dt 10:17; At 10:34). Neste mundo, por causa do pecado, veremos sempre estruturas sociais que discriminam a mulher, mas isto não significa que seja esta a vontade divina. Muito pelo contrário, o modelo bíblico e o exemplo de Jesus mostram-nos que Deus sempre tratou homem e mulher com igualdade e, na igreja, assim devemos também proceder. Homem e mulher têm o mesmo valor diante de Deus. No entanto, e isto é fundamental, Deus criou o homem macho e fêmea (Gn 1:27), ou seja, homem e mulher, embora tenham o mesmo valor diante do Senhor, são diferentes, complementares, de modo que homem e mulher têm diferentes estruturas físicas e psicológicas, devendo, pois, ter tarefas e atividades diversas. Homem e mulher têm atividades diversas, que se completam, sendo tratados igualmente por Deus e devendo, assim, tratar-se com imparcialidade e respeito mútuos.

4.  Que haja a fase pré-matrimonial: Namoro e Noivado. Na rota do casamento, em tempos idos, o namoro e o noivado eram duas as fases pré-matrimonial. Todavia, nos tempos hodiernos, a juventude criou uma nova fase: o “ficar”. Ao que tudo indica, “ficar” é manter um relacionamento sem qualquer compromisso de estabilidade e de exclusividade. É o poder estar juntos, relacionando-se fisicamente, sem qualquer compromisso de exclusividade, de fidelidade, de estabilidade. No “ficar” não se pode exigir fidelidade amorosa. Tudo o que existe entre o casal de jovens se resume naquele momento que “ficam juntos”. Terminado esse momento, cada um segue o seu caminho como se nada tivesse havido, até um novo “ficar”. Isso não é condizente com a vontade de Deus.

Acreditamos que entre os jovens cristãos não deva ser proibido um relacionamento com base na amizade e no amor cristão, mesmo sem qualquer compromisso sentimental. É claro, que não nos moldes do “ficar”, pois, neste tipo de relacionamento se permite, na expressão dos jovens, “dar aqueles amassos”.

a) Namoro. O namoro é um período para se lançar as primeiras pedras que irão formar o alicerce de uma sólida construção. Construção que começa com erros de base não pode terminar certa. O namoro é a primeira fase da formação de uma nova Família. É claro que, lá fora, no mundo, tudo mudou; alguns reflexos dessa mudança alcançou, também, o “arraial dos Santos”. Vamos, contudo, pensar que nós, na Igreja, continuamos, não vivendo num sistema considerado antiquado, mas num sistema que prima pela santificação, conforme o modelo estabelecido pela Bíblia Sagrada, e que o namoro entre os nossos jovens seja, ainda, um compromisso sério que tem como objetivo final o casamento.

Que o namoro continue sendo uma fase bonita de convivência entre jovens, ainda com mais palavras de romantismo e menos contato físico, com mais amor e menos interesse, com mais contemplação e menos ação. Contudo, sem radicalismos!

b) Noivado. O noivado deve ser a fase pré-nupcial. Representa um compromisso de casamento. É a ante-sala de enlace matrimonial. Deve equivaler-se ao “desposar”, usado nos termos bíblicos, tais como “...estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem achou-se ter concebido do Espírito Santo”(Mt 1:18). O “desposar”, contudo, pela Lei de Moisés, tinha bases muito mais seguras em relação ao noivado, conhecido entre nós.

É claro que, aqui, estamos tratando do assunto sob o ponto de vista bíblico. Sabemos que, lá fora, no mundo, o noivado tem, muitas vezes, o sentido de liberdade e permissividade, conferindo aos noivos alguns direitos e privilégios que a Palavra de Deus reserva e só confere aos casados.
Não queremos, e não devemos, ser radicais e antiquados, porém, pela Bíblia, o casal se torna uma só carne, pelo casamento. Não é, pois, uma questão de ponto de vista, ou de ser moderno, ou antigo, o aceitar como normal o relacionamento sexual antes do casamento. É uma questão de obediência à Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.

O verdadeiro objetivo do noivado é o de ser uma fase preparatória para o casamento. A conquista do amor um do outro consolidou-se na fase do namoro. O casal concluiu que deveria prosseguir rumo ao casamento e, com o noivado, assumiu publicamente, um compromisso, envolvendo, também, suas famílias e sua Igreja Local.

O noivado, no nosso entendimento, é um compromisso de casamento. Um compromisso assumido por duas pessoas responsáveis não pode ser desfeito sem justa causa. Todavia, em havendo justa causa capaz de comprometer a felicidade e a estabilidade do casamento, então, o noivado, não apenas pode, como deve ser rompido.

Cuidado com o “jugo desigual”


Conforme disse o pastor Elinaldo Renovato, essa expressão, "jugo desigual", tem origem no texto de Paulo em 2Coríntios 6:14-18. O apóstolo exorta quanto ao perigo do relacionamento íntimo do cristão com pessoas não cristãs, a quem chama de "infiéis". Não se trata de evitar o relacionamento cordial ou social com vizinhos, colegas de trabalho, ou da escola. Mas sim, de relacionamento que implique em "comunhão" de ideias, pensamentos, emoções, afetos e intimidades (2Co 6:14b).

Muitos têm pago um preço muito alto por desprezarem esse ensino da Palavra de Deus. Entendendo que, na igreja local, não há um jovem ou uma jovem para namorar, noivar e casar, acabam envolvendo-se com colegas de trabalho, da escola, da faculdade; com um parente simpático; com um amigo bonito; ou uma amiga agradável, porém não crentes. Isso pode ter sua lógica, no aspecto humano. Mas, na visão de Deus, é desobediência a seus princípios. Alguns, por misericórdia de Deus, escapam de maiores consequências. Outros, infelizmente, afundam num casamento infeliz, sem união, sem amor, sem paz, sem a bênção de Deus. É melhor ficar solteiro, ou solteira, do que ter um casamento sem a presença de Deus. “...as más conversações corrompem os bons costumes”(1Co 15:33).

II. O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO


O casamento cristão deve ser construído sobre as bases do amor a Deus e do amor conjugal verdadeiro. É a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Quando Deus instituiu a família, disse que o varão e a mulher deveriam “unir-se em uma só carne”, “deixando” pai e mãe e havendo, entre marido e mulher um “apego”, apego este que é, precisamente, o amor “ágape”, o amor originado em Deus, que é a essência de todo relacionamento familiar.

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo não deixa qualquer dúvida quanto a natureza deste amor ao fazer um paralelo entre o amor conjugal e o amor que existe entre Cristo e a igreja, ou seja, confirma que o amor que deve existir entre os cônjuges é o mesmo tipo de amor que Deus revelou à humanidade através da obra de Jesus.

A Bíblia Sagrada diz que Deus é amor (1João 4:8b). Portanto, a sua obra-prima na humanidade, a saber, a família, não poderia ter outro elemento que a caracterizasse senão a marca do seu Criador: o amor. Portanto, não é possível concebermos as relações familiares sem este amor, o amor que não é o proveniente do ser humano, mas o amor desinteressado e incondicional, cuja fonte é o próprio Deus.

Vimos na Aula anterior, que a família, biblicamente falando, deve nascer do casamento, que é este gesto de deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto para com ela formar um novo projeto de vida. Ora, o móvel que deve nortear este deixar e o subsequente unir não é outro senão o amor, o chamado “amor conjugal”, que nada mais é que o mesmo amor existente em Deus, mas aplicado para a formação de uma família. Uma família não pode ser construída nem sustentada se não houver este amor entre os cônjuges e tem sido este um dos principais fatores que têm levado à crise familiar dos nossos dias.

É indispensável que, já no início do relacionamento, homem e mulher devam verificar qual é o sentimento que os aproxima. Não podemos iniciar um relacionamento única e exclusivamente porque nos sentimos atraídos fisicamente por alguém, ou porque nutrimos com a pessoa alguma simpatia, um sentimento de bem-estar que seja superficial, que busque apenas o seu próprio prazer e benefício. É preciso que tenhamos a convicção de que o que sentimos em relação a quem tencionamos conviver é um sentimento muito mais profundo, o desejo de fazê-lo bem, de torná-lo feliz, de ter prazer e se sentir bem em saber que este alguém terá êxito e sucesso ao nosso lado e, o que é fundamental, que há a intenção nítida e clara dos dois em unir seus destinos, em construir uma única vida em comum, em compartilhar dos mesmos sonhos, planos e projetos.

1. O amor do marido pela esposa. Ao falar do amor que o marido deve devotar à mulher, Paulo afirma que o marido deve amar a mulher assim como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5:25). Ora, este mandamento bíblico revela quão equivocados estão os “machistas”, que entendem que o marido é superior à mulher e que, como “cabeça da mulher”, devem mandar e desmandar.

O marido é, sim, a cabeça da mulher, mas assim como Cristo é a cabeça da Igreja(Ef 5:23), isto é, ser cabeça não significa apenas liderar, mas estar disposto a morrer pela mulher. Ser cabeça não significa apenas liderar, mas amar a mulher a ponto de se despojar de sua autoridade, de sua posição, para obter o bem-estar, o prazer e a felicidade da mulher. Ser cabeça não significa apenas liderar, mas estar disposto a trabalhar dia e noite para que a mulher tenha conforto, consolo e gozo. Ser cabeça não significa apenas liderar, mas estar disposto a curar as enfermidades do relacionamento, a fortalecer as fraquezas da mulher, a perdoar infinitamente as falhas e imperfeições da mulher. Ser marido é saber liderar, com mansidão e humildade de coração, é compadecer-se das dores e sofrimentos da mulher, é ter compreensão, é discernir as más intenções daqueles que se aproximam de nós, é ser uma fonte de esperança, é ser uma companhia que nos faça sentir que Deus está conosco (ou seja, ser “Emanuel”). Como vemos, ser marido é muito mais e algo bem diferente do que um mandão recalcado e que se sinta rei absoluto e inatingível nas quatro paredes do seu lar.

O marido deve tomar a iniciativa de mostrar o seu amor em família, pois foi assim que Cristo agiu, descendo da Sua glória, humanizando-se e, depois de batizado, começando a cuidar dos negócios de seu Pai. O marido deve mostrar a sua mulher que a ama, fazendo-o das mais diferentes formas, mas sempre com mansidão e humildade de coração, pois foi assim que Jesus sempre fez.

O marido deve ser alguém que seja um ensinador e um pregador do Evangelho na sua casa, mas não deve apenas pregar e ensinar, mas também viver, pois foi assim que Jesus fez em relação à igreja (At 1:1). O marido, nas dificuldades, deve ser aquele que as enfrentará, que perguntará a sua mulher o que quer que seja feito, pois foi assim que Jesus agiu em relação aos necessitados (Lc 18:41João 5:6). O marido não deve ser reativo, ou seja, aguardar que lhe chamem para que tome alguma providência, mas deve ir em direção ao problema, assim que detectado.

O marido não deve ser alguém orgulhoso e que se recusa a servir os demais integrantes da família, inclusive a mulher, mas, como Jesus, deve ter a noção de que existe na família para servir e não para ser servido (Mt 20:28), para dar a sua vida para que os demais familiares tenham melhores condições de vida, em especial, de vida espiritual.

O marido não deve fazer a sua mulher e seus filhos sofrer, mas deve sofrer por eles, assim como Jesus não fez a igreja sofrer, mas sofreu por ela. Neste particular, aliás, reproduzimos, aqui, um pensamento judaico, do Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo): “…um homem não deve fazer uma mulher chorar, pois Deus conta as suas lágrimas…” (apud Nathan AUSUBEL. Relações familiares, esquemas tradicionais de. In: A Judaica, v.6, p.707). E tanto conta as lágrimas, que a Bíblia diz que o marido que maltrata a mulher tem suas orações impedidas (1Pe 3:7). Cuidado, irmão, não será este, talvez, o motivo por que anda sentindo que suas orações não estão sendo ouvidas no céu?

Por fim, o marido deve cumprir toda a missão que lhe foi ordenada por Deus e fazer com que sua família se chegue à presença do Senhor, tenha com Ele comunhão, glorificando ao Pai, assim como Jesus fez em relação à igreja (João 17:4Hb 10:19-22).

2. O amor da esposa pelo marido. Dizem as Escrituras que a mulher deve se sujeitar ao seu marido, assim como ao Senhor (Ef 5:22,24), que as mulheres devem reverenciar o seu marido (Ef 5:33). Assim, dentro do paralelo estabelecido por Paulo no relacionamento entre Cristo e a Igreja, podemos dizer que a mulher está isenta de amar o seu marido? De modo algum, porque o que caracteriza a sujeição da igreja a Cristo é única e exclusivamente o amor, como vemos dito pelo próprio Senhor em João 14:15,21 e 15.14. O segredo, portanto, da sujeição da mulher ao marido, da reverência da mulher ao marido é a existência de amor da mulher pelo marido.

A mulher se caracteriza pela sensibilidade. A mulher é muito mais emocional e sensitiva que o homem, sendo, por isso mesmo, considerado o vaso mais fraco, daí porque deve o marido ter muito cuidado ao tratar com sua mulher, pois as chances de magoá-la e entristecê-la são muitas. No entanto, a mulher, no seu amor com seu marido, deve fazê-lo como ao Senhor, ou seja, é necessário, indispensável que a mulher ame o seu marido do mesmo modo que ama Jesus. E como devemos amar Jesus? Devemos amar Jesus:

a) porque Ele nos amou primeiro (1João 4:19). Assim a mulher deve amar seu marido, porque o marido tem demonstrado seu amor à mulher, tem tomado esta iniciativa.

b) porque Ele provou que nos ama, morrendo por nós quando ainda éramos pecadores (Rm 5:8). Assim a mulher deve amar seu marido, porque o marido tem se sacrificado por sua mulher, ainda que ela tenha apresentado falhas e imperfeições.

c) com exclusividade (At 4:12). Jesus é o nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Assim, também, a mulher deve se comportar em relação ao marido: é o seu único e suficiente marido. A mulher é sensível, facilmente atraída pelo coração a pessoas e coisas, mas deve, como mulher casada, impedir que qualquer coisa a faça dividir o lugar que seu marido deve ter em seu coração, o que nem sempre é fácil, notadamente quando a mulher também é mãe e, nos nossos dias, quando trabalha fora e tem uma tendência a se ligar sentimental e emocionalmente a seus afazeres profissionais. O coração da mulher, entretanto, deve ter um departamento exclusivo para seu marido, dedicando-se a ele com intensidade. Quando verificamos a descrição da mulher virtuosa na Bíblia Sagrada, vemos alguém que, apesar de todos os seus afazeres e atividades, tem sempre uma preocupação permanente: o de agradar e tornar as coisas mais fáceis para o seu marido.

O amor da mulher tem de ser demonstrado, não é apenas uma atitude de carinho, afeto, mas deve ser expresso por atos concretos e reais. A mulher tem de despertar no seu marido credibilidade e confiança. A Bíblia diz que a primeira característica da mulher virtuosa é exatamente a confiança e credibilidade que tem junto ao seu marido (Pv 31:11), que é o pressuposto para que realize tudo aquilo que está descrito naquele texto. Se a mulher não tivesse a credibilidade do marido, poderia administrar a casa, como ali é descrito? Poderia comprar e vender? Produzir e conservar a sua residência? Muitas mulheres não despertam confiança em seus maridos e, por isso, não têm esta liberdade que tinha a mulher virtuosa, inclusive no aspecto econômico-financeiro. Antes de reclamar, querida irmã, por que o seu marido não tem conta bancária conjunta com a você, por que não lhe dá um cartão de crédito, por que não lhe diz quanto ganha, examine-se e pergunte: tenho agido de forma a despertar confiança em meu marido? Talvez aí esteja a razão de tantos dissabores em sua vida conjugal. Pense nisso!

III. A FIDELIDADE CONJUGAL


Um dos compromissos assumidos no casamento é a fidelidade conjugal. É, sem dúvida, um dos maiores pilares de sustentação do casamento. Segundo o pastor Elinaldo Renovato, a segurança espiritual e emocional do casal depende da fidelidade que cada um devota ao outro. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do casamento não são preparadas para suportar a infidelidade. Esta tem efeito devastador no matrimônio, no lar e na família.

Mas, infelizmente, nestes últimos dias da Igreja, Satanás tem se utilizado desta arma contra o casamento. “Ninguém é de ninguém”, costuma-se dizer e se propaga a tolerância e a admissão de “aventuras extraconjugais” por parte de marido e mulher, chegando mesmo a se dizer que tal comportamento reforça a “sexualidade” e o “afeto” entre os cônjuges. Mentiras satânicas que têm por objetivo tão somente a disseminação da impureza sexual. A Bíblia é bem clara a este respeito: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:10) e, ainda, “aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13:4b). Por fim: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22:15). Em outras palavras: quem dispensar a fidelidade conjugal, caminhará para a perdição eterna.

Conforme disse o pastor Elinaldo Renovato, quando os crentes se casam, assumem o compromisso, perante Deus, perante sua Igreja, perante as testemunhas e perante a sociedade, perante a lei civil que regula o matrimônio. O casamento não deve ser visto como um "contrato". Contrato tem cláusulas, que podem sofrer modificações mediante o instrumento de aditivo contratual. No casamento não há aditivo. Há pacto solene, celebrado perante o criador do casamento (Ml 2:14). Os contratos têm prazo de vigência. O casamento é uma aliança, que deve perdurar "até que a morte os separe". E, para que isso ocorra, é indispensável a fidelidade entre os cônjuges.

Para evitar a infidelidade, é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo ama à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor. Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. Amém!

CONCLUSÃO


Diante do que foi exposto acima, pergunto: estas bases estudas – a vontade de Deus, o amor e a fidelidade -, estão presentes diariamente em seu casamento? Deus é o principal motivador em seu lar? Você o tem convidado para fazer parte de suas vida? Lembre-se: Nunca é tarde para colocar estes princípios em evidência em sua vida. Você pode começar a partir de hoje a desenvolver o seu relacionamento conjugal através de suas ações e através do diálogo, praticando a responsabilidade, a fidelidade e o amor. Deus, neste dia está presente para abençoá-la (o) e ensiná-la (o) na medida que você o convidar para ser Senhor de sua vida.

Fonte: ebdweb

terça-feira, 9 de abril de 2013

CGADB DÁ INÍCIO A 41ª AGO EM BRASÍLIA

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) dá inicio a 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). O evento que se estenderá até o dia 12 de abril definirá o próximo presidente da convenção.
Na disputa pelo cargo estão mais uma vez os pastores José Wellington Bezerra da Costa, atual presidente, e o pastor Samuel Câmara que já tentou se eleger outras vezes. A votação acontecerá no dia 11.
Nesta segunda-feira (8) durante a abertura do encontro, o pregador foi o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, que ministrou sob o tema “O Espírito Santo Glorificando a Cristo”.
A CGADB foi criada no ano de 1930, porém só registrada oficialmente no ano de 1946 pelos pastores Samuel Nystron, Cícero Canuto de Lima, Paulo Leivas Macalão, José Menezes, Nels Julius Nelson, Francisco Pereira do Nascimento, José Teixeira Rego, Orlando Boyer, Bruno Skolimowski, José Bezerra da Silva entre outros.
 
Na manhã e tarde do dia 9 de abril, os preletores dos devocionais que antecedem as plenárias convencionais serão os pastores Roberto José dos Santos (PE), líder da Convenção das ADs do Ministério de Abreu e Lima, que ministrará sobre “O Espírito Santo Glorificando a Cristo na Santificação”, e Ubiratan Batista Job (RS), líder da Convenção das ADs no Rio Grande do Sul, que discorrerá sobre “O Espírito Santo Glorificando a Cristo na Salvação do Pecador”.
À noite, o preletor será o pastor Leidir Aparecido Ribeiro (MS), com o tema “O Espírito Santo Glorificando a Cristo na Unidade do Corpo de Cristo”.
Na manhã e tarde do dia 10 de abril, os preletores dos devocionais serão os pastores José Antônio dos Santos (AL), líder da Convenção da AD em Alagoas, que ministrará sobre “O Espírito Santo Glorificando a Cristo no Arrebatamento da Igreja”, e Anísio do Nascimento (RJ), secretário-executivo da Secretaria Nacional de Missões (Senami) da CGADB, que falará sobre “O Espírito Santo Glorificando a Cristo na Obra Missionária”. À noite, o preletor será o pastor Josué Brandão (BA), com o tema “O Espírito Santo Glorificando a Cristo Através dos Dons Espirituais”.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

2ª lição do 2º Trimestre/2013 - O CASAMENTO BÍBLICO



2ª lição do 2º  Trimestre/2013

Texto Base: Gênesis 1:27,31; 2:18,20-24

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2:24)


INTRODUÇÃO


Casamento bíblico é o ato de se deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto com o objetivo de estabelecer, com essa pessoa, uma vida em comum. Deus começou o casamento com o primeiro homem e a primeira mulher. Quando Deus falou à Adão que um homem deveria deixar a sua parentela e se juntar a uma mulher assim se tornando um (Gn 2:24), ele estava descrevendo o casamento. Esta instituição divina foi constituída antes da formação da sociedade humana. O Criador fez o homem e dele tirou a mulher, e ordenou o casamento, condição indispensável para perpetuar a raça humana (Gn 1:27,28). Deus implantou no homem desejos e afetos que se estenderam a todas as criaturas humanas; fez do casamento uma influência nobilitante, que poderosamente contribui para o desenvolvimento de uma existência completa no homem e na mulher. Declarou que não era bom que o homem estivesse só, e deparou-lhe um adjutório igual a ele (Gn 2:18).

Jesus ratificou o casamento bíblico, entre um homem e uma mulher, como criação divina quando disse: "desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne: e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mc 10:6-9). Casamento este, aliás, que mandou que a Igreja, como Corpo de Cristo, venerasse, isto é, respeitasse, bem como cuidasse para que se estabelecesse dentro de uma pureza sexual (Hb 13:4).

I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA


1. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn 2.18-24; Mt 19.5; Mc 19:7) - Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt 28:54,56; Sl 128:3; Pv 5:15-21; Ml 2:14).

Esta norma não foi apenas estabelecida na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...”(Ex 20:17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

Os casamentos polêmicos sempre foram marcados por muitos prejuízos e grandes desastres. O apóstolo Paulo afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular] tenha o seu próprio marido” (1Co 7:2).

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu comentário sobre o Evangelho de Marcos, citando Norman Geisler, enumera alguns argumentos que reforçam o ensino da monogamia:

·         A monogamia foi ensinada por precedência (Gn 2:24);

·         A monogamia foi ensinada por preceito (Ex 20:17);

·         A monogamia foi ensinada por intermédio das severas consequências decorrentes da poligamia (1Rs 11:4).

2. Poligamia é criação humana desviada dos preceitos de Deus. Deus não instituiu nem aprovou a poligamia pois criou uma só mulher para o homem. Se aprovasse a poligamia, teria criado duas ou mais mulheres para Adão, o que não fez. O primeiro casamento é o único caso que Jesus cita para ensinar o matrimonio monogâmico e o divórcio, isto é, o matrimonio deve se manter intato. Os dois(não três) são uma só carne. A presença de um terceiro seria uma separação dos dois, a dissolução da família original!

Deus permitiu mas não aprovou certas coisas nos dias em que a Bíblia não era completa. Em Atos 17:30 está escrito que Deus não teve em conta os tempos da ignorância. Passou por cima de certas coisas erradas até os dias de Cristo. Permitiu-as, mas não as aprovou! Quem quer provar que a poligamia é certa sempre cita estes casos veterotestamentários. Em vez de citar estes, por que não cita Deuteronômio 17:17? Deus mandou Israel e seu futuro rei não multiplicar nem cavalos, nem mulheres. Foi justamente "nisto" que "pecou Salomão" (Neemias 13:26).

A Bíblia relata que foi na civilização caimitas que se iniciou a poligamia. Lameque, o primeiro polígamo, foi quem deu a cartada inicial da quebra do princípio da monogamia (ler Gn 4:19), abandonando-se o modelo divino de família; houve aumento da violência, com novo homicídio, que gerou a vingança humana como modelo de justiça como demonstra o "cântico da espada" de Lameque (Gn 4:23,24); o desvalor do ser humano se patenteia, pois uma vida foi ceifada apenas por causa de um pisão (Gn 4:23); inicia-se a prostituição, pois a irmã de Tubalcaim, Naamá, é tida como a primeira prostituta da história (seu nome quer dizer "agradável", "desejável").

3. Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...”(Mt 19:5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn 2:24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co 7:2). Diz o apóstolo: "[...] mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido". Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o  seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia, um homem ter mais de uma mulher, quanto a poliandria, uma mulher ter mais de um marido, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm 3:2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3:12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm 4:12).

II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE


1. “Macho e fêmea os criou”.  “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1:26). O modelo divino para o ser humano é a heterossexualidade – Gn 1:27; 5:1-3; 2:22-24; Mt 19:4; Rm 1:26,27. O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal. A Bíblia sempre condenou o homossexualismo voluntário, atitude que é típica dos rebeldes e pecadores, como demonstra a Palavra de Deus, inequivocamente, em diversas passagens – Lv 20:13; 18:22; Dt 23:17; 1Rs 14:24; 15:12; 22:47; Rm 1:24,27; 1Co 6:10; Gl 5:19; 1Tm 1:10; Ap 21:8.

Paulo proíbe a união homossexual (1Co 7:2). Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

2.  “E se unirá à sua mulher”. Após realizar o primeiro matrimônio, o Criador disse: “deixará o homem [macho] o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher [fêmea], e serão ambos uma carne” (Gn 2:24). Uma família somente pode ser construída, segundo os parâmetros divinos, mediante uma união entre um homem e uma mulher com compromisso de constituir uma vida em comum. Desta forma, jamais estará obedecendo aos princípios divinos quem defender ou constituir uma união homossexual, algo que, lamentavelmente, vem se alastrando nos países de todo o mundo. A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que é, como se vê claramente em Gn 2:24, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possam constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. “Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida”

III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO


Deus instituiu o casamento para ser uma união permanente e sagrada, e uma parceria entre um homem e uma mulher. Quando o marido e a esposa celebram essa união dentro desse entendimento e comprometimento, eles podem oferecer uma segurança mútua, um lar estável para os filhos, e a força necessária para resistirem às tempestades e tensões da vida.

1. “Uma só carne”.Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne...”(Mt 19:6,7).

Aqui, diz que o casamento é monossomático. As palavras hebraicas “ish” e “ishá” - para o homem e a mulher, respectivamente -, revelam que os dois foram feitos complementarmente um para o outro. O propósito de Deus é que no casamento, o homem e a mulher se tornem uma “só carne”, numa intimidade tal que não pode ser separada. É como se dois copos d’água incolores se misturassem; depois disso, não dá mais para separar, pois não se saberá quem é quem.

A união conjugal é a mais próxima e intima relação de todo relacionamento humano. A união entre marido e mulher é mais estreita do que a relação entre pais e filhos. Os filhos de um homem são parte dele mesmo, mas sua esposa é ele mesmo. O apóstolo Paulo diz: “Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja” (Ef 5:28,29).

Muito embora a expressão “uma só carne” signifique mais do que união física, a união básica do casamento é a união física. Se um homem e uma mulher pudessem se tornar um só espírito por meio do casamento, então a morte não poderia dissolver esse laço, pois o espírito nunca morre. O apóstolo Paulo diz que a união do casamento só termina com a morte (1Co 7:2,3).

2. “...o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19:7). O casamento é indissolúvel. O casamento não é apenas heterossexual, monogâmico e monossomático, mas também indissolúvel  - “... o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19:7). O casamento deve ser para toda a vida. É uma união permanente. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. O divórcio é um atentado contra a família. Quem mais sofre com ele são os filhos. As consequências amargas do divórcio atravessam gerações. Deus odeia o divórcio (Ml 2:16).

O casamento é indissolúvel porque foi Deus quem o instituiu e o ordenou. Logo, nenhum ser humano tem competência nem autoridade para desfazer o que Deus faz. Mesmo que um juiz lavre uma certidão de divórcio e declare uma pessoa livre dos vínculos do casamento, aos olhos de Deus, essa relação não é desfeita.

O casamento é uma união entre um homem e uma mulher e Deus é a testemunha dessa aliança (Ml 2:14). O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus. Mesmo que um casal não tenha buscado a orientação de Deus para o casamento, uma vez firmada a aliança, Deus a ratifica.

3. A porta de entrada para o divórcio. Quando o homem e a mulher, mesmo morando em baixo do mesmo teto, vivem de forma egoísta e individualista, mantendo tão somente aparência, esse casamento está prestes à dissolvência. O egoísmo e o individualismo são os inimigos mais perigosos num relacionamento conjugal. Eles podem abrir a maldita porta do divórcio. Divórcio é algo extremamente duro para quem enfrenta; às vezes, machuca, causa feridas em muitas vidas.

A separação dos Cônjuges  trata-se de um inimigo cruel, capaz de marcar os componentes da família por toda a vida. Normalmente, ele só ataca depois de alguns anos de vida conjugal, podendo, no entanto, ocorrer até poucos meses depois do casamento. Cremos que a causa principal é a falta do verdadeiro amor num lar que deixou de guiar-se pelos princípios estabelecidos pelo Criador, o instituidor da família. Para combater esse inimigo, o melhor é evitar suas causas. Deve-se convidar Deus para fazer parte da união do casal, mesmo muito antes das núpcias, ainda no namoro, ou até, antes. Temos certeza de que um casal, unido pelo amor, sob a direção segura e sábia do Senhor Jesus, jamais será vítima de separação.

“Eu não o amo mais”. Essa é uma frase comumente usada pelos cônjuges em crise para dar plausividade e legitimidade ao divórcio. Mas como tudo o que é dito na Bíblia, o amor também sofre de má compreensão. O amor não é um sentimento para ser vivido apenas em bons momentos a dois, ou só na lua-de-mel. Conforme Cristo disse, o marido tem que amar a esposa como Cristo amou a Sua igreja – dando sua vida por ela. Amor é a decisão de agir em favor do outro. Pense nisso!

CONCLUSÃO


Diante do exposto, podemos dizer que o casamento é uma instituição divina. Foi Deus quem criou o casamento, para ser uma união sagrada e permanente com um firme compromisso entre marido e mulher. Quando o marido e a mulher entram nesta união com essa compreensão, eles podem dar segurança um ao outro, um lar estável aos filhos e força para resistir a qualquer das tempestades ou tensões da vida. Creia nisso!
Fonte: ebdweb

sábado, 6 de abril de 2013

ASSEMBLEIA DE DEUS EM VIÇOSA INICIA O 2º TRIMESTRE DA E.B.D SOB UM CLIMA DE MUITA EXPECTATIVA.


       “Bem vindo a E.B.D, o trimestre da Família Cristã”. Com base na frase supra, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Viçosa, deu inicio ao segundo trimestre de 2013 sob um clima de muita expectativa. No decorrer da semana, o Pr. Donizete Inácio, líder da igreja, junto superintendência e coordenação, fizeram menção da importância dos estudos em apreço. Levando consideração a relevância que a lição nos proporciona, os alunos de todas faixas etárias, especificamente os jovens e adultos estão muitos otimistas visando assim o aprendizado e sobretudo a edificação das famílias que por sua vez formam  igreja de Cristo.
      O conteúdo da lição que ora estudadaremos, vem acender a campanha que a suoerintendência tem abraçado a bom perído de tempo entitulada: TODOS NA ESCOLA DOMINICAL, CADA CRENTE UM ALUNO. A referida campanha foi levantada pela CPAD na década de 1990. Neste trimestre a superintendência usará o slogan: O TRIMESTRE DA FAMÍLIA CRISTÃ.

   Cartazes de boas vindas, dinâmicas, hinos e demais atividades,  fizeram da primeira aula um rico início de trimestre em todas as salas com suas respectivas faixas-etárias.   

     Ao término do estudo nas salas, toda igreja recebeu uma rica instrução por parte do Pr. Donizete sobre a primeira lição de jovens e adultos no que se refere a família. O pastor, de maneira otimista declarou: “olha pra o teu irmão e diga: Conto com você na próxima lição.” Em seguida despediu a igreja coma bênção apostólica.

Por Efigênio Hortêncio







quinta-feira, 4 de abril de 2013

CRISTÃO MORRE POR NÃO NEGAR A FÉ AO RECEBER TRATAMENTO MÉDICO.

Após ser preso por orar e ler a Bíblia um jovem rapaz de 30 anos de idade, Cristão na Eritrea, ao ser diagnosticado com uma enfermidade grave, recebeu a proposta de que para ter tratamento médico e salvar sua vida teria que assinar um documento renunciado a sua fé em Jesus. - Confira, glorifique a Deus por este tal e comente…
Belay Gebrezgi Tekabo, morreu depois de ser negado tratamento médico em um hospital da cidade Dekemshare na Eritrea,simplesmente porque ele era um cristão.
Ele com apenas 30 anos foi preso por orar e ler a Bíblia, mas quando ele foi diagnosticado com uma enfermidade grave, disseram a ele que para receber tratamento médico, teria que assinar uma declaração confirmando o abandono da sua fé em Jesus.
Tekabo, é apenas um dos mais de 45 cristãos que permanecem em circunstâncias terríveis na Eritrea por causa de sua fé em Jesus. De acordo com a Portas Abertas organização cristã, há uma campanha financiada pelo governo local para prender todos os cristãos.
Desde 2002, o governo decretou que os grupos religiosos devem se registrar para ser autorizado a trabalhar no país, mas nenhum dos pedidos de registro foi aceitos pelo governo, esta recusa faz com que seja legitimo prender cristãos.
Estima-se que mais de 2.800 pessoas são presas apenas por serem cristãos. No mês passado, cerca de 17 pessoas foram presas na cidade de Keren, sem poder receber visitas.
A partir de maio de 2002, o governo da Eritrea reconheceu oficialmente apenas a Igreja copta da Eritrea, a religião do Islamismo Sunita, a Igreja Católica e apenas Igreja Evangélica Luterana. Todas as outras religiões e denominações são obrigadas a passar por um processo de registro.
O sistema de registro de governo exige que os grupos religiosos têm de apresentar informações pessoais sobre seus membros para que seja autorizados a cultuar. As poucas denominações organizadas que cumpriram com todos os requisitos de registro ainda não recebeu o reconhecimento oficial.
NOTA: Estejamos orando pelos parentes do Tekabo e por todos quantos estão sofrendo perseguição na Eritrea.-Amém…
Fonte: Verdadegospel

terça-feira, 2 de abril de 2013

1ª LIÇÃO DO 2º TRIMESTRE/2013: FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS


Primeira lição do 2º trimestre de 2013

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18).


INTRODUÇÃO



O primeiro grupo social a que uma pessoa pertence é a Família, grupo criado pelo próprio Deus (Gn 2:23,24) e que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas do ser humano. A função da Família é, precisamente, impedir que haja o sentimento de solidão, que caracterizava Adão antes da formação da mulher (Gn 2:20).


A Igreja, principalmente a Igreja Local, é formada pela soma de suas Famílias. A Igreja é o reflexo das Famílias. Famílias bem estruturadas formam Igrejas bem estruturadas. Isto é verdade, e Satanás sabe disto! Por esta razão, de forma mais acentuada nestes “últimos dias”, ele tem investido, pesadamente, contra a estrutura familiar, de forma especial, através da televisão, usando, principalmente, suas novelas: desmoralizando o casamento, incentivando as uniões ilícitas, incentivando o homossexualismo, enaltecendo a liberdade sexual, quebrando a hierarquia familiar, retirando ou coibindo a autoridade dos pais, e coisas correlatas. O objetivo de Satanás é enfraquecer, desmoralizar, acabar com a estrutura familiar. Porém, seu alvo principal é a Igreja. Ele sabe que combatendo a Família, está prejudicando a Igreja.


Certamente que o assunto deste Trimestre – Família Cristã no século XXI(protegendo seu lar dos ataques do inimigo) -, é oportuno e será de grande proveito para cada crente em Cristo, em particular, e para a Igreja, no seu todo.


Nesta Aula inaugural, o assunto proposto é “A Família, criação de Deus”. Veremos, portanto, a Família tal como foi planejada por Deus, sem entrar nos detalhes das atribuições - responsabilidades e deveres de seus membros, os quais serão vistos nas Aulas posteriores.


I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO



Deus, o criador da Família



De todas as coisas que Deus criou, apenas uma, no seu julgamento, não estava boa – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só...”. Esta constatação foi feita por Deus logo após o homem ter conhecido e nomeado cada uma de todas as espécies animais - “Havendo pois o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus; e a todo o animal do campo..”(Gn 2:19).


Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18). Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste principio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado!


E Deus criou a mulher – “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn 2:22). Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”.


Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher. Qualquer distorção a este principio viola a decisão de Deus.


O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn 1:17).


O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal.


A Primeira Família



A primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como principio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn 1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas três funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos.


Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um Homem e de uma Mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn 2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este principio estabelecido por Deus, é contrária à Bíblia Sagrada.


O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este principio declarando: “Porém, desde o principio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc 10:6-8).


Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos. Os filhos são um complemento da Família, porém, a família pode subsistir sem eles.


O propósito de Deus ao criar a Família



a) Proporcionar ao ser humano abrigo e relacionamento. O texto bíblico de Gênesis 2:18 mostra isso: “Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele”. Segundo o pr. Elinaldo Renovato, “atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros”. Jesus mesmo nos alertou que isso aconteceria nos últimos dias - “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12). Devemos fazer de tudo para que este amor não seja esfriado no âmbito familiar. Quando o amor fenece o relacionamento sadio e tolerável também se esvai, e é isso que o inimigo das nossas almas deseja. Um família sadia significa uma igreja sadia. Esforcemos, pois, em investirmos no bom relacionamento familiar.


b) Um dos propósitos de Deus ao instituir a Família foi a propagação da raça humana. O plano de Deus foi fazer da Família um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seria, espalhadas sobre toda a Terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gn 1:28). Assim, a união de dois homens, ou de duas mulheres, contraria este propósito de Deus. Portanto, qualquer tentativa de formar uma Família através da união de duas pessoas do mesmo sexo, não procede de Deus e não pode ter a concordância de Sua Igreja.


Jesus e a Família



Nosso Senhor Jesus Cristo valorizou a Família. Veio ao mundo através de uma Família. Além de pais, teve irmãos e irmãs (Mt 13:55-57). Teve seu crescimento físico, social, intelectual e espiritual no seio da Família (Lc 2:52). No seu ministério, não costumava a hospedar-se em hotéis, mas desfrutava da hospitalidade de um lar (Mt 8:14; Lc 10:38-42). Em muitos milagres, demonstrou seu cuidado para com a Família (Mt 8:14-15; Lc 7:12-16). Seu primeiro milagre foi realizado numa festa de casamento (João 2:12). Ensinou-nos a orar, chamando Deus de "Pai Nosso" (Mt 6:9). Enfatizou o quarto mandamento, mandando honrar pai e mãe (Mt 15:3-6; Mc 7:10-13). Teve um trato especial com as crianças, abençoando-as (Mc 10:13-16).


II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUENCIAS PARA A FAMÍLIA



1. O ataque do inimigo. A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana. A essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado. A tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou a desobedecer à ordem de Deus. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.


A sutileza é a marca registrada do diabo (João 8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele.


Observamos, no relato da queda do primeiro casal, que o diabo surge como uma serpente, ou seja, de forma quase imperceptível, quase sem ser notada, apresentando-se à mulher de repente, de surpresa, num momento em que a mulher não esperava e que, o texto nos leva a crer, estava solitária, sem a companhia de seu marido, diríamos que num instante de distração. O diabo apareceu como uma serpente no Éden e, ante à distração do primeiro casal, conseguiu entrar no Jardim para efetuar a sua tarefa destruidora.


A distração, o “cochilo espiritual”, são fatais para a saúde espiritual da Igreja. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir. Eva, porém, estava distraída e, por causa disto, o diabo pôde se aproximar e iniciar um diálogo com a mulher, lançando-a no campo da dúvida: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3:1b). Diante de tanta amabilidade, Eva aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois, em sua resposta não correspondeu aquilo que, de fato, Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso.


Falseando a Palavra, Eva respondeu: “...do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. Percebe-se que a mulher demonstrou desconhecimento da Palavra de Deus. Enquanto a ordem divina era para que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (cf. Gn 2:16,17), a mulher respondeu à serpente que a ordem era a proibição de se comer e se tocar na árvore que estava no meio do jardim (Gn 3:3). Vemos aqui, portanto, que a mulher alterou em dois pontos a ordem divina, a saber: a) árvore da ciência do bem e do mal por árvore que está no meio do jardim; b) não comereis por não comereis nem tocareis. Agora Satanás estava em condições de contraditar o próprio Deus, pois, sentiu que já tinha o controle sobre a mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à veracidade da Palavra do próprio Deus - “...certamente não morrereis”. Uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.


Não tendo havido nenhuma reação por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com maior sutileza deu sua cartada final despertando, agora, a soberba e o desejo de ser como Deus: Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”(Gn 3:1-5).


Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar – pensou que seria como Deus. Olhou – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos”; Desejou – “...árvore desejável para dar entendimento...”; Tomou – “...tomou-lhe do fruto...”; Comeu - “...comeu...”; Morreu A Palavra de Deus era verdadeira – “...no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn 2:17).


O diabo mentiu, pôs em descrédito os ditos do Senhor e criou fantasias nas quais o primeiro casal acreditou e que foram a sua derrocada. Assim também trabalha ainda hoje. Uma vez se desprendendo das Escrituras, os homens são iludidos com falsas promessas e fantasias (que as Escrituras denominam de “fábulas”, ou seja, “contos da carochinha” (1Tm 1:4; 4:7; 2Tm 4:4; 2Pe 1:16), falsidades que a seu tempo se revelarão e que, infelizmente, para muitos, significarão a morte eterna.


2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar


Em primeiro lugar, a rebelião. Adão acusou a mulher por lhe ter oferecido o fruto proibido - “a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3:12). Daí já se percebe que o relacionamento entre o casal já não era como dantes.


A rebelião de Adão e Eva encerrou o relacionamento íntimo que eles haviam desfrutado com Deus. A natureza de sua rebelião foi tal que rompeu a sua maneira de se relacionar não só com Deus mas também um com o outro. Em vez do mútuo amor e compromisso, sua rebelião contra Deus resultou em vergonha mútua (Gn 3:7). Seu relacionamento interpessoal não era mais harmonioso. Essa rebelião resultou, acima de tudo, na separação de Deus e na percepção de que Deus era Alguém a quem temer, Alguém de quem eles precisavam se esconder (Gn 3:8-10). Deus e os seres humanos não estavam mais unidos em amor e harmonia. O que era necessário era um ato de reconciliação.


Em segundo lugar, a desigualdade de gênero, ou seja, a diferença de tratamento entre o homem e a mulher. Feitos para serem iguais diante de Deus, pois, para Deus, não há acepção de pessoas (Dt 10:17), homem e mulher, por causa do pecado, passaram a ter posições diferenciadas no relacionamento entre si, tendo o Senhor determinado o domínio do homem sobre a mulher (Gn 3:16). Este domínio não é desejo divino, mas reação divina ao pecado cometido. O pecado é gerador de desigualdade, pois é iniquidade e, em virtude disto, a humanidade sob o pecado é um triste quadro de injustiças, de desigualdades e de dominações. Entre tais desigualdades, destaca-se a “desigualdade de gênero”.


Em terceiro lugar, a contaminação da vida familiar. O pecado, ao trazer a desigualdade de gênero, já tornou tensas as relações entre marido e mulher, mas, logo em seguida, com o primeiro homicídio, bem demonstrou que vinha a atacar de forma direta a própria Família. Desde então, o pecado tem transtornado muitíssimo a vida familiar, vida esta que se encontra, nos nossos dias, em frangalhos, por causa, precisamente, do pecado. O pecado gera a destruição da vida familiar, pois desfaz a pureza e a estabilidade entre marido e mulher, retirando assim a necessária autoridade moral indispensável para o relacionamento entre pais e filhos, gerando milhares e milhares de vidas sem afeto e sem amor.


3. A vida familiar depois da Queda. Quando Deus criou a Família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A Família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano de divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.


A queda, como registrada em Gênesis, trouxe transtornos e males irreparáveis para a Família e, por conseguinte, para toda raça humana(Gn 3:17-19; Gl 3:21). Toda natureza passou a sofrer as consequências do pecado, que introduziu a morte no mundo e destituiu o homem de sua perfeita comunhão com o Criador (Gn 3:16-19). Entenda-se morte, aqui, não apenas como a separação física dos entes queridos, mas, sobretudo, a separação espiritual e eterna de Deus (Rm 5:12). Esse é o efeito mais dramático da desobediência de nossos primeiros pais, já que Deus não os criou para morte, mas para a vida. É tanto que a luta pela sobrevivência é algo inato em qualquer ser humano. Sua expulsão do jardim do Éden, todavia, é o símbolo perfeito dessa perda (Gn 3:22-24). A enfermidade física é um fato incontestável, e a Escritura afirma que o primeiro motivo deste terrível mal sobre a humanidade foi a queda de Adão e Eva.


Mas, o inimigo ainda não parou a sua investida contra a Família. Por ser de origem divina, o inimigo tem atacado a Família de maneira implacável. As tentações aos pais de família, principalmente na área do sexo e do mau relacionamento com os filhos tem sido constante; os ataques aos filhos, lançando-os contra os pais; dos pais contra os filhos; o problema das drogas, do sexo ilícito, da pornografia, de outros vícios, do homossexualismo. Estamos vendo isso com muita intensidade nestes últimos dias da Igreja na Terra. Satanás sabe que ele já está julgado e quer levar o maior número de pessoas com ele parta o Inferno (ler Salmo 9:17).


O domínio do pecado sobre o homem faz com que sejam praticadas as chamadas “obras da carne” (Gl 5:19-21), que prejudicam grandemente a própria convivência e sobrevivência da humanidade. O pecado, a começar da Família, dilapida a estrutura social e instala a barbárie e o egoísmo como modos de sobrevivência e de permanência no convívio social. Por mais tecnologicamente civilizados que estejam os homens, o aumento do pecado produz cada vez mais pecado, cada vez mais maldade, cada vez mais selvageria. Santifiquemo-nos ainda mais, pois Jesus está voltando!


III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS



1. Modelos de Famílias surgidas ao longo dos séculos. A Família está inserida dentro de um contexto social, e portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt 24:35). Ao longo dos séculos o modelo familiar teve várias mudanças. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:


a) Família patriarcal, quando o homem tem pelo menos duas esposas. Neste modelo, o pai(pater) era visto como o senhor da casa e da Família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, a partir de Lameque(descendente de Caim) – Gênesis 4:19 – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá”. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn 2:22-24). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família.


b) Famílias monoparenterais, quando há somente a presença de um dos pais, como é o caso de Agar e Ismael, depois de serem expulsos por Sara.


c) Família de solteiros, como parece ser o caso de Marta, Maria e Lázaro.


d) Famílias nucleares (monogâmica), que são aquelas Famílias compostas de pai, mãe e filhos, como é o caso da Família formada por José, Maria, Jesus e seus irmãos. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2:24; Mt 19:5).


e) Família conjugal, que é aquela cujo casal ainda não tem filhos ou que não teve filhos, como é o caso de Áquila e Priscila.


f) Família ampliada, que á aquela em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos, como é o caso de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.


g) Famílias unipessoais, onde só uma pessoa mora numa casa, podendo ser um pessoa solteira, uma viúva, ou uma divorciada, muito comum nos nossos dias, e não muito difícil de encontrar em nossas igrejas.


Portanto, sendo a Família uma instituição criada pelo próprio Deus, ao homem é indispensável que mantenha o modelo previsto pelo Senhor, pois só assim poderá cumprir o seu papel na ordem universal e se apresentar como alguém submisso ao senhorio de Deus. Como crentes, não podemos jamais querer ser tidos como verdadeiros e autênticos servos do Senhor, se não estivermos vivendo uma vida familiar de acordo com a vontade do Senhor, que é o modelo estampado na Sua Santa Palavra.


2. A Família na atualidade. Temos ouvido nesses últimos anos uma frase que parece que a cada dia que passa, tem mais simpatizantes, ei-la: “A Família é uma instituição falida”. Este é o conceito de Família para a maioria das pessoas do mundo moderno, e de fato, esta instituição formada por Deus, apresenta assustadoras estatísticas de sua desintegração. Eis alguns dos sintomas de degeneração familiar que se nos apresentam nesses dias: crises, desencantos e desilusões nos casamentos; separações e divórcios; crianças abandonadas; filhos irreverentes e indiferentes aos pais; brigas constantes entre os casais; etc. Como inverter este triste quadro e transformar meu lar em um exemplo mais vívido dos propósitos e objetivos de Deus?


Para a sua estabilidade a Família necessita urgentemente de um motivo espiritual. Não será com o conforto dos lares modernos que iremos construir lares felizes. A Família é um projeto divino, nasceu no coração e na mente de Deus, não é um acidente histórico ou uma necessidade social, ou ainda, um sistema para funcionar – A Família é ideia de Deus.


Sem a Família não pode o homem atingir o propósito estabelecido por Deus quando de sua criação. Não há como o homem atender ao que lhe é exigido pelo seu Criador sem que exista a Família.


Sem a Família o homem não pode sequer ser considerado um homem no sentido estrito da Palavra e as consequências que têm vindo à sociedade moderna em virtude do intenso e progressivo processo de desintegração familiar que temos contemplado é uma prova do que estamos a dizer. Via de regra, os criminosos mais hediondos que têm surgido, que nem sequer se portam como seres humanos, tamanha a sua bestialidade, são pessoas que foram vítimas da ausência da instituição familiar no histórico de suas vidas. A destruição da instituição familiar representa, assim, a própria destruição da humanidade, da imagem e semelhança de Deus na vida dos seres humanos e é por isso que o adversário de nossas almas, que nos odeia e nos detesta, tem investido tanto na destruição desta instituição. Destrua-se a Família e estarão destruídos os seres humanos e, por conseguinte, toda a sociedade.


CONCLUSÃO



Ao criar a primeira Família, Deus constituiu, nos limites do Jardim do Éden, o seu espaço de habitação (Gn 2: 7-15). O lar em que os primeiros cônjuges viveriam um para o outro, teriam filhos e juntos desfrutariam de tudo quanto Deus lhes preparara. Era um lugar de bênçãos que cumpriria as verdadeiras funções do lar. Esse foi e continua sendo o propósito de Deus para a Família.


Podemos fazer do lugar em que habitamos, com a ajuda de Deus, um abrigo de paz contra as tempestades que nos cercam, onde pais e filhos possam dar-se as mãos numa vida de permanente celebração da glória de Deus e alcançarem, por fim, uma velhice feliz e vitoriosa. Amém!!


Fonte: ebdweb