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domingo, 13 de março de 2011

A DONA DE CASA PERFEITA


A maioria das mulheres é dona de casa pelo menos durante parte de sua vida, ou por decisão pessoal, ou por necessidade. Se não são casadas, são donas de casa ou para os pais idosos, ou para uma amiga, ou para si mesmas. A mulher casada é dona de casa, cuidando do lar para o marido e os filhos. Já estou ficando cansada de ouvir as mulheres dizerem: "Sou apenas dona de casa!" Deus criou a mulher para ser auxiliar; e qual seria o melhor lugar para ela começar, do que em seu próprio lar? A mulher virtuosa de Provérbios 31 é aquela que "atende ao bom andamento de sua casa".

Chefe do Departamento Doméstico
O sucesso e a felicidade no trabalho da dona de casa depen­derão muito de ela ter atitudes corretas, e das prioridades que estabelecer para seu lar.
"E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus." (Cl 3.17.)
Houve ocasiões em minha vida sim, muitas delas nos primeiros anos de meu casamento, quando não fiz meu trabalho de casa com uma atitude de ação de graças, e nem o realizei em nome do Senhor Jesus Cristo. E, no meu caso, não foram os grandes problemas que acabaram por esgotar-me mais; não; foi antes um crescente ressentimento causado pelas inúmeras e pequeninas tarefas que tinham que ser feitas várias e várias vezes, e pareciam tão sem propósito. Todos os dias, eu realizava aqueles mesmos atos rotineiros: recolher meias sujas, pendurar toalhas molhadas, fechar portas de armários, apagar luzes que haviam sido deixadas ligadas, ajeitar brinquedos espalhados pelo chão. Tais servicinhos me pareciam muito improdutivos, e eu os realizava com um grande sentimento de enfado. Com este tipo de atitude logicamente o ressentimento foi-se avolumando, e, por sua vez, deu origem à depressão eu era realmente "apenas dona de casa". Quando a nossa atitude é errada, ela faz com que tiremos nossas prioridades da ordem certa.
Não era isso que Deus queria para mim. Ele me chamara para ser uma auxiliar em minha casa e me colocara como chefe do Departamento Doméstico. Suas instruções para o cargo encontram-se na Bíblia:
"Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens, cientes de que recebe­reis a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo." (Cl 3.23,24.)
Eu tinha que executar meu serviço de todo o coração, como para o Senhor, pois estava servindo ao Senhor. Afinal de contas, nosso lar pertencia a Deus. Nós o havíamos dedicado a ele e lhe pedíramos para ser o cabeça dele. Deus colocara meu marido como chefe de outros departamentos, e me designara para chefe do departamento doméstico. Em nenhuma outra situação eu poderia ter melhor patrão ou ocupar uma posição de maior responsabilidade Eu era a anfitriã encarregada da casa, e este lugar devia revelar-se uma habitação santa, com ordem, amor e contentamento.
Em minha cozinha, tenho um quadrinho no qual está impresso um poema, escrito por uma pessoa que não conheço, e que diz o seguinte:


Oração da Cozinha
Ó Senhor, de todas as panelas e outros utensílios
Como eu não tenho tempo para ser                                   
Um santo a realizar belas ações
Ou a vigiar, nas horas tardias da noite,

Ou sonhar à luz das madrugadas
Ou bater aos portões dos céus,
Torna-me um santo que prepara refeições,
E lava as louças.

Aquece esta cozinha com teu amor
Ilumina-a com a tua paz
Perdoa-me por todas as minhas preocupações
E faz cessar minhas murmurações.

Tu que te deleitavas em dar alimento aos homens
Em casa ou à beira-mar.
Aceita o serviço que presto
Pois o laço para te adorar

Quando este espírito está refletido em nosso trabalho casei­ro, nosso temperamento não fará nenhuma diferença. A sanguí­nea despreocupada terá um novo senso de responsabilidade, e porá em ordem sua casa A colérica dominante cultivará uma suave docilidade, e seu lar será cheio de amor A cautelosa fleumática será incentivada a realizar o trabalho que está diante dela, e a lamuriosa melancólica terá um espírito mais feliz e (ontente
Temos que indagar de nós mesmas com que motivação realizamos as tarefas domésticas Será que as executamos para nossa satisfação própria? Ou será para nos igualarmos com os vizinhos e amigos, que, aliás, podem aparecer ali de repente? Ou será para tornar confortável este lugar de refúgio daqueles a quem amamos e desejamos servir?
Muitas donas de casa tentam fugir à realidade de sua situação lendo romances, seguindo novelas de televisão, visi­tando vizinhas, ou conversando horas e horas no telefone. São vítimas dos comerciais de TV, que fazem a dona de casa americana parecer que não possui cérebro nem bom senso A dona de casa cheia do Fspírito hesitará em identificar-se com tal imagem

A Decoração e o Temperamento
Seu lar e a maneira como você o arranja revelam-na como Lima dona de casa feliz e contente, ou como uma mulher, enfadada, sem nenhum interesse. Não é preciso que se possua mobiliário e aparelhos sofisticados e caros, É possível darmos à nossa casa uma aparência agradável, aconchegante e bem cui­dada, e ainda assim mantermos as despesas dentro de um padrão conservador. Se usarmos um pouco de imaginação, uma brocha de pintar, a máquina de costura, e algumas coisas que nós mesmas podemos fazer, veremos a diferença que isto fará.
A maneira como decoramos a casa poderá revelar alguns aspectos de nosso temperamento, ou do de nosso marido, dependendo de quem escolhe os objetos. Damos abaixo um resumo de gostos para cores, de acordo com os temperamentos.
Melancólico
Cores sombrias:  tons esmaecidos  de  marrom,   negro, cinza e vinho. Fleumático
Cores suaves e primaveris, tons claros de verde, amare­lo, rosa e azul. Colérico
Cores cálidas, outonais: ouro, marrom, vinho, laranja claro.
Sanguíneo
Cores vivas e brilhantes: vermelho, laranja vivo, ama­relo.

Lembremo-nos, porém, de que estas preferências de cor não são absolutas, pois temos combinações de temperamentos, e isso acaba resultando numa mistura de cores. Mas acima de tudo, nosso lar, com suas cores, planos e aspecto geral, deve dar evidência de que Cristo habita no coração das pessoas que vivem nele.

O Segredo da Hospitalidade
Não se limite a estar em seu lar; procure viver nele! Seja hospitaleira! A arte de ser hospitaleira não exige preparos elaborados nem acepipes caros. Seja você mesma, e procure ser agradável
Qual é o objetivo da hospitalidade? O principal objetivo da hospitalidade não é alimentar seus convidados; isso eles podem fazer em suas próprias casas. Mais importante que aquilo que servimos é nossa disposição de dar-lhes uma parte de nós mes­mas amor, bondade, generosidade e nossos convidados só podem receber isto de nós próprias. Estejamos prontas a ouvi-los, mas ouvir de verdade, pois eles podem estar à procura de consolo, de amizade, ou talvez de ajuda; talvez estejam atra­vessando uma fase de solidão ou enfrentando alguma luta.
Eu costumava ter a ideia errónea de que ser boa, anfitriã significava trabalhar como escrava e quase matar-me fazendo preparativos para os convidados. Por isso, quando chegava o momento de as visitas aparecerem, eu tinha mais vontade de ir deitar-me do que de atender à porta. "Antes hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si", é c orno Tito 1.8 determina que sejamos. Alguns dos mais notáveis exemplos de hospitalidade que já presenciei foram dados por pessoas que estavam encantadas de darem de si mesmas ou dar a outros as cousas que possuíam, sem nenhum aviso prévio.
Eram pessoas que possuíam o maravilhoso dom de fazer os outros sentirem-se bem à vontade em sua casa. Quando a anfi­triã fica tensa, geralmente os convidados percebem e ficam tensos também. Certa vez fomos convidados para jantar em casa de uma família maravilhosa. Entretanto, a dona da casa não se achava tranquila, nem à vontade. Embora ela houvesse preparado um jantar muito elegante e o servisse de forma quase perfeita, todos nós sentimos que ela estava tensa. Estava tão preocupada em que a reunião transcorresse sem nenhuma falha, que acabou deixando a todos nós nervosos. Teria sido bem mais agradável se ela tivesse se preparado o melhor possível, sim, mas depois tivesse se relaxado, e se tornado mais flexível e mais disposta a dar de si mesma para nós. As vezes, uma reunião não tão perfeita pode ser mais agradável que uma festinha total­mente perfeita.
Ser hospitaleira não significa exibir sua linda casa, nem suas habilidades culinárias. Significa, isso sim, demonstrar calor humano e amizade, você e sua família. Não é necessário servir um jantar de sete especialidades para se ser hospitaleira. Uma conversa afável enquanto se toma café com biscoitos pode ser bastante interessante, quando dela participamos com espírito franco.
Por vezes, ser hospitaleira implica em sair de casa para praticar um ato de hospitalidade, talvez levando uma travessa de macarronada para uma vizinha doente, ou talvez visitando uma viúva que precisa da presença de uma pessoa amiga em sua solidão. Não se receie de dar, dar, dar.
"Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, pratícan-do-a, sem o saber, acolheram anjos." (Hb 13.2.)

A Raiz de Todos os Males
"O AMOR ao dinheiro é a raiz de todos os males." A dona de casa bem sucedida não deve cometer o erro de amar o dinheiro a ponto de tirar de ordem suas prioridades, e negligenciar coisas que são de verdadeiro valor. O desejo de possuir coisas tais como uma casa melhor, um carro mais novo, muitas roupas ou móveis mais bonitos, pode, com muita sutileza, levar a dona de casa a um estado de descontentamento e ambição O dinheiro não pode comprar a felicidade do lar, e se para conseguir o que desejamos precisarmos deixar o lar para trabalhar fora, então, provavelmente, devemos fazer um reexame de nossas priorida­des e senso de valores. A mulher cheia do Espírito deverá preferir agradar a Deus nesta questão, do que satisfazer seu anseio pelas coisas materiais. Deste modo, ela pode buscar a orientação divina em tudo, e manter suas prioridades na ordem correta

Os Temperamentos e a Dona de Casa
Damos abaixo um resumo de como os temperamentos atuam no Departamento Doméstico Haverá casos em que um se confunde com outro, e é possível que alguém se encontre em duas ou três destas categorias, já que ninguém é completamente formado de um só temperamento.
Marta Melancólica Normalmente, Marta se sobressairá como boa cozinheira, uma inteligente decoradora ou aprecia­dora de antiguidades; ela consegue também dar à sua casa alguns toques artísticos com objetos que ela própria confeccio­na. Seu temperamento mais sombrio impede que seja muito hospitaleira.
Paula Fleumática Ela è uma boa dona de casa, totalmente consagrada a isso, e, em geral, é dedicada e persistente. Tem o potencial de tornar-se especialista em pratos sofisticados. Por causa de sua grande paciência, é boa costureira. Provavelmente, Paula é lenta, rnas uma pessoa de agradável convívio.
Clara Colérica Esta é excelente na arte de receber, e consegue realizar qualquer coisa que se resolver a fazer. Entre­tanto, apesar de seu lar ser bem organizado, ela não é uma dona de casa nata. Sua casa é um lugar que agrada aos olhos, mas não um bom lugar para se viver.
Sara Sanguínea Saraé muito hospitaleira e boa vizinha, por causa de seu amor pelas pessoas em geral. Costa de comer, e, na maioria dos casos, é boa cozinheira. Sua casa nem sempre está muito impecável, mas ela compartilha com os outros tudo que possui
Pela obra do Espírito Santo, cada temperamento tem a possibilidade de superar quaisquer fraquezas nessa área, culti­vando as atitudes certas e fazendo uma entrega total ao Senhor Não é o bom gosto da mulher na escolha da decoração ou na distribuição das cores que torna uma casa mais agradável e pacífica; é a própria mulher.

 Fonte: A Mulher Controlada ( Berverly Lahaye)

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