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terça-feira, 28 de junho de 2016

1ª lição do 3º trimestre de 2016: O QUE É EVANGELIZAÇÃO


Texto Base: Marcos 16:9-20

 
"Portanto, ide, ensinai iodas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo; ensinando-as a guardar todas as coi­sas que eu vos tenho mandado [...]" (Mt 28:19,20).

 

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, trataremos do “desafio da evangelização” num mundo em tremenda decadência moral e aversão a tudo o que se prega sobre Deus. A evangelização não espera época específica para ser praticada, ela é ultracircunstancial. Diz o apóstolo Paulo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo...” (2Tm 4:1,2).

A evangelização é a tarefa mais urgente da Igreja de Cristo. Além das criaturas humanas que estão bem longe de nossa pátria, aqui mesmo, bem pertinho de nós, há alguém suspirando pelo evangelho que salva, transforma e reconcilia o ser humano com o Deus Todo-Poderoso. Nenhum outro trabalho é tão primordial e urgente quanto a evangelização. Quando os cristãos têm consciência disso, passam a entender que sua existência gira em torno desta missão dada a cada crente, que é membro do Corpo de Cristo em particular. Assim, tudo quanto fizermos nesta vida, em qualquer setor ou aspecto, deve levar em consideração, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33). Se crermos, de fato, que Cristo morreu e ressuscitou para redimir-nos do inferno, não nos calaremos acerca de tão grande salvação (Hb 2:3). A evangelização compreende, também, o ensino, o batismo e a integração do novo convertido.

I. EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO

“Evangelismo ou evangelização? Evangelização depende do evangelismo. Se este é a teoria, aquela é a prática”.

1. Evangelismo. É a doutrina cujo objetivo é fundamentar bi­blicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo (Mt 28:19,20; At 1:8). Segundo alguns estudiosos, o termo “evangelismo” tem sido usado na maioria das vezes de maneira incorreta e inadequada, até mesmo em meio acadêmico e em conferências missionárias, com o sentido igual ao do verbo “evangelizar” ou do substantivo deste. Contudo, a palavra “evangelismo’, é formada pelos termos gregos “euangelion”, que é “evangelho”, e “ismós”, que denota “sistema”. Desta maneira, quando falamos de “evangelismo”, literalmente não estamos nos referindo propriamente a ação de transmitir a Palavra, porém, a um “sistema baseado em princípios, métodos, estratégias e técnicas da ação de ‘evangelizar’”. Então, o “evangelismo” é um sistema disciplinar que organiza a operação da ação de evangelizar, suprindo-a de recursos. Como disse o pr. Claudionor de Andrade, o evangelismo fornece também as bases metodológicas, a fim de que os evangelizadores cumpram eficazmente a sua tarefa. Exorta Paulo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2:15).

2. Evangelização. Evangelização é o anúncio do Evangelho, é o anúncio de que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu. Era esta a mensagem que era pregada pelos apóstolos, aqueles que receberam diretamente a “Grande Comissão” (At 2:22-36; 3:13-26; 5:40-42; 6:14; 8:5,35; 9:20; 10:37,38; 11:20; 13:26-41).

O assunto primordial da Igreja é a salvação do homem na pessoa de Jesus Cristo. É para isto que existe a Igreja. Não devemos nos perder em discussões inúteis e que não trazem proveito algum (1Tm 1:4-7; 6:3,5). O Senhor nos mandou pregar o Evangelho e não ficar discutindo filigranas, inúteis temas doutrinários-teológicos ou nos perdendo em interpretações de aspectos absolutamente secundários das Escrituras, quando não de questões relacionadas com a cultura e costumes. “Pregai o Evangelho”, diz o Senhor; esta é a função da Igreja, nada mais, nada menos que isto.

Concordo com o Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco, quando diz que nos dias em que vivemos, até mesmo nos cultos das igrejas locais o Evangelho não tem mais sido pregado! Perdem-se horas em eventos, em ensaios, em apresentações, em efemérides sociais, em discussões relativas a usos e costumes, e se esquece de dizer que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu. Há, mesmo, milhares de cultos diariamente em que nem sequer é feito o convite ao pecador para aceitar a Cristo! Como estamos distantes do objetivo fixado pelo Senhor: a pregação do Evangelho.

Diz mais o Ev. Dr. Caramuru Afonso: “algumas igrejas procuram se cercar de métodos e de estratégias para aumentar a eficiência e a eficácia da evangelização. Nas últimas décadas, surgiram mais métodos de evangelização e técnicas de crescimento de igrejas do que em toda a história da Igreja. É o “crescimento por células”, “crescimento por grupos pequenos”, “evangelismo explosivo”, “crescimento por propósitos”, enfim, um sem-número de fórmulas e modelos que procuram recuperar o tempo perdido e fazer com que as igrejas retomem a evangelização como prioridade. Muitos destes métodos foram testados e, aqui ou ali, tiveram algum resultado (além de, vez por outra, enriquecer os seus idealizadores…), mas nada, absolutamente coisa alguma pode substituir o modelo bíblico, que é o do comprometimento de toda a igreja local, o amor real de cada crente pelas almas perdidas. Sem este compromisso, que não é gerado por método algum, mas tão somente pelo amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em cada coração (Rm 5:5), pode fazer com que cada crente na sua igreja local se esforce para que as almas sejam salvas. Como diz o apóstolo Judas, somente se nos conservarmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna, teremos piedade de alguns, que estão duvidosos, como também nos empenharemos para salvar alguns arrebatando-os do fogo (Jd.21-23)”.

II. POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR

“A evangelização é um mandamento de Jesus. É também a maior expressão de amor, pois o mundo jaz no maligno e em breve Jesus voltará”.

 

1. É um mandamento de Jesus. Está expresso em Mateus 28:19,20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. O verbo “ide”, tanto em Mateus como em Marcos, está no imperativo, ou seja, trata-se de uma ordem, não de uma recomendação ou de um conselho que venha da parte do Senhor.

A ordem do Senhor é que devemos ir por todo o mundo. Ir ao encontro dos pecadores, levar-lhes a mensagem da salvação em Cristo Jesus. O homem não tem condições de salvar-se a si próprio e, mais, o deus deste século lhe cegou o entendimento para que não tenha condições de ver a luz do evangelho da glória de Cristo (2Co 4:4). Portanto, a ordem do Senhor é para que se pregue a toda criatura, mesmo aquela que, pela sua conduta, pela sua forma de proceder, é alvo de todo ódio, de toda repugnância, de todo o desprezo da sociedade e do mundo. Deve-se pregar a toda a criatura, mesmo que seja a pior pessoa que exista sobre a face da Terra. Não cabe à Igreja julgar as pessoas e dizer a quem deve, ou não, ser pregada a Palavra.

É interessante observarmos que, nos dias do profeta Jonas, o Senhor mandou que fosse feita a pregação a todos os ninivitas, sem exceção alguma, ainda que eles fossem os homens mais cruéis que existiam no mundo naquele tempo. Jonas teve de pregar para todos, sem exceção, ainda que muitos, pela sua extrema crueldade e maldade, fossem, na verdade, verdadeiras “bestas-feras”, verdadeiros “animais” (Jonas 3:8), que, mesmo sendo o que eram, foram alcançados pela misericórdia divina. Observe o exemplo de Jesus - Ele ia ao encontro dos publicanos e das meretrizes, considerados a escória da sociedade de seu tempo. E nós, o que estamos a fazer? Jesus valorizava a todos indistintamente, até mesmo aquele considerado a pior escória da sociedade, como era o endemoninhado gadareno (cf. Mc 5:1-20). Jesus, depois de um dia fatigante, atravessou o mar da galileia, enfrentou uma tempestade impiedosa para salvar um homem que todos tinham rejeitado e descartado, até mesmo pelos de sua família. Qual o valor de uma vida? Para Jesus tem um valor imenso. E nós, como avaliamos as pessoas?

2. É a maior expressão de amor da Igreja. A Igreja é chamada de “coluna e firmeza da verdade” (1Tm 2:15), porque deve sustentar e ser a legítima anunciadora da Palavra de Deus sobre a face da Terra. Num mundo onde a iniquidade aumenta a cada dia (Mt 24:12), num mundo onde a corrupção geral do gênero humano é cada vez maior (Rm 1:18-32), cabe à Igreja a difícil tarefa de anunciar a Verdade, de mostrar ao mundo a Palavra de Deus, resplandecendo como astro no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp.2:15).

A igreja existe para evangelizar, assim como o hospital existe para cuidar de doente e a escola, para que professores ensinem os alunos. Sem a evangelização as igrejas não passarão de clubes sociais, e, diremos, de qualidade muito inferior a muitos outros que, pelo menos, têm alguma relevância social, o que, via de regra, não ocorre com as igrejas locais que se esqueceram da evangelização.

No princípio, a igreja desempenhava a grande comissão com muita dedicação e amor. Havia um espírito de união, unidade, comunhão, movido pelo amor divino. Diz o texto sagado: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2:42). Estes princípios eram tão intensos na vida daqueles irmãos que “... todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2:47). Urge voltamos a estes princípios que caracterizavam a igreja primitiva.

A ressurreição de Cristo - esta foi a primeira grande mensagem da Igreja. Todos em Jerusalém estavam cientes do que acontecera a Jesus de Nazaré: a sua crucificação, a sua morte e o seu sepultamento. O que eles desconheciam é que Ele se tinha levantado dentre os mortos e estava vivo. Era uma mensagem difícil de ser entregue. Como convencer alguém de que um morto estava vivo? Como persuadir à fé os judeus religiosos, os gregos racionalistas e os poderosos romanos? Quando Paulo, em pleno Areópago de Atenas, mencionou a ressurreição de Jesus, a reação dos atenienses foi esta: “E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez” (Atos 17:32). No entanto, Paulo não se deixou abater e afirmou com convicção: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé…” (1Co 15:17). E a verdade é que muitos, perante os sinais que evidenciavam que Cristo estava vivo no meio da Igreja, criam e a multidão dos crentes multiplicava-se, a ponto de conquistar todo o império no espaço de uma geração (Cl 1:6).

3. O mundo jaz no maligno. O mundo arma um cenário encantador para nos atrair. Contudo, o mundo jaz no maligno, como diz o apóstolo João (1João 5:19).

Nós vivemos em uma época caracterizada por imundície moral. O perigo da contaminação pelo mundo por meio de suas diversões, revistas, livros, internet, comunicação social e a vida do dia-a-dia, é algo que nós conhecemos muito bem. Quando o cristão e a igreja local apresentam-se como “luz do mundo” e “sal da terra”, tendo uma vida diferente dos demais homens e mulheres que os cercam, vivendo aquilo que pregam, “fazendo a diferença”, como se costuma dizer hoje em dia, estamos a proclamar a Palavra de Deus, a cumprir o encargo profético que nos foi dado pelo Senhor Jesus.

Como portadora da Verdade, a igreja deve se posicionar sempre que uma decisão, uma ideia, uma afirmação vier a contrariar as Escrituras. É dever indeclinável da Igreja alertar os descaminhos e os rumos contrários à Palavra de Deus que têm sido cada vez mais intensamente adotados pelo mundo. Esta atitude profética da Igreja encontra-se muito demonstrada nos profetas do Antigo Testamento que, não poucas vezes, tiveram de se indispor com a sociedade de seus dias, mui especialmente com os governantes e os integrantes das classes sociais integrantes da elite. Quando vemos as mensagens contundentes de Elias, Eliseu, Amós, Isaías, Jeremias, Ezequiel e de João Batista, entre outros, percebemos que o exercício do encargo profético é espinhoso, antipático e ensejador de perseguições, mas que não há outro caminho a seguir senão falar a verdade, custe o que custar. Aliás, estes profetas falaram sem ter noção exata do preço da salvação, ao contrário da Igreja, que sabe que custou o precioso sangue de Jesus (1Pd 1:18,19), o que tornará o custo da nossa denúncia sempre muito inferior ao preço do nosso resgate, como também em comparação com a glória que está reservada para os fiéis (Rm 8:18).

4. Porque Jesus em breve virá. A igreja deve realizar com presteza e urgência a pregação do evangelho da Salvação porque haverá um tempo, quando a noite chegar, que não será mais possível trabalhar. Foi o próprio Jesus quem advertiu: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9:4). O termo “noite” neste versículo refere-se à morte. Passamos uma só vez por este mundo; se não fizermos aqui o que devemos e podemos fazer para Deus e para o próximo, não teremos outra oportunidade. A evangelização é o trabalho mais sublime que a igreja deve fazer em prol das pessoas que ainda não aceitaram Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Além disso, Jesus em breve virá, no momento certo, que não sabemos nem temos condição de saber qual é (Mt 24:36), e se a igreja não for mais ousada em sua principal obrigação aqui na Terra, que é a pregação do Evangelho, então a maioria das pessoas do planeta irão para o inferno onde padecerão eternamente. Não podemos comparecer de mãos vazias perante o Senhor da Seara.

III. COMO EVANGELIZAR

“A missão de pregar a todos, em todos os lugares e em todo tempo in­clui a evangelização pessoal, coletiva, nacional e transcultural”.

1. Evangelização pessoal. Evangelização Pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individual­mente, é levá-los a Cristo, o Salvador (João 1:41,42; At 8:30). Jesus foi um exímio praticante deste modelo de evangelização. Certa feita, na calada da noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (João 3:1-16) e, no ardor do dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da vida (João 4:1-24).

Concordo com o pr. Antônio Gilberto quando diz que a importância da Evangelização Pes­soal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16:15). O Evangelismo Pessoal vai além do pecador per­dido: ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo e auxílio. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras (GILBERTO, Antônio - Pratica do Evangelismo Pessoal. 1ed. Rio de Janeiro. CPAD, 1983, p. 10).

O destino de muitas pessoas será o inferno. O Novo Testamento revela o local dessas chamas eternas: o Lago de Fogo (Ap 19:20; Ap 20:10,14,15). Então, o que fazer quando você quiser dizer a alguém que ama como evitar o castigo eterno? Você evangeliza, anuncia a Boa-Nova, ou seja, dá a boa notícia, você apresenta o Evangelho.

Como deve ser feito a Evangelização Pessoal?

a)  Com profundo amor;

b)  Com paciência e persistência;

c)  Ouvindo a pessoa evangelizada;

d)  Usando linguagem que as pessoas compreendam;

e)  Fazendo perguntas sábias sobre a salvação;

f)   Não fugindo do assunto da salvação.

g)  Evitando assuntos polêmicos e discussões;

h)  Evitando ficar irritado;

i)   Mostrando o plano da salvação de modo simples;

j)   Procurando responder todas as perguntas com apoio bíblico.

2. Evangelização coletiva ou em massa. Este método implica em alcançar muitas pessoas ao mesmo tempo. Cristo e os Apóstolos sempre gostaram desse método – Ex.: Jesus e o sermão do monte; Paulo no Areópago, ensinando que filosofia não traz paz à alma e que só devemos adorar a um Deus. Exemplos mais usuais atualmente: Cruzadas, Culto nos templos, Cultos nas praças, dentre outros.

3. Evangelização urbana.  A vida urbana é uma realidade que desafia e exige da igreja uma pronta e veemente atitude para alcançá-la. Tem havido um enorme êxodo rural de pessoas em busca de melhores oportunidades, e isto tem inchado as grandes cidades de favelas e de marginalização, causando um desarranjo social incontrolável. A desorganização da vida urbana tem causado muitos problemas sociais, e a igreja deve estar preparada para responder a esses dilemas. Estratégias adequadas devem ser desenvolvidas para alcançar as pessoas. Os problemas típicos da vida urbana, tais quais a diversidade cultural, a marginalização social, o materialismo, a invasão das seitas e as tendências sociais, desafiam a igreja no sentido de, sem afetar a essência da mensagem do evangelho, demonstrar o poder da Palavra de Deus que transforma e dá esperança a todos (Rm 1:16).

“O Evangelho deve ser pregado aos pobres, aos ricos, aos setores médios, a nossas autoridades – a todos os setores de nossa sociedade urbana. Devemos evitar a tentação de limitar o Evangelho a nossos gostos, juízos e versículos favoritos. Façamos o esforço de anunciar a mensagem, fazendo discípulos e ensinando tudo o que Jesus nos ensinou. Não caiamos na tentação de pregar uma mensagem parcializada e barata, à moda das liquidações e ofertas do mercado, sem anunciar a renúncia e o sacrifício que implica o ser cristão. Não façamos do Evangelho uma mercadoria barata, que Jesus expulsará com açoites dos templos prostituídos de nossas vidas. Não esqueçamos de ensinar todo o conselho de Deus a todo o povo de Deus, para que este seja uma fiel testemunha do Evangelho ali onde o Senhor o tem enviado”(Tito Paredes - A DIMENSÃO TRANSCULTURAL DO EVANGELHO).

4. Evangelização transcultural. O Evangelho da graça foi dado a todo o mundo e não é monopólio de um só povo ou cultura. Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus devemos crer necessariamente que missões transculturais é o programa de Deus, visto que de Gênesis ao Apocalipse ela nos revela o amor de Deus pelas nações da Terra (Gn 12:3b; Is 49:6; Ap 5:9) .

A evangelização transcultural começa na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes. Porém, ela avança quando requer dos missionários uma capacitação especial para alcançar as pessoas. É preciso que o missionário tenha uma visão nítida de que a mensagem do evangelho é global, pois o cristianismo deve alcançar cada tribo, e língua, e povo, e nação até as extremidades da terra – “... também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra”(Is 49:6); “porque assim nos ordenou o Senhor: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra”(At 13.47).

CONCLUSÃO

A melhor e mais impressionante forma de pregarmos o Evangelho é vivermos de acordo com o Evangelho, é termos uma vida sincera e irrepreensível diante de Deus e dos homens. É necessário que cada um de nós, com nossas vidas, pregue o Evangelho, que cada um de nós seja “… uma carta de Cristo e escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração, conhecida e lida de todos os homens” (cf. 2Co 3:2,3). Assim, ao contrário do que muitos pensam, ou seja, de que evangelizar é entregar folhetos, bater de porta em porta, levar alguém até uma igreja ou subir em um púlpito ou pregar ao ar livre, evangelizar é tudo isto e muito mais: é viver de acordo com a Palavra de Deus, é desfrutar de uma comunhão sincera e perfeita com o Senhor, a ponto de sermos vasos de honra em todos os lugares em que estivermos ou vivermos (2Tm 2:20,21).

Fonte: ebdweb - Luciano de Paula Lourenço

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